Exportação

Exportações da China desaceleram em março enquanto importações avançam com força

O crescimento das exportações da China perdeu força em março, após um começo de ano robusto. Ao mesmo tempo, as importações chinesas registraram forte alta, influenciadas por fatores sazonais e pelos impactos da guerra no Irã sobre o abastecimento global de energia.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas, as vendas externas cresceram 2,5% na comparação anual — bem abaixo do salto observado em fevereiro. O resultado foi afetado por distorções do calendário do Ano Novo Lunar e por uma base de comparação elevada em 2025.

Queda nas exportações para os EUA pressiona resultados

A desaceleração foi ampla entre os principais mercados, com exceção de Taiwan e Hong Kong. Um dos destaques negativos foi a forte queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos, que recuaram 26,5% em relação ao ano anterior, impactadas por tarifas comerciais.

O valor exportado para os EUA caiu para US$ 29,4 bilhões no período, evidenciando a pressão sobre o comércio bilateral.

Importações disparam com alta demanda por tecnologia

Enquanto isso, as importações na China cresceram quase 28%, impulsionadas pela maior demanda por produtos de alta tecnologia, como semicondutores. Esse foi o avanço mais rápido desde o fim de 2021.

Com isso, o superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões — o menor nível em mais de um ano.

Guerra no Irã eleva custos e pressiona indústria

O cenário global foi impactado pela escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de insumos industriais, afetando cadeias produtivas.

Esse corredor estratégico responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que pressionou os preços de materiais e reduziu margens de lucro de fábricas chinesas.

Sazonalidade e calendário explicam parte da desaceleração

Especialistas apontam que fatores sazonais tiveram peso relevante no desempenho mais fraco. O Ano Novo Lunar em 2026, celebrado mais tarde que o habitual, reduziu o número de dias úteis em março, afetando a produção e os embarques.

Além disso, o forte desempenho de março de 2025 — quando empresas anteciparam exportações para evitar tarifas — elevou a base de comparação.

Primeiro trimestre ainda mostra força da economia chinesa

Apesar da desaceleração pontual, o comércio exterior da China manteve um desempenho sólido no primeiro trimestre. As exportações cresceram 15% no período, enquanto as importações avançaram 23% na comparação anual.

Inteligência artificial impulsiona exportações de tecnologia

Um dos principais motores do comércio tem sido o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e componentes eletrônicos.

As exportações chinesas de circuitos integrados cresceram 78% no primeiro trimestre, enquanto produtos de alta tecnologia registraram alta de quase 30%. Equipamentos mecânicos e elétricos também apresentaram crescimento expressivo.

Tarifas e decisões judiciais influenciam cenário comercial

Outro fator relevante foi a redução das tarifas comerciais após decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou medidas adotadas anteriormente. Isso ajudou a aliviar parte da pressão sobre os exportadores chineses.

Ainda assim, o cenário segue incerto, com previsões divergentes entre economistas sobre o ritmo do comércio.

Impactos futuros da crise energética ainda são incertos

O efeito da guerra no Irã sobre o comércio global ainda é imprevisível. Por um lado, pode haver aumento na demanda por produtos sustentáveis chineses, como painéis solares e veículos elétricos.

Por outro, o aumento dos preços do petróleo pode reduzir o consumo global e levar a políticas monetárias mais restritivas, prejudicando a demanda por bens manufaturados.

Setor de veículos elétricos ganha destaque

As exportações de veículos elétricos chineses dobraram em março, atingindo recorde histórico. Montadoras do país ampliaram presença internacional, superando concorrentes tradicionais em mercados como Austrália e Reino Unido.

Perspectivas: entre resiliência e incertezas

Analistas avaliam que a desaceleração recente está mais ligada a fatores temporários do que a uma queda estrutural da demanda global. Ainda assim, os desdobramentos da crise energética e geopolítica devem influenciar o desempenho do comércio nos próximos meses.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

Ler Mais
Comércio Internacional

Exportações da China crescem 21,8% no início de 2026 e superam expectativas do mercado

A China começou 2026 com um desempenho expressivo no comércio exterior. As exportações chinesas avançaram 21,8% em dólares entre janeiro e fevereiro, superando com ampla margem as previsões do mercado e indicando continuidade do ritmo forte após o superávit comercial recorde registrado no ano passado.

O resultado também ficou muito acima da expansão de 6,6% registrada em dezembro e da estimativa de 7,1% apontada por economistas consultados. O desempenho reforça a posição da segunda maior economia do mundo como um dos principais motores do comércio global.

Segundo especialistas, a demanda internacional por produtos tecnológicos tem sido um dos principais fatores por trás do avanço das remessas chinesas.

Tecnologia e eletrônicos lideram crescimento das exportações

O setor de tecnologia aparece entre os principais impulsionadores das exportações da China. A venda de circuitos integrados e produtos eletrônicos ganhou força com o aumento global de investimentos ligados à inteligência artificial.

Para Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, esse movimento já era esperado diante da expansão do setor tecnológico.

Além disso, alguns segmentos tradicionais também surpreenderam positivamente. “O crescimento das exportações de roupas, têxteis e bolsas foi inesperado, considerando o desempenho fraco desses setores em 2025 diante da concorrência do Sudeste Asiático e do Sul da Ásia”, avaliou o economista.

Embarques podem acelerar com demanda dos EUA

Analistas apontam que o ritmo das exportações pode se intensificar no curto prazo. Há expectativa de que os dados de março mostrem um aumento adicional nos embarques, especialmente para os Estados Unidos.

Esse movimento estaria relacionado à tentativa de fabricantes chineses de antecipar exportações enquanto permanece em vigor a suspensão de tarifas comerciais determinada pela Suprema Corte norte-americana.

Outro fator seria o retorno de empresas chinesas a setores de menor valor agregado, como o têxtil, ampliando a presença do país nesses mercados.

Tensões geopolíticas ainda são risco para o comércio

Apesar do cenário positivo, economistas alertam que tensões geopolíticas podem afetar o comércio global nos próximos meses.

Ainda é incerto o impacto de possíveis conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, especialmente diante do risco de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Caso ocorram restrições no fluxo de energia ou transporte marítimo, a cadeia global de suprimentos poderia ser afetada.

China amplia estoques de commodities estratégicas

Nos primeiros meses do ano, a China também reforçou seus estoques de commodities essenciais para a indústria, incluindo minério de ferro e petróleo bruto.

A estratégia ajuda a proteger o setor produtivo contra eventuais oscilações nos mercados internacionais de energia e matérias-primas.

Superávit comercial cresce no início do ano

Os dados oficiais mostram ainda que o superávit comercial chinês atingiu US$ 213,6 bilhões entre janeiro e fevereiro, superando com folga os US$ 169,21 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado também ficou acima da previsão de economistas, que projetavam um saldo de US$ 179,6 bilhões.

As importações da China também apresentaram crescimento significativo no início de 2026, com alta de 19,8% no bimestre, acelerando em relação ao avanço de 5,7% observado em dezembro.

Fonte: Infomoney com informações de Reuters.

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução Infomoney / China Daily via REUTERS//File Photo

Ler Mais
Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook