Transporte

Navio chinês com torre de 156 metros chega ao Brasil para construir maior ponte da América Latina

Um dos maiores equipamentos de engenharia marítima já construídos deixou a China com destino ao Brasil para participar de uma das obras de infraestrutura mais complexas em andamento no país. O navio de cravação de estacas CRCC Bridge Piling No. 1, também conhecido como Tie Jian Da Qiao Zhuang 1, fará parte da construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, na Bahia.

Com 130,5 metros de comprimento, 40,8 metros de largura e uma torre de cravação de impressionantes 156 metros de altura, a embarcação tem capacidade para movimentar estruturas de até 700 toneladas. O equipamento iniciou uma viagem de aproximadamente 45 dias até o Brasil e fará sua primeira operação internacional justamente em uma obra marcada por grandes desafios de engenharia.

A futura ponte terá 12,4 quilômetros construídos sobre a Baía de Todos-os-Santos. De acordo com o Governo da Bahia, será a maior ponte da América Latina sobre lâmina d’água.

Navio percorre 11.300 milhas náuticas até o Brasil

O CRCC Bridge Piling No. 1 partiu em 27 de setembro do Porto de Lüsi, na província chinesa de Jiangsu. Antes da saída, as equipes responsáveis elaboraram um planejamento específico para a travessia, incluindo análise de riscos, definição da rota e acompanhamento das condições durante o percurso.

A embarcação deixará a região da foz do Rio Yangtzé, passará pelo Estreito de Malaca e seguirá pelo Oceano Índico até contornar o Cabo da Boa Esperança, no sul da África. Depois, entrará no Atlântico Sul rumo ao litoral brasileiro.

A rota total prevista é de aproximadamente 11.300 milhas náuticas. O navio deverá chegar inicialmente às proximidades de Recife antes de prosseguir até a Bahia. A estimativa é de cerca de 45 dias para completar a travessia.

Torre de 156 metros permite trabalhar com estacas gigantes

Apesar das dimensões do casco, é a gigantesca torre instalada sobre o convés que mais chama atenção no equipamento.

Com 156 metros de altura, a estrutura permite executar trabalhos com estacas de grandes dimensões em águas profundas. O navio pode içar cargas de até 700 toneladas, manipular estacas com até 7 metros de diâmetro e atuar em profundidades de até 70 metros.

Algumas das estacas compatíveis com o equipamento ultrapassam 120 metros de comprimento. A combinação entre altura da torre, capacidade de içamento e profundidade operacional coloca a embarcação entre os equipamentos mais avançados de sua categoria.

Sistema permite posicionamento das estacas com precisão de centímetros

A tecnologia embarcada não se limita à capacidade de levantar estruturas extremamente pesadas. O navio também conta com sistemas destinados a garantir precisão durante a instalação das fundações.

O equipamento combina posicionamento dinâmico e sistemas de ancoragem. Sensores monitoram continuamente fatores como vento, ondas e correntes, enquanto os propulsores fazem ajustes para manter a embarcação na posição adequada.

A navegação de alta precisão também é integrada ao BeiDou, sistema chinês de navegação por satélite. A tecnologia permite controlar o posicionamento das estacas em escala de centímetros, mesmo durante operações em águas profundas.

Outro recurso aproveita a própria movimentação da estrutura hidráulica. Parte da energia gerada durante a descida ou inclinação da torre pode ser recuperada e convertida em eletricidade, com taxa de recuperação de até 40%.

Equipamento enfrentará águas de até 64 metros de profundidade

A escolha de um navio desse porte está diretamente relacionada às características do local onde a Ponte Salvador–Ilha de Itaparica será construída.

No trecho central do empreendimento, a profundidade da Baía de Todos-os-Santos chega a aproximadamente 64 metros. Nesse cenário, equipamentos convencionais poderiam encontrar dificuldades para posicionar e cravar estacas de grandes dimensões com a estabilidade necessária.

As fundações terão a função de transferir para o solo submarino as cargas produzidas pela estrutura da ponte. Isso inclui o peso do tabuleiro e dos pilares, além dos esforços provocados pelo tráfego, vento e demais fatores que atuarão sobre a construção.

Vão principal da ponte será de 682 metros

O projeto passou por uma alteração relevante em 2026. O vão principal da parte estaiada foi ampliado de 482 para 682 metros.

A mudança foi planejada para proporcionar maior segurança à navegação e permitir a passagem de embarcações de grande porte. Com o novo desenho, a ponte passa a integrar o grupo das grandes pontes estaiadas do mundo em relação ao comprimento do vão principal.

O trecho central também terá aproximadamente 85 metros de altura livre sobre o nível do mar. O espaço foi dimensionado para atender à navegação de embarcações como navios Panamax e Neo-Panamax, além de grandes petroleiros, porta-contêineres e navios de cruzeiro.

O projeto, portanto, precisa solucionar simultaneamente dois grandes desafios: executar fundações em uma área de grande profundidade e preservar um corredor amplo e elevado para a circulação de navios na baía.

Ponte terá 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos

Quando estiver concluída, a Ponte Salvador–Ilha de Itaparica terá 12,4 quilômetros inteiramente sobre a Baía de Todos-os-Santos. O Governo da Bahia considera a estrutura a maior ponte da América Latina quando analisada a extensão construída sobre a água.

A ponte, porém, é apenas uma parte de um projeto viário mais amplo.

O chamado Sistema Viário Oeste terá aproximadamente 46,8 quilômetros de intervenções. O empreendimento inclui novos acessos, túneis, viadutos, uma nova rodovia na Ilha de Itaparica e a duplicação de parte da BA-001.

Em Salvador, estão previstos cerca de 4 quilômetros de acessos e dois novos túneis paralelos aos já existentes na Via Expressa. Na Ilha de Itaparica, uma nova via expressa terá aproximadamente 22 quilômetros, enquanto outros 8,8 quilômetros da BA-001 serão duplicados.

Investimento estimado chega a R$ 11,6 bilhões

O investimento oficialmente estimado para o empreendimento chegou a R$ 11,6 bilhões. Nas divulgações mais recentes, o Governo da Bahia passou a apresentar o projeto como uma obra de aproximadamente R$ 12 bilhões.

As obras civis começaram em julho de 2026. Desde então, centenas de trabalhadores passaram a atuar nos canteiros localizados em São Roque do Paraguaçu, Vera Cruz e Salvador.

Também foram mobilizadas milhares de toneladas de materiais e equipamentos para as primeiras etapas da construção. O cronograma prevê a conclusão do empreendimento em 2031.

Após a entrega, a concessionária ficará responsável pela operação e manutenção do sistema, conforme as regras estabelecidas no contrato de concessão.

Outro navio já transportou mais de 800 toneladas da China

A chegada do gigantesco navio de cravação ocorre depois de outra operação logística realizada neste ano.

Anteriormente, um navio saiu de Xangai carregando mais de 800 toneladas de materiais distribuídos em 44 contêineres. A carga reunia aproximadamente 1.550 itens, avaliados em US$ 3,5 milhões, e percorreu cerca de 17 mil quilômetros até Salvador.

Entre os materiais estavam painéis, peças metálicas e componentes destinados principalmente à montagem da estrutura provisória que será utilizada como plataforma de trabalho sobre a água.

Desta vez, entretanto, o protagonista da travessia é o próprio equipamento que participará diretamente da execução das fundações da ponte.

Plataforma provisória terá cerca de 12 quilômetros

Antes da construção completa da ponte definitiva, o projeto prevê a instalação de uma Plataforma Linear Provisória com aproximadamente 12 quilômetros de extensão.

A estrutura será construída paralelamente ao eixo da futura ponte e funcionará como uma espécie de corredor industrial sobre a água. Por ela deverão circular máquinas, guindastes, equipamentos, materiais e trabalhadores durante diferentes fases da obra.

A solução pretende reduzir a dependência de embarcações de apoio e oferecer pontos fixos para a execução das estruturas.

Enquanto essa etapa avança, o CRCC Bridge Piling No. 1 atravessa uma rota intercontinental que passa pela Ásia, pelo Oceano Índico, pela costa africana e pelo Atlântico. Em sua primeira missão fora da China, o navio terá uma das tarefas mais complexas do empreendimento: instalar, no fundo da Baía de Todos-os-Santos, as enormes fundações que ajudarão a sustentar a futura maior ponte da América Latina sobre a água.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Internacional

Paraguai lança visto para investidores de US$ 150 mil e atrai atenção de brasileiros em busca de residência permanente

O governo do Paraguai anunciou um novo programa de residência voltado a estrangeiros com alto poder de investimento. Chamado de Investor Pass, o modelo permite a obtenção de residência permanente no país mediante aporte mínimo de US$ 150 mil em setores considerados estratégicos para a economia paraguaia.

A medida, divulgada em abril de 2026, vem despertando interesse de empresários e investidores brasileiros que buscam menos burocracia, alternativas tributárias e novas oportunidades de negócios fora do Brasil.

Novo programa elimina exigências antigas

Uma das principais mudanças trazidas pelo novo visto é a simplificação do processo migratório para investidores estrangeiros. Anteriormente, interessados em obter residência por meio de investimentos precisavam cumprir exigências mais rígidas, incluindo a geração mínima de empregos diretos.

Com o Investor Pass, o Paraguai removeu a obrigação de criação de ao menos cinco vagas formais de trabalho, facilitando o acesso de investidores individuais, empresários digitais e fundos privados.

Outra alteração relevante é o fim da etapa obrigatória de residência temporária. Agora, o estrangeiro pode solicitar diretamente a residência permanente, desde que cumpra os critérios financeiros estabelecidos pelo governo.

Paraguai busca atrair capital estrangeiro

O novo modelo faz parte da estratégia paraguaia para fortalecer setores econômicos considerados prioritários. O país pretende ampliar a entrada de capital internacional em áreas como mercado financeiro, turismo, construção civil e desenvolvimento empresarial.

A expectativa é que o programa incentive investimentos capazes de movimentar diferentes segmentos da economia, incluindo hotéis, imóveis, infraestrutura urbana, serviços e comércio.

No setor da construção civil, por exemplo, a chegada de novos investidores pode aumentar a procura por empreendimentos residenciais, imóveis comerciais e projetos urbanos.

Brasileiros estão entre os principais interessados

A proximidade geográfica e a carga tributária mais baixa do Paraguai fazem do país um destino já conhecido por empresários brasileiros. Com o lançamento do novo visto, especialistas avaliam que o interesse de investidores do Brasil tende a crescer.

O programa pode atrair brasileiros interessados em planejamento patrimonial, internacionalização de empresas, diversificação de ativos e expansão de negócios no Mercosul.

Além disso, o ambiente de menor burocracia e custos operacionais mais competitivos aparece como um dos fatores que tornam o Paraguai mais atrativo para determinados perfis de investidores.

Disputa global por investidores ganha força

Nos últimos anos, diversos países passaram a criar programas especiais de residência voltados à atração de estrangeiros com capacidade financeira. O Paraguai agora entra de forma mais agressiva nessa disputa internacional por capital privado.

Com uma proposta baseada em investimento direto em troca de residência permanente, o governo busca fortalecer a economia local e ampliar a participação de investidores estrangeiros em setores estratégicos.

Investimento exige análise cuidadosa

Apesar das facilidades oferecidas pelo novo programa, especialistas alertam que o aporte de US$ 150 mil exige planejamento financeiro e análise jurídica detalhada.

O processo envolve regras específicas definidas pelo governo paraguaio e não se resume apenas à emissão de um documento migratório, mas à realização efetiva de investimentos dentro das condições previstas pelo programa.

Novo visto pode transformar cenário migratório regional

O lançamento do Investor Pass representa uma mudança importante na política migratória do Paraguai. Ao reduzir barreiras burocráticas e oferecer acesso direto à residência permanente, o país envia um sinal claro ao mercado internacional de que pretende ampliar sua competitividade na atração de investidores estrangeiros.

A iniciativa também reforça a tendência de países sul-americanos criarem mecanismos mais flexíveis para captar capital e estimular o crescimento econômico regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Informação

Ponte Salvador-Itaparica avança e Brasil terá a maior ponte sobre o mar da América Latina

As obras da futura Ponte Salvador-Itaparica, projeto considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura do país, deram mais um passo importante nesta semana. Os primeiros equipamentos e estruturas destinados à construção chegaram ao Porto de Salvador na segunda-feira (18), após serem transportados da China para a Bahia.

A carga, avaliada em mais de R$ 17 milhões, veio do Porto de Xangai e percorreu aproximadamente 17 mil quilômetros até a capital baiana. Ao todo, foram desembarcadas mais de 800 toneladas de materiais distribuídos em 44 contêineres.

Estruturas serão usadas no início das obras

Os equipamentos seguirão para os municípios de Maragogipe e Vera Cruz, onde serão instalados os primeiros canteiros de obras do empreendimento.

Entre os materiais recebidos estão painéis de vigas Bailey, estruturas metálicas, pinos de trava e parafusos de suporte, peças consideradas essenciais para a implantação da plataforma provisória que dará sustentação às primeiras intervenções sobre o mar.

A expectativa do governo baiano é iniciar efetivamente as obras da Ponte Salvador-Itaparica no começo de junho.

Plataforma provisória vai reduzir tráfego marítimo

A estrutura temporária será utilizada para o deslocamento de máquinas pesadas, trabalhadores e equipamentos ao longo das futuras frentes de serviço na Baía de Todos-os-Santos.

Segundo o projeto, a plataforma permitirá reduzir em cerca de 70% a necessidade de embarcações de apoio durante a construção, contribuindo para melhorar a logística marítima da região.

Esse tipo de estrutura já é utilizado em grandes obras internacionais de infraestrutura e é considerado estratégico para aumentar a eficiência operacional e a segurança dos trabalhos.

Obra deve gerar milhares de empregos

Somente na etapa inicial da montagem da plataforma provisória, a previsão é criar cerca de 200 empregos diretos para profissionais como soldadores, engenheiros e montadores.

Ao longo de toda a execução da obra, a estimativa é de aproximadamente 7 mil vagas diretas e indiretas nos setores de construção civil, logística, transporte e fornecimento de materiais.

Equipamentos reforçam mobilização dos canteiros

Como parte da preparação para o início da construção, um guindaste de 60 toneladas já foi entregue ao canteiro localizado em São Roque do Paraguaçu, no município de Maragogipe.

Além disso, está prevista a chegada de 3.900 toneladas de tubos de aço, volume equivalente a cerca de 400 caminhões. Os materiais serão utilizados nas primeiras etapas da implantação da estrutura sobre a água.

Segundo Mateus Dias, secretário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), a chegada dos equipamentos representa mais um avanço dentro do cronograma planejado para a obra.

Projeto será executado por grupos chineses

A implantação e operação do novo sistema rodoviário ficará sob responsabilidade da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC).

O contrato firmado com o Governo da Bahia segue o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e prevê concessão de 35 anos.

Desse período, um ano será destinado a estudos e licenciamento ambiental, cinco anos para construção da ponte e os 29 anos restantes para operação e manutenção do sistema viário.

Maior ponte marítima da América Latina

Com investimento estimado em cerca de R$ 10 bilhões, a Ponte Salvador-Itaparica deve se tornar a maior ponte sobre o mar da América Latina, superando a Ponte Rio-Niterói em extensão.

O empreendimento é considerado estratégico para impulsionar a mobilidade, o turismo e o desenvolvimento econômico da Bahia.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Informação

Alta do petróleo eleva custos da construção civil em Santa Catarina, aponta estudo da FIESC

A construção civil em Santa Catarina enfrenta pressão crescente nos custos de produção em meio à instabilidade do mercado internacional de petróleo. Um estudo preliminar do Observatório FIESC aponta que o conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de insumos e da logística do setor.

Petróleo pressiona insumos e eleva custos das obras

Segundo o levantamento, o aumento no preço dos combustíveis funciona como um choque externo de custos, com tendência de repasse ao consumidor final.

Entre dezembro de 2025 e março de 2026, diversos materiais apresentaram alta significativa. O destaque é o PVC, que registrou aumento de 39,1% — produto diretamente ligado à cadeia do petróleo.

Outros insumos essenciais também tiveram reajustes relevantes:

  • Alumínio: alta de 30,3%
  • Aço: aumento de 15,8%
  • Concreto: elevação de 6,5%

Impacto direto no preço de imóveis e reformas

Para o presidente do Conselho da Indústria da Construção, Marcos Bellicanta, a alta desses materiais aumenta o custo final das obras e reduz o poder de compra de quem pretende construir ou reformar.

Além disso, o cenário pressiona o preço de novos imóveis, afetando toda a cadeia da construção civil.

Possível antecipação de reajustes preocupa setor

O estudo também aponta que parte dos aumentos pode estar sendo antecipada por fornecedores, diante da incerteza no mercado global de energia.

Segundo Bellicanta, há indícios de que empresas estejam se antecipando a possíveis altas do petróleo e do diesel, repassando custos antes mesmo da consolidação dos reajustes internacionais.

“A sinalização é de que fornecedores podem estar se aproveitando do cenário de incerteza para antecipar novos aumentos”, afirmou.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Internacional

IDB Invest apoia habitação sustentável no México com emissão de título de 800 milhões de pesos

O IDB Invest anunciou a subscrição de um título sustentável de 800 milhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 46 milhões), emitido pelo Banco Inmobiliario Mexicano (BIM), com o objetivo de ampliar o acesso à habitação sustentável, acessível e resiliente no México.

Os recursos serão direcionados para expandir a carteira de crédito do banco, financiando pequenas e médias empresas (PMEs) envolvidas em projetos habitacionais, especialmente em áreas vulneráveis. A iniciativa busca melhorar as condições de moradia de famílias de baixa renda em todo o país.

Foco em regiões vulneráveis e inclusão habitacional

Além de ampliar o crédito, a operação pretende estimular o desenvolvimento de empreendimentos em comunidades pouco atendidas, tornando a moradia de qualidade mais acessível para um número maior de famílias mexicanas.

Segundo Marisela Alvarenga, chefe da divisão de instituições financeiras do IDB Invest, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com soluções de impacto:
“Ao apoiar o primeiro título sustentável do BIM, promovemos o desenvolvimento urbano e ampliamos o acesso à habitação, fortalecendo também a participação de PMEs e mulheres no setor da construção.”

Déficit habitacional pressiona soluções sustentáveis

O projeto surge em um cenário de forte déficit habitacional no México. Atualmente, mais de 8 milhões de residências apresentam problemas de qualidade, enquanto cerca de 15 milhões de famílias vivem em condições inadequadas.

A iniciativa também está alinhada à meta do governo mexicano de construir mais de 1 milhão de novas moradias até 2030, contribuindo para acelerar soluções sustentáveis no setor.

Apoio técnico e inovação no setor imobiliário

Além do financiamento, o IDB Invest fornecerá assessoria técnica ao BIM para fortalecer sua atuação em habitação sustentável. O suporte inclui o desenvolvimento de ferramentas digitais para construtoras, estruturação de um marco de títulos sustentáveis e emissão de uma certificação independente (Second Party Opinion – SPO), que valida os critérios de sustentabilidade da operação.

A iniciativa reforça o papel do financiamento sustentável como instrumento para promover desenvolvimento urbano, inclusão social e inovação no setor imobiliário.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

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Economia

Manutenção da Selic em 15% preocupa indústria e comércio

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano provocou críticas de representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa elevada freia a atividade econômica e coloca o Brasil em desvantagem frente a países que já reduziram juros.

Setor industrial alerta para impactos no crédito

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a política monetária “excessivamente contracionista” prejudica a economia. “A Selic tem freado a economia além do necessário, mesmo com a inflação em queda. O custo elevado ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou.

Pesquisa inédita da entidade mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa um entrave ao financiamento de longo prazo.

Construção civil sente efeitos do ciclo prolongado de juros altos

O setor da construção também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, juros altos encarecem o crédito imobiliário e dificultam novos projetos. “A construção é sensível ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”, disse.

A CBIC reduziu sua projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando impactos do ciclo prolongado de juros elevados.

Sindicatos alertam para impactos fiscais e sociais

As centrais sindicais também criticaram a decisão. A Contraf-CUT afirma que cada ponto percentual da Selic aumenta em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida. “Quase R$ 1 trilhão poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A Força Sindical classificou a política como “era dos juros extorsivos”, destacando que compromete o consumo e a renda das famílias.

Setor de supermercados e consumo sob pressão

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil está na contramão do mundo, mantendo a segunda maior taxa real de juros global. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, apontou que o cenário prejudica investimentos, consumo das famílias e o desenvolvimento econômico.

Cautela monetária do Banco Central

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pondera que a manutenção da Selic reflete a necessidade de política monetária cautelosa, diante de inflação acima da meta, expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas externas. “Esse contexto justifica uma postura prudente do Banco Central”, disse o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Tributação

Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC

Novos mercados para exportações e ciclo da construção civil puxam desempenho; recuo na demanda doméstica por móveis é desafio para o segmento

Em 2025, o segmento de madeira deverá crescer 5,44% em Santa Catarina, de acordo com estudo da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O desempenho é bem superior ao esperado para o crescimento da indústria geral no estado, estimado em 1,74% para o período. Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta. “O principal desafio para 2025 será a desaceleração da demanda interna por móveis, enquanto, no mercado externo, as mudanças tarifárias dos EUA podem criar novas oportunidades, com os mercados emergentes expandindo seu potencial de consumo e abrindo novas fronteiras para o setor em Santa Catarina”, afirma.

Oportunidades
As tarifas de reciprocidade anunciadas pelo governo norte-americano podem abrir novas frentes comerciais para os produtores catarinenses no mercado dos EUA. Isso porque, mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações de SC permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9% – abaixo das praticadas por grandes concorrentes. De acordo com o vice-presidente da FIESC para a região do Planalto Norte, Arnaldo Huebl, taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses. O Planalto Norte é um dos polos internacionais do setor de móveis de SC.

Bittencourt destaca, no entanto, que os efeitos das tarifas sobre a inflação nos Estados Unidos podem também limitar o consumo por lá. Essa preocupação é corroborada por Leonir Tesser, vice-presidente da FIESC para a região Centro-Oeste, polo madeireiro. “O temor dos consumidores americanos em relação à inflação já tem reduzido o consumo de móveis, gerando preocupações para o curto prazo”, explica o industrial.

O primeiro vice-presidente da Federação, Gilberto Seleme, que atua no setor,  lembra, contudo, que o setor de móveis seria o mais impactado pela reciprocidade, já que a tarifa brasileira para o produto norte-americano é de 18%. “A taxação, especialmente de produtos com maior grau de manufatura, como portas, por exemplo, impactaria os custos da construção civil dos Estados Unidos, que poderia entrar em recessão. Por isso não acredito que este tipo de produto seja fortemente taxado”, diz Seleme.

Desempenho em 2024
O estudo da Federação aponta ainda que, em 2024, a produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,22%, acima da média nacional, de 8,46%. No ano passado, o impulso veio das exportações, que avançaram 17%, ampliando a presença do setor no mercado externo. A média de crescimento das vendas externas do ramo no Brasil foi de 14,7% em 2024.

No ano passado, observou-se aumento das exportações a mercados emergentes como México (14,9%), China (6,9%), Vietnã (8,8%), Emirados Árabes (18%) e Índia (61,4%). “A Índia desponta como mercado altamente promissor, considerando o crescimento constante do PIB, em torno de 7% ao ano, e intensa urbanização, favorecendo o mercado imobiliário local”, explica Bittencourt.

No cenário doméstico, dois fatores contribuíram para o resultado, segundo o economista: juros menores e o alto nível de consumo das famílias, que cresceu 7%. “A construção civil, que foi responsável por cerca de 17% da demanda nacional por produtos de madeira, foi beneficiada por essas duas variáveis, que também contribuíram para elevar a demanda nacional por móveis”.

FONTE: FIESC
Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC | FIESC

 

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