Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Geely lança navio para 7.000 carros e mira portos brasileiros

A Geely, uma das principais montadoras da China, apresentou seu mais recente navio Ro-Ro, o Jisu Glory, projetado para exportação de veículos. Com capacidade para transportar até 7.000 carros por viagem, a embarcação já iniciou sua primeira rota internacional, reforçando a estratégia da empresa de assumir o controle total da sua cadeia logística global.

Estrutura e tecnologia avançada

O Jisu Glory é o segundo navio Ro-Ro construído pela própria Geely e também o maior já desenvolvido pela montadora. Com 12 conveses, a distribuição dos veículos é feita de forma estratégica, garantindo segurança e eficiência no transporte. A embarcação mede 200 metros de comprimento por 38 metros de largura e possui sistemas de ventilação e proteção especiais para carros elétricos e movidos a hidrogênio, refletindo a aposta da empresa em tecnologias sustentáveis.

Sustentabilidade: navio movido a GNL

No aspecto ambiental, o navio é alimentado por gás natural liquefeito (GNL), combustível que reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio e enxofre, tornando o transporte marítimo mais ecologicamente responsável.

Expansão das exportações e chegada ao Brasil

O lançamento do Jisu Glory ocorre em meio a um crescimento histórico nas exportações da Geely. Apenas no primeiro semestre de 2025, a empresa enviou mais de 184 mil veículos para destinos como Brasil, Austrália e Europa.

Não será surpresa ver o navio atracando em portos brasileiros nos próximos meses, já que a Geely comercializa no país o SUV EX5 e planeja trazer em breve o EX2, modelo mais vendido na China.

Rotas internacionais e submarcas

Antes de chegar ao Brasil, o Jisu Glory seguirá para a Europa, transportando veículos da Geely e de suas submarcas Lotus, Smart, Farizon e Zeekr — esta última com presença já confirmada no mercado brasileiro. O navio será utilizado em rotas globais, conectando diferentes bases da montadora ao redor do mundo.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Geely/Divulgação

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Negócios

BYD perde US$ 45 bilhões em valor de mercado com suspeita de dívida oculta

Relatório aponta endividamento muito acima do divulgado

A montadora chinesa BYD, líder global em vendas de carros elétricos, viu seu valor de mercado despencar em US$ 45 bilhões após suspeitas de que estaria ocultando dívidas bilionárias. A denúncia partiu da consultoria GMT Research, de Hong Kong, em relatório divulgado pela Bloomberg.

Segundo a análise, a dívida líquida real da BYD seria próxima de 323 bilhões de yuans (US$ 44,1 bilhões) em 30 de junho — bem acima do que aparece oficialmente em seus balanços financeiros.

“Dívida oculta” em financiamentos a fornecedores

De acordo com a GMT, o descompasso se deve ao uso do chamado financiamento da cadeia de suprimentos, prática que permite à empresa atrasar pagamentos a fornecedores por longos períodos.
“Independentemente da forma como é estruturado, isso é claramente uma forma de financiamento, ou uma dívida oculta”, afirmou o analista Nigel Stevenson, da GMT Research.

Em 2023, a BYD demorou em média 275 dias para quitar seus compromissos com parceiros, contra prazos bem menores fora da China — entre 45 e 90 dias. A rival Tesla, por exemplo, declara pagar fornecedores em até 90 dias.

Saltos nos passivos levantam dúvidas

Outro ponto de alerta está no crescimento acelerado da categoria “outros passivos” nos balanços da BYD: de 41,3 bilhões de yuans em 2021 para 165 bilhões em 2023. A GMT sugere que parte desse valor esteja ligada ao Dilink, sistema criado pela montadora em 2021 e que já emitiu 400 bilhões de yuans (US$ 56 bilhões) em notas para fornecedores administrarem recebíveis.

O uso do Dilink chamou atenção das bolsas chinesas, que pediram esclarecimentos a empresas fornecedoras. Algumas delas alegaram não ver risco de calote, já que os títulos receberam classificação AAA.

Risco para investidores

Apesar disso, analistas alertam para a falta de transparência sobre os reais compromissos da companhia.
“O risco é você não ter ideia de quais são os termos, quão rápido os fundos podem ser retirados ou a quem exatamente esses valores são devidos”, destacou Stevenson.

FONTE: BNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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Comércio

BYD foca em internacionalização e espera exportar 20% das vendas globais em 2025

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD estima que as exportações respondam por aproximadamente 20% de suas vendas globais em 2025, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos, segundo o South China Morning Post nesta segunda-feira (29).

Expectativa de entregas internacionais

De acordo com o jornal, a empresa prevê entre 800 mil e 1 milhão de veículos vendidos fora da China continental no próximo ano, dentro de um total projetado de 4,6 milhões de unidades. A informação foi confirmada por Li Yunfei, gerente-geral de branding e relações públicas da BYD.

Ajuste na meta global de vendas

A projeção reforça reportagem da Reuters, divulgada no início do mês, que apontou redução de até 16% na meta de vendas da BYD para 2025. A revisão reflete o crescimento anual mais lento em cinco anos e sinais de que a fase de expansão acelerada da empresa pode estar se estabilizando.

Internacionalização como estratégia de crescimento

Li Yunfei destacou que “as entregas internacionais terão uma contribuição maior nos próximos anos”, citando que a frota própria de navios porta-carros da BYD tem impulsionado o aumento das exportações.

Em 2024, as vendas fora da China representaram menos de 10% das 4,26 milhões de unidades entregues pela fabricante, segundo o SCMP. A mudança estratégica evidencia o foco crescente da BYD na internacionalização, em meio à intensificação da concorrência no mercado interno chinês de veículos elétricos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Claudia Greco

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Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comércio, Tecnologia

Leapmotor C10 e B10: SUVs elétricos começam a desembarcar no Brasil

Dupla da chinesa parceira da Stellantis chega ao país para a estreia nas próximas semanas

A Leapmotor acelera o passo para entrar no mercado brasileiro. A marca chinesa, que tem joint venture com a Stellantis, iniciou a importação das primeiras unidades de seus veículos elétricos para o país. O início das vendas está previsto para ainda em 2025, com a chegada dos modelos eletrificados C10 e B10, que serão oferecidos por meio de uma rede de concessionárias nas principais cidades brasileiras.

Segundo Fernando Varela, vice-presidente da Leapmotor para a América do Sul, a operação contou com o apoio da Stellantis e marca uma etapa importante do projeto de implantação da marca no Brasil. Recentemente, a empresa anunciou a nomeação dos primeiros concessionários autorizados.

O processo de importação também adotou um sistema chamado “importação sobre águas”. Nesse método, toda a parte burocrática e legal é concluída antes mesmo de o navio atracar no porto de Santos (SP), o que agiliza o desembarque. Neste primeiro lote, foram trazidas diferentes versões do SUV C10, que será lançado junto ao B10 no mercado brasileiro. 

Anteriormente, a Leapmotor havia confirmado que o C10 seria vendido no Brasil em versões elétricas BEV (bateria) e REEV (extensor de alcance), sendo o primeiro desse tipo com comercialização mais ampla em nosso mercado vindo de uma marca chinesa. 

Outra novidade interessante desse comunicado é a chegada do B10, um SUV elétrico menor, com porte de Jeep Compass, que havia sido confirmado para o nosso mercado, mas com lançamento posterior ao do C10. Essa mudança mostra uma aceleração do cronograma da marca chinesa, visto a grande quantidade de lançamentos que estão chegando em nosso mercado de marcas como Omoda e Jaecoo, GAC e Geely. 

Recorde de vendas na China

A chegada ao Brasil ocorre em meio a um momento de forte crescimento da Leapmotor. Em julho de 2025, a empresa registrou seu melhor mês de vendas, com 50.129 unidades entregues globalmente, um aumento de 126% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse resultado, a Leapmotor se consolidou como líder entre as startups chinesas de veículos elétricos.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, a marca superou 220 mil unidades vendidas na China. Já em 2024, o volume total foi de quase 294 mil veículos.

Entre as soluções que serão oferecidas no Brasil, está a motorização REEV (Range Extended Electric Vehicle), que combina tração elétrica com um motor a combustão auxiliar, aumentando a autonomia e reduzindo a dependência de infraestrutura de recarga — uma proposta alinhada às condições atuais do mercado nacional, segundo a Leapmotor. 

Fonte: InsideEVs Global

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Tecnologia

Baterias usadas de carros elétricos viram fonte de energia para IA

Redwood Materials cria microrredes solares com baterias para abastecer data centers de Inteligência Artificial
Baterias que um dia equiparam carros elétricos estão sendo reaproveitadas em um cenário bem diferente: o abastecimento energético de centros de dados voltados à Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é da Redwood Materials, uma das principais empresas americanas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de baterias.

A companhia inaugurou recentemente uma nova divisão chamada Redwood Energy, voltada à construção de microrredes movidas a energia solar e compostas por baterias de veículos elétricos que ainda mantêm parte significativa de sua capacidade original. Em vez de seguir diretamente para a reciclagem, essas baterias são testadas e reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia para uso comercial.

O primeiro projeto da nova unidade foi instalado em Nevada, em um parque industrial próximo a Reno, e fornece energia para uma instalação da empresa Crusoe, que atua com mineração de criptomoedas e, mais recentemente, com data centers especializados em IA. A microrrede é abastecida por painéis solares e conta com capacidade de 64 megawatts-hora — suficiente para atender operações intensivas em computação com mínima dependência da rede elétrica convencional.

Segundo a Redwood, esse modelo oferece diversas vantagens. Além de evitar o descarte prematuro de baterias, as microrredes podem ser instaladas com rapidez, ajudam a reduzir as emissões de carbono e oferecem uma solução mais barata do que sistemas que utilizam baterias novas. A ideia é expandir o conceito para outros polos tecnológicos dos EUA, como Texas e Virgínia, regiões onde o número de data centers tem crescido em ritmo acelerado.

A empresa estima que mais de 100 mil veículos elétricos sairão de circulação este ano nos EUA, o que representa um volume expressivo de baterias potencialmente reaproveitáveis. A Redwood já tem material suficiente para criar microrredes com capacidade de 1 gigawatt-hora e trabalha no desenvolvimento de sistemas ainda maiores.

A demanda por energia no setor de tecnologia, especialmente com o avanço da IA, deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. Um relatório da Agência Internacional de Energia prevê que o consumo dos data centers pode dobrar até 2030. Nesse cenário, soluções de armazenamento acessíveis e baseadas em energia limpa ganham relevância estratégica.

Para a Redwood, o projeto marca não apenas uma diversificação de sua atuação, mas também uma visão de longo prazo sobre a circularidade na eletromobilidade. Ao estender a vida útil das baterias em aplicações estacionárias, a empresa ajuda a fechar o ciclo da mobilidade elétrica e contribui para uma infraestrutura digital menos dependente de combustíveis fósseis.

Fonte: MIT

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Exportação, Internacional

China restringe exportação de tecnologia de baterias para carros elétricos

Governo chinês exige licença para exportar tecnologia de materiais catódicos usados em baterias de elétricos

A China anunciou, nesta terça-feira (15), uma nova rodada de restrições à exportação de tecnologias estratégicas ligadas à produção de baterias para veículos elétricos. Entre os itens agora incluídos na lista de controle do Ministério do Comércio estão as tecnologias de preparo de materiais catódicos como o fosfato de ferro e lítio (LFP) e o fosfato de ferro manganês-lítio (LMFP), amplamente utilizados em baterias de íon-lítio.

Com a atualização, qualquer exportação dessas tecnologias passa a requerer uma licença específica do governo chinês. A justificativa oficial é equilibrar desenvolvimento e segurança, impedindo que métodos considerados sensíveis sejam transferidos sem controle para o exterior.

“A tecnologia de preparação de materiais catódicos está sendo cada vez mais aplicada em áreas sensíveis. Incluir essas tecnologias na categoria de exportação restrita ajudará a promover o uso seguro e sustentável”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio.

Galeria: CATL – Salão de Munique 2023

A medida afeta diretamente empresas envolvidas na cadeia de suprimentos global de baterias, incluindo fabricantes de células, sistemas de armazenamento e montadoras. Embora a exportação não esteja completamente proibida, a exigência de autorização prévia pode dificultar o acesso a essas tecnologias por empresas estrangeiras.

Além dos materiais catódicos, a revisão do catálogo chinês também ampliou o controle sobre processos metalúrgicos não ferrosos, como a extração de lítio de salmouras e espodumena, preparação de carbonato e hidróxido de lítio, além da produção de metais como lítio metálico e gálio.

A nova restrição ocorre em meio ao protagonismo da China no mercado global de baterias. Empresas como CATL e BYD lideram a produção de células LFP, que vêm ganhando espaço não apenas no mercado chinês, mas também em modelos de entrada na Europa e nos Estados Unidos.

Originalmente menos valorizadas em mercados ocidentais devido à menor densidade energética em comparação com as células NMC (níquel-manganês-cobalto), as baterias LFP evoluíram significativamente nos últimos anos. Novas gerações oferecem recargas mais rápidas e maior durabilidade, tornando-se atraentes para veículos acessíveis e para uso em frotas e serviços de mobilidade.

Mesmo quando produzidas fora da China, muitas células LFP ainda dependem de tecnologias e insumos desenvolvidos por empresas chinesas, especialmente nos estágios de preparo de cátodos e seus precursores.

Impacto global e tensões geopolíticas

A inclusão das tecnologias de baterias no catálogo restritivo também tem implicações geopolíticas. Os Estados Unidos e a União Europeia já demonstraram preocupação com a alta dependência de insumos críticos e tecnologias industriais provenientes da China. A medida reforça o movimento chinês de proteger setores estratégicos diante de disputas comerciais e tecnológicas. 

Vale lembrar que a China já havia imposto controles rigorosos à exportação de elementos de terras raras e, mesmo após suspender proibições absolutas, manteve dificuldades práticas no processo de concessão de licenças, com casos de autorizações revogadas por motivos formais.

A mudança indica que Pequim está disposta a usar seu domínio na cadeia de suprimentos de baterias como ferramenta estratégica. Para o setor automotivo global, especialmente fabricantes de veículos elétricos e seus fornecedores, o recado é claro: depender da China em etapas críticas da tecnologia pode se tornará cada vez mais arriscado.

Fonte: Inside EVs

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Importação, Tecnologia

Imposto de importação para carros elétricos e híbridos muda em julho; entenda

Nova alíquota de imposto de importação passou valer desde o início do mês

Híbridos, híbridos plug-in e elétricos importados podem ficar mais caros no Brasil. Isso se deve ao fato do aumento dos impostos de importação para esses veículos, num movimento do governo para tentar acelerar a produção nacional de veículos eletrificados. A mudança na alíquota passou a valer desde ontem, 1º de julho.  

Até o momento, Toyota, BMW, Caoa Chery e Fiat (essas duas últimas com híbridos-leves, os MHEV) são as únicas marcas que investem na produção de híbridos nacionais, enquanto a BYD anunciou recentemente a produção do 1º elétrico brasileiro, o Dolphin Mini (isso deve acontecer dentro das próximas semanas). As demais, principalmente chinesas, importam seus modelos eletrificados.  

Histórico de impostos

As novas alíquotas de impostos passam a ser de 25% para modelos 100% elétricos, 28% para híbridos plug-in e 30% para híbridos convencionais (HEV). Isso significa aumentos de 7%, 8% e 5%, respectivamente, frente as taxas válidas desde julho de 2024.  

Para efeito de comparação, em janeiro de 2024 as porcentagens de impostos eram de 10% para os carros totalmente elétricos, 12% para os híbridos plug-in e 15% para os híbridos convencionais.

Os próximos aumentos estão programados para julho de 2026, quando as três categorias de veículos eletrificados pagarão os mesmos 35% de impostos de importação, sem diferença entre híbridos, plug-in e elétricos.  

O que muda no mercado de carros elétricos e híbridos?  

As fabricantes que importam esses modelos eletrificados podem repassar esses novos impostos para o consumidor, ou não. Caso a primeira opção seja a escolhida, os preços poderão subir proporcionalmente ao aumento das taxas.  

Exemplos práticos: um BYD Song Plus, híbrido plug-in vindo da China por R$ 239.990 com 20% de impostos, pode passar dos R$ 255.000 com as novas taxas (28%). No caso de um 100% elétrico, como o GWM Ora 03 Skin de R$ 169 mil, a etiqueta pode subir mais de R$ 10 mil por conta dos novos impostos (de 18 para 25%).  

No caso dos híbridos convencionais, que tiveram a alíquota aumentada de 25% para 30%, temos o exemplo do Hyundai Kona HEV na versão Ultimate: dos R$ 215.990, ele pode passar a custar mais de R$ 223,5 mil, caso todo o aumento seja repassado ao consumidor.  

Porém, mais uma vez, vale lembrar: a marca pode optar por segurar os aumentos de impostos para ela, sem repassar novos preços mais altos ao consumidor. Em alguns casos, pode acontecer a boa e velha jogada de manter os preços num primeiro momento, e depois aplicar aumentos discretos, até que as novas alíquotas sejam totalmente transferidas ao público.  

Fonte: MotorShow

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Tecnologia

BYD: próximos passos da produção no Brasil e desafios da nacionalização

Marca chinesa quer ampliar conteúdo local a partir de 2026 e cobra equilíbrio tributário para viabilizar operação

A BYD apresentou nesta terça-feira (1º) os primeiros carros elétricos e híbridos plug-in montados no Brasil. Ainda não se trata do início da linha de montagem SKD, anunciada há algum tempo, mas sim de unidades do Dolphin Mini e Song Pro produzidas para testes, enquanto se prepara para a operação efetiva, prevista para começar nas próximas semanas.

Mas como será, efetivamente, a produção local da BYD?

O Dolphin Mini, primeiro modelo escolhido para a montagem na fábrica de Camaçari (BA), foi lançado há cerca de um ano e meio e se tornou o carro elétrico mais vendido do país, com mais de 34 mil emplacamentos até agora. O Song Pro, por sua vez, caiu nas graças do público com uma proposta híbrida plug-in equilibrada, preço abaixo de R$ 200 mil e boa autonomia elétrica.

Fonte: MSN

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