Transporte

Carga aérea cresce impulsionada pela inteligência artificial e demanda por chips

A carga aérea internacional atravessa uma nova fase de expansão, agora liderada pela crescente demanda por chips, semicondutores e equipamentos destinados à infraestrutura de inteligência artificial (IA). Em junho, o setor registrou alta de 7% na movimentação global em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O avanço representa uma mudança no perfil das mercadorias transportadas por via aérea. Após um período em que o e-commerce foi o principal responsável pelo crescimento do segmento, os componentes tecnológicos de alto valor agregado passaram a ocupar posição de destaque na demanda por espaço nas aeronaves.

Semicondutores lideram expansão da carga aérea

O crescimento acelerado da indústria de semicondutores é apontado pela Xeneta como o principal fator por trás da força do mercado de carga aérea em 2026.

De acordo com a consultoria, as vendas globais de chips avançaram 106% em abril na comparação anual, o maior crescimento já registrado pela World Semiconductor Trade Statistics desde o início da série histórica, em 1986.

Esse cenário fortaleceu a rota transpacífica como o principal corredor mundial de transporte aéreo de cargas, mesmo diante da desaceleração do comércio entre China e Estados Unidos provocada pelas tarifas comerciais.

Embora os embarques ligados à inteligência artificial representem menos de 10% do volume total transportado, eles concentram grande parte da expansão registrada pelo setor neste ano.

Economias asiáticas refletem boom da IA

O aumento da demanda por tecnologia já impacta diretamente os principais produtores de chips.

Em Taiwan, maior fabricante mundial de semicondutores avançados, a economia cresceu 15% no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado em quase cinco décadas, impulsionado pelas exportações voltadas ao mercado de IA.

Na Coreia do Sul, as duas maiores fabricantes de semicondutores passaram a representar mais da metade do valor de mercado da bolsa de Seul após registrarem forte valorização ao longo do ano.

Fretes seguem elevados, mas ritmo desacelera

As tarifas spot globais — utilizadas em contratos de curta duração — atingiram média de US$ 3,40 por quilo em junho, resultado 38% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar da alta, os preços começaram a mostrar sinais de estabilização. Em maio, o crescimento havia alcançado 41%, indicando que a pressão sobre os fretes internacionais começa a perder intensidade.

Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão a redução das tensões no Oriente Médio, a retomada da capacidade operacional nos principais hubs do Golfo e a queda no preço do combustível de aviação.

E-commerce perde protagonismo no transporte aéreo

Enquanto a inteligência artificial fortalece sua participação no mercado, o comércio eletrônico passa a perder espaço como principal impulsionador da carga aérea.

Segundo a Xeneta, as exportações chinesas de produtos de baixo valor e mercadorias ligadas ao e-commerce recuaram 7% em maio, marcando o sexto mês consecutivo de queda.

A mudança representa uma inversão em relação ao período pós-pandemia, quando as plataformas de vendas online sustentaram boa parte da ocupação das aeronaves cargueiras e contribuíram para manter os fretes em níveis elevados entre 2023 e 2025.

Mercado aposta em contratos mais curtos

Outra tendência observada em 2026 é a preferência por contratos de menor duração.

No segundo trimestre, 58% dos novos acordos firmados no transporte aéreo internacional tiveram validade inferior a três meses. Um ano antes, esse percentual era de apenas 22%.

Além disso, o mercado spot já responde por aproximadamente 49% de toda a carga tarifável transportada globalmente.

O comportamento reflete a dificuldade de empresas e operadores logísticos em prever o mercado diante das incertezas provocadas por fatores geopolíticos, mudanças tarifárias e oscilações na demanda por tecnologia.

Rotas ligadas à IA mantêm preços elevados

Mesmo com sinais de acomodação no mercado, as rotas diretamente relacionadas à cadeia da inteligência artificial continuam registrando tarifas elevadas.

No fim de junho, os fretes entre o Nordeste Asiático e a América do Norte estavam 41% acima dos níveis registrados no fim de fevereiro. Já os embarques do Sudeste Asiático para o mercado norte-americano acumulavam aumento de 42% no mesmo período.

Em contrapartida, o aumento da oferta de voos de passageiros durante o verão no Hemisfério Norte ampliou a capacidade disponível nos porões das aeronaves e reduziu cerca de 25% as tarifas entre Europa e América do Norte em comparação com o inverno boreal.

Demanda cresce acima da capacidade disponível

Enquanto a demanda mundial por carga aérea avançou 7% em junho, a capacidade global aumentou apenas 3%, impulsionada principalmente pela retomada de voos anteriormente suspensos durante a crise no Oriente Médio.

Com isso, o fator de ocupação das aeronaves subiu três pontos percentuais, alcançando 62%.

No acumulado do primeiro semestre, a demanda global registra crescimento de 4%, desempenho superior às expectativas do mercado no início de 2026, quando predominava a previsão de desaceleração econômica e menor dinamismo do comércio internacional.

Agora, a principal expectativa do setor é entender por quanto tempo a expansão impulsionada pela inteligência artificial, pelos semicondutores e pela crescente demanda tecnológica continuará sustentando o mercado mundial de carga aérea.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Internacional

China amplia carga aérea internacional com 92 novas rotas no primeiro semestre

A China reforçou sua presença no mercado global de carga aérea ao inaugurar 92 novas rotas internacionais durante o primeiro semestre deste ano. A expansão acrescentou mais de 210 voos semanais de ida e volta à malha logística do país, segundo dados divulgados pela Federação Chinesa de Logística e Compras.

O avanço faz parte da estratégia chinesa de fortalecer sua infraestrutura de transporte de cargas e atender ao crescimento da demanda do comércio internacional.

Europa e Ásia concentram maior número de novas operações

Das novas rotas implantadas, 41 ligam a China a países da Ásia, enquanto outras 38 têm como destino a Europa. A expansão também contemplou 11 ligações com a América do Norte, além da abertura de uma rota para a América do Sul e outra para a África.

A ampliação da malha aérea fortalece a conectividade entre os principais mercados consumidores e amplia a capacidade de movimentação de mercadorias em escala global.

Comércio eletrônico impulsiona transporte de cargas

Entre os principais produtos transportados nas novas rotas estão mercadorias relacionadas ao comércio eletrônico transfronteiriço, além de manufaturados de alto padrão, produtos de elevado valor agregado, componentes eletrônicos e autopeças.

O crescimento desse perfil de carga acompanha a expansão das exportações chinesas e a necessidade de entregas mais rápidas para diferentes mercados internacionais.

Rede internacional segue em expansão

De acordo com a Federação Chinesa de Logística e Compras, a estrutura da rede internacional de carga aérea da China continua em ritmo acelerado de crescimento ao longo de 2026.

As companhias especializadas em transporte aéreo de cargas têm intensificado as operações nos principais corredores entre a Ásia e a Europa e ampliado, gradualmente, os serviços em rotas transoceânicas e de longa distância, fortalecendo a posição do país na logística global.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Latam Cargo acelera entregas e atinge 90% de cargas em até 48h no Brasil

A Latam Cargo registrou avanço significativo na eficiência logística no Brasil e passou a entregar 90% das cargas em até 48 horas entre março e maio deste ano. O desempenho supera os 82% registrados no mesmo período do ano anterior e reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado nacional.

Eficiência logística cresce com investimentos em infraestrutura e automação

O resultado é atribuído a um conjunto de ações que inclui investimentos em infraestrutura logística, automação de processos e ampliação da malha aérea. No período analisado, o volume de cargas entregues dentro do prazo subiu mais de 10%, enquanto o total transportado avançou 11% na comparação anual.

Entre os destaques operacionais estão os segmentos de cargas gerais, com alta de 10%, e eletroeletrônicos, que cresceram 28%, impulsionados pela maior demanda e pela ampliação da capacidade operacional.

Expansão da malha aérea impulsiona desempenho da carga aérea

A melhora no desempenho também está ligada à expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da Latam. A medida ampliou a disponibilidade de espaço nos porões das aeronaves para o transporte de cargas, fortalecendo a integração logística entre regiões do país.

A estratégia busca reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade da operação de transporte aéreo de cargas, especialmente em setores como indústria, varejo e e-commerce.

Regiões Norte e Nordeste lideram avanço operacional

Os maiores ganhos foram registrados nas rotas que conectam o Norte e Nordeste ao restante do Brasil. Nessas regiões, a participação de entregas em até 48 horas subiu de 80% para cerca de 90% no período.

Além disso, os envios dentro do prazo cresceram 18%, enquanto o volume transportado aumentou 14%. O destaque ficou novamente com os eletroeletrônicos, que avançaram 47%, e as cargas gerais, com alta de 19%.

Investimentos reforçam capacidade logística em Guarulhos e Manaus

Para sustentar o crescimento, a companhia ampliou sua estrutura logística, com foco no Terminal de Cargas de Guarulhos (TECA GRU). A área dedicada ao comércio eletrônico foi expandida, elevando em 47% a capacidade do segmento.

Outro avanço foi o reforço da rota Guarulhos–Manaus, que passou de 10 para até 12 frequências semanais, adicionando cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também implantou um sistema automatizado de triagem com capacidade para processar até 72 mil pacotes por dia e ampliou em 2,9 mil m² a estrutura do terminal.

Mercado e expansão internacional da Latam Cargo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam Cargo manteve liderança no mercado doméstico de transporte de cargas em porões de aeronaves de passageiros, com 39,2% de participação em abril de 2026.

No cenário internacional, a companhia conecta o Brasil a mais de 15 países, com uma rede superior a 70 destinos. Entre as rotas recentes estão conexões como Miami–São José dos Campos, Brasília–Miami e Amsterdã–Curitiba, ampliando as opções para importadores e exportadores.

Expansão da frota e novos profissionais reforçam operação

A Latam também avança em sua estratégia de crescimento com a preparação para operação dos jatos Embraer E195-E2, voltados à aviação regional. Em abril, mais de 50 pilotos e copilotos foram contratados e já passam por treinamento.

Em maio, a companhia abriu um banco de talentos para copilotos interessados em atuar na nova aeronave, antecipando a demanda por profissionais para sustentar a expansão da operação.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Latam

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Transporte

Carga aérea doméstica cresce em maio, mas setor registra queda no acumulado de 12 meses

O transporte de carga aérea doméstica no Brasil apresentou leve avanço em maio de 2026. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram movimentados 40,69 milhões de quilos entre cargas e correspondências, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o setor transportou 40,46 milhões de quilos.

Embora o resultado demonstre estabilidade e mantenha o mercado em um patamar elevado para o período, ele não foi suficiente para reverter a desaceleração observada no desempenho anual.

Acumulado de 12 meses aponta retração de 4,3%

Entre junho de 2025 e maio de 2026, o transporte aéreo de cargas somou 461,03 milhões de quilos, representando uma redução de 4,3% em comparação com os 481,83 milhões de quilos registrados nos 12 meses anteriores.

Apesar desse recuo recente, a série histórica mostra evolução consistente do setor. O volume transportado em maio deste ano supera os cerca de 39,6 milhões de quilos registrados em maio de 2012 e os 36,4 milhões de quilos movimentados em maio de 2005, evidenciando o crescimento estrutural da atividade ao longo das últimas décadas.

Gol amplia liderança no mercado de carga aérea

Entre as companhias aéreas, a Gol Linhas Aéreas consolidou a liderança no segmento de carga aérea doméstica, impulsionada por um crescimento anual de 21,2% e pelo aumento de sua participação no mercado.

A Latam Airlines permaneceu na segunda colocação, registrando uma leve expansão no volume transportado, enquanto a Azul Linhas Aéreas apresentou retração próxima de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Operadores cargueiros apresentam desempenhos distintos

No segmento das empresas especializadas em cargas, a ABSA Cargo Airline, integrante do grupo Latam, manteve a posição de principal operadora cargueira do país, mesmo após uma redução de 5,6% no volume movimentado em maio.

Entre os demais operadores, a Modern Logistics registrou crescimento de 54%, enquanto a Braspress Air Cargo apresentou a maior expansão percentual do mês, favorecida por uma base de comparação menor.

Já a Sideral Linhas Aéreas teve o desempenho mais negativo, com retração superior a 60% no comparativo anual.

Participação das empresas no acumulado de 12 meses

No período de junho de 2025 a maio de 2026, a Gol liderou o mercado com 38,3% de participação, acompanhada de crescimento de 19,6%.

Na sequência aparecem:

  • Latam Airlines – 22,8% de participação e alta de 7,9%;
  • Azul Linhas Aéreas – 23,3% do mercado, porém com queda de 16,5%;
  • ABSA Cargo Airline – 7,3% de participação e retração de 14,9%.

No mesmo intervalo, Sideral, Modern Logistics e Total Linhas Aéreas também registraram redução no volume transportado, enquanto a Braspress Air Cargo manteve forte ritmo de crescimento, ainda sobre uma participação relativamente pequena no mercado.

Ranking da carga aérea doméstica em maio de 2026

  1. Gol Linhas Aéreas – 16,78 milhões de kg;
  2. Latam Airlines – 9,00 milhões de kg;
  3. Azul Linhas Aéreas – 8,88 milhões de kg;
  4. ABSA Cargo Airline – 3,13 milhões de kg;
  5. Sideral Linhas Aéreas – 909,9 mil kg;
  6. Total Linhas Aéreas – 791,1 mil kg;
  7. Modern Logistics – 603,1 mil kg;
  8. Braspress Air Cargo – 566,4 mil kg.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Aeroportos

Latam Cargo amplia voos cargueiros entre Miami e São José dos Campos e eleva capacidade logística

A Latam Cargo anunciou a ampliação da operação de voos cargueiros entre Miami e São José dos Campos, no interior de São Paulo. A companhia passou de três para quatro frequências semanais na rota internacional, fortalecendo a movimentação de cargas e a conexão logística da região com o mercado externo.

A nova frequência entrou em vigor nesta semana e aumenta a capacidade operacional para mais de 200 toneladas transportadas por semana.

Mais capacidade para atender à demanda industrial

Com a expansão, os voos passam a operar às segundas, terças, quartas e sextas-feiras, utilizando aeronaves Boeing 767-300F, modelo dedicado ao transporte de cargas.

Segundo a empresa, a decisão acompanha o crescimento da demanda por serviços de carga aérea internacional por parte de importantes segmentos industriais instalados no Vale do Paraíba. Entre os setores atendidos estão as indústrias aeroespacial, aeronáutica, automotiva, eletrônica, tecnológica e de manufatura avançada.

Rota fortalece conexão entre Brasil e Estados Unidos

A inclusão de uma quarta frequência semanal amplia a oferta de transporte entre um dos principais centros logísticos das Américas e um dos maiores polos industriais brasileiros.

Além de aumentar a capacidade de movimentação de mercadorias, a medida oferece mais flexibilidade para embarcadores e operadores logísticos que utilizam a infraestrutura aeroportuária de São José dos Campos para operações de importação e exportação.

Com a mudança, a rota passa a superar a marca de 200 toneladas semanais em capacidade de transporte.

Expansão acompanha crescimento da operação

A ligação cargueira entre Miami e São José dos Campos foi criada em junho de 2023, inicialmente com duas operações semanais. No ano seguinte, o serviço foi ampliado para três voos por semana devido ao aumento da procura por transporte aéreo de cargas na região.

Agora, com a quarta frequência, a companhia consolida sua presença no mercado de logística internacional do Vale do Paraíba, área que concentra empresas integradas às principais cadeias globais de suprimentos.

Setores de alta tecnologia estão entre os mais beneficiados

A operação atende principalmente empresas que dependem de agilidade e previsibilidade na movimentação de mercadorias. Entre os principais beneficiados estão fabricantes e fornecedores dos segmentos aeroespacial, aeronáutico, automotivo, eletrônico e tecnológico.

A conexão direta com Miami também facilita o acesso das empresas brasileiras aos mercados internacionais, aproveitando as diversas conexões disponíveis por meio do hub logístico norte-americano.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Aeroportos

E-commerce impulsiona aeroportos e transforma logística de cargas no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce está redefinindo o papel dos aeroportos brasileiros. Antes voltados principalmente ao transporte de passageiros, os terminais passaram a ocupar posição estratégica na logística de cargas, funcionando como centros de armazenagem, distribuição e conexão entre empresas e consumidores em todo o país.

A busca por entregas mais rápidas e a expansão das operações de grandes varejistas digitais têm impulsionado investimentos em infraestrutura aeroportuária e fortalecido o transporte aéreo como peça-chave da cadeia logística.

Movimentação de carga aérea segue em alta

Os números mais recentes confirmam essa tendência. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 115,3 mil toneladas de carga em abril, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado doméstico registrou avanço de 4,8%, alcançando 37,6 mil toneladas, enquanto as operações internacionais cresceram 4%, totalizando 77,7 mil toneladas.

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado no país, o transporte aéreo de cargas concentra produtos de maior valor agregado e com elevada necessidade de rapidez na entrega, como medicamentos, eletrônicos, autopeças, equipamentos industriais e itens comercializados pela internet.

Gigantes do varejo ampliam hubs logísticos

O fortalecimento da logística aérea é impulsionado principalmente pelas grandes plataformas de comércio eletrônico.

O Mercado Livre, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 e segue ampliando sua estrutura operacional. Entre os projetos estão a expansão do hub aéreo localizado em Guarulhos (SP) e o reforço das operações realizadas em parceria com a Gollog.

A Amazon também avançou na estratégia de distribuição aérea ao transformar Brasília (DF) em um importante centro logístico operado em conjunto com a Latam Cargo Brasil.

A posição geográfica da capital federal permite atender com maior agilidade consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste, áreas historicamente mais desafiadoras para a distribuição de mercadorias.

Além das gigantes do varejo digital, empresas como Azul Cargo Express, Latam Cargo e Gollog vêm ampliando rotas, frota e capacidade operacional para atender à crescente demanda por entregas expressas.

Brasil lidera movimentação de carga aérea na América Latina

O fortalecimento do setor acompanha uma tendência observada em toda a região. Segundo a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o Brasil permaneceu na liderança da movimentação internacional de cargas aéreas na América Latina em 2025, com 880,9 mil toneladas processadas.

A rota entre Brasil e Estados Unidos continua sendo a principal do segmento. No entanto, o avanço do varejo online vem alterando o perfil das cargas transportadas.

Produtos ligados ao comércio eletrônico passaram a ocupar espaço crescente em um mercado que tradicionalmente era dominado por mercadorias industriais e farmacêuticas.

Aeroportos ampliam atuação como centros de negócios

A transformação vai além da logística. Inspirados no conceito internacional de aerotrópole, os aeroportos brasileiros estão diversificando suas atividades e atraindo novos empreendimentos.

Áreas próximas aos terminais vêm recebendo investimentos em centros de distribuição, condomínios empresariais, parques industriais, hotéis, serviços e espaços comerciais.

Essa expansão é incentivada pelo programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca estimular a participação da iniciativa privada em projetos localizados dentro e no entorno dos aeroportos.

A proposta é transformar essas áreas em polos de desenvolvimento econômico, gerando receitas adicionais e fortalecendo a integração dos terminais com as cadeias produtivas regionais.

Aeroportos regionais ganham protagonismo

A expansão do comércio eletrônico também tem impulsionado a interiorização da logística aérea.

Para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores, empresas vêm direcionando investimentos para aeroportos localizados fora dos grandes centros urbanos.

Nesse cenário, cidades como Araguaína (TO), Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Cacoal (RO) passaram a desempenhar papel relevante na conexão entre polos produtivos regionais e os principais mercados consumidores do país.

O movimento também recebe apoio do governo federal por meio do programa AmpliAR, que busca fortalecer aeroportos regionais e integrá-los às redes administradas pelas concessionárias responsáveis pelos grandes terminais.

Nova fase da logística brasileira

A expansão dos hubs cargueiros e dos centros de distribuição instalados em áreas aeroportuárias evidencia uma mudança estrutural na logística nacional.

Com a evolução do comércio eletrônico e o aumento da demanda por entregas rápidas, os aeroportos deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque para assumir uma função estratégica na movimentação de mercadorias, tornando-se peças fundamentais para o crescimento da economia digital brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Carga aérea ganha foco em estudo do governo com visitas a centros logísticos em São Paulo

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou nas análises sobre o setor de carga aérea no Brasil após realizar visitas técnicas a terminais aeroportuários e centros logísticos em São Paulo. A iniciativa foi conduzida em parceria com pesquisadores do Laboratório de Transportes e Logística (Labtrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A ação faz parte de um estudo que busca identificar gargalos, oportunidades e desafios do transporte aéreo de cargas, segmento considerado estratégico diante do crescimento acelerado do comércio eletrônico no país.

Viracopos e Guarulhos concentram grande parte da movimentação

Durante três dias, técnicos do ministério e especialistas da UFSC acompanharam operações nos Terminais de Carga Aérea (TECA) dos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Juntos, os dois terminais responderam por 38% da movimentação nacional de carga aérea em 2025.

Além dos aeroportos, a equipe visitou centros logísticos de grandes operadores do setor, como Amazon, DHL, Latam Airlines e Cainiao, braço logístico da AliExpress. Também entrou no roteiro a Ajun, empresa responsável pelo transporte de encomendas ligadas a plataformas digitais como Shein, Temu e Shopee.

Crescimento do e-commerce impulsiona logística aérea

O avanço do e-commerce vem ampliando a necessidade de operações mais rápidas e integradas, aumentando a relevância da logística aérea para garantir prazos menores de entrega e fortalecer a conexão entre mercados nacionais e internacionais.

A pesquisa de campo foi estruturada em quatro pilares principais: infraestrutura, sustentabilidade, segurança operacional e expansão do comércio eletrônico.

Durante as visitas, os técnicos acompanharam processos de importação e exportação, desembaraço aduaneiro e modelos operacionais utilizados por empresas do setor logístico.

Integração logística busca reduzir custos e otimizar operações

Entre os modelos avaliados pela equipe está a parceria entre a Amazon e a Azul Linhas Aéreas. O sistema permite que as cargas sejam preparadas, inspecionadas e paletizadas pela empresa de comércio eletrônico antes do embarque, seguindo os padrões exigidos pela companhia aérea.

Na prática, o modelo reduz etapas operacionais, melhora o fluxo da cadeia logística e contribui para a redução de custos no transporte de mercadorias.

Estudo deve apoiar políticas públicas para o setor

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a análise desses modelos pode servir de referência para modernizar os processos ligados à logística aeroportuária e ao transporte aéreo de encomendas no Brasil.

De acordo com ele, o governo busca compreender o funcionamento dessas operações para discutir medidas com órgãos reguladores, operadores e empresas do setor, com foco na simplificação de procedimentos e na redução de custos para consumidores e empresas.

O estudo conduzido pelo MPor pretende avaliar como o país pode se preparar para o aumento das encomendas movimentadas por plataformas digitais e operadores logísticos. A expectativa é que os dados levantados sirvam de base para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura, ampliação da competitividade e modernização da logística aérea nacional.

FONTE: Plantão News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Plantão News

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Logística

LATAM Cargo transporta 24 mil toneladas de flores para o Dia das Mães e reforça liderança logística

A LATAM Cargo encerrou a temporada do Dia das Mães de 2026 com o transporte de 24,4 mil toneladas de flores frescas produzidas na Colômbia e no Equador. A operação reforça a posição da companhia como líder no transporte aéreo de flores da América do Sul para mercados internacionais.

O volume movimentado equivale a aproximadamente 560 milhões de hastes, o que representa uma média superior a 300 hastes transportadas por segundo durante o pico da demanda.

Operação logística envolveu mais de 430 voos dedicados

A operação aérea teve duração de 21 dias e foi coordenada principalmente a partir dos aeroportos de Bogotá, Quito e Medellín.

Durante o período, foram realizados mais de 430 voos exclusivos para atender à alta demanda da sazonalidade do setor de flores.

Para sustentar o volume, a companhia mais que dobrou o efetivo de equipes em solo nos principais hubs logísticos, reforçando áreas de rampa, armazenagem e controle operacional.

Integração operacional foi decisiva para eficiência

Segundo a empresa, o desempenho da operação foi resultado do alinhamento antecipado entre equipes comerciais e operacionais, permitindo planejamento detalhado de recursos em todas as etapas da cadeia logística.

Esse modelo de gestão possibilitou maior precisão no recebimento, armazenamento e embarque das cargas, reduzindo riscos de atrasos durante o período de maior movimentação.

O diretor comercial internacional para a América do Sul da LATAM Cargo, Claudio Torres Faini, destacou que a estratégia garante previsibilidade tanto para produtores quanto para importadores.

Segundo ele, o modelo operacional permite que exportadores confiem na entrega no prazo e em condições adequadas, enquanto compradores mantêm segurança no cumprimento de compromissos comerciais.

Cresce demanda por flores sul-americanas em novos mercados

Embora os Estados Unidos sigam como principal destino das exportações, a operação registrou crescimento expressivo em rotas para a Oceania, Europa, Chile e Brasil.

A diversificação dos destinos indica aumento da demanda global por flores frescas da América do Sul, especialmente em mercados considerados não tradicionais para o setor.

Frota integrada sustenta operação de carga aérea

Atualmente, a operação de carga da LATAM é realizada pelas unidades LATAM Cargo Chile, LATAM Cargo Colombia e LATAM Cargo Brasil.

O grupo opera uma frota conjunta de 20 aeronaves cargueiras e também utiliza os porões dos aviões de passageiros para ampliar a capacidade de transporte de carga em períodos de alta demanda.

FONTE: AeroIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AeroIn

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Transporte

Frete aéreo internacional dispara até 95% com impacto da guerra no Irã

As tarifas de frete aéreo internacional registraram forte alta entre fevereiro e março de 2026, com aumentos de até 95%, impulsionados pela redução de capacidade e pela elevação dos custos de combustível após a Guerra no Irã.

Os dados são da consultoria Drewry, que aponta um cenário de pressão crescente sobre o transporte global de cargas.

Rotas internacionais registram aumentos expressivos

Um dos principais destaques foi a rota entre Xangai e Dubai, onde os preços saltaram 95%, atingindo US$ 8,60 por quilo.

Segundo a Drewry, os valores podem superar o recorde histórico registrado durante a pandemia, de US$ 9,40/kg, caso os sobretaxas de combustível continuem avançando.

Custos operacionais disparam com combustível e segurança

O aumento não foi uniforme e afetou diferentes rotas de forma específica:

  • Entre Cingapura e Londres, as taxas de combustível subiram 290% em março
  • Nas rotas de Dubai e Abu Dhabi para Amsterdã, as taxas de segurança cresceram 44%
  • De Mumbai e Delhi para Madri, os preços totais avançaram 27%, com alta de 21% no combustível

Esses reajustes refletem o impacto direto da instabilidade geopolítica sobre a logística aérea.

Companhias aéreas reduzem operações no Oriente Médio

Grandes empresas do setor, como Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways, tiveram suas operações parcialmente reduzidas devido ao conflito.

Além disso, companhias que utilizam rotas pelo Oriente Médio também diminuíram voos, afetando diretamente a capacidade global de carga aérea.

A região é estratégica: rotas conectadas ao Oriente Médio representam cerca de 15,6% do tráfego global de carga aérea e 18,2% da capacidade disponível.

Alta de preços atinge metade das rotas monitoradas

Levantamento da Drewry indica que aproximadamente metade das rotas internacionais apresentou aumento de pelo menos 20% nos preços em março.

Para Philip Damas, chefe da área de logística da consultoria, o setor enfrenta um cenário crítico:

O mercado de frete aéreo sofre com um duplo impacto: menor capacidade disponível e custos de combustível mais elevados.

Cenário pressiona cadeia logística global

A combinação de redução de voos, aumento de custos operacionais e instabilidade geopolítica tende a manter os preços elevados no curto prazo.

Especialistas alertam que, se o conflito persistir, o mercado de transporte aéreo de cargas pode enfrentar novos recordes de preços, com reflexos diretos no comércio internacional.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Tecnologia

Carga aérea impulsiona comércio global e expansão da inteligência artificial em 2025

O transporte de carga aérea desempenhou papel decisivo na dinâmica do comércio internacional em 2025, especialmente em um cenário marcado por tensões comerciais e mudanças nas políticas tarifárias. Segundo relatório da Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA), o modal foi responsável por viabilizar US$ 157 bilhões em importações antecipadas pelos Estados Unidos e por transportar mais de dois terços do valor global de bens ligados à inteligência artificial (IA).

A capacidade de movimentação rápida de mercadorias permitiu que empresas ajustassem cadeias globais de suprimentos, reduzindo os impactos das tarifas comerciais e mantendo o fluxo do comércio mundial.

De acordo com os dados apresentados, o comércio global cresceu 2,4% em 2025, superando as projeções iniciais da Organização Mundial do Comércio (OMC). No mesmo período, o PIB mundial avançou 3,2%.

Transporte aéreo garante resiliência ao comércio internacional

Para a IATA, o modal aéreo foi fundamental para garantir a resiliência da economia global diante das mudanças no cenário comercial.

Segundo Julia Seiermann, chefe de análise da indústria da entidade, a agilidade da logística aérea permitiu que empresas reagissem rapidamente às novas condições do mercado.

De acordo com a executiva, a carga aérea ajudou empresas a absorver choques tarifários, facilitou a reorganização das rotas comerciais e contribuiu para sustentar investimentos em inteligência artificial, mesmo em um contexto econômico desafiador.

Empresas antecipam importações para evitar tarifas nos EUA

O estudo aponta que o aumento das tarifas comerciais nos Estados Unidos, que atingiram cerca de 17% em 2025 — o maior nível desde a década de 1930 —, levou empresas a antecipar remessas para evitar custos adicionais.

No primeiro trimestre de 2025, as importações norte-americanas cresceram US$ 193 bilhões em comparação com o mesmo período do ano anterior, um avanço de 26%.

Desse total, aproximadamente US$ 157 bilhões foram transportados por carga aérea, o que corresponde a 82% da expansão registrada no período.

Rotas comerciais são reconfiguradas com apoio da carga aérea

A logística aérea também teve papel relevante na reorganização das rotas comerciais globais.

Entre abril e dezembro de 2025, as rotas em expansão para os Estados Unidos registraram aumento de US$ 213 bilhões em importações. Desse volume, cerca de US$ 174 bilhões foram movimentados por transporte aéreo, evidenciando a importância do modal para operações de alto valor e sensíveis ao tempo.

Brasil mantém fluxo relevante no transporte de cargas aéreas

No Brasil, o transporte aéreo também continua desempenhando função estratégica na movimentação de mercadorias de alto valor agregado.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que os aeroportos brasileiros processam mais de 100 mil toneladas de carga por mês.

Em julho de 2025, por exemplo, foram movimentadas 115,1 mil toneladas, sendo:

  • 76 mil toneladas em voos internacionais
  • 39,1 mil toneladas no mercado doméstico

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o volume total transportado pelas companhias aéreas no país chegou a cerca de 664 mil toneladas.

Expansão da inteligência artificial aumenta demanda logística

O avanço global da inteligência artificial (IA) também ampliou a importância do transporte aéreo. Equipamentos essenciais para a infraestrutura digital — como chips, servidores e sistemas de armazenamento de dados — exigem transporte rápido e seguro, favorecendo o uso da carga aérea.

Segundo a IATA, mais de dois terços do valor do comércio global relacionado à IA foram transportados por via aérea em 2025.

Esses produtos representaram 53,5% do valor total transportado pela carga aérea mundial, apesar de corresponderem a apenas 7% do volume físico movimentado.

A entidade destaca que o crescimento acelerado da demanda por equipamentos ligados à IA só foi possível graças à eficiência da logística aérea internacional, que permitiu transformar investimentos em atividade econômica efetiva, sem gargalos significativos na cadeia de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allog

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