Comércio Internacional

Irã propõe reabertura do Estreito de Ormuz para encerrar conflito e retomar negociações

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e avançar no encerramento do conflito que já dura cerca de dois meses. A iniciativa foi encaminhada por meio de mediadores paquistaneses, segundo informações divulgadas pela Axios com base em fontes ligadas ao governo norte-americano.

De acordo com o relatório, as discussões sobre o programa nuclear iraniano ficaram para uma fase posterior, separando temporariamente os temas mais sensíveis das negociações diplomáticas.

Trump reforça exigência sobre armas nucleares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pode retomar o diálogo a qualquer momento, desde que esteja disposto a negociar. Em entrevista, ele destacou que Teerã já conhece as exigências essenciais para um possível acordo.

A principal condição, segundo Trump, é clara: o Irã não pode desenvolver armas nucleares. O posicionamento ocorre após autoridades iranianas cobrarem a retirada de barreiras impostas por Washington, como restrições a portos do país.

Mediação internacional e movimentações diplomáticas

As tratativas envolvem diferentes atores internacionais. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, realizou deslocamentos entre o Paquistão e Omã — países que atuam como mediadores — antes de seguir para a Rússia, onde deve se reunir com o presidente Vladimir Putin.

No sábado (25), as expectativas de avanço sofreram um revés após o cancelamento da visita de enviados norte-americanos ao Paquistão, o que esfriou momentaneamente as negociações.

Impactos econômicos e tensão nos mercados

O impasse diplomático tem reflexos diretos na economia global. A incerteza em torno do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo — provocou alta nos preços da commodity, valorização do dólar e queda nos futuros das bolsas americanas no início da semana.

Além disso, o bloqueio no transporte marítimo na região tem elevado preocupações sobre inflação e crescimento econômico global.

Impasse nuclear segue como principal obstáculo

O direito de enriquecer urânio continua sendo um dos pontos centrais do desacordo. O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos, enquanto potências ocidentais veem risco de desenvolvimento de armamento nuclear.

Apesar de um cessar-fogo ter reduzido os confrontos em larga escala desde o início da guerra — desencadeada após ataques dos EUA e de Israel em fevereiro — ainda não há consenso sobre os termos definitivos para encerrar o conflito.

Fonte: Com informações de Reuters e Axios

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN/Reuters

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Transporte

Frota de portacontêineres atinge mínima histórica de inatividade e pressiona fretes globais

A frota de portacontêineres mundial continua operando próxima ao limite no início de abril, mantendo níveis historicamente baixos de inatividade. De acordo com relatório da consultoria Alphaliner, houve um leve aumento de apenas 40 mil TEUs na capacidade ociosa.

O ajuste está relacionado à entrada temporária de dois grandes navios, que juntos somam cerca de 25 mil TEUs. Apesar disso, o cenário geral permanece de alta utilização, com pouca margem disponível para embarcadores no transporte marítimo internacional.

Atualmente, apenas 72 embarcações estão fora de operação comercial, totalizando cerca de 325 mil TEUs — um número considerado extremamente baixo para os padrões globais.

Crise no Oriente Médio afeta rotas e disponibilidade

A crise no Oriente Médio tem impacto direto na logística marítima, embora nem sempre apareça nas estatísticas tradicionais. Pelo menos 63 navios foram desviados de suas rotas originais, retirando aproximadamente 340 mil TEUs da operação regular.

Além disso, medidas de segurança, como desligamento de sistemas de rastreamento AIS e redirecionamento de rotas, reduzem ainda mais a capacidade efetiva do sistema. Esse cenário contribui para a elevação dos fretes marítimos, já que a oferta de espaço permanece limitada.

Mesmo assim, parte das embarcações anteriormente inativas já começou a retornar às operações após a divulgação dos dados.

Manutenção não alivia pressão no setor

Outro fator relevante é a capacidade destinada à manutenção. Atualmente, cerca de 2,4% da frota global está em dique seco, o equivalente a mais de 805 mil TEUs. Esse percentual se mantém estável, sem impacto significativo na redução da pressão sobre o mercado.

Com isso, empresas de navegação precisam adotar um planejamento rigoroso das rotas e operações para garantir eficiência.

Demanda elevada mantém mercado pressionado

A combinação de baixa inatividade e manutenção programada exige decisões estratégicas das companhias, que priorizam a operação contínua para atender à forte demanda nos principais corredores marítimos.

Diante desse cenário, a tendência é que o setor de logística internacional siga operando com capacidade restrita e pouca flexibilidade ao longo dos próximos meses, mantendo a pressão sobre custos e prazos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após ataques a navios e ameaças do Irã

A tensão no Estreito de Ormuz aumentou neste sábado após relatos de ataques a embarcações e declarações contraditórias do governo iraniano sobre o fechamento da rota, considerada vital para o comércio global de petróleo.

Irã anuncia fechamento após incidentes com navios

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o estreito estaria fechado, segundo a mídia estatal do país. A decisão veio logo após dois navios com bandeira da Índia relatarem disparos enquanto tentavam atravessar a região.

No dia anterior, o ministro das Relações Exteriores iraniano havia indicado que a passagem estava liberada. Já o presidente Donald Trump declarou que a rota permanecia aberta, embora tenha mantido um bloqueio dos EUA a embarcações provenientes de portos iranianos — fator que, segundo analistas, contribuiu para a escalada de tensão.

Incidentes aumentam incerteza na rota estratégica

Autoridades indianas convocaram o embaixador iraniano após o que classificaram como um “incidente grave”. Dados da plataforma TankerTrackers.com indicam que duas embarcações indianas mudaram de rota após os episódios.

O órgão United Kingdom Maritime Trade Operations informou que um petroleiro foi alvo de disparos de embarcações iranianas, enquanto outro navio, do tipo porta-contêiner, foi atingido por um projétil de origem não identificada.

Fluxo de navios e impacto no mercado

Segundo a empresa de rastreamento marítimo Kpler, 17 navios cruzaram o estreito no sábado antes do anúncio de fechamento, enquanto outros 10 haviam passado na sexta-feira.

A instabilidade no local reforça preocupações com a segurança energética global e possíveis impactos nos preços de petróleo e gás, já que o estreito é uma das principais rotas de exportação do Oriente Médio.

Negociações e cessar-fogo entram em cena

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã informou que está avaliando propostas enviadas pelos Estados Unidos por meio do Paquistão, que sediou recentes negociações de paz.

Em pronunciamento, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou o cessar-fogo como uma vitória e destacou o controle do país sobre o estreito.

Líbano vive trégua e retorno de deslocados

Um cessar-fogo de 10 dias entrou em vigor no Líbano, elevando as expectativas por uma solução mais ampla para o conflito. Milhares de famílias começaram a retornar às suas casas, especialmente no sul do país.

O Irã havia condicionado um acordo mais amplo à extensão da trégua ao território libanês.

Hezbollah e novas exigências

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo está disposto a cooperar com autoridades locais para encerrar o conflito com Israel. Entre as exigências está a retirada das tropas israelenses do território libanês — condição considerada difícil de ser atendida.

Morte de soldado da ONU e crise energética

O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que um integrante das forças de paz da ONU foi morto no Líbano. Ele sugeriu envolvimento do Hezbollah, que negou participação.

Especialistas alertam que, mesmo com a reabertura total do Estreito de Ormuz, o mercado pode levar semanas para normalizar os preços de energia, ampliando os riscos de uma crise energética global.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Asghar Besharati/Associated Press

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Internacional

Preço do petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e ameaças do Irã ao Mar Vermelho

O preço do petróleo registrou alta nesta quarta-feira (15), em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio e às ameaças do Irã de restringir rotas marítimas estratégicas, incluindo o Mar Vermelho.

Oscilação do petróleo reflete cenário de instabilidade

Após dias de forte volatilidade, o barril do tipo Brent, referência global, chegou a avançar mais de 2% pela manhã, sendo cotado próximo a US$ 97. Ao longo do dia, no entanto, perdeu força e passou a operar com alta mais moderada.

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, também registrou valorização leve, mantendo-se acima dos US$ 91.

A recente oscilação ocorre após o mercado reagir à falta de acordo entre Estados Unidos e Irã, o que elevou momentaneamente os preços para acima de US$ 100 no início da semana.

Ameaças do Irã elevam tensão no mercado global

As declarações do governo iraniano voltaram a pressionar o mercado. Autoridades militares afirmaram que podem bloquear o fluxo de exportações e importações no golfo Pérsico, no mar de Omã e no Mar Vermelho.

Apesar do tom mais agressivo, o impacto direto nos preços ainda é limitado, indicando que investidores aguardam desdobramentos concretos antes de reagir de forma mais intensa.

Negociações diplomáticas podem conter alta

No campo político, há sinais de possível retomada do diálogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que o conflito pode estar próximo do fim e mencionou novas tentativas de negociação com o Irã.

Países mediadores e organismos internacionais também têm pressionado por uma solução diplomática. O secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou o apelo por negociações internacionais, destacando que não há saída militar para a crise.

Conflitos paralelos ampliam incerteza

Outros focos de tensão na região também influenciam o mercado. Israel e Líbano iniciaram conversas diretas após articulações diplomáticas, embora o grupo Hezbollah tenha rejeitado as negociações e intensificado ataques.

Além disso, o bloqueio imposto pelos EUA à passagem de navios com destino ao Irã pelo estreito de Hormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo e gás — continua sendo um fator crítico para o equilíbrio do mercado.

Impactos no transporte marítimo e energia global

O estreito de Hormuz, que antes da crise registrava intenso tráfego diário de navios, teve forte redução no fluxo desde o início do conflito. A restrição à circulação de petroleiros aumenta o risco de desabastecimento e pressiona os preços internacionais.

Analistas avaliam que a estratégia dos EUA também busca afetar economicamente o Irã e influenciar parceiros comerciais, como a China, a exercer pressão diplomática.

Mercados financeiros reagem de forma mista

Enquanto o setor de energia acompanha a volatilidade do petróleo, os mercados financeiros globais tiveram desempenho desigual.

Nos Estados Unidos, índices como Nasdaq e S&P 500 registraram alta, enquanto o Dow Jones apresentou leve queda. Já na Europa, predominou o movimento de baixa nas principais bolsas.

Na Ásia, o cenário foi misto, com altas em mercados como Japão e Coreia do Sul, e quedas moderadas em índices chineses.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz: EUA anunciam bloqueio total do tráfego marítimo ligado ao Irã

Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio completo do tráfego marítimo relacionado ao Irã no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global. A operação, coordenada pelo Comando Central norte-americano (Centcom), começou na segunda-feira (13), às 11h (horário de Brasília).

Segundo comunicado oficial, a restrição vale para qualquer embarcação — independentemente da nacionalidade — que tenha origem ou destino em portos iranianos, incluindo áreas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Navegantes recebem alerta para evitar riscos

O Centcom informou que orientações adicionais seriam divulgadas por meio de comunicados oficiais aos navegantes. As autoridades recomendaram que embarcações comerciais monitorem constantemente os avisos e mantenham contato com as forças navais dos EUA ao operar na região.

A medida reforça o controle sobre o fluxo marítimo em uma área essencial para o transporte de petróleo e gás natural.

Irã reage e eleva tom contra ação dos EUA

A resposta do Irã foi imediata. A Guarda Revolucionária alertou que qualquer movimentação hostil pode desencadear uma reação severa no estreito, classificando possíveis ações como um risco de confronto direto.

O governo iraniano também mobilizou forças navais ao longo de sua costa sul, intensificando a vigilância diante da possibilidade de incursões militares.

Região concentra rota estratégica de energia

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, o que torna a região vital para o mercado internacional de energia.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã já havia restringido parcialmente o tráfego, o que contribuiu para a forte alta nos preços do petróleo no mercado global.

Decisão dos EUA mira pressão econômica

A ofensiva norte-americana foi anunciada pelo presidente Donald Trump, que determinou o bloqueio como forma de pressionar Teerã após a falta de avanço em negociações para encerrar o conflito.

A estratégia busca limitar as exportações iranianas de petróleo, uma das principais fontes de receita do país, e forçar concessões diplomáticas.

Risco de escalada e impacto global

Especialistas avaliam que um bloqueio naval no Estreito de Ormuz pode ser interpretado como ato de guerra, aumentando o risco de escalada militar na região.

Além disso, a medida pode gerar efeitos diretos na economia global, pressionando os preços da energia e impactando cadeias de abastecimento.

Cessar-fogo frágil pode ser comprometido

A decisão ocorre poucos dias após um cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, que previa negociações para um acordo de paz. No entanto, o controle do estreito segue como ponto central de disputa.

Autoridades iranianas já indicaram que não pretendem abrir mão do domínio sobre a rota, considerada estratégica tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico.

FONTE: O  Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de ajuda humanitária em meio à crise

O governo do Irã anunciou a liberação do trânsito de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio às tensões geopolíticas que afetam uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre após restrições impostas durante a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Autorização para navios com carga humanitária

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, autoridades portuárias receberam instruções para permitir a passagem de embarcações que transportem carga humanitária.

A decisão inclui:

  • Elaboração de uma lista de navios considerados prioritários
  • Emissão de autorizações oficiais para empresas de transporte
  • Coordenação com operadores portuários para viabilizar o fluxo

A iniciativa busca garantir o abastecimento de itens essenciais mesmo em meio às restrições no tráfego marítimo.

Estreito de Ormuz no centro da tensão global

O Estreito de Ormuz se tornou ponto crítico após o início dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, sendo vital para o equilíbrio do mercado internacional de energia.

Durante o auge da crise, o Irã chegou a interromper o tráfego e ameaçar embarcações, o que provocou forte alta no preço do petróleo e preocupação nos mercados globais.

Liberação parcial para países não hostis

Após o fechamento inicial, o governo iraniano flexibilizou o acesso ao permitir a passagem de navios de países considerados neutros ou não envolvidos no conflito.

Desde o início da flexibilização, embarcações de nações como França, Omã e Japão já conseguiram cruzar o estreito, sinalizando uma abertura controlada do corredor marítimo.

Estados Unidos mudam o tom sobre intervenção

Em meio à crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível ação militar para garantir a abertura do estreito, incluindo ataques à infraestrutura iraniana.

No entanto, dias depois, o discurso foi suavizado. O governo americano afirmou que o país possui baixa dependência do petróleo que passa pela região, indicando que outras nações deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.

Importância estratégica para o comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos marítimos do mundo. Além de petróleo, a rota também é essencial para o transporte de commodities agrícolas, insumos e produtos industriais.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o comércio internacional, elevando custos logísticos e gerando incertezas nos mercados de energia e alimentos.

Cenário segue sob monitoramento

Apesar da liberação para cargas humanitárias, o tráfego no estreito ainda é visto como instável. Analistas acompanham os desdobramentos do conflito, que podem influenciar o fluxo de mercadorias e a dinâmica da economia global nas próximas semanas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Hamad

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Notícias

Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Internacional

Porto de Karachi dispara em transbordo após crise no Estreito de Ormuz

O porto de Karachi, no Paquistão, registrou um salto expressivo na movimentação de contêineres nas últimas semanas, impulsionado pela crise no Estreito de Ormuz. Em apenas 24 dias, o terminal movimentou um volume equivalente a todo o ano de 2025, refletindo mudanças nas rotas do transporte marítimo internacional.

Crescimento acelerado na movimentação de cargas

De acordo com o ministro federal de Assuntos Marítimos, Muhammad Junaid Anwar Chaudhry, o porto havia registrado cerca de 8.300 contêineres em operações de transbordo ao longo de 2025. No entanto, somente nas últimas semanas, o volume chegou a 8.313 contêineres, evidenciando a rápida expansão da demanda.

Conflito no Oriente Médio altera rotas marítimas

O aumento está diretamente ligado à interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz, considerada uma das principais rotas globais de energia e comércio. O bloqueio, iniciado em 2 de março após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levou companhias de navegação a suspender operações em portos estratégicos do Golfo.

Com isso, hubs tradicionais como o porto de Jebel Ali, em Dubai, perderam capacidade operacional, forçando o redirecionamento de cargas para alternativas regionais, como Karachi.

Incentivos e estrutura favorecem o Paquistão

Além do cenário geopolítico, o crescimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo paquistanês. Entre elas, a concessão de descontos de até 60% nas taxas portuárias, em vigor desde 18 de março, que tornou o terminal mais competitivo.

A presença de grandes operadores logísticos, como Hutchison Ports, Maersk e Cosco, também facilitou a adaptação das rotas. Outro fator relevante foi a capacidade ociosa dos terminais, ampliada pela redução do comércio de trânsito com o Afeganistão.

Desafios para se tornar hub logístico

Especialistas avaliam que o aumento do transbordo de cargas pode fortalecer a imagem do Paquistão como um potencial hub logístico regional. No entanto, alertam que a consolidação desse crescimento dependerá de políticas estáveis e de investimentos robustos em infraestrutura portuária e logística.

Apesar do momento favorável, ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar o avanço sem ampliar sua estrutura ao longo de toda a cadeia logística.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Exportação

Exportações brasileiras ganham rota via Turquia para driblar crise no Estreito de Ormuz

O Brasil definiu uma rota alternativa de exportação via Turquia para manter o escoamento de produtos agropecuários diante das restrições no Estreito de Ormuz, impactado pela recente crise no Oriente Médio.

A articulação foi conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de assegurar a continuidade do comércio exterior brasileiro mesmo em meio à instabilidade geopolítica.

Nova rota evita áreas de risco no Golfo Pérsico

Com a estratégia, cargas brasileiras destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central passam a utilizar a infraestrutura logística turca, evitando a travessia pelo Golfo Pérsico, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

A rota via Turquia já era utilizada por exportadores, mas ganhou maior relevância como alternativa segura para manter o fluxo de mercadorias.

Exigências sanitárias levaram a novo acordo

Recentemente, o governo turco passou a adotar regras mais rígidas para produtos sujeitos a controle veterinário, especialmente os de origem animal. A mudança poderia gerar entraves para o comércio brasileiro.

Diante disso, o Brasil negociou um novo modelo para garantir a continuidade das operações sem prejuízos logísticos.

Certificação garante trânsito e armazenamento de cargas

O entendimento entre os países resultou na criação de um certificado veterinário sanitário, que permite tanto o trânsito quanto o armazenamento temporário de mercadorias em território turco.

Na prática, o documento assegura que cargas brasileiras possam atravessar o país ou permanecer temporariamente em seus portos sem a necessidade de novas exigências sanitárias adicionais.

Medida reduz riscos e amplia previsibilidade

A iniciativa fortalece a logística de exportação, oferecendo mais previsibilidade aos embarques e reduzindo riscos para empresas brasileiras, especialmente em um cenário de incertezas nas rotas marítimas internacionais.

Governo busca preservar acesso a mercados estratégicos

Com o acordo, o Mapa reforça sua atuação para proteger o agronegócio brasileiro, garantindo o acesso a mercados relevantes mesmo diante de crises externas.

A adoção da rota via Turquia demonstra a busca por soluções rápidas e estratégicas para minimizar impactos no comércio e manter a competitividade do Brasil no cenário global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Internacional

China intensifica diálogo sobre o Estreito de Ormuz e pede redução de tensões no Oriente Médio

A China afirmou nesta segunda-feira (16) que mantém contato com “todas as partes” envolvidas na crise no Estreito de Ormuz, reforçando sua posição em favor da diminuição das tensões no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores durante coletiva de imprensa.

China defende solução diplomática para o conflito

Questionado sobre um possível pedido do governo dos Estados Unidos para colaborar com a segurança da rota marítima — considerada estratégica para o transporte global de energia —, o porta-voz Lin Jian destacou o papel diplomático de Pequim.

Segundo ele, o país asiático segue empenhado em dialogar com os envolvidos e contribuir para a estabilização do cenário. “Estamos em contato com todas as partes e comprometidos em promover o alívio da situação”, afirmou.

Lin também reiterou o apelo para que haja cessar-fogo imediato, alertando para os riscos de uma escalada que pode gerar impactos econômicos globais.

Conflito entre EUA, Israel e Irã se intensifica

O cenário regional se agravou após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro. Na ocasião, uma ofensiva conjunta resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes de alto escalão do regime.

Autoridades americanas afirmam que operações militares destruíram embarcações, sistemas de defesa aérea e aeronaves iranianas.

Retaliações ampliam instabilidade na região

Em resposta, o Irã lançou ataques contra diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano afirma que os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios.

O conflito já deixou mais de 1.200 civis mortos no Irã, conforme dados de uma organização de direitos humanos sediada nos EUA. Do lado americano, a Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de militares.

Expansão do conflito e impacto no Líbano

A crise também atingiu o Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, realizou ataques contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios contra posições do grupo no país vizinho, resultando em centenas de mortes.

Novo líder supremo do Irã gera críticas

Após a morte de grande parte da cúpula iraniana, um conselho interno escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas avaliam que sua liderança deve manter a linha política atual, sem mudanças significativas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que o nome escolhido seria inaceitável para o comando do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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