Informação

Ponte Salvador-Itaparica avança e Brasil terá a maior ponte sobre o mar da América Latina

As obras da futura Ponte Salvador-Itaparica, projeto considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura do país, deram mais um passo importante nesta semana. Os primeiros equipamentos e estruturas destinados à construção chegaram ao Porto de Salvador na segunda-feira (18), após serem transportados da China para a Bahia.

A carga, avaliada em mais de R$ 17 milhões, veio do Porto de Xangai e percorreu aproximadamente 17 mil quilômetros até a capital baiana. Ao todo, foram desembarcadas mais de 800 toneladas de materiais distribuídos em 44 contêineres.

Estruturas serão usadas no início das obras

Os equipamentos seguirão para os municípios de Maragogipe e Vera Cruz, onde serão instalados os primeiros canteiros de obras do empreendimento.

Entre os materiais recebidos estão painéis de vigas Bailey, estruturas metálicas, pinos de trava e parafusos de suporte, peças consideradas essenciais para a implantação da plataforma provisória que dará sustentação às primeiras intervenções sobre o mar.

A expectativa do governo baiano é iniciar efetivamente as obras da Ponte Salvador-Itaparica no começo de junho.

Plataforma provisória vai reduzir tráfego marítimo

A estrutura temporária será utilizada para o deslocamento de máquinas pesadas, trabalhadores e equipamentos ao longo das futuras frentes de serviço na Baía de Todos-os-Santos.

Segundo o projeto, a plataforma permitirá reduzir em cerca de 70% a necessidade de embarcações de apoio durante a construção, contribuindo para melhorar a logística marítima da região.

Esse tipo de estrutura já é utilizado em grandes obras internacionais de infraestrutura e é considerado estratégico para aumentar a eficiência operacional e a segurança dos trabalhos.

Obra deve gerar milhares de empregos

Somente na etapa inicial da montagem da plataforma provisória, a previsão é criar cerca de 200 empregos diretos para profissionais como soldadores, engenheiros e montadores.

Ao longo de toda a execução da obra, a estimativa é de aproximadamente 7 mil vagas diretas e indiretas nos setores de construção civil, logística, transporte e fornecimento de materiais.

Equipamentos reforçam mobilização dos canteiros

Como parte da preparação para o início da construção, um guindaste de 60 toneladas já foi entregue ao canteiro localizado em São Roque do Paraguaçu, no município de Maragogipe.

Além disso, está prevista a chegada de 3.900 toneladas de tubos de aço, volume equivalente a cerca de 400 caminhões. Os materiais serão utilizados nas primeiras etapas da implantação da estrutura sobre a água.

Segundo Mateus Dias, secretário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), a chegada dos equipamentos representa mais um avanço dentro do cronograma planejado para a obra.

Projeto será executado por grupos chineses

A implantação e operação do novo sistema rodoviário ficará sob responsabilidade da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC).

O contrato firmado com o Governo da Bahia segue o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e prevê concessão de 35 anos.

Desse período, um ano será destinado a estudos e licenciamento ambiental, cinco anos para construção da ponte e os 29 anos restantes para operação e manutenção do sistema viário.

Maior ponte marítima da América Latina

Com investimento estimado em cerca de R$ 10 bilhões, a Ponte Salvador-Itaparica deve se tornar a maior ponte sobre o mar da América Latina, superando a Ponte Rio-Niterói em extensão.

O empreendimento é considerado estratégico para impulsionar a mobilidade, o turismo e o desenvolvimento econômico da Bahia.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Informação

Alta do petróleo eleva custos da construção civil em Santa Catarina, aponta estudo da FIESC

A construção civil em Santa Catarina enfrenta pressão crescente nos custos de produção em meio à instabilidade do mercado internacional de petróleo. Um estudo preliminar do Observatório FIESC aponta que o conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de insumos e da logística do setor.

Petróleo pressiona insumos e eleva custos das obras

Segundo o levantamento, o aumento no preço dos combustíveis funciona como um choque externo de custos, com tendência de repasse ao consumidor final.

Entre dezembro de 2025 e março de 2026, diversos materiais apresentaram alta significativa. O destaque é o PVC, que registrou aumento de 39,1% — produto diretamente ligado à cadeia do petróleo.

Outros insumos essenciais também tiveram reajustes relevantes:

  • Alumínio: alta de 30,3%
  • Aço: aumento de 15,8%
  • Concreto: elevação de 6,5%

Impacto direto no preço de imóveis e reformas

Para o presidente do Conselho da Indústria da Construção, Marcos Bellicanta, a alta desses materiais aumenta o custo final das obras e reduz o poder de compra de quem pretende construir ou reformar.

Além disso, o cenário pressiona o preço de novos imóveis, afetando toda a cadeia da construção civil.

Possível antecipação de reajustes preocupa setor

O estudo também aponta que parte dos aumentos pode estar sendo antecipada por fornecedores, diante da incerteza no mercado global de energia.

Segundo Bellicanta, há indícios de que empresas estejam se antecipando a possíveis altas do petróleo e do diesel, repassando custos antes mesmo da consolidação dos reajustes internacionais.

“A sinalização é de que fornecedores podem estar se aproveitando do cenário de incerteza para antecipar novos aumentos”, afirmou.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Internacional

IDB Invest apoia habitação sustentável no México com emissão de título de 800 milhões de pesos

O IDB Invest anunciou a subscrição de um título sustentável de 800 milhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 46 milhões), emitido pelo Banco Inmobiliario Mexicano (BIM), com o objetivo de ampliar o acesso à habitação sustentável, acessível e resiliente no México.

Os recursos serão direcionados para expandir a carteira de crédito do banco, financiando pequenas e médias empresas (PMEs) envolvidas em projetos habitacionais, especialmente em áreas vulneráveis. A iniciativa busca melhorar as condições de moradia de famílias de baixa renda em todo o país.

Foco em regiões vulneráveis e inclusão habitacional

Além de ampliar o crédito, a operação pretende estimular o desenvolvimento de empreendimentos em comunidades pouco atendidas, tornando a moradia de qualidade mais acessível para um número maior de famílias mexicanas.

Segundo Marisela Alvarenga, chefe da divisão de instituições financeiras do IDB Invest, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com soluções de impacto:
“Ao apoiar o primeiro título sustentável do BIM, promovemos o desenvolvimento urbano e ampliamos o acesso à habitação, fortalecendo também a participação de PMEs e mulheres no setor da construção.”

Déficit habitacional pressiona soluções sustentáveis

O projeto surge em um cenário de forte déficit habitacional no México. Atualmente, mais de 8 milhões de residências apresentam problemas de qualidade, enquanto cerca de 15 milhões de famílias vivem em condições inadequadas.

A iniciativa também está alinhada à meta do governo mexicano de construir mais de 1 milhão de novas moradias até 2030, contribuindo para acelerar soluções sustentáveis no setor.

Apoio técnico e inovação no setor imobiliário

Além do financiamento, o IDB Invest fornecerá assessoria técnica ao BIM para fortalecer sua atuação em habitação sustentável. O suporte inclui o desenvolvimento de ferramentas digitais para construtoras, estruturação de um marco de títulos sustentáveis e emissão de uma certificação independente (Second Party Opinion – SPO), que valida os critérios de sustentabilidade da operação.

A iniciativa reforça o papel do financiamento sustentável como instrumento para promover desenvolvimento urbano, inclusão social e inovação no setor imobiliário.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

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Economia

Manutenção da Selic em 15% preocupa indústria e comércio

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano provocou críticas de representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa elevada freia a atividade econômica e coloca o Brasil em desvantagem frente a países que já reduziram juros.

Setor industrial alerta para impactos no crédito

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a política monetária “excessivamente contracionista” prejudica a economia. “A Selic tem freado a economia além do necessário, mesmo com a inflação em queda. O custo elevado ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou.

Pesquisa inédita da entidade mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa um entrave ao financiamento de longo prazo.

Construção civil sente efeitos do ciclo prolongado de juros altos

O setor da construção também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, juros altos encarecem o crédito imobiliário e dificultam novos projetos. “A construção é sensível ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”, disse.

A CBIC reduziu sua projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando impactos do ciclo prolongado de juros elevados.

Sindicatos alertam para impactos fiscais e sociais

As centrais sindicais também criticaram a decisão. A Contraf-CUT afirma que cada ponto percentual da Selic aumenta em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida. “Quase R$ 1 trilhão poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A Força Sindical classificou a política como “era dos juros extorsivos”, destacando que compromete o consumo e a renda das famílias.

Setor de supermercados e consumo sob pressão

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil está na contramão do mundo, mantendo a segunda maior taxa real de juros global. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, apontou que o cenário prejudica investimentos, consumo das famílias e o desenvolvimento econômico.

Cautela monetária do Banco Central

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pondera que a manutenção da Selic reflete a necessidade de política monetária cautelosa, diante de inflação acima da meta, expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas externas. “Esse contexto justifica uma postura prudente do Banco Central”, disse o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Tributação

Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC

Novos mercados para exportações e ciclo da construção civil puxam desempenho; recuo na demanda doméstica por móveis é desafio para o segmento

Em 2025, o segmento de madeira deverá crescer 5,44% em Santa Catarina, de acordo com estudo da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O desempenho é bem superior ao esperado para o crescimento da indústria geral no estado, estimado em 1,74% para o período. Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta. “O principal desafio para 2025 será a desaceleração da demanda interna por móveis, enquanto, no mercado externo, as mudanças tarifárias dos EUA podem criar novas oportunidades, com os mercados emergentes expandindo seu potencial de consumo e abrindo novas fronteiras para o setor em Santa Catarina”, afirma.

Oportunidades
As tarifas de reciprocidade anunciadas pelo governo norte-americano podem abrir novas frentes comerciais para os produtores catarinenses no mercado dos EUA. Isso porque, mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações de SC permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9% – abaixo das praticadas por grandes concorrentes. De acordo com o vice-presidente da FIESC para a região do Planalto Norte, Arnaldo Huebl, taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses. O Planalto Norte é um dos polos internacionais do setor de móveis de SC.

Bittencourt destaca, no entanto, que os efeitos das tarifas sobre a inflação nos Estados Unidos podem também limitar o consumo por lá. Essa preocupação é corroborada por Leonir Tesser, vice-presidente da FIESC para a região Centro-Oeste, polo madeireiro. “O temor dos consumidores americanos em relação à inflação já tem reduzido o consumo de móveis, gerando preocupações para o curto prazo”, explica o industrial.

O primeiro vice-presidente da Federação, Gilberto Seleme, que atua no setor,  lembra, contudo, que o setor de móveis seria o mais impactado pela reciprocidade, já que a tarifa brasileira para o produto norte-americano é de 18%. “A taxação, especialmente de produtos com maior grau de manufatura, como portas, por exemplo, impactaria os custos da construção civil dos Estados Unidos, que poderia entrar em recessão. Por isso não acredito que este tipo de produto seja fortemente taxado”, diz Seleme.

Desempenho em 2024
O estudo da Federação aponta ainda que, em 2024, a produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,22%, acima da média nacional, de 8,46%. No ano passado, o impulso veio das exportações, que avançaram 17%, ampliando a presença do setor no mercado externo. A média de crescimento das vendas externas do ramo no Brasil foi de 14,7% em 2024.

No ano passado, observou-se aumento das exportações a mercados emergentes como México (14,9%), China (6,9%), Vietnã (8,8%), Emirados Árabes (18%) e Índia (61,4%). “A Índia desponta como mercado altamente promissor, considerando o crescimento constante do PIB, em torno de 7% ao ano, e intensa urbanização, favorecendo o mercado imobiliário local”, explica Bittencourt.

No cenário doméstico, dois fatores contribuíram para o resultado, segundo o economista: juros menores e o alto nível de consumo das famílias, que cresceu 7%. “A construção civil, que foi responsável por cerca de 17% da demanda nacional por produtos de madeira, foi beneficiada por essas duas variáveis, que também contribuíram para elevar a demanda nacional por móveis”.

FONTE: FIESC
Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC | FIESC

 

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