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Brasil vai aplicar reciprocidade em caso de taxação dos EUA, diz Lula

Presidente afirma que bravatas de Trump não devem preocupar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (5), que, em uma eventual taxação do governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, vai aplicar o princípio da reciprocidade. “É lógico. O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade”, disse em entrevista a rádios de Minas Gerais.

O presidente norte-americano, Donald Trump, vem prometendo aplicar tarifas abrangentes a diversos países com superávit comercial com os Estados Unidos (vendem mais do que compram dos americanos), como a China e até a parceiros mais próximos como México e Canadá. O Brasil vive situação oposta, tem déficit comercial, comprou mais do que vendeu aos americanos, e ainda não foi taxado diretamente, mas deve receber reflexos da guerra de tarifas.

Lula lembrou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a taxação de até 35% para qualquer produto importado. “Para nós, o que seria importante seria o Estados Unidos baixarem a taxa, e nós baixarmos a taxação. Mas se ele, ou qualquer país, aumentar a taxa de imposto para o Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade, nós iremos taxar eles também”, disse.

“Isso é simples, é muito democrático. Não há por que ficar tentando colocar uma questão ideológica nisso. O que eu acho é que o mundo está precisando de paz, de serenidade”, acrescentou o presidente, defendendo que “a diplomacia volte a funcionar” e que a harmonia entre os países seja restabelecida.

Para Lula, os Estados Unidos estão se isolando do mundo, mas também precisam de boas relações com outros países. “Nenhum país, por mais importante que seja, pode brigar com todo mundo o todo tempo”, disse, lembrando que o atual governo abriu 303 novos mercados para produtos brasileiros.

Bravatas

Na entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, de Minas Gerais, Lula também alertou que não se deve ter preocupação com as “bravatas” do presidente Donald Trump, já que “ninguém pode viver de bravata a vida inteira”. “É importante que a gente comece a selecionar as coisas sérias para que a gente possa discutir”, afirmou.

“Tem um tipo de político que vive de bravata. Então, o presidente Trump, ele fez a campanha dele assim, ele agora tomou posse, e já anunciou [que pretende] ocupar a Groenlândia, anexar o Canadá, mudar o nome de Golfo do México para Golfo da América. E já anunciou reocupar o Canal do Panamá”, acrescentou Lula.

Deportações

O presidente brasileiro afirmou ainda que o governo vai recepcionar os cidadãos que forem deportados dos Estados Unidos para o Brasil. A previsão é que, na próxima sexta-feira (7), um novo voo com brasileiros chegue ao país, vindo do estado americano da Luisiana para Fortaleza, no Ceará.

“Nós estamos conversando, com o Itamaraty [Ministério das Relações Exteriores] e a Polícia Federal, para que a gente comece a ter todos esses dados lá em Louisiana, onde eles embarcam, para que a gente possa se preparar para recebê-los aqui e fazer com que eles cheguem no seu destino de origem”, disse Lula na entrevista.

“Nós estamos muito atentos, a Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério dos Direitos Humanos e o Itamaraty, para que a gente dê cidadania a esses companheiros quando chegam ao Brasil, inclusive com assistência médica, para saber se as pessoas estão com algum problema de saúde. E nós vamos tratar como se deve tratar um ser humano, com muito carinho e muito respeito”, afirmou o presidente.

Lula explicou ainda que o governo brasileiro trata a situação como repatriação e não deportação. “São companheiros e companheiras brasileiras que foram para lá à procura de um mundo melhor, à procura de sorte, à procura de emprego melhor e que não conseguiram se legalizar, não foram aceitos pelo governo americano”, acrescentou.

No último dia 24 de janeiro, um avião fretado pelo governo dos Estados Unidos pousou em Manaus com 88 brasileiros deportados. Os cidadãos estavam algemados e relataram maus-tratos durante o voo. A Polícia federal, então, fez a intervenção, exigiu a retirada das algemas, e o presidente Lula determinou que Força Aérea Brasileira transportasse as pessoas até o destino final do voo, que era o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O Brasil concordou com a realização de voos de repatriação, a partir de 2018, para abreviar o tempo de permanência de seus nacionais em centros de detenção norte-americanos, por imigração irregular e já sem possibilidade de recurso. Ao tomar posse em janeiro deste ano, Donald Trump prometeu intensificar as deportações de cidadãos estrangeiros que estejam irregulares nos Estados Unidos.

“Nós tivemos contato com o caso mais grave, que foi o avião que teve problema, na sua pressurização. Esse avião parou em Manaus, e aí as pessoas estavam acorrentadas para descer do avião. E eles queriam levar as pessoas acorrentadas para Minas Gerais”, contou Lula.

“Enquanto eles estão dentro do avião no território americano, eles são cidadãos que pertencem à política e à lei dos Estados Unidos, mas, quando eles chegam no território nacional, que o avião abre a porta, eles estão submetidos à legislação brasileira, e disso nós vamos cuidar”, afirmou o presidente.

FONTE: Agencia Brasil
Brasil vai aplicar reciprocidade em caso de taxação dos EUA, diz Lula | Agência Brasil

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BC diz que alta dos alimentos vai se propagar pela economia e que descumprirá a meta de inflação

Banco Central sob a presidência de Gabriel Galípolo avisou na Ata do Copom desta terça-feira, 4, que deve descumprir a meta de inflação já na largada, agora sob o regime de “meta contínua”.

Em outras palavras, isso quer dizer que a inflação vai ficar acima do teto de 4,5% por seis meses consecutivos, de janeiro a junho, o que configuraria o descumprimento. A partir de 2025, o descumprimento da meta deixa de ser medida pelo ano calendário, ou seja, pelo resultado de dezembro de cada ano, e passa a ser computado se ficar acima do intervalo de tolerância por seis meses.

Na reunião da semana passada, a primeira sob a presidência de Galípolo, o BC elevou a Selic em um ponto percentual, para 13,25%. Foi o quarto aumento consecutivo da taxa básica de juros, que marcava 10,5% em setembro do ano passado.

BC reafirmou em ata que vai subir a Selic em um ponto percentual na reunião de março Foto: José Cruz/Agência Brasil

Na Ata, o BC também reafirmou que vai subir a Selic em um ponto percentual na reunião de março, mas não quis, assim como no comunicado da reunião, dar outro “forward guidance” (indicação futura) para a reunião de maio.

De toda forma, ele enfatizou que o ciclo total de alta dos juros será guiado pelo “firme compromisso de convergência de inflação à meta”, o que sinaliza a continuidade do aperto, mesmo que não seja no ritmo de um ponto.

Pela Ata, o BC indica que há pressão sobre a inflação de todos os lados, mostrando um cenário desafiador para a política monetária.

“O cenário prospectivo de inflação segue desafiador em diversas dimensões. O Comitê analisou a atividade econômica, a demanda agregada, as expectativas de inflação, a inflação corrente e o cenário internacional”, afirmou.

Pelo lado externo, principalmente com as incertezas provocadas por Donald Trump nos EUA, há o fortalecimento do dólar, o que torna os bens industriais importados pelo Brasil mais caros.

Isso também é reforçado pelo risco fiscal no Brasil, que aumenta as incertezas dos investidores e desvaloriza a nossa moeda.

“No período recente, a percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida seguiu impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, diz o Banco Central.

Internamente, o BC vê a economia sobreaquecida, com o mercado de trabalho mais forte (o desemprego está na mínima histórica), o que pressiona a inflação de serviços.

E há ainda um alerta sobre a indexação da nossa economia, que terá o efeito de transformar, por exemplo, um choque temporário dos alimentos em permanente.

É isso que o BC quer dizer quando afirma que “esse aumento (dos alimentos) tende a se propagar para o médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira”.

A Ata indica mais uma vez que o BC não vai deixar de cumprir o seu papel de combate à inflação. Mas ganha tempo para avaliar o cenário até maio, diante da volatilidade internacional que tem sido provocada principalmente pelas medidas de Trump com as barreiras comerciais.

De todo modo, há o pedido, mais uma vez, para que as políticas monetária e fiscal sejam “harmoniosas”. Ou seja, para que o governo Lula de fato corte gastos. Caso contrário, ainda não há limite, pelas indicações do BC, para o aumento dos juros no País.

FONTE: O ESTADÃO
BC diz que alta dos alimentos vai se propagar pela economia e que descumprirá a meta de inflação – Estadão

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Trump anuncia que EUA vão assumir controle da Faixa de Gaza

O magnata se reuniu na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 4, que os Estados Unidos vão assumir o controle da Faixa de Gaza. A declaração foi dada pelo republicano durante uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Os EUA vão tomar conta da Faixa de Gaza, e nós faremos um trabalho nela também”, disse Trump. “Nós a teremos e seremos responsáveis ​​por desmantelar todas as bombas perigosas e inexploradas e outras armas no local.”

“Nivele o local e livre-se dos prédios destruídos, nivele-o, crie um desenvolvimento econômico que fornecerá um número ilimitado de empregos e moradias para as pessoas da área”, disse o republicano. “Faça um trabalho de verdade. Faça algo diferente. Simplesmente não dá para voltar atrás. Se você voltar, vai acabar do mesmo jeito que tem sido por 100 anos.”

Netanyahu é o primeiro líder mundial a se reunir com Trump na Casa Branca desde que o presidente americano assumiu o mandato.

Durante a coletiva, o republicano disse que via os Estados Unidos em uma “posição de propriedade de longo prazo” da área, o que provavelmente traria estabilidade ao Oriente Médio.

“Vejo isso trazendo grande estabilidade para aquela parte do Oriente Médio e talvez para todo o Oriente Médio”, disse Trump. “E todos com quem falei — esta não foi uma decisão tomada levianamente — amam a ideia dos Estados Unidos possuírem aquele pedaço de terra, desenvolvendo e criando milhares de empregos. Ninguém pode imaginar isso, porque tudo o que eles veem é morte, destruição e escombros.”

Netanyahu, por sua vez, afirmou aos jornalistas que a medida tem como objetivo “garantir que Gaza nunca mais represente uma ameaça a Israel”.

“O presidente Trump está levando isso a um nível muito mais alto”, disse o primeiro-ministro israelense. “Ele vê um diferente – ele vê um futuro diferente para aquele pedaço de terra que tem sido o foco de tanto terrorismo, tantos, tantos ataques contra nós, tantos, tantos julgamentos e tantas tribulações. Ele tem uma ideia diferente, e acho que vale a pena prestar atenção nisso.”

Trump e Netanyahu debateram sobre cessar-fogo
A reunião dos líderes na Casa Branca incluiu discussões sobre o atual acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o domínio do Irã no Oriente Médio e o reassentamento de moradores de Gaza em outros países.

“Em nossas reuniões de hoje, o primeiro-ministro e eu focamos no futuro, discutindo como podemos trabalhar juntos para garantir que o Hamas seja eliminado e, finalmente, restaurar a paz em uma região muito problemática”, disse Trump. “Tem sido problemático, mas o que aconteceu nos últimos quatro anos não foi bom.”

Trump afirmou ainda que a Faixa de Gaza se tornou “um símbolo de morte e destruição por muitas décadas e muito ruim para as pessoas em qualquer lugar próximo dela”.

“Não deveria passar por um processo de reconstrução e ocupação pelas mesmas pessoas que realmente estiveram lá, lutaram por ela, viveram lá, morreram lá e viveram uma existência miserável lá”, acrescentou.

Durante a coletiva de imprensa, Netanyahu elogiou a capacidade de Trump de “pensar fora da caixa”.

“Sua disposição de furar o pensamento convencional, o pensamento que falhou uma e outra e outra vez, sua disposição de pensar fora da caixa com novas ideias, nos ajudará a atingir todos esses objetivos”, disse o líder israelense.

“E eu já vi você fazer isso muitas vezes”, acrescentou. “Você vai direto ao ponto. Você vê coisas que os outros se recusam a ver. Você diz coisas que os outros se recusam a dizer, sabe. E depois que os queixos caem, as pessoas coçam a cabeça e dizem: ‘Sabe, ele está certo.’”

Netanyahu afirmou ainda que uma possível vitória de Israel no conflito também seria uma vitória para os Estados Unidos.

“A vitória de Israel será a vitória da América”, disse Netanyahu. “Não venceremos apenas a guerra trabalhando juntos, venceremos a paz. Com sua liderança, senhor presidente, e nossa parceria, acredito que forjaremos um futuro brilhante para nossa região e levaremos nossa grande aliança a patamares ainda maiores.”

Fonte: Revista Oeste
Trump anuncia que EUA vão assumir controle da Faixa de Gaza

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URGENTE: Trump acaba de assinar ordem retirando os EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (4) um decreto para interromper a participação dos EUA no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento mantém a suspensão do financiamento para a agência da ONU de assistência aos palestinos (UNRWA). A sessão de assinatura acontece durante um evento no Salão Oval da Casa Branca.

A medida coincide com uma visita a Washington do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há muito tempo critica a UNRWA. O premiê acusa a agência de incitação anti-Israel e os funcionários de estarem “envolvidos em atividades terroristas contra Israel”.

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, de 2017 a 2021, ele também cortou o financiamento da UNRWA e deixou o Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 membros, na metade de um mandato de três anos, devido ao que chamou de “preconceito crônico contra Israel e falta de reformas”.

Atualmente, os EUA não são membros do órgão com sede em Genebra. Sob o comando do ex-presidente Joe Biden, os EUA foram reeleitos e cumpriram um mandato de 2022 até 2024.

Desde que assumiu o segundo mandato em 20 de janeiro, Trump ordenou que os EUA se retirassem da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do acordo climático de Paris – medidas que ele também tomou durante o primeiro mandato.

As Nações Unidas afirmaram que nove funcionários da UNRWA podem ter tido envolvimento no ataque de 7 de outubro de 2023 e foram demitidos. Um comandante do Hamas no Líbano — morto em setembro por Israel — também estava empregado na UNRWA. A ONU prometeu investigar todas as acusações feitas e pediu repetidamente a Israel por evidências, mas afirmou que estas não foram fornecidas.

Uma proibição israelense entrou em vigor em 30 de janeiro, impedindo a UNRWA de operar em seu território ou de se comunicar com as autoridades israelenses. A UNRWA afirmou que as operações em Gaza e na Cisjordânia também serão afetadas.

Fonte: Metrópoles
Trump prepara retirada dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU | Metrópoles

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Como as ações de Trump impactam o bolso dos brasileiros

O presidente Donald Trump tem recuado em aplicar as ações anunciadas

As ameaças tarifárias feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump já afeta o bolso dos brasileiros, mesmo que de maneira indireta. Contudo, mesmo que as medidas não sejam diretas ao Brasil, se confirmadas, o tarifaço de Trump pode afetar a economia brasileira.

Um dos efeitos das ações de Trump é uma onda de instabilidade no mercado mundial, pois sempre que incertezas se formam no cenário econômico do mundo, os investidores compram dólares para se proteger de eventuais turbulências.

Além disso, as ações protecionistas de investidores provocam uma pressão inflacionária, em especial nos países emergentes. Um exemplo disso é que todas as vezes que Trump fala sobre as sobretaxas, o dólar oscila.

Na segunda-feira (3), a moeda americana disparou com o anúncio da decisão do republicano de impor tarifas de 25% para o Canadá e o México, além de 10% para a China. O dólar registrou uma alta de mais de 1%, cotado a R$ 5,90, por volta das 12 horas.

Entretanto, o presidente Donald Trump tem recuado em aplicar as ações anunciadas. Isso leva especialistas a acreditarem que tudo é uma estratégia do presidente para obter concessões de países com os quais os EUA já mantêm pendências.

Na segunda-feira (3), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump também deverá conversar com o presidente da China, Xi Jinping, “provavelmente nas próximas 24 horas”, a respeito da questão das sobretarifas.

FONTE: GUARAREMA NEWS
Como as ações de Trump impactam o bolso dos brasileiros – Guararema News

 

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BC diz que políticas dos EUA podem afetar preços no Brasil

O Banco Central (BC) disse que a implementação de “determinadas” políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços dos produtos no Brasil. A informação consta na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (4).

“A consecução de determinadas políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços de ativos domésticos. Avaliou-se, então, que seguia válida a visão anterior da possibilidade de uma elevação de inflação a partir de uma taxa de câmbio mais depreciada. Desse modo, ainda que parte dos riscos tenha se materializado, o Comitê julgou que eles seguem presentes prospectivamente”, diz a ata.

De acordo com o Banco Central, o ambiente externo permanece desafiador, sobretudo, pela conjuntura política e econômica dos Estados Unidos.

“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, o que suscita mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed”, diz a ata.

Na avaliação do Copom, o cenário norte-americano traz risco para a inflação no Brasil.

“Além disso, a política comercial e as condições financeiras prevalentes nos Estados Unidos, com impactos incertos na condução da política monetária norte-americana e no crescimento global, também introduzem riscos à inflação doméstica, seja para cima, como relatado anteriormente, ou para baixo, à medida que o cenário-base ora incorporado em preços possa não se materializar”, afirma.

O dólar caiu nas negociações da última segunda-feira (3) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que vai suspender as tarifas planejadas contra o México. A Casa Branca anunciou no sábado (1°) novas tarifas de 25% para México, Canadá e de 10% China.

Com isso, o dólar fechou o dia com queda de 0,34% ante o real, negociado a R$ 5,8159 na venda. Mais cedo, a divisa operava em alta, superando a cotação de R$ 5,90 na máxima.

A moeda norte-americana está em trajetória de queda após alcançar níveis recordes no final do ano passado, quando superou R$ 6.

Após o anúncio das medidas tarifárias, México e Canadá firmaram um acordo com os Estados Unidos. Já a China vai impor tarifas sobre algumas importações americanas, incluindo petróleo bruto, máquinas agrícolas e gás natural liquefeito, em retaliação.

O presidente dos EUA Donald Trump também já sinalizou que pode taxar as importações oriundas da União Europeia.

Fonte: CNN Brasil
BC diz que políticas dos EUA podem afetar preços no Brasil

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Canadá impõe tarifas bilionárias a produtos dos Estados Unidos

O Canadá aplicará tarifas de 25% em produtos dos EUA, afetando setores como bebidas, alimentos e manufaturados, em resposta às taxas americanas.

O Canadá decidiu aplicar tarifas sobre produtos norte-americanos, em resposta direta às taxas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O anúncio foi feito no sábado (1º), pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, que criticou a decisão americana de taxar bens canadenses.

O Canadá aplicará tarifas de 25% em produtos americanos, totalizando 155 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 106 bilhões)”, declarou Justin Trudeau. A primeira fase das tarifas atingirá aproximadamente US$ 20 bilhões em mercadorias a partir de terça-feira (4), mesmo dia em que entram em vigor as tarifas americanas sobre produtos do Canadá. Um segundo pacote de tarifas, no valor de US$ 85 bilhões, será implementado nas próximas semanas.

Produtos visados e impacto econômico

Entre os produtos americanos que serão tarifados estão suco de laranja da Flórida, bourbon e manteiga de amendoim do Kentucky, além do tradicional uísque do Tennessee. Justin Trudeau incentivou os canadenses a consumirem itens nacionais e evitarem produtos originários de estados americanos com representação republicana no Senado.

No Canadá, a lista de tarifas também inclui cervejas, vinhos, vegetais, perfumes, calçados, roupas, eletrodomésticos, móveis e equipamentos esportivos. Além disso, as tarifas vão atingir materiais como madeira e plásticos, o que aumentará o impacto na economia americana e elevará os custos para os consumidores.

Primeiro-ministro do Canadá defende parceria e critica postura de tarifas dos EUA

O primeiro-ministro destacou que o Canadá é um parceiro estratégico para os Estados Unidos, oferecendo minerais e insumos essenciais para a indústria americana. Para ele, o caminho ideal para os EUA seria fortalecer essa aliança, e não criar barreiras comerciais que prejudiquem ambos os lados.

Em tom crítico, Justin Truedeau mencionou o histórico de cooperação entre os países, lembrando que soldados canadenses lutaram ao lado de americanos em conflitos passados.

É difícil entender por que nossos vizinhos mais próximos escolheram atacar o Canadá, em vez de lidar com outros desafios globais”, afirmou.

O primeiro-ministro ainda revelou que tenta entrar em contato com o presidente Donald Trump desde a posse, sem sucesso.

Não acredito que muitos americanos acordem pensando que o Canadá é o problema”, concluiu.

FONTE: Economic News Notícia
Canadá aplica tarifas bilionárias a produtos dos EUA

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‘Tarifaço’ de Trump na China beneficia agro brasileiro; Entenda

Durante seu primeiro mandato, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma política econômica agressiva, que inclui uma série de tarifas sobre produtos importados de diversas nações.

Estas medidas tinham como principal alvo a China, mas também impactaram países como o Canadá e o México. O objetivo era reequilibrar a balança comercial americana, impondo barreiras a produtos estrangeiros.

Inicialmente, Trump propôs tarifas altas, de até 60% para produtos chineses e entre 10% a 20% para outros países. Porém, as taxas efetivamente aplicadas foram menores. Para a China, fixou-se em 25%, equivalente ao mesmo percentual imposto sobre importações canadenses e mexicanas. Essa política gerou repercussões significativas no comércio mundial, alterando rotas de exportação e importação.

Como o Brasil se beneficiou com as tarifas dos EUA?

A imposição de tarifas sobre a soja americana pela China abriu espaço para o Brasil aumentar suas exportações deste grão para o mercado chinês. Este cenário já havia ocorrido anteriormente, quando Pequim, em represália às tarifas americanas, aumentou a tributação sobre a soja dos EUA, optando pelo produto brasileiro. Historicamente, Brasil e EUA são os maiores exportadores mundiais de soja, mas o Brasil se destacou ao se tornar o principal fornecedor para a China.

Além da soja, o milho brasileiro também viu um crescimento no mercado mundial, especialmente após superarem os Estados Unidos como maior exportador deste cereal. Esses eventos indicam uma tendência de fortalecimento das exportações agrícolas brasileiras em consequência das tensões comerciais sino-americanas.

O mercado de carnes: Nova oportunidade para o Brasil?

Não apenas os grãos, mas o setor de carnes brasileiro também pode ganhar com a situação. A China, sendo um dos maiores consumidores de carne do mundo, passou a importar mais do Brasil, incrementando as exportações de carne bovina, frango e suína. Neste contexto, o Brasil já se mantinha à frente dos EUA nas exportações de frango e ocupa uma terceira posição confortável no mercado de carne suína.

No entanto, a carne bovina é onde o Brasil lidera globalmente e o mercado chinês é vital para este domínio. Analistas sugerem que uma renovada guerra comercial entre os Estados Unidos e a China poderia expandir ainda mais as oportunidades para o Brasil solidificar sua presença neste setor.

O Brasil corre o risco de ser taxado pelos EUA?

Embora os Estados Unidos contem com o Brasil como um fornecedor essencial de alimentos, existe a preocupação quanto a possíveis tarifas sobre produtos brasileiros. O Brasil fornece uma série de commodities importantes como café, suco de laranja e carne bovina para o mercado americano. Donald Trump, embora reconheça a importância do Brasil nestes suprimentos, expressou seu descontentamento com os preços praticados, levantando a possibilidade de retaliar com tarifas recíprocas.

Até agora, o risco de taxação parece ser contido pelo temor do impacto nos preços dos alimentos, o que seria desfavorável politicamente. Analistas afirmam que, independentemente das tensões comerciais, os EUA provavelmente evitarão medidas que poderiam elevar significativamente os custos dos produtos essenciais no mercado doméstico.

Quais produtos brasileiros têm maior peso no comércio com os EUA?

  • Café: O Brasil é o maior fornecedor deste produto para os americanos.
  • Carne Bovina: Os Estados Unidos são um dos principais compradores.
  • Suco de Laranja: Tem importância considerável na balança comercial.

A parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos continua robusta, embora sujeita a desafios políticos e econômicos. Enquanto o Brasil mantém sua posição como um fornecedor chave, a dinâmica das tarifas entre as potências econômicas permanece um fator crítico a ser monitorado.

FONTE: Terra Brasil Noticia
‘Tarifaço’ de Trump na China beneficia agro brasileiro; Entenda – Terra Brasil Notícias

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Após Canadá, México e China, Trump diz que vai taxar União Europeia…

Em resposta a jornalistas no Salão Oval, presidente dos EUA confirmou que imporá tarifas sobre produtos europeus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 6ª feira (31.jan.2025) que irá taxar produtos da UE (União Europeia). “Vou impor tarifas à União Europeia? Querem a verdade ou uma resposta política? Com certeza”, declarou a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca. Ele acusou a UE de tratar os EUA de maneira “terrível”.

Em dezembro, antes de tomar posse, Trump já havia dito que, caso os europeus não aumentassem a compra de petróleo e gás dos EUA, elevaria as tarifas. Ele não detalhou quais produtos serão afetados nem o percentual, mas afirmou que pretende adotar “algo substancial”. No 1º mandato, Trump fixou 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio de UE, Canadá e México. O bloco retaliou com taxas sobre uísque, motocicletas e jeans norte-americanos.

TRUMP 2

Além da UE, Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México, e de 10% sobre importações da China, medidas que entram em vigor neste sábado (1º.fev). Ele justificou as ações citando imigração ilegal, tráfico de fentanil e deficits comerciais. No domingo (26.jan), o republicano ameaçou impor tarifas emergenciais de 25% sobre produtos colombianos —com aumento para 50% em uma semana— caso o país não aceitasse voos de deportação de migrantes. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, recuou e disponibilizou o avião presidencial para repatriar os cidadãos.

FONTE: PODER360
Após Canadá, México e China, Trump diz que vai taxar UE

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Saiba o que aconteceria com a economia do Brasil se Trump taxasse em 100% os produtos brasileiros

A possível taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos pode levar a um rearranjo entre fornecedores e compradores.

Até o momento, não há medida concreta nesse sentido, mas, desde que foi eleito, o presidente Donald Trump já falou abertamente sobre essa possibilidade duas vezes.

Os setores produtivos brasileiros e o governo federal estão cautelosos quanto ao tema. O Poder Executivo não emitiu nenhum comunicado oficial sobre a possível taxação de produtos brasileiros nos EUA.

O que está acontecendo

Trump determinou revisão nas exportações e importações dos EUA com outros países.

O presidente quer saber se há déficit comercial com algum país e de quanto.

As falas e ações de Trump são uma maneira de ele dar sustentação ao slogan de campanha que prometia fazer a América grande novamente.

A taxação significa que os produtos brasileiros adquiridos nos Estados Unidos vão ficar mais caros lá. Por exemplo, se uma saca de 60 kg de café chegar hoje ao país por R$ 2,5 mil, com taxação de 100%, passaria a custar o dobro: R$ 5 mil.

Economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) e conselheira do Conselho Regional de Economia da 2ª Região (Corecon-SP), Carla Beni explica que taxação aos produtos brasileiros não é algo de fácil aplicação, na prática.

“Um comprador dos Estados Unidos que adquire café pode escolher outro país para compra, sem ser o Brasil. Mas essas coisas não são tão simples nem tão rápidas, porque são contratos extremamente complexos”, ressalta Beni.

A especialista lembra que as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos têm cerca de 200 anos de existência. A economista trata do assunto com cuidado, mas acredita que o Brasil faria retaliação da mesma forma, como disse o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Se Trump taxar os produtos do Brasil, haverá reciprocidade“, alertou Lula na última quinta-feira (30/1) durante entrevista coletiva.

Instituições representativas do setor produtivo foram procuradas pela reportagem, mas não comentaram o assunto.

Por tabela

Outra consequência da possível taxação dos produtos importados nos Estados Unidos é um efeito em cadeia, que acabaria impactando o Brasil por tabela. Como a sobretaxação pode aumentar o preço dos produtos no mercado interno dos EUA, isso pode aumentar a inflação por lá.

O banco central dos Estados Unidos (FED, na sigla em inglês), inclusive, está atento a isso. Na última ata de reunião que foi divulgada, referente a dezembro de 2024, o FED sinalizou que as possíveis medidas de Trump têm chance de implicar demora na redução da taxa básica de juros dos EUA. Hoje, ela varia de 4,25% a 4,5%.

A consequência para o Brasil dos juros mais altos lá seria um direcionamento maior de investidores e, consequentemente, dólares para a economia americana. Isso pode fazer o dólar voltar a subir aqui.

No momento, o fato de Trump ainda não ter implantado nenhuma taxação influenciou significativamente a queda do dólar no Brasil. A moeda encerrou a sexta-feira (31/1) cotada a R$ 5,81.

Em dezembro de 2024, após ser eleito, Trump ameaçou taxar o Brasil. Ele disse que o país “taxa muito” os EUA. Na sexta-feira, o presidente norte-americano disse que o bloco econômico Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, receberia tarifa de 100%.

Também na sexta, a Casa Branca confirmou taxas de 25% para Canadá e México e 10% para China.

O que dizem os números

De janeiro a dezembro de 2024, o Brasil exportou US$ 40,33 bilhões para os Estados Unidos. No mesmo período, importou US$ 40,58 bilhões dos norte-americanos. Isso representa déficit de US$ 253,3 milhões na balança comercial. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por 12% das exportações e 15% das importações.

Os três produtos brasileiros mais importados pelos EUA são: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus, produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço e aeronaves e produtos relacionados.

Fonte: Metrópoles
O que aconteceria se Trump taxasse produtos brasileiros em 100%? | Metrópoles

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