Internacional

Irã ataca aeroporto de Dubai e ameaça bancos no Oriente Médio

O Irã intensificou nesta quarta-feira (11) sua ofensiva no Golfo Pérsico, atacando navios comerciais e atingindo o Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo em voos internacionais e sede da companhia aérea Emirates. Dois drones iranianos acertaram áreas próximas ao terminal, deixando quatro pessoas feridas, mas sem interromper as operações de voo, conforme o Escritório de Mídia de Dubai.

Ameaça a instituições financeiras

O comando militar conjunto do Irã anunciou a intenção de atacar bancos e instituições financeiras na região, colocando em risco especialmente Dubai, que concentra diversas instituições financeiras internacionais, além de Arábia Saudita e Bahrein.

Incidentes com navios comerciais e drones

Mais cedo, um projétil atingiu um navio porta-contêineres na costa de Omã, no Estreito de Ormuz, provocando um incêndio e forçando a maioria da tripulação a abandonar a embarcação, informou o Exército britânico. O Kuwait derrubou oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita interceptou cinco drones que avançavam para o campo petrolífero de Shaybah.

Com essas ações, o Irã afetou o tráfego de carga pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O país também mira campos petrolíferos e refinarias em nações árabes do Golfo, buscando gerar impactos econômicos globais e pressionar Estados Unidos e Israel a suspender ataques a Teerã.

Reações internacionais

O Conselho de Segurança da ONU deve votar ainda nesta quarta uma resolução proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo, exigindo que o Irã cesse ataques contra países vizinhos.

Israel, por sua vez, renovou ataques a Teerã após múltiplos bombardeios na terça-feira (10), considerados pelos moradores como alguns dos mais intensos do conflito até agora. Explosões também foram registradas em Beirute e no sul do Líbano, em ataques a alvos ligados ao grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Inovação

Uber Air: táxi voador da Uber começa a operar em Dubai e promete revolucionar mobilidade urbana

Os táxis voadores — antes vistos apenas em filmes de ficção científica — estão prestes a entrar na rotina de transporte urbano. A Uber, em parceria com a Joby Aviation, anunciou o lançamento do serviço Uber Air em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com previsão de início das operações comerciais em 2026.

A iniciativa faz parte da estratégia de mobilidade aérea urbana, que busca oferecer uma alternativa rápida e sustentável aos deslocamentos nas grandes cidades. O projeto pretende integrar viagens aéreas curtas ao ecossistema de transporte já operado pela plataforma da Uber.

Projeto de mobilidade aérea começou há quase uma década

A aposta da Uber na mobilidade aérea não é recente. Entre 2015 e 2016, a empresa criou o projeto Uber Elevate, divisão interna dedicada ao desenvolvimento de soluções de transporte aéreo para áreas urbanas.

O objetivo era expandir o modelo de transporte sob demanda — já consolidado nas ruas — para o espaço aéreo das cidades.

Um passo importante ocorreu em 2021, quando a Uber transferiu a divisão Uber Elevate para a Joby Aviation, empresa especializada em aeronaves elétricas. Ao mesmo tempo, reforçou a parceria ao investir cerca de US$ 75 milhões na companhia.

Com isso, a tecnologia, a equipe e os projetos da Uber passaram a ser desenvolvidos diretamente sob a gestão da Joby. Eric Allison, atualmente executivo da empresa, liderava a operação do programa dentro da Uber.

Parceria une tecnologia aeronáutica e plataforma da Uber

A colaboração entre as empresas combina dois pilares principais: a experiência da Uber em gestão de mobilidade sob demanda e a tecnologia avançada da Joby no desenvolvimento de aeronaves.

Segundo Sachin Kansal, diretor de produtos da Uber, os táxis aéreos elétricos podem ajudar a enfrentar desafios urbanos relacionados à mobilidade e à sustentabilidade.

Durante uma visita à imprensa em Dubai, que reuniu dezenas de jornalistas, Kansal destacou o potencial do projeto.

Ele afirmou que a expansão da plataforma para o transporte aéreo permitirá aplicar a escala tecnológica da Uber a um novo tipo de mobilidade, ampliando as opções de deslocamento nas grandes cidades.

Tempo perdido no trânsito motiva nova solução de transporte

Um dos principais objetivos do Uber Air é reduzir o tempo gasto em deslocamentos urbanos.

De acordo com estimativas apresentadas pela empresa, motoristas e passageiros podem perder até 93 horas por ano presos em congestionamentos em trajetos cotidianos, como ida e volta do trabalho ou da escola.

Para a companhia, ampliar estradas ou construir novas vias não resolve completamente o problema. A alternativa seria diversificar os meios de transporte disponíveis nas cidades, incluindo rotas aéreas para trajetos curtos.

Aeronave elétrica eVTOL será usada no serviço

O funcionamento do Uber Air depende da integração entre software e hardware. De um lado está a tecnologia da plataforma da Uber; do outro, as aeronaves eVTOL (Electric Vertical Take-Off and Landing) desenvolvidas pela Joby.

Esse tipo de veículo elétrico consegue decolar e pousar verticalmente, sem a necessidade de pistas longas, característica que facilita o uso em áreas urbanas.

A Joby Aviation, sediada na Califórnia, é considerada uma das empresas líderes em Mobilidade Aérea Avançada (AAM). A companhia desenvolve internamente praticamente todos os componentes das aeronaves, desde o design até o software de controle.

Tecnologia automotiva ajudou na produção das aeronaves

A empresa também contou com a colaboração de especialistas da Toyota, que participaram do desenvolvimento dos processos industriais da Joby.

A experiência da montadora japonesa em produção em larga escala ajudou a estruturar métodos de fabricação capazes de viabilizar a produção comercial das aeronaves.

O resultado dessa integração tecnológica é o Joby S1, veículo aéreo que será utilizado no serviço Uber Air.

Desempenho e autonomia do táxi voador

O Joby S1 é equipado com seis hélices inclináveis e motor totalmente elétrico. A aeronave pode atingir velocidade máxima de cerca de 320 km/h e possui autonomia de até 160 quilômetros com uma única carga.

Outro diferencial é o baixo nível de ruído. Segundo os desenvolvedores, o som gerado pelo veículo pode ser até 100 vezes menor que o de helicópteros tradicionais, característica essencial para operações em áreas urbanas.

Durante voos de demonstração, o ruído é mais perceptível apenas na decolagem e no pouso. Em altitude de cruzeiro, o som tende a ser significativamente reduzido.

Sistema digital garante controle e segurança

A aeronave conta com tecnologias avançadas, incluindo o sistema fly-by-wire digital, que transforma os movimentos feitos pelo piloto nos controles em sinais elétricos interpretados por computadores de bordo.

Além disso, diversos componentes essenciais — como motores, baterias, atuadores e sistemas eletrônicos — são produzidos internamente pela empresa, o que permite maior controle de qualidade e segurança operacional.

Aplicativo da Uber conectará transporte aéreo e terrestre

A experiência do usuário continuará integrada ao aplicativo da Uber, que será responsável por conectar as rotas aéreas com os trajetos terrestres.

Segundo Eric Allison, diretor de produtos da Joby, o sistema utiliza uma plataforma própria chamada Elevate OS, responsável por gerenciar reservas de voos, disponibilidade de pilotos e integração com a infraestrutura urbana.

Com isso, o usuário poderá solicitar um voo da mesma forma que pede um carro no aplicativo.

Viagens de 30 km podem levar apenas 11 minutos

Simulações feitas pela Uber indicam que trajetos que hoje levam dezenas de minutos podem ser drasticamente reduzidos.

Um exemplo é o percurso entre Dubai Marina e o Aeroporto Internacional de Dubai, com cerca de 30 quilômetros de distância. Pelo ar, o deslocamento poderia ser realizado em aproximadamente 11 minutos.

A redução no tempo de viagem pode beneficiar principalmente executivos, empresários e viajantes que precisam se deslocar rapidamente dentro da cidade.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Portos

Brasil garante investimento de R$ 1,6 bilhão no Porto de Santos durante missão em Dubai

A missão oficial do Ministério de Portos e Aeroportos aos Emirados Árabes Unidos chegou ao fim com resultados considerados estratégicos para a infraestrutura e para a indústria do Brasil. Liderada pelo ministro Silvio Costa Filho, a comitiva retornou ao país com o anúncio de R$ 1,6 bilhão em investimentos privados no Porto de Santos e avanços importantes para ampliar a malha aérea internacional em diferentes regiões brasileiras.

A agenda ocorreu entre 18 e 21 de novembro, reunindo autoridades e grandes players globais de logística, e reafirmou o Brasil como destino seguro e atrativo para investimentos estrangeiros. Para Costa Filho, os resultados comprovam a confiança internacional no atual cenário econômico brasileiro e no potencial das áreas portuária e aeronáutica.

Modernização no Porto de Santos
O principal anúncio da viagem foi o aporte de R$ 1,6 bilhão da DP World, uma das maiores empresas globais do setor. O investimento permitirá ampliar a capacidade do terminal de Santos para 2,1 milhões de TEUs até 2028, além da construção de um novo píer, modernização de equipamentos e expansão de 190 metros no cais.

A missão também reforçou o intercâmbio técnico. A delegação visitou o Porto de Jebel Ali, referência mundial, para conhecer tecnologias inovadoras como o sistema Boxbay, que aumenta significativamente a eficiência no armazenamento de cargas.

Expansão das rotas aéreas e do turismo
O aumento da conectividade aérea foi outro eixo central da missão. Em reunião com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines, o governo brasileiro avançou nas negociações para levar novos voos da companhia ao Nordeste, desconcentrando a entrada de turistas internacionais e fortalecendo o turismo regional.

Nos encontros com autoridades como a GACA (Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita) e a Dnata, foram discutidas ações voltadas à sustentabilidade, incluindo investimentos em combustível sustentável de aviação (SAF) e cooperação para o desenvolvimento de eVTOLs, consolidando o Brasil na rota da descarbonização do setor aéreo.

Segurança e cooperação internacional
A missão também abordou temas de segurança. O ministro se reuniu com Ahmed Naser Al-Raisi, presidente da Interpol, para discutir ações de proteção do espaço aéreo e de rotas logísticas — pauta considerada crucial para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

Integraram a comitiva o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, e o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Evento

Empresas brasileiras podem participar do Brasil Trade Lounge na Gulfood 2026, em Dubai

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), em parceria com o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEX), abriu inscrições para o Brasil Trade Lounge na Gulfood 2026, maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio. O evento acontecerá entre 26 e 30 de janeiro de 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O espaço exclusivo do Brasil Trade Lounge busca impulsionar exportações de empresas iniciantes ou que ainda não exportam, oferecendo representação comercial temporária por meio das Comerciais Exportadoras. As inscrições já estão abertas e se encerram em 24 de outubro de 2025.

Etapas de seleção e participação

Para participar, é necessário que a empresa seja não exportadora ou exportadora iniciante e participe da etapa nacional, que ocorrerá de 24 a 28 de novembro de 2025, de forma remota. Durante essa fase, acontecerão rodadas de negócios virtuais entre produtores brasileiros e comerciais exportadoras, com o objetivo de firmar acordos de representação comercial temporária.

Antes da seleção, as empresas terão acesso a um evento preparatório online, que abordará temas essenciais como exportação indireta, negociação internacional e o funcionamento do Brasil Trade Lounge.

Exposição internacional e networking estratégico

As empresas escolhidas terão seus produtos expostos na Gulfood 2026, dentro do estande do Brasil Trade Lounge — um espaço exclusivo de atendimento voltado às Comerciais Exportadoras. A participação garante visibilidade internacional, contato direto com compradores de diversos países e oportunidades de expansão para novos mercados.

As inscrições estão abertas até 24 de outubro de 2025, com vagas limitadas. As candidaturas serão avaliadas pela equipe técnica da ApexBrasil, de acordo com os critérios estabelecidos no regulamento da ação. 

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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Economia, Industria, Informação, Internacional, Investimento, Negócios, Notícias

DP World aponta perspectiva comercial incerta após queda no lucro

A DP World, empresa de portos e logística de propriedade de Dubai, reportou uma queda de 28% no lucro anual nesta quinta-feira, em parte devido a custos financeiros mais altos, e destacou que as incertezas no comércio global e os riscos geopolíticos estão obscurecendo suas perspectivas.

O lucro atribuível aos proprietários, após itens divulgados separadamente, caiu para US$ 591 milhões, em comparação com US$ 820 milhões no ano anterior, informou a DP World em um comunicado.

“Embora o ano tenha começado de forma positiva, o comércio global continua em constante mudança devido aos desafios geopolíticos em andamento”, disse o presidente e CEO Sultan Ahmed bin Sulayem no comunicado.

A DP World, que administra portos em países que vão do Reino Unido ao Peru, além de operar armazéns e parques logísticos, afirmou que a receita total subiu 9,7%, atingindo US$ 20 bilhões, impulsionada em parte pelo melhor desempenho de sua divisão de portos e terminais.

No Oriente Médio, Europa e África, a receita cresceu 5,3%, com resultados sólidos nos Emirados Árabes Unidos e na África compensando o desempenho mais fraco no porto de Jeddah, na Arábia Saudita, e nos negócios europeus da Unifeeder da DP World, devido à interrupção no Mar Vermelho.

Os houthis do Iêmen afirmaram que retomariam os ataques a navios israelenses que passassem pelo Mar Vermelho, pelo Mar Arábico, pelo estreito de Bab al-Mandab e pelo Golfo de Áden, encerrando um período de relativa calmaria desde janeiro.

A interrupção causada pelos ataques houthis, que têm como alvo rotas marítimas regionais importantes, forçou as empresas a realizarem viagens mais longas e caras ao redor do sul da África. O grupo alinhado ao Irã atacou mais de **100 navios** desde novembro de 2023, em solidariedade aos palestinos.

A DP World planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões este ano, aplicando recursos em seu principal porto, Jebel Ali, em Dubai, e em outros ativos, incluindo o porto London Gateway.

Fonte: Reuters
Operadora portuária DP World sinaliza perspectivas comerciais incertas após queda nos lucros | Reuters

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