Internacional

Xi apresenta 3 propostas na Cúpula do Brics

Multilateralismo, globalização econômica e cooperação: as propostas de Xi na cúpula virtual do Brics convocada por Lula.

O presidente chinês, Xi Jinping, conclamou os países do Brics a avançarem em solidariedade e cooperação. A declaração foi feita na cúpula virtual do bloco, convocada pelo Brasil.

Em sua declaração intitulada “Avançando em Solidariedade e Cooperação”, Xi observou que uma transformação sem precedentes em um século está se acelerando em todo o mundo, e o hegemonismo, o unilateralismo e o protecionismo estão se tornando cada vez mais desenfreados.

“Os países do Brics, na vanguarda do Sul Global, devem agir com base no Espírito do Brics de abertura, inclusão e cooperação mutuamente benéfica, defender conjuntamente o multilateralismo e o sistema de comércio multilateral, promover uma maior cooperação entre os países do Brics e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, disse Xi.

Presidente chinês apresentou três propostas

Em primeiro lugar, ele apelou aos países do Brics para que defendam o multilateralismo e a equidade e a justiça internacionais, que fornece uma base importante para a paz e o desenvolvimento mundiais.

Xi afirmou que a Iniciativa de Governança Global que ele propôs recentemente visa galvanizar a ação global conjunta para um sistema de governança global mais justo e equitativo.

O presidente da China afirmou que esforços ativos devem ser feitos para promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países do Sul Global, acrescentando que o sistema de governança global deve ser aprimorado por meio de reformas.

Sua segunda proposta foi a manutenção da abertura e da cooperação mutuamente benéfica para salvaguardar a ordem econômica e comercial internacional. Observando que a globalização econômica é uma tendência irresistível da história, Xi afirmou que os países não podem prosperar sem um ambiente internacional de cooperação aberta e que nenhum país pode se dar ao luxo de recuar para um isolamento autoimposto.

Ele afirmou que os países do Brics devem permanecer comprometidos com a construção de uma economia global aberta, de modo a compartilhar oportunidades e alcançar resultados mutuamente benéficos em termos de abertura, acrescentando que o sistema multilateral de comércio, com a Organização Mundial do Comércio em seu núcleo, deve ser mantido e todas as formas de protecionismo devem ser combatidas.

Em terceiro lugar, os países do Brics devem manter a solidariedade e a cooperação para promover a sinergia em prol do desenvolvimento comum, afirmou Xi.

“A China está pronta para trabalhar com os demais países do Brics para implementar a Iniciativa de Desenvolvimento Global, promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão e Rota, alavancar seus respectivos pontos fortes, aprofundar a cooperação prática e tornar a cooperação empresarial, financeira, científica e tecnológica mais produtiva, de modo a fortalecer a base, o impulso e o impacto de uma maior cooperação entre os Brics e proporcionar mais benefícios práticos aos povos”, afirmou.

Analista defende comércio do Brics em moedas locais

Luis Marchan, analista equatoriano de política internacional, declarou à Sputnik que as decisões da cúpula do Brics, realizada nesta segunda-feira, devem se concentrar na nova proposta de governança global apresentada pela China.

“Com a multipolaridade como princípio fundamental, todas as instituições criadas para garantir o cumprimento do direito internacional — como a ONU, a OEA, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e outros órgãos da própria ONU — devem ser substituídas ou atualizadas”, segundo o especialista.

Segundo Marchan, os países do Brics devem buscar renovar todos os acordos — incluindo os de comércio, questões sociais e segurança — para refletir a nova compreensão de um mundo multipolar.

“Creio que é necessário um novo modelo de comércio para atingir a ampla população dos países do Brics, com o uso de moedas nacionais e mecanismos alternativos de apoio — atuando como um contrapeso ao dólar”, observa o analista.

Fonte: Monitor Mercantil

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Comércio Exterior

Lula diz que países do Brics são ‘vítimas de chantagem tarifária’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que os países do Brics estão sendo “vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais” e que a “chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas”. A declaração foi dada no discurso do presidente durante a cúpula virtual do Brics.

A reunião foi fechada, mas a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) divulgou o conteúdo do discurso lido pelo presidente brasileiro.

Lula não mencionou o governo dos Estados Unidos ou o presidente norte-americano, Donald Trump, mas deixou claro em seu discurso as críticas à política comercial do republicano. Afirmou que da última cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro em julho, até hoje “vivemos um momento de crescente instabilidade”.

– Está cada vez mais claro que a crise de governança não é uma questão conjuntural. Os pilares da ordem internacional criada em 1945 estão sendo solapados de forma acelerada e irresponsável. A Organização Mundial do Comércio está paralisada há anos – disse o petista.

– Em poucas semanas, medidas unilaterais transformaram em letra morta princípios basilares do livre-comércio como as cláusulas de Nação Mais Favorecida e de Tratamento Nacional. Agora assistimos ao enterro formal desses princípios. Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais. A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas – completou, em seguida.

Segundo Lula, a imposição de “medidas extraterritoriais ameaça nossas instituições”. A fala foi uma referência a imposição da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus efeitos para além das fronteiras norte-americanas.

A reunião acabou por volta das 11 horas. O encontro foi fechado, mas a Presidência da África do Sul divulgou trecho da fala do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em seu canal do YouTube.

As falas dos demais líderes não foram divulgadas. Pelo trecho divulgado pelo governo sul-africano, foi possível identificar os líderes presentes.

Além dos já citados, estavam presentes: Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, presidente do Egito; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia; Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos; e Taye Atske Selassie, presidente da Etiópia.

Fonte: Pleno News

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Comércio Exterior

Disputa no BRICS: China quer impor o yuan no bloco, mas Brasil, Índia e África do Sul batem de frente

A China tem intensificado suas iniciativas para ampliar o uso do yuan como moeda de referência dentro do bloco dos BRICS.

A proposta aparece em um momento em que os países do grupo discutem alternativas ao dólar para reduzir riscos em transações internacionais.

O tema ganhou força após as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra a Rússia, que estimularam a busca por outras formas de pagamento.

Nesse contexto, Rússia e Brasil passaram a adotar o yuan de forma mais frequente em operações comerciais, especialmente no setor de petróleo e em outras commodities.

Durante as cúpulas realizadas em 2023 e 2024, o governo de Xi Jinping apresentou propostas formais para que o yuan fosse considerado tanto nas reservas de bancos centrais quanto em transações comerciais.

Além disso, Pequim sugeriu que os países membros utilizassem com maior frequência suas moedas locais nas trocas, ressaltando, no entanto, o papel do yuan como alternativa disponível.

Reações internas no bloco

Apesar da pressão, a estratégia não é aceita de forma unânime pelos países dos BRICS.

Índia e África do Sul mostram cautela porque defendem um sistema multimoedas.

Um sistema multimoedas, defendido em várias ocasiões pelos BRICS, é um arranjo financeiro no qual diferentes moedas nacionais dos países membros podem ser usadas nas transações comerciais e financeiras entre eles, em vez de depender quase exclusivamente do dólar norte-americano como referência.

Segundo eles, esse formato permitiria que diferentes moedas locais tivessem espaço, sem dar exclusividade ao yuan.

Mesmo o Brasil, que vinha utilizando a moeda chinesa em várias transações, agora reforça essa posição de não dar um maior protagonismo ao yuan.

Os três países argumentam que o comércio interno do bloco deve ser diversificado e que uma cesta de moedas poderia competir com o dólar de forma mais equilibrada.

Empréstimos em moeda chinesa

Além do comércio, a China pressiona pelo uso do yuan em financiamentos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Países como Paquistão, Sri Lanka e nações africanas já receberam empréstimos denominados em yuan. A medida reforça a intenção de Pequim em consolidar sua moeda como alternativa global.

No entanto, nem todos concordam. A Índia chegou a utilizar o yuan em algumas liquidações, mas desistiu rapidamente.

Essa decisão mostra o receio de depender excessivamente da moeda chinesa

Críticas ao protagonismo da China nos BRICS

A China é, de longe, a maior economia do BRICS. Seu PIB supera o somado de vários membros do bloco, o que gera um desequilíbrio natural de poder.

Especialistas apontam que essa disparidade permite a Pequim pautar os rumos do grupo, reduzindo a autonomia de países como Brasil e África do Sul.

Para críticos, em vez de cooperação equilibrada, o BRICS pode se tornar uma extensão da política externa chinesa.

Analistas observam que a China enxerga o BRICS como instrumento de projeção internacional.

Ao defender uma nova moeda de referência, baseada no yuan, e ampliar sua influência no Novo Banco de Desenvolvimento, Pequim reforça sua posição como alternativa à hegemonia dos Estados Unidos.

Trump pressiona contra os BRICS

Donald Trump, em seu novo mandato, transformou o BRICS em prioridade política. Ele passou a atacar o bloco diretamente, tratando-o como uma ameaça ao sistema monetário global liderado pelo dólar.

O chefe da Casa Branca deixou claro que não permitirá avanços nesse sentido sem reação dura.

Ameaças tarifárias

Em janeiro, Trump anunciou que países do BRICS que avançarem em iniciativas para reduzir o uso do dólar enfrentarão tarifas comerciais pesadas.

Ele chegou a citar alíquotas de até 100% sobre importações, além de uma tarifa fixa de 10% para produtos de todos os membros do bloco.

Vamos exigir um compromisso desses países aparentemente hostis de que eles não criarão uma nova moeda nem apoiarão qualquer outra moeda para substituir o poderoso dólar americano, caso contrário, eles enfrentarão 100% de tarifas e deverão dizer adeus às vendas para a maravilhosa economia dos EUA“, escreveu Trump na ocasião.

Efeitos inesperados

Especialistas apontam que a estratégia de Trump pode ter efeito contrário ao desejado.

Em vez de enfraquecer o BRICS, suas ações podem acelerar a busca por alternativas financeiras.

O BRICS Pay, sistema de pagamentos em moedas locais, ganhou força justamente em meio às sanções e ameaças.

Portanto, a pressão americana funciona como estímulo para que o bloco consolide ferramentas próprias, reduzindo gradualmente sua vulnerabilidade ao dólar.

A ofensiva de Trump mostra o quanto o tema deixou de ser apenas econômico e passou a ser geopolítico.

Ao defender o dólar com tarifas e ameaças, os Estados Unidos reforçam a imagem de que temem perder espaço no sistema internacional.

Para os países do BRICS, o desafio é transformar discurso em prática, expandindo o uso de moedas nacionais e provando que podem criar alternativas reais.

O cenário indica que a disputa está apenas começando e deve marcar os próximos anos.

Caminhos futuros do BRICS

Portanto, ainda que a China reforce a proposta de ampliar o uso do yuan como moeda de referência no bloco, os demais países mantêm certa distância em relação a essa ideia.

Cada membro apresenta interesses próprios e, no conjunto, a preferência tem sido por um arranjo mais amplo e diversificado.

A posição majoritária é de defesa de um sistema multimoedas, no qual as moedas locais de cada país tenham espaço equivalente.

A justificativa é que esse modelo permite maior equilíbrio nas transações e reduz a concentração de poder em torno de apenas uma divisa.

Em síntese, o BRICS não sinaliza adesão ao yuan como moeda de reserva única.

As diferenças internas em relação ao tema acabam funcionando como um limite para o alcance de iniciativas mais ousadas dentro da aliança, mantendo o bloco em uma trajetória de negociações graduais e de difícil consenso.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Informação

Pix do BRICS? Conheça o BRICS Pay, sistema que promete reduzir dependência do dólar

Brasil lidera o BRICS Pay, sistema global inspirado no Pix que promete reduzir a dependência do dólar e transformar o comércio internacional. Entenda como funciona

O bloco econômico BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, está perto de lançar o BRICS Pay, uma plataforma de pagamentos digitais internacionais inspirada no Pix brasileiro.

O BRICS Pay foi desenvolvido com tecnologia blockchain e capacidade para processar até 20 mil transações por segundo. A plataforma promete operações rápidas, seguras e de baixo custo, conectando bancos centrais e instituições financeiras dos países participantes.

A proposta é permitir que as transações comerciais ocorram diretamente em moedas locais, como real, yuan e rúpia, eliminando a necessidade de conversão para o dólar.

Pix como modelo e Brasil no centro da inovação

O sucesso do Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020 e responsável por movimentar R$ 7 trilhões somente no primeiro trimestre de 2025, serviu como referência para a criação do BRICS Pay. A experiência brasileira com pagamentos instantâneos foi decisiva para a concepção de um modelo adaptado ao comércio exterior.

Objetivos estratégicos do BRICS Pay

  • Reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais
  • Facilitar o comércio em moedas locais
  • Fortalecer a autonomia financeira frente a sanções
  • Aumentar a competitividade das exportações

Resposta a pressões internacionais

A criação do BRICS Pay acontece em um momento de tensões com países ocidentais. Nos Estados Unidos, autoridades veem o sistema como uma ameaça à supremacia do dólar, que participa de 84% das transações globais.

O ex-presidente Donald Trump chegou a ameaçar impor tarifas de até 100% a países que deixarem de usar a moeda americana.

Economistas como Sergey Glazyev, conselheiro russo para integração econômica, afirmam que a plataforma representa um marco para o Sul Global e um passo importante para reduzir riscos de bloqueios financeiros.

O Pix dos BRICS: Integração com sistemas já existentes

O BRICS Pay pretende unificar redes de pagamento instantâneo de cada país, como o Pix no Brasil, o SBP na Rússia, o UPI na Índia, o IBPS na China e o PayShap na África do Sul. A interoperabilidade entre esses sistemas permitirá transações em tempo real e ampliará o alcance do comércio intrabloco.

Potencial e desafios

Projeções indicam que, até 2030, o BRICS Pay poderá movimentar centenas de bilhões de dólares por ano, rivalizando com o sistema SWIFT. Apesar disso, a iniciativa enfrenta obstáculos como integração tecnológica, harmonização tributária e pressões políticas externas.

O Brasil, que assumirá a presidência rotativa do BRICS em 2026, terá papel fundamental para viabilizar a plataforma e consolidar sua posição como referência global em soluções de pagamento digital.

Fonte: Melhor Investimento

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Comércio Exterior, Tecnologia

Toyota aposta em novo membro do BRICS como 3ª polo global de elétricos

A Toyota confirmou que começará a produzir o SUV elétrico bZ4X na Indonésia até o fim de 2025. A decisão foi anunciada durante o Salão de Jacarta (GIIAS 2025) e marca a entrada do país como terceiro polo de produção de EVs da Toyota, ao lado de China e Japão. A empresa também confirmou que fabricará uma picape elétrica na Tailândia ainda neste ano, em resposta à rápida expansão de marcas chinesas na região.

A decisão de produzir o bZ4X localmente está diretamente ligada à política de incentivos fiscais criada pela Indonésia em 2023. O governo reduziu o imposto sobre valor agregado (VAT) de 11% para apenas 1% em veículos elétricos com ao menos 40% de conteúdo local. Marcas que se comprometem com a produção doméstica também ganham isenção de tarifas de importação e outros tributos.

A iniciativa faz parte do esforço da Indonésia para atrair investimentos em mobilidade elétrica, especialmente de países asiáticos como China e Japão, com os quais mantém acordos comerciais e cooperação tecnológica. A recente entrada do país no BRICS reforça esse posicionamento estratégico, buscando maior protagonismo industrial e energético no cenário global.

A Toyota ainda não divulgou o nível de nacionalização da produção do bZ4X, mas o modelo será montado pela joint venture local Toyota Astra Motor, em versão com tração dianteira (FWD). A expectativa é de que a produção local ajude a reduzir preços, ampliar o acesso ao modelo e melhorar a disponibilidade de peças e serviços.

Segundo Hiroyuki Ueda, presidente da Toyota Astra Motor, o projeto representa uma “contribuição para a independência tecnológica, criação de empregos e uma mobilidade mais verde na Indonésia”.

Na Europa, o bZ4X com tração dianteira é vendido em duas versões: uma com bateria de 57,7 kWh e motor de 123 kW (167 cv), que vai de 0 a 100 km/h em 8,6 s e tem autonomia de até 444 km; e outra com bateria de 73,1 kWh e motor de 165 kW (224 cv), que acelera em 7,4 s, atinge 568 km de alcance e velocidade máxima de 160 km/h.

Ainda não foi confirmado qual dessas configurações será adotada na Indonésia, mas espera-se foco na acessibilidade e uso urbano, priorizando eficiência e custo-benefício.

Além do bZ4X, a Toyota também apresentou no GIIAS o novo Urban Cruiser EV, um SUV compacto elétrico que pode chegar às lojas em 2026, após a estreia do Suzuki e-Vitara.

A outra novidade revelada pela Toyota é a intenção de iniciar ainda em 2025 a produção de uma picape elétrica na Tailândia, onde a montadora já mantém centros produtivos importantes, como os da Hilux. O movimento visa enfrentar rivais como a BYD, que também planeja atuar nesse segmento com força no Sudeste Asiático.

E o Brasil?

Enquanto a Toyota acelera a eletrificação em mercados emergentes com apoio de políticas públicas, o Brasil não tem nenhum modelo 100% elétrico da marca à venda, ainda que conte com a produção local dos híbridos-plenos Corolla e Corolla Cross, se preparando para estrear o SUV compacto Yaris Cross, também com versão híbrida. A produção do bZ4X na Indonésia mostra que, com incentivos e planejamento adequados, mesmo fabricantes mais conservadores conseguem investir na mobilidade elétrica. 

Fontes: Nikkei, Toyota Indonésia, Electrek

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Internacional

URGENTE: Rússia fala em expandir o Brics após ofensiva de Trump contra o Brasil

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas de 50% sobre os produtos do Brasil, a Rússia sugeriu expandir o Brics, grupo geopolítico que inclui, além de Brasil e Rússia, países como a China. A manifestação do governo russo aconteceu nesta quinta-feira (10/7).

Trump x Brics
No início de 2025, Trump já havia feito ameaças contra os Brics.
Na ocasião, o presidente norte-americano ameaçou aplicar taxas de 100% aos países membros do bloco que não se curvassem aos “interesses comerciais dos EUA”.
Há alguns anos, os países membros dos Brics discutem a criação de uma moeda comum para negociações, como uma alternativa ao dólar no comércio internacional.
De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, o aumento do grupo pode acontecer por meio de países parceiros — aqueles que, na prática, possuem menor poder de decisão em relação aos membros plenos do bloco.

“Estamos confiantes de que os países incluídos no primeiro círculo de [membros] parceiros trarão seus próprios elementos especiais de valor agregado à cooperação do Brics”, afirmou Ryabkov. “Tenho certeza de que outros os seguirão no futuro”.


A categoria de membros parceiros foi criada na cúpula dos Brics em Kazan, realizada na Rússia em 2024, e se tornou realidade no início deste ano. Sob a presidência do Brasil, o bloco anunciou a entrada de Nigéria, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã sob tal condição.

De acordo com os últimos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), os países do Brics, juntos, representam atualmente 40% da economia mundial. O número supera a participação, por exemplo, do G7. O grupo, composto pela economias mais desenvolvidas do mundo, soma 28%

Antes de anunciar a tarifa de 50% sobre exportações do Brasil para os EUA, Trump chegou a fazer ameaças contra o Brics, por meio de sua guerra tarifária.

Na ocasião, o presidente norte-americano disse que os países do bloco, ou nações que se aproximassem do que chamou de políticas antiamericanas, poderiam ser alvos de taxas econômicas na casa dos 10%. Ele prometeu que a medida poderia ser anunciada “em breve”.

Fonte: Metrópoles

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Evento

Lula no Fórum Empresarial do BRICS: “Cabe aos governos abrir portas e aos empresários fazer negócios”

Vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin também participou do encontro deste sábado (5) que antecede a Cúpula dos Chefes de Estado do grupo, no Rio de Janeiro, e discute estratégias para o desenvolvimento econômico sustentável

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participaram da abertura do Fórum Empresarial do BRICS, neste sábado, 5 de julho, no Rio de Janeiro (RJ). O evento antecede a Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS, neste domingo (6) e na segunda-feira.

“Tenho a convicção de que cabe aos governos abrir portas e aos empresários fazer negócios. Estou certo de que este Fórum e a Cúpula do BRICS que se inicia amanhã aportarão soluções. Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos solidariedade”, destacou o presidente, indicando que aproximar os setores produtivos é um pilar fundamental do BRICS.

Estou certo de que este Fórum e a Cúpula do BRICS que se inicia amanhã aportarão soluções. Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos solidariedade”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Neste ano, o fórum aborda temas cruciais para o desenvolvimento econômico sustentável, com destaque para estratégias de comércio e segurança alimentar, transição energética, descarbonização, desenvolvimento de habilidades e economia digital, além de financiamento e inclusão financeira.

Em seu discurso, Lula lembrou que, em 2024, enquanto o mundo cresceu 3,3%, o BRICS registrou uma expansão média de 4%. “Este ano seguiremos em ritmo superior. Com o acréscimo de países parceiros e convidados, consolidamos o grupo como um polo aglutinador de economias prósperas e dinâmicas”, afirmou. “Diante do ressurgimento do protecionismo, cabe às nações emergentes defender o regime multilateral de comércio e reformar a arquitetura financeira internacional. O BRICS segue como fiador de um futuro promissor”, completou o presidente.

Lula também enfatizou as complementaridades econômicas entre os integrantes do grupo. “Nossos países podem liderar um novo modelo de desenvolvimento pautado em agricultura sustentável, indústria verde, infraestrutura resiliente e bioeconomia.
Reunimos 33% das terras agricultáveis e respondem por 42% da produção agropecuária global”, disse.

OPORTUNIDADES — Na cerimônia, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou a importância do encontro de representantes do setor empresarial e a promoção de oportunidades de investimentos recíprocos entre os países. “Hoje nós temos três grandes debates planetários: segurança alimentar, o Brasil é o grande protagonista, como maior exportador do mundo de alimentos; na segurança energética, nós temos 85% da energia limpa e renovável e compromisso com a energia limpa; no combate às mudanças climáticas, o Brasil tem compromisso nesse combate, invertemos a curva do desmatamento e a meta é desmatamento ilegal zero”, enumerou Alckmin.

ESTRATÉGICO – Os países do BRICS contam com minerais estratégicos essenciais para a transição energética, com concentração de 84% das reservas de terras raras, 66% do manganês e 63% do grafite do mundo. A Agência Internacional de Energia estima que a demanda por minérios críticos triplicará até 2040, apontou Lula. “Queremos ir além da extração dessas riquezas. Em parceria com o setor privado, vamos qualificar nossa participação em todas as etapas das cadeias de suprimento. O Brasil está bem posicionado para esse salto. Contamos com marcos regulatórios estáveis, mão de obra qualificada e energia limpa para processamento mineral eficiente e sustentável”.

ASEAN — Lula comunicou que aceitou o convite do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, para participar do encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em outubro, na capital do país, Kuala Lumpur. “Eu saúdo o presidente Lula por ter a coragem de prosseguir com visão clara, compromisso de dar voz às preocupações, às aspirações das pessoas do Sul Global. Acredito que o BRICS será muito significativo, vai alterar e causar uma mudança no curso da história da humanidade”, afirmou Anwar Ibrahim, na abertura do Fórum Empresarial do BRICS.

FÓRUM — O evento reúne líderes empresariais, autoridades governamentais e especialistas dos países membros do grupo, além de nações convidadas. O encontro é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), coordenadora do Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS), e da Women’s Business Alliance (WBA), grupos de engajamento do setor privado dos países membros, durante a presidência brasileira do bloco.

O QUE É — O BRICS é um agrupamento formado por 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Serve como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas.

REPRESENTATIVIDADE – Os países do BRICS representam 48% da população mundial, 36% do território do planeta, 40% do PIB global e 21,6% do comércio (TradeMap; Banco Mundial). A corrente de comércio do Brasil com o BRICS totalizou US$ 210 bilhões, representando 35% do total em 2024.

RELEVÂNCIA – O BRICS foi o destino de US$ 121 bilhões das exportações brasileiras, representando 36% do total exportado pelo Brasil em 2024 e foi a origem de US$ 88 bilhões das importações brasileiras, representando 34% do total importado pelo Brasil no mesmo ano (ComexStat). No ano anterior, os investimentos dos países do bloco no Brasil totalizaram cerca de US$ 51 bilhões (Banco Central).

BALANÇA COMERCIAL — De janeiro a junho de 2025, o intercâmbio entre o Brasil e países do BRICS foi de US$ 107,6 bilhões. As exportações brasileiras alcançaram US$ 59 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 48,5 bilhões — superávit de US$ 10,4 bilhões. A pauta de importações brasileiras é baseada, em grande parte, em óleos combustíveis de petróleo, adubos e fertilizantes químicos, embarcações e outras estruturas flutuantes. O Brasil exporta majoritariamente para o BRICS soja, óleos brutos de petróleo e minério de ferro, além de carne bovina, açúcares e celulose.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios

Ministro Fávaro destaca potencial do BRICS para novas oportunidades

Na ocasião, ressaltou que o multilateralismo para promover um sistema internacional mais justo

Neste domingo (6), foi realizada a 17ª Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Na Sessão Plenária Paz e Segurança e Reforma da Governança Global, o presidente Lula destacou o potencial do BRICS para a mediação e prevenção de conflitos no mundo. “Se a governança internacional não reflete a nova realidade multipolar do século XXI, cabe ao BRICS contribuir para sua atualização. Sua representatividade e diversidade o torna uma força capaz de promover a paz e de prevenir e mediar conflitos. Podemos lançar as bases de uma governança revigorada”.

Já o ministro Carlos Fávaro, em entrevista, ressaltou sua percepção durante o evento. “O que ouvi de todos os líderes, nas plenárias e nas reuniões bilaterais, foi uma defesa firme do multilateralismo. O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço nesse cenário, por meio do diálogo e da construção de pontes. O BRICS é uma grande oportunidade para levar essa mensagem positiva a diversos setores”, declarou.

O ministro também comentou que o mercado está cada vez mais exigente e que boas práticas abrem novas oportunidades. “O mundo está cada vez mais atento à procedência dos alimentos e é natural que seja assim. O consumidor não aceita mais produtos de origem ambiental questionável, envolvendo desmatamento, queimadas ilegais ou degradação. Também não aceita produtos sem boas práticas sanitárias”, explicou.

Fávaro elogiou ainda a robustez do sistema sanitário brasileiro. “O Brasil tem um nível baixíssimo de restrições ao comércio internacional. A nossa eficiência no enfrentamento da gripe aviária demonstrou a força e a solidez do sistema”.

Comentou também o processo em curso para a recuperação de mercados. “Hoje, apenas nove países ainda mantêm restrições à carne de frango brasileira. Desses, três não têm relação comercial relevante conosco. Então, são apenas seis países em que precisamos focar para retomar as vendas. Tive a oportunidade de tratar do assunto durante a bilateral entre o presidente Lula e o primeiro-ministro da China. Ele disse que já estava ciente do caso e que os protocolos estão sendo revistos rapidamente para retomar as compras”, relatou o ministro.

Outro destaque foi a exportação do primeiro lote de carne bovina brasileira para o Vietnã, realizada no último sábado (5). O mercado foi aberto em março, durante missão oficial ao país asiático, fruto de reuniões com as principais lideranças políticas vietnamitas.

BRICS

Os países do BRICS representam 48,5% da população mundial, 36% do território do planeta, 40% do PIB global e 21,6% do comércio internacional (fonte: TradeMap; Banco Mundial). A corrente de comércio do Brasil com o grupo totalizou US$ 210 bilhões, o equivalente a 35% do comércio exterior brasileiro em 2024.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça países que se alinhem ao Brics com tarifa de 10%

“Não haverá exceções a essa política”, disse o presidente

Em meio à reunião de cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou taxas extras a produtos de países que se alinhem ao grupo, formado por 11 nações, entre elas Brasil Rússia Índia, China e África do Sul. A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social.

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

Em sua declaração de líderes, divulgada no domingo (6), o Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global. 

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, destaca a declaração do Brics.

Trump, que assumiu em janeiro deste ano, anunciou, logo no início de seu mandato, aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de vários países.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, compõem o Brics a Arábia Saudita, o Irã, os Emirados Árabes, a Indonésia, o Egito e a Etiópia. Mais dez países são parceiros do grupo: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Negócios

Brasil recebe cúpula do Brics em meio a guerras e disputas comerciais de países

Líderes de bloco de nações com economias emergentes se reúnem neste domingo e segunda no Rio de Janeiro com desafios em pauta

O Brasil sedia neste domingo (6) e segunda-feira 7) a cúpula do Brics, grupo de países com economias emergentes que reúne nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorre no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ). As informações são do portal g1.

A cúpula dos Brics ocorre em um momento delicado para o bloco, com guerras em andamento envolvendo países do grupo, disputas comerciais e novos integrantes. Segundo especialistas, o desafio do Brasil na edição do encontro sediada pelo país é evitar uma suposta “guinada anti-Ocidente”, após a entrada de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã no bloco dos Brics.
O encontro deve testar a habilidade do país de governar com democracias e também com governos autoritários de países como Rússia, China e Irã.

Outro assunto a ser abordado na cúpula é a proposta de uma moeda comum entre os países do Brics para transações comerciais. A ideia seria reduzir a dependência do dólar, mas por outro lado poderia causar um desgaste ainda maior com os Estados Unidos.

Entre os assuntos defendidos pelo Brasil devem estar o meio ambiente e o avanço da Inteligência Artificial — conflitos armados entre os países devem ficar em segundo plano na discussão, segundo a agenda brasileira.

Ausência de líderes internacionais

Um fato importante sobre a cúpula do Brics no Brasil é a ausência de algumas lideranças importantes do grupo. O líder chinês Xi Jinping não está presente no encontro do Brasil, em gesto que foi atribuído a resposta a postura do presidente Lula após convite feito a lideranças da Índia. O presidente russo Vladimir Putin também participará apenas por videoconferência — como o Brasil é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisaria prender Putin caso o líder viesse ao país. Sem dois dos principais líderes do bloco, o protagonismo deve ficar com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modri, que virá ao país também como visita de estado.

Ao término do encontro, os países elaboram uma declaração final, que neste ano deve abordar condenação a ataques militares, defesa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e protecionismo cultural.

Fonte: NSC Total

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