Internacional

Trump amplia cessar-fogo com Irã e mantém pressão militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, poucas horas antes do prazo inicial expirar. A decisão ocorre em meio a impasses diplomáticos e ao adiamento de uma nova rodada de negociações de paz.

Negociações travadas e mediação do Paquistão

A extensão do acordo acontece após a suspensão da viagem do vice-presidente JD Vance ao Paquistão, onde participaria de mais uma etapa das tratativas. Segundo uma autoridade americana, o motivo foi a falta de resposta de Teerã às propostas dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que atendeu a um pedido do governo paquistanês, que tenta intermediar o fim do conflito. O presidente também mencionou possíveis divisões internas no governo iraniano como fator relevante para a decisão.

De acordo com Trump, o cessar-fogo estendido permanecerá em vigor até que líderes iranianos apresentem uma proposta unificada para avançar nas negociações.

Reação do Irã minimiza decisão americana

A primeira reação de Teerã veio por meio de um assessor de Mohammad Bagher Ghalibaf. Em tom crítico, Mahdi Mohammadi afirmou que a prorrogação anunciada por Trump “não tem significado”.

A declaração evidencia o clima de tensão e desconfiança entre os dois países, mesmo com a tentativa de manter uma trégua temporária.

Discurso muda em poucas horas

A decisão marca uma mudança significativa no posicionamento de Trump ao longo do dia. Mais cedo, em entrevista à CNBC, o presidente havia adotado um tom mais duro, afirmando que poderia ordenar ataques caso o Irã não aceitasse as exigências americanas.

Apesar da prorrogação, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval contra o Irã, restringindo a circulação de embarcações nos portos do país. A medida é considerada por Teerã como um ato hostil.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como “ato de guerra”, elevando ainda mais a tensão no cenário internacional.

Impasses seguem nas negociações

Mesmo com a possibilidade de retomada do diálogo, divergências importantes continuam sem solução. Entre os principais pontos estão o programa nuclear iraniano e a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

A ameaça de ataques na região já impacta o fluxo marítimo. Segundo a Marinha dos EUA, ao menos 28 navios foram obrigados a mudar de rota devido aos riscos.

Outros desdobramentos do conflito

  • Energia: O preço do petróleo se aproxima dos US$ 100 por barril, refletindo a incerteza sobre um acordo de paz e pressionando os mercados globais.
  • Líbano: Apesar de um cessar-fogo paralelo entre Israel e Líbano, Israel acusa o grupo Hezbollah de novos ataques. O grupo confirmou os disparos, alegando resposta a violações anteriores.
  • Navio-tanque: O Pentágono informou que forças americanas interceptaram uma embarcação sancionada transportando petróleo iraniano na região do Indo-Pacífico.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/The New York Times

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Internacional

Irã endurece posição e desafia Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz

O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos após mais um ultimato do presidente Donald Trump. Em comunicado divulgado no domingo (5), a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz “nunca mais voltará a ser como antes”, especialmente para EUA e Israel.

Segundo a corporação, estão em fase final os preparativos para uma “nova ordem” no Golfo Pérsico, indicando mudanças estratégicas no controle da região.

Novas regras para o Estreito de Ormuz

A proposta iraniana prevê a criação de novas regras de navegação no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O plano inclui cooperação com Omã, excluindo a participação de potências estrangeiras.

Atualmente, o estreito permanece fechado desde o início do conflito envolvendo EUA e Israel, com passagem restrita a embarcações autorizadas por Teerã.

Em resposta, Trump ameaçou intensificar a ofensiva caso a rota não seja reaberta até terça-feira (7), prometendo consequências severas ao país persa.

Negociações travadas e exigências divergentes

Um plano com 15 pontos apresentado por Washington tenta encerrar o conflito, incluindo o fim do programa nuclear iraniano e o desmonte do arsenal balístico. No entanto, o governo iraniano rejeitou a proposta.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou as شروط como “excessivas, incomuns e ilógicas”.

Entre as exigências de Teerã estão:

  • Compensações financeiras pelos danos da guerra
  • Retirada das forças militares dos EUA da região
  • Encerramento completo das hostilidades, incluindo conflitos no Líbano e na Faixa de Gaza

Já o porta-voz militar Mohammad Akraminia declarou que o objetivo agora é forçar o adversário a um “arrependimento genuíno”, a fim de evitar novos confrontos.

Escalada militar e novos ataques

O conflito segue com intensificação das ações militares. O porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou a 98ª onda de ataques iranianos.

Entre os alvos atingidos estariam:

  • Um navio porta-contêineres
  • Áreas consideradas estratégicas em cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Be’er Sheva

O comando iraniano também alertou que qualquer ataque contra civis será respondido com ações ainda mais intensas contra interesses adversários na região.

Morte de chefe de inteligência agrava crise

Em meio à escalada, o Irã confirmou a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Seyed Majid Khademi. Ele foi morto em um ataque aéreo atribuído a Israel na capital Teerã.

O episódio aumenta ainda mais a tensão no Oriente Médio e reduz as chances de uma solução diplomática no curto prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência de Notícias da republica Islâmica.

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Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Internacional

Estreito de Ormuz: Otan articula ação internacional para reabrir rota estratégica

Um grupo formado por 22 países, incluindo integrantes da Otan e aliados de diferentes regiões, está se mobilizando para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente fechado pelo Irã. A informação foi divulgada pelo secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte.

Iniciativa busca garantir navegação segura

Segundo Rutte, a proposta envolve uma ação conjunta para restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de energia. Aproximadamente 20% do petróleo mundial passa pela região.

O bloqueio foi imposto pelo Irã em 28 de fevereiro, no contexto da escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Planejamento militar ainda não detalhado

Embora tenha confirmado a articulação internacional, o chefe da Otan não especificou como a operação será executada. A ausência de detalhes levanta preocupações sobre o risco de ampliação do conflito, especialmente diante da possível presença de forças militares de múltiplos países na área.

Em entrevistas a emissoras norte-americanas, Rutte afirmou que os países envolvidos estão alinhados para atender ao chamado dos Estados Unidos e acelerar a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele destacou ainda que autoridades militares já trabalham de forma coordenada na elaboração da estratégia.

Países envolvidos na articulação

Apesar de não divulgar a lista completa, Rutte indicou que o grupo é composto majoritariamente por aliados da Otan. Entre os países já confirmados estão:

  • Estados Unidos
  • Reino Unido
  • França
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Austrália
  • Nova Zelândia

Tensões políticas e impacto global

A movimentação ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a países da Otan que teriam resistido ao envio de navios militares para a região. O tema intensificou atritos recentes entre Washington e a União Europeia no contexto da crise no Oriente Médio.

A situação no Estreito de Ormuz segue sendo acompanhada de perto por governos e mercados, devido ao impacto direto no fornecimento global de petróleo e na estabilidade econômica internacional.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AP

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Economia

SPE mantém projeção de crescimento de 2,3% do PIB para 2026 apesar do conflito no Oriente Médio

A Secretaria de Política Econômica (SPE) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,3% para 2026, mesmo diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e pela recente alta do preço do petróleo no mercado internacional.

A estimativa faz parte da atualização da grade de parâmetros macroeconômicos divulgada em março, publicada pelo Ministério da Fazenda. O percentual permanece igual ao apresentado na atualização anterior, divulgada em fevereiro.

Alta do petróleo impulsiona atividade econômica

Segundo análise da SPE, o aumento nos preços internacionais do petróleo tende a gerar impacto positivo na economia brasileira, acrescentando cerca de 0,1 ponto percentual ao crescimento econômico projetado.

Isso ocorre porque o Brasil se consolidou como um dos principais produtores globais de petróleo, atualmente ocupando a posição de quinto maior produtor mundial e mantendo participação relevante no mercado internacional de exportação de petróleo.

No entanto, o efeito positivo da commodity foi compensado por uma redução no chamado carry-over da indústria para 2026 — indicador que mede o impacto estatístico da atividade econômica de um ano sobre o seguinte. O ajuste ocorreu após a divulgação do resultado do PIB de 2025.

Com o equilíbrio desses fatores, a projeção oficial de crescimento permaneceu em 2,3% para 2026.

Cenários simulados indicam resiliência da economia

De acordo com o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as perspectivas macroeconômicas continuam positivas, mesmo diante do cenário internacional mais turbulento.

Segundo ele, os modelos simulados pela equipe econômica indicam que a valorização do petróleo pode favorecer atividade econômica, balança comercial e arrecadação pública.

O impacto inflacionário mais significativo ocorreria apenas em um cenário extremo, caracterizado como “choque disruptivo”, no qual o conflito geopolítico persistiria e levaria o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril do Brent em média anual.

Brasil ganha vantagem por ser exportador líquido de petróleo

Outro fator destacado pela equipe econômica é a mudança estrutural da posição do Brasil no mercado energético global. Desde 2016, o país passou a registrar superávit na balança comercial de petróleo e combustíveis, consolidando-se como exportador líquido da commodity.

De acordo com Guilherme Mello, essa condição diferencia o Brasil de economias que dependem fortemente da importação de petróleo.

Países importadores tendem a sofrer impactos mais severos em indicadores como inflação, balança comercial e crescimento econômico quando os preços da energia sobem. Já nações exportadoras, como o Brasil, conseguem compensar parte desses efeitos com maior receita de exportações, royalties do petróleo e arrecadação de tributos.

Ainda assim, o secretário reconhece que a alta da commodity também gera pressão inflacionária doméstica, embora com maior capacidade de mitigação por parte da política econômica.

Panorama macroeconômico atualizado

Além das projeções de crescimento, a SPE também divulgou o Panorama Macroeconômico de março de 2026, relatório que reúne indicadores atualizados sobre a conjuntura econômica brasileira.

O documento consolida dados provenientes de diversas bases públicas e serve como referência para análise das tendências de atividade econômica, inflação, comércio exterior e mercado de energia.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Informação

WSC alerta para riscos à navegação e à segurança de marítimos no Oriente Médio

O World Shipping Council (WSC) fez um alerta sobre os riscos enfrentados por embarcações comerciais e tripulações que operam no Oriente Médio. A preocupação foi manifestada pelo presidente e CEO da entidade, Joe Kramek, diante do agravamento das tensões militares na região.

Segundo o dirigente, aproximadamente 20 mil marítimos que trabalham em rotas marítimas da área vivem atualmente em um cenário de segurança extremamente incerto, influenciado pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de outros países envolvidos nas tensões regionais.

Tripulações e navios comerciais expostos a ataques

De acordo com o representante do WSC, diversas embarcações comerciais foram atingidas desde o início da escalada do conflito, o que resultou em vítimas entre as tripulações.

Kramek ressaltou que os profissionais que atuam na marinha mercante não participam diretamente da guerra, mas acabam expostos aos seus efeitos ao operar em rotas estratégicas da navegação internacional.

“O marítimo não faz parte desse conflito, mas está cada vez mais exposto a ele. São homens e mulheres que apenas desempenham suas funções no mar”, afirmou.

Apelo à IMO por proteção aos marítimos

Diante do cenário, o dirigente solicitou que a Organização Marítima Internacional (IMO) adote medidas para reforçar a segurança das tripulações e assegurar o respeito ao princípio da liberdade de navegação.

Segundo Kramek, garantir a proteção dos profissionais do setor marítimo deve ser a prioridade absoluta em meio às tensões geopolíticas.

Ele também prestou solidariedade aos trabalhadores afetados pelo conflito. “Nossos pensamentos estão com os marinheiros que perderam suas vidas, com suas famílias e com as tripulações que continuam operando na região em condições extremamente difíceis e perigosas”, declarou.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Informação

Petróleo dispara 9% após Irã prometer manter Estreito de Ormuz fechado

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela promessa do governo do Irã de manter fechado o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

A escalada do conflito elevou o temor de interrupção no fluxo de petróleo da região, levando o mercado a reagir com uma valorização expressiva do barril no mercado internacional.

Brent supera US$ 100 e atinge maior nível em quase quatro anos

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, encerraram o dia cotados a US$ 100,46 por barril, alta de US$ 8,48 (9,2%). Durante a sessão, o preço chegou a atingir US$ 101,60.

Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 95,70 por barril, com valorização de 9,7%.

Com esse desempenho, ambos os contratos alcançaram os níveis mais altos desde agosto de 2022, refletindo o aumento da incerteza no mercado global de petróleo.

Fechamento do Estreito de Ormuz preocupa mercado

Analistas apontam que o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio, tem provocado forte desequilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo Jim Burkhard, vice-presidente e chefe global de pesquisa de petróleo da S&P Global, o mercado enfrenta um cenário de forte instabilidade.

Na avaliação do especialista, a normalização do setor energético depende da reabertura da rota marítima e da retomada das atividades de produção e distribuição de petróleo na região — algo que não deve ocorrer rapidamente.

EUA avaliam escolta naval para navios petroleiros

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou à emissora CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando navios pelo Estreito de Ormuz.

No entanto, ele indicou que a medida pode ser implementada até o final do mês caso as tensões persistam.

Apesar da escalada do conflito, Wright avaliou que é improvável que o preço do petróleo alcance US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques na região.

Ataques a navios e paralisação de portos aumentam tensão

Autoridades de segurança do Iraque informaram que dois navios-tanque foram atingidos por embarcações iranianas carregadas com explosivos em águas do país.

Após os ataques, os portos petrolíferos iraquianos suspenderam completamente suas operações, aumentando ainda mais a preocupação com a interrupção do abastecimento global de petróleo.

Além disso, o governo de Omã retirou todas as embarcações do terminal de exportação de petróleo em Mina Al Fahal, localizado próximo ao Estreito de Ormuz, como medida preventiva diante do risco de novos incidentes.

Mercado teme impacto no abastecimento global

A escalada das tensões na região reforça o receio de interrupções no transporte internacional de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do comércio global da commodity.

Caso o bloqueio se prolongue, especialistas avaliam que o mercado de energia poderá enfrentar novas pressões de preços, afetando combustíveis, transporte e custos de produção em diversos países.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Notícias

Explosão em navio no Estreito de Ormuz deixa três tripulantes desaparecidos

Uma explosão em um navio de carga no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, deixou três tripulantes desaparecidos. O incidente ocorreu após a embarcação ser atingida por projéteis, segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes da Tailândia.

Ao todo, 20 integrantes da tripulação foram resgatados com vida após abandonarem o navio em um bote salva-vidas. O resgate foi realizado pela Marinha de Omã, que atua na segurança da região.

Incêndio atingiu casa de máquinas da embarcação

De acordo com as autoridades tailandesas, a explosão ocorreu na parte traseira do navio, provocando um incêndio na casa de máquinas.

Os três tripulantes que seguem desaparecidos estavam trabalhando nesse setor no momento da explosão. As autoridades ainda não confirmaram o paradeiro dos trabalhadores nem detalharam as causas do ataque contra a embarcação.

O Estreito de Ormuz é considerado uma área sensível para a segurança do transporte marítimo internacional, já que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do fluxo global de petróleo e cargas.

Conflito no Oriente Médio amplia tensão na região

O incidente ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, marcada pelo confronto militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo relatos do conflito, a guerra começou em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em Teerã que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A ofensiva também teria eliminado outras figuras importantes do governo iraniano.

Autoridades americanas afirmam que operações militares posteriores destruíram navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas militares do país.

Irã responde com ataques na região

Como resposta, o governo iraniano realizou ofensivas contra alvos em diferentes países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Segundo autoridades iranianas, os ataques teriam como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel presentes nesses territórios.

Dados da Human Rights Activists News Agency indicam que mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram em ataques relacionados ao conflito.

Escalada militar alcança o Líbano

A crise também se espalhou para o Líbano após ataques do Hezbollah contra o território israelense, apresentados como resposta à morte de Ali Khamenei.

Em reação, Israel passou a realizar ofensivas aéreas contra posições do Hezbollah em território libanês. Os confrontos já deixaram centenas de mortos no país, de acordo com balanços preliminares.

Irã escolhe novo líder supremo

Com a morte de grande parte da liderança iraniana durante os ataques iniciais, um conselho político do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã.

Analistas avaliam que a escolha indica continuidade da linha política do regime, sem mudanças estruturais significativas.

A decisão foi criticada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a escolha como um “grande erro” e afirmou que o processo deveria contar com participação americana. Segundo ele, a liderança de Mojtaba seria “inaceitável” para o país.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: ROYAL THAI NAVY/ VIA REUTERS

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Internacional

Israel realiza ataque aéreo em Teerã e líder do Hezbollah é morto no Líbano

As Forças Armadas de Israel realizaram, nesta quinta-feira (5), um novo ataque aéreo contra Teerã, capital do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já chega ao sexto dia. Paralelamente, o governo israelense anunciou a morte de um dos líderes do Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano.

De acordo com o comando militar israelense, a operação contra a capital iraniana mobilizou cerca de 90 caças da Força Aérea de Israel, que teriam atingido estruturas ligadas ao aparato de repressão interna do regime iraniano. A ofensiva também teria resultado em avanços militares israelenses em território libanês.

Irã acusa Israel de atacar civis

Autoridades da República Islâmica do Irã afirmaram que Israel tem realizado ataques deliberados contra alvos civis, em um momento em que o governo israelense não demonstra intenção de suspender as operações militares.

Segundo comunicado divulgado por Teerã, o bombardeio desta quinta-feira representou a 12ª onda de ataques contra a capital iraniana desde o início da escalada militar.

Cerca de 40 alvos foram atingidos

O relatório militar iraniano indica que aproximadamente 40 alvos estratégicos foram atingidos durante a ofensiva, incluindo o quartel-general de uma unidade especial responsável pela coordenação das forças de segurança interna do regime.

Ainda conforme o comunicado, cerca de 200 munições foram lançadas durante a operação.

O quartel-general atacado teria a função de coordenar unidades especiais ligadas ao aparato militar do país na província de Teerã, além de atuar na direção das Forças Armadas iranianas. Entre os alvos também estariam estruturas associadas à Guarda Revolucionária do Irã e à Basij, milícia ligada ao regime conhecida por atuar na repressão a opositores e dissidentes.

Israel e EUA reforçam discurso de continuidade da guerra

A intensificação das ações militares ocorre em um cenário de coordenação estratégica entre Israel e Estados Unidos. Autoridades dos dois países vêm aumentando o tom das declarações sobre o andamento da guerra.

Após conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido do aliado americano a recomendação de manter as operações militares “até o fim ”.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Contributor/Getty Images

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Internacional

Emirados Árabes abrem corredores aéreos seguros para voos de evacuação em meio à crise no Oriente Médio

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a criação de corredores aéreos seguros com países vizinhos para garantir voos de evacuação e facilitar tanto o retorno de cidadãos quanto a saída de turistas diante da escalada de tensão no Oriente Médio.

A medida foi confirmada pelo ministro da Economia e Turismo, Abdulla bin Touq Al Marri, nesta terça-feira (3). Segundo ele, o país tem capacidade para operar até 48 voos de emergência por hora, número que pode ser ampliado gradualmente conforme avaliações de segurança.

Na primeira fase do plano, iniciada no domingo (1º), mais de 17 mil passageiros deixaram o território emiradense em 60 voos. A etapa seguinte prevê a realização de mais de 80 voos diários, com potencial para transportar mais de 27 mil pessoas.

Escalada militar intensifica tensão regional

A decisão ocorre após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em meio a impasses relacionados ao programa nuclear iraniano. Em resposta, o regime iraniano passou a retaliar países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A mídia estatal iraniana informou no domingo que o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria sido morto durante os bombardeios conduzidos por forças norte-americanas e israelenses.

Ameaças de retaliação e declarações oficiais

Após o anúncio da morte de Khamenei, Teerã declarou que poderá lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a retaliação contra Israel e Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump advertiu o Irã contra novas ações militares. Segundo ele, qualquer ofensiva resultará em uma resposta “com força nunca antes vista”.

Trump já havia declarado anteriormente que os ataques contra o Irã continuarão de forma “ininterrupta” pelo tempo considerado necessário para alcançar o objetivo de garantir paz no Oriente Médio e no mundo.

O cenário mantém a região sob forte instabilidade, com reflexos diretos na aviação internacional e em planos emergenciais de retirada de civis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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