Comércio

CNI defende acordo de livre comércio mais amplo entre Brasil e México

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o Brasil precisa avançar na negociação de um acordo de livre comércio mais abrangente com o México, considerado um mercado prioritário na agenda internacional da indústria brasileira. Para a entidade, o fortalecimento do diálogo bilateral é essencial para preservar e ampliar a relação comercial entre os dois países, especialmente no atual cenário econômico.

Possíveis medidas mexicanas preocupam exportadores brasileiros

A CNI aguarda a confirmação de eventuais mudanças no escopo das medidas anunciadas pelo governo mexicano para calcular com maior precisão os impactos sobre as exportações brasileiras. Ainda assim, estimativas preliminares feitas com base na proposta inicial indicam que as medidas podem afetar cerca de US$ 1,7 bilhão, o equivalente a 14,7% do total exportado pelo Brasil ao México em 2024.

Acordos atuais são considerados insuficientes

Na avaliação da entidade, os acordos bilaterais em vigor não são suficientes para garantir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado mexicano. Em um contexto de mudanças nas regras comerciais, a CNI alerta para o risco de perda de espaço da indústria nacional caso não haja avanços na modernização do marco regulatório entre os países.

Diálogo bilateral é visto como caminho para evitar tarifas

A CNI defende que os governos do Brasil e do México intensifiquem as negociações para buscar isenções ou tratamentos diferenciados aos produtos brasileiros diante das tarifas de importação anunciadas pelo México. Segundo a entidade, essas medidas vão na contramão das negociações em curso e podem comprometer o equilíbrio comercial.

Modernização dos acordos é prioridade

Para a indústria, a manutenção do compromisso bilateral passa pelo cumprimento ágil do plano de trabalho para atualização dos acordos comerciais, com foco em regras mais modernas e compatíveis com o comércio internacional. Um acordo mais amplo, avalia a CNI, traria maior previsibilidade, segurança jurídica e oportunidades de crescimento para as exportações brasileiras.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Exportação

México pode afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras com novas tarifas, alerta CNI

Impacto direto nas vendas do Brasil ao México
A decisão do México de elevar tarifas de importação pode atingir US$ 1,7 bilhão em exportações da indústria brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto tarifário foi aprovado pelo Congresso mexicano e aguarda a sanção da presidente Claudia Sheinbaum. Além do Brasil, a medida também mira a China e outros nove países.

Setores industriais sob pressão
O texto aprovado prevê aumentos tarifários sobre 983 produtos distribuídos em 19 setores industriais. O Brasil aparece como o quinto país mais afetado, com 232 produtos da indústria de transformação sujeitos às novas taxas. Em 2024, esses itens representaram 14,7% das exportações brasileiras para o México, somando os US$ 1,7 bilhão agora ameaçados.

Em estudo divulgado nesta segunda-feira, a CNI alerta que o reajuste “pode elevar custos de produção e prejudicar os fluxos de comércio exterior e investimentos entre os dois países”.

Acordos atuais não evitam prejuízos
De acordo com a confederação, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não neutralizam os efeitos da medida. Em agosto, os dois governos firmaram um plano de trabalho para atualizar esses instrumentos, mas as negociações continuam em andamento — e sem garantia de conclusão antes da entrada das novas tarifas.

CNI pede articulação urgente
Para a entidade, é essencial que Brasília e Cidade do México reforcem o diálogo bilateral e acelerem a negociação de um novo acordo comercial, capaz de reduzir o risco de perdas para a indústria dos dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPOR

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Economia

PIB industrial deve crescer 1,1% em 2026, projeta CNI; juros altos seguem como entrave

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o PIB industrial avançará 1,1% em 2026, enquanto a economia brasileira deve registrar expansão de 1,8% no período. As estimativas foram divulgadas no novo boletim econômico da entidade.

Segundo a confederação, a manutenção da Selic em 15% ao ano, em nível considerado altamente restritivo, deve continuar limitando o ritmo de crescimento do país no próximo ano. O Copom deve manter a taxa estável pela quarta reunião consecutiva nesta quarta-feira (10.dez.2025), conforme projeções do mercado financeiro.

Contexto econômico e desaceleração do PIB
O IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 2,7% no acumulado de 12 meses até o terceiro trimestre, resultado que indica desaceleração e representa a menor taxa anual desde o segundo trimestre de 2021. Para 2025, a CNI prevê avanço de 2,5%, com desaceleração para 1,8% em 2026, influenciada pelos juros reais elevados — mesmo diante de um possível ciclo gradual de redução da Selic.

A entidade alerta que o atual nível de juros deve restringir investimentos e o consumo de bens duráveis, tradicionalmente mais sensíveis ao crédito.

Setores mais impactados pelos juros elevados
A CNI avalia que a indústria de transformação continuará sendo a mais afetada pelo cenário de crédito caro, enquanto a concorrência de produtos importados deve seguir pressionando a produção nacional. Já o setor de construção tende a mostrar reação diante de novos estímulos ao financiamento imobiliário, com ajustes previstos para começarem a surtir efeitos a partir de janeiro de 2026.

Na indústria extrativa, a produção deve permanecer elevada, embora sem repetir o avanço observado em 2025.

Inflação em queda e perspectiva para 2026
A entidade destaca que a inflação perdeu força em 2025. Dados do IPCA mostram desaceleração para 4,46% no acumulado de 12 meses, retornando ao intervalo da meta pela primeira vez desde setembro de 2024. Para 2026, a CNI prevê nova queda, com o índice fechando o ano em 4,1%.

Apesar do arrefecimento dos preços, a confederação aponta que a política monetária permanece por um período prolongado em terreno restritivo, mantendo juros reais acima da taxa neutra. A expectativa é que apenas em 2026 tenha início um ciclo de cortes mais consistente, com a Selic encerrando o ano em 12%, ainda em nível contracionista.

FONTE: Investing e Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Importação

Entrada de importados desviados dos EUA pressiona indústria brasileira, aponta CNI

A chegada de produtos importados desviados dos Estados Unidos após o tarifaço tem pesado no desempenho da produção industrial brasileira. A avaliação é de Marcelo Souza Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, que atribui parte do fraco resultado de outubro ao aumento da oferta externa no mercado interno.

Segundo Azevedo, muitos itens originalmente destinados ao mercado americano estão sendo redirecionados ao Brasil, que também tem grande capacidade de consumo. Com o aumento do emprego e da renda, a demanda doméstica cresce — mas acaba absorvendo mais importações, o que desestimula a produção nacional. “O resultado poderia ser bem melhor na ausência do tarifaço”, afirmou, ao destacar que a indústria ainda consegue manter bom desempenho nas exportações.

Produção industrial avança apenas 0,1% em outubro
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada pelo IBGE, a produção industrial subiu 0,1% em outubro frente a setembro, quando havia recuado 0,4%. O dado veio abaixo da expectativa mediana do mercado, que projetava avanço de 0,5%.

Na comparação anual, o setor registrou queda de 0,5%, também distante da previsão de crescimento de 0,2%. Ainda assim, a indústria acumula alta de 0,9% nos últimos 12 meses e expansão de 0,8% no ano até outubro. Atualmente, o nível de produção está 14,8% abaixo do recorde de maio de 2011 e 2,4% acima do patamar pré-pandemia.

Desempenho por setores revela contrastes
Entre os 25 ramos analisados, 12 cresceram. Os destaques foram indústrias extrativas (3,6%), equipamentos de informática (4,1%), vestuário (3,8%) e alimentos (0,9%). Por outro lado, setores como farmacêuticos (-10,8%) e petróleo e biocombustíveis (-3,9%) registraram quedas expressivas.

Nas grandes categorias econômicas, houve avanço em bens de consumo duráveis (2,7%), bens de capital (1,0%) e semiduráveis e não duráveis (1,0%). Já os bens intermediários recuaram 0,8%.

Juros altos aumentam pressão sobre o setor
Para Azevedo, os resultados reforçam como a indústria segue impactada pelos juros elevados. Ele afirma que a taxa Selic a 15% afeta com intensidade distinta cada segmento, já que alguns dependem mais do crédito, enquanto outros respondem diretamente à renda das famílias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

México avalia aumentar tarifas de importação e Brasil pode ser um dos mais afetados

Brasil entre os principais impactados pelo novo pacote tarifário

A proposta do governo mexicano de elevar tarifas de importação sobre 983 produtos de 19 setores deve atingir de forma significativa as exportações brasileiras. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviado ao governo brasileiro, 232 produtos do Brasil podem ser afetados, representando US$ 1,7 bilhão em vendas ao México em 2024 — cerca de 14,7% do total exportado no ano.

O impacto preocupa porque 67,6% do valor atingido corresponde a bens intermediários, essenciais para a indústria mexicana. A elevação das tarifas sobre esses insumos deve aumentar os custos de produção no México e reduzir a competitividade de exportadores brasileiros dos setores de veículos automotores, químicos, metalurgia, borracha e plásticos.

Brasil aparece como o quinto país mais afetado

De acordo com o levantamento, o Brasil deverá ser o quinto país mais impactado pelo pacote tarifário. A lista é liderada por:

  • China – US$ 34,2 bilhões
  • Coreia do Sul – US$ 5,8 bilhões
  • Índia – US$ 3,1 bilhões
  • Tailândia – US$ 1,8 bilhão
  • Brasil – US$ 1,7 bilhão

Na sequência aparecem Indonésia e Taiwan. Todos esses países compartilham a condição de não possuir preferências tarifárias capazes de protegê-los do aumento.

Já economias com acordos de livre comércio com o México — como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Canadá e Vietnã — ficam isentas do tarifaço.

Política industrial mexicana guia a proposta

O aumento das tarifas faz parte da nova política industrial da presidente Claudia Sheinbaum, o Programa de Protección para las Industrias Estratégicas. A medida, ainda em debate no Congresso mexicano, pode atingir US$ 52 bilhões em importações.

A proposta prevê elevar a tarifa média dos atuais 16,1% para 33,8%, podendo chegar a 50% em alguns códigos tarifários. Segundo a Secretaria de Economia do México, o plano respeita os limites previstos pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e não altera condições de acordos já vigentes. Na prática, porém, o encarecimento das importações deve atingir diretamente setores brasileiros que abastecem o mercado mexicano.

Relação comercial Brasil–México amplia riscos para a indústria

O estudo da CNI alerta para a fragilidade dos instrumentos comerciais entre os dois países. O principal acordo em vigor, o ACE 55, voltado ao setor automotivo, concede livre comércio apenas para veículos e alguns componentes, como itens de borracha, plásticos e máquinas e equipamentos.

Embora o ACE 55 ofereça 100% de preferência tarifária para quase 60% do valor potencialmente afetado — cerca de US$ 1 bilhão — sua abrangência é limitada e insuficiente para proteger outros segmentos da indústria brasileira.

Negociações para modernizar acordos avançam

A discussão sobre o novo pacote tarifário ocorre no momento em que Brasil e México negociam a atualização de seus instrumentos comerciais. Em agosto, a presidente Sheinbaum e o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin firmaram um plano de trabalho para modernizar os acordos existentes e concluir um novo pacto até 2026.

Fonte: Com informações da CNI e órgãos oficiais do México.
Texto: Redação

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Especialista, O ESPECIALISTA

O ESPECIALISTA: DAISE SANTOS

O Portal Único de Comércio Exterior pode gerar uma economia anual de até R$ 52 bilhões para o Brasil, segundo estudo da CNI. Essa transformação digital promete ganhos expressivos de produtividade, redução de custos e maior competitividade internacional.

Os impactos econômicos do Portal Único de Comércio Exterior: uma revolução silenciosa no comércio internacional brasileiro

O comércio exterior brasileiro está passando por uma transformação profunda com a implementação do Portal Único de Comércio Exterior, uma iniciativa que visa integrar, simplificar e digitalizar os processos de importação e exportação no país. Segundo o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os impactos econômicos dessa mudança são significativos e podem reposicionar o Brasil no cenário global.

Eficiência aduaneira e redução de custos

O estudo da CNI estima que o Portal Único pode gerar uma economia de até R$ 52 bilhões por ano para o Brasil. Esse valor é dividido entre R$ 36,6 bilhões em importações e R$ 15,4 bilhões em exportações, refletindo ganhos diretos com a redução de tempo, burocracia e custos operacionais.

A digitalização dos processos permite uma redução de até 90% no tempo de liberação de mercadorias importadas e 25% nas exportações, o que representa um salto de eficiência para empresas que dependem de agilidade logística para competir internacionalmente.

Integração entre órgãos e transparência

O Portal Único conecta mais de 80 órgãos e entidades públicas em um sistema único, transparente e acessível. Essa integração elimina redundâncias, facilita o cumprimento de exigências legais e melhora a previsibilidade das operações. Para o setor produtivo, isso significa menos tempo parado em alfândegas e menos gastos com armazenagem e transporte.

Impacto por modal de transporte

O estudo também detalha os efeitos por tipo de transporte. No modal marítimo, por exemplo, a redução do tempo de comércio é especialmente relevante para setores que dependem de insumos estrangeiros, como a indústria química e de transformação. Já no transporte aéreo, os ganhos são sentidos em segmentos de alto valor agregado, como tecnologia e farmacêuticos.

Competitividade e atração de investimentos

Ao reduzir o chamado “custo Brasil”, o Portal Único torna o país mais atrativo para investimentos estrangeiros. Empresas multinacionais tendem a priorizar mercados com processos aduaneiros eficientes, e o Brasil, historicamente visto como burocrático, começa a mudar essa percepção.

Além disso, a iniciativa está alinhada com os compromissos do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), reforçando a imagem do país como parceiro confiável no comércio internacional.

Conclusão: uma mudança estrutural

Mais do que uma ferramenta tecnológica, o Portal Único representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil se relaciona com o comércio exterior. Os ganhos econômicos projetados pela CNI mostram que a digitalização e a simplificação dos processos não são apenas desejáveis, mas essenciais para o crescimento sustentável da economia brasileira.

Empresas, governos e operadores logísticos devem se preparar para essa nova realidade, aproveitando os benefícios e contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo do sistema.

Para acessar o estudo completo da CNI, visite este link.

Daise Santos é diretora na DS COMEX, empresa especializada em soluções estratégicas para o comércio internacional e colaboradora do ReConecta News. Formada em Comércio Exterior e com MBA em Global Trade, combinando prática sólida com visão estratégica internacional. Com 20 anos de experiência em Comércio Exterior, atuando nas áreas de importação, exportação, órgãos anuentes, Novo Processo de Importação, catálogo de produtos dentre outros. E também participa como vice coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), onde contribui para o fortalecimento e modernização do setor na região.

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Exportação

Tarifaço dos EUA impacta 73,8% das exportações brasileiras, alerta CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos afeta 73,8% das exportações do Brasil, atingindo setores estratégicos como aço, alumínio, celulose e calçados. A entidade articula ações diplomáticas e técnicas para restabelecer a competitividade do país no comércio exterior.

Impacto direto sobre a indústria nacional

Segundo levantamento da CNI, o chamado “tarifaço” atinge 6.033 produtos brasileiros atualmente sujeitos a tarifas adicionais. Apesar da recente ampliação da lista de exceções, com 39 novos produtos isentos — entre eles minerais críticos, metais preciosos e químicos industriais — o impacto sobre a indústria ainda é expressivo.

Alban reforça que a estratégia da CNI é manter o diálogo e evitar medidas de retaliação, preservando o ambiente de confiança entre os países. “Nosso objetivo é restabelecer previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, corrigindo distorções que afetam a indústria e o emprego”, explicou.

Missão a Washington e novas oportunidades

Durante missão liderada pela CNI em Washington, Alban destacou avanços no diálogo com interlocutores estratégicos e a abertura de oportunidades de cooperação em áreas como data centers, combustível sustentável de aviação (SAF) e minerais críticos. “Esses segmentos têm potencial real de gerar negócios de interesse mútuo e contribuir para a redução das tarifas”, pontuou.

O dirigente avalia que a retomada do diálogo direto entre os presidentes Lula e Donald Trump pode marcar uma nova fase nas relações bilaterais, baseada em cooperação, pragmatismo e resultados concretos.

Perspectivas e desafios internos

Além das questões comerciais, Alban destacou a necessidade de o Brasil enfrentar entraves internos que prejudicam a competitividade industrial, como a alta carga tributária e o custo da energia elétrica.
Ele criticou propostas de aumento de impostos, como a elevação do IOF, e elogiou a decisão do Congresso Nacional de barrar a Medida Provisória 1.303/2025, que, segundo ele, elevaria preços e prejudicaria o setor produtivo.

“O setor não pode ser penalizado com novas taxações. É urgente avançar na Reforma Tributária, criando um sistema simplificado e previsível, como o IVA, que trará mais racionalidade fiscal”, afirmou.

Energia e competitividade

A CNI também propõe mudanças estruturais para conter os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve ultrapassar R$ 49 bilhões em 2025 e pode chegar a R$ 60 bilhões em 2026.
Para Alban, o Brasil precisa “trazer disciplina de gastos à CDE” e limitar despesas para reduzir o preço da energia, considerada uma das mais caras do mundo.

“Temos uma matriz energética limpa e barata, mas pagamos uma das tarifas mais altas. É hora de corrigir essa distorção estrutural”, concluiu.

FONTE: Tribuna da Bahia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

EUA iniciam diálogo com empresas afetadas por tarifas contra o Brasil

O governo dos Estados Unidos deu um novo passo nas negociações sobre as tarifas impostas ao Brasil pelo presidente Donald Trump e iniciou uma série de reuniões com empresas americanas afetadas pelas sobretaxas. As taxas, que chegam a 40%, foram aplicadas com base em motivações políticas, entre elas o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com fontes ligadas ao governo americano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) determinou que todas as empresas interessadas sejam ouvidas diretamente pelo órgão e pelo Departamento de Estado. A medida foi tomada após o encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio, realizado há duas semanas. A reunião foi vista por ambas as partes como o início efetivo das negociações tarifárias entre Brasil e EUA.

Reuniões indicam avanço nas tratativas

Segundo membros da comitiva americana, o clima após o diálogo entre Lula e Trump, ocorrido na Malásia, foi positivo, com sinais de boa disposição para um acordo comercial.

O USTR já havia conduzido audiências com empresas dentro de uma investigação baseada na Seção 301, legislação americana de 1974 que permite a aplicação de medidas tarifárias e não tarifárias contra países considerados prejudiciais ao comércio dos EUA — como China e União Europeia, que já foram alvos anteriormente.

Desta vez, porém, o processo de escuta não estaria formalmente vinculado à Seção 301. O objetivo seria identificar as demandas das empresas americanas e incorporá-las às negociações com o Brasil, sinalizando uma intenção real de avançar nas discussões sobre as tarifas.

USTR assume protagonismo técnico nas negociações

Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, o movimento do USTR demonstra uma abertura para diálogo técnico. “O USTR está se reunindo com as empresas que pediram para falar sobre o Brasil, para ver se elas têm elementos para colocar na mesa de negociações”, afirmou.

O superintendente de relações internacionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Federico Lamego, avalia que o protagonismo do USTR é um sinal positivo. “Estamos com grande expectativa de que haja um bom desfecho, com possibilidade de suspensão temporária das tarifas de 50%. O fato de o USTR liderar as negociações indica que o processo tende a seguir um caminho técnico”, declarou.

A CNI defende ainda que o acordo com os EUA seja mais abrangente, indo além da questão tarifária. A entidade propõe incluir compromissos de investimentos de empresas brasileiras nos EUA, compras governamentais e parcerias estratégicas em áreas como minerais críticos, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e data centers. Um documento com essas sugestões está sendo preparado para ser entregue ao governo americano.

Setores brasileiros buscam espaço nas negociações

Enquanto isso, setores diretamente afetados pelas tarifas também se movimentam. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informou que busca incluir o café na solicitação de suspensão das tarifas por 90 dias. Caso a medida não avance, o setor pretende garantir que o produto entre na lista de isenções assinada por Trump em 5 de setembro.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) destacou, em nota, que as negociações são fundamentais para preservar a competitividade da carne brasileira e garantir previsibilidade aos exportadores.

“O encontro entre Lula e Trump reforça a importância do diálogo para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e demonstra a disposição de ambos os governos em avançar nas discussões sobre as tarifas atualmente em vigor”, afirmou a entidade.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brendan SMIALOWSKI/AFP

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Eventos

Curso sobre o Novo Processo de Importação destaca transformações no Comércio Exterior brasileiro

 O especialista Tiago Barbosa conduziu um dia de aprendizado prático sobre o Portal Único de Comércio Exterior,  e as mudanças estruturais que estão modernizando o setor.

Despachantes Aduaneiros e profissionais de áreas afins, tiveram um dia inteiro de atualização e treinamento sobre o Novo Processo de Importação com foco nas mudanças operacionais, na integração de sistemas e na adaptação das rotinas profissionais às novas exigências. A imersão, realizada no último sábado (25), foi conduzida por Tiago Barbosa, que até pouco tempo esteve à frente da gerência do Portal Único do Comércio Exterior. O treinamento foi organizado pelo Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina (SDA)

Segundo o presidente do SDA, Flavio Demetrio da Silva, destacou que a realização do curso reflete o compromisso da entidade em estar próxima de seus associados neste momento de mudanças significativas no setor. “O que nos motivou é a nossa intenção, como entidade de classe, de estar ao lado dos nossos associados, dando todo o suporte, especialmente agora, nesse período de transição dos sistemas da Receita Federal e dos órgãos anuentes. Temos nos preparado dessa forma, participando de diversas ações junto à federação e à Receita, e repassando esse conhecimento aos nossos associados”, afirmou.

Um especialista com experiência global

Tiago Barbosa possui uma trajetória sólida e reconhecida na área. Servidor licenciado da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atuou como Gerente do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex), e Coordenador-Geral de Facilitação do Comércio. Com mais de 15 anos de experiência no setor público, também já desenvolveu projetos junto ao FMI, à ONU e atualmente é consultor do BID em Comércio e Investimentos.

Durante o curso, Tiago apresentou as mudanças trazidas pelo Novo Processo de Importação (NPI), e destacou a importância da integração de sistemas e da adaptação dos processos internos nas empresas que atuam no setor.

Depoimentos: aprendizado prático e visão de futuro

A advogada e sócia da Costa & Bonete Advogadas Associadas, Larissa Gonçalves Costa, participante do curso, destacou o caráter prático e a clareza das explicações. “Mesmo vindo da área jurídica, busco sempre integrar o jurídico à rotina do Despachante Aduaneiro, porque agrega tanto para o cliente quanto para o profissional. Tiago mostrou desde o método de criação até os objetivos do Portal Único, trazendo para a prática de forma muito eficiente. Consegui internalizar a operacionalidade do sistema com clareza.”

Para o gerente de Comércio Exterior da Mundial Comex, Alceu Roberto Braga Júnior, o aprendizado foi essencial para compreender a fundo o novo modelo. “Foi muito proveitoso para ver na prática sobre o novo processo de importação. Fomos além do catálogo — entendemos de onde veio, como funciona e qual o futuro. É uma ação muito válida e necessária.”

Em entrevista à CEO do ReConecta News, Renata Palmeira, Tiago Barbosa reforçou o papel do Despachante Aduaneiro na nova era do Comércio Exterior. “O papel do despachante vem evoluindo ao longo dos anos. Hoje, ele é o especialista capaz de encontrar a operação mais eficiente e com menor custo para cada cliente. As automações do Siscomex trazem celeridade, mas o conhecimento técnico e estratégico continua sendo papel do especialista.”

Uma revolução silenciosa no comércio internacional brasileiro

As discussões durante o curso reforçaram o peso econômico e estratégico do Portal Único de Comércio Exterior. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a digitalização dos processos pode gerar uma economia anual de até R$ 52 bilhões para o Brasil — sendo R$ 36,6 bilhões em importações e R$ 15,4 bilhões em exportações.

A iniciativa reduz em até 90% o tempo de liberação de mercadorias importadas e 25% nas exportações, integrando mais de 80 órgãos públicos em um sistema único e transparente. Essa transformação eleva a competitividade internacional, atrai investimentos e diminui o chamado “custo Brasil”.

O impacto é sentido em todos os modais. No transporte marítimo, beneficia indústrias dependentes de insumos estrangeiros; já no modal aéreo, traz agilidade a setores de alto valor agregado, como tecnologia e farmacêuticos.

Preparar-se é essencial

Para os profissionais do setor, compreender o Novo Processo de Importação é mais do que uma atualização — é uma necessidade estratégica. O Portal Único representa uma mudança estrutural na relação do Brasil com o Comércio Exterior, tornando o país mais moderno, previsível e competitivo no cenário global.

O ReConecta esteve presente e reforça seu compromisso em promover e apoio iniciativas que tragam conhecimento, networking e capacitação, conectando profissionais às transformações que moldam o futuro do comércio internacional.

Após o sucesso da edição em Curitiba, o mesmo curso “Novo Processo de Importação” será realizado em Itajaí (SC) no dia 29 de novembro. A capacitação é uma iniciativa conjunta do SDA – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina com o Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), reforçando o compromisso das entidades em promover atualização técnica e integração entre os profissionais do setor.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO


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Comércio Exterior

Taxa das blusinhas faz 38% dos consumidores desistirem de compras internacionais, aponta pesquisa da CNI

A chamada “taxa das blusinhas” já impacta diretamente o comportamento dos consumidores brasileiros. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta segunda-feira (27), 38% dos consumidores deixaram de comprar em sites internacionais após a cobrança do imposto de importação.

Brasileiros buscam alternativas nacionais

Entre os entrevistados que realizaram compras internacionais nos últimos 12 meses, 32% afirmaram ter buscado produtos semelhantes no mercado nacional para evitar a nova taxação. A medida, que voltou a incidir sobre compras de até US$ 50, foi defendida pelo setor industrial como uma forma de equilibrar a competição entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Para o superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra, o retorno do tributo é um passo importante para garantir justiça e competitividade à indústria nacional.

“A implementação do Imposto de Importação é o início de um processo que busca trazer mais equilíbrio ao mercado. Ainda assim, o patamar atual está abaixo do necessário, já que outros países possuem carga tributária bem menor”, afirmou.

Entenda a “taxa das blusinhas”

O imposto de importação (II), de 20% sobre compras internacionais até US$ 50, foi reestabelecido em 2024 após forte pressão do varejo nacional. A cobrança foi retomada para garantir concorrência justa entre os vendedores estrangeiros e as lojas brasileiras.

Até então, as remessas estavam isentas desde 2023 por meio do Programa Remessa Conforme, criado pela Receita Federal. Desde 1º de agosto de 2024, todas as compras internacionais passaram a pagar tributos federal (20%) e estadual (ICMS entre 17% e 20%).

Frete e prazos também influenciam desistências

Além dos impostos, o frete internacional e o prazo de entrega são fatores decisivos para a desistência de compra. O estudo mostra que 45% dos entrevistados cancelaram pedidos ao descobrir o valor do frete, um aumento de cinco pontos percentuais em comparação à pesquisa de maio de 2024.

32% desistiram por causa do tempo de entrega, percentual próximo ao do levantamento anterior (34%).

Segundo Guerra, essa mudança de comportamento demonstra uma maior racionalidade do consumidor brasileiro.

“A ‘taxa das blusinhas’ fez o consumidor refletir mais sobre o real custo-benefício das compras internacionais, algo que antes era ofuscado pela diferença de preços”, explicou.

Impactos na indústria e no consumo

A nova tributação sobre compras internacionais deve fortalecer o varejo nacional e favorecer a indústria brasileira, que enfrentava desvantagem competitiva frente aos marketplaces estrangeiros. A expectativa é de que o mercado interno volte a se beneficiar da mudança, com estímulo à produção e à geração de empregos.

FONTE: Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: FG Trade/Getty Images

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