Negócios, Portos

Presidente do Porto do Recife projeta duplicar o faturamento do ancoradouro até o final de 2026

Até o final de 2026, o Porto do Recife deve passar por um processo de modernização e dragagem para ampliação da capacidade e do faturamento do ancoradouro. Em visita ao Diario de Pernambuco, nesta segunda-feira (28), o novo presidente do Porto do Recife, Paulo Nery, confirmou que, como parte das estratégias da sua atual gestão, o objetivo é de chegar a duplicar o faturamento do ancoradouro. Em 2024, o Porto faturou R$ 42 milhões e movimentou 1,7 milhões de toneladas.

De acordo com o presidente do ancoradouro, um dos projetos para a modernização do Porto do Recife é o de uma nova dragagem, que está sendo tocado no Ministério dos Portos e Aeroportos e deve necessitar de investimentos de R$ 103 milhões em recursos para a execução da obra. A expectativa é de que a contratação para o início das obras seja realizada ainda neste ano.

“Além do canal interno do Porto, nós temos o canal externo e o desemboque dos rios ali próximo. Por isso, a necessidade dessa dragagem é fundamental para manter e melhorar a nossa competitividade quando a gente está falando de calado”, aponta o presidente do Porto do Recife.

Ele explica que o calado do atracadouro varia de acordo com os berços, que no Porto do Recife operam em seis variedades, entre 8, 9 e 10 metros de profundidade. A capacidade dessa estrutura varia de acordo com o tipo de carga transportada no terminal. No caso do transporte de contêiner, que acontece exclusivamente no Porto de Suape, que precisa de navios maiores, o calado suportado mede em torno de 13 metros.

O presidente do Porto do Recife completa ainda que a ideia não é concorrer com o Porto de Suape, já que a concorrência do terminal da capital é externa, dos portos da Paraíba e de Alagoas. Diante disso, a ideia é viabilizar o transporte de novos produtos, aumentando o volume de carga no Porto do Recife para elevar o seu faturamento.

Além da dragagem, Paulo Nery destaca também que está em processo de captação de recursos públicos federais para a atualização do projeto de drenagem e pavimentação do Porto. Ainda segundo ele, uma parceria do ancoradouro com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar), vai viabilizar uma obra para melhorar a logística de exportação de açúcar no Porto, um dos produtos transportados no local.

Concessão do terminal marítimo

Outro ponto abordado por Nery é que a concessão pública do terminal está em fase de estudos para a precificação e deve ser finalizada até o final do primeiro semestre de 2025 para ser lançada no mercado. Ele sinalizou o interesse de um grande grupo que opera no Brasil há mais de 90 anos, que deve trazer mais navios para o ancoradouro. “Além do governo do estado, do Porto e da Secretaria do Turismo, trabalhando a prospecção de novos navios, nós vamos ter um operador que vai também trabalhar junto com os armadores para trazer mais navios para Pernambuco”, afirma.

Segundo Paulo Nery, as estratégias para a modernização do Porto do Recife chegam para somar ao que já vem sendo implementado pelo governo do estado para melhorar a logística no estado. “Sob a liderança da governadora Raquel Lyra, estamos imbuídos de criar condições para apoiar esse desenvolvimento que já vem acontecendo em Pernambuco. Percebemos a melhoria da logística nas estradas, por meio do programa PE na Estrada, são mais de R$ 5 bilhões aplicados na recuperação das estradas”, aponta.

Leilões

Sobre os leilões que foram arrematados pelo Porto do Recife em agosto do ano passado, Paulo Nery destaca que os três terminais estão em fase de investimentos para o desenvolvimento das estruturas no ancoradouro.

Uma das empresas vencedoras do leilão é a LiquiPort que já opera no atracadouro, com o transporte de malte e cevada, e deve ter o seu volume duplicado com a conclusão dos investimentos no terminal e no armazenamento. A expectativa é que o Porto do Recife centralize toda a carga para abastecer as indústrias de cerveja do estado.

Outra empresa vencedora foi o grupo Petribu, que segundo Paulo Nery, opera como exportador de açúcar e deve expandir o volume transportado no local. A companhia montou outro espaço de armazenamento no local para não atrasar o embarque na exportação do produto.

Por fim, o presidente do atracadouro destacou uma terceira indústria vencedora, que vai movimentar fertilizantes, material importado pelo estado, e deve impactar no setor de agricultura e a produção de cana no estado. “Esse é um material que vem sofrendo por conta da guerra da Ucrânia e da Rússia e a Ucrânia é um dos grandes exportadores de fertilizantes, da matéria-prima para fertilizantes do mundo”, disse.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Comércio, Exportação

Exportações de couro do Brasil têm volume maior e valor menor

As exportações brasileiras de couro fecharam o primeiro trimestre de 2025 com alta no volume, mas com queda no faturamento. Os curtumes nacionais embarcaram 49,8 milhões de metros quadrados, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Em peso, os números são 173,1 mil toneladas, incremento de 25,3% na comparação com os primeiros três meses de 2024. Do mesmo modo, esses totais representaram em valores US$ 298,8 milhões, redução de 4,3% no comparativo ao intervalo de janeiro a março de 2024. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e acabaram sendo analisados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

Rogério Cunha, da Inteligência Comercial do CICB, observa a movimentação dos Estados Unidos nas importações de couro do Brasil no primeiro trimestre. Ao mesmo tempo, os norte-americanos iniciaram o ano caindo da segunda colocação no ranking de maiores compradores (2024) para a quarta colocação em janeiro e fevereiro de 2025, anteriormente ao tarifaço de Donald Trump. Por outro lado, em março, recuperaram uma posição e ocupam agora o terceiro lugar.

Para Cunha, ainda é cedo para avaliar o impacto das novas tarifas norte-americanas. “Mas qualquer análise deve ser feita de forma transversal, considerando mudanças na dinâmica de produção e consumo que as taxas devem acarretar em mercados como Ásia e União Europeia – também clientes majoritários da indústria curtidora brasileira– além da manufatura chinesa”, antecipa.

Mercados internacionais

No primeiro trimestre de 2025, a China (excluindo Hong Kong) foi o principal mercado internacional para o couro brasileiro. Nesse sentido, o país asiático teve uma participação de 31,4% (antes 32,6%) em valor e 46,3% (47,2%) em área, com aumentos de 2,1% (+8,0%) em valor e 27,3% (+33,9%) em área.

A Itália aparece na segunda posição, com uma participação de 13,4% (13,9%) em valor e 15,3% (15,7%) em área, registra crescimento de 9,5% (+19,1%) em valor e 20,0% (+33,5%) em área.

Os Estados Unidos, agora em terceiro lugar no ranking, com 12,9% (11,4%) de participação em valor e 6,3% (5,6%) em área. Quedas de 16,8% (-27,8%) em valor e 10,3% (-18,7%) em área.

Estados exportadores de couro

O Rio Grande do Sul se manteve na liderança entre os estados exportadores de couro no primeiro trimestre. Nesse sentido, os curtumes gaúchos responderam por 27,6% do total em valores. Na sequência aparecem Paraná (15,1%), São Paulo (14,6%), Goiás (12,4%) juntamente com Mato Grosso do Sul (8,3%).

O Curtume Minuano (Lindolfo Collor/RS), especializado em couros com pelo, manteve estabilidade nas exportações no primeiro trimestre de 2025. “Foi dentro das expectativas, muito em linha com o ano passado”, frisa o business manager da empresa gaúcha, Mateus Leão Enzveiler. Ele reitera, sobretudo, que a distribuição no mercado externo “foi equilibrada entre os continentes, principalmente na América do Norte, Europa, de forma geral, não somente China”, comenta Enzveiler.

Fonte: Exclusivo 

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Comércio, Exportação

Exportações de mel disparam e Paraná assume vice-liderança no Brasil

Nos primeiros três meses do ano, o Paraná subiu de terceiro para segundo lugar no ranking nacional de exportação de mel, segundo dados do Agrostat Brasil.

Esse é um dos assuntos detalhados no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 24 a 30 de abril preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento.

Isso se deve a um aumento de 114% no volume e de 181,4% de receita no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2024.

Foram movimentadas 1.641 toneladas de mel e US$ 5.251 milhões, com um preço médio de US$ 3,20 por quilo.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de mel a partir de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Mel| Jan 2022 –  Fev 2025 | TEUs

O primeiro lugar do ranking é ocupado por Minas Gerais, que movimentou US$ 7,292 milhões em receita e 2.333 toneladas do produto. E em terceiro lugar se encontra o Piauí com US$ 4,006 milhões em receita e 1.359 toneladas de mel.

No âmbito nacional, as exportações do produto no primeiro trimestre de 2025 alcançaram 9.120 toneladas, um aumento de 19,7% em relação ao ano anterior. Por outro lado, foram movimentados US$ 28,412 milhões em receita, uma queda de 54,3% em comparação com 2024.

O principal destino do mel brasileiro continua sendo os Estados Unidos (EUA), que adquiriu 85,7% do volume total exportado no período, seguido de Canadá e Alemanha.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Industria

Autoridades do Japão vêm ao Brasil para discutir inspeção de frigoríficos

Uma delegação japonesa vem ao Brasil, na próxima sexta-feira (2/5), para definir a data e roteiro da inspeção das plantas frigoríficas, visando a abertura de mercado do país oriental às exportações de carne bovina. A informação é do secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcel Moreira, que participou nesta quarta-feira (30/4) de um encontro com empresários do agro e produtores na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

“Temos uma negociação longa com o Japão para essa abertura de mercado, mas, por meio das nossas boas relações e do status sanitário do Brasil, conseguimos com a visita do presidente Lula ao país a excelente sinalização de ir para o próximo passo. Essa visita vai definir exatamente quando e como será a inspeção das nossas plantas”.

O evento foi promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) no estande da Baldan, fabricante de máquinas agrícolas. Em sua palestra, o secretário disse que o Brasil tem os Estados Unidos como o terceiro maior parceiro comercial e tem adotado uma postura pragmática nesse novo cenário de guerra tarifária. O país analisa oportunidades e pontos de atenção para os principais produtos exportados ao mercado americano, como café, suco de laranja, carne bovina, açúcar e etanol.

“A nossa carne bovina, por exemplo, ganhou uma sobretaxa e pode chegar a ser tarifada em 39% com o acréscimo da tarifa geral de 10%. Estimamos que o Brasil deve manter ou aumentar as exportações pela qualidade e preço de sua carne, mas Canadá e México são pontos de atenção por ter livre comércio com os EUA.”

Pastagens
Moreira também citou o programa do Ministério da Agricultura, chamado de Caminho Verde Brasil, que substitui iniciativa anterior de recuperação e conversão de pastagens degradadas. Segundo ele, um estudo identificou 160 milhões de hectares, dos quais 40 milhões são plenamente compatíveis com atividade agrícola e pecuária por ter bons solos e boas condições hídricas.
“Logicamente, é preciso investir nessas áreas para correção do solo, mas com a conversão dos 40 milhões de hectares, o Brasil pode dobrar a produção de alimentos.”

Nesta semana, o governo federal anunciou a realização do segundo leilão EcoInvest para o programa Caminho Verde Brasil. É uma linha de crédito dentro do Fundo Clima para o programa de recuperação de pastagens.

As instituições financeiras deverão apresentar suas propostas do quanto pretende captar no mercado para complementar o aporte do Tesouro Nacional. O plano é garantir a restauração de pelo menos um milhão de hectares. O produtor que receber recursos se compromete por um período de dez anos a não desmatar, mesmo que legalmente, áreas em sua propriedade.

Na Agrishow, o secretário Márcio Moreira, ressaltou que a intenção é oferecer financiamentos com taxas de juros “bem abaixo” das de mercado para os produtores rurais interessados em converter pastagens degradadas em áreas produtivas.

Fonte: Globo Rural 

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Comércio, Internacional, Negócios

Líder da indústria brasileira alerta para uma guerra comercial “perde-perde” com os EUA

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defende cotas de importação e critica políticas populistas trabalhistas e tributárias em meio às tensões entre EUA e China.

Em meio à guerra tarifária iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, uma delegação empresarial brasileira deve desembarcar em solo americano nesta quarta-feira. Segundo Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a missão é ajudar a preservar a relação complementar entre os setores industriais dos dois países. Na visão dele, “não há ganha-ganha — só perde-perde”.

Alban defende um sistema de cotas como forma de proteger a indústria brasileira de um possível aumento nas importações de produtos que os EUA deixem de comprar de outros países. Ele afirmou que já discutiu a proposta com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. “Está no radar”, disse.

A entrevista foi realizada na véspera do 1º de maio, quando um dos principais apelos dos movimentos trabalhistas era o fim da jornada 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) — proposta que Alban classifica como “populista”. Para ele, a baixa produtividade brasileira não permite esse tipo de medida.

Sobre o projeto de reforma do Imposto de Renda enviado recentemente ao Congresso, ele se posiciona contra o que considera uma forma de bitributação: um imposto mínimo sobre pessoas físicas de alta renda que já são tributadas na esfera corporativa e agora seriam taxadas também como indivíduos. Alban também demonstrou preocupação com a complexa transição para um novo regime de impostos sobre o consumo.

A seguir, os principais trechos da entrevista ao jornal Valor Econômico:

Valor: O senhor viaja aos EUA na próxima semana?

Ricardo Alban: Sim, vamos na quarta-feira com cerca de dez empresas brasileiras que já têm relações com empresas americanas. Estaremos acompanhados da Amcham, de representantes do governo e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Vamos nos reunir com interlocutores do governo americano.

Valor: Qual o objetivo da viagem?

Alban: Identificar pontos críticos e construir mais alinhamento. Algumas questões envolvem segmentos inteiros das cadeias produtivas, outras são específicas de produtos. Estamos lidando com os debates sobre aço e alumínio, atingidos não só pela tarifa de 10% imposta por Trump, mas também por sobretaxas. Mais importante ainda, temos segmentos integrados — áreas de verdadeira complementaridade entre os dois países. O Brasil exporta produtos semielaborados para os EUA, e eles nos vendem produtos quase finalizados ou finais, como equipamentos. Isso não é ganha-ganha; é perde-perde. Vai apenas aumentar os custos dos dois lados. O Brasil não impõe tarifas tão altas sobre produtos americanos porque há exceções, compensações e mecanismos de equilíbrio.

Valor: Como o senhor avalia as medidas tarifárias de Trump até agora?

Alban: O Brasil precisa aproveitar esse momento com inteligência. Não podemos simplesmente ignorar a China, nem virar as costas para os EUA. Os EUA são parceiros industriais fundamentais, enquanto a China é uma parceira relevante em commodities. Precisamos de equilíbrio.

Valor: A China pesa mais que os EUA hoje?

Alban: Não necessariamente, mas a China domina em escala global. E não dá mais para desprezar a tecnologia chinesa. A época de dizer que “máquinas chinesas são baratas, mas ruins” acabou. A China hoje compete em setores de alta tecnologia, como satélites e data centers. Essa é a nova realidade — e mudou o jogo.

Valor: O setor industrial teme o redirecionamento de produtos chineses para o Brasil. É por isso que a CNI defende cotas de importação?

Alban: É uma questão que precisa ser discutida. Vejo as cotas — como o próprio Trump já usou no caso do aço — como uma forma de lidar com o fluxo crescente de aço chinês no Brasil. Com essa disputa entre EUA e China e o esfriamento do comércio global, é inevitável o aumento de produtos chineses no Brasil. Os dados já mostram isso.

Valor: De que forma?

Alban: No primeiro trimestre deste ano — antes mesmo da situação se agravar, o que começou em março — as exportações de manufaturados da China para o Brasil aumentaram mais de 30%. Isso considerando o total. Imagine o que pode acontecer se a guerra comercial se intensificar. Então, por que não estabelecer uma referência com base nos níveis de 2024 e criar um modelo de cotas ou faixas tarifárias que tragam previsibilidade às cadeias produtivas?

Valor: Mas não há conflitos internos nas cadeias? Alguns setores se beneficiam com insumos mais baratos…

Alban: A indústria tem conflitos internos legítimos e naturais. No agronegócio, por exemplo, soja não compete com milho, nem o milho com o trigo — eles se complementam. Já na indústria, aço e máquinas competem — um é insumo do outro. Políticas de preços petroquímicos competem com a indústria de plásticos. Esses conflitos existem e precisam ser debatidos com transparência e base técnica — e não com foco apenas em produtos isolados.

Valor: O Brasil deveria adotar cotas especificamente para produtos chineses?

Alban: Não especificamente. Não devemos apontar um país só. O que precisamos é aplicar o conceito de cotas dentro de uma política tarifária mais ampla. As duas devem se complementar — para evitar protecionismo excessivo, mas também impedir o enfraquecimento da base industrial.

Valor: Então, as medidas dos EUA são justificáveis?

Alban: A Europa provavelmente terá que fazer o mesmo para se reindustrializar ou modernizar. O que são as medidas dos EUA senão formas de proteger sua indústria? Estão realmente errados? Essa é a pergunta.

Valor: Como o governo brasileiro está tratando a questão das cotas?

Alban: Estamos conversando tanto setor a setor quanto diretamente com o governo. A própria embaixada americana afirmou que o Brasil está tendo um diálogo muito construtivo. O vice-presidente Alckmin parece ter sido o primeiro a iniciar essa conversa. Mas também há uma dimensão geopolítica. Haverá solução de curto prazo? Difícil dizer — a cada dia surge algo novo. Um dia é um anúncio de programa, no outro é uma declaração do presidente dos EUA sobre acordo com a Índia… Isso vai acalmar ou piorar?

Valor: Os EUA alegam que há aço chinês sendo vendido indiretamente via Brasil — uma triangulação. Isso faz sentido?

Alban: É preciso analisar os dados. Também importamos aço para nossa indústria de máquinas. Como eu disse, aço e máquinas têm políticas concorrentes. O mesmo vale para plástico e resinas. Então, não se pode assumir que o aço importado é apenas para reexportação. Temos uma indústria avançada de máquinas agrícolas. O aço vem dos EUA, do México, da China. Esse debate é antigo na relação com os EUA — aço, alumínio. Já passamos por isso no governo Trump, e foi resolvido com cotas. É o que se pede de novo agora.

Valor: Isso não causaria problemas com a OMC? O Brasil costuma respeitar a instituição.

Alban: Os EUA não parecem muito preocupados com a OMC. Sinceramente, precisamos ter um referencial, e não concordo em ignorar a OMC, pois é importante ter um mediador. Mas o mundo está, em muitos aspectos, ignorando a OMC. Isso não significa que o Brasil deva fazer o mesmo — mas ela não dará soluções de curto ou médio prazo. Esse é o ponto.

Valor: O que acha da lei de reciprocidade aprovada pelo Congresso?

Alban: Gostaria que o Congresso tivesse a mesma unidade em outros temas importantes para o país. Precisamos de convergência em torno do que é bom para o Brasil — e não apenas de medidas que nos dividem. A reciprocidade não pode ser nossa única ferramenta.

Valor: Como o 6×1, por exemplo?

Alban: Exatamente.

Valor: O presidente Lula está sob pressão para se posicionar sobre isso…

Alban: Porque é uma pauta populista. E, no momento, tanto o governo quanto a oposição estão apelando ao populismo — isso é claro. Mas qual é a lógica? Tenho plena convicção de que o capital não funciona sem o trabalho. Isso não é demagogia — é fato. Claro que hoje o trabalho tem peso menor comparado ao capital, por causa da automação. Mas o que falta no Brasil hoje? Nos rankings de competitividade, ficamos em último lugar. Produtividade não se melhora da noite para o dia. E temos baixa produtividade. Enquanto isso, fala-se em pleno emprego…

Valor: Os dados oficiais mostram isso…

Alban: Não concordo. Ver o copo meio cheio é dizer que temos pleno emprego. Mas é preciso ver quem realmente está procurando trabalho. Muitos já desistiram. Sim, o emprego aumentou — é fato. Mas temos uma narrativa de pleno emprego combinada com baixa produtividade e falta real de mão de obra qualificada.

Valor: Então o problema é a qualificação?

Alban: É um problema relativamente simples. Não temos nem pedreiro suficiente para obra. Num cenário desses, como se fala em reduzir jornada? Onde vamos encontrar mão de obra para repor? Como vamos melhorar a competitividade com aumento de custo? Isso tudo está sendo discutido com oportunismo. Precisamos de racionalidade.

Valor: A isenção de IR para quem ganha até R$5.000 também é populista?

Alban: Isso é populista, sim — mas é justo. Ainda assim, precisamos de uma abordagem racional para encontrar uma solução. Caso contrário, corremos o risco de judicialização e bitributação. A empresa já é tributada, e agora estamos impondo um imposto adicional à pessoa física. É uma forma de compensação fiscal sobre algo que a empresa já pagou.

Valor: E não houve mudança no Imposto de Renda das Empresas…

Alban: Exato. É apenas um aumento da carga tributária indireta. E tudo isso para atingir os chamados “super-ricos”. Mas sabe quem é realmente afetado? Pequenas empresas e profissionais autônomos.

Valor: Acho que é a primeira vez que venho à CNI e não ouço um apelo por reformas estruturais…

Alban: Vamos ver como será a experiência com essa reforma tributária nos próximos três ou quatro anos. Teremos que lidar com dois regimes tributários paralelos. Vamos precisar de muito esforço para entender todas as novas normas…

Valor: Mas, no longo prazo, a reforma não simplifica o sistema?

Alban: Simplifica — até certo ponto. Não é o ideal, mas pelo menos elimina o efeito cascata dos créditos. Isso é uma grande conquista para o setor industrial. Ainda nem sabemos qual será a alíquota final do IVA. Então, como vamos navegar por esse período de transição, especialmente com dois sistemas sobrepostos? Vai ser confuso.

Valor: O senhor tem alguma proposta concreta sobre o período de transição da reforma? Deveria ser estendido?

Alban: Não, acho que poderia até ser mais curto. Prolongar demais só vai gerar mais disputas.

Valor: Como os juros altos estão afetando a indústria?

Alban: Independentemente dos gastos públicos irracionais do governo, a política monetária está extremamente apertada. Nossos juros reais são absurdos. Não há nada parecido no mundo. Some-se a isso nosso sistema financeiro — com todos os calotes e inseguranças jurídicas, que também questiono — e se chega a um spread médio de 15% a 20%. Como se sustenta um setor produtivo com esse “Custo Brasil”?

Valor: O Banco Central está exagerando?

Alban: É claro que o Banco Central tem uma meta de inflação a cumprir. Mas o Brasil é uma nação. Precisamos de uma visão de médio e longo prazo. Juros altos são uma ferramenta legítima de controle da inflação — mas não nesse nível de juros reais. Não sou contra uma política monetária rígida, especialmente se houver uma política fiscal mais racional. Mas precisamos de racionalidade.

Valor: O que o senhor quer dizer com isso?

Alban: Política fiscal não é só responsabilidade do governo federal — vamos dar a César o que é de César. Os três Poderes não colaboram com a disciplina fiscal. Nenhum deles. Há gastos públicos irracionais em todos os Poderes.

Valor: Por exemplo? O novo arcabouço fiscal depende de medidas que ainda não foram implementadas — como aconteceu com o antigo teto de gastos.

Alban: Esses vínculos obrigatórios de gastos são um grande problema. O orçamento é engessado por causa das receitas carimbadas e da forma como o Congresso administra os recursos disponíveis. Mas sabemos que isso não começou com o atual governo, então não se trata de culpar um só. Temos decisões judiciais… A judicialização virou um problema sério no país.

Valor: Um tema em discussão é a racionalização dos gastos tributários. Como o setor privado pode contribuir? O senhor defende um corte linear ou uma revisão caso a caso?

Alban: Estamos falando de gastos tributários — ou de incentivos fiscais direcionados, necessários ao desenvolvimento de certos setores? Acho que tem um pouco dos dois. Mas aqui vai a questão: por que o lobby não é legalizado neste país? O que impede isso? Por que não temos discussões estruturadas, setor por setor? Talvez seja necessário aumentar incentivos em alguns setores e reduzir em outros. Mas esse tipo de decisão não deveria ser unilateral do Ministério da Fazenda ou da Receita Federal.

Valor: Já há uma proposta no Congresso prevendo corte linear. Qual a sua opinião?

Alban: Isso não é lavar as mãos como Pôncio Pilatos? É o caminho mais fácil — mas você acaba com as mesmas distorções. Acredito que precisamos de uma discussão mais profunda e aberta. A isenção do IR até R$ 5 mil já está definida. Mas alguém que ganha R$ 50 mil por mês não é “super-rico”. Não sei em que lugar do mundo isso é considerado super-riqueza. Se há legislação que dá vantagens injustas aos verdadeiramente ricos, corrija-se isso. Mas isso aqui não resolve nada. Só vai atingir a classe média. Na minha visão, a classe média molda a opinião pública — mas não é formada por super-ricos. Se quem ganha R$ 50 mil por mês fosse super-rico no Brasil, estaríamos com uma distribuição de renda maravilhosa.

Valor: A CNI tem uma posição sobre esse projeto de imposto de renda?

Alban: Temos participado ativamente do debate sobre tributação justa, especialmente sobre as big techs. Mas acho que a sociedade se beneficiaria mais se o foco fosse o combate ao comércio ilegal e ao crime organizado. Em 2023, identificamos comércio ilegal em 17 setores, somando R$ 500 bilhões. A perda potencial de arrecadação? Cerca de R$ 150 bilhões.

Valor: E quanto ao projeto sobre reincidência tributária?

Alban: Inicialmente apoiamos, mas ele travou na Câmara. Agora há duas novas propostas em discussão no Senado.

Fonte: Valor International




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Comércio, Logística, Portos

O equívoco no corredor logístico que ligará portos do Brasil ao Pacífico

A promessa é de aumento das exportações para a China, mas o problema se encontra em um ponto-chave: a ênfase nas rodovias

Quando governou o estado de São Paulo, de 1920 a 1924, Washington Luís transformou a construção de rodovias na grande marca de sua gestão, a ponto de cunhar a frase com que seria lembrado: “Governar é construir estradas”. Seus desafetos não perderam a chance de apelidá-lo de “Dr. Estradas de Bobagem”, um trocadilho jocoso com as estradas de rodagem que tanto prezava. Desde então, o Brasil percorreu um longo caminho de asfalto que o afastou cada vez mais dos meios de transporte mais eficientes para a economia, como as ferrovias e as hidrovias.

Cem anos depois, o encontro ocorrido há poucos dias entre os presidentes Lula, do Brasil, e Gabriel Boric, do Chile, mostra que o país insiste nessa trilha. O centro das atenções foi o anúncio dos detalhes da rota rodoviária que ligará os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), São Francisco do Sul e Itajaí (ambos em SC) aos portos chilenos de Iquique, Mejillones e Antofagasta. Promovido por Lula como a solução para aumentar as exportações para a China e os países vizinhos, o projeto é o mais recente exemplo de desperdício de recursos provocados pela opção por um caminho equivocado. “Ninguém garante que trará ganhos aos exportadores”, diz Olivier Girard, presidente da consultoria Macroinfra.

A rota terrestre para o Chile é estudada há décadas e agora vai mesmo sair do papel. Com 3 320 quilômetros de extensão entre os oceanos Atlântico e Pacífico, e cruzando a Argentina e o Paraguai, ela deve ser concluída no primeiro semestre de 2026. O trecho brasileiro, com cerca de 1 500 quilômetros, custará 19 bilhões de reais, providos pelo Orçamento federal e pelo BNDES. Em tempos de déficit fiscal e aumento da dívida pública, o governo argumenta que o projeto reduzirá a distância, o tempo e os custos para alcançar a China, nossa maior cliente. Hoje, um navio que parte de Santos e cruza o Canal do Panamá demora 54 dias até Xangai. Se partisse do Chile, economizaria doze dias. Para a ministra do Planejamento, Simone Tebet, uma das mais entusiasmadas com o projeto, os custos de exportação para a Ásia serão até 90% menores.

Esse otimismo não encontra amparo nas contas dos especialistas. É verdade que o frete marítimo cairá, mas o problema é levar a carga até o Chile a preços competitivos — e a opção por rodovias é a pior possível. “Não faz sentido utilizar estradas para transporte de longa distância”, afirma Roberto Guimarães, diretor da Abdib, que representa as empresas de infraestrutura. “O melhor seriam as ferrovias.” Um estudo feito no ano passado pela Anec, que reúne os exportadores de soja, mostra que o transporte rodoviário para os portos representa até 75% do frete total para chegar à China. Segundo a entidade, os produtores de Sorriso, em Mato Grosso, gastavam 138 dólares para carregar 1 tonelada de grãos até o país asiático. O transporte rodoviário para o Porto de Santos consumia 103 dólares. Apenas 35 dólares eram gastos com o navio.

Nesse sentido, aumentar a utilização das estradas para escoar a exportação não convence os entendidos. “Caminhões são adequados para distâncias de até 500 quilômetros”, diz Maria Fernanda Hijjar, sócia da consultoria Ilos. Outros fatores podem onerar ainda mais a conta. A nova rota cruzará a Argentina, o Paraguai e o Chile. Em cada fronteira, há o risco de os caminhoneiros esperarem dias até que a carga seja liberada pela alfândega para seguir viagem. Além disso, o corredor logístico cruzará a Cordilheira dos Andes em um trecho elevado, onde o trânsito de veículos pesados é restrito — não é possível, por exemplo, fazer o trajeto com os caminhões biarticulados comuns por aqui.

Apesar desses entraves, o governo federal acredita que a nova rota ajudará a elevar o intercâmbio com os nossos vizinhos. No ano passado, a América do Sul contribuiu com 6,3 bilhões dos 75 bilhões de dólares de superávit que o Brasil obteve transacionando com o mundo. Os automóveis e as autopeças responderam por 25% dos 37 bilhões de dólares que vendemos na região. “Negociar com os vizinhos faz sentido no mundo todo”, diz João Villaverde, secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento. Faz sentido, mas ocorre que há caminhos mais eficientes e econômicos para atingir esse objetivo, conforme apontam especialistas e empresários que exportam seus produtos. Em um país como o Brasil, tão atrasado em investimentos em infraestrutura, é bastante questionável gastar bilhões de reais em um projeto que investe em uma trilha antiga. A rota terrestre para o Pacífico festejada por Lula representa um novo capítulo de uma série de projetos que privilegiam um caminho equivocado.

Fonte: Veja Negócios

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Comércio Exterior, Exportação

Irã aumenta exportações para o Brasil com impulso do BRICS

O ministro da Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh, anunciou que o país ampliará as exportações de caviar, nozes secas, kiwis, romãs e maçãs para o Brasil. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre a participação do Irã na 15ª reunião de ministros da Agricultura do BRICS.

Ele destacou que o crescimento do comércio entre os dois países foi viabilizado pela estreita coordenação entre as autoridades agrícolas, conforme relatado pela Mehr News Agency, parceira da TV BRICS.

De acordo com o ministro, o comércio entre os países do BRICS atinge cerca de US$ 160 bilhões (R$ 928 bilhões). O Irã representa US$ 13 bilhões (R$ 75 bilhões) desse total, enquanto o volume de negócios agrícolas com o Brasil alcança US$ 7 bilhões (R$ 41 bilhões).

O Irã oficializou sua adesão ao BRICS em janeiro de 2024. Desde então, sua colaboração ativa dentro da associação tem fortalecido a posição de Teerã, especialmente no setor agrícola.

Fonte: Toda Palavra

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Participação do Brasil nos embarques globais de algodão é recorde

País responde por 30,5% das exportações mundiais

As exportações brasileiras de algodão em pluma estão intensas e já correspondem por 30,5% dos embarques mundiais, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), analisados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, trata-se da maior participação da história e está, desde meados de 2024, acima da registrada para os Estados Unidos, de 25,8%, que, até então, sustentavam a primeira posição nesse ranking.

Pesquisadores do Cepea explicam que a colocação de destaque do Brasil se deve à oferta nacional recorde de algodão em pluma – a produção já representa 14% do total global da safra 2024/25, também de acordo com números do USDA deste mês.

Em apenas nove meses da temporada 2024/25 (de agosto de 2024 a abril de 2025), o país exportou 2,35 milhões de toneladas, somente 12% menos que o total escoado em toda a safra anterior.

Fonte: Globo Rural

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Eventos, Negócios, Networking, Pessoas

Intermodal 2025: a edição que entrou para a história

Confira os melhores momentos e o que aconteceu no estande G100 do RêConecta News

A Intermodal South America 2025 entrou para a história como a edição mais vibrante, inovadora e estratégica do setor logístico das Américas. Pela primeira vez realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira atraiu quase 50 mil profissionais em três dias intensos de conexões, lançamentos e troca de conhecimento. O RêConecta News esteve presente com um estande colaborativo que reuniu 10 empresas parceiras, consolidando um espaço de relacionamento, visibilidade e negócios em grande estilo.

RêBot: o futuro bateu à porta

O primeiro dia da feira foi marcado por um momento inesquecível: a chegada do RêBot, o humanoide do futuro, que desembarcou direto no estande do RêConectaNews para surpreender e provocar reflexões. Com seu 1,40m de altura, mais de 60kg de tecnologia e muito carisma, RêBot simbolizou a ponte entre o Brasil e as inovações globais, especialmente as que estavam sendo apresentadas na Canton Fair, na China.

Para Renata Palmeia, CEO do RêConecta News, essa presença foi mais que um atrativo visual: “Trazer o RêBot para a Intermodal foi uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se tratou só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro já começou.”

Parcerias que geraram resultados

Nos três dias do evento, o estande do RêConecta foi casa para 10 marcas inovadoras, que aproveitaram a visibilidade da feira para gerar leads, fortalecer conexões e ampliar negócios. Entre elas, esteve a NAC Bank, que apresentou soluções financeiras exclusivas para importadores e exportadores. Segundo Lauana Pereira, CTO da NAC, participar com o RêConecta superou as expectativas: “Foi a nossa primeira vez como expositores e tivemos resultados muito interessantes. Esperamos estar aqui no próximo ano, ainda maiores e fazendo mais barulho do que fizemos este ano.”

Com um ambiente receptivo e dinâmico, o espaço preparado pelo RêConecta proporcionou uma verdadeira experiência de marca para quem passou por ali. As interações com o RêBot, as apresentações das marcas parceiras e os momentos de networking consolidaram o espaço como um dos mais movimentados da feira.

Para a GH Solucionador Logístico, foi um momento único e de muitas oportunidades. “Foi uma experiência incrível, com muito networking. Esperávamos encontrar muitos clientes ativos, mas, além da expectativa, acabamos conectando com muitas oportunidades novas, de empresas que em algum momento havíamos prospectado e que agora vieram fechar negócio”, revelou Carlos Alberto, diretor comercial da GH.

Programação animada e descontração

Além de todo o trabalho, conexões estratégicas e geração de negócios, o estande do RêConecta News também foi palco de momentos especiais de descontração. Tivemos o animado Encontro das Divas, o Encontro dos Amigos, homenagem aos Despachantes Aduaneiros, além de DJ e música todos os dias para manter o clima leve e vibrante. As mulheres foram presenteadas com sessões de maquiagem, enquanto convidados e parceiros puderam desfrutar de comidas e bebidas em um ambiente acolhedor e cheio de energia.

Até 2026, ainda mais conectados!

O RêConecta News encerrou sua participação na Intermodal 2025 com o sentimento de missão cumprida e com muitas histórias para contar. Mais do que participar de um evento, foi um momento de reafirmação de propósito: reunir empresas, provocar reflexões e abrir caminhos para o futuro.

Nós veremos em abril de 2026, novamente no Distrito Anhembi, prontos para mais uma edição histórica da Intermodal South America.

Porque o futuro se constrói com conexões,
O RêConecta esteve lá para isso.

VEJA MAIS MOMENTOS DA INTERMODAL 2025 – BAIXE AS FOTOS AQUI:

DIA 22 DE ABRIL
https://drive.google.com/drive/folders/14VfMIfdVJ7USNi4VWY7LqjdY0TrkLJiE

DIA 23 DE ABRIL
https://drive.google.com/drive/folders/1_-jGhLB1u0TUGsQuyWts6oVbPV0fBENM

DIA 24 DE ABRIL
https://drive.google.com/drive/folders/17Xr42lrSlLOTfVMeKyS2PyNw7YINN2Jj

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