Informação

Concessão do corredor Minas-Rio avança na ANTT e segue para análise do TCU

A concessão do corredor Minas-Rio deve dar um passo importante nesta quinta-feira (7), com a expectativa de aprovação do projeto pela diretoria colegiada da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Após essa etapa, o processo será encaminhado para avaliação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Leilão foi adiado e novo cronograma é definido

Inicialmente previsto para abril, o leilão do corredor foi adiado. O edital, que era aguardado para janeiro, deve ser publicado apenas após a análise do TCU, com previsão atualizada para junho.

Com isso, a realização do leilão deve ocorrer somente no último trimestre de 2026, segundo fontes envolvidas nas negociações.

Novo modelo de concessão será testado

O projeto será o primeiro a utilizar o formato de chamamento público, um modelo mais simplificado em comparação às licitações tradicionais. A proposta é que essa estrutura sirva como referência para futuras concessões no setor de transportes.

A expectativa do governo é que o novo modelo contribua para dar mais agilidade aos processos e ampliar a participação de investidores.

Articulação busca acelerar análise no TCU

Há uma movimentação conjunta entre órgãos do governo e o tribunal de contas para agilizar a tramitação. A avaliação interna é que, por se tratar de um modelo menos complexo, a análise inicial pode ser concluída em cerca de 30 dias.

Representantes do Ministério dos Transportes, da ANTT e do TCU vêm realizando reuniões frequentes para alinhar critérios e garantir maior previsibilidade ao processo.

Estratégia mira padronização e ganho de escala

A intenção do governo é utilizar o corredor Minas-Rio como projeto-piloto para consolidar um padrão de análise junto ao TCU. Com isso, futuros projetos que utilizem o modelo de chamamento público poderão tramitar de forma mais rápida.

A expectativa é que, após essa primeira validação, novas concessões avancem com menos burocracia, fortalecendo a agenda de infraestrutura e ampliando investimentos no país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Logística

Concessão do Anel Ferroviário do Sudeste avança e impulsiona modernização ferroviária no Brasil

O Anel Ferroviário do Sudeste deu um passo decisivo rumo à concessão. O Ministério dos Transportes do Brasil publicou no Diário Oficial da União a portaria que aprova o plano de outorga da Estrada de Ferro EF-118, autorizando o avanço das etapas para construção e operação da ferrovia. A iniciativa reforça a modernização da malha ferroviária e amplia a diversificação dos modais de transporte no país.

Primeira concessão greenfield do setor ferroviário

De acordo com Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a concessão da EF-118 representa o primeiro projeto greenfield da história ferroviária brasileira. O empreendimento marca o início da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, baseada em um modelo de parceria público-privada, com participação do governo federal para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do projeto.

Traçado principal e possibilidade de expansão

O plano de concessão prevê como trecho central a ligação ferroviária entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com cerca de 246 quilômetros de extensão. O projeto também contempla uma expansão futura até Nova Iguaçu (RJ), incorporando trechos da EF-103, o que poderá acrescentar 325 quilômetros adicionais, condicionados a critérios técnicos e econômicos específicos.

Integração logística e conexão com portos estratégicos

Considerada estratégica para o Sudeste brasileiro, a EF-118 fará a conexão direta do Porto do Açu (RJ) com o Espírito Santo, além de permitir integração com a rede ferroviária existente e outros complexos portuários, como os portos de Ubu e Central. A estrutura deve ampliar a eficiência do transporte de cargas, fortalecendo a ligação entre polos industriais, regiões produtoras e terminais portuários.

Investimentos e capacidade de transporte

O projeto está estruturado para receber R$ 6,6 bilhões em investimentos (cerca de US$ 1,32 bilhão) na fase de implantação. Os custos operacionais ao longo do período de concessão são estimados em R$ 3,61 bilhões (aproximadamente US$ 722 milhões). A ferrovia terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo carga geral, granel sólido e líquido, produtos agrícolas e minerais.

Próximos passos do processo de concessão

Com a aprovação ministerial, o plano de outorga da EF-118 será encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela condução das próximas etapas do processo concessório.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

AIMAS apresenta ao governo argentino a proposta 5F para reconstrução total do sistema ferroviário

A Associação para a Integração Multimodal Sustentável (AIMAS) protocolou junto ao Governo da Argentina a proposta Modelo Ferroviário Integrado 5F, um plano que prevê a reconstrução completa da malha ferroviária nacional com base em investimentos públicos e privados, integração logística e retorno econômico sustentável.

A iniciativa foi oficialmente apresentada em 31 de dezembro de 2025, por meio do sistema eletrônico da Chefia de Gabinete de Ministros, e propõe uma concessão ferroviária de longo prazo, com duração de até 99 anos.

Ferrovias rentáveis e integradas à logística moderna

O projeto 5F aposta na retomada da rentabilidade do transporte ferroviário, tanto para cargas quanto para passageiros, por meio de uma integração estratégica com transporte rodoviário, portos e navegação de cabotagem.

Setores como mineração, grãos, indústria, comércio exterior e e-commerce estão entre os principais beneficiados. A proposta prevê trens mistos, logística de precisão e operação contínua, com presença ativa em estações rurais, urbanas e metropolitanas.

A última milha, especialmente nos centros urbanos, seria atendida em parceria com o transporte rodoviário, garantindo entregas 24 horas por dia, sete dias por semana.

Modelo 5F e política econômica nacional

Registrado oficialmente na plataforma TAD, o Modelo Ferroviário 5F é apresentado como uma proposta de política econômica estrutural, com forte participação de províncias e municípios, inclusive nos processos de auditoria.

O plano também prevê a possibilidade de participação direta da população, permitindo que cidadãos invistam em ativos ferroviários e logística intermodal, democratizando o acesso aos retornos econômicos do setor.

Segundo a AIMAS, a ampliação da oferta ferroviária integrada garantirá segurança logística, maior fluidez do comércio e redução da dependência exclusiva do transporte rodoviário.

Conectividade, desenvolvimento regional e pressão local

A falta de conectividade logística e de transporte de passageiros é uma demanda recorrente em pequenas cidades e grandes metrópoles argentinas, assim como a necessidade de integração com países vizinhos.

A legislação vigente permite a participação ativa das províncias, e o projeto 5F amplia os incentivos fiscais, incluindo a proposta de um RIGI Ferroviário, voltado ao intermodalismo e à mobilidade.

A AIMAS destaca a importância de que estações ferroviárias voltem a ser polos estratégicos de gestão pública e investimentos, com presença do Estado e de concessionárias ao longo de toda a rede nacional, já a partir de janeiro de 2026.

Recentemente, dois prefeitos de municípios separados por mais de 2 mil quilômetros expressaram publicamente frustração com a ausência do trem: caso a ferrovia continue sem atender às economias locais, defenderam até mesmo a retirada dos trilhos.

Base legal e questionamentos ao modelo atual

A proposta 5F se apoia na Constituição Nacional Argentina, que autorizou a construção de mais de 43 mil quilômetros de vias férreas, garantindo direito de passagem e áreas estratégicas ao redor das estações para o desenvolvimento econômico.

A AIMAS critica o modelo de open access, previsto na Lei 27.132, argumentando que ele inviabiliza o atendimento às economias locais e compromete a rentabilidade ferroviária, além de exigir subsídios constantes do Estado.

O Modelo Ferroviário Integrado 5F, por sua vez, afirma cumprir integralmente a legislação, especialmente ao ampliar a liberdade de comércio por meio de maior oferta logística integrada.

Riscos de concentração e defesa do modelo integrado

A entidade também alerta para os riscos da licitação concentrada da frota ferroviária em apenas duas empresas, o que poderia reduzir a concorrência, o interesse de novos investidores e a diversidade de serviços.

Segundo a AIMAS, a adoção do 5F permitiria múltiplos investimentos em infraestrutura, material rodante e serviços, fortalecendo o ecossistema ferroviário e logístico do país.

Chamado à ação e mobilização institucional

Com o protocolo já em andamento, a AIMAS faz um chamado à ação para que governos locais, províncias, setor produtivo, universidades, imprensa e sociedade civil se engajem no debate e na implementação do projeto.

A iniciativa já começou a ganhar espaço em fóruns institucionais, como o encontro promovido pela Universidade Nacional de Córdoba, em parceria com o Fórum pelo Trem Cordobês, que reuniu empresários, gestores públicos e jornalistas para discutir o Modelo 5F.

Mesmo durante o período de férias, a equipe da AIMAS seguirá ativa para receber propostas, esclarecer dúvidas e ampliar o diálogo em torno da reconstrução ferroviária argentina.

FONTE: AIMAS
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AIMAS

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