Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Agronegócio

Agroexportadoras crescem 60% no Brasil e impulsionam diversificação das exportações

O Brasil registrou um avanço significativo no número de empresas agroexportadoras ao longo da última década. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a quantidade de CNPJs do setor com atuação no mercado externo saltou de 1.440, em 2015, para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8%.

O levantamento inclui negócios de todos os portes, desde MEIs, microempresas e pequenas empresas até médias e grandes corporações, refletindo a ampliação da presença do agro brasileiro no comércio internacional.

Expansão produtiva e tecnologia impulsionam o setor

O aumento da produção agrícola e a adoção de novas tecnologias têm sido fatores determinantes para a entrada de novos players no mercado externo. Além disso, o desenvolvimento de novas culturas contribui para ampliar as oportunidades, especialmente para empresas de menor porte.

Esse cenário também favorece a diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de produtos tradicionais e ampliando o portfólio do agronegócio brasileiro.

Pequenas empresas lideram crescimento das exportações

Um dos destaques do período é o avanço expressivo das empresas de menor porte. O número de microempresas e MEIs exportadores cresceu de 153 para 443, alta de 189,5%. Já as pequenas empresas passaram de 191 para 434, aumento de 127,2%.

Entre médias e grandes companhias, o crescimento foi mais moderado, passando de 1.096 para 1.439 empresas — avanço de 31,3%.

Com isso, os pequenos negócios passaram a representar 37,9% das agroexportadoras, ante 23,9% há dez anos, evidenciando maior inclusão e profissionalização no setor.

Apoio institucional fortalece inserção internacional

O crescimento das exportações do agronegócio também é impulsionado por iniciativas de apoio, como as desenvolvidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Programas como o Exporta Mais Brasil promovem rodadas de negócios com compradores internacionais, enquanto o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) prepara empresas para atuar no mercado externo.

Além disso, o uso do e-commerce internacional vem ganhando espaço como alternativa para pequenos produtores ampliarem sua visibilidade global, apesar de ainda enfrentar desafios regulatórios.

Diversificação de produtos amplia competitividade

Outro indicador relevante é o aumento da variedade de produtos exportados. O número de itens classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) cresceu de 225 para 387 entre 2015 e 2025 — avanço de 70%.

A diversificação inclui maior presença de frutas, como tangerina, nectarina, pitaia e lichia, além da expansão em verduras, leguminosas e até sementes para semeadura, como mostarda, rícino e algodão.

Esse movimento fortalece a competitividade do Brasil no mercado global e amplia nichos de atuação para empresas de diferentes portes.

Participação do agro cresce nas exportações brasileiras

Em 2025, a agropecuária brasileira respondeu por 6,9% das empresas exportadoras do país. Embora a indústria de transformação ainda lidere em volume, o agro ampliou sua participação no valor exportado.

As exportações do setor passaram de US$ 35 bilhões, em 2015, para US$ 77,4 bilhões em 2025 — crescimento de cerca de 121%. A participação no total exportado subiu de 19,7% para 23,9% no período.

Considerando toda a cadeia do agronegócio, o valor exportado alcançou US$ 169,2 bilhões em 2025, o equivalente a 48,5% das exportações brasileiras, consolidando o setor como pilar da economia nacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Informação

Salvaguardas bilaterais: MDIC abre consulta para regulamentação no Brasil

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) abriu, nesta sexta-feira (27), uma tomada de subsídios com o objetivo de regulamentar as salvaguardas bilaterais no Brasil. O mecanismo é utilizado como instrumento de defesa comercial para proteger a indústria nacional diante do aumento expressivo de importações que possam causar prejuízos ao setor produtivo.

A iniciativa marca mais um passo na atualização das políticas de comércio exterior brasileiro, com foco em maior transparência e segurança regulatória.

Secex será responsável pela regulamentação

A condução do processo ficará a cargo da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que também será responsável pela elaboração da portaria que definirá os procedimentos administrativos. O documento deve estabelecer regras claras para:

  • Etapas das investigações;
  • Prazos processuais;
  • Critérios de análise de dano;
  • Aplicação de medidas provisórias e definitivas.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida reforça o compromisso do país com a previsibilidade. “O Brasil avança ao estruturar regras claras, ao mesmo tempo em que amplia sua rede de acordos comerciais”, destacou.

Nova regulamentação busca segurança jurídica

A consulta pública tem como base o Decreto nº 12.866/2026, que definiu princípios e diretrizes gerais para a aplicação das salvaguardas. A proposta agora é detalhar os procedimentos, garantindo maior segurança jurídica para empresas e investidores.

De acordo com o Departamento de Defesa Comercial, o objetivo é assegurar proteção ao setor produtivo em cenários de crescimento relevante das importações, evitando danos ou prejuízos graves à indústria nacional.

Participação do setor produtivo e especialistas

A tomada de subsídios é aberta a diversos públicos, incluindo representantes da indústria, importadores, exportadores, entidades de classe e especialistas. Entre os principais pontos em debate estão:

  • Requisitos para apresentação de petições;
  • Tratamento de informações confidenciais;
  • Metodologias de análise;
  • Aplicação e prorrogação de medidas;
  • Compatibilização com acordos comerciais internacionais.

As contribuições poderão ser enviadas até 28 de abril por meio da plataforma Brasil Participativo. Embora não tenham caráter vinculante, as sugestões serão analisadas pela equipe técnica da Secex e poderão influenciar a versão final da norma.

Avanço no marco regulatório do comércio exterior

A iniciativa reforça o movimento de modernização do marco regulatório do comércio exterior, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais. Com regras mais claras para o uso de instrumentos de defesa comercial, o governo busca equilibrar a abertura de mercado com a proteção da indústria nacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Informação

Receita Federal promove live sobre comércio exterior e administração aduaneira

A Receita Federal realiza, na próxima segunda-feira (30), às 10h, uma transmissão ao vivo para divulgar novidades relacionadas à administração aduaneira e ao comércio exterior brasileiro. O evento será exibido no canal oficial do órgão no YouTube e estará disponível ao público em geral.

A iniciativa busca informar operadores do setor, empresas e demais interessados sobre mudanças recentes que impactam diretamente as operações de importação e exportação no país.

Especialistas discutem avanços e normas aduaneiras

A live contará com a participação de autoridades da área, responsáveis por apresentar os principais temas e esclarecer dúvidas relevantes. Entre os participantes estão:

  • Fabiano Coelho, subsecretário de Administração Aduaneira;
  • Mario de Marco, subsecretário substituto;
  • Felipe Mendes, coordenador-geral de Administração Aduaneira;
  • Amanda Martha Scarlatelli, coordenadora de Controle de Intervenientes no Comércio Exterior.

Portal Único e trânsito aduaneiro estão entre os destaques

Durante a transmissão, serão abordados pontos considerados prioritários para o setor, como a evolução do Portal Único do Comércio Exterior, ferramenta essencial para a modernização dos processos. Também estará em pauta o novo projeto de trânsito aduaneiro, além da Portaria Coana nº 185/2026, que trata do credenciamento e autorização de pessoas para acesso a recintos alfandegados.

Esses temas têm impacto direto na rotina de empresas e profissionais que atuam com logística internacional e operações aduaneiras.

Transparência e modernização dos processos

A realização da live reforça o compromisso da Receita Federal com a transparência institucional e o aprimoramento contínuo das práticas no comércio exterior. Ao divulgar avanços normativos e operacionais, o órgão busca tornar os processos mais ágeis, seguros e eficientes.

A transmissão poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial no YouTube.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Exportação

Receita Federal atualiza Manual de Exportação após criação de imposto sobre petróleo e diesel

A Receita Federal do Brasil atualizou o Manual de Exportação para incluir as mudanças relacionadas à incidência do Imposto de Exportação (IE) sobre petróleo bruto e óleo diesel. A atualização reflete as novas regras estabelecidas pela Medida Provisória nº 1.340 de 2026, publicada em 12 de março.

Com a alteração, o tributo — historicamente aplicado apenas em situações específicas — passa a atingir também produtos estratégicos do setor energético, ampliando o alcance da tributação sobre exportações brasileiras.

Novas alíquotas para petróleo e diesel

De acordo com as regras atualizadas, o Imposto de Exportação passa a incidir sobre duas categorias de produtos:

  • Óleos brutos de petróleo (NCM 2709.00): alíquota de 12%
  • Óleo diesel (NCM 2710.19.21): alíquota de 50%

No caso do diesel, a cobrança está vinculada ao período de vigência do programa de subvenção econômica ao combustível, previsto na própria medida provisória.

Mudanças no processo da DU-E

A atualização também traz ajustes operacionais no sistema de comércio exterior brasileiro. Com a integração da Declaração Única de Exportação ao módulo de Tratamento Tributário (TT), o cálculo do imposto será realizado automaticamente no momento do registro da operação.

O manual orienta que os exportadores observem alguns pontos essenciais durante o processo.

Base de cálculo

A base utilizada corresponde ao Valor da Mercadoria no Local de Embarque (VMLE), parâmetro que define o valor da carga no momento da saída do território nacional.

Taxa de câmbio aplicada

Para conversão cambial, será considerada a taxa de compra do dia útil imediatamente anterior ao registro da DU-E.

Pagamento do imposto

O recolhimento deverá ser feito por meio de DARF, que deve ser anexado à declaração no sistema eletrônico.

Embora o prazo para pagamento seja de até 15 dias, o embarque da mercadoria só será autorizado após a comprovação do recolhimento do imposto.

Manual atualizado para operadores de comércio exterior

A Receita Federal recomenda que exportadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior consultem a versão atualizada do Manual de Exportação, que reúne orientações detalhadas, procedimentos operacionais e a fundamentação legal das novas regras.

Segundo o órgão, a atualização faz parte do esforço para manter os sistemas e orientações alinhados às mudanças normativas, garantindo segurança jurídica e maior eficiência nos processos aduaneiros brasileiros.

👉 [Acesse aqui a página do Imposto de Exportação no Manual de Exportação]

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março de 2026. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,3 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

Os dados mostram o desempenho das trocas comerciais do Brasil no início do mês e refletem a dinâmica recente do comércio exterior brasileiro.

Desempenho da balança comercial em 2026

No acumulado de 2026 até agora, o país contabiliza US$ 58,2 bilhões em exportações e US$ 48,4 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 9,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 106,6 bilhões no período.

Exportações e importações registram leve queda

Na comparação das médias diárias, as exportações brasileiras apresentaram recuo de 3,3%. A média diária registrada até a primeira semana de março de 2026 foi de US$ 1,461 bilhão, abaixo dos US$ 1,511 bilhão observados em março de 2025.

Já as importações tiveram redução mais discreta, de 0,4%, passando de US$ 1,104 bilhão em março do ano passado para US$ 1,100 bilhão na média diária registrada neste início de mês.

Com isso, a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 2,56 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 360,92 milhões. Em relação à média registrada em março de 2025, houve queda de 2,1% na corrente de comércio.

Desempenho por setores nas exportações

Considerando o acumulado até a primeira semana de março de 2026 e comparando com o mesmo período do ano passado, o desempenho das exportações por setor apresentou resultados distintos.

A indústria extrativa registrou crescimento de 4,9%, com aumento de US$ 13,85 milhões na média diária. Por outro lado, houve retração na agropecuária, com queda de 8,5% (redução de US$ 36,58 milhões), e nos produtos da indústria de transformação, que recuaram 3,6%, equivalente a US$ 28,21 milhões a menos na média diária.

Importações também variam entre setores

Entre os setores importadores, a indústria extrativa apresentou crescimento expressivo de 19,9%, com avanço de US$ 9,89 milhões na média diária.

Já a agropecuária teve retração de 23,3%, com queda de US$ 7,06 milhões, enquanto os produtos da indústria de transformação registraram leve redução de 0,4%, equivalente a US$ 3,59 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Portos

TCP celebra marca de 20 milhões de TEUs movimentados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, comemorou a marca de 20 milhões de TEUs movimentados ao longo de seus 28 anos de operação. A celebração ocorreu durante uma cerimônia que reuniu executivos, colaboradores e representantes da Portos do Paraná.

O momento simbólico foi marcado pelo içamento do vigésimo milionésimo contêiner, destacando a trajetória de crescimento do terminal dentro do Porto de Paranaguá, um dos principais hubs logísticos do país.

Segundo Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, o número representa mais do que um marco operacional.

Ele destacou que o resultado reflete o trabalho contínuo de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do terminal desde sua criação em 1998, iniciativa liderada por empresários paranaenses. Atualmente, a empresa integra o grupo China Merchants Port, uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres.

Terminal lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a TCP foi novamente reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil, repetindo a liderança obtida no ano anterior.

Nos últimos oito anos, o crescimento da operação foi expressivo. A movimentação anual de contêineres passou de 789 mil TEUs em 2017 para 1,6 milhão de TEUs em 2025, mais que dobrando o volume operado.

Para Santos, o desempenho também reflete os investimentos realizados pela empresa e a cooperação com instituições estratégicas do setor portuário, incluindo a Autoridade Portuária de Paranaguá, a Marinha do Brasil e o Serviço de Praticagem de Paranaguá.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que a parceria entre o terminal e a autoridade portuária tem gerado impactos positivos para o comércio exterior brasileiro e para a economia nacional.

Movimentação de cargas cresce 8% em janeiro de 2026

O início de 2026 também trouxe resultados expressivos para o terminal. Em janeiro, a TCP movimentou 145.592 TEUs, o melhor desempenho já registrado para o mês em toda a série histórica.

O volume representa um crescimento de 8% em comparação com janeiro de 2025.

Considerando embarques e desembarques, o terminal movimentou 1,014 milhão de toneladas de cargas no período. As exportações somaram 680 mil toneladas, aumento de 19% em relação às 567 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Já as importações alcançaram 334 mil toneladas, crescimento de 9% frente às 307 mil toneladas de janeiro de 2025.

Exportação de carnes lidera movimentação

Entre os principais segmentos exportados pelo terminal, o destaque ficou para o setor de carnes e congelados, que embarcou 357 mil toneladas, volume 45% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outros segmentos importantes foram o de madeira, que manteve estabilidade com 105 mil toneladas exportadas, e o de papel e celulose, que atingiu 88 mil toneladas, aumento de 30% em relação a janeiro de 2025.

Importações são puxadas por químicos e automotivos

Nas importações, os maiores volumes foram registrados nos setores químico e petroquímico, com 54 mil toneladas, seguidos pelo segmento automotivo, com 47 mil toneladas, e pelo setor de eletroeletrônicos, que movimentou 31 mil toneladas.

Fluxo rodoviário e operações marítimas batem recorde

O acesso rodoviário ao terminal também registrou números históricos. Ao longo de janeiro, passaram pelo gate da TCP cerca de 56.880 contêineres, crescimento de 11% em relação às 51.467 unidades registradas no mesmo mês do ano anterior.

Considerado o maior concentrador de serviços marítimos semanais entre os terminais brasileiros, o terminal opera atualmente 23 linhas de navegação, incluindo rotas de longo curso e cabotagem.

Durante o mês, o porto recebeu 84 navios, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, o desempenho positivo de janeiro está ligado à conquista de novos clientes em diferentes regiões do país e ao crescimento das exportações de carnes.

Outro fator relevante foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, que permite a atracação de navios com maior capacidade de carga.

Desde 2024, a profundidade do canal de acesso passou por três revisões, saindo de 12,10 metros para 13,30 metros.

Esse aumento de 1,20 metro possibilita que cada embarcação transporte cerca de 960 TEUs adicionais por viagem, ampliando significativamente a eficiência logística do porto.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança Comercial de fevereiro de 2026 será divulgada pelo MDIC em coletiva on-line

A Balança Comercial de fevereiro de 2026 será apresentada nesta quinta-feira (5), em coletiva on-line organizada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento reunirá autoridades e especialistas para detalhar os números mais recentes do comércio exterior brasileiro.

A abertura da coletiva será conduzida pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que fará as considerações iniciais sobre o desempenho das exportações e importações do Brasil no período.

Especialistas vão detalhar números do comércio exterior

Após a introdução, os dados técnicos da Balança Comercial serão apresentados por integrantes da equipe responsável pelas estatísticas do setor.

O diretor de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro, explicarão os principais indicadores de exportações brasileiras, importações e saldo comercial registrados no mês de fevereiro.

A transmissão ao vivo da coletiva está programada para começar às 15h15, neste link, permitindo que jornalistas e o público acompanhem a divulgação oficial dos números do comércio exterior do Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Exportação

Exportações do Brasil para países árabes crescem 10% e geram superávit de US$ 1,3 bilhão

As exportações brasileiras para países árabes iniciaram o ano em ritmo positivo. Em janeiro, o Brasil faturou US$ 1,985 bilhão com vendas externas para a região, avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No mesmo período, as importações recuaram 25,1%, totalizando US$ 668,9 milhões.

Emirados lideram compras de produtos brasileiros

Entre os parceiros comerciais, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das vendas, com US$ 600,1 milhões — crescimento expressivo de 110%.

Na sequência aparecem:

  • Arábia Saudita: US$ 245,13 milhões (+9%)
  • Egito: US$ 233,5 milhões (-42,3%)

O resultado reforça a importância da região para o comércio exterior brasileiro e amplia a diversificação dos mercados compradores.

Fornecedores árabes ao Brasil

No fluxo inverso, a Arábia Saudita foi o maior fornecedor entre os países árabes, com embarques de US$ 205,8 milhões, apesar da queda de 47,6%.

Já os Emirados Árabes Unidos registraram forte crescimento nas vendas ao Brasil, alcançando US$ 141,6 milhões (alta de 497%), enquanto o Egito exportou US$ 128,5 milhões, avanço de 19,8%.

Principais produtos comercializados

Entre os itens exportados pelo Brasil, destacam-se:

  • açúcar
  • milho
  • carne de frango
  • minério de ferro
  • gado vivo
  • petróleo bruto
  • carne bovina congelada

Já nas compras brasileiras, predominam:

  • petróleo refinado
  • fertilizantes nitrogenados
  • petróleo bruto
  • fertilizantes fosfatados

Corrente de comércio e saldo positivo

A corrente de comércio bilateral somou US$ 2,6 bilhões em janeiro, leve queda de 1,6% na comparação anual. Apesar disso, o superávit comercial brasileiro cresceu 44,4%, atingindo US$ 1,3 bilhão.

O desempenho reforça a relevância do mercado árabe para a balança comercial nacional e evidencia o peso do agronegócio e de commodities minerais nas vendas externas.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior

Acordos comerciais ampliam acesso e colocam um terço do comércio brasileiro sob tarifas reduzidas

A entrada em vigor de novos acordos de livre comércio deve transformar o perfil do comércio exterior brasileiro, ampliando de forma significativa o número de operações com tarifa zero ou alíquotas reduzidas. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, quase um terço da corrente de comércio do Brasil passará a contar com benefícios tarifários, fortalecendo a inserção internacional do país e criando novas oportunidades para o setor produtivo.

Situação atual ainda limita acesso preferencial

Estimativas inéditas do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) mostram que, em 2025, cerca de US$ 78 bilhões das exportações e importações brasileiras contam atualmente com algum tipo de preferência tarifária. O valor equivale a 12,4% da corrente de comércio.

Esse montante inclui o livre comércio dentro do Mercosul, com Argentina, Uruguai e Paraguai, além de acordos firmados com Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Israel e Egito.

Novos tratados ampliam alcance internacional

O cenário muda com os acordos Mercosul-União Europeia, Mercosul-EFTA e Mercosul-Cingapura. De acordo com os cálculos do MDIC, esses tratados adicionam US$ 118,7 bilhões ao volume de comércio com tarifas reduzidas, o equivalente a 18,9% do intercâmbio total do país.

Com todos os acordos em vigor, o comércio brasileiro beneficiado por preferências tarifárias deve alcançar US$ 196,4 bilhões, o que representa 31,2% da corrente de comércio em 2025.

“A ampliação do comércio coberto por preferências comerciais fortalece nossa inserção internacional e abre novas oportunidades para as empresas brasileiras”, afirmou Alckmin. Segundo ele, o avanço é “expressivo”, quase duas vezes e meia maior em curto prazo, com impacto direto na competitividade, nos investimentos e na geração de empregos.

Estágio dos principais acordos

O acordo Mercosul-Cingapura foi assinado em dezembro de 2023, mas ainda passa por revisão jurídica e precisa ser encaminhado ao Congresso Nacional para ratificação.

Já o tratado com a EFTA, bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi firmado em setembro de 2025.

O acordo Mercosul-União Europeia, negociado por cerca de 25 anos, deve ser finalmente assinado neste sábado (17), em Assunção, aproveitando a presidência rotativa do Paraguai no bloco.

Mercosul negocia novos acordos comerciais

Após o avanço com a União Europeia, o Mercosul mantém negociações com outros parceiros estratégicos. Entre eles estão:

  • Emirados Árabes Unidos, com tratativas avançadas e possibilidade de acordo em 2026
  • Canadá, cujas negociações foram retomadas após a pandemia
  • Vietnã e Indonésia, ainda em fase inicial
  • Índia, com foco na ampliação do atual acordo de preferências tarifárias

Também há discussões com República Dominicana, Panamá e El Salvador, além de conversas para modernizar os acordos já existentes com Colômbia e Equador, considerados defasados em temas como serviços e normas aduaneiras.

Interesse global e desafios internos

O Japão avalia iniciar uma parceria estratégica como passo prévio a um acordo comercial, enquanto o Reino Unido, após o Brexit, já manifestou interesse em negociar com o Mercosul.

Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, o governo brasileiro tem interesse em avançar em todas as frentes. O principal desafio, porém, é a limitação de equipes negociadoras diante do grande número de tratativas em andamento.

“Gostaríamos de avançar em todas as negociações. Vontade, nós temos”, afirmou a diplomata.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSN

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook