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Câmbio ajuda, e rentabilidade de exportações aumenta 5% no 1º bimestre

Resultado foi corroído por aumento nos custos e pela queda dos preços internacionais

Favorecida pela desvalorização cambial, a rentabilidade média do exportador brasileiro subiu 5% no primeiro bimestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho positivo se manteve a despeito da recuperação parcial da moeda brasileira no período, mas pode novamente ganhar impulso e beneficiar o exportador brasileiro no restante do ano, a depender dos próximos capítulos da guerra comercial promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem chacoalhado o câmbio global. Em compensação, a queda dos preços, particularmente o de alguns dos principais produtos vendidos pelo país no exterior, pode se aprofundar diante dos maiores riscos de desaceleração global.

Na comparação entre o primeiro bimestre de 2025 com o de 2024, as exportações brasileiras se beneficiaram de um câmbio 19,3% mais desvalorizado. Esse bônus, no entanto, é corroído pela queda de 4,7% do preço médio das exportações e uma alta de 8,3% do custo médio de produção. Os dados da Fundação Centro de Estudos para o Comércio Exterior (Funcex).

“Os insumos importados foram o que mais pesaram nesse aumento de custo. Eles subiram 11,1% somente nesse bimestre, o que também é reflexo da desvalorização do real”, nota a especialista em comércio exterior da Funcex, Daiane Santos. “Os insumos nacionais também ficaram 8,6% mais caros, e também houve alta de 7,2% dos custos relacionados a serviços e salários.”

A dinâmica do câmbio nos dois primeiros meses do ano também prejudicou a rentabilidade mais recentemente: houve queda de 6,3% do índice calculado pela Funcex na virada de janeiro para fevereiro, quando houve apreciação de 4,3% do câmbio nominal.

“Não posso te dizer se o exportador aproveitou ou não aquele salto do dólar, que já foi parcialmente revertido. O que é possível dizer é que ele tem uma perspectiva imediata de rentabilidade maior quando o dólar sobe, mas que acaba diminuída mais adiante, pela alta dos custos e a queda dos preços”, diz Daiane Santos.

Os ganhos de rentabilidade foram generalizados entre setores: apenas 5 de 29 tiveram queda no período. Dois deles são bastante importantes: extração de petróleo e gás natural (-1,8%) e extração de minerais não metálicos (-14,3%).

O desempenho negativo ocorre sobretudo devido aos preços de embarque. No caso da extração de petróleo e gás, que desbancou a soja do posto de principal produto brasileiro de exportação após 15 anos, os preços caíram 11,3%, o que corroeu a rentabilidade vinda do cambio, bem acima do aumento do custo, que foi de 7,8%.

Outro setor de grande peso, a extração de minerais não metálicos assistiu a uma queda dos preços foi ainda maior: 22,7%, contra alta de 7,6% dos custos. “Em ambos os setores, a alta dos preços corroeu o ganho vindo da desvalorização do real, já que o aumento de custo deles foi menor que o da média nacional”, pontua Santos.

Do pódio dos setores brasileiros com mais exportações, o único a se manter no azul foi a agropecuária, com queda de apenas 1,1% do índice de preços e alta de 7,7% dos custos.

Na outra ponta, houve ganhos expressivos para produtos como metalurgia (28,6%), outros equipamentos de transporte (21,3%) e celulose e papel (15,9%). Além do câmbio, houve ganho também nos preços de embarque de respectivamente, 15%, 10,4% e 5,8%.

Para o segundo bimestre, a projeção preliminar da Funcex é que a rentabilidade permaneça mais ou menos nos mesmos patamares, uma vez que a média do câmbio nominal no período não muda muito — as tarifas foram anunciadas dia 2. Já para o ano, a estimativa se mantém em 5,94%. Daiane Santos prefere esperar para ver o desenrolar da disputa entre as potencias globais antes de rever projeções. “Deve haver algum ganho de rentabilidade, mas tudo ainda é muito imprevisível, é difícil traçar cenário no momento”, diz.

A questão é saber como será o cenário dos preços de embarque. Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio-fundador da BMJ, as perspectivas petróleo e outras commodities já eram estáveis ou ruins anteriormente, mas pioraram com receios de uma desaceleração global por causa da guerra comercial de Trump. O cenário para o minério de ferro, no entanto, parece depender mais fortemente da perspectiva da China e sua capacidade de cumprir a meta de crescer 5% este ano.

É difícil saber, no entanto, qual vetor será mais importante na definição da rentabilidade, os preços ou o câmbio, diz Barral. “Qualquer análise sobre isso depende de um direcionamento mais claro sobre as negociações, o que pode demorar meses”, alerta. “É também difícil dizer se vai haver ter impacto grande este ano para o exportador brasileiro, até porque já existe uma demanda que já foi contratada.”

Fortemente abalado pelas perspectivas de desaceleração global, o petróleo chegou a ser negociado na semana passada nos menores patamares em quatro anos. O contrato mais líquido do barril do tipo Brent, no entanto, reagiu positivamente na quarta-feira, após Trump suspender tarifas para nações que sinalizaram negociação com os EUA ao mesmo tempo que elevou as tarifas para a china para 125% para a China. Já o minério de ferro negociado em Dalian, na China, atingiu na última terça-feira o patamar mais baixo desde setembro do ano passado.

O dólar voltou a operar acima de R$ 6 na semana pasada, recobrando níveis não vistos desde 21 de janeiro, mas cedeu com a notícia da suspensão das tarifas e fechou em R$ 5,87 na sexta-feira, 11.

No caso dos bens manufaturados, mudanças de curto prazo de parâmetros como câmbio ou preços de exportações não têm impacto significativo sobre a capacidade das indústrias de elevar a parcela de produtos direcionados ao mercado exterior, diz o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin.

“Essa lógica faz mais sentido para commodities, em que todos são tomadores de preços e estes são estabelecidos internacionalmente. Para manufaturados, conquistar mercados envolve assegurar mais espaço nas cadeias produtivas, assegurar critérios de qualitativos de cronogramas de entrega, ofertar serviço pós-venda, enfim, uma série de fatores que não são conjunturais”, afirma.

Mesmo um ganho expressivo via depreciação do real como o que se insinua depois tarifaço de Trump, precisa ser colocado em contexto, segue, dada a forte volatilidade do câmbio doméstico.

Sobre os efeitos da guerra tarifária, Cagnin pondera que, embora o Brasil tenha sido um vencedor relativo das tarifas anunciadas por Trump, o efeito secundário que é o desvio das exportações chinesas dos EUA em direção a outras economias tende a ser muito maior e mais preocupante.

“Ainda que as exportações brasileiras para os EUA sejam importantes, a gente sabe que a indústria no Brasil existe majoritariamente para atender o mercado doméstico. Então esse ganho que pode vir em relação aos Estados Unidos é menor que o risco potencial da oferta chinesa, até porque ele já vem ocorrendo há muito tempo. Há vários trabalhos que mostram que a 40% do aumento da penetração de bens industriais no Brasil desde o começo da década de 2010 é chinesa. Em alguns setores, especialmente os de maior densidade tecnológica, chega a 100%”, diz.


Fonte: Valor Econômico

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Chile lança plano de rota que ligará Brasil ao Pacífico

O projeto deve reduzir em até 10 dias o tempo de transporte para o mercado asiático; o tema será tratado em encontro entre Boric e Lula no dia 21 de abril.

O governo do Chile anunciou na 2ª feira (14.abr.2025) o plano de ação para a implementação do Corredor Bioceânico Vial, rota que conectará o sul do Brasil ao norte chileno por meio de uma estrada de mais de 2.400 km. A iniciativa, considerada estratégica pelos países envolvidos, atravessará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, e promete fortalecer o comércio sul-americano com o mercado do Pacífico asiático. Eis a íntegra do documento (PDF – 527kB) , em espanhol. 

A rota ligará os portos do sul do Brasil, passando pelo Mato Grosso do Sul, pela região do Chaco paraguaio e pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy, alcançando, no destino final, os portos chilenos de Antofagasta, Iquique e Mejillones. No Brasil, o corredor atravessará Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Segundo o presidente do Chile, Gabriel Boric, a expectativa é que o corredor reduza em até 10 dias o tempo de transporte de cargas entre regiões do interior do Brasil e países como China, Coreia do Sul e Japão. 

“É uma boa notícia, porque se trata de uma integração real e concreta”, disse Boric, durante cerimônia no Palácio de La Moneda, em Santiago. 

O governo chileno não informou o valor total dos investimentos previstos para os trechos brasileiros, argentinos e paraguaios.

OBRAS E INTEGRAÇÃO

O plano contempla 22 projetos de infraestrutura, incluindo: 

  • melhorias em estradas e acessos portuários; 
  • construção de pontos de descanso para caminhoneiros; 
  • modernização de terminais portuários; e 
  • novos centros alfandegários e de controle de fronteira. 

Entre os projetos destacados estão a ampliação do molo de abrigo do porto de Antofagasta e a instalação de uma nova grua no porto de Iquique. Também será construído um novo ponto de inspeção no Paso Jama, próximo à fronteira com a Argentina.

De acordo com o chanceler chileno, Alberto van Klaveren, o projeto reforça a presença do Chile na região e é parte da estratégia de diversificação de alianças internacionais. 

A implementação será um dos principais temas da visita oficial de Boric ao Brasil, marcada para 21 de abril. 

“O corredor bioceânico é uma pauta importante para o nosso país, por isso foi tratada durante a visita de Estado ao Paraguai e também será abordada na visita ao Brasil, no próximo dia 21 de abril. Do ponto de vista da Política Externa, trata-se de um projeto que reforça nosso posicionamento na região e nossa estratégia de diversificação de alianças, especialmente em um contexto geopolítico complexo. Essa iniciativa permitirá um fluxo de bens e serviços ainda mais ágil entre os países envolvidos”, declarou.

O ministro da Economia do Chile, Nicolás Grau, afirmou que o corredor é um antigo desejo da região e que o governo está empenhado em torná-lo realidade.

Já o ministro de Obras Públicas, Danilo Núñez, citou investimentos de 85 bilhões de pesos chilenos na melhoria da infraestrutura rodoviária entre Tocopilla e Calama, trecho considerado fundamental para o projeto.

Fonte: Poder 360

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TCP celebra 27 anos com recordes operacionais, investimentos e impacto social

Em 13 de abril de 2025, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, celebra seus 27 anos de operações com um histórico de conquistas que reforça sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro. Às vésperas do aniversário, em março deste ano, o Terminal teve o melhor desempenho mensal de 2025, superando quatro recordes operacionais, com destaque para a movimentação de contêineres refrigerados 38% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (13.890 TEUs), além de uma movimentação total de 401.131 TEUs no trimestre, alta de 7%. Com investimentos em tecnologia, serviços, sustentabilidade e pessoas, a TCP tem pavimentado o caminho para ampliar seu protagonismo como um hub portuário global.

Os recordes operacionais são reflexo dos constantes investimentos realizados pela TCP. Em 2024, a empresa concluiu a expansão de seu pátio de contêineres refrigerados, aumentando em 45% o número de tomadas, que passou de 3.624 para 5.268 — a maior capacidade da América do Sul. A medida foi estratégica para consolidar o terminal como o principal corredor de exportação de carnes do país, com 266.246 TEUs movimentados apenas em contêineres reefer no último ano. No três primeiros meses de 2025, as exportações de carne de frango bateram recorde para o primeiro trimestre, com 610 mil toneladas, o equivalente a 44% do market share nacional no segmento.

“Já ocupávamos o posto de maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo. Com a expansão do nosso pátio reefer, além de mantermos sempre a estratégia no atendimento com a maior qualidade de serviço do mercado, flexibilidade, e satisfação de nossos clientes que atuam na avicultura, aumentamos nossa capacidade para ampliar e atender também outros mercados, como o de carne bovina, que cresce expressivamente no Terminal. Só nos três primeiros meses deste ano, foram embarcadas 217 mil toneladas de carne bovina — alta de 53% em relação ao mesmo período de 2024, bem acima da média nacional”, comenta Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP.

A estrutura logística da TCP também impulsionou o salto nas exportações de madeira (1,4 milhão de toneladas, alta de 47%) e papel e celulose (974 mil toneladas, aumento de 54%), no ano de 2024. Do lado das importações, os segmentos químico/petroquímico e automotivo lideraram, com 648 mil e 562 mil toneladas, respectivamente.

Outro marco foi o aumento do calado operacional, de 12,10 metros para 12,80 metros a maré zero, permitindo operações mais ágeis e o recebimento de navios de maior porte, como de porta-contêineres com até 368 metros de comprimento e 52 metros de largura. No ano passado, foram 992 atracações e um volume histórico de 1.558.453 TEUs movimentados, crescimento de 24% em relação a 2023.

Segundo Carolina Brown, gerente de armadores da TCP, a gama de serviços marítimos oferecidos aos clientes é outro grande diferencial do terminal, que hoje conta com 24 escalas semanais regulares. “Estamos sempre em busca de novas rotas e parcerias com armadores que possibilitem maior flexibilidade e garantias aos exportadores e importadores que optam pela TCP para movimentar seus produtos. O aumento de calado é essencial para mantermos nossa posição de liderança assim como para otimizar a utilização dos navios em nosso porto”, diz Brown.

Impacto social e geração de empregos

Com mais de 1.700 colaboradores e previsão de ultrapassar os 1.800 em 2025, a TCP é a maior empregadora privada do litoral do Paraná. “Com investimentos contínuos em infraestrutura, equipamento e pessoal, o Terminal de Contêineres de Paranaguá vem se expandindo ano após ano, e isso também vai se refletir no aumento de empregabilidade na companhia”, afirma Washington Renan Bohnn, gerente de recursos humanos e qualidade da empresa.

Além de fomentar o desenvolvimento econômico, a TCP também investe em responsabilidade social e, desde 2007, o Terminal já apoiou mais de 130 projetos por meio de leis de incentivo fiscal. Para 2025, serão realizadas quatro novas rodadas de aportes realizadas até o fim do ano em projetos na áreas de saúde, cultura, esporte e inclusão que contemplem as populações de Paranaguá e Curitiba.

Além dos aportes, a empresa possui mais de 30 ações socioambientais em andamento, as quais visam beneficiar a comunidade parnanguara e o meio ambiente em sua região de influência, na Baía de Paranaguá. Um dos projetos é a Troca Solidária, que completa 10 anos em 2025 e proporciona aos moradores a troca de materiais recicláveis por produtos da cesta básica e higiene pessoal. Desde 2015, o projeto já coletou mais de 500 toneladas de resíduos recicláveis e beneficiou mais de 700 famílias.

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Comércio Exterior, Greve, Notícias

140 dias de greve: basta de omissão e intransigência!

Nesta terça-feira (15), a greve dos Auditores-Fiscais da Receita Federal atinge a marca de 140 dias. Trata-se de uma paralisação histórica, que reflete nossa profunda indignação diante da intransigência do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da omissão do Ministério da Fazenda. Neste dia, mais uma vez, os Auditores-Fiscais estarão juntos num ato público em Brasília, levantando suas vozes pela valorização da categoria.

Quando os Auditores-Fiscais aprovaram a greve por tempo indeterminado, a partir de 26 de novembro de 2024, já era claro que o MGI estava inadimplente com a categoria por não cumprir dois acordos assinados que previam as negociações para o reajuste do vencimento básico. No entanto, a falta de respeito tornou-se ainda mais grave: o MGI insiste em uma argumentação inverídica para justificar o injustificável e afirma que o reajuste salarial dos Auditores-Fiscais já teria sido contemplado durante a negociação do bônus.

Tal alegação faz letra morta das cláusulas dos acordos e, mais do que isso, desconsidera o papel estratégico da categoria na estrutura do Estado brasileiro. É importante que se diga: a regulamentação do bônus é fruto de um acordo firmado ainda em 2016 e não guarda relação com a pauta salarial dos Auditores-Fiscais. O reajuste do vencimento básico, que vem sendo corroído pela inflação, é direito constitucional.

Diante desse cenário, o Ministério da Fazenda, que deveria assumir o protagonismo no diálogo, mantém-se em surpreendente silêncio. É inadmissível que a pasta à qual a Receita Federal está vinculada não se preocupe com o aprofundamento de uma crise institucional e funcional que afeta diretamente a arrecadação, a fiscalização e o controle aduaneiro do país.

Os impactos da greve já são sentidos em portos, aeroportos, zonas de fronteira e tributos internos. O próprio programa do Imposto de Renda, em curso neste momento, sofre com a escassez de Auditores-Fiscais em postos-chave.

Nós já alertamos o governo e toda a sociedade: a paralisação do órgão, que já dura mais de quatro meses, tem potencial de comprometer a meta fiscal do ano, prejudicando o cumprimento das regras do novo arcabouço fiscal. Enquanto isso, o governo ignora, ou finge ignorar, a urgência de solucionar o impasse.

Nunca é demais reafirmar que o Auditor-Fiscal é um agente de Estado, investido do dever constitucional de proteger as fronteiras, combater a sonegação e assegurar os recursos que financiam as políticas públicas. Tratar essa carreira com descaso é minar as bases do próprio Estado.

Diante da gravidade do momento e do descaso do governo, não há outra alternativa. De um lado, é urgente que todos os Auditores-Fiscais que ainda não aderiram à greve venham fazer parte da mobilização, incluindo aqueles em cargos de chefia, que devem imediatamente se juntar ao nosso movimento. Na outra frente, exigimos do Ministério da Fazenda que atue e exigimos também do Ministério da Gestão e da Inovação que cumpra seus acordos e seja responsável com o país. Está declarado: não vamos recuar!

É hora de dar um basta à omissão. É hora de exigir respeito aos Auditores-Fiscais e ao serviço público de qualidade que o Brasil merece.

Nossa mobilização é legítima. Nossa luta é por justiça. Nosso compromisso é com o Estado brasileiro.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Logística, Mercado Internacional

No acumulado do ano, até a 2° semana de abril, as exportações brasileiras ultrapassam US$ 90 bi

Também alcançam US$ 77 bi nas importações, com saldo positivo de US$ 13,2 bi e corrente de comércio de US$ 167,2 bi
a 2ª semana de abril de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,6 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,3 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 12,9 bilhões e as importações, US$ 9,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 22,5 bilhões.

Já no ano, as exportações totalizam US$ 90,2 bilhões e as importações, US$ 77 bilhões, com saldo positivo de US$ 13,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 167,2 bilhões. Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (14/4), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 2ª Semana de abril/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de abril/2025 (US$ 1,429 bi) com a de abril/2024 (US$ 1,378 bi), houve crescimento de 3,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 8,0% na comparação entre as médias diárias, até a 2ª semana de abril de 2025 (US$ 1,1 bi), com a do mês de abril/2024 (US$ 995 milhões).

Assim, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,5 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 354,36 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2024, houve crescimento de 5,5% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor e Produtos

Nas exportações, o acumulado até a 2ª semana do mês de abril de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 30,52 milhões (8,3%) em Agropecuária, e de US$ 50,19 milhões (7,5%) em produtos da Indústria de Transformação; já na Indústria Extrativa houve queda de US$ 33,64 milhões (-9,9%).

Nas importações, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 7,04 milhões (28,2%) em Agropecuária, e de US$ 75,29 milhões (8,5%) em produtos da Indústria de Transformação; na Indústria Extrativa houve queda de US$ 2,98 milhões (-4,1%).Categoria

Empresa, Indústria e Comércio
Fonte: Gov.BR
https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/no-acumulado-do-ano-ate-a-2deg-semana-de-abril-as-exportacoes-brasileiras-ultrapassam-us-90-bi

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Comércio Exterior, Economia, Finanças, Negócios, Oportunidade de Mercado

Em meio a tarifaço, comércio entre Brasil e EUA bate recorde no 1º tri

A balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos bateu recorde e chegou, pela primeira vez, à marca de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de um ano.

Entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou US$ 9,7 bilhões para os EUA e importou US$ 10,3 bilhões, segundo relatório da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

O volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária.

As exportações da indústria brasileira atingiram US$ 7,8 bilhões – novo recorde para um primeiro trimestre -, elevando a participação dos EUA como destino das exportações industriais nacionais para 18,1%.

Seis dos dez principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA registraram crescimento, com destaque para:

  • Sucos (+74,4%)
  • Óleos combustíveis (+42,1%)
  • Café não torrado (+34%)
  • Aeronaves (+14,9%)
  • Semiacabados de ferro ou aço (+14,5%)

Pelo lado das importações, houve alta em oito dos dez principais produtos americanos comprados pelo Brasil. Entre os aumentos, estão:

  • Óleos brutos de petróleo (+78,3%)
  • Medicamentos (+42,4%)
  • Motores e máquinas não elétricos (+42,3%)
  • Outros produtos farmacêuticos (+29,1%)
  • Óleos combustíveis (+9,4%)
  • Aeronaves (+8,1%)

Apesar do fortalecimento da relação comercial, a Amcham alerta para um cenário de incerteza provocado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

“Apesar do desempenho positivo no início do ano, as tarifas anunciadas pelos EUA – como a sobretaxa de 10% sobre exportações brasileiras em geral e as tarifas de 25% sobre aço, alumínio e autopeças – criam um ambiente de incerteza para o comércio bilateral ao longo de 2025”, afirma o relatório.

A relação superavitária dos EUA com o Brasil é justamente o ponto utilizado pelo governo brasileiro nas negociações sobre as tarifas.

O principal objetivo dos técnicos, neste momento, é deixar claro que o Brasil não representa risco nem ameaça comercial aos Estados Unidos.

A reversão das tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio é considerada a medida mais viável pelo governo – por isso, tem sido o principal foco das negociações neste momento. A abertura de cotas seria uma alternativa.

Fonte: CNN Brasil
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/em-meio-a-tarifaco-comercio-entre-brasil-e-eua-bate-recorde-no-1o-tri/

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Exportadores agrícolas, Gestão, Logística, Mercado Internacional

Preço do café salta 77% em um ano na inflação de março, mostra IBGE


Produto acompanha a alta no preço dos alimentos, que seguem pressionando a inflação no Brasil

O preço do café moído saltou 77,8% nos últimos 12 meses até março, como mostrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (11).

Em 2025, a alta do produto soma 30,04%. Somente no mês de março, a variação foi de 8,14% nos preços.

A alta dos preços tem sido impulsionada principalmente por:

Questões climáticas | Queda da oferta mundial | Problemas com a safra no Vietnã

O café acompanha a alta no preço dos alimentos, que seguem pressionando a inflação no Brasil. O IPCA, que mede a inflação oficial, desacelerou a 0,56% em março, frente a alta de 1,31% em fevereiro. Ainda assim, este foi o maior IPCA para um mês de março desde 2003 (0,71%).

As altas temperaturas têm afetado a produção do café, cultura habituada a temperaturas médias. Tanto no Brasil quanto em outros países produtores de café, como o Vietnã, a produção foi afetada pela diminuição da oferta.

“O café é um dos produtos com maior resistência à baixa de preço, porque tem um grande problema de natureza ambiental que atinge a lavoura cafeeira. O café passou quatro anos sofrendo com geadas e secas, falta de água e, agora, o café também sofreu com quebras no exterior”, afirmou o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, em entrevista à CNN.

A baixa produção, combinada com o aumento na demanda global e o fortalecimento do dólar, fez com que um maior volume fosse escoado para o mercado internacional, com menor disponibilidade para o mercado interno.

Apesar do cenário inflacionário, o consumo de café torrado e moído no Brasil cresceu 1,1% entre 2023 e 2024. Ao todo, foram 21,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2024, equivalente a 40,4% da safra do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás dos Estados Unidos em volumes absolutos, segundo a Abic, citando que o total consumido pelos norte-americanos superou o nacional em 4,1 milhões de sacas.

Fonte: CNN Brasil
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/preco-do-cafe-salta-77-em-um-ano-na-inflacao-de-marco-mostra-ibge/?utm_campaign=gecorrp__newsletter_fiesc_14042025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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Economia, Exportação, Industria, Internacional, Negócios, Tributação

Acordo UE-Mercosul ‘não é remédio’ para tarifas de Trump, alerta França

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul “não é um remédio” para as tarifas de Donald Trump, porque “acrescentaria mais desordem”, declarou nesta terça-feira a ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard.

A França lidera um grupo de países europeus que se opõem à ratificação do acordo negociado em dezembro entre a Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, e os países do bloco sul-americano (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que criaria um mercado de 700 milhões de pessoas.

— O Mercosul era ruim ontem e continua sendo, na minha opinião, para os setores cruciais, agrícola e agroalimentar, do nosso país — disse Genevard à Rádio J, ao ser questionada se as tarifas de Trump enfraquecem sua posição na UE.

Na semana passada, em meio a tarifas de Trump, Josef Síkela, representante para parcerias internacionais da Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia), defendeu o acordo UE-Mercosul. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, continua buscando “uma minoria de bloqueio” dentro da UE contra o acordo comercial com o Mercosul.

Se o acordo for ratificado, a União Europeia, primeiro parceiro comercial do Mercosul, poderia exportar com mais facilidade automóveis, máquinas e produtos farmacêuticos, enquanto o bloco sul-americano poderia exportar para a Europa mais carne, açúcar, soja, mel, entre outros produtos.

A França enfrenta a oposição veemente de seu setor agropecuário, que organizou grandes mobilizações nos últimos anos, e exige que as exportações do bloco sul-americano cumpram as mesmas normas de produção adotadas na UE.

O acordo “favoreceria outras produções (francesas) e em especial a produção de vinho, mas um bom acordo é um acordo equilibrado”, acrescentou Genevard, para quem os setores mais impactados seriam os de carne ovina e bovina, açúcar e etanol.

Embora a ministra tenha considerado que o Mercosul “não é um remédio”, ela chamou de “boa política” que a UE busque acordos alternativos para minimizar as consequências do impacto do aumento de tarifas decretado por Trump.

O presidente dos Estados Unidos assinou no dia 2 deste mês um decreto para adotar uma tarifa alfandegária mínima de 10% para todas as importações que entram no país, e de 20% para os produtos procedentes da UE.

A Comissão Europeia ofereceu aos Estados Unidos um acordo para adotar uma tarifa zero no comércio de produtos industriais — uma oferta que Trump já considerou “insuficiente” — e, ao mesmo tempo, ameaça com medidas de retaliação.

— A agricultura não deve ser uma variável de ajuste da resposta — disse Genevard, diante do temor de que aumentar as tarifas sobre a soja americana, que os pecuaristas europeus precisam, acabe afetando o setor e os consumidores.

FONTE: O Globo
Acordo UE-Mercosul ‘não é remédio’ para tarifas de Trump, alerta França

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Análise: Brasil compõe seleto grupo de 5 países que pode sair vencedor do “tarifaço”

O Brasil, como importador líquido de mercadorias dos Estados Unidos, exemplifica a maneira como alguns países podem tirar proveito da guerra tarifária

Dias após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas que chocaram vários parceiros comerciais e os mercados globais, alguns países estão surgindo como possíveis vencedores, embora o risco de uma recessão induzida limite os ganhos.

Com aliados de longa data e parceiros comerciais próximos dos EUA, incluindo a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul, entre os mais atingidos – com tarifas de 20% ou mais – rivais que vão do Brasil à Índia e da Turquia ao Quênia veem uma luz no fim do túnel.

O Brasil está entre as economias que escaparam com a menor tarifa “recíproca” dos EUA, de 10%. Além disso, o país pode se beneficiar das tarifas retaliatórias da China, que provavelmente atingirão os exportadores agrícolas dos EUA.

As mais recentes tarifas dos EUA entrarão em vigor em 9 de abril.

O Brasil, como importador líquido de mercadorias dos Estados Unidos, exemplifica a maneira como alguns países podem tirar proveito da guerra comercial que Trump está travando principalmente contra a China e outros grandes exportadores que têm superávits comerciais com os EUA.

Marrocos, Egito, Turquia e Singapura

Marrocos, Egito, Turquia e Singapura, todos com déficits comerciais com os EUA, podem encontrar uma oportunidade nas dificuldades de países como Bangladesh e Vietnã, que têm grandes superávits e foram duramente atingidos por Trump.

Enquanto os dois últimos estão enfrentando tarifas esperadas de 37% e 46%, respectivamente, os outros, como o Brasil e a maioria de seus vizinhos, terão tarifas de 10% cada – mais como um tapinha na mão na nova ordem mundial de Trump.

“Os EUA não impuseram tarifas apenas ao Egito”, disse Magdy Tolba, presidente da joint venture egípcio-turca T&C Garments. “Eles impuseram tarifas muito mais altas a outros países. Isso dá ao Egito uma excelente oportunidade de crescimento.”

Tolba listou a China, Bangladesh e Vietnã como principais concorrentes do Egito no setor têxtil.

“A oportunidade está à vista de todos”, disse ele. “Nós só precisamos agarrá-la”.

A Turquia, cujas exportações de ferro, aço e alumínio foram afetadas pelas tarifas anteriores dos EUA, agora deve se beneficiar à medida que outros comerciantes globais enfrentam taxas ainda mais altas.

O ministro do Comércio, Omer Bolat, chamou as tarifas sobre a Turquia de “as melhores das piores”, considerando as taxas impostas a muitos outros países.

Da mesma forma, o Marrocos, que tem um acordo de livre comércio com os EUA, poderia emergir como um beneficiário relativo do sofrimento tanto da UE quanto das antigas potências asiáticas.

“A tarifa é uma oportunidade para o Marrocos atrair investimentos de investidores estrangeiros dispostos a exportar para os EUA, dada a tarifa comparativamente baixa de 10%”, disse um ex-funcionário do governo, falando sob condição de anonimato.

Ainda assim, o funcionário e outros observaram que os riscos se aproximam, com o perigo de que grandes investimentos chineses recentes, incluindo US$6,5 bilhões da Gotion High Tech para o que seria a primeira gigafábrica da África, possam atrair atenção negativa de Trump.

Rachid Aourraz, economista do Instituto Marroquino de Análise de Políticas (MIPA), um think tank independente em Rabat, observou que os setores aeroespacial e de fertilizantes do país ainda podem ser afetados.

“Embora o impacto direto pareça limitado, já que os EUA não são um mercado importante para as exportações do Marrocos, as ondas de choque criadas pelas tarifas e o espectro da recessão podem afetar o crescimento econômico marroquino”, disse ele.

O Quênia, país com o qual os EUA têm um superávit comercial, também pode ter efeitos mistos de um golpe tarifário relativamente leve. Os produtores de têxteis, em particular, expressaram a expectativa de que poderiam obter uma vantagem comparativa em relação aos concorrentes dos países mais afetados pelas tarifas.

Preocupações

Preocupações semelhantes estão ocorrendo em Cingapura, onde o índice de referência Straits Times caiu 7,5% na segunda-feira, a maior queda desde 2008, e ampliou as perdas nesta terça-feira.

Embora a cidade-Estado possa se beneficiar de alguns fluxos de investimento à medida que os fabricantes buscam diversificar, eles ainda estariam sujeitos a regras substanciais de fabricação e conteúdo local, disse Selena Ling, economista do OCBC.

“A história absoluta é que não há ‘vencedores’ se a economia dos EUA e/ou global sofrer uma parada brusca ou uma recessão”, disse ela. “É tudo relativo.”

Chua Hak Bin, economista do Maybank, acrescentou: “Cingapura não pode vencer em uma guerra comercial global, dada a forte dependência do comércio.”

A Índia, apesar de uma tarifa de 26%, ainda está procurando oportunidades nas dores de seus rivais asiáticos.

De acordo com uma avaliação interna do governo compartilhada com a Reuters, os setores em que a Índia pode ganhar participação de mercado nos embarques para os EUA incluem têxteis, vestuário e calçados. Logo após o anúncio da tarifa, o Ministério do Comércio indiano disse que estava “estudando as oportunidades que podem surgir devido a esse novo acontecimento na política comercial dos EUA”.

FONTE: InfoMoney
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Exportações crescem 40%, mas Anfavea teme maior concorrência do México

A indústria automotiva brasileira não pode reclamar das vendas externas em 2025. Pelo menos até março, quando o tarifaço imposto às importações pelo governo dos Estados Unidos ainda estava sendo gestado, ou não passava de ameaçava, e que desde a primeira semana abril estabeleceu caos global em todos os setores.

No primeiro trimestre saíram do Brasil rumo a outros países 155,6 mil automóveis, comerciais leves e pesados. Trata-se de volume 40,6% maior do que em igual período do ano passado. Em março foram negociados no exterior 38,9 mil veículos, 19% abaixo do que no mês anterior.

“Mas é bom lembrar que fevereiro foi acima da curva”, ponderou nesta terça-feira, 8, Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, que mais uma vez creditou o crescimento dos embarques no ano especialmente à forte demanda na Argentina.

Principal destino da produção brasileira, o mercado argentino absorveu 67,6 mil unidades nos primeiros três meses de 2025 120% acima dos embarques registrados em igual período de 2024 e 43,5% de todos os veículos exportados pela indústria brasileira.

Apesar de comemorar o forte aumento das exportações, Leite frisa que a evolução não tem evitado a perda de participação dos veículos brasileiros nos mercados latino-americanos nos últimos anos.

Cita a chegada de produtos oriundos da China como um dos entraves e, pior, antecipa cenário de ainda maiores dificuldades que o tarifaço estadunidense poderá deflagrar.

O dirigente exemplifica sobretudo com o México, que exportou 3,2 milhões de veículos no ano passado para os Estados Unidos, 76% de tudo que vendeu no exterior, e deve ver migrar para os Estados Unidos parte da produção de veículos de suas 37 fábricas.

O país naturalmente buscará alternativas para desaguar os veículos que fabrica e assim atenuar o aumento da capacidade ociosa. É natural, na avaliação de Leite, que olhe sobretudo para a América Latina. “Para países e blocos com os quais tem acordo de livre-comércio, como o Mercosul e o Brasil”, reforça o dirigente.

Além de potencialmente aumentar a briga pelos consumidores que hoje compram carros e comerciais brasileiros, a indústria mexicana pode influenciar os investimentos que estão programados para produtos e produção na operações brasileiras de várias montadoras, já que a capacidade produtiva instalada no México poderia suprir as necessidades.

Leite ainda diz ser cedo para calcular o tamanho das mudanças que podem vir adiante, já nos próximos meses até. “O certo é que os investimentos [ no Brasil] serão impactados de alguma forma”.

Fonte: Auto Indústria
Exportações crescem 40%, mas Anfavea teme maior concorrência do México – AutoIndústria

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