Comércio, Economia, Negócios, Notícias

Após vitória dos liberais, governo Lula demonstra interesse em firmar acordo entre Mercosul e Canadá

Eventual acordo reduziria dependência canadense em relação aos EUA, principal motor dos votos que confirmaram um novo mandato para Mark Carney como primeiro-ministro do país

O governo Lula (PT) parabenizou o liberal canadense Mark Carney pela vitória nas eleições realizadas na última segunda-feira 28 no país norte-americano.

Ao comentar o resultado, o Planalto disse que pretende aprofundar a cooperação “em áreas de interesse mútuo, como a promoção e a proteção dos direitos humanos e o combate à mudança do clima”. E sinalizou um interesse em dar um passo adiante em um possível acordo entre o Mercosul e o Canadá.

“Temos interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá para diversificar e expandir nosso intercâmbio”, diz a nota assinada por Lula.

O bloco sul-americano e o Canadá chegaram a iniciar, em 2018, as negociações para um acordo comercial. Atualmente, porém, as tratativas estão suspensas.

Mas a volta de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos reacende a necessidade de fortalecimento de acordos bilaterais. Com uma postura bélica na arena comercial, o republicano não se furta a aumentar a extensão do muro tarifário para a entrada de produtos estrangeiros, o que tem tido consequências em praticamente todo o mundo.

Um dos países mais afetados pela política comercial de Trump é, justamente, o Canadá. Um eventual acordo do Mercosul com o país agora governado por Mark Carney poderia servir como meio de diminuir a dependência do Canadá em relação aos Estados Unidos, dado o fato de que, comercialmente, os EUA marcham para serem vistos como um parceiro pouco confiável.

O Brasil, outro afetado pela guerra tarifária, também busca alternativas para ampliar seus mercados ao redor do mundo. O Mercosul, nesse caso, é um dos caminhos encontrados por Lula para ampliar sua participação no comércio global. O acordo com a União Europeia, por exemplo, ganhou novo vigor com a chegada do republicano ao poder. As relações com a China também esquentaram desde a confirmação do retorno de Trump à Casa Branca.

Fonte: Carta Capital

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Economia, Investimento, Negócios

Déficit externo supera investimento estrangeiro direto pela primeira vez em 5 anos

O desequilíbrio vem se acelerando desde o segundo trimestre de 2024 em meio ao forte crescimento doméstico

O déficit nas contas externas nos 12 meses até março superou o valor do investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil, a fonte mais estável de financiamento do déficit, no mesmo período. Historicamente, os valores de IED têm sido superiores aos déficits, e essa reversão não ocorria desde fevereiro de 2020, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, dia 28.

O déficit nas contas externas acumulado nos 12 meses encerrados em março foi de US$ 68,5 bilhões (3,21% do PIB), enquanto o investimento estrangeiro direto (IED) no mesmo período foi de US$ 68,2 bilhões (3,19% do PIB). Apesar da diferença numérica, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou que, em termos macroeconômicos, os dois indicadores apresentam a mesma magnitude.

“Embora numericamente o déficit em transações correntes seja maior, a forma macroeconomicamente correta de se referir a esse resultado é dizer que ambos apresentam a mesma magnitude e, portanto, os investimentos diretos no país continuam financiando integralmente o déficit em conta corrente”, afirmou.

O déficit em conta corrente vem crescendo desde o segundo trimestre do ano passado em ritmo mais acelerado que o IED. Em março de 2024, o déficit em 12 meses estava em US$ 26,3 bilhões (1,17% do PIB), enquanto o IED era de US$ 64,1 bilhões (2,85% do PIB). No entanto, esse aumento não continuou em março: tanto o déficit quanto o IED caíram no mês. Segundo Rocha, ainda é cedo para afirmar se a redução do déficit representa uma tendência.

O diretor de pesquisa econômica do Pine Bank, Cristiano Oliveira, explicou que o aumento do déficit se deve aos estímulos fiscais e monetários aplicados entre o fim de 2022 e o início do ano passado.

Segundo o economista, nesse período a demanda agregada cresceu mais rápido que a oferta. Contudo, ele acredita que esse cenário “já não está mais ocorrendo” e, portanto, o déficit deve se estabilizar entre 2,5% e 3% do PIB nos próximos anos. “Um nível que consideramos bastante saudável”, observou.

O aumento do déficit acompanha a elevação das importações, impulsionada pela expansão da economia. Com o aumento da atividade, é natural que cresçam as importações de bens de consumo, intermediários e de capital, o que impacta a balança comercial — um dos principais componentes do balanço de pagamentos.

Comparando o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2024, houve uma redução no superávit da balança comercial de US$ 16,3 bilhões para US$ 7,9 bilhões.

No mesmo intervalo, o déficit na conta de serviços aumentou de US$ 11,3 bilhões para US$ 12,8 bilhões. Já o déficit de renda primária caiu de US$ 18 bilhões para US$ 15,5 bilhões.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC também destacou os resultados mensais do balanço de pagamentos, que indicaram uma redução do déficit de US$ 4,1 bilhões para US$ 2,2 bilhões entre março de 2024 e março de 2025. Rocha observou que essa é a primeira redução na comparação interanual em 12 meses e reforçou que ainda é cedo para dizer se isso representa uma tendência.

A estimativa do Pine é que o IED chegue a US$ 73 bilhões (3,3% do PIB) este ano, enquanto o déficit em conta corrente deve encerrar 2025 em US$ 56,9 bilhões. O IED representa investimentos de longo prazo no país, com participação societária e operações entre empresas como seus principais componentes.

O economista da CM Capital, Matheus Pizzani, afirmou que ver o IED e o déficit no mesmo patamar ou com uma diferença marginal é “relativamente indiferente” do ponto de vista contábil, já que o IED “tende a se igualar efetivamente ao balanço de pagamentos”. Para ele, o importante é analisar a composição do IED.

Pizzani destacou que aumentou a participação de investimentos em participação societária, indicando que “embora menor em volume, a composição do IED deste ano tem se mostrado mais benigna do que a observada um ano atrás”.

Oliveira, do Pine Bank, observou ainda que o atual cenário de incerteza global pode levar a um IED inferior ao estimado em mercados emergentes como o Brasil.

“No entanto, esse não é o nosso cenário base. Julgamos que o cenário econômico e geopolítico global favorece as contas externas do país, entre outros fatores, pelo perfil das nossas exportações e importações. Por isso, mantemos a avaliação de que a robustez das contas externas favorece o comportamento do real.”

Fonte: Valor International


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Agronegócio, Comércio, Importação

Embarcações de soja do Brasil no porto de Ningbo revelam redução nas importações agrícolas dos EUA

Diversas embarcações de soja brasileiras chegaram ao Porto de Zhoushan, em Ningbo, na província de Zhejiang, após a China reduzir significativamente suas importações de produtos agrícolas dos Estados Unidos devido a disputas tarifárias e comerciais.

A previsão é que cerca de 40 navios carregados com soja do Brasil atraquem no Porto de Zhoushan no mês de abril de 2025, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume de soja brasileira descarregada neste porto pode alcançar 700 mil toneladas, um acréscimo de 32% em comparação a abril de 2024, quando foram movimentadas 530 mil toneladas.

Fonte: CMG


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Comércio Exterior, Informação, Internacional, Notícias, Tributação

Guerra Tarifária e Novo Protecionismo: Desafios e Riscos para o Brasil no Comércio Global

A guerra tarifária deflagrada pelos EUA reconfigura o comércio global, desafia a ordem multilateral e impõe ao Brasil a necessidade de agir estrategicamente

A reconfiguração da ordem econômica internacional é um dos temas mais urgentes e complexos da atualidade. Abaixo, algumas reflexões sobre os principais impactos da atual guerra tarifária deflagrada pelos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, e suas consequências para o Brasil e para o comércio global.

Desde o primeiro dia do novo governo Trump, houve a uma série de ações que reconfiguraram o conceito de segurança nacional e de alianças estratégicas. Houve também um abandono de compromissos internacionais, como o Acordo de Paris, e a retirada dos EUA de organismos multilaterais importantes, como a OMC e a Comissão de Direitos Humanos. A política externa norte-americana passou a priorizar o “reshoring” — a tentativa de atrair investimentos de volta ao território dos EUA — , reforçada por uma visão peculiar de “reciprocidade” no comércio: para a administração Trump, déficits comerciais são sinônimo de exploração econômica.

Nesse contexto, as tarifas aduaneiras passaram a ser vistas não apenas como instrumento de política comercial, mas também como fonte de arrecadação para o Estado. A ordem executiva de 2 de abril resume essa estratégia: redução do déficit comercial, fortalecimento da indústria doméstica, correção de assimetrias tarifárias e combate a barreiras não tarifárias.

Dentro da equipe econômica de Trump, há nuances entre os diferentes assessores: enquanto alguns ainda defendem a abertura de mercados, outros — como Peter Navarro — advogam pela reindustrialização radical dos Estados Unidos por meio de tarifas massivas. Esse conflito interno reflete-se em políticas muitas vezes contraditórias e pouco ancoradas na realidade econômica de um país cuja economia é majoritariamente de serviços, com apenas 8% de sua força de trabalho na indústria de transformação.

No campo prático, a guerra tarifária resultou em medidas amplas como a aplicação de tarifas de 10% sobre produtos de 70 países, com prazo de 90 dias para negociações bilaterais. Além disso, houve uma expansão agressiva da utilização da Seção 232 — que permite impor tarifas por razões de segurança nacional — , agora aplicada não apenas ao aço e alumínio, mas também a produtos como cobre, madeira e semicondutores, afetando diretamente as exportações brasileiras.

Do ponto de vista brasileiro, o impacto é significativo. Estima-se que dois terços das exportações do Brasil para os EUA sejam afetadas. Além da perda de competitividade, há o risco de desvio de comércio: produtos que perderem acesso aos EUA buscarão novos mercados, pressionando o Brasil e outros países em desenvolvimento. A OMC projeta uma redução de 1% no comércio global em função desse novo cenário.

Outro efeito imediato é o risco de uma espiral protecionista: Índia, União Europeia e outros países já adotaram medidas para proteger seus mercados. Além disso, a reorganização produtiva nos EUA — que dependeria de anos para novas instalações industriais — é complexa e incerta.

O comércio internacional também se vê cada vez mais submetido a fatores geopolíticos. O modelo de crescimento baseado em exportações — tão importante para países asiáticos nas últimas décadas — entra em xeque. E a instabilidade crescente aumenta os riscos para a segurança internacional.

Para o Brasil, os desafios são inúmeros. Primeiro, no setor de tecnologia: projetos de data centers e de energia renovável podem ser afetados pelas barreiras comerciais. Em segundo lugar, há impactos relevantes no sistema multilateral. O Brasil, potência média com grande dependência de commodities, prosperou sob o sistema baseado em regras da OMC. A erosão desse sistema ameaça nossa posição como fornecedor confiável de segurança alimentar e dificulta a promoção de temas como sustentabilidade e nova governança global.

Infelizmente, a capacidade de liderança brasileira no cenário internacional é limitada. Sem apoio firme dos EUA, e com uma Europa e uma China cada vez mais assertivas, será necessário redobrar esforços de coordenação para não perder relevância.

Um terceiro impacto é a crescente imprevisibilidade para investimentos e negócios. A suspensão de projetos à espera de definições nos próximos três meses é apenas o sintoma mais visível. A médio prazo, incertezas afetam acesso a mercados, seguros, logística e investimentos, prejudicando ainda mais economias emergentes como a brasileira.

Quarto ponto: o aumento da dependência da China. Em 2006, 20% das exportações brasileiras iam para os EUA; hoje, mais de 30% têm como destino a China. Caso as tarifas entre EUA e China permaneçam, setores como carne, soja, milho e algodão brasileiros ganharão espaço no mercado chinês, aprofundando ainda mais essa dependência. É uma oportunidade de curto prazo, mas também um risco estratégico de longo prazo.

Consequentemente, torna-se essencial avançar em acordos comerciais, como com o EFTA e a União Europeia, para diversificar mercados e reduzir vulnerabilidades.

Por fim, um alerta: a guerra tarifária já provoca pressões políticas internas no Brasil. Existem movimentos em Brasília para ampliar o uso da Lei de Retaliação, não apenas sobre bens físicos, mas também sobre serviços e propriedade intelectual — algo que, se mal conduzido, pode gerar insegurança jurídica e prejudicar a credibilidade brasileira no comércio internacional.

Em resumo, estamos diante de uma conjuntura de instabilidade estrutural. A guerra tarifária deflagrada pelos EUA reconfigura o comércio global, desafia a ordem multilateral e impõe ao Brasil a necessidade de agir estrategicamente: diversificar mercados, fortalecer cadeias de valor, proteger suas exportações e se posicionar de maneira pragmática diante de um mundo mais fragmentado e competitivo.

Fonte: Medium

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Informação, Mercado de trabalho, Notícias, Oportunidade de Mercado, Tecnologia

Vagas abertas! Mercado Livre quer contratar 4 mil funcionários no Brasil

As vagas são para diversas áreas da companhia; confira a lista completa

Tem o sonho de trabalhar em uma grande empresa de tecnologia? Agora, você pode se candidatar para uma das 4 mil vagas do Mercado Livre. A companhia espera alcançar 16 mil funcionários no país ainda este ano – um crescimento de 31% em comparação a 2021.

As contratações são para o marketplace e Mercado Pago, braço financeiro da companhia. As vagas fazem parte do plano da empresa de investir R$ 17 bilhões na operação brasileira neste ano.

Mas a aposta não é apenas no Brasil: a expectativa da empresa é de atingir 44 mil funcionários em toda a região. Confira todas as vagas disponíveis.

TRABALHO FLEXÍVEL

Desde o início da pandemia, muitas empresas não retornaram ao trabalho 100% presencial – e o Mercado Livre é uma delas. As vagas administrativas são aptas ao trabalho flexível (ou seja, que une o remoto e presencial).

“Trabalhamos de maneira remota, com opção de estar no escritório, mas também estabelecemos momentos para que os times se encontrem e co-criem o melhor lugar para trabalharem”, disse Patrícia Monteiro de Araújo, diretora do setor de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, no anúncio.

DA TECNOLOGIA À LOGÍSTICA E CRIPTOMOEDAS

Há posições abertas no setor de prevenção à fraude, logística, tecnologia, relacionamento com o cliente, novos negócios, vendas, administração, jurídica, entre outros. Algumas vagas contemplam pessoas com deficiência. Acesse a lista completa de vagas no Brasil.

OS PLANOS DO MERCADO LIVRE

O Mercado Livre não é uma empresa nova: ele foi criado em 1999, mas segue em pleno crescimento. A companhia foi considerada a mais valiosa da América Latina em 2021, desbancando a Vale. Conheça a história e estratégia de sucesso.

Além do investimento no varejo, através do live commerce, a empresa está apostando em finanças e logística. Em novembro do ano passado, ela anunciou que irá oferecer a compra, venda e armazenamento de Bitcoins para alguns clientes no país (pois ainda está em fase de testes). 

Mais recentemente, em abril deste ano, o anúncio foi de uma parceria com a Gol para utilizar aviões em suas entregas. O objetivo é se diferenciar da crescente concorrência ao acelerar as entregas, mesmo em locais mais distantes dos centros de distribuição, como o norte e nordeste do Brasil.

Fonte: StartSe

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Informação, Mercado de trabalho, Notícias, Tecnologia

10 profissões que podem sumir no Brasil por causa da tecnologia

Segundo pesquisadores, cerca de 58,1% dos empregos no país podem desaparecer entre 10 e 20 anos por causa da automação. Saiba quais profissões estão em risco e quais são as mais protegidas!

Será que a sua profissão está com os dias contados no Brasil? Talvez. Isso porque, segundo pesquisadores brasileiros, 58,1% dos empregos no país podem desaparecer entre 10 e 20 anos por causa da automação.

Mas calma. O objetivo do estudo não é criar uma onda de pânico, mas servir de alerta ao indicar que novas tecnologias podem substituir grande parte dos empregos brasileiros.

Segundo os pesquisadores, é “por meio de políticas efetivas” que o país pode aliviar ou “até mesmo evitar, a perda maciça de empregos devido à automação, nas próximas décadas.”

Outro dado da pesquisa é que o setor de trabalho informal tem maior probabilidade de ver seus empregos serem substituídos por máquinas do que os que têm carteira assinada. Mas afinal, será que o seu está na lista? Confira abaixo:

10 profissões que podem acabar 

Diante do levantamento, a BBC News Brasil, pediu aos pesquisadores da ISE Business School e Consultoria IDados que levantassem as 10 áreas com maiores chances de acabar e as 10 com menor probabilidade de sumir por causa da tecnologia. Confira:

1 – Operadores de entrada de dados (digitador) – 99%

2 – Profissionais de nível médio de direito e afins (assistente) – 99%

3 – Agentes de seguros – 99%

4 – Operadores de máquinas para fabricar equipamentos fotográficos – 99%

5 – Vendedores por telefone – 99%

6 – Despachantes aduaneiros – 99%

7 – Contabilistas e guarda livros – 98%

8 – Secretários jurídicos – 98%

9 – Condutores de automóveis, táxis e caminhonetes – 98%

10 – Balconistas e vendedores de lojas – 98%

Profissões com menor chance de automação

1 – Dietistas e nutricionistas – 0.4%

2 – Gerentes de hotéis – 0.4%

3 – Especialistas em métodos pedagógicos – 0.4%

4 – Médicos especialistas – 0.4%

5 – Médicos gerais – 0.4%

6 – Fonoaudiólogos e logopedistas – 0.5%

7 – Trabalhadores do sexo – 0.6%

8 – Dirigentes de serviços de bem estar social – 0.7%

9 – Psicólogos – 0.7%

10 – Dirigentes de serviços de educação – 0.7%

POR QUE IMPORTA?

É importante ficar de olho nas áreas que têm maiores chances de serem automatizadas para que você possa ficar um passo à frente. Por exemplo, se a sua profissão está na lista, você precisa buscar formas de se atualizar na sua área. Afinal, por mais que as automações substituam profissões, será necessário pessoas que desenvolvam e utilizem as tecnologias.

Com tantas profissões desaparecendo: sua carreira está em risco?

Se você não fizer alguma coisa, a resposta é SIM. Hoje em dia, um profissional não pode depender da empresa na qual atua, nem deixar de se atualizar, se o seu objetivo for uma carreira competitiva de sucesso.

Fonte: StartSe

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Comércio, Economia, Importação, Internacional, Notícias

Governo Lula prepara resposta emergencial contra invasão de produtos chineses

Empresários brasileiros cobram cotas de importação e adoção de salvaguardas

Em meio ao temor de uma inundação de produtos chineses, com o Brasil como eventual vítima do fogo cruzado das tarifas do presidente americano, Donald Trump, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), estuda a adoção de mecanismos emergenciais de proteção comercial da indústria brasileira.

O órgão vem estudando opções desde o ano passado, no contexto da disparada das importações de produtos industriais da China, mas o Liberation Day, como foi apelidado o tarifaço de Trump, acelerou o processo.

A avaliação da indústria é que apenas as tradicionais e demoradas medidas antidumping – punições para quando os produtos importados chegam no mercado interno a preços mais baixos do que os praticados na origem – não darão conta de evitar estragos no curto prazo se a China redirecionar parte dos manufaturados dos EUA para o Brasil.

Em um cenário indefinido de guerra comercial, muitos setores vêm defendendo junto ao governo a adoção de medidas mais rápidas e amplas, como cotas de importação ou salvaguardas, que são ações temporárias (de duração de um ano) aplicadas a todos os países, e não apenas a casos individuais.

Camex estuda salvaguarda simplificada

Uma das opções em estudo na Camex é a adoção de uma espécie de salvaguarda simplificada, cujo processo seria muito menos burocrático e rápido do que todas as especificações necessárias para uma decisão de antidumping, por exemplo. A partir da conclusão dessa avaliação agilizada, seriam aplicadas medidas de proteção provisórias nos casos em que forem constatadas importações desleais.

O Mdic afirmou que “não fala de previsões” e que as “decisões são tomadas em colegiado”.

O movimento de intensificação do recurso a medidas de proteção comercial já vinha acontecendo nos últimos anos, na esteira do salto nas importações brasileiras de manufaturados.

“A indústria brasileira já vinha em um processo de ver o volume de importações, em especial da China, aumentando”, avalia Rene Medrado, sócio e especialista em comércio internacional e direito aduaneiro do escritório Pinheiro Neto. “Neste ano, em meio às incertezas das tarifas de Trump, poderemos alcançar um patamar recorde de pedidos”, completa ele, que é presidente do Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (Ibrac).

Pedidos de medidas de proteção crescem

No ano passado, o Departamento de Defesa Comercial (Decom), do Mdic, recebeu 106 petições de adoção de medidas de proteção, aumento de 140% em relação a 2023, segundo os dados mais recentes da pasta. Em 2025, até agora, foram 17 petições, a maior parte de antidumping.

“Há dois anos há uma movimentação bem grande na defesa comercial brasileira, com destaque para 2024”, aponta Fernando Benjamim Bueno, sócio da área de comércio internacional da Demarest. “A principal causa foi o desvio comercial [quando países redirecionam seus produtos ao encontrarem barreiras comerciais]. O mundo se tornou mais protecionista, da União Europeia a países do próprio Sudeste Asiático”, resume.

Atualmente, o Decom possui 73 investigações em curso, 34 delas envolvendo a China. Os setores com maior número de investigações são metais (11 casos), têxteis (5 casos) e plásticos e químicos (4 casos cada). Hoje há 126 medidas em vigor, a maior parte contra produtos chineses, segundo o departamento.

Salto nas importações chinesas

O aumento no número de pedidos de investigação casa com a aceleração na taxa de crescimento das importações com origem na indústria de transformação, em especial da China. Em cinco anos, as compras de produtos industriais chineses saltaram 78%.

O movimento vem ganhando tração: entre janeiro e março deste ano, a alta no desembarque dos produtos chineses foi de 36% na comparação com mesmo período do ano passado. Em 2024, essa expansão havia sido de 29% ante 2023.

“Desde dezembro do ano passado, o mundo inteiro viu uma forte aceleração nos embarques da China, possivelmente em antecipação às mudanças tarifárias prometidas por Trump”, afirma o economista Livio Ribeiro, sócio da BRCG consultoria e pesquisador associado da FGV.

Incerteza sobre impactos do tarifaço

Na avaliação de Ribeiro, ainda não está claro o que acontecerá com o comércio mundial no segundo mandato de Trump.
“Será necessário para ver qual será o novo normal para discutir qual o reequilíbrio do fluxo comercial entre os países”, diz Ribeiro. “Isso posto, o fato é que vai sobrar produto. É difícil o mercado interno chinês absorver no curto prazo, e esse excedente vai vazar para outros países”, avalia.

José Augusto de Castro, presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), tem uma avaliação distinta, e acredita que a China deve continuar ampliando as exportações de manufaturados ao Brasil em 2025, mas em menor escala.
“Isso porque a capacidade do Brasil de absorver produtos da China será menor, já que o país crescerá menos. Além disso a China quer agradar ao Brasil, já que precisa de grandes parceiros no mundo em momento de guerra comercial com os Estados Unidos”, afirma.

Fonte: O Tempo



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Comércio, Economia, Importação, Notícias

Importações de aço devem continuar em alta em abril, diz Inda

Os registros de importação de aço plano devem continuar em alta no Brasil em abril, após um mês de março recorde, previu nesta quinta-feira o presidente da associação nacional de distribuidores do material, citando que há mais de meio milhão de toneladas da liga à espera de nacionalização apenas em um dos portos do país.

“Tem meio mês de consumo (de aço) só em São Francisco do Sul (SC) para entrar”, disse Carlos Loureiro, em entrevista a jornalistas sobre os resultados do setor no primeiro trimestre. “Se o governo (federal) não tomar uma medida um pouco mais forte contra a China, as usinas vão ter muitos problemas e nós da rede vamos ter que ficar lutando para conseguir sobreviver”, acrescentou.

Segundo Loureiro, na semana passada havia mais de 440 mil toneladas de aço plano em navios à espera de liberação de espaço de armazenagem em São Francisco do Sul, que estava com os armazéns lotados.

O porto de São Francisco do Sul tem sido a principal porta de entrada de aço plano importado no Brasil, mas em março o porto de Manaus quase empatou em volume de importação do material com o porto catarinense, o que marca as distorções geradas por incentivos tributários concedidos à Zona Franca, distante milhares de quilômetros dos principais centros consumidores de aço do país, segundo o presidente do Inda.

Enquanto São Francisco do Sul recebeu um volume de importações de 135,6 mil toneladas de aços planos em março, elevando o saldo do trimestre para 395 mil toneladas, o de Manaus registrou 126,2 mil toneladas no mês passado, quase todo o volume do trimestre, de 174,2 mil toneladas.

“Não é produtivo para o país ter um esquema que permite que material viaje de Manaus para São Paulo e que esse custo logístico seja bancado por incentivos fiscais que todos nós pagamos”, disse Loureiro, classificando a situação de “balbúrdia tributária”.

No trimestre, segundo os dados do Inda, o porto de Manaus ficou em segundo lugar nas importações de aço pelo Brasil, com participação subindo a 20,8% ante fatia de 5,5% no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a parcela de São Francisco do Sul, passou de 45% para 47,2%.

No total, as importações de aços planos pelo Brasil em março somaram 343,6 mil toneladas, alta de 38% sobre um ano antes, quando o regime de cotas e tarifas adotado pelo governo federal para alguns produtos siderúrgicos ainda não estava implementado. No trimestre, a alta foi de 36% pelos dados do Inda, para cerca 796,3 mil toneladas.

O Aço Brasil, que representa siderúrgicas instaladas no Brasil como Gerdau, Usiminas e ArcelorMittal, afirmou na semana passada que as importações de totais de aço pelo país, incluindo os longos, somaram 663 mil toneladas em março, o maior volume importado em um único mês da história.

MERCADO

Em março, os distribuidores de aços planos do Brasil elevaram as vendas em 7,1% sobre o mesmo mês do ano passado, para 331,7 mil toneladas.

A expectativa da entidade é que em abril, as vendas recuem 4%, para 318,4 mil toneladas.

O setor terminou março com estoques de 1,06 milhão de toneladas, um crescimento de 17,2% sobre um ano antes e equivalente a 3,2 meses de comercialização, nível considerado elevado pela entidade.

Sobre o cenário de preços, Loureiro afirmou que as usinas retiraram aumentos realizados no início do ano, diante da pressão dos importados, e que parte do crescimento de 2,8% das vendas no trimestre foi puxada por antecipação de compras.

Isso teria ocorrido por estratégia das usinas de melhorar seus resultados ao final do trimestre, procurando vender mais em volume, oferecendo mais vantagens aos compradores, disse Loureiro.

“Os preços estão muito difíceis e as margens estão muito apertadas”, afirmou o presidente do Inda.

Fonte: MSN


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Comércio, Economia, Notícias

“Prévia da inflação”: IPCA-15 desacelera a 0,43% em abril, diz IBGE

Expectativa de mercado era de 0,44%; alta havia sido de 0,64% em março; alimentos voltam a puxar índice

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) desacelerou a 0,43% em abril, após ter avançado 0,64% em março, informou nesta sexta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agentes de mercado esperava avanço em torno de 0,44%. Nos 12 meses até abril, a “prévia da inflação” passou a subir 5,49%, de 5,26% no mês anterior.

Oito dos nove grupos consultados subiram na prévia de abril:

  • Índice Geral: 0,43%
  • Alimentação e bebidas: 1,14%
  • Habitação: 0,09%
  • Artigos de residência: 0,37%
  • Vestuário: 0,76%
  • Transportes: -0,44%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,96%
  • Despesas pessoais: 0,53%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: 0,52%

O resultado do mês foi puxado pelos grupos de Alimentação e bebidas (1,14%) e Saúde e cuidados pessoais (0,96%), informou o IBGE. Juntos, as categorias reponderam por 88% do índice do mês.

A alimentação no domicílio acelerou de 1,25% em março para 1,29% em abril. Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (32,67%), do café moído (6,73%) e do leite longa vida (2,44%).

Já a alimentação fora do domicílio (0,77%) acelerou em relação ao mês de março (0,66%) em virtude da alta do lanche (1,23%) e da refeição (0,50%).

O grupo de Transportes foi o único com resultado negativo na prévia de abril, com recuo de 0,44%. A principal influência veio da passagem aérea, que caiu 14,38%.

Também contribuíram para o resultado os combustíveis (-0,38%), com variação negativa nos preços do etanol (0,95%), do gás veicular (0,71%), do óleo diesel (0,64%) e da gasolina (0,29%).

Fora da meta

Nesta semana, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou incômodo com a inflação fora da meta.

“Mas estamos falando de um patamar de inflação muito inferior ao que vivíamos no período (pré-Plano Real) e, ao mesmo tempo, mais próximo das taxas observadas em economias avançadas e emergentes”, destacou.

O IPCA de março — último dado cheio — desacelerou para 0,56%, também pressionado por alimentos. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,48%, acima dos 5,06% dos 12 meses imediatamente anteriores.

O BC persegue meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).

Em 2024, a inflação estourou o teto da meta, encerrando com avanço de 4,83%.

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram sua projeção para a inflação neste ano, segundo Boletim Focus divulgado na terça-feira (22).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,57% ao fim deste ano, abaixo da previsão de avanço de 5,65% na pesquisa anterior.

Para 2026, a projeção para a inflação brasileira se manteve em 4,50%.

Fonte: CNN Brasil


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Comércio, Logística, Notícias, Tecnologia

GWM vai produzir picape Poer a diesel no Brasil

Modelo será produzido em Iracemápolis, em São Paulo, e irá receber motorização híbrida

As picapes serão montadas na fábrica da GWM em Iracemápolis, em São Paulo. Duas opções de motorizações serão produzidas: uma a diesel, provavelmente com o novo motor 2.4 turbo da companhia, e outra híbrida plug-in com motor a combustão movido a gasolina.

Apesar de ambas as motorizações já estarem confirmadas, ainda não há confirmação de que chegarão ao mesmo tempo no mercado nacional. Há a possibilidade; segundo a empresa, de que apenas uma opção seja lançada neste ano.

“Somos líderes na China vendendo picapes a diesel. Isso já está no nosso DNA. Sempre tivemos o diesel no radar para o Brasil [.] Não queremos um produto de nicho. Queremos cobrir o mercado.”, disse Ricardo Bastos, diretor para assuntos institucionais da GWM Brasil.

Será a primeira experiência da GWM no país vendendo carros com motores puramente a combustão. A marca chegou com o status de ‘autotech’, apenas com opções híbridas e totalmente elétricas no catálogo.

Perguntado se o lançamento de um modelo a diesel era um passo atrás para a companhia, o diretor institucional diz: “acho que é um passo para frente. Ao invés de insistir com uma coisa que eu acho que talvez vá bater na parede [não ter sucesso], vou com o veículo certo. Hoje, sabemos que o mercado de diesel, para trabalho, é o mais relevante”.

A escolha de trazer a motorização a diesel acontece depois das baixas vendas da picape Shark, da BYD, uma das principais concorrentes da GWM no mercado nacional.

A chegada da concorrente foi citada pela GWM como um dos fatores que influenciaram na decisão de vender a picape a diesel no país.

A BYD Shark foi lançada com motorização híbrida, preço de R$ 379.800. Em fevereiro deste ano, a picape recebeu um desconto de R$ 40 mil para impulsionar as vendas.

A fábrica da GWM deve ser inaugurada na metade deste ano.

Entre os meses de junho e julho, três modelos serão fabricados localmente: o Haval h6 (em todas as versões), que hoje é importado pela companhia, as novas picapes da linha Poer e também, no futuro, um novo SUV (da linha Haval ou Tank), que será feito com a base das picapes e vai usar a mesma motorização (2.4 turbo diesel ou híbrido plug-in a gasolina).

A data para a chegada no novo SUV não foi confirmada.

Fonte: CNN Brasil


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