Economia

Dólar supera R$ 5,50 e acumula quarta alta seguida com ruídos políticos no Brasil

Moeda reage a cenário eleitoral e avança no mercado doméstico

O dólar voltou a ganhar força no mercado brasileiro nesta quarta-feira, registrando a quarta alta consecutiva e ultrapassando novamente o patamar de R$ 5,50. O movimento reflete o aumento das incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais de 2026, especialmente diante da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto, no exterior, a moeda norte-americana também manteve valorização.

No encerramento do pregão, o dólar à vista avançou 1,07%, cotado a R$ 5,5223. Apesar da sequência recente de ganhos, a divisa ainda acumula queda de 10,63% no ano.

Dólar futuro tem leve alta na B3

Por volta das 17h07, o contrato de dólar futuro para janeiro, atualmente o mais negociado na B3, subia 0,13%, a R$ 5,5350, indicando manutenção do viés de cautela entre os investidores.

Pesquisa eleitoral amplia cautela dos investidores

Na véspera, o mercado já havia reagido a uma pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição confortável na corrida presidencial frente a adversários da direita.

Em um dos cenários estimulados, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%, e Tarcísio de Freitas, com 10%. O levantamento indica ainda vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno.

Mercado avalia impacto da possível candidatura de Flávio Bolsonaro

A leitura predominante entre agentes financeiros é que uma eventual consolidação de Flávio Bolsonaro como nome da direita pode inviabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e visto por parte do mercado como uma alternativa mais alinhada à agenda econômica liberal. Esse cenário tende a favorecer a reeleição de Lula, aumentando a aversão ao risco nos ativos brasileiros.

As preocupações ganharam força após informação divulgada pelo site Metrópoles, segundo a qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria indicado a investidores que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, enquanto Flávio avançaria como candidato ao Planalto.

Ibovespa cai e juros futuros sobem

Durante a tarde, o dólar acompanhou a queda do Ibovespa e a alta expressiva das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Às 13h51, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,5320, com valorização de 1,24%.

Cenário externo também favorece o dólar

No mercado internacional, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Além disso, o dólar avançou frente à libra esterlina, diante da expectativa de corte de juros pelo Banco da Inglaterra.

No fim da tarde, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,17%, aos 98,382 pontos.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e agências internacionais.
Texto: Redação

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Dólar fecha em alta com pressão externa e crise política interna no Brasil

Moeda norte-americana sobe com valorização global e incertezas fiscais após queda de MP

O dólar encerrou esta quinta-feira (9) em alta, impulsionado pela valorização frente a moedas fortes como o iene e o euro no mercado internacional. O movimento também refletiu nas moedas de países emergentes, incluindo o real, que perdeu força em meio à crescente instabilidade política no Brasil.

A cotação do dólar à vista fechou com avanço de 0,61%, cotado a R$5,3754, após oscilar ao longo do dia. Já o contrato futuro de novembro, o mais negociado na B3, subia 0,70%, a R$5,4035, às 17h03.


Queda de MP eleva tensão no mercado e pressiona o real

Além dos fatores externos, o mercado acompanhou os impactos da derrubada da Medida Provisória 1303 no Congresso. A proposta tratava da taxação de aplicações financeiras, mas perdeu validade sem sequer ter sido votada, o que representou uma derrota significativa para o governo Lula.

A medida previa uma arrecadação extra de R$14,8 bilhões em 2025 e R$36,2 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Fazenda. Agora, a preocupação do mercado é com a estratégia do governo para compensar a perda de receita, especialmente às vésperas de um ano eleitoral.

Para a analista Maria Luisa Paolantoni, da Nord Investimentos, “o foco se volta às ações do governo para recompor esse valor e evitar cortes orçamentários em 2026”.


Declarações no Japão abalam moedas globais

O movimento de alta do dólar no exterior teve como principal gatilho as declarações de Sanae Takaichi, líder do partido governista japonês e cotada para assumir o cargo de primeira-ministra. Ela afirmou que o Banco Central do Japão deve alinhar sua política monetária às metas do governo, o que foi interpretado como possível interferência política, derrubando o iene.

Com isso, o dólar se valorizou globalmente, pressionando moedas como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano. “O iene atingiu o menor valor em meses, e o real acompanhou esse movimento”, explicou João Oliveira, superintendente de Câmbio na Moneycorp.


Oscilações no dia: dólar saiu de mínima a máxima com força externa

O dólar iniciou o pregão em leve queda, chegando a tocar R$5,3240 (-0,36%) às 9h28, mas reverteu o movimento ao longo do dia e atingiu a máxima de R$5,3808 (+0,71%) às 15h52. O movimento refletiu tanto o ambiente externo quanto a incerteza sobre o futuro da política fiscal no Brasil.


Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial
    • Compra: R$5,375
    • Venda: R$5,375
  • Dólar turismo
    • Compra: R$5,362
    • Venda: R$5,542

Banco Central atua no câmbio e destaca particularidades do mercado brasileiro

Em meio à volatilidade, o Banco Central do Brasil vendeu 40 mil contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de novembro. Durante evento em São Paulo, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton José David, afirmou que metade da valorização do real no ano se deve à própria força da moeda, e a outra metade, à fraqueza global do dólar.

Ele também ressaltou que mais de 90% da liquidez no mercado de câmbio brasileiro está nos derivativos, e não no mercado à vista. Isso, segundo ele, torna menos eficaz a atuação direta no spot quando há distorções.


Índice do dólar sobe no exterior

No cenário internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes — subia 0,56%, alcançando 99,408 às 17h06.

FONTE: Com informações de agências de notícias e análises de mercado.
TEXTO: REDAÇÃO 

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