Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Logística

Cabotagem no Nordeste cresce e movimenta 60,7 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem nos portos do Nordeste brasileiro registrou movimentação de 60,7 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, superando os 60,3 milhões de toneladas contabilizados em 2024, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Principais estados e portos movimentados

O crescimento concentrou-se em quatro estados da região: Bahia (15,3 milhões de toneladas), Maranhão (14,6 milhões), Ceará (12,9 milhões) e Pernambuco (12,8 milhões). Os complexos portuários desses estados funcionam como plataformas estratégicas, integrando o transporte marítimo com outras regiões do país e garantindo o fluxo de energia, matérias-primas e produtos industrializados.

Importância para a logística e indústria nordestina

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem a relevância da cabotagem como ferramenta para a competitividade da indústria nordestina e a eficiência logística. “O fortalecimento da cabotagem amplia a eficiência, reduz custos e garante estabilidade no abastecimento, gerando desenvolvimento para os estados”, afirmou.

O transporte marítimo reduz a pressão sobre as rodovias e aumenta a previsibilidade no envio de mercadorias, beneficiando o fornecimento de combustíveis, insumos industriais e bens de consumo, fortalecendo as cadeias produtivas da região.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais transportados por cabotagem em 2025 estão:

  • Petróleo: 13,3 milhões de toneladas
  • Contêineres: 12,5 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 11,7 milhões de toneladas
  • Bauxita: 9,8 milhões de toneladas
  • Minério de ferro: 4,3 milhões de toneladas

A movimentação de contêineres também evidencia a diversidade econômica nordestina, com destaque para arroz, produtos químicos e celulose, mostrando que a cabotagem atende tanto grandes cadeias industriais quanto o abastecimento alimentar e comercial.

Impacto do Programa BR do Mar

O avanço da cabotagem no Nordeste está associado ao Programa BR do Mar, que modernizou regras e trouxe maior segurança regulatória ao setor. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a previsibilidade promovida pelo programa fortalece a cabotagem como alternativa estratégica na matriz de transportes e impulsiona o desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Imbituba registra melhor janeiro da história com 679 mil toneladas movimentadas

O Porto de Imbituba iniciou o ano com desempenho recorde e consolidou o melhor resultado já registrado para o mês de janeiro. Ao todo, foram mais de 679 mil toneladas movimentadas e 34 atracações no período, reforçando a importância do complexo como um dos principais motores do crescimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.

O volume expressivo confirma a trajetória de expansão do terminal e amplia sua relevância nos corredores logísticos nacionais, além de fortalecer a atração de investimentos para a região.

Exportações e importações impulsionam movimentação

No recorte por tipo de operação, as exportações somaram 251,4 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.

Já as importações atingiram 363,1 mil toneladas, com destaque para hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. A diversidade das cargas evidencia a solidez das cadeias produtivas atendidas pelo porto e a força do comércio exterior catarinense.

Cabotagem e transbordo ampliam integração logística

A cabotagem também apresentou crescimento, com 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O resultado reforça a eficiência da navegação costeira e a integração entre portos brasileiros.

No transbordo, foram registradas 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas. Os números confirmam o papel estratégico do terminal como hub logístico e plataforma de redistribuição de cargas no Sul do país.

Granéis sólidos lideram operações

Os granéis sólidos continuam concentrando a maior parte da movimentação, com 531,8 mil toneladas — o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos de maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão e já representa 14,2% da movimentação total, com 96,2 mil toneladas, indicando a crescente atração de cargas de maior valor agregado. A carga geral respondeu por 6,5% do volume (mais de 44 mil toneladas), demonstrando a capacidade do porto em operar mercadorias com maior complexidade logística.

Impacto econômico e geração de empregos

Além do avanço operacional, o desempenho do Porto de Imbituba gera reflexos diretos na economia regional. A atividade portuária impulsiona a geração de empregos, fortalece os setores de transporte, comércio e serviços e contribui para projetos de integração entre porto e cidade, com foco em desenvolvimento sustentável.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destacou a relevância estratégica do complexo para o Estado. Segundo ele, os resultados de janeiro evidenciam a contribuição do terminal para a competitividade das cadeias produtivas e para a economia catarinense e brasileira.

O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, atribuiu o desempenho histórico à estratégia de gestão e aos investimentos realizados. De acordo com ele, o recorde demonstra maturidade operacional, diversificação de cargas e fortalecimento da posição estratégica do porto nos mercados nacional e internacional.

Comércio exterior supera US$ 153 milhões

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo porto movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026. O resultado reforça a contribuição decisiva do terminal para a balança comercial de Santa Catarina e do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Portonave amplia conexões internacionais com a nova linha ZIM Gulf Toucan

Nova linha fortalece a logística entre o Sul do Brasil e o Caribe
A Portonave, terminal portuário privado localizado em Navegantes (SC), anunciou a expansão de seu portfólio de serviços com a inclusão da linha ZIM Gulf Toucan (ZGT). A operação, conduzida pela armadora ZIM Integrated Shipping Services, passa a conectar a costa leste da América do Sul a relevantes polos logísticos do Caribe, da costa leste dos Estados Unidos e do Golfo do México.

Frequência semanal e ampla cobertura de portos internacionais
De acordo com a empresa, o novo serviço contará com frequência semanal e será operado por oito navios. As escalas abrangem portos do Brasil, Argentina e Uruguai, além de terminais estratégicos na Jamaica, Colômbia, México e Estados Unidos, ampliando as alternativas de transporte marítimo para exportadores e importadores da região Sul.

Perfil das cargas e modelo operacional da ZGT
A expectativa é que a ZIM Gulf Toucan movimente, principalmente, cargas como madeira e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, além de carnes congeladas e alimentos em geral.
A operação ocorre no formato Vessel Sharing Agreement (VSA), modelo em que diferentes armadores compartilham os mesmos navios. Nesse arranjo, a ZIM lidera o serviço, enquanto a Ocean Network Express (ONE) adquire espaços nas embarcações.

Portonave consolida posição entre os principais terminais do país
Fundada em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil, a Portonave alcançou, em 2025, a quarta colocação no ranking nacional de movimentação de contêineres cheios em longo curso, com 9% de participação no volume total do país.
No âmbito institucional, o terminal também recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e foi reconhecido como uma das melhores empresas de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Investimento

Singapura investe R$ 100 bilhões em megaporto de Tuas para movimentar 65 milhões de contêineres por ano

O governo de Singapura colocou na mesa um investimento estimado em R$ 100 bilhões para a construção do Megaporto de Tuas, um complexo portuário de escala global projetado para ser visível do espaço e alcançar uma capacidade anual de 65 milhões de TEUs. A iniciativa reúne engenharia de grande porte, automação avançada e integração digital para reorganizar o sistema marítimo do país e sustentar sua competitividade em uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.

Localizado no oeste da ilha, o projeto foi planejado para concentrar, em um único ponto, operações hoje espalhadas por diferentes terminais, redefinindo a logística portuária nacional.

Consolidação de terminais em um único complexo

Atualmente, parte significativa da movimentação de contêineres ocorre em áreas como Tanjong Pagar, Keppel, Brani e Pasir Panjang. Com o avanço do Megaporto de Tuas, essas atividades serão gradualmente transferidas para o novo complexo, reduzindo deslocamentos internos e simplificando o planejamento logístico.

O desenho do porto inclui estruturas que avançam sobre o mar, separadas por canais de águas profundas, permitindo múltiplas frentes de atracação e a recepção dos maiores navios porta-contêineres em operação no mundo.

Localização estratégica no Estreito de Malaca

A dimensão do investimento é explicada pela posição geográfica do país. Singapura está situada junto ao Estreito de Malaca, corredor marítimo que conecta os oceanos Índico e Pacífico e concentra boa parte do comércio entre Europa, Oriente Médio, África e Leste Asiático.

Sem grandes recursos naturais e com território limitado, o país transformou logística, eficiência operacional e serviços portuários em pilares centrais de sua estratégia econômica desde a segunda metade do século 20.

Obra de longo prazo com conclusão prevista para os anos 2040

O Megaporto de Tuas está sendo desenvolvido em múltiplas fases, com conclusão prevista para a década de 2040. Quando finalizado, deverá contar com 66 berços de atracação, consolidando uma reconfiguração estrutural do sistema portuário singapurense.

O terminal entrou oficialmente em operação em setembro de 2022 e vem ampliando sua capacidade de forma progressiva, conforme novas áreas são entregues.

Aterro, elevação do solo e proteção costeira

A construção exigiu um dos maiores projetos de preparação de terreno já realizados no país. O plano inclui aterros em larga escala e técnicas de melhoria do solo para sustentar estruturas portuárias de grande porte.

O nível do terreno foi elevado vários metros acima do nível médio do mar, como medida preventiva diante do risco de elevação dos oceanos nas próximas décadas. Um sistema contínuo de quebra-mares também foi implantado para proteger o porto contra ondas e correntes marítimas.

Caixões de concreto e engenharia de alta precisão

Entre os principais elementos da obra estão os caixões de concreto pré-fabricados, utilizados como base dos cais e estruturas de contenção. Cada unidade pode alcançar 28 metros de altura e pesar até 15 mil toneladas.

Esses caixões são fabricados em terra, transportados por plataformas flutuantes e posicionados com precisão milimétrica no local definitivo. O método garante padronização, controle de qualidade e maior rapidez na execução, desde que haja coordenação rigorosa entre as etapas.

Automação e inteligência artificial no centro da operação

A operação do porto foi desenhada para ser altamente automatizada. Guindastes de cais, equipamentos de pátio e veículos autônomos responsáveis pelo transporte interno de contêineres atuam de forma integrada, coordenados por sistemas digitais em tempo real.

Essas plataformas analisam dados continuamente para definir prioridades de atracação, sequências de movimentação e alocação de recursos, reduzindo tempos de espera e aumentando a previsibilidade operacional. Nesse modelo, trabalhadores assumem funções de supervisão, manutenção e gestão de exceções.

Capacidade projetada e impacto regional

Quando estiver totalmente concluído, o Megaporto de Tuas deverá movimentar até 65 milhões de contêineres por ano. Atualmente, o sistema portuário de Singapura já supera 40 milhões de TEUs anuais, segundo dados oficiais.

A ampliação busca garantir que o país mantenha sua relevância frente à crescente concorrência de outros portos do Sudeste Asiático. Ao concentrar operações em um único megaporto inteligente, Singapura aposta em eficiência e previsibilidade como diferenciais em um cenário global marcado por custos elevados, tensões geopolíticas e transformações tecnológicas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Porto de Santos registra recorde histórico de movimentação de cargas em 2025

O Porto de Santos encerrou 2025 com um novo recorde de movimentação de cargas, confirmando as projeções ao longo do ano. De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), o maior porto do país movimentou 186,4 milhões de toneladas, resultado 3,6% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizadas 179,8 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a posição estratégica do porto na logística nacional e no comércio exterior brasileiro, impulsionado pelo crescimento das exportações e pela eficiência operacional do complexo.

Contêineres alcançam maior volume da história

A movimentação de contêineres também atingiu patamar inédito em 2025. Ao longo do ano, passaram pelo Porto de Santos 5,9 milhões de TEU, o que representa um avanço de 7,7% em relação ao ano anterior.

Em termos de peso, a carga conteinerizada somou 62,3 milhões de toneladas, com crescimento de 3,9%, consolidando o segmento como um dos principais vetores de expansão do porto.

Dezembro impulsiona resultado anual

Segundo a APS, o fechamento positivo do ano foi impulsionado por um mês de dezembro robusto, com movimentação de 14,7 milhões de toneladas. O volume representa uma alta de 16% na comparação com dezembro de 2024, quando foram registradas 12,7 milhões de toneladas.

Para o presidente da APS, Anderson Pomini, os números refletem a capacidade operacional do porto. Em nota, ele destacou que 2025 apresentou recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres e desempenho elevado também na carga geral, evidenciando os efeitos dos investimentos em infraestrutura e o fortalecimento do Brasil no comércio global.

Granéis sólidos lideram crescimento no ano

Entre os segmentos, os granéis sólidos totalizaram 94,5 milhões de toneladas em 2025, com crescimento de 4,2%. O principal destaque foi o complexo soja, que alcançou 44,9 milhões de toneladas, avanço expressivo de 18,9%.

A celulose também apresentou forte expansão, com alta de 21,5%, somando 9,9 milhões de toneladas no acumulado do ano.

Por outro lado, algumas cargas registraram retração anual, como açúcar (-10,8%), milho (-4,6%) e granéis líquidos (-6,3%). Apesar disso, dezembro mostrou recuperação, com os granéis sólidos crescendo 36,7% e o milho avançando 44,9% frente ao mesmo mês de 2024.

Exportações avançam e participação no comércio exterior cresce

As exportações movimentadas pelo Porto de Santos somaram 137,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 4,6%. Já as importações permaneceram praticamente estáveis, com leve crescimento de 1%, totalizando 49 milhões de toneladas.

A APS destaca ainda o aumento da participação do porto na corrente comercial brasileira. Até dezembro de 2025, Santos respondeu por 29,6% de todas as transações do Brasil com o exterior, em valor US$ FOB, acima dos 29,0% registrados no ano anterior.

A China manteve-se como o principal parceiro comercial, concentrando 29,6% das operações de origem ou destino do porto.

Mais navios acompanharam o avanço da movimentação

O crescimento da carga também se refletiu no fluxo de navios. Em 2025, 5,7 mil embarcações atracaram no Porto de Santos, número 2,7% maior do que o registrado em 2024.

Principais números de 2025

Total de cargas: 186,4 milhões de toneladas (+3,6%)
Contêineres: 5,9 milhões de TEU (+7,7%)
Exportações: 137,4 milhões de toneladas (+4,6%)
Importações: 49,0 milhões de toneladas (+1,0%)
Movimentação em dezembro: 14,7 milhões de toneladas (+16,0%)

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Comércio Exterior

Mercado de afretamento de contêineres tem em 2025 o melhor desempenho fora do boom pós-Covid

Mesmo diante de um ambiente marcado por instabilidade geopolítica, riscos regulatórios e volatilidade logística, o mercado de afretamento de navios porta-contêineres encerrou 2025 com um desempenho considerado excepcional. Análise da Alphaliner aponta que o ano foi o melhor fora do ciclo de expansão pós-Covid para os armadores não operadores (NOOs), evidenciando a capacidade do setor de absorver choques externos e manter elevados níveis de atividade.

Segundo a consultoria, o início do novo ciclo mantém o mesmo fôlego, embora o cenário siga cercado por incertezas que podem afetar a trajetória positiva do mercado.

Canal de Suez e Mar Vermelho concentram principal risco

O fator de maior atenção é um possível retorno em larga escala das rotas pelo Canal de Suez e Mar Vermelho, caso a segurança regional seja restabelecida. No curto prazo, ajustes operacionais e congestionamentos tendem a sustentar a demanda por capacidade. Porém, no médio e longo prazo, a redução das distâncias de navegação pode tornar parte significativa da frota excedente, pressionando o equilíbrio do mercado de afretamento.

Política comercial dos EUA adiciona volatilidade

Outro ponto de incerteza destacado pela Alphaliner é o ambiente político nos Estados Unidos. Permanecem dúvidas sobre tarifas de importação, sujeitas a revisões, além das taxas portuárias previstas na Seção 301 do USTR, ainda sem definição. A expectativa é de que o tema volte a gerar tensões ao fim do período de pausa regulatória, em novembro.

Conflitos globais ampliam riscos ao transporte marítimo

O relatório também chama atenção para o cenário geopolítico, que registra um número recorde de conflitos ativos ou latentes. Entre os focos de risco estão a guerra entre Rússia e Ucrânia, as tensões entre China e Taiwan, o aumento da atuação dos EUA na América Latina e a instabilidade persistente no Oriente Médio. Qualquer escalada nesses pontos pode provocar impactos relevantes no transporte marítimo de contêineres.

Volumes de carga podem surpreender positivamente

Apesar dos desafios, o panorama não é apenas negativo. Assim como ocorreu em 2024 e 2025, os volumes de carga podem superar expectativas. A Alphaliner destaca potencial de crescimento mais intenso nas rotas para África, subcontinente indiano e Ásia, além de desempenho consistente na América Latina, onde o comércio segue aquecido. Esse movimento ajuda a conter riscos de excesso de capacidade e sustenta as taxas de frete, que, após quedas ao longo de 2025, se recuperaram nas últimas semanas do ano.

Oferta de navios cresce menos em 2026

Do lado da oferta, a entrada de novos navios será mais moderada em 2026, com cerca de 1,5 milhão de TEUs, abaixo dos 2,2 milhões de TEUs registrados em 2025. Para novos operadores, esse cenário favorece o mercado, já que a escassez de capacidade disponível deve limitar uma eventual desaceleração. Ainda assim, a consultoria alerta que 2027 e 2028 tendem a ser mais desafiadores, com a chegada prevista de 3 milhões e 4,4 milhões de TEUs, respectivamente.

Navios de grande porte seguem altamente demandados

Entre os segmentos, os Very Large Container Ships (VLCS), com capacidade entre 7.500 e 13.000 TEUs, continuam registrando forte procura. As companhias de navegação têm buscado garantir capacidade com antecedência, inclusive por meio de contratos de longo prazo. Um exemplo citado é a extensão dos contratos dos navios ZIM Norfolk e ZIM Xiamen (9.115 TEUs) por 60 meses, a cerca de US$ 47 mil por dia, com início no terceiro trimestre de 2027.

Classic Panamax mantém atratividade no mercado

O segmento Classic Panamax (4.000 a 5.299 TEUs) também segue em expansão e figura entre os favoritos dos afretadores. A demanda permaneceu firme até o fim de 2025, com relatos de extensões contratuais para navios de 4.250 TEUs por 36 meses, a taxas entre US$ 30 mil por dia. Com baixa disponibilidade no curto prazo, a perspectiva permanece positiva para os NOOs, desde que o ritmo da demanda seja mantido.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Buenos Aires acaba com bonificação da ZAP a partir de 2026

O Porto de Buenos Aires deixou de conceder, desde 1º de janeiro de 2026, a bonificação integral do cargo da Zona de Apoio Portuário (ZAP) aplicada aos contêineres cheios que ingressam nas áreas concessionadas. A decisão foi oficializada pela Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação mais ampla do modelo de operação e financiamento dos serviços portuários.

Fim da isenção para contêineres cheios

A medida foi definida pela Administração Geral de Portos (AGP), atualmente sob gestão de Gastón Benvenuto. Desde outubro de 2018, o cargo da ZAP vinha sendo totalmente bonificado, o que, na prática, isentava o pagamento para cada unidade de contêiner cheio de 20 ou 40 pés que entrava ou saía dos terminais.

Com a nova resolução, esse benefício será revogado, e o valor do cargo ZAP, atualmente fixado em US$ 14,50 por unidade, voltará a ser cobrado integralmente a partir de 2026.

Origem do cargo ZAP no sistema portuário

O cargo da Zona de Apoio Portuário tem origem no Sistema de Controle de Trânsito Veicular Portuário (CTVP), criado em 2012. O objetivo era organizar o fluxo de caminhões antes do acesso aos terminais, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências previstas nos contratos de concessão do Puerto Nuevo.

Em 2017, a ZAP passou a ser administrada diretamente pela AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner cheio, valor posteriormente atualizado. Apesar das revisões tarifárias, a bonificação de 100% permaneceu em vigor até a decisão atual.

Reorganização do sistema portuário nacional

Segundo os fundamentos da resolução, o fim da bonificação está alinhado às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades tradicionalmente executadas pelo Estado. O entendimento do governo é que modelos de exploração privada precisam gerar receitas próprias para garantir sustentabilidade econômica e financeira.

A mudança também ocorre em meio à reorganização institucional do sistema portuário argentino. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu as bases para novos projetos de infraestrutura portuária.

Transferência da operação da ZAP

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. um permissão de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação e a exploração integral da área. A resolução destaca que, para viabilizar economicamente essa exploração, é indispensável a arrecadação proveniente do cargo tarifário da ZAP.

Além disso, o ato administrativo determina a notificação formal das empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., bem como a comunicação às áreas internas da AGP e à Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

China registra recordes na movimentação portuária em 2025 e cresce 6,6% no transporte de contêineres

A movimentação portuária da China fechou 2025 em patamar recorde, reforçando o país como um dos principais hubs logísticos globais. Mesmo diante de incertezas no comércio internacional, dados oficiais apontam crescimento consistente tanto no volume total de cargas quanto no transporte de contêineres.

Portos estratégicos antecipam marcas históricas

Ao longo de dezembro de 2025, grandes terminais chineses alcançaram resultados inéditos. O porto de Ningbo-Zhoushan superou, no dia 2, a marca de 40 milhões de TEUs movimentados no ano, tornando-se o terceiro do mundo a atingir esse nível. Em seguida, o porto de Qingdao ultrapassou 700 milhões de toneladas de cargas em 8 de dezembro, antecipando em 15 dias o desempenho de 2024.

Já o porto de Tianjin encerrou o ano com mais de 23,29 milhões de TEUs, alcançando o volume anual 17 dias antes do registrado no ano anterior.

Crescimento nacional no volume de cargas e contêineres

Segundo o Ministério dos Transportes da China, entre janeiro e novembro de 2025, os portos do país movimentaram 16,75 bilhões de toneladas, alta de 4,4% na comparação anual. No mesmo período, o fluxo de contêineres atingiu 320 milhões de TEUs, crescimento de 6,6%.

O desempenho reflete a base estrutural do sistema portuário chinês, que vem passando por forte expansão física e tecnológica nos últimos anos.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência

Entre os destaques está Ningbo-Zhoushan, onde os terminais de Chuanshan e Meishan passaram a operar com capacidade superior a 10 milhões de TEUs cada. Em Qingdao, 15 projetos iniciados em 2025 acrescentaram 16 milhões de toneladas de capacidade e 1,46 milhão de metros quadrados de pátios logísticos.

A automação portuária também avançou. O porto de Tianjin implantou um sistema inteligente de gestão de contêineres, elevando a eficiência operacional. Em Xangai, veículos guiados automaticamente já atuam de forma autônoma no transporte e posicionamento de cargas.

Clusters portuários fortalecem a logística chinesa

Atualmente, a China concentra clusters portuários de classe mundial no Golfo de Bohai, no Delta do Rio Yangtzé e na Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau. O país mantém a maior escala de infraestrutura portuária do planeta e lidera em número e nível tecnológico de terminais automatizados.

Para Yuan Ziwen, diretor da Divisão de Economia do Transporte Aquaviário do Instituto de Planejamento e Pesquisa do Ministério dos Transportes, a modernização alterou profundamente o papel dos portos. Segundo ele, a intensa atividade portuária é um indicativo da resiliência do comércio exterior chinês.

Novas rotas ampliam alcance internacional

Como nós centrais do comércio internacional, os portos chineses expandiram conexões com mercados emergentes. Ningbo-Zhoushan inaugurou sua primeira rota pela Passagem do Ártico. Jiaxing abriu ligação direta com a África, enquanto Wenzhou e Beibu Gulf lançaram rotas para o Oriente Médio. Também houve ampliação dos fluxos com América Latina, África e Oriente Médio.

Exportações de maior valor agregado impulsionam demanda

O aumento da movimentação portuária está associado à maior demanda por produtos de alto valor agregado e por bens ligados à transição energética. De acordo com Wang Zhanyou, presidente da Ningbo Union-Ocean Shipping, a concorrência no setor fotovoltaico levou empresas a investir em projetos de armazenamento de energia, sustentando o crescimento das exportações.

Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações chinesas de produtos eletromecânicos somaram RMB 14,89 trilhões, alta de 8,8%, representando 60,9% do total exportado pelo país.

Integração regional fortalece cadeias globais

A integração entre os portos avançou especialmente no Delta do Rio Yangtzé, com uma estrutura formada por Xangai e Ningbo-Zhoushan como núcleos centrais, apoiados por portos fluviais e costeiros de Jiangsu, Zhejiang e Anhui. Veículos elétricos de Anhui e módulos fotovoltaicos de Jiangsu passaram a acessar diretamente mercados da Europa e dos Estados Unidos.

A rota expressa Xangai–Chongqing reduziu o tempo de navegação e reforçou a inserção da região de Chengdu–Chongqing nas cadeias globais.

Portos fluviais ganham protagonismo

Os portos fluviais tiveram crescimento de 5,7% nos primeiros 11 meses de 2025, superando o avanço dos portos costeiros. O porto de Suzhou movimentou 560,88 milhões de toneladas e 9,33 milhões de TEUs. Xuzhou, Hangzhou e Wuhu registraram crescimento de dois dígitos em contêineres, enquanto Wuxi ampliou o volume em mais de 100%, chegando a 109,3%.

Segundo Yuan Ziwen, a modernização das hidrovias elevou a eficiência logística, além de manter o transporte fluvial como alternativa mais econômica e menos emissora de carbono em médias e longas distâncias.

Planejamento estratégico para os próximos anos

Diante desse cenário, diversas províncias incluíram a navegação interior em seus planos para o 15º Plano Quinquenal. Chongqing pretende fortalecer a navegação no alto Yangtzé, Henan busca integrar hidrovias em uma rede estruturada de canais, e Hubei planeja expandir corredores fluviais estratégicos, incluindo o eixo das Três Gargantas.

De acordo com o Ministério dos Transportes, essas iniciativas seguem diretrizes nacionais para a construção de uma malha hidroviária de alto padrão, com impacto direto na redução de custos logísticos e no fortalecimento do mercado interno.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zhang Ailin/ Xinhua

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