Comércio Exterior

Cancelamento de viagens marítimas deve atingir 54 saídas nas próximas semanas

Um levantamento da consultoria Drewry aponta que o número de viagens marítimas canceladas deve chegar a 54 nas próximas cinco semanas. O total representa as chamadas “saídas em branco” dentro de um universo de 689 partidas programadas globalmente.

Apesar das interrupções, a expectativa é de que cerca de 92% dos navios mantenham seus itinerários conforme o planejado, indicando relativa estabilidade no setor de transporte marítimo.

Rotas globais registram cancelamentos moderados

Entre a semana 18 (27 de abril a 3 de maio) e a semana 22 (25 a 31 de maio), as principais rotas internacionais — Transpacífico, Transatlântico e Ásia–Norte da Europa/Mediterrâneo — devem concentrar aproximadamente 8% de cancelamentos do total de viagens previstas.

Esse índice reflete ajustes operacionais das companhias diante de fatores econômicos e logísticos que ainda impactam o comércio global.

Transpacífico lidera interrupções

As interrupções no transporte marítimo estão mais concentradas na rota transpacífica no sentido leste, que responde por 44% dos cancelamentos. Na sequência aparece a rota Ásia–Europa/Mediterrâneo, com 37%, enquanto o eixo Transatlântico registra menor impacto, com 19%.

Um destaque do relatório é que a aliança Gemini Cooperation não apresentou cancelamentos nas principais rotas leste-oeste, mantendo suas operações estáveis no período analisado.

Custo do combustível segue como fator decisivo

Segundo a Drewry, o custo do combustível marítimo continua sendo uma variável determinante para o setor. Embora os preços ainda estejam elevados, há sinais de queda, o que reduz a pressão por novos aumentos nas tarifas de frete.

Ainda assim, a combinação de demanda enfraquecida e capacidade disponível tem limitado o sucesso das transportadoras em aplicar sobretaxas integrais aos clientes.

Impactos para embarcadores e mercado

Para os embarcadores, o cenário atual pode representar fretes mais baixos em determinadas rotas, além de uma oferta de capacidade relativamente estável. No entanto, permanecem riscos associados às rotas e à volatilidade dos custos de combustível, exigindo atenção constante dos operadores logísticos.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

Ler Mais
Aeroportos

Alta do petróleo deve encarecer passagens aéreas, afirma presidente da Gol

O aumento recente no preço do petróleo no mercado internacional deve pressionar o custo das passagens aéreas no Brasil. A avaliação é do presidente-executivo da Gol Linhas Aéreas, Celso Ferrer, que indicou a possibilidade de repasse parcial desse custo ao consumidor.

Segundo o executivo, o setor possui mecanismos para enfrentar oscilações no valor do combustível, mas parte da elevação tende a chegar ao preço final das passagens.

Volatilidade do petróleo pressiona custos das companhias aéreas

Durante participação em um evento nesta quinta-feira (12), Ferrer destacou que o mercado de energia passa por um período de forte volatilidade no preço do petróleo, fator que impacta diretamente a aviação.

De acordo com ele, empresas aéreas costumam ter alguma capacidade de absorver aumentos de custo no curto prazo. Ainda assim, o repasse parcial é considerado natural dentro da dinâmica do setor.

“Temos diferentes ferramentas para lidar com essas oscilações, mas algum repasse para as passagens aéreas acaba acontecendo”, afirmou o executivo.

Reajuste do querosene de aviação aumenta pressão sobre tarifas

No início de março, a Petrobras anunciou um aumento de 9,4% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o transporte aéreo.

O reajuste ocorreu após a escalada do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Como o combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, mudanças nesse preço costumam ter impacto direto nos custos operacionais do setor.

Expansão internacional da Gol segue mantida

Apesar do cenário de aumento nos custos do combustível, Ferrer afirmou que a estratégia de expansão internacional da Gol permanece inalterada.

A companhia pretende utilizar o Aeroporto Internacional do Galeão como um hub para ampliar a oferta de voos de longa distância.

Segundo o executivo, o plano de crescimento da empresa está estruturado no longo prazo e não deve ser afetado por oscilações momentâneas no preço do petróleo.

Frota da Gol deve crescer nos próximos anos

Além da ampliação de rotas internacionais, a companhia também pretende expandir sua frota. A estratégia inclui aumentar gradualmente o número de aeronaves da Airbus.

Ao mesmo tempo, a empresa ainda aguarda a entrega de 85 novos jatos da Boeing, previstos para chegar ao longo dos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Gol

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook