Notícias

ANP quer usar notas fiscais eletrônicas para fiscalizar mistura de biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende ampliar e tornar mais rápida a fiscalização da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. A diretoria da agência aprovou nesta sexta-feira (21) a realização de consulta e audiência públicas para alterar as regras do setor.

A proposta permitirá que a ANP tenha acesso diário às notas fiscais eletrônicas referentes às operações com biodiesel e diesel. A medida busca dar à autarquia uma visão mais atualizada das movimentações do mercado e facilitar a identificação de possíveis irregularidades.

Fiscalização da mistura de biodiesel será mais ágil

De acordo com a ANP, os arquivos eletrônicos das notas fiscais de biodiesel, diesel A e diesel B possibilitarão o acompanhamento contínuo das operações realizadas no mercado.

Com informações disponíveis em intervalos menores, a agência poderá detectar com maior rapidez eventuais casos de descumprimento da mistura obrigatória de biodiesel pelas distribuidoras.

Modelo atual depende de informações mensais

Atualmente, a fiscalização da mistura é baseada principalmente em dados informados mensalmente pelos agentes do mercado por meio do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (i-SIMP).

Segundo a ANP, como essas informações são encaminhadas somente no mês seguinte às operações, o formato atual limita a capacidade de resposta imediata da agência diante de possíveis irregularidades.

A mudança proposta pretende adequar o sistema de controle às novas exigências previstas na legislação, permitindo que a fiscalização seja realizada de maneira mais próxima ao momento em que as operações acontecem.

Consulta pública terá duração de 45 dias

A consulta pública da ANP ficará disponível por 45 dias. Durante esse período, agentes do setor e demais interessados poderão apresentar contribuições à proposta de alteração das regras.

O aprimoramento da fiscalização ocorre em um cenário de preocupação do governo e do mercado com possíveis fraudes na mistura de biodiesel. Além de reduzir a demanda pelo biocombustível, essas práticas podem provocar distorções competitivas e favorecer a concorrência desleal entre distribuidoras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing News

Ler Mais
Notícias

Explosão no porto de Rotterdam deixa um morto e seis feridos

Uma explosão em uma instalação de armazenamento de derivados de petróleo no porto de Rotterdam, na Holanda, deixou uma pessoa morta e seis feridas na quinta-feira (13). As autoridades locais investigam as causas do incidente.

Segundo a Gunvor, uma das principais empresas globais de comercialização de commodities de energia, a ocorrência aconteceu durante trabalhos de manutenção em um de seus tanques de armazenamento.

A polícia informou que, inicialmente, não havia indícios de sabotagem. Todas as hipóteses, no entanto, permanecem sob investigação.

Explosão ocorreu durante manutenção de tanque

O acidente foi registrado por volta das 11h30 no horário local, 9h30 pelo horário de Greenwich (GMT).

A Gunvor informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do incidente.

O porto de Rotterdam, considerado o maior da Europa, é um importante centro de entrada, armazenamento e distribuição de petróleo bruto e combustíveis. A área portuária concentra instalações estratégicas para o mercado energético europeu.

Porto abriga grandes refinarias de petróleo

Entre as estruturas localizadas no complexo está a refinaria Pernis, da Shell, considerada a maior refinaria de petróleo da Europa, com capacidade de processamento de aproximadamente 404 mil barris por dia.

O porto também abriga refinarias operadas por empresas como BP, ExxonMobil e Vitol, além de instalações destinadas ao armazenamento e movimentação de combustíveis e outras commodities energéticas.

Apesar da proximidade com a área atingida, a Shell informou que suas operações no porto não foram afetadas pela explosão.

Terminais de GNL não foram atingidos

A autoridade portuária de Rotterdam informou que os terminais de gás natural liquefeito (GNL) não sofreram impactos diretos.

Dados da ENTSOG, organização europeia responsável pelo acompanhamento da infraestrutura de transporte de gás, mostraram uma queda temporária no envio de gás a partir do terminal Gate LNG, seguida por oscilações nos fluxos.

Ainda não estava claro se essa alteração estava relacionada à explosão ou a uma interrupção de energia ocorrida em outra área do extenso complexo portuário.

Mercado acompanha possíveis impactos sobre o gás europeu

Qualquer interrupção prolongada na operação do terminal Gate pode chamar a atenção do mercado europeu de gás natural.

O terminal é um dos principais pontos de entrada de GNL no noroeste da Europa. Além disso, os estoques de gás da Holanda estavam em aproximadamente 40% da capacidade, segundo dados da Gas Infrastructure Europe, antes do início da temporada de maior demanda para aquecimento.

Por isso, eventuais restrições prolongadas na infraestrutura energética de Rotterdam poderiam ser acompanhadas de perto por traders e participantes do mercado.

Falhas de energia ocorreram no porto

A ExxonMobil informou que uma interrupção no fornecimento de energia já havia sido solucionada e que as operações de sua refinaria, com capacidade de 191 mil barris por dia, estavam funcionando normalmente.

A empresa, porém, não confirmou uma informação divulgada pela Wood Mackenzie e vista pela Reuters segundo a qual todas as unidades monitoradas da refinaria teriam sido desligadas.

O Porto de Rotterdam afirmou que a explosão não estava relacionada à interrupção de energia. Segundo a autoridade local de segurança, o complexo registrou vários episódios de falta de energia ao longo do dia, mas nenhum deles tinha ligação com a explosão.

As autoridades continuam investigando o incidente para determinar as circunstâncias que levaram à explosão e verificar eventuais impactos sobre as operações do porto de Rotterdam e da infraestrutura energética europeia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Courtesy SQ Vision/via REUTERS

Ler Mais
Greve

Greve de motoristas-tanque pode provocar falta de combustíveis em postos a partir da próxima semana

Motoristas que pretendem abastecer seus veículos nos próximos dias devem acompanhar a situação com atenção. Uma greve de motoristas-tanque foi confirmada e pode comprometer o fornecimento de combustíveis em postos do Espírito Santo a partir da próxima semana.

A paralisação envolve os profissionais responsáveis pelo transporte de gasolina, diesel e etanol até os postos. Sem a distribuição regular, a tendência é que os estoques sejam reduzidos gradativamente, podendo resultar na falta de produtos conforme a demanda aumenta.

Greve está prevista para começar na segunda-feira

O Sindirodoviários confirmou que a categoria iniciará a greve na próxima segunda-feira (13), caso não haja avanço nas negociações com as empresas do setor.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Marquinhos Jiló, que alertou para a possibilidade de desabastecimento ao longo da semana seguinte. Segundo ele, os postos devem continuar operando inicialmente com os estoques disponíveis, mas a ausência de novas entregas poderá afetar o atendimento aos consumidores.

Diante desse cenário, a orientação é que os motoristas não aguardem o tanque chegar à reserva para abastecer, reduzindo o risco de enfrentar dificuldades caso a paralisação seja mantida.

Categoria cobra melhorias nas condições de trabalho

De acordo com o sindicato, foram realizadas cinco rodadas de negociação com representantes das empresas, porém as conversas terminaram sem acordo.

Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho para os motoristas tanqueiros, profissionais responsáveis por garantir o transporte de combustíveis e o abastecimento dos postos em todo o estado.

Em comunicado, o Sindirodoviários informou que continua aberto ao diálogo, mas reforçou que a greve será iniciada diante da falta de consenso entre as partes.

“Diante da falta de acordo, a partir de segunda-feira a categoria entrará em greve. Permanecemos à disposição para retomar as negociações a qualquer momento, caso o setor patronal se sensibilize e apresente uma proposta que valorize esses trabalhadores”, informou a entidade.

Desabastecimento pode ocorrer de forma gradual

Segundo Marquinhos Jiló, os efeitos da paralisação não devem ser sentidos imediatamente, já que os postos ainda contarão com os estoques armazenados.

Entretanto, sem a reposição das cargas de gasolina, diesel e etanol, o abastecimento poderá ser comprometido nos dias seguintes, à medida que os volumes disponíveis forem se esgotando.

O sindicato destaca que a greve ainda poderá ser suspensa caso uma nova proposta seja apresentada pelas empresas antes do início da paralisação. Até lá, a recomendação é que os consumidores acompanhem as negociações e se programem para evitar transtornos.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tempo Novo

Ler Mais
Exportação

Imposto sobre exportação de petróleo permanece em 12% por mais 60 dias

O governo federal decidiu manter por mais dois meses a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto e os minerais betuminosos. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e continuará em vigor por até 60 dias, com possibilidade de revisão após o primeiro mês.

A decisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que justificou a prorrogação diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos possíveis impactos no mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio motivaram a decisão

Segundo o governo, a manutenção da alíquota foi motivada pela piora do cenário internacional, especialmente após a retomada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da instabilidade registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A preocupação é que eventuais interrupções no fluxo da commodity elevem os preços internacionais e afetem o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Objetivo é proteger o mercado interno

De acordo com o MDIC, a continuidade da tributação busca garantir matéria-prima para as refinarias instaladas no país e preservar o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

A pasta afirma que a medida pretende assegurar condições adequadas para o funcionamento do parque nacional de refino, reduzindo riscos de desabastecimento em um momento de maior instabilidade no cenário externo.

Tributo foi criado para compensar redução de impostos sobre o diesel

O Imposto de Exportação sobre o petróleo foi instituído em março por meio de uma medida provisória, como forma de compensar a redução de tributos federais incidente sobre o diesel.

Na ocasião, o governo adotou a iniciativa para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelas tensões internacionais que pressionavam o preço do barril de petróleo.

Embora a medida provisória tenha perdido a validade, o Gecex manteve a cobrança por decisão administrativa, já que o imposto possui caráter regulatório e não depende de nova aprovação do Congresso Nacional.

Alta do petróleo levou governo a rever estratégia

Inicialmente, a equipe econômica avaliava reduzir gradualmente a alíquota até eliminá-la, caso os preços internacionais do petróleo permanecessem em níveis mais baixos.

No entanto, o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã alterou esse cenário. A valorização do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, reforçou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer instabilidade na região um fator de pressão para os preços internacionais.

Nova avaliação ocorrerá em 30 dias

O governo informou que acompanhará a evolução do mercado internacional antes de decidir os próximos passos. A alíquota será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando o comportamento dos preços do petróleo e o cenário geopolítico.

Além disso, o Ministério da Fazenda também estuda possíveis ajustes no cronograma de retirada de incentivos relacionados aos combustíveis, diante das incertezas no mercado global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ler Mais
Informação

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% no mês de julho

A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras. O reajuste, válido a partir de julho, representa uma queda de 14,5%, equivalente a R$ 0,81 por litro, marcando o segundo corte consecutivo no valor do combustível utilizado por aeronaves.

Com a atualização, o preço praticado nas refinarias da estatal passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, conforme a unidade de fornecimento.

Queda é atribuída à redução das tensões no mercado internacional

Segundo a companhia, a diminuição do preço foi possível graças à redução dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Apesar do novo recuo, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em relação ao encerramento de 2025. No período, o aumento corresponde a R$ 1,39 por litro.

O avanço dos preços ocorreu após o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetaram a cadeia global de abastecimento da indústria do petróleo.

Bloqueio do Estreito de Ormuz elevou preços do petróleo

Um dos principais fatores para a alta registrada nos últimos meses foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito.

Com a redução da oferta no mercado internacional, as cotações da commodity dispararam, refletindo diretamente nos preços dos combustíveis.

Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil acompanha essa dinâmica porque o petróleo e seus derivados são commodities, com preços definidos pelo mercado global.

Histórico recente dos reajustes do QAV

O comportamento dos preços do QAV em 2026 foi marcado por fortes oscilações. Em abril, a Petrobras promoveu um reajuste de 55%. No mês seguinte, houve nova alta de 18%.

Na ocasião, a estatal autorizou que as distribuidoras parcelassem o impacto do aumento para reduzir os efeitos financeiros sobre o setor aéreo.

Em junho, o combustível registrou queda de 14,2%, movimento que teve continuidade com a redução anunciada para julho.

A melhora nas condições do mercado internacional também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos a produtores e importadores de combustíveis, mecanismo utilizado para evitar repasses mais intensos aos consumidores durante o período de maior instabilidade.

Como funciona a comercialização do combustível

A Petrobras fornece o querosene de aviação produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Após a compra, essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela revenda do combustível às companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos.

Embora detenha aproximadamente 85% da produção nacional de QAV, a estatal atua em um mercado aberto à concorrência, permitindo a participação de outras empresas na produção e importação do combustível.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Informação

Subsídio do diesel chega ao fim; governo avalia retirar novos incentivos aos combustíveis

O governo federal encerrou, a partir desta quarta-feira (1º), a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, medida adotada durante o período de forte alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Com a redução das cotações internacionais da commodity, a equipe econômica também estuda retirar, de forma gradual, outros incentivos ainda concedidos aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a revisão faz parte da estratégia de reduzir os gastos públicos sem provocar distorções nos preços praticados no mercado.

Outros subsídios estão em análise

Além do benefício encerrado neste início de julho, o governo avalia o futuro de outras subvenções atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina.

De acordo com Durigan, novas decisões deverão ser anunciadas nos próximos dias, sempre considerando o comportamento dos preços internacionais e seus reflexos sobre o mercado brasileiro.

O ministro afirmou que a política adotada busca acompanhar as condições econômicas, evitando a manutenção de preços artificialmente reduzidos. Apesar disso, ressaltou que o cenário internacional ainda exige cautela antes da retirada completa dos incentivos.

Imposto sobre exportação de petróleo também pode ser revisto

Outra medida em avaliação é o imposto de exportação sobre o petróleo, criado para incentivar que parte da produção permanecesse no mercado interno durante o período de maior instabilidade internacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a cobrança poderá ser encerrada ainda em julho ou passar por uma retirada gradual, dependendo da evolução do mercado e do ambiente geopolítico.

Queda do petróleo reduz impacto sobre os preços

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor.

Isso ocorre porque a recente queda do petróleo Brent tende a compensar o fim do benefício, mantendo relativa estabilidade nos valores praticados nas bombas.

Mesmo assim, o governo reconhece que os preços dos combustíveis ainda não retornaram completamente aos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio, motivo pelo qual a retirada dos demais incentivos seguirá sendo analisada de forma gradual.

Medidas emergenciais custaram cerca de R$ 16 bilhões

Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo implementou uma série de ações para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Entre elas estavam reduções tributárias e subsídios destinados ao diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. Grande parte dessas medidas foi criada com validade inicial de dois meses, sendo posteriormente prorrogada em alguns casos.

Até o momento, o custo estimado dessas iniciativas gira em torno de R$ 16 bilhões, valor que ainda poderá ser revisado pela equipe econômica.

Meta fiscal permanece preservada

Segundo Bruno Moretti, as projeções fiscais do governo foram elaboradas com premissas conservadoras e não consideravam um cenário prolongado de preços elevados do petróleo.

Com isso, a queda das cotações internacionais e o avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduzem o risco de perda de arrecadação e reforçam a expectativa de cumprimento da meta fiscal prevista para este ano.

Mercado acompanha queda do petróleo

A possibilidade de retirada dos incentivos ocorre em um momento de recuperação da estabilidade no mercado internacional de energia.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz começou a ser normalizado, reduzindo as preocupações com o abastecimento global de petróleo.

Com esse cenário, o Brent passou a ser negociado próximo de US$ 73 por barril, abaixo dos níveis observados durante o período mais intenso das tensões geopolíticas, fortalecendo a avaliação do governo de que os subsídios emergenciais podem ser gradualmente encerrados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

Ler Mais
Informação

Operação Fluxo Oculto amplia combate ao crime organizado no setor de combustíveis

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, nova fase das investigações contra uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis em diversos estados do país.

A ação é coordenada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, além da Sefaz/SP, ANP, Procuradoria-Geral do Estado e das Polícias Civil e Militar.

Nova fase aprofunda investigações sobre esquema bilionário

A Operação Fluxo Oculto é considerada a segunda etapa da Operação Carbono Oculto, apontada pelas autoridades como uma das maiores ações integradas já realizadas no Brasil contra o crime organizado no setor de combustíveis.

O principal objetivo desta fase é enfraquecer financeiramente o grupo investigado, ampliar a coleta de provas e identificar novos participantes do esquema criminoso.

As investigações apontam que a organização utilizava empresas e estruturas financeiras para ocultar recursos obtidos por meio de sonegação fiscal, comercialização irregular de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Mandados são cumpridos em cinco estados

Ao todo, estão sendo executados 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As diligências ocorrem em cidades como São Paulo, Santos, Paulínia, Sorocaba, Belo Horizonte, Cascavel e Rio de Janeiro.

Mais de 135 servidores da Receita Federal participam da operação, entre auditores-fiscais, analistas-tributários e equipes administrativas, além de agentes dos órgãos parceiros envolvidos na investigação.

Fintechs são apontadas como “bancos paralelos” da organização

Um dos focos centrais da operação é a atuação de fintechs utilizadas para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.

Segundo a Receita Federal, seis novas instituições de pagamento foram identificadas durante o aprofundamento das investigações. Essas empresas teriam funcionado como uma espécie de sistema financeiro paralelo da organização criminosa.

As fintechs eram usadas para compensações financeiras entre distribuidoras, postos de combustíveis, fundos de investimento e operadores ligados ao grupo investigado.

Entre 2022 e 2025, as seis empresas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo os investigadores.

Depósitos em dinheiro e criptoativos levantaram suspeitas

As autoridades identificaram operações consideradas incompatíveis com a atividade regular das instituições de pagamento.

Entre os indícios investigados estão depósitos elevados em espécie, movimentações por meio de “contas bolsão” e transferências para outras plataformas financeiras com o objetivo de criar camadas de ocultação patrimonial.

Uma única fintech investigada teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em dinheiro vivo entre 2022 e 2024.

As investigações também apontaram operações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos envolvendo empresas suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a outras organizações criminosas.

Receita Federal amplia fiscalização sobre instituições de pagamento

Até 2025, instituições de pagamento não eram obrigadas a entregar a declaração e-Financeira à Receita Federal, documento que reúne informações sobre movimentações financeiras.

Após mudanças implementadas na sequência da Operação Carbono Oculto, mais de 450 empresas passaram a fornecer os dados ao Fisco.

Segundo os investigadores, essas informações têm sido fundamentais para rastrear operações suspeitas e ampliar o combate aos crimes financeiros.

Das seis fintechs investigadas nesta nova fase, três já apresentaram declarações que somam aproximadamente R$ 8 bilhões em movimentações financeiras apenas em 2025. As demais poderão ser autuadas pela omissão das informações obrigatórias.

Esquema de adulteração de combustíveis causou prejuízo milionário

Outra linha de investigação envolve a adulteração de combustíveis com uso irregular de nafta petroquímica.

De acordo com a Receita Federal, empresas de fachada simulavam compras do produto para uso industrial, mas a substância acabava desviada para terminais de armazenamento e misturada a combustíveis automotivos.

O combustível adulterado era posteriormente distribuído para postos revendedores ligados ao grupo investigado.

As autoridades estimam que apenas esse esquema tenha causado prejuízo superior a R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados nos últimos dois anos.

Fundos de investimento também são investigados

As investigações identificaram ainda o uso de fundos de investimento para ocultar os beneficiários finais dos recursos obtidos com as fraudes.

Quatro fundos, além de duas administradoras e duas gestoras de recursos, são alvo da operação.

Juntos, os fundos investigados possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões. Segundo os investigadores, o crescimento patrimonial dessas estruturas superou 200% em pouco mais de um ano.

Drive de Imagens

Imagens da operação, tabela com número de mandados cumpridos em cada cidade e infográfico detalhando o esquema serão disponibilizados no drive neste link.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Internacional

Guerra no Oriente Médio amplia risco de falta de combustível e pressiona mercado do petróleo

A continuidade da guerra no Oriente Médio acima das previsões iniciais tem aumentado o temor de uma crise global de abastecimento de petróleo e combustíveis. Com o Estreito de Ormuz fechado e os estoques comerciais em queda, especialistas alertam para um possível choque de oferta no mercado internacional.

Dados da EIA, agência de energia dos Estados Unidos, mostram que o mundo encerrou 2025 com cerca de 2,5 bilhões de barris armazenados em reservas estratégicas. O volume seria suficiente para abastecer os dez maiores consumidores globais por aproximadamente 39 dias e meio.

Reservas estratégicas não são distribuídas de forma igual

Embora os estoques estratégicos tenham sido criados para garantir segurança energética em momentos de crise, a distribuição das reservas é desigual entre os países.

Nações altamente dependentes de importação, como as Filipinas, já demonstraram preocupação após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático importa praticamente todo o combustível consumido, especialmente de produtores localizados no Golfo Pérsico.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava tensão global

Analistas avaliam que o prolongamento da guerra e a interrupção das operações no Estreito de Ormuz aumentam significativamente o risco de escassez de combustíveis fósseis.

Relatório da StoneX destaca que as principais agências globais de energia revisaram suas projeções de oferta e demanda diante da possibilidade de um conflito mais duradouro.

Segundo Tom Pawlicki, especialista em inteligência de mercado da consultoria, o cenário atual ampliou as incertezas sobre a capacidade global de abastecimento energético.

Estoques comerciais de petróleo estão diminuindo

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os estoques comerciais de petróleo estão sendo consumidos rapidamente.

De acordo com ele, mesmo com a liberação emergencial de reservas estratégicas — responsável por adicionar cerca de 2,5 milhões de barris diários ao mercado — os estoques não são ilimitados e podem se esgotar em poucas semanas caso o conflito continue.

Mercado enfrenta cenário de imprevisibilidade

A duração da guerra e seus impactos econômicos seguem cercados de incertezas, dificultando projeções de mercado.

Relatório recente da S&P Global Ratings aponta elevado grau de imprevisibilidade em relação aos efeitos do conflito sobre preços de commodities, cadeias de suprimentos, economias globais e condições de crédito.

A agência ressalta que suas estimativas podem sofrer mudanças à medida que o cenário evoluir.

Guerra já impacta exportações e reduz estoques globais

Segundo a S&P, as exportações iranianas de petróleo — estimadas entre 1,5 milhão e 2 milhões de barris por dia — foram diretamente afetadas pela escalada militar.

A consultoria calcula que o mercado mundial já perdeu cerca de 1,1 bilhão de barris desde março, considerando volumes interrompidos ou retidos por causa da guerra.

Déficit diário de petróleo preocupa especialistas

Mesmo com a utilização das reservas estratégicas, o déficit global entre oferta e demanda permanece elevado.

De acordo com Bruno Cordeiro, analista da StoneX, o mercado registra atualmente uma diferença de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia entre consumo e disponibilidade.

O especialista destaca que a redução da produção no Golfo Pérsico provocou forte queda nos estoques globais, enquanto a liberação das reservas emergenciais não consegue compensar totalmente a perda de oferta.

Mercado acompanha negociações de paz com cautela

Apesar de uma nova proposta de paz enviada pelo Irã aos Estados Unidos por meio do Paquistão, investidores ainda demonstram cautela quanto à possibilidade de um acordo definitivo.

Analistas avaliam que avanços diplomáticos podem aliviar os preços do petróleo no curto prazo. Porém, sem solução concreta, a tendência segue de pressão altista no mercado internacional.

Setor teme impactos prolongados no abastecimento

Especialistas alertam que os efeitos da crise podem se intensificar enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

Além da interrupção do transporte marítimo, o mercado teme que a retomada das operações ocorra de forma lenta, atrasando a normalização do abastecimento global.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, reforçou o alerta ao afirmar que novos impactos ainda podem surgir caso o bloqueio na região continue.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

Ler Mais
Portos

Portos do Nordeste ampliam movimentação de petróleo e derivados em quase 30%

Os portos do Nordeste registraram crescimento expressivo na movimentação de petróleo e derivados durante o mês de fevereiro, reforçando a importância estratégica da região para a logística nacional. Dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam alta de 29,59% no transporte de combustíveis refinados em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram movimentadas 2,1 milhões de toneladas de petróleo e derivados sem óleo bruto — categoria que inclui produtos refinados, como gasolina, diesel e outros combustíveis.

Região movimentou 9 milhões de toneladas em fevereiro

Segundo o levantamento do Estatístico Aquaviário da Antaq, os terminais portuários nordestinos escoaram aproximadamente 9 milhões de toneladas de cargas em fevereiro, volume 6,68% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.

A região concentra importantes portos públicos organizados e terminais privados, considerados fundamentais para o abastecimento interno e para o escoamento da produção nacional.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números refletem o fortalecimento da infraestrutura logística nordestina e os investimentos realizados nos últimos anos.

Petróleo bruto e sal também tiveram alta

Além dos combustíveis refinados, a movimentação de petróleo bruto também apresentou crescimento relevante. O segmento registrou 1,6 milhão de toneladas transportadas, avanço de 11,48% na comparação anual.

Outro destaque foi o transporte de sal, que alcançou 568 mil toneladas movimentadas no período, com crescimento expressivo de 38,45%.

Porto de Suape lidera movimentação na região

Entre os principais terminais da região, o Porto de Suape, em Pernambuco, apareceu como um dos maiores destaques ao movimentar 2,1 milhões de toneladas, resultado 19,32% superior ao registrado no ano anterior.

Na Bahia, o terminal privado de Madre de Deus também apresentou forte desempenho, com 2 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 19,33%.

Pecém e Aratu registram avanço operacional

O Terminal Portuário do Pecém, no Ceará, movimentou cerca de 1,7 milhão de toneladas em fevereiro, mantendo crescimento de 0,33%.

Já o Porto de Aratu, também na Bahia, registrou uma das maiores altas percentuais do período, com avanço de 20,23% e movimentação total de 555 mil toneladas.

Para efeito de comparação regional, os dados não consideram os portos do Maranhão, já que o estado integra a dinâmica logística do chamado Arco Norte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

Ler Mais
Internacional

Guerra no Irã interrompe importação de diesel árabe e amplia dependência da Rússia no Brasil

O avanço da guerra envolvendo o Irã provocou uma mudança significativa no mercado brasileiro de importação de diesel. Em abril, o Brasil deixou de comprar combustível de três importantes fornecedores do Oriente Médio — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã — e aumentou fortemente sua dependência da Rússia.

Países árabes zeram vendas de diesel ao Brasil

Dados do MDIC mostram que, entre janeiro e março, os três países do Golfo Pérsico responderam por cerca de 29,1% de todo o diesel importado pelo Brasil.

No período, foram adquiridos aproximadamente 1,1 milhão de metros cúbicos do combustível oriundos desses fornecedores.

Com a escalada do conflito no Oriente Médio, porém, o cenário mudou completamente em abril. O volume importado de diesel vindo de Arábia Saudita, Emirados Árabes e Omã caiu para zero.

Rússia domina mercado brasileiro de diesel

Mesmo com a interrupção das compras do Oriente Médio, o volume total importado pelo Brasil permaneceu praticamente estável.

Em abril, o país adquiriu cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de diesel, número próximo da média registrada no primeiro trimestre do ano. A diferença foi a origem do combustível.

A Rússia passou a responder por 91% de toda a importação brasileira de diesel no mês, consolidando-se como principal fornecedora do combustível ao mercado nacional.

O restante das compras, equivalente a aproximadamente 108 mil metros cúbicos, teve origem nos Estados Unidos.

Guerra eleva preço do diesel importado

Além de alterar a cadeia de fornecimento, a guerra também impactou diretamente os preços do combustível.

Segundo os dados do MDIC, o valor médio do metro cúbico do diesel importado chegou a US$ 852,74 em abril.

O preço representa uma alta de 54% em relação a fevereiro, período anterior ao agravamento do conflito. Na comparação com março, o aumento foi de 23%.

O avanço dos custos reforça a preocupação do setor com os efeitos da instabilidade geopolítica sobre o abastecimento e os preços dos combustíveis no mercado brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook