Tecnologia

Geely EX5 EM-i chega ao Brasil e estreia nova fase dos SUVs híbridos plug-in

A Geely trouxe ao Brasil as primeiras unidades do EX5 EM-i, seu novo SUV híbrido plug-in. Os veículos desembarcaram no Porto de Paranaguá antes do início oficial das vendas no país.

Apresentado ao público durante o Salão do Automóvel de São Paulo 2025, o modelo marca a entrada da montadora em um segmento mais tecnológico e de maior valor agregado no mercado brasileiro.

SUV híbrido reforça estratégia de eletrificação

O EX5 EM-i inaugura uma nova etapa da Geely no Brasil, ampliando o portfólio da marca com foco em mobilidade eletrificada. O modelo combina motor elétrico e combustão, atendendo consumidores que buscam eficiência energética sem abrir mão de autonomia em longas distâncias.

Os híbridos plug-in vêm ganhando espaço no país por oferecerem flexibilidade no uso urbano e rodoviário, além de menor impacto ambiental.

Plataforma global prioriza eficiência e espaço

O utilitário esportivo é construído sobre a arquitetura GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida para veículos de baixas emissões e emissões zero.

Segundo a fabricante, a base tecnológica prioriza:

  • Melhor aproveitamento do espaço interno
  • Maior integridade estrutural
  • Eficiência no consumo energético

A proposta também inclui uma experiência de condução mais refinada, embora detalhes técnicos como potência, autonomia elétrica e capacidade da bateria ainda não tenham sido divulgados para o mercado brasileiro.

Produção nacional começa no Paraná

Inicialmente importado, o EX5 EM-i terá produção local a partir do segundo semestre de 2026 no Complexo Industrial Ayrton Senna.

A nacionalização da montagem deve trazer ganhos logísticos, ampliar a oferta e fortalecer o pós-venda, além de consolidar a presença da marca no país.

Expansão das marcas chinesas no Brasil

A chegada do novo SUV ocorre em um momento de crescimento das montadoras chinesas no Brasil, com investimentos em tecnologia automotiva e eletrificação.

Com o EX5 EM-i, a Geely busca se posicionar de forma mais competitiva em um segmento que combina inovação, sustentabilidade e demanda crescente.

Até o momento, a empresa não informou preços nem a data oficial de lançamento, mas confirmou que a estreia comercial ocorrerá em breve.

FONTE: iG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Tecnologia

Veículos eletrificados no Brasil podem chegar a 300 mil vendas em 2026

O mercado brasileiro de veículos eletrificados iniciou 2026 com forte crescimento e pode encerrar o ano próximo de um novo recorde histórico. A projeção oficial da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) aponta para mais de 280 mil emplacamentos ao longo do ano, mas o ritmo atual de vendas indica que o volume pode se aproximar da marca de 300 mil unidades.

Os números mais recentes reforçam essa tendência de expansão do setor de carros elétricos e híbridos no Brasil.

Emplacamentos crescem quase 92% em fevereiro

Em fevereiro de 2026, foram registrados 24.885 veículos eletrificados leves emplacados no país. O volume representa crescimento de 92% em comparação com fevereiro de 2025, quando foram comercializadas 12.988 unidades.

Na comparação com janeiro deste ano, quando o mercado havia registrado 23.706 emplacamentos, o avanço foi de cerca de 5%.

Com esse desempenho, os veículos elétricos e híbridos passaram a representar 14% das vendas totais de veículos leves no Brasil em fevereiro. No mesmo período do ano anterior, essa participação era de apenas 7%.

Nos últimos meses, o avanço do setor tem sido constante. O market share dos eletrificados atingiu 9% em novembro de 2025, subiu para 13% em dezembro, chegou a 15% em janeiro de 2026 e ficou em 14% em fevereiro.

Mercado quase dobra no primeiro bimestre

No acumulado de janeiro e fevereiro, o país registrou 48.591 veículos eletrificados vendidos, praticamente o dobro do volume observado no mesmo período de 2025, quando foram comercializadas 25.544 unidades.

O resultado reforça a expectativa de que 2026 se torne o melhor ano da história da eletromobilidade no Brasil.

Segundo o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, os números refletem uma mudança estrutural no setor automotivo, com a eletrificação ganhando espaço nas escolhas dos consumidores brasileiros.

Elétricos puros e híbridos flex lideram crescimento

Entre as diferentes tecnologias disponíveis, os veículos totalmente elétricos (BEV) e os híbridos flex não plug-in (HEV flex) apresentaram os maiores avanços recentes.

Em fevereiro, os modelos 100% elétricos responderam por 35% das vendas de eletrificados, com 8.703 unidades comercializadas. Em janeiro, esse número havia sido de 8.250 veículos.

Os híbridos flex também registraram aumento nas vendas. Foram 3.960 unidades em fevereiro, alta de 15% em relação às 3.457 registradas no mês anterior.

Incentivos fiscais ajudam a impulsionar o setor

Parte do crescimento do mercado de carros eletrificados está relacionada aos incentivos fiscais oferecidos por alguns estados brasileiros.

Programas de benefícios tributários em regiões como São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul têm ajudado a reduzir o custo de aquisição e de uso desses veículos, aumentando a competitividade frente aos modelos movidos apenas a combustão.

Montadoras ampliam presença e produção no país

Outro fator que pode acelerar as vendas em 2026 é a nova onda de lançamentos prevista para o mercado nacional.

Montadoras chinesas seguem ampliando rapidamente sua presença no Brasil, enquanto fabricantes tradicionais intensificam a estratégia de eletrificação de suas linhas de veículos.

Ao mesmo tempo, a indústria começa a estruturar uma base produtiva local de veículos eletrificados. A BYD iniciou a montagem de modelos em sua fábrica de Camaçari, na Bahia, enquanto a GWM já produz veículos híbridos na planta de Iracemápolis, em São Paulo, desde o ano passado.

A BYD estabeleceu uma meta ambiciosa de 250 mil veículos vendidos no Brasil em 2026, volume que, sozinho, se aproxima da projeção total da ABVE para o mercado nacional.

Já a GWM confirmou planos de expansão industrial com a construção de uma segunda fábrica no Espírito Santo, prevista para entrar em operação a partir de 2027. A Geely também anunciou que pretende iniciar produção local nos próximos meses.

Mercado pode atingir marca histórica

Se o ritmo observado no início de 2026 continuar ao longo do ano, o mercado brasileiro poderá superar com folga o recorde de 224 mil veículos eletrificados vendidos em 2025 e se aproximar da marca simbólica de 300 mil unidades.

O cenário indica que a eletrificação da frota tende a se consolidar como o segmento mais dinâmico da indústria automotiva brasileira. Isso não significa necessariamente crescimento proporcional do mercado total de veículos, já que os eletrificados devem substituir gradualmente os modelos movidos exclusivamente a combustão.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Inside EVs

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Investimento

Gigantes chinesas ampliam investimentos no Brasil e consolidam estratégia de longo prazo

As gigantes chinesas intensificaram sua presença no Brasil com uma estratégia que vai além da simples exportação de produtos. O movimento envolve instalação de fábricas, expansão no mercado de carros elétricos, avanço em aplicativos de mobilidade e entregas e fortalecimento em energia e infraestrutura. A meta é clara: operar localmente, ganhar escala e garantir influência econômica duradoura nas próximas décadas.

O país passou a ser tratado como base estratégica de operações contínuas, conectando indústria, serviços digitais e geração de energia em um mesmo plano de expansão.

Produção local substitui modelo baseado em importação

A mudança mais evidente ocorre na indústria automotiva. Em 2022, a chinesa BYD ampliou seus compromissos com o mercado brasileiro. Quatro anos depois, reforçou a estratégia ao lançar no país a marca de luxo Denza.

A instalação de uma fábrica em Camaçari (BA), em área que pertencia à Ford, simboliza essa nova fase. A lógica deixou de ser apenas vender veículos importados e passou a incluir produção local, com estrutura própria e foco em permanência.

A GWM adotou caminho semelhante ao assumir uma planta industrial anteriormente ligada à Mercedes-Benz. O uso de instalações já existentes reduz custos, acelera a adaptação logística e permite testar o mercado de forma mais ágil. Quando montadoras desse porte investem em produção nacional, o sinal é de compromisso de longo prazo.

Mobilidade elétrica vira vitrine tecnológica

A mobilidade elétrica tornou-se o principal cartão de visitas dessa nova etapa. Nos últimos anos, o segmento concentrou atenção de consumidores, investidores e da indústria tradicional. Eventos como o Salão do Automóvel de São Paulo serviram de palco para a apresentação de novos modelos e planos de expansão.

Além dos veículos de entrada, o segmento premium ganhou espaço. A aposta em marcas de alto padrão mostra que a estratégia não se limita à transição energética popular, mas inclui disputa por reputação, margens mais altas e fidelização de clientes.

A combinação entre volume de vendas e posicionamento de valor ajuda a explicar por que o Brasil se tornou prioridade no planejamento dessas companhias.

Plataformas digitais ampliam disputa pelo consumidor

O avanço chinês também se estende aos serviços digitais. A DiDi, que opera no Brasil por meio da marca 99, ampliou a concorrência no setor de mobilidade urbana. A presença diária nos deslocamentos urbanos fortalece a coleta de dados, a inteligência de mercado e a escala operacional.

Outra frente é a chegada da plataforma de entregas Keeta, que intensifica a disputa no setor de delivery. Aplicativos de transporte e entrega funcionam como infraestrutura invisível do comércio digital, conectando logística, pagamentos e comportamento de consumo.

Ao expandir simultaneamente indústria e plataformas digitais, as empresas constroem ecossistemas integrados, ampliando sua influência no mercado interno.

Energia e infraestrutura sustentam a expansão

Na área de geração e transmissão de energia, a presença chinesa já é consolidada. A China Three Gorges (CTG) atua no Brasil há mais de uma década e trata o país como prioridade estratégica.

A energia é a base que sustenta os demais setores. Sem rede robusta e previsibilidade regulatória, a expansão industrial perde fôlego. Por isso, o investimento em infraestrutura elétrica caminha em paralelo ao crescimento na indústria automotiva e nos serviços digitais.

A lógica é complementar: infraestrutura garante estabilidade, indústria gera escala e plataformas digitais asseguram recorrência de consumo.

Brasil é visto como mercado de expansão contínua

Executivos do setor apontam que a estratégia chinesa trabalha com horizontes de longo prazo. O Brasil é percebido como um mercado com potencial de crescimento gradual nas próximas décadas, impulsionado pela expansão do consumo interno.

Segundo essa visão, uma parcela significativa da população ainda pode ser incorporada ao mercado consumidor pleno, o que abre espaço para novos ciclos de investimento.

Os aportes são classificados como bilionários porque se distribuem entre diferentes frentes — indústria automotiva, energia, infraestrutura, telecomunicações e serviços digitais. Ao diversificar áreas de atuação, as companhias reduzem riscos e ampliam sua resiliência no país.

O resultado é uma mudança estrutural na relação econômica: menos dependência de exportações e mais enraizamento produtivo e institucional no Brasil.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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