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Fórum Econômico começa em Davos: veja os temas que devem dominar o evento que reúne a elite da economia global

O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), tem início nesta segunda-feira, 20, com a reunião da elite econômica mundial na cidade de Davos, nos Alpes Suíços.

O evento é considerado o mais importante para debater o futuro da economia global e do desenvolvimento dos países, com a expectativa de receber quase 3.000 líderes de mais de 130 países, incluindo 60 chefes de Estado e de governo.

Em 2024, o Brasil foi representando pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Este ano, uma comitiva ministerial iria representar o governo, porém houve uma desistência de última hora após a convocação da primeira reunião interministerial do ano. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, será, então, a principal autoridade brasileira presente.

Outras autoridades confirmadas incluem a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a do Banco Central Europeu, Christine Lagarde; o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres; e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que discursará virtualmente.

O Fórum mais badalado para se tratar da economia mundial não é, no entanto, um espaço deliberativo. Criado em 1971 como uma organização sem fins lucrativos pelo economista alemão Klaus Schwab, o evento pretende antes reunir políticos, empresários e acadêmicos para discutir soluções para os principais problemas globais.

“O evento acaba ocorrendo em um momento de incertezas econômicas globais, com destaque para as tensões geopolíticas e as estratégias monetárias de potências como os EUA, que podem afetar o comércio e o câmbio global”, afirma o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima. ” Para o Brasil, o foco será em como o país pode se adaptar às novas realidades do mercado financeiro e suas relações comerciais.”

Confira alguns temas em pauta em 2025:

Custos humanos e financeiros das guerras

Pesquisa divulgada pela própria organização na semana passada indicou que os conflitos armados são o principal risco em 2025 e devem ocupar boa parte dos debates. A informação foi divulgada pela Reuters, segundo a qual o estudo ouviu 900 especialistas, entre acadêmicos, formuladores de política e empresários.

Em seu site oficial, o Fórum de Davos reuniu dados de diferentes institutos sobre os impactos das guerras: mortes de civis cresceram 30% entre 2023 e 2024. Mais de 200 mil pessoas foram mortas e 120 milhões foram forçadas a se deslocar devido a conflitos. Os gastos militares dispararam neste contexto para mais de US$ 2,4 trilhões.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski deverá participar presencialmente do encontro, segundo informações do Deutsche Welle. O jornal destacou ainda os eventos organizados pela fundação Ukraine House. ““Se a Ucrânia cair, os perigos chegarão até você rapidamente. Sua segurança será prejudicada, sua economia, sua prosperidade e suas chances de viver a vida que deseja – tudo isso será posto em risco”, escreveu a fundação em comunicado.

Outro conflito relevante envolve a situação da faixa de Gaza que, apesar de ter chegado a um acordo de cessar-fogo no último final de semana, deixou para trás uma catástrofe humanitária cujos custos ainda não estão totalmente calculados. Em maio do ano passado, a ONU já falava em US$ 40 bilhões.

O aguardado choque de Donald Trump

O encontro será ainda um dos primeiros compromissos políticos de Donald Trump após tomar posse como presidente dos Estados Unidos pelo seu segundo mandato nesta segunda-feira, 20. O recém-empossado chefe de estado, no entanto, já confirmou que fará sua participação apenas de forma online em uma reunião na quarta-feira, 23.

O retorno de Donald Trump é outro dos tópicos que devem dominar as discussões em Davos, devido às ameaças do novo presidente de ampliar sua guerra comercial e impor sanções a diferentes países. Entre os alvos mencionados por ele em discursos estão a China, União Europeia, México, Índia e até mesmo o Brasil.

Pobreza global

Confederação formada por 21 organizações não governamentais (ONGs) de combate à pobreza, a Oxfam publica anualmente relatórios sobre a questão da desigualdade na véspera de Davos. Os dados em 2025 seguem alarmantes.

De acordo com a Oxfam, o 1% mais rico da população mundial detém atualmente 45% da riqueza global, enquanto 44% da humanidade vive com menos de 6,85 dólares (R$ 41,5) por dia. Além disso, o relatório aponta que as taxas de pobreza global praticamente não sofreram alterações desde 1990.

FONTE: Isto é dinheiro
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BNews Agro Retorno de Trump à presidência preocupa futuro do agronegócio no Brasil; entenda

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos tem gerado discussões entre representantes do agronegócio brasileiro. 

Isso porque, na primeira gestão do republicano foram impostas tarifas entre 10% e 50% acerca da importação de produtos chineses. No entanto, conforme informações do portal Globo Rural, alguns setores passaram a ter maiores destaques, a exemplo da cadeia da soja.

O professor e coordenador técnico da Fundação Dom Cabral Agroambiental, Marcello Brito, disse que ainda não está claro qual será o direcionamento do mandato. “Primeiro, é preciso aguardar para saber se Trump vai mesmo assinar as 100 medidas prometidas para o dia da posse. Depois, analisar e entender quais são esses anúncios. Sem nada concreto, é difícil mensurar o impacto direto para o agronegócio”, informou, conorme reportagem do Globo Rural.

Brito acredita que, a princípio, o fluxo entre Brasil e EUA não será afetado pelo fluxo de mercadorias agrícolas. No ano passado, os EUA se configuraram como o segundo maior importador de produtos do agro brasileiro, com 23% a mais do que o ano anterior, totalizando US$ 12,1 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura. O principal destaque foi para as vendas de café, com alta de 67,6%, resultando em US$ 765 milhões.

“Não dá de uma hora para outra os Estados Unidos dizerem que vão taxar o café brasileiro sem terem capacidade de repor o que eventualmente deixarem de comprar. O aumento das tarifas será aplicado com muito cuidado, e os americanos vão selecionar os produtos que tragam menos impacto para a sua demanda”, informou Brito, segundo o Globo Rural.

O professor estima que uma nova guerra comercial entre EUA e China pode ter um impacto reduzido para as exportações de produtos agropecuários brasileiros devido as mudanças do mercado global em relação a 2018. “Neste segundo mandato, Trump vai pegar um mundo geopoliticamente diferente. Além de haver pouco espaço vazio para ser ocupado nos mercados, distúrbios geopolíticos, como guerras, já foram precificados, e o comércio já fez os devidos ajustes”, acrescentou à reportagem.

A chefe da área de agricultura nos EUA da consultoria Hedgepoint Global Markets, Chris Trant, prevê o domínio da oferta de grãos ao mercado chinês, visto que foram 105 milhões de toneladas de soja para a China em 2024 e o Brasil compôs 75% desse volume.

“As tarifas [prometidas por Trump] podem gerar volatilidade no mercado de grãos, mas o agricultor dos EUA está menos dependente da China, graças à demanda interna. Já a China reduziu sua dependência da soja americana, centrando o foco no Brasil. A questão mais relevante será se Trump reduzirá o apoio à produção de biocombustíveis e de energia renovável”, disse Trant, conforme reportagem.

Em relação aos efeitos sobre os biocombustíveis, diretor no Brasil da Czarnikow, Tiago Medeiros, avalia que “Trump vai buscar a autossuficiência energética dos Estados Unidos. Isso implica em aumentar não só a exploração de petróleo, mas a produção de etanol no mercado doméstico, principalmente na Califórnia”.

FONTE: bnews
Retorno de Trump à presidência preocupa futuro do agronegócio no Brasil; entenda

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Por que o canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial?

Hidrovia que interliga os oceanos Pacífico e Atlântico é importante para economia

O Canal do Panamá, uma via artificial com 77,1 km de extensão, foi construído em 1914. As obras foram iniciadas pelos franceses e finalizadas pelos americanos uma década depois.

Idealizado para reduzir o tempo de viagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, o canal evitava a perigosa rota do Cabo Horn, no extremo sul da América do Sul, que incluía a travessia pela passagem de Drake ou pelo estreito de Magalhães. Atualmente, a travessia pelo canal leva cerca de 20 horas.

Ao longo de sua história, o canal foi administrado por colombianos, franceses e estadunidenses. Em 1977, foi assinado o Tratado Torrijos-Carter, que estabeleceu o controle conjunto das operações entre os Estados Unidos e o Panamá. Somente em 1999 a hidrovia passou a ser administrada exclusivamente pelo governo panamenho.

A última medição oficial, realizada em 2008, apontou que 309,6 milhões de toneladas foram movimentadas no canal, com cerca de 815 mil embarcações passando por ali. Desde que assumiu sua gestão, o Panamá implementou diversas melhorias na infraestrutura do canal.

Recentemente, o Canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial devido a declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele sugeriu a possibilidade de retomar o controle das operações do canal, chegando a mencionar o uso de força militar. Trump alega que a China estaria exercendo influência sobre as operações locais.

Para entender melhor o contexto e a importância do canal no comércio global, conversei com Jackson Campos, especialista em comércio exterior, que esclareceu os desafios e as implicações desse momento.

Jackson Campos, especialista em comércio exteriorFoto cedida : Jackson Campos

Mundo Agro: Qual a importância do canal do Panamá?

Jackson Campos: Desde que foi inaugurado há mais de 100 anos, o canal do Panamá une os oceanos Atlântico e Pacífico em um complexo sistema de eclusas, que permitem que os navios economizem 20 mil km de viagem, permitindo que navios de todos os tipos cheguem rapidamente de um lado a outro.

Mundo Agro: Antes desse canal, como era feita a comercialização de toda carga? Após a criação do canal, agilizou o processo e barateou os custos?

Jackson Campos: Antes do canal havia duas formas de chegar de um lado a outro: dando a volta pelo hemisfério sul ou transbordando a carga entre o Atlântico e Pacífico através da terra no Panamá, atravessando de carros de boi os quase 80 km de extensão, o que levava dias. A inauguração o processo ficou muito ágil (menos de 10 horas por embarcação) e ajudou muitos os Estados Unidos com seus navios de guerra na Segunda Guerra Mundial.

Mundo Agro: Por que os EUA querem voltar a controlar esse canal estratégico? Isso será bom?

Jackson Campos: Segundo o presidente eleito Donald Trump, o Panamá (responsável pelo canal desde 1999) cobra taxas (tarifas) absurdas dos passantes. O valor do pedágio é calculado com base no valor da carga transportada. O custo médio da passagem de um navio fica em torno de US$ 250 mil (podendo chegar a US$ 400 mil, dependendo do tamanho da embarcação), ou, ainda, um custo médio de US$ 8,73 por tonelada de carga movimentada. Não há como saber que, com os Estados Unidos assumindo o canal, qual será o custo cobrado por eles. Contudo, provavelmente a estratégia seria privilegiar cargas para ou dos Estados Unidos e cobrar a diferença de outros países. Mesmo o pedágio sendo pago por navio e não por carga, o que tornaria essa teoria fraca, já que os navios dificilmente possuem bandeira americana.

FONTE: Noticia R7
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De mãos atadas, o mundo assiste ao rompimento entre as maiores potências

Kishore Mahbubani fala sobre o impacto da lista negra de empresas chinesas pelos EUA. “Se os EUA tentarem se desvincular das empresas chinesas e seu alcance global, os EUA não estarão apenas se desvinculando da China, mas também do resto do mundo

A mais recente ação dos EUA para expandir sua lista de empresas militares chinesas arrisca causar mais do que apenas a queda das ações de algumas de suas companhias mais valiosas: também ameaça acelerar o desacoplamento das duas maiores economias do mundo.

Na segunda-feira, o governo Biden incluiu a Tencent Holdings Ltd., maior publicadora de jogos do mundo, e a Contemporary Amperex Technology Co. Ltd. (CATL), um importante fornecedor de baterias para a Tesla Inc., em sua lista de “empresas militares chinesas” — firmas que, segundo os EUA, trabalham direta ou indiretamente com o Exército de Libertação Popular (PLA) ou contribuem significativamente para a base industrial da China.

Desde que a primeira lista foi divulgada em 2021, conforme exigido por uma lei aprovada nos últimos dias do primeiro mandato de Donald Trump, ela cresceu para incluir 134 empresas — incluindo quatro das 20 maiores da China em valor de mercado, avaliadas juntas em quase US$ 1 trilhão.

 

Embora a lista não imponha sanções específicas, ao contrário da Lista de Entidades do Departamento de Comércio, ela desencoraja empresas americanas de fazer negócios com suas integrantes e representa um golpe reputacional para as empresas envolvidas. De forma mais ampla, a rápida expansão do registro mostra o quanto as linhas entre empreendimentos militares e civis estão sendo borradas, além de aumentar o risco de bifurcação das cadeias de suprimento caso medidas mais rígidas sejam aplicadas no futuro.

Essa abordagem pode sair pela culatra para Washington, segundo Kishore Mahbubani, ex-embaixador de Singapura nas Nações Unidas, que chamou a adição mais recente de “imprudente”.

“O mundo inteiro se moverá para depender de empresas chinesas para uma ampla gama de produtos, incluindo empresas como Tencent e CATL”, disse Mahbubani, também autor do livro Has China Won?

“Se os EUA tentarem se desacoplar das empresas chinesas e de seu alcance global, os EUA não estarão apenas se desacoplando da China”, disse ele. “Estarão se desacoplando do resto do mundo também.”

Os EUA incluíram Tencent Holdings Ltd. e Contemporary Amperex Technology Co. Ltd. (CATL) na lista negra por supostos vínculos com o exército chinês em uma medida surpresa semanas antes de Donald Trump assumir o cargo. James Mayger, da Bloomberg, relata.

Embora a lista tenha sido ampliada no final do mandato de Joe Biden, um dos principais defensores de incluir a CATL e outras grandes empresas chinesas foi Marco Rubio, indicado para ser o secretário de Estado no segundo mandato de Trump.

Isso levanta a questão de saber se Trump adotará uma postura rígida em relação à China, como indicam suas ameaças de impor tarifas de até 60%, ou se adotará uma visão mais pragmática — sugerida por seus esforços para reverter a proibição do TikTok e por seus laços estreitos com o fundador da Tesla, Elon Musk.

“Teremos que ver se essa estratégia será significativamente revisada pelo governo Trump que está por vir”, disse Josef Gregory Mahoney, professor de relações internacionais da East China Normal University, em Xangai. “A sabedoria convencional indica que não será, mas há razões convincentes para mudar de curso.”

Os EUA descreveram a lista como uma forma de destacar e combater o que chamam de “estratégia de fusão militar-civil” da China — que apoia os objetivos de modernização do PLA garantindo acesso a tecnologias avançadas e expertise desenvolvidas por empresas, universidades e programas de pesquisa chineses que aparentam ser entidades civis.

Essa estratégia ampla, conhecida na China como “estratégias e capacidades nacionais integradas”, tem sido cada vez mais promovida sob o presidente Xi Jinping e frequentemente destacada na mídia estatal.

Na segunda-feira, o Pentágono também adicionou SenseTime Group Inc. e Changxin Memory Technologies Inc., destacando um fabricante chinês de chips de memória considerado crucial para os esforços de desenvolvimento de semicondutores e IA de Pequim.

A agência também nomeou a gigante petrolífera Cnooc Ltd. e a Cosco Shipping Holdings Co., ambas anteriormente alvo de Washington.

O foco mudou de contratantes militares “tradicionais” para incluir empresas que desenvolvem produtos tecnológicos com potencial de aplicações militares, de acordo com Dylan Loh, professor assistente de política na Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura.

Isso demonstra “a ampliação do escopo da segurança nacional”, disse Loh. “Não é apenas algo dos EUA, mas, argumentavelmente, um fenômeno global, onde os países estão cada vez mais securitizando produtos e tecnologias em nome da segurança nacional.”

A medida ocorre em meio a uma rivalidade tecnológica crescente entre os dois países. Os EUA impuseram controles de exportação para restringir a capacidade da China de desenvolver uma indústria avançada de semicondutores e usar inteligência artificial para fins militares. Em resposta, Pequim apertou seus próprios controles de exportação, incluindo uma proibição, no mês passado, de vários materiais de alta tecnologia e uso militar para os EUA.

Nos últimos dois anos, o governo Biden usou a metáfora de “pequeno quintal, cerca alta” para explicar suas ações para limitar o acesso da China à tecnologia. A ideia é que tecnologias sensíveis devem ser mantidas dentro de um pequeno quintal, protegido por uma cerca alta de controles comerciais e de investimento. Isso se aplicaria apenas a tecnologias avançadas com aplicações militares, enquanto o comércio e os investimentos comerciais mais amplos com a China permaneceriam inalterados.

Entretanto, a medida mais recente visa a Tencent e a CATL, que, em teoria, não parecem ter negócios regulares com o Exército de Libertação Popular (PLA). A Tencent, a empresa mais valiosa da China, é vista como pioneira no setor privado e de internet do país, criando um chamado aplicativo para tudo que Elon Musk apontou como modelo para o X.

Durante o primeiro governo Trump, o governo dos EUA tentou banir o WeChat — serviço de mensagens da Tencent que evoluiu para uma plataforma de pagamentos, redes sociais e serviços online — citando preocupações com a segurança nacional.

A CATL não é apenas uma importante fornecedora para a Tesla, mas também para muitas das maiores montadoras do mundo, incluindo Stellantis NV e Volkswagen AG. Em agosto, Marco Rubio pediu ao Pentágono que mirasse na fabricante chinesa de baterias devido ao seu potencial de se tornar uma fornecedora crucial para o PLA.

Cerca de um em cada três carros elétricos é alimentado por baterias da CATL, e sua ampla presença na cadeia de suprimentos automotiva pode causar grandes interrupções na indústria automobilística global se as montadoras forem obrigadas a encontrar alternativas.

Pequim criticou repetidamente o que vê como a “supersecuritização” dos EUA. “Pequeno quintal, cerca alta não deve se tornar grande quintal, cortinas de ferro”, disse o Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, ao Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em setembro.

Na terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China novamente condenou as sanções dos EUA e prometeu defender os direitos das empresas chinesas. “Instamos os EUA a corrigirem imediatamente suas ações erradas e encerrarem as sanções unilaterais ilegais e a jurisdição extraterritorial sobre empresas chinesas”, disse Guo Jiakun, porta-voz do ministério, em uma coletiva de imprensa regular em Pequim.

A China deixou claro que está preparada para desafiar os EUA em futuras disputas comerciais. Além de sua proibição de exportação de minerais críticos, como germânio e gálio, Pequim anunciou na semana passada planos para controles mais rigorosos sobre o envio de tecnologias usadas em materiais de baterias. Também está colocando mais empresas americanas em sua Lista de Entidades Não Confiáveis, adotando uma abordagem semelhante à dos EUA.

“Dada a propensão de Pequim a responder às ações dos EUA com medidas recíprocas, não seria surpreendente se Pequim colocasse uma empresa não relacionada à defesa em uma dessas listas como retaliação simbólica”, disse Kendra Schaefer, sócia da consultoria Trivium China.

FONTE: O Cafézinho
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Dólar deve cair abaixo de R$ 6 com fiscal no preço, diz Allianz

O dólar deve cair abaixo de R$ 6 nos próximos meses com os riscos fiscais já precificados pelo mercado financeiro e a ajuda dos juros mais elevados no Brasil, diz Carlos Carranza, gestor de portfólio da Allianz Global Investors baseado em Londres.

“Nós temos uma visão construtiva do real e, se as pressões sobre as moedas emergentes terminarem após a posse do presidente Trump, não seria surpresa o dólar romper os R$ 6,00, para um nível mais baixo”, disse em entrevista.

O gestor afirmou que a Allianz tem posições em Brasil, embora sem especificar um valor. Globalmente, a AGI tem 560 bilhões de euros em ativos sob administração.

O dólar fechou no nível dos R$ 6,10 na sexta-feira e devolveu parte do alívio das primeiras semanas de 2025, quando alguns investidores voltaram a vender a moeda depois do forte fluxo de saídas do final do ano passado.

A moeda brasileira deve ser beneficiada pela busca do investidor pelo diferencial de juros entre o Brasil e os EUA, avalia Carranza. O Banco Central já sinalizou ao menos mais duas altas da Selic de 1 ponto percentual até março, o que levaria a taxa para acima de 14%, enquanto os juros nos EUA podem ser reduzidos, segundo o gestor.

Se o risco fiscal foi o grande fator por trás da disparada do câmbio no ano passado, quando a moeda subiu 27% – maior avanço desde 2020 -, as maiores ameaças neste ano podem vir do exterior. Ele cita eventuais impactos das políticas de Donald Trump nos EUA e uma eventual não confirmação da expectativa de redução dos juros do Federal Reserve — dados fortes de empregos no país em dezembro levaram o mercado adiar a aposta em novo corte do Fed para o segundo semestre.

Carranza acredita, entretanto, que os ativos brasileiros tendem a ser menos afetados do que os de outros países em caso de uma “guerra comercial” de Trump. O presidente eleito tem ameaçado impor tarifas contra parceiros comerciais dos EUA, como a China, México e Canadá.

À exceção do México, a América Latina é menos vulnerável à guerra comercial e pode se beneficiar da realocação de investimentos em relação aos países mais diretamente atingidos, disse o gestor.

FONTE:  Bloomberg
Dólar deve cair abaixo de R$ 6 com fiscal no preço, diz Allianz – Bloomberg

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Nova greve em portos nos EUA pode afetar indústrias e comércio de grãos

Analistas alertam que uma possível retomada da greve pelos trabalhadores da International Longshoremen’s Association (ILA) em portos nos Estados Unidos, a partir de 15 de janeiro, pode ter um impacto maior nas indústrias norte-americanas, incluindo os grãos.

Em outubro, uma greve de 3 dias – após impasses sobre a extensão dos contratos – paralisou portos da Costa Leste e da Costa do Golfo, incluindo o Porto de Nova York e New Jersey e o Porto de Savannah, na Geórgia. A primeira greve afetou apenas os embarques de contêineres – nos EUA grande parte dos grãos é transportada a granel. Mas, se a possível greve durar mais de alguns dias, os atrasos também podem afetar o comércio de grãos, destacaram analistas.
Trabalhadores portuários do país e seus empregadores concordaram em retomar as negociações formais em 7 de janeiro, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações.

A liderança sindical ameaça realizar uma nova paralisação a partir de 15 de janeiro, quando expira o contrato atual. No ano passado, a greve terminou depois que os empregadores, sob pressão da administração Joe Biden, concordaram com um aumento salarial provisório de 62% ao longo de seis anos. As duas partes concordaram em estender o contrato por três meses enquanto negociavam outras questões, como o uso de automação nos portos.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, expressou apoio à ILA, o que pode encorajar os trabalhadores. As negociações fracassaram em novembro, quando os líderes sindicais se irritaram com os planos dos empregadores de expandir o uso de máquinas semiautomáticas nos portos.

Trump, em dezembro, disse que a automação ameaça empregos e que as empresas de transporte marítimo com sede no exterior, que controlam o grupo de empregadores, deveriam investir em salários em vez de máquinas.

FONTE: UOL
Greve em portos dos Estados Unidos preocupam

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A ação de Biden que pode interferir nos planos de Donald Trump

O presidente americano Joe Biden banirá a exploração de petróleo e gás em boa parte do território marítimo dos Estados Unidos.

A decisão pode afetar os planos do presidente eleito Donald Trump, que assumirá o cargo em 20 de janeiro e promete aumentar a produção doméstica de energia. A proibição abrange 253 milhões de hectares de águas federais, incluindo as costas leste e oeste dos Estados Unidos, o leste do Golfo do México e partes do Mar de Bering, no Alasca. Segundo Biden, a decisão visa combater as mudanças climáticas e zelar pelo compromisso de conservar 30% do território americano até 2030.

“A minha decisão reflete o que as comunidades costeiras, as empresas e os banhistas sabem há muito tempo: que a perfuração nestas costas pode causar danos irreversíveis a locais que nos são caros e é desnecessária para satisfazer as necessidades energéticas da nossa nação”, disse Biden, em comunicado. “Os riscos não valem a pena”.

A medida, no entanto, é considerada sobretudo simbólica: na prática, não afetará áreas de extração em curso e abrange principalmente regiões de pouco interesse econômico para as petroleiras.

Atualmente, os Estados Unidos são os maiores produtores de petróleo do mundo, responsáveis por 22% da produção mundial em 2023, com cerca de 22 milhões de barris por dia (bdp), seguidos pela Arábia Saudita (11.1 milhões de bpd) e Rússia (10.75 milhões de bpd). A produção americana tem sido impulsionada por explorações terrestres no Texas e o Novo México, mas boa parte da produção – cerca de 15% do total – vem de áreas marítimas estatais, em especial na região do Golfo do México.

A decisão de Biden vem no momento de incerteza para as políticas de conservação no país, à medida que Trump reverter e se opor a pautas ambientais quando assumir o cargo. Em entrevista para o programa americano de rádio Hugh Hewitt, o republicano chamou a medida de “ridícula” e afirmou que tem o direito de “cancelar o banimento [da exploração marítima] imediatamente”.

Fonte: Veja
A decisão de Biden que pode atrapalhar planos de D… | VEJA

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Acontece hoje a Certificação da Vitória de Donald Trump no Capitólio

Washington, D.C., 06 de janeiro de 2025 -* Hoje, 06 de janeiro, o Congresso dos Estados Unidos realizará a certificação formal da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de 2024, marcando seu retorno à Casa Branca.

A cerimônia, que acontecerá no Capitólio, será supervisionada pela vice-presidente Kamala Harris, que, em uma notável reviravolta histórica, certificará a vitória do seu oponente eleitoral.

*Segurança Reforçada:* Em preparação para a sessão, a segurança em torno do Capitólio foi significativamente reforçada, uma resposta direta aos eventos tumultuados de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores de Trump invadiram o prédio tentando impedir a certificação da vitória de Joe Biden. O Secretário de Segurança Interna designou a cerimônia como um Evento Nacional de Segurança Especial, garantindo um ambiente controlado e seguro para a sessão conjunta do Congresso.

Processo de Certificação:* De acordo com a Constituição dos EUA, o Congresso se reunirá para contabilizar os votos do Colégio Eleitoral. Os delegados de cada estado, que votaram em dezembro, trarão seus certificados em caixas de mogno especiais. Durante a sessão, os votos serão lidos em voz alta por representantes bipartidários, culminando na declaração formal de Trump como presidente eleito.

História e Precedentes:* Este não será o primeiro encontro de um vice-presidente com a certificação de sua própria derrota. Em 2001, Al Gore presidiu a contagem que declarou George W. Bush vencedor, e em 2017, Joe Biden fez o mesmo para Trump. A função de Kamala Harris como presidente do Senado a coloca nesta posição peculiar, cumprindo seu papel constitucional apesar da derrota pessoal.

Repercussão e Reações:* A vitória de Trump, que será oficializada hoje, já foi recebida com celebração por seus apoiadores e com preocupação por aqueles que temem suas políticas passadas. Líderes mundiais e políticos locais já começaram a reagir, com figuras como Jair Bolsonaro parabenizando Trump pelo retorno ao poder. A imprensa internacional e nacional tem debatido amplamente as implicações desta eleição para a política interna e externa dos Estados Unidos.

Próximos Passos:* Após a certificação, a atenção se voltará para a posse de Trump, marcada para o dia 20 de janeiro de 2025. Este período de transição será crítico, com preparativos para a cerimônia de inauguração e a formação do novo gabinete presidencial.

A certificação de hoje não só marcará um novo capítulo na presidência de Trump mas também refletirá a resiliência do processo democrático americano, apesar dos desafios e controvérsias que marcaram as eleições recentes. A nação e o mundo observam agora como será este segundo mandato de Trump, especialmente no que diz respeito à política econômica, relações internacionais, e a implementação do controverso Projeto 2025.

FONTE: Diário Brasil Noticias
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Saldo comercial da China se aproxima de US$ 100 bilhões por mês

O superávit comercial da China atingiu US$ 97,44 bilhões em novembro, um aumento em relação aos US$ 95,72 bilhões registrados em outubro.

Esse saldo positivo destaca a força das exportações do país, mesmo em um contexto de desaceleração econômica e tensões comerciais crescentes com os Estados Unidos e a União Europeia.

Desempenho comercial em novembro

Apesar do saldo positivo, as exportações da China desaceleraram significativamente, registrando um crescimento de 6,7% em novembro, abaixo da expectativa de 8,5% e da alta de 12,7% em outubro. Mais preocupante foi a queda inesperada de 3,9% nas importações, o pior desempenho em nove meses, contrariando as previsões de um leve aumento de 0,3%.

Esse cenário reflete os desafios enfrentados pela segunda maior economia do mundo, especialmente diante da iminente volta de Donald Trump à presidência dos EUA e suas ameaças de impor novas tarifas sobre produtos chineses.

Impactos das tarifas de Trump

Donald Trump prometeu tarifas adicionais de 10% sobre bens chineses, como parte de sua política para conter o tráfico de químicos usados na produção de fentanil. Além disso, ele sugeriu que as tarifas poderiam exceder 60%, o que alarmou a indústria chinesa, que exporta mais de US$ 400 bilhões para os EUA anualmente.

Em resposta, exportadores chineses anteciparam embarques para estocar produtos em armazéns norte-americanos, especialmente em outubro. No entanto, essa tendência perdeu força em novembro, embora as expectativas sejam de que as exportações possam se recuperar nos próximos meses, impulsionadas pela competitividade e pelo adiantamento de pedidos antes da implementação das tarifas.

Desafios no mercado europeu e doméstico

A China também enfrenta tensões com a União Europeia, que impôs tarifas de até 45,3% sobre veículos elétricos fabricados no país, abrindo uma nova frente na guerra comercial com o Ocidente.

Internamente, o cenário econômico segue desafiador. Apesar de sinais de melhora nas condições das fábricas em novembro, as encomendas de exportação continuam caindo, destacando a necessidade de diversificar a economia e reduzir a dependência da manufatura e das exportações.

Medidas de estímulo e perspectivas para 2025

Para enfrentar esses desafios, o governo chinês adotou medidas agressivas de estímulo desde setembro, incluindo cortes de juros e a injeção de 1 trilhão de yuans (US$ 140 bilhões) no sistema financeiro. Além disso, líderes políticos devem anunciar novas metas e políticas na próxima semana, com foco na expansão do mercado consumidor interno e no investimento em infraestrutura.

Economistas esperam que as importações chinesas se recuperem nos próximos meses, impulsionadas por estímulos fiscais robustos direcionados a investimentos em commodities industriais. Isso deve ajudar a mitigar os efeitos das tarifas norte-americanas e sustentar a economia em um cenário de crescente incerteza global.

Embora os desafios sejam significativos, o saldo comercial positivo de quase US$ 100 bilhões por mês ressalta a capacidade da China de manter sua força no comércio global, mesmo em meio a ventos contrários.

FONTE: O Cafezinho
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Equipe de transição de Trump prepara retirada imediata dos EUA da OMS

O plano, que se alinha com as críticas de longa data de Trump à agência de saúde da ONU, marcaria uma mudança dramática na política de saúde global dos EUA e isolaria ainda mais Washington

Integrantes da equipe de transição presidencial de Donald Trump estão preparando terreno para que os Estados Unidos se retirem da Organização Mundial da Saúde (OMS) no primeiro dia de seu segundo mandato, de acordo com um especialista em leis de saúde familiarizado com as discussões.

“Sei de fonte segura que ele planeja se retirar, provavelmente no primeiro dia ou logo no início de seu governo”, afirmou Lawrence Gostin, professor de saúde global da Universidade de Georgetown, em Washington, e diretor do Centro de Colaboração da OMS em Direito Sanitário Nacional e Global.

O jornal britânico Financial Times foi o primeiro a informar sobre os planos, citando dois especialistas. O segundo especialista, o ex-coordenador de resposta à Covid-19 da Casa Branca Ashish Jha, não estava imediatamente disponível para comentar.

A equipe de transição de Trump não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

O plano, que se alinha com as críticas de longa data de Trump à agência de saúde da ONU, marcaria uma mudança dramática na política de saúde global dos EUA e isolaria ainda mais Washington dos esforços internacionais para combater pandemias.

Trump nomeou vários críticos da organização para cargos importantes na área de saúde pública, incluindo Robert F. Kennedy Jr., um cético em relação a vacinas indicado ao cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos, que supervisiona todos os principais órgãos de saúde dos EUA, incluindo CDC e FDA. Trump iniciou o processo de retirada da OMS, que durou um ano, em 2020, mas, seis meses depois, seu sucessor, o presidente Joe Biden, reverteu a decisão.

Trump argumentou que a agência não conseguiu responsabilizar a China pela disseminação precoce da Covid-19. Ele chamou repetidamente a OMS de “fantoche de Pequim” e prometeu redirecionar as contribuições dos EUA para iniciativas domésticas de saúde.

Um porta-voz da OMS se recusou a comentar diretamente, mas encaminhou à Reuters aos comentários do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa em 10 de dezembro, na qual foi perguntado se ele estava preocupado com a possibilidade de o governo Trump se retirar da organização.

Tedros disse, na ocasião, que a OMS precisava dar aos EUA tempo e espaço para a transição.

FONTE: InfoMoney

Equipe de transição de Trump prepara retirada imediata dos EUA da OMS

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