Turismo

Canal do Panamá dá início à temporada de cruzeiros 2025-2026 com o Queen Elizabeth

O Canal do Panamá inaugurou oficialmente a temporada de cruzeiros 2025-2026 com a passagem do luxuoso Queen Elizabeth, que cruzou a hidrovia interoceânica rumo ao norte. O navio faz parte de uma viagem de 22 dias com partida de Seattle, Washington, marcando a primeira de mais de 195 travessias programadas para o período.

Redução estratégica no número de travessias

Segundo Albano G. Aguilar, especialista em análise e previsão de mercado do Escritório de Assuntos Corporativos do Canal, a nova temporada deve registrar leve queda no número de trânsitos em relação ao ano anterior. A redução se deve às estratégias de otimização de custos adotadas pelas grandes companhias de cruzeiros, que estão priorizando itinerários mais curtos e operações concentradas no Caribe.

Companhias e navios estreantes no Canal do Panamá

As principais empresas do setor — Norwegian Cruise Line, Carnival Cruise Line e Royal Caribbean Cruises — continuam oferecendo viagens com travessias completas e parciais pelo canal.

Nesta temporada, cinco navios farão sua primeira passagem pelo Canal do Panamá: o Aidadiva, Brilliant Lady, Celebrity Ascent, Disney Adventure e Star Seeker. Ao todo, 41 navios Neopanamax estão previstos para cruzar a hidrovia, incluindo gigantes como o Norwegian Bliss, Norwegian Joy e Norwegian Encore. Alguns deles, como o Celebrity Ascent e o Disney Adventure, farão estreia nas novas eclusas.

Marco histórico: um milhão de visitantes em um ano

O início da temporada coincide com um feito significativo: o Canal do Panamá alcançou a marca de um milhão de visitantes em um único ano fiscal. A hidrovia segue como uma das principais atrações turísticas do país, reforçando sua relevância não apenas comercial, mas também cultural.

Desde que passou à administração panamenha, o Canal tem investido na expansão de sua infraestrutura turística, com a criação do Centro de Visitantes de Miraflores (2003), do Centro de Visitantes de Água Clara, em Colón (2012), e, mais recentemente, do Mirante de Gatún.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Canal do Panamá lança programa LoTSA 2.0 para modernizar alocação de slots

Novo modelo amplia flexibilidade para companhias de navegação

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou o lançamento do programa LoTSA 2.0 (Alocação de Slots de Longo Prazo), que traz um novo modelo de reservas para companhias de navegação. O objetivo é oferecer mais flexibilidade operacional e adaptação às dinâmicas do mercado global, facilitando o planejamento de trânsitos pelo Canal do Panamá.

Ciclos semestrais e primeiro leilão em 2025

Com a atualização, os pacotes de reserva deixam de seguir um horizonte de 12 meses e passam a ser divididos em dois ciclos de seis meses. O primeiro período vai de 4 de janeiro a 4 de julho de 2026, e o segundo de 5 de julho de 2026 a 3 de janeiro de 2027.

O primeiro leilão de cotas já tem data marcada: 28 de outubro de 2025.

Novos pacotes de serviços e ajustes na oferta

Entre as mudanças anunciadas, a ACP informou que a média de slots diários será ajustada de quatro para três, além da criação de novos pacotes de serviço, como FixContainer, FlexContainer, FixGas, FlexGas, FlexGas+ e FlexSlot+.

Essas modalidades permitirão que os clientes escolham datas com garantia confirmada ou optem por níveis maiores de flexibilidade.

Benefícios adicionais para os clientes

O LoTSA 2.0 também traz vantagens como:

  • possibilidade de reservar com até 15 dias de antecedência;
  • realização de até duas alterações de data, conforme o pacote;
  • cancelamentos com tarifa reduzida, desde que solicitados com mais de 15 dias de antecedência.

Ajustes no sistema geral de reservas

Paralelamente ao novo programa, a ACP anunciou melhorias no sistema de reservas do canal. Entre elas, o restabelecimento do acesso antecipado para navios de gás natural liquefeito (GNL) no período de reserva 1A, a partir de 4 de janeiro de 2026.

Outra mudança é a eliminação da restrição que limitava a utilização das eclusas do Neopanamax a apenas um cliente por data.

Competitividade e sustentabilidade do Canal do Panamá

Segundo a ACP, a implementação do LoTSA 2.0 busca dar maior previsibilidade às empresas de navegação, otimizar operações, reduzir emissões de gases poluentes e reforçar a competitividade do Canal do Panamá diante das transformações do comércio internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Canal do Panamá projeta menor tráfego de navios em 2026 

Tráfego diário ficará abaixo da capacidade máxima em 2026

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) prevê que, em 2026, o trânsito de embarcações pela hidrovia interoceânica continuará abaixo de sua capacidade máxima. A projeção indica uma média de 33 travessias diárias, três a menos do que a capacidade normal de 36 navios, devido à menor demanda por importações nos Estados Unidos, informou a consultoria Alphaliner.

O administrador do Canal, Ricaurte Vásquez Morales, explicou que a desaceleração do comércio causada pelas medidas tarifárias norte-americanas dificulta a recuperação total do tráfego observado antes da seca de 2023/24. Em agosto de 2025, o Canal registrou uma média de 32,5 trânsitos diários, ainda abaixo do potencial máximo.

Perspectiva financeira e impacto econômico

No aspecto financeiro, a ACP estima encerrar o ano fiscal de 2025 com receita bruta próxima a US$ 5 bilhões, impulsionada pelo aumento de importações antes da aplicação das tarifas. Nos próximos meses, porém, a tendência é de moderação, afetando principalmente importadores da Costa Leste e do Golfo dos EUA.

O que é o Canal do Panamá?

O Canal do Panamá é uma hidrovia estratégica de 82 km que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico. Por meio de um sistema de comportas e reservatórios, ele eleva navios a 26 metros acima do nível do mar e depois os retorna, facilitando a passagem entre os dois oceanos. Entre 13 mil e 14 mil embarcações atravessam o canal anualmente, tornando-o um eixo crucial para o comércio global.

Ao contrário de estreitos naturais, como o Canal da Mancha, o Canal do Panamá é uma obra artificial projetada para encurtar rotas comerciais e reduzir custos e tempo de transporte.

Como funciona a passagem de navios

O Canal do Panamá utiliza um sistema de lagos artificiais e comportas que elevam os navios para percorrer a hidrovia de 82 km. Funcionários da ACP assumem o comando das embarcações durante a travessia, garantindo segurança e fluidez no trânsito. Rebocadores auxiliam os navios, e há prioridade para quem agenda a passagem com antecedência.

As tarifas variam conforme tamanho, carga e momento da reserva, com média de US$ 143 mil por embarcação ou US$ 8,73 por tonelada de carga. Uma curiosidade histórica: o menor valor pago foi de US$ 0,36, pelo escritor Richard Halliburton, que nadou pelo canal em 1928.

História da construção

A ideia de conectar Atlântico e Pacífico remonta ao século XVI, quando os europeus buscavam evitar a perigosa rota do Estreito de Magalhães. Projetos foram propostos em locais como Nicarágua e Tehuantepec, mas a construção só começou a ganhar forma no século XIX.

Em 1880, o engenheiro francês Fernando de Lesseps, responsável pelo Canal de Suez, recebeu a concessão da Colômbia para construir a hidrovia, mas o projeto fracassou devido a doenças, clima adverso e falta de infraestrutura. Posteriormente, os Estados Unidos assumiram a obra, após o apoio à independência do Panamá em 1903, assinando o tratado Hay-Bunau Varilla que garantiu controle americano sobre a zona do canal.

O canal foi concluído em 1913 e inaugurado oficialmente em 1914. Conflitos e protestos históricos, como o “Dia dos Mártires” em 1964, levaram aos tratados Torrijos-Carter de 1977, que definiram a transferência do controle para o Panamá em 31 de dezembro de 1999, consolidando a soberania panamenha.

Importância econômica e estratégica

Os EUA são os principais clientes do canal, responsáveis por quase 72% da carga transportada, seguidos por China e Japão. A hidrovia é crucial para o comércio global e para a economia panamenha, que lucra até US$ 1,7 bilhão por ano, cerca de 3% do PIB do país.

Mesmo com restrições recentes devido à seca, o Canal do Panamá gerou lucro líquido de US$ 3,45 bilhões em 2024, reforçando seu papel estratégico. Tensões comerciais surgem quando tarifas elevadas afetam grandes importadores, como os Estados Unidos, evidenciando a relevância geopolítica da hidrovia.

FONTES: Mundo Marítimo e Politize
IMAGEM: Reprodução / Mundo Marítimo

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Notícias

Canal do Panamá apresenta seu plano até 2035

O Canal do Panamá apresentou nesta terça-feira seu plano estratégico para os próximos dez anos, com foco central na gestão da água após as secas de 2023 e 2024.

O roteiro inclui a construção de um novo reservatório no rio Indio, o desenvolvimento de um gasoduto interoceânico e a criação de novos terminais portuários, com o objetivo de garantir a operação da via e fortalecer seu papel no comércio global.

Água, o recurso mais crítico

“O primeiro e mais importante desafio é administrar melhor o recurso hídrico”, afirmou o administrador Ricaurte Vásquez, ao detalhar o projeto de um reservatório multipropósito na bacia do rio Indio. O investimento estimado é de 1,5 bilhão de dólares, embora o projeto enfrente resistência das comunidades locais.

Esse reservatório será fundamental para manter níveis estáveis de água que assegurem o funcionamento do canal e o abastecimento de água potável para mais da metade da população panamenha.

Gasoduto e corredor energético

Outro eixo do plano é a criação de um corredor energético interoceânico composto por um gasoduto de 76 quilômetros e dois terminais marítimos. Esse projeto permitirá movimentar até 2,5 milhões de barris de produtos energéticos por dia sem a necessidade de atravessar as eclusas.

A infraestrutura contempla principalmente gás propano e butano, mas também a possibilidade de transportar etano para mercados da Ásia. Segundo cálculos oficiais, deverá gerar mais de 64 bilhões de dólares ao longo de sua vida útil.

Terminais portuários e maior capacidade de transbordo

O plano estratégico também prevê a construção de um terminal de contêineres no Atlântico para absorver um crescimento projetado de 5,5 milhões de TEUs na próxima década.

Com esses projetos, a administração busca responder aos efeitos das mudanças climáticas, além de garantir a disponibilidade de água e consolidar o Canal do Panamá como uma plataforma-chave para o comércio marítimo e energético internacional.

Fonte: Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Lula anuncia apoio ao acordo de neutralidade do Canal do Panamá

Presidente recebeu hoje o presidente do Panamá, José Raúl Mulino

presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (28), o reconhecimento direto do Brasil ao tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá. Lula recebeu o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, para uma visita oficial, e, em seu discurso, fez referência às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retomar o controle da via interoceânica.

“O Brasil apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o Canal, conquistada após décadas de luta. Há mais de 25 anos, o país administra o corredor marítimo com eficiência e respeito à neutralidade, garantindo trânsito seguro a navios de todas as origens”, disse Lula em declaração à imprensa no Palácio do Planalto.

“Tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em xeque a liberdade e a autodeterminação de nossos povos. Ameaças de ingerência pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo. O comércio internacional é utilizado como instrumento de coerção e chantagem”, acrescentou.

O tratado de neutralidade do Canal do Panamá é um dos atos bilaterais dos Tratados Torrijos-Carter, assinados pelos Estados Unidos e pelo Panamá, que regem o funcionamento e a neutralidade da via aquática, com o Panamá assumindo a administração total do canal em 1999. O Brasil, como nação-membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece a validade desses tratados, que visam garantir o trânsito seguro e não discriminatório para todas as nações.

As obras do Canal do Panamá foram iniciadas pela França em 1880 e assumidas pelos Estados Unidos em 1904. O empreendimento reduziu muito o tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio, fundamental para o comércio internacional. O canal é gerenciado e operado pela Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo do país.

“Não há duvida de que a questão do canal nos afeta muito porque é uma luta de um século, conquistada por negociação e conseguimos alcançar a plena soberania”, disse o presidente panamenho José Raúl Mulino.

Hoje, o Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá firmaram memorando de entendimento para otimizar as exportações brasileiras e modernizar a operação dos portos brasileiros. Ele prevê o intercâmbio de experiências e transferência de informações sobre o funcionamento do Canal do Panamá, estudos sobre o uso de novas rotas e avaliação de rotas marítimas e fluviais mais sustentáveis.

Durante a visita oficial, também foi assinado memorando para cooperação sobre desenvolvimento agrícola e pecuário, em áreas como capacitação técnica, sanidade animal e vegetal, produção sustentável e inovação. Ainda, a Embraer anunciou o acordo para a venda de quatro aeronaves do modelo A-29 Super Tucano para o Serviço Nacional Aeronaval do Panamá.

Segundo o presidente Lula, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também vai atuar junto ao país ampliar a capacidade panamenha de produção de vacinas e contribuir para o estabelecimento de um polo farmacêutico regional.

Meio ambiente

presidente Mulino confirmou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, em novembro, e contou sobre o impacto das migrações nas florestas da Região de Darién, na divisa de Colômbia e Panamá. Segundo ele, os caminhos foram devastados e toneladas de lixo foram deixados pelas milhares de pessoas que cruzam a região em direção à América do Norte.

O país também é afetado pelas secas e está construindo um reservatório para abastecer, inclusive, o lago do Canal do Panamá, que torna possível a navegação no local.

“Precisamos de água, de florestas e lutar todos os dias contra a mudança do clima”, disse Mulino.

presidente Lula destacou que Brasil e Panamá são responsáveis por uma imensa biodiversidade e merecem ser remunerados pelos serviços ambientais. Ele pediu que o país faça a adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30, um mecanismo financeiro para recompensar países por preservar suas florestas tropicais.

“Apesar de ser um dos poucos países que absorvem mais gases de efeito estufa do que emitem, o Panamá já lida com os efeitos da elevação do nível do mar em seu território. O deslocamento do povo indígena Guna de seu arquipélago ancestral é um exemplo concreto da injustiça climática”, disse o presidente brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

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Informação

Canal do Panamá comemora seu 111º aniversário

Em 25 anos, sob administração panamenha, a Autoridade do Canal do Panamá investiu US$ 15 bilhões

O Canal do Panamá comemora 111 anos de operação, desde sua inauguração em 1914, com a histórica passagem do navio a vapor “Ancón”, que conectou os oceanos Pacífico e Atlântico pela primeira vez. Por ocasião desta comemoração, a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) enfatiza em um comunicado que a hidrovia “tem sido uma força motriz do desenvolvimento econômico e social do Panamá e uma transformadora do comércio marítimo global”.

Ele também observa que, nos últimos 25 anos, sob administração panamenha, a hidrovia interoceânica contribuiu com US$ 28,266 bilhões em pagamentos diretos ao Tesouro Nacional, além de US$ 15 bilhões em investimentos para projetos de capital, manutenção operacional e gestão de bacias hidrográficas.

“Em 25 anos, sob administração panamenha, o canal dobrou sua capacidade, expandiu suas eclusas e reforçou sua segurança. De uma etapa estratégica, evoluiu para um modelo de eficiência, transparência e comprometimento técnico. Cada dólar gerado é reinvestido para garantir que esta artéria continue a fluir para servir o mundo, enquanto o excedente é destinado ao desenvolvimento social do Panamá”, afirma o administrador do canal, Ricaurte Vásquez Morales.

Compromisso ambiental e sustentabilidade

O ACP enfatiza que a hidrovia interoceânica mantém uma sólida estratégia de sustentabilidade, com forte foco na descarbonização e na adaptação às mudanças climáticas. Em linha com a meta da Organização Marítima Internacional (OMI), comprometeu-se a atingir a neutralidade de carbono até 2050.

As principais ações nesse sentido incluem metas específicas de redução de emissões e a aquisição de 10 rebocadores com sistemas de propulsão híbridos, os dois primeiros dos quais foram batizados hoje: “Isla Barro Colorado” e “Isla Bastimentos”. Essas ações reduzem significativamente as emissões, melhoram a eficiência energética e reduzem o ruído subaquático, beneficiando a vida marinha.

O ACP também destaca seu impacto ambiental, já que os motores elétricos com os quais estão equipados permitem economias consideráveis de combustível e aumentam os intervalos de manutenção, aumentando assim a eficiência operacional.

Impacto social e progresso do projeto Lago Río Indio

O ACP destaca ainda que a gestão sustentável da bacia hidrográfica beneficia milhares de pessoas por meio de programas socioambientais como regularização fundiária, reflorestamento, agronegócio e educação ambiental.

Nesse contexto, ele explica que o projeto de criação de um lago na bacia do Rio Índio, atualmente em desenvolvimento, busca melhorar a qualidade de vida das comunidades locais e preservar seu meio ambiente. “Seu objetivo é garantir a segurança hídrica de mais de dois milhões de panamenhos que dependem dos lagos do Canal, um recurso vital para mais da metade da população e para setores produtivos como agricultura, indústria, educação, saúde e comércio.”

Segundo a entidade, o projeto avança com uma abordagem abrangente que incorpora planos de desenvolvimento sustentável para as comunidades da bacia e salvaguardas ambientais alinhadas às melhores práticas internacionais, equilibrando o desenvolvimento da infraestrutura com a preservação ecológica e o respeito aos direitos das famílias afetadas.

Projetos estratégicos

Com uma visão focada no desenvolvimento nacional e regional, a ACP acrescenta que está promovendo quatro iniciativas estratégicas: um corredor energético, novos terminais portuários, um corredor logístico e o fortalecimento do sistema hídrico. “Esses projetos buscam gerar valor a longo prazo, fomentar a inovação e consolidar o Panamá como um polo fundamental para o comércio e a conectividade global.”

“Em seu 111º aniversário, o Canal do Panamá reafirma seu papel como um motor de desenvolvimento sustentável, comprometido com o Panamá, seu povo e o comércio global”, conclui o ACP.

Fonte: Modais em Foco

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Internacional, Portos

China ameaça bloquear venda de mais de 40 portos, incluindo o Canal do Panamá

Pequim quer que a empresa chinesa Cosco receba uma participação da venda dos terminais da CK Hutchison para a BlackRock e a Mediterranean Shipping Company

A China está ameaçando bloquear a venda de mais de 40 portos, pertencentes à empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong, para a gestora BlackRock e a Mediterranean Shipping Company, caso a empresa chinesa de navegação Cosco não receba uma participação, segundo informações publicadas do “Wall Street Journal”.

A proposta de venda também chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que repetidamente expressou o desejo de reduzir a influência chinesa na região do Canal do Panamá e classificou o acordo como uma “recuperação” da hidrovia desde que foi anunciado.

Segundo o jornal, autoridades chinesas informaram à BlackRock, MSC e Hutchison que, se a Cosco for deixada de fora do acordo, Pequim tomará medidas para bloquear a venda proposta dos portos pela Hutchison.

“A China sempre se opôs firmemente ao uso de coerção econômica, hegemonia, intimidação e violação dos direitos e interesses legítimos de outros países”, disse hoje o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, ao questionado sobre o relatório em coletiva de imprensa.

A CK Hutchison, do magnata Li Ka-shing, anunciou em março que venderia sua participação de 80% no negócio de portos, que abrange 43 portos em 23 países. O negócio tem um valor empresarial de US$ 22,8 bilhões, incluindo dívidas.

Após muita análise e críticas na China, a CK Hutchison confirmou em maio que a MSC, operada pela família do bilionário italiano Gianluigi Aponte e uma das maiores empresas de transporte marítimo de contêineres do mundo, era o principal investidor de um grupo interessado em comprar os portos.

A BlackRock, MSC e Hutchison estão abertas à possibilidade de a Cosco adquirir uma participação. No entanto, é provável que as partes não cheguem a um acordo antes do prazo final de 27 de julho para as negociações exclusivas entre a BlackRock, MSC e Hutchison, segundo o relatório.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Portos

Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec: o México se consolida como rota global e enfrenta desafios cruciais em 2025 

O Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec (CIIT), projeto ambicioso do governo mexicano para conectar os oceanos Pacífico e Atlântico, está em um ponto crucial em meados de 2025. Após avanços significativos na infraestrutura e a realização de testes pilotos com grandes volumes de carga, o corredor se posiciona como uma alternativa viável ao Canal do Panamá, embora persista em lidar com importantes questões sociais e ambientais. 

Um corredor em plena operação e expansão 

Junho de 2025 marca um período de consolidação para o CIIT. A linha férrea que liga Salina Cruz, em Oaxaca, a Coatzacoalcos, em Veracruz, está com sua modernização em estágio avançado, permitindo o trânsito de cargas de forma mais eficiente. Recentemente, em março de 2025, o corredor realizou testes pilotos notáveis, como o transporte de 600 a 900 veículos da Hyundai, vindos da Coreia do Sul, evidenciando sua capacidade de movimentar grandes volumes de mercadorias entre os oceanos. 

Os portos de Salina Cruz e Coatzacoalcos, pontos-chave do corredor, continuam recebendo investimentos em expansão e modernização, incluindo a construção de novos quebra-mares e a ampliação de pátios de armazenamento. Essas melhorias são cruciais para otimizar a movimentação de contêineres e permitir a atracação de navios de maior porte, consolidando a infraestrutura multimodal do projeto. 

Polos de desenvolvimento e investimentos estratégicos 

Um dos pilares do CIIT é a criação de Polos de Desenvolvimento para o Bem-Estar (PDBs) ao longo da rota. Essas zonas industriais e logísticas, que oferecem incentivos fiscais, estão começando a atrair a atenção de empresas nacionais e internacionais. Há anúncios de licitações para projetos nesses polos, com o objetivo de impulsionar a economia regional e gerar empregos em setores como manufatura, logística e petroquímica. O governo mexicano projeta que o CIIT poderá adicionar entre três e cinco pontos percentuais ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, tornando-se um vetor de desenvolvimento para o historicamente menos favorecido sul do México. 

A concorrência com o Canal do Panamá 

Com a crescente saturação e os desafios hídricos enfrentados pelo Canal do Panamá, o CIIT emerge como uma alternativa estratégica. O tempo de trânsito reduzido entre os oceanos e a modernização da infraestrutura do corredor o tornam atrativo para empresas que buscam rotas mais eficientes e menos sujeitas a gargalos. Especialistas apontam que a capacidade do CIIT de processar um volume significativo de contêineres anualmente pode redefinir as rotas comerciais nas Américas, beneficiando empresas da América do Norte e da Ásia. 

Desafios persistentes e a necessidade de diálogo 

Apesar do otimismo em torno do CIIT, o projeto não está isento de desafios. As questões socioambientais continuam sendo um ponto sensível. Há relatos de preocupações por parte de comunidades locais e grupos indígenas, que questionam o impacto ambiental das obras, a adequação das compensações e a efetividade dos processos de consulta prévia e informada. Organizações de direitos humanos têm monitorado de perto o projeto, registrando casos de intimidação e violência contra defensores do território. 

A segurança na região e a necessidade de garantir a sustentabilidade ambiental a longo prazo também são pontos de atenção. O governo mexicano e as empresas envolvidas enfrentam o desafio de equilibrar o desenvolvimento econômico com a proteção dos direitos humanos e do meio ambiente, buscando um modelo que seja verdadeiramente benéfico para todas as partes. 

Perspectivas Futuras 

À medida que 2025 avança, o Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec continua a se consolidar como um dos projetos de infraestrutura mais relevantes do México e da América Latina. Seu sucesso dependerá não apenas da conclusão e eficiência da infraestrutura, mas também da capacidade de lidar com os desafios sociais e ambientais de forma transparente e justa, garantindo que o desenvolvimento prometido chegue de forma equitativa às comunidades da região. 

QUEM É FRANCINE MACEDO?  

Profissional com 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua.  

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China pressiona empresa contra venda de portos no canal do Panamá

O governo chinês está pressionando uma empresa privada de Hong Kong a cancelar um negócio bilionário sob a alegação de que ele causa prejuízos geopolíticos a Pequim.

O órgão regulador de mercado do regime disse na sexta-feira que analisará o acordo do conglomerado de Hong Kong CK Hutchison Holdings para vender dezenas de ativos portuários globais, incluindo dois no Canal do Panamá, para um consórcio liderado pelo fundo de investimento americano Black Rock.

“Notamos essa transação e a revisaremos de acordo com a lei para proteger a concorrência justa no mercado e salvaguardar o interesse público”, disse a SAMR em resposta a perguntas de uma agência de notícias estatal. O órgão não deu detalhes.

Bryan Mercurio, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong (CUHK),especializado em direito econômico internacional e acordos comerciais bilaterais, disse ao “Nikkei Asia” – antes do anúncio da SAMR – que a China poderia adotar essa abordagem. Ele diz que a negociação “pode ser mais relevante legalmente do que parece, já que pode forçar a alienação de ativos adquiridos por terceiros”, com eventuais rompimentos de contratos com clientes, sócios e fornecedores.

Os ataques da mídia, que retratam a transação como antipatriótica e contrária aos interesses da China, também continuaram na sexta-feira. A última edição do “TaKung Pao” – um jornal de Hong Kong controlado por Pequim que liderou a campanha contra a venda – incluiu uma história intitulada “Somente cruzando o rio junto com o estado, os empresários ganham respeito”. O artigo citou várias figuras pró-Pequim, bem como “cidadãos” comuns que expressaram opiniões de que salvaguardar a segurança e os interesses do estado deveria ser a prioridade.

Endosso do regime

Vários artigos do “Ta Kung Pao” sobre o assunto foram republicados na íntegra pelo site oficial conjunto do Bureau de Trabalho Conjunto de Hong Kong e Macau do Partido Comunista Chinês – o que implica que o governo os endossa. Na quarta e quinta-feira, o site republicou artigos enfatizando que as empresas destruirão sua própria fundação se ignorarem os interesses nacionais e devem ficar ao lado do estado contra a hegemonia e a intimidação.

Esperava-se que a CK Hutchison assinasse “documentação definitiva” com o consórcio Black Rock até a próxima quarta-feira. No entanto, o “South China Morning Post”, jornal independente de Hong Kong, relatou na sexta-feira à noite que a papelada não seria assinada nesta semana, e que quarta-feira não era considerada um “prazo real”, citando uma fonte anônima próxima ao conglomerado. O jornal acrescentou que isso não significava que o acordo estava cancelado, mas que os principais detalhes permaneciam indefinidos.

A pressão intensa lançou uma sombra sobre a CK Hutchison, todas as entidades do império de Li Ka-shing e a comunidade empresarial chinesa mais ampla. As autoridades de Pequim instruíram as empresas estatais a interromper novos negócios vinculados ao grupo sediado em Hong Kong, informou a Bloomberg na quinta-feira.

Executivos preocupados

Quando questionado sobre essa diretriz na noite de quinta-feira, Xu Yugao, secretário adjunto da empresa e conselheiro interno da CNOOC – um braço listado em Hong Kong de uma das três grandes empresas petrolíferas estatais da China – disse a repórteres e analistas que ele e muitos outros estavam “acompanhando” os acontecimentos em torno do acordo com grande interesse.

Ao mesmo tempo, ele disse que as negociações comerciais permaneceram “extremamente estáveis” sem “fatores externos de interferência”. Xu estava se referindo a um projeto conjunto de exploração de petróleo no Mar do Sul da China com a antiga Husky Energy, antiga empresa da CK Hutchison que recentemente se fundiu com o conglomerado de energia canadense Cenovus.

Enquanto Xu disse que não tinha certeza se seu parceiro canadense está ligado ao magnata Li Ka-shing, a divulgação da CK Hutchison indica que ela é uma investidora na Cenovus.

Além das implicações geopolíticas da venda de 43 portos pela CK Hutchison em 23 países, avaliados em US$ 22,8 bilhões, especialistas dizem que o acordo levantou preocupações em Pequim sobre “perder a autonomia”. Relatórios sugeriram que o presidente chinês, Xi Jinping, não foi informado antes do anúncio da abertura das negociações, enquanto acredita-se que Trump tenha sido mantido informado do processo pelo CEO da Black Rock, Larry Fink.

“A venda impacta a Iniciativa Cinturão e Rota e diminui a influência chinesa no quintal dos EUA”, disse Claus Soong, analista do centro de estudos alemão Merics. “A imagem de Xi Jinping como um homem forte está danificada, pois Trump agora tem algo para se gabar, enquanto Xi nem foi consultado antes do acordo, e Pequim tem alavancagem limitada para deter esse processo”, disse ele.
Louis-Vincent Gave, sócio fundador e CEO da Gavekal Research, concordou.

“Pequim tem poucas, se é que tem, opções legais para sabotar o acordo”, disse Gave. Mas se ele for adiante, Li Ka-shing e seu império empresarial familiar “poderiam ser vistos como um grupo que desafiou Pequim e escapou impunes”. “Isso seria uma perda de prestígio estranha para Xi Jinping, levantando questões sobre consequências futuras para a família e o grupo”, disse.
Gave diz acreditar que a China está “lembrando às empresas de Hong Kong que Pequim deve ter voz ativa em decisões estratégicas importantes” e que ainda espera frustrar o acordo não apenas pressionando a CK Hutchison, “mas talvez pressionando a Black Rock”, que também tem interesses comerciais na China.

A CK Hutchison e a Black Rock não responderam imediatamente aos pedidos de comentários do Nikkei Asia.

‘Alavancas’ de pressão internas

Mercurio, da CUHK, disse que a CK Hutchison poderia concebivelmente se retirar e compensar a Black Rock usando uma cláusulade rescisão. Ele argumentou que a CK Hutchison “teria que reagir de acordo se a China puxasse alavancas econômicas internas”, considerando sua significativa exposição comercial no país, apesar de sua diversificação ao longo dos anos.
No entanto, Mercurio afirma que bloquear o acordo “serviria para confirmar a retórica de Trump de que a ‘China’ reforçava seu controle no canal do Panamá”.

Da mesma forma, ele enfatizou que se as autoridades locais de Hong Kong interviessem para bloquear a transação, “seria uma medida sem precedentes que poderia reforçar as alegações do presidente Trump e de outros de que o comércio,as finanças e as políticas de Hong Kong não são totalmente independentes do regime do Partido Comunista da China”.

O analista do CUHK disse também que todo o processo talvez tenha menos implicações para empresas estrangeiras ou setores específicos, como o financeiro, mas que “outros conglomerados de Hong Kong deveriam se precaver”.

Miao Jianmin, presidente do China Merchants Bank, reconheceu em um briefing anual de lucros na quinta-feira que “é difícil evitar qualquer influência da geopolítica” ao fazer negócios internacionalmente. Miao, que também é presidente do China Merchants Group – cuja unidade de operação portuária é um canal essencial para Pequim buscar ativos portuários no exterior – disse que esse era especialmente o caso em assuntos marítimos, transporte e portos.

Miao disse que a geopolítica é a “primeira coisa” que seu grupo considera ao expandir para o exterior e enfatizou que “manter uma boa comunicação com as autoridades reguladoras, a fim de se proteger de vários riscos” é de igual importância.

Fonte: Valor Econômico
China pressiona empresa contra venda de portos no canal do Panamá | Mundo | Valor Econômico

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Presidente do Panamá quer megaporto para enfrentar influência marítima dos EUA

O presidente panamenho José Raúl Mulino declarou, na quinta-feira, 20 de março, que pretende construir um megaporto no Oceano Pacífico para complementar os negócios do Canal do Panamá.
Além disso, minimizou uma reportagem que mencionava possíveis ações militares dos Estados Unidos para retomar o controle da via navegável. As ameaças do ex-presidente Donald Trump de recapturar o canal, até mesmo à força, têm gerado tensões nas relações bilaterais. A essa situação se somou uma recente reportagem da NBC News, que afirmou que a Casa Branca teria “ordenado às Forças Armadas dos EUA que desenvolvessem opções” para esse objetivo.

Mulino desconsiderou essas alegações e destacou seu foco em construir uma “instalação de megaporto” para fortalecer o lucrativo negócio do canal, que movimenta 5% do comércio marítimo global.

“O Pacífico é o centro das movimentações globais no momento, e o Panamá ainda tem um papel pequeno nesse cenário […]. O que queremos é justamente avançar na criação de uma instalação portuária, um megaporto, que nos permita ser um grande protagonista nesse segmento de mercado”, explicou Mulino em coletiva de imprensa.

“Já temos o negócio, ou seja, os navios que chegam ao canal e o atravessam podem se tornar importantes transportadores da carga que será movimentada no Pacífico”, acrescentou.

O presidente também revelou que discutiu o projeto com líderes de grandes empresas internacionais de navegação, que demonstraram “interesse” em investir em portos no Panamá.

“Se um operador portuário desse porte instalasse esse megaporto no Panamá, fecharíamos o ciclo e passaríamos a jogar em uma liga diferente”, afirmou.

Mulino ainda minimizou as especulações sobre supostos planos do Comando Sul dos EUA para retomar o controle do canal.

“Não encontramos nenhuma fonte nomeada para essa informação. (…) Se ninguém assume a responsabilidade por essa declaração, não dou muito crédito”, declarou.

A via navegável é o motor da próspera economia panamenha, e a Autoridade do Canal do Panamá (ACP), agência estatal responsável por sua operação, anunciou este mês que considera expandir seus negócios com a construção e operação de um gasoduto atravessando os 80 km do istmo panamenho.

Trump tem insistido na ideia de que a China controla o Canal do Panamá, alegando que uma empresa de Hong Kong administra dois portos localizados nas entradas da via navegável.

Em meio a essa pressão, a empresa de Hong Kong anunciou, no início deste mês, a venda de sua participação nos dois portos panamenhos para um fundo de investimento dos EUA.

Fonte: La Nación (Argentina) e Panama Now Online
Presidente de Panamá quiere un megapuerto que complemente negocios del canal – LA NACION
Mulino wants to have a Mega Port in light of US issues over foreign port influence. – Panama Now Online

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