Economia

Dólar recua a R$ 5,18 e registra menor fechamento desde maio de 2024

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, impulsionado por um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, como o Brasil. O movimento ganhou força após a China reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries), o que enfraqueceu a moeda norte-americana no mercado global.

A divisa dos EUA caiu 0,59%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1886, o menor valor desde 28 de maio de 2024. No acumulado de 2026, o dólar já registra desvalorização de 5,47% frente ao real.

Ibovespa sobe com apoio de grandes ações

No mercado acionário, o Ibovespa operou em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das blue chips. Ações de Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos do índice.

Por outro lado, os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas do pregão, após a divulgação do balanço trimestral. Por volta das 17h18, o principal índice da B3 avançava 1,76%, aos 186.127,57 pontos.

Banco Central adota discurso de cautela

No cenário doméstico, investidores também repercutiram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Segundo ele, a recente melhora dos indicadores não representa uma “volta da vitória” contra a inflação.

Galípolo destacou que o foco da autoridade monetária, neste momento, está na calibragem da política monetária, sinalizando cautela nas próximas decisões.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe nova revisão para baixo na expectativa de inflação.

Boletim Focus reduz projeções de inflação

A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, permanecendo 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa subiu de 3,90% para 3,96%. Para 2027, a mediana seguiu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva.

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior tanto à última mediana do Focus (4,31%) quanto à estimativa do próprio Banco Central (4,4%).

Análise técnica aponta resistência no Ibovespa

De acordo com análise semanal do BB Investimentos, o Ibovespa mantém tendência de alta, mas apresenta sinais de perda de fôlego no curto prazo.

“O comportamento das últimas três semanas indica um padrão de esgotamento do movimento altista, com resistência em torno dos 187,5 mil pontos e suporte imediato na região dos 182 mil pontos”, destacou a instituição em relatório.

Exterior adiciona cautela aos mercados

No cenário internacional, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Para a equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos brasileiros, com investidores à espera da divulgação de indicadores econômicos relevantes.

BTG Pactual divulga lucro recorde

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 4,56 bilhões.

A receita do maior banco de investimentos da América Latina cresceu 35,1%, alcançando o recorde de R$ 9,09 bilhões. O ROAE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 27,6%, ante 23,0% um ano antes.

China reduz exposição a títulos dos EUA

No exterior, um dos principais vetores de impacto foi a decisão da China de orientar seus bancos a frear a compra de treasuries americanos. A medida busca reduzir riscos e evitar concentração excessiva em ativos dos Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático detém cerca de US$ 850 bilhões em títulos da dívida norte-americana, sendo aproximadamente US$ 300 bilhões sob responsabilidade de bancos chineses. A mudança de postura reforça a reavaliação estratégica de Pequim no cenário financeiro global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Economia

Dólar cai para R$ 5,20 e registra menor fechamento em dois anos

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 27, em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,206, atingindo o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando foi negociado a R$ 5,1534. O movimento reforça a tendência de desvalorização da moeda americana frente ao real observada no início da semana.

Queda acompanhou cenário global

Na segunda-feira, o dólar já havia recuado 0,13%, fechando a R$ 5,28, após atingir R$ 5,261 pela manhã. A perda de força à tarde indicou o início de um movimento que se consolidou nesta terça.

O desempenho acompanha a tendência internacional de enfraquecimento do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a seis divisas de países desenvolvidos, caiu 0,86%, atingindo 96,21 pontos e rompendo níveis técnicos relevantes para o mercado.

“O índice DXY rompeu um suporte importante na região dos 97 pontos e caiu para perto de 96,20, refletindo-se também no Brasil, com o dólar voltando para a casa dos R$ 5,20″, explicou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Diferencial de juros favorece o real

O especialista destaca que o diferencial de taxas de juros entre Brasil e Estados Unidos continua beneficiando o real, especialmente com a aproximação de decisões de política monetária em ambos os países nesta quarta-feira, 28.

“Os juros no Brasil versus os juros nos Estados Unidos seguem elevados, favorecendo operações de carry trade. Isso torna o Brasil atrativo para investidores globais, mesmo com os riscos associados ao mercado local”, acrescentou Alves.

Investidores buscam ativos de maior retorno

O apetite por risco nos mercados internacionais também contribuiu para a valorização do real. Com bolsas em alta e o S&P 500 atingindo novas máximas, investidores têm direcionado recursos para moedas emergentes em busca de maior retorno, em detrimento do dólar.

Dólar à vista e dólar futuro: entenda a diferença

O dólar à vista representa a negociação da moeda para liquidação imediata, normalmente em até dois dias úteis. É amplamente usado por empresas e instituições financeiras em operações de curto prazo, oferecendo transparência e rapidez.

Já o dólar futuro envolve contratos para compra e venda com liquidação em data futura, negociados na Bolsa de Valores. Sua cotação varia conforme expectativas do mercado e pode se distanciar do dólar à vista em períodos de incerteza econômica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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Economia

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,37 com influência do exterior e prévia do PIB

O dólar encerrou a sexta-feira (16) em leve valorização frente ao real, acompanhando o movimento das principais moedas internacionais em um pregão marcado por liquidez reduzida nos mercados globais.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador visto como uma prévia do PIB brasileiro.

IBC-Br surpreende e supera projeções do mercado

O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro na comparação com outubro, já considerando o ajuste sazonal. O resultado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam avanço de 0,30% no período.

A leitura mais forte do indicador reforçou a percepção de que a economia segue aquecida, o que pode impactar as decisões futuras do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial fechou com ganho de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda.

No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, aos R$ 5,3890.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,3684, com recuo de 0,61%.

Pressão externa limita efeito dos dados internos

Apesar do dado econômico mais robusto no Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelo cenário externo. Segundo analistas, o movimento de alta nos Treasuries americanos acabou fortalecendo o dólar frente às moedas de países emergentes.

“Em tese, um dado mais forte puxaria o câmbio para baixo, mas hoje o exterior prevaleceu, com a alta dos Treasuries valorizando o dólar”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram com investidores analisando indicadores recentes da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Declarações de Lula também entram no radar

O mercado também acompanhou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a política comercial do Brasil. Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar acordos após a conclusão do tratado com a União Europeia, mirando parcerias com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A fala ocorreu ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura oficial do acordo comercial entre UE e Mercosul, prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Inflação em 2026: mercado financeiro projeta IPCA de 4,06%, aponta Boletim Focus

O mercado financeiro elevou levemente a expectativa para a inflação em 2026, segundo o primeiro Boletim Focus divulgado neste ano pelo Banco Central. A projeção passou de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de oito semanas de revisões para baixo.

Expectativa de inflação segue próxima da estabilidade

A estimativa considera o IPCA, índice oficial que mede a inflação no país. Apesar do ajuste marginal de 0,01 ponto percentual, o cenário permanece relativamente estável. Há quatro semanas, a projeção do mercado para a inflação ao fim de 2026 era de 4,16%.

Para os anos seguintes, não houve alterações. O mercado mantém, há nove semanas, a previsão de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, indicando convergência gradual da inflação no médio prazo.

Meta de inflação e comportamento recente dos preços

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o intervalo aceitável varia entre 1,5% e 4,5%.

A prévia da inflação de dezembro registrou 0,25%, levando o acumulado em 12 meses para 4,41%, dentro do teto da meta. Foi o segundo mês consecutivo com a inflação anualizada dentro do intervalo permitido. Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,5%, após meses acima do limite. O pico mais recente ocorreu em abril, quando chegou a 5,49%.

Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Projeções para o PIB indicam crescimento moderado

As estimativas para o PIB seguem estáveis. O mercado financeiro projeta crescimento de 1,8% em 2026, percentual que se repete em 2027. Para 2028, a expectativa é de expansão de 2% da economia brasileira.

Câmbio permanece estável nas projeções

No câmbio, o cenário também é de estabilidade. A projeção indica o dólar a R$ 5,50 em 2026, patamar mantido há 12 semanas. Para os anos seguintes, a estimativa é de R$ 5,50 em 2027 e R$ 5,52 em 2028.

Selic deve cair gradualmente até 2028

A expectativa para a taxa Selic aponta um ciclo de queda nos próximos anos. Após encerrar 2025 em 15% ao ano, a taxa básica de juros deve recuar para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028.

Atualmente, a Selic está no maior nível desde julho de 2006. Depois de atingir 10,5% em maio do ano passado, os juros voltaram a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho e permanecendo nesse patamar desde então.

O aumento da Selic é utilizado pelo Banco Central para conter a demanda e frear a inflação, ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Por outro lado, juros elevados tendem a restringir a atividade econômica. Já a redução da taxa costuma baratear o crédito, impulsionar consumo e produção e estimular o crescimento, ainda que com menor controle inflacionário.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Dólar em 2025 recua mais de 11% e encerra o ano abaixo de R$ 5,60

Desempenho do dólar ao longo de 2025
O dólar comercial acumulou queda de 11,17% em 2025 frente ao real. A moeda norte-americana iniciou o ano em baixa e, no primeiro pregão, em 2 de janeiro, foi cotada a R$ 6,16. Já no encerramento do ano, na terça-feira (30), o dólar terminou negociado a R$ 5,588 na compra e na venda.

Cenário global pesou sobre a moeda americana
Apesar de fatores internos terem favorecido a valorização do real, o principal movimento veio do exterior. O dólar perdeu força globalmente ao longo do ano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta de divisas internacionais, acumulou queda de quase 9%, atingindo 98,44 pontos em dezembro, uma das maiores baixas do ranking global.

Segundo o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, o enfraquecimento do dólar no mundo foi determinante. Ele destaca que o carrego do real também contribuiu para o movimento, embora esse efeito deva perder força com o início do ciclo de cortes de juros no Brasil.

Influência da política americana e expectativas econômicas
Para especialistas, a desvalorização global do dólar esteve diretamente ligada ao cenário político e econômico dos Estados Unidos. De acordo com Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, a combinação entre incertezas fiscais, política comercial mais agressiva e expectativa de desaceleração da economia americana afetou a confiança nos ativos dolarizados.

Ele afirma que a instabilidade institucional e a possibilidade de novos cortes de juros nos EUA reduziram a demanda internacional pela moeda, sobretudo no início do ano.

Juros altos no Brasil impulsionaram o real
No mercado doméstico, o diferencial de juros foi decisivo. O Brasil manteve uma das maiores taxas de juros reais do mundo, favorecendo operações de carry trade e atraindo capital estrangeiro.

Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, esse fator foi central para a entrada expressiva de recursos até novembro. Segundo ele, a taxa de juros elevada tornou o país especialmente atrativo para investidores internacionais.

Fim de ano trouxe volatilidade ao câmbio
Na reta final de 2025, o dólar voltou a ganhar força, especialmente a partir de 5 de dezembro. O movimento foi impulsionado pelo anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que gerou redução de posições estrangeiras em ativos brasileiros. A tendência se intensificou após pesquisas indicarem baixa chance de o candidato impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a orbitar a faixa de R$ 5,50 no fim do ano.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Comércio Exterior

Stablecoins ganham espaço nas transferências internacionais e já são realidade no comércio exterior brasileiro

Rapidez, baixo custo e operação 24/7 estão entre os principais fatores que explicam o avanço das stablecoins como alternativa ao sistema bancário tradicional nas transferências internacionais. No Brasil, o recurso já começa a ser incorporado por empresas que atuam no comércio exterior e na logística — e já é oferecido pela Advanced Grupo, ampliando as opções de liquidação internacional para seus clientes.

Mas afinal, o que são stablecoins e por que elas estão no radar de quem opera globalmente?

O que são stablecoins?

Stablecoins são ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro. Diferentemente de criptomoedas voláteis, como o Bitcoin, elas mantêm paridade com o ativo de referência — geralmente 1 stablecoin equivale a 1 dólar.

Na prática, funcionam como um “dólar digital”, que pode ser transferido internacionalmente por meio de blockchain, sem a necessidade de bancos intermediários ou do sistema SWIFT.

Por que as stablecoins estão sendo usadas no comércio exterior?

Segundo Gledson Costa, especialista em Planejamento Estratégico da Advanced Grupo as stablecoins já se mostram mais eficientes em diversos cenários internacionais. “Existem operações em que as stablecoins são claramente mais eficientes do que o sistema bancário tradicional, como exportações para países com restrições bancárias ou dificuldade de acesso ao dólar”, explica.

Um dos principais diferenciais está na eliminação de intermediários. Enquanto uma transferência via SWIFT pode envolver três ou quatro instituições financeiras, as stablecoins permitem pagamentos diretos de ponta a ponta, reduzindo tempo, custo e complexidade operacional.

Custo, velocidade e disponibilidade: a grande diferença

A comparação entre os dois modelos evidencia por que o tema ganhou relevância no setor:

  • SWIFT:
    • Liquidação média entre 5 e 7 horas
    • Custos elevados e pouco previsíveis
    • Restrito a dias úteis e horários bancários
  • Stablecoins:
    • Liquidação entre segundos e, no máximo, 1 minuto
    • Custo médio em torno de US$ 0,30 por transação
    • Operação 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados

“Mesmo em redes congestionadas, dificilmente vemos uma transação ultrapassar US$ 0,70 de custo. Isso é uma mudança estrutural quando falamos de pagamentos internacionais”, destaca Gledson.

Além disso, as stablecoins permitem transferências para praticamente qualquer lugar do mundo, inclusive países com sistemas financeiros menos integrados ao dólar, ampliando o alcance das operações internacionais.

E a questão regulatória?

Apesar de ainda gerar dúvidas, o ambiente regulatório está em rápida evolução. Para o especialista, o desafio não é exatamente a regulação em si, mas a insegurança jurídica global, que vem sendo endereçada. “Hoje já temos marcos regulatórios claros em várias regiões. A Europa opera sob o MiCA, os Estados Unidos avançam com iniciativas como o Genius Act, e no Brasil o tema já está regulamentado pelo Banco Central, com vigência prevista para fevereiro”, afirma.

Esse movimento aponta para um cenário de integração global via blockchain, semelhante ao que o SWIFT representou nas últimas décadas — porém com mais eficiência.

Compliance e gestão de riscos: o que muda?

Do ponto de vista das empresas, os processos de compliance não sofrem mudanças radicais. A base utilizada nas transferências internacionais tradicionais continua válida, com adaptações para o universo cripto. “O maior desafio está nas instituições financeiras, que precisam evoluir seus frameworks de AML para incluir conceitos como KYT (Know Your Transaction) e a Travel Rule”, explica Gledson.

A rastreabilidade da blockchain, nesse contexto, torna-se um diferencial importante, permitindo maior transparência e monitoramento das operações.

Stablecoins vão substituir o SWIFT?

A tendência, segundo o especialista, não é de substituição, mas de convivência entre os modelos. “Assim como hoje escolhemos entre PIX ou TED, no futuro as empresas vão escolher entre SWIFT ou stablecoins, dependendo do tipo de operação, urgência, custo e corredor internacional”, avalia.

Ou seja, as stablecoins surgem como mais uma ferramenta estratégica, especialmente vantajosa para operações que exigem rapidez, previsibilidade de custos e disponibilidade contínua.

Uma nova alternativa já disponível no mercado

Com a oferta do serviço pela Advanced Grupo, empresas brasileiras passam a ter acesso a uma solução moderna de liquidação internacional, alinhada às transformações digitais do comércio exterior e da logística global.

Mais do que uma tendência, as stablecoins começam a se consolidar como um novo pilar da eficiência financeira internacional, ampliando possibilidades e reduzindo barreiras para quem opera além das fronteiras.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK

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Economia

Dólar supera R$ 5,50 e acumula quarta alta seguida com ruídos políticos no Brasil

Moeda reage a cenário eleitoral e avança no mercado doméstico

O dólar voltou a ganhar força no mercado brasileiro nesta quarta-feira, registrando a quarta alta consecutiva e ultrapassando novamente o patamar de R$ 5,50. O movimento reflete o aumento das incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais de 2026, especialmente diante da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto, no exterior, a moeda norte-americana também manteve valorização.

No encerramento do pregão, o dólar à vista avançou 1,07%, cotado a R$ 5,5223. Apesar da sequência recente de ganhos, a divisa ainda acumula queda de 10,63% no ano.

Dólar futuro tem leve alta na B3

Por volta das 17h07, o contrato de dólar futuro para janeiro, atualmente o mais negociado na B3, subia 0,13%, a R$ 5,5350, indicando manutenção do viés de cautela entre os investidores.

Pesquisa eleitoral amplia cautela dos investidores

Na véspera, o mercado já havia reagido a uma pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição confortável na corrida presidencial frente a adversários da direita.

Em um dos cenários estimulados, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%, e Tarcísio de Freitas, com 10%. O levantamento indica ainda vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno.

Mercado avalia impacto da possível candidatura de Flávio Bolsonaro

A leitura predominante entre agentes financeiros é que uma eventual consolidação de Flávio Bolsonaro como nome da direita pode inviabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e visto por parte do mercado como uma alternativa mais alinhada à agenda econômica liberal. Esse cenário tende a favorecer a reeleição de Lula, aumentando a aversão ao risco nos ativos brasileiros.

As preocupações ganharam força após informação divulgada pelo site Metrópoles, segundo a qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria indicado a investidores que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, enquanto Flávio avançaria como candidato ao Planalto.

Ibovespa cai e juros futuros sobem

Durante a tarde, o dólar acompanhou a queda do Ibovespa e a alta expressiva das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Às 13h51, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,5320, com valorização de 1,24%.

Cenário externo também favorece o dólar

No mercado internacional, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Além disso, o dólar avançou frente à libra esterlina, diante da expectativa de corte de juros pelo Banco da Inglaterra.

No fim da tarde, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,17%, aos 98,382 pontos.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e agências internacionais.
Texto: Redação

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Economia

Dólar à vista mantém estabilidade frente ao real em dia de oscilações no exterior

O dólar à vista encerrou a quinta-feira praticamente estável, acompanhando o comportamento misto da moeda norte-americana no mercado internacional. A divisa recuou 0,06%, fechando a R$ 5,3103 na venda, após ter mostrado queda mais intensa no início do dia.

Cenário externo influencia câmbio
No mercado futuro, o contrato de dólar para janeiro de 2026 — o mais negociado na B3 — registrou leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,3415. O movimento tímido ocorre em meio à divulgação de novos dados da atividade econômica e do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta que o mercado atribui 87% de probabilidade de que o Fed reduza a taxa básica em 25 pontos-base na próxima semana. Às 17h31, o índice do dólar (DXY) avançava 0,12%, para 99,018.

Desempenho das moedas emergentes
Com o cenário internacional favorável, moedas de países emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, ganharam força. O real acompanhou o movimento e operou boa parte da manhã abaixo de R$ 5,30, chegando à mínima de R$ 5,2882 às 11h19. No entanto, ajustes técnicos no período da tarde levaram a uma reversão parcial, e a moeda atingiu a máxima de R$ 5,3172 às 15h27.

Para o gestor Eduardo Aun, da AZ Quest, a performance do real segue alinhada à de outras moedas emergentes. Ele avalia que a tendência de valorização do real deve se manter até o fim do ano, destacando que os próximos dados do payroll podem definir a direção da política monetária americana e influenciar o câmbio na segunda quinzena.

PIB brasileiro mostra desaceleração
No cenário doméstico, o PIB do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, abaixo da projeção de alta de 0,2% apontada por pesquisa da Reuters. Na comparação anual, houve expansão de 1,8%, conforme dados do IBGE.

Os números confirmam a desaceleração econômica ao longo de 2024. O PIB havia crescido 1,5% no primeiro trimestre e 0,3% no segundo, após revisões do instituto.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Comércio Internacional

Mercados Globais Sem Direção em Dia de Expectativa por Dados dos EUA

Os principais índices globais operam sem tendência clara, reflexo dos ganhos das ações de tecnologia registrados na véspera em Wall Street e da expectativa pelos dados econômicos atrasados dos Estados Unidos.

Desempenho dos Mercados Internacionais

Na Ásia, o movimento foi moderadamente positivo. O Nikkei 225 avançou 0,07%, o Shanghai Composite subiu 0,87% e o Hang Seng ganhou 0,69%.
Na Europa, o Euro Stoxx 50 oscila próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08%.
Já nos EUA, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,25% e 0,40%.

Cotações Globais

  • S&P 500 Futuro: -0,2%
  • FTSE 100: estável
  • CAC 40: -0,1%
  • MSCI World: estável
  • MSCI EM: +0,9%
  • Petróleo WTI: -0,2% (US$ 58,70)
  • Brent: -0,3% (US$ 63,17)
  • Minério de ferro em Singapura: +0,9% (US$ 106)
  • Bitcoin: -1,7% (US$ 87.224,88)

EUA e China: Aproximação Diplomática

O presidente Donald Trump afirmou ter recebido e aceitado um convite do líder chinês Xi Jinping para visitar a China em abril de 2026.

Paralelamente, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que Washington negocia com autoridades europeias um “acordo interessante” em troca de flexibilização regulatória, mas destacou que a União Europeia precisará ajustar regras digitais para viabilizar um pacto que reduza tarifas sobre aço e alumínio.

Tensões Geopolíticas: Rússia e Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu avanços nas negociações conduzidas em Genebra, mas afirmou que os temas mais sensíveis serão debatidos diretamente com Trump.
Os dois países buscam reduzir divergências sobre segurança, limites militares e eventuais concessões territoriais.

Mercado de Commodities em Queda

Os preços do petróleo recuam, acompanhando o movimento global de cautela. O WTI cai 0,2%, enquanto o Brent recua 0,3%. Já o minério de ferro segue em alta de 0,9% em Singapura.

Brasil: Mercado Acompanha Falas do Banco Central

O foco no Brasil está na audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre o acordo que encerrou um processo administrativo no BC.

Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa do evento EuroFinance, em São Paulo.

As falas recentes de Galípolo repercutem no mercado: ele afirmou que gostaria que a inflação convergisse mais rapidamente, mas reconhece haver um trade-off nesse processo.

Com a Selic em 15% ao ano, investidores questionam quando o ciclo de cortes pode começar, em meio ao avanço da desinflação.

Indicadores

  • Balanço de pagamentos de outubro.
    O BTG Pactual projeta déficit de US$ 5 bilhões em transações correntes.

Mercado Financeiro

  • Ibovespa: +0,33% (155.278 pontos)
  • Dólar: -0,11% (R$ 5,3949)

Empresas

  • Lojas Americanas, em recuperação judicial, aceitou a proposta da BrandUP! para adquirir sua unidade produtiva isolada.
  • Dois membros do Conselho da Raízen renunciaram aos cargos.
  • O investidor Silvio Tini de Araújo elevou sua participação na GPA para 5,57% do capital social.

Com informações de agências internacionais e nacionais.
Texto: Redação

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