Logística

Logística europeia enfrenta alta de custos e riscos operacionais em meio à crise global

O setor de logística europeia atravessa um período de forte pressão diante do cenário geopolítico instável. Relatórios recentes do setor indicam que os custos de transporte registraram aumentos de dois dígitos no primeiro trimestre, levando empresas a reformular suas cadeias de suprimentos em busca de maior resiliência.

O principal desafio, no entanto, está na imprevisibilidade das rotas comerciais estratégicas. Esse cenário amplia os riscos operacionais na logística europeia, impactando diretamente os preços finais de bens de consumo.

Fretes mais caros e prazos mais longos

Os dados mais recentes mostram que os fretes marítimos para os principais portos do norte da Europa subiram cerca de 15% em março. Com isso, o custo de envio de contêineres a partir da Ásia permanece em patamares historicamente elevados.

Além da alta nos preços, o tempo médio de trânsito aumentou entre 10 e 14 dias, reflexo do redirecionamento de rotas comerciais. A situação pressiona financeiramente importadores que dependem de operações logísticas precisas.

Outro fator de preocupação é o aumento de 8% nas primas de seguros de carga, ampliando ainda mais os custos operacionais no setor.

Falta de caminhoneiros limita transporte terrestre

A escassez de mão de obra segue como um dos principais gargalos. Estima-se que faltem mais de 450 mil motoristas profissionais para atender à demanda atual no continente.

Diante disso, empresas têm acelerado investimentos em automação logística para compensar a falta de trabalhadores. Tecnologias de gestão de pátios e armazenagem vêm registrando crescimento anual de cerca de 20%.

Mesmo com esses avanços, o sistema de transporte terrestre opera próximo ao limite de sua capacidade, o que eleva o risco de atrasos e ineficiências.

Energia cara e transição sustentável desafiam o setor

O custo do combustível para transporte também tem contribuído para a volatilidade do setor, com oscilações semanais em torno de 12%. Esse cenário afeta diretamente as margens das empresas de navegação e transporte.

Para reduzir a dependência do petróleo, parte das frotas tem adotado combustíveis alternativos, mas a infraestrutura ainda é insuficiente, especialmente na Europa Oriental, onde a rede de recarga para caminhões elétricos segue limitada.

A busca por sustentabilidade na logística exige uma transição energética rápida, mas cuidadosamente planejada para evitar novos gargalos operacionais.

Inflação logística deve persistir em 2026

A expectativa é de que a inflação logística permaneça elevada ao longo de 2026, mantendo o setor sob pressão. Em resposta, a União Europeia trabalha para fortalecer corredores comerciais mais seguros e eficientes.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologia será decisiva para enfrentar o cenário de alta volatilidade. A eficiência operacional e a visibilidade completa da cadeia de suprimentos devem determinar quais empresas conseguirão se manter competitivas nos próximos anos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Mercado de fertilizantes exige cautela, alerta Mapa diante de instabilidade global

O mercado de fertilizantes segue sob atenção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os desdobramentos do cenário internacional em 2026. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, somadas à suspensão temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, têm provocado forte volatilidade nos preços e intensificado a disputa global por insumos agrícolas.

Como grande importador, o Brasil sente diretamente os impactos dessas oscilações, tanto nos custos quanto na disponibilidade de produtos essenciais para a produção rural.

Cadeia de suprimentos é acompanhada de perto

Diante desse contexto, o Mapa reforça o monitoramento da cadeia de suprimentos de fertilizantes e mantém diálogo com representantes do setor produtivo. O objetivo é avaliar alternativas logísticas e garantir o abastecimento nacional, minimizando riscos para a próxima safra.

A estratégia busca preservar a estabilidade do setor agrícola e evitar desabastecimento em momentos críticos.

Produtores devem evitar compras em alta especulativa

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, orienta produtores rurais a adotarem postura cautelosa. Segundo ele, o cenário internacional tem favorecido movimentos especulativos, elevando artificialmente os preços dos fertilizantes.

A recomendação é evitar aquisições em momentos de pico e aguardar maior estabilidade do mercado. “A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando os preços estão inflados”, destaca.

Acordo com a Turquia amplia alternativas logísticas

Como resposta às incertezas no Estreito de Ormuz, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para viabilizar novas rotas comerciais. A infraestrutura portuária turca passa a ser uma alternativa estratégica para o envio de exportações agropecuárias ao Oriente Médio e à Ásia Central, sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico.

A medida contribui para reduzir riscos logísticos e ampliar a segurança nas operações internacionais.

Planejamento da safra reduz pressão imediata

De acordo com o Mapa, a safra de inverno já está praticamente concluída, o que diminui a demanda imediata por fertilizantes. A próxima fase de maior consumo deve ocorrer apenas a partir de setembro, durante o plantio da safra de verão.

Esse intervalo oferece aos produtores tempo para planejamento e tomada de decisão mais estratégica, evitando compras precipitadas em um cenário de incertezas.

Tecnologia e manejo ajudam a otimizar insumos

Além das alternativas comerciais, o setor agrícola conta com soluções tecnológicas e práticas de manejo que permitem otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes.

O Mapa afirma que continuará acompanhando o mercado global e poderá adotar novas medidas para garantir a competitividade e a segurança da agricultura brasileira.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Internacional

Estreito de Ormuz pressiona seguros marítimos e pode elevar preços ao consumidor

A crescente instabilidade no Estreito de Ormuz já provoca efeitos no comércio global e pode chegar ao bolso do consumidor. A escalada do conflito no Oriente Médio tem elevado os custos de seguros marítimos, impactando diretamente o transporte de cargas e o preço final de produtos.

Corredor estratégico sob risco

Localizado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás. Com o aumento das tensões militares desde o fim de fevereiro, a região passou a registrar queda acentuada no tráfego marítimo e aumento significativo nos riscos à navegação.

Dados recentes apontam a dimensão do problema: o número de embarcações que cruzam a rota caiu drasticamente, enquanto episódios de ataques e incidentes envolvendo navios comerciais se tornaram mais frequentes, incluindo petroleiros e cargueiros.

Esse cenário reforça a importância estratégica da região para o abastecimento energético global e acende o alerta para possíveis impactos econômicos mais amplos.

Seguradoras suspendem coberturas

Diante do agravamento da situação, empresas de seguro passaram a rever sua atuação. Muitas seguradoras estão cancelando ou suspendendo apólices de risco de guerra, mecanismo essencial para garantir operações em áreas instáveis.

Especialistas explicam que, em ambientes de conflito, aumenta o risco de perdas simultâneas — envolvendo embarcações, cargas, tripulações e até danos ambientais — o que pressiona a capacidade financeira das companhias.

Além disso, a rápida deterioração do cenário e a concentração de ativos de alto valor tornam a região ainda mais sensível para o mercado de seguros internacionais.

Cancelamento de seguro é permitido?

Apesar do impacto econômico, o cancelamento dessas coberturas geralmente não configura quebra de contrato. Isso porque os contratos de seguro marítimo já incluem cláusulas específicas que permitem a suspensão ou revisão das apólices em situações de risco elevado.

Essas regras seguem padrões internacionais e exigem aviso prévio, que pode variar entre 72 horas e sete dias. Embarques realizados antes da notificação continuam cobertos, enquanto operações posteriores ficam expostas aos riscos sem proteção.

Impacto indireto no Brasil

Mesmo distante geograficamente, o Brasil pode sentir os efeitos dessa crise. O aumento no custo dos fretes marítimos e dos seguros tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva.

Um dos primeiros reflexos aparece no preço dos combustíveis. Com a alta do petróleo no mercado internacional, os custos de energia aumentam, pressionando a inflação global.

Esse movimento gera um efeito em cadeia: eleva o custo de produção, encarece fertilizantes, impacta alimentos e aumenta o preço de produtos importados. A menor previsibilidade nas entregas também contribui para a volatilidade dos preços.

Efeito cascata na economia global

Especialistas apontam que a continuidade do conflito pode intensificar ainda mais os impactos. A combinação de volatilidade no preço do petróleo, aumento nos custos logísticos e pressão sobre cadeias de suprimentos globais tende a afetar diversos setores da economia.

Caso haja interrupções prolongadas no fluxo pelo Estreito de Ormuz, o cenário pode se agravar, com reflexos diretos no abastecimento e na inflação em diferentes países.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Exportação

Brasil se prepara para exportar carne bovina à Coreia do Sul

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (23) que está pronto para avançar nos procedimentos sanitários que permitem a venda de carne ao mercado sul-coreano. A declaração foi feita durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.

Avanços nos procedimentos sanitários

Segundo o presidente, o país trabalha há 15 anos para garantir acesso à Coreia do Sul, destacando que o bulgogi, churrasco tradicional coreano, combina com a carne brasileira de qualidade. “Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, afirmou.

Oportunidades para frigoríficos brasileiros

A medida permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, todos brasileiros, possam se instalar na Coreia do Sul. O governo reforçou que a corrente de comércio entre os dois países ainda não atingiu seu potencial máximo e destacou acordos firmados durante a visita, incluindo cooperação comercial e fortalecimento de cadeias de suprimentos.

Comércio bilateral ainda abaixo do potencial

Atualmente, a troca comercial entre Brasil e Coreia do Sul é de cerca de US$ 11 bilhões, abaixo do recorde de quase US$ 15 bilhões registrado em 2011. Segundo o governo, esse volume não reflete a dimensão das duas economias. “O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia”, disse o presidente.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Palácio do Planalto

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Logística

Terminal Barra do Rio completa 10 anos e reforça papel estratégico de Itajaí no comércio global

Em janeiro de 2016, o Terminal Barra do Rio Terminal Portuário S/A iniciou suas operações em Itajaí (Santa Catarina), dando início a uma trajetória marcada por crescimento, investimentos e fortalecimento da logística portuária no Sul do Brasil. Dez anos depois, o empreendimento celebra uma década de atuação conectando a cidade às principais rotas do comércio global.

Ao longo desse período, o Terminal consolidou-se como um dos pontos estratégicos para operações portuárias no país. A estrutura oferece soluções completas para a movimentação de contêineres, carga geral, carga projeto, granéis sólidos e serviços alfandegados, atendendo tanto operações de importação quanto de exportação. O terminal também atua de forma expressiva na cabotagem e como entreposto aduaneiro.

Investimentos em infraestrutura impulsionam eficiência operacional

O crescimento do Terminal Barra do Rio está diretamente ligado aos investimentos contínuos em infraestrutura. Atualmente, o complexo conta com uma área total de cerca de 70.000 m², píer de 220 m, 18.000 m² de armazéns cobertos com 4.130 posições de pallets e uma ampla retroárea destinada às operações logísticas.

Nos últimos anos, o terminal ampliou sua capacidade operacional por meio da modernização do pátio, melhorias no piso operacional, aquisição de equipamentos como reach stackers e um novo scanner, além da implantação de sistemas de gestão que elevaram os níveis de eficiência e segurança das operações.

Capital humano e relacionamento como diferenciais competitivos

O avanço registrado ao longo dos últimos 10 anos também foi acompanhado pela formação de uma equipe qualificada e comprometida. Clientes e parceiros destacam o atendimento ágil, a capacidade de adaptação às demandas do mercado e a proximidade no relacionamento como diferenciais do Terminal Barra do Rio.

Relatos de parceiros reforçam a postura profissional dos colaboradores e o comprometimento da gestão com metas claras e foco em resultados, refletindo os valores que norteiam a empresa: companheirismo, engajamento e respeito.

Visão de futuro e integração às rotas globais

Para Ricardo Ramos Moraes, Diretor-Presidente do Terminal, a celebração dos 10 anos vai além do tempo de operação e simboliza a consolidação de um propósito maior. 

“Chegar a uma década de operação é um marco que nos enche de orgulho. Não apenas pelo que construímos em termos de infraestrutura e processos, mas principalmente pela confiança que nossos clientes, parceiros e colaboradores depositaram em nós ao longo desses anos. Seguimos com a mesma determinação de sempre, inovar, servir com excelência e ampliar nossa atuação para integrar ainda mais Itajaí às principais rotas globais de comércio.” — Ricardo Ramos Moraes.

O Terminal Barra do Rio também tem avançado em iniciativas estratégicas voltadas ao futuro, como a abertura de novas rotas marítimas — incluindo uma ligação inédita com a África — e a adoção de práticas sustentáveis alinhadas aos desafios contemporâneos do setor logístico.

Ao completar uma década de operação, o Terminal reafirma sua posição como um elo vital da cadeia de suprimentos brasileira, refletindo não apenas a evolução da infraestrutura portuária nacional, mas também sua capacidade de adaptação às exigências de um mercado cada vez mais globalizado.

Fonte: Terminal Barra do Rio

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Logística

Baixa do rio Paraguai pode colocar em risco a logística regional

O sistema fluvial Paraguai–Paraná atravessa uma de suas fases mais críticas em décadas. A baixa do rio Paraguai, fundamental para o trânsito de balsas entre o norte e o sul do país, registra quedas diárias de quatro a seis centímetros, afetando pontos estratégicos como Vallemí, Concepción, Assunção e Pilar.

A redução do nível da água impacta diretamente a capacidade de transporte. Em vários trechos, os comboios operam com calados de apenas nove pés, contra os dez ou doze habituais, o que obriga a reduzir a carga em até 25%. Se não houver chuvas na bacia do Pantanal, as balsas poderão operar com apenas um terço de sua capacidade entre novembro e dezembro.

O rio Paraguai faz parte da hidrovia que conecta os principais polos produtivos da Bolívia, Brasil, Paraguai e norte da Argentina aos portos do Atlântico. Uma redução prolongada aumenta os custos logísticos e gera um efeito dominó sobre as exportações e a cadeia de suprimentos regional.

Diante desse cenário, o dragagem de manutenção é crucial para evitar a interrupção do trânsito fluvial. O Paraguai mantém contratos ativos por três anos para remover seis milhões de metros cúbicos de sedimentos em diferentes trechos. Essas obras permitem recuperar até três pés de calado, suficientes para manter operacionais as rotas comerciais.

Embora se espere que as chuvas aliviem a situação até dezembro, a recuperação não está garantida. A continuidade do corredor Paraguai–Paraná será determinante para preservar a competitividade logística do Cone Sul nos mercados internacionais.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Greve em portos da Europa paralisa operações e ameaça cadeia de suprimentos

Os principais portos da Europa, Roterdã e Antuérpia-Bruges, enfrentam graves interrupções devido a greves que paralisaram o transporte marítimo de contêineres e já afetam a logística regional.

Greve em Roterdã interrompe operações

No porto de Roterdã, o maior da Europa, trabalhadores das empresas International Lashing Services e Matrans Marine Services cruzaram os braços na tarde de quarta-feira (15h15, horário local). A paralisação, organizada pelo sindicato FNV, terá duração de 48 horas e seguirá até sexta-feira.

Os estivadores são responsáveis por fixar os contêineres nos navios. Com a suspensão das atividades, nenhuma embarcação pode ser carregada ou descarregada durante o período da greve. Grandes terminais já enfrentam atrasos significativos, e algumas embarcações tiveram a estadia prolongada.

Um porta-voz da Autoridade Portuária de Roterdã confirmou que a movimentação será impactada, mas afirmou ser cedo para medir a dimensão total dos prejuízos.

Protestos em Antuérpia-Bruges ampliam crise

Na Bélgica, o porto de Antuérpia-Bruges, o segundo maior da Europa, também enfrenta sérias dificuldades. Os práticos flamengos mantêm protestos contra reformas federais na previdência, que podem reduzir benefícios futuros.

De acordo com autoridades locais, apenas 31 navios foram atendidos na terça-feira, número muito abaixo da média diária de 60 a 80. Na manhã de quarta-feira, mais de 100 embarcações aguardavam autorização para entrar ou sair do porto, e várias já foram desviadas para outros destinos.

Os práticos, representados pela Beroepsvereniging van Loodsen, estão limitando o trabalho ao horário de expediente. As negociações com o governo seguem travadas, sem perspectiva de avanço.

Impactos na cadeia logística europeia

As paralisações simultâneas em Roterdã e Antuérpia, dois dos maiores centros logísticos da Europa, já levantam alertas sobre riscos de desabastecimento. Caso as greves se prolonguem, há expectativa de efeitos em cadeia nas rotas de contêineres e no fornecimento de energia em todo o norte europeu.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Logística

Nova fronteira da proteção logística une segurança física e digital

A digitalização da cadeia logística trouxe avanços na eficiência do transporte e armazenamento de cargas. No entanto, também elevou a complexidade da segurança, exigindo uma abordagem integrada que una proteção física e cibernética. A Fractal, empresa dedicada à segurança tecnológica, destaca que a interoperabilidade entre sensores, sistemas de rastreamento e plataformas digitais é essencial para mitigar riscos operacionais e proteger ativos.

Com soluções que conectam lacres eletrônicos, inteligência de dados e monitoramento remoto, a Fractal atua para prevenir violações, fraudes e extravios. “A segurança logística do futuro exige convergência. Só é possível garantir integridade da carga com monitoramento contínuo, análise preditiva e respostas rápidas, tanto em nível físico quanto digital”, afirma José Roberto França de Mesquita Filho, executivo da Fractal e especialista em integração tecnológica aplicada à logística.

Entre as tecnologias aplicadas pela empresa estão sensores IoT com alertas automáticos, sistemas de visão embarcada com reconhecimento de anomalias e plataformas que unem dados de campo com sistemas ERP, WMS e TMS das empresas. A combinação permite rastreabilidade fim a fim e oferece visibilidade sobre possíveis vulnerabilidades na operação, desde o armazém até a última milha.

O tema ganhou destaque no setor após a publicação do Relatório de Riscos Cibernéticos 2025 da Allianz Global Corporate & Specialty, que apontou a logística como uma das áreas mais vulneráveis a ataques e falhas integradas entre ambiente físico e digital.

A Fractal defende que a adoção de uma matriz de segurança integrada deve ser prioridade na estratégia de gestão de riscos de empresas que atuam com transporte e armazenagem de alto valor agregado.

Website: https://www.linkedin.com/company/fractal-intelligent-security/

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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