Negócios, Sustentabilidade

Dona de uma Itaipu em geração renovável, Engie vai investir R$ 11,6 bi no Brasil

Nosso país ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Principal responsável pelo aumento no volume de fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2025, com participação estimada em 40% do total e movimentação de R$ 120 bilhões, o setor de energia renovável torna-se cada vez mais estratégico para o país.

Uma das empresas atentas a isso é a Engie Brasil Energia. No primeiro trimestre deste ano, a companhia investiu R$ 1,1 bilhão no país. Para o ciclo de 2025 a 2027, já estão empenhados mais R$ 11,6 bilhões em aportes, com os recursos destinados à implantação dos sistemas de transmissão e à expansão do parque de geração – como a finalização de projetos eólicos e fotovoltaicos e a conclusão de compras de ativos na área hidrelétrica.

Uma das principais marcas da Engie no Brasil é o Conjunto Eólico Trairi, localizado no litoral do Ceará. 

A reportagem da EXAME visitou o complexo, que fica a pouco mais de 2 horas da capital Fortaleza. Lançado em 2014, o parque conta com 50 turbinas da Siemens, cada uma medindo 80 metros de altura. Cada pá tem 49 metros de comprimento. Para se ter uma noção, a Torre Eiffel tem 324 metros de altura.

Em 2018, o complexo passou a ser operado remotamente a partir do Centro de Operação da Geração, localizado na sede da Engie em Florianópolis. A empresa tem autorização para explorar comercialmente o espaço até 2041. 

Somado aos conjuntos de Santa Mônica (também no Ceará), Santo Agostinho (no Rio Grande do Norte) e conjuntos eólicos na Bahia, a empresa tem possibilidade de gerar 2,3 GW em energia eólica. Em 116 usinas que possui pelo país, a Engie Brasil tem capacidade própria de 13 GW, o que representa algo em torno de 6% da capacidade nacional – praticamente uma Itaipu de energia limpa.

Fontes renováveis

É natural esse olhar para o país. O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 80% da energia vinda de fontes renováveis. A aprovação de incentivos fiscais vem atraindo o interesse das empresas para, permitindo avanços importantes rumo à meta de 95% de energia renovável até 2030.

A energia eólica tem se consolidado como uma de nossas principais fontes renováveis, contribuindo para essa matriz limpa. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica onshore, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC). O modo onshore é aquele em que a energia é gerada por turbinas instaladas em terra, utilizando o vento para movimentar as pás e gerar eletricidade.

Na semana passada, o Congresso aprovou a regulamentação da instalação de equipamentos para energia eólica em alto mar (offshore) no país. Ou seja, mais uma área de oportunidade que se abre.

O Brasil tem avançado de forma consistente na expansão da energia eólica. No ano passado, considerando apenas as novas instalações, o país também se posicionou em 5º lugar em capacidade adicionada, caindo duas posições em relação a 2023 – ficando atrás da Índia, Alemanha, Estados Unidos e China

Atualmente, as fontes eólica e solar representam 35% da capacidade energética nacional, um crescimento expressivo desde 2018, quando essa participação era de apenas 10%.

Mudanças ao longo dos anos

Esse mercado de energia chamou a atenção de grandes empresas. A Engie, por exemplo, chegou ao Brasil em 1996, quando abriu seu primeiro escritório no Rio de Janeiro para prospectar oportunidades nos setores elétrico e de gás.

Em 1998, conquistou o seu primeiro negócio por aqui, que foi a concessão para a construção e operação da hidrelétrica Cana Brava. No mesmo ano, venceu o leilão de venda da Gerasul.

“O grupo sempre acreditou no Brasil tomando decisões de longo prazo. Nossos melhores investimentos são nos momentos onde outros investidores internacionais não estavam acreditando no Brasil, estavam retraindo”, diz Maury Garrett, gerente de Comercialização de Energia da Engie Brasil Energia.

Ao longo dos anos, a Engie vem diversificando seu ramo de atividades por aqui, ingressando na área de comercialização, transmissão de energia e engenharia para empresas e cidades. Segundo informações da empresa, possui a mais extensa malha de transporte de gás natural do Brasil, com 4.500km que atravessam 10 estados.

Investimentos

De 2016 para cá, foram mais de R$ 20 bilhões investidos pela companhia em empreendimentos de energia eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão.

No ano passado, a Engie teve o maior volume de investimentos de sua história, totalizando R$ 9,7 bilhões, sendo a maior parte para usinas solares e eólicas, e sistemas de transmissão.

O Ebitda, ao considerar os efeitos do desinvestimento parcial da participação na Transportadora Associada de Gás S.A.– TAG, alcançou R$ 8,7 bilhões, crescimento de 20,2% em comparação a 2023. Já o lucro líquido registrado em 2024 foi de R$ 4,3 bilhões, aumento de 25,5% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, 100% renovável

Em 2023, a Engie se desfez da última operação a carvão que tinha no Brasil com a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, em Candiota, Rio Grande do Sul. Com isso, passou a ser uma geradora de energia elétrica 100% renovável.

“As tecnologias de energia renovável estão muito consolidadas – hidrelétrica, solar e eólica. E elas se complementam, porque uma gera quando tem vento, outra gera quando tem sol e a outra gera quando tem água. A grande diferença da hidrelétrica é que ela tem um reservatório, então não precisa necessariamente gerar energia quando está chovendo. O mundo agora está olhando para as baterias BEES (Battery Energy Storage System)”, explica Garrett, fazendo referência aos sistemas que armazenam energia elétrica em baterias para uso posterior, no caso de interrupções no fornecimento ou mesmo para otimizar o consumo. “Essa é uma grande vantagem competitiva para o Brasil: também aproveitar melhor suas hidrelétricas como bateria, trabalhando junto das energias eólicas e solar”, diz o executivo.

Desafios e infraestrutura

Apesar do crescimento acelerado, o setor de energia renovável enfrenta desafios estruturais. A capacidade de transmissão de energia no Nordeste, por exemplo, ainda é insuficiente para escoar toda a produção, levando à prática de “curtailment”, ou seja, a redução forçada da geração de energia. Em 2024, essa limitação resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar, segundo dados da Abeeólica, entidade que representa as empresas do setor. Além disso, a falta de planejamento adequado e a burocracia regulatória dificultam novos investimentos e a expansão da infraestrutura.

Esses cortes na geração de energia são decididos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Como as usinas não têm controle sobre isso, elas defendem na Justiça que sejam compensadas por meio do Encargo de Serviços do Sistema, que seria repassado aos consumidores via conta de luz.

Já o ONS argumenta não pode aumentar a geração de energia sem uma demanda correspondente. Com a expansão da capacidade geradora em fontes renováveis, as restrições acabam afetando mais usinas que não têm capacidade de armazenamento – caso das eólicas e solares.

Fonte: Exame

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Negócios

Grupo Tigre anuncia novo diretor executivo para o Brasil

Klecios Souza chega com mais de duas décadas de experiência nos setores de infraestrutura e construção

 O Grupo Tigre, multinacional catarinense líder em soluções para construção civil e cuidado com a água, anuncia Klecios Souza como novo diretor executivo da Unidade de Negócios Brasil. O executivo assumiu a nova posição em 9 de junho e se reporta diretamente ao presidente da companhia, Luis Felipe Dau.

Com sólida carreira de 21 anos na Schneider Electric, Klecios possui ampla experiência em vendas, marketing, transformação digital e inovação. Ao longo de sua trajetória, liderou projetos estratégicos, como a aquisição da Steck Elétrica, reforçando sua atuação no mercado de infraestrutura e construção, com ênfase em canais de distribuição.

Formado em Administração de Empresas pelo SENAC-SP e em Engenharia Elétrica pela PUC-SP, Klecios possui, ainda, pós-graduação em Finanças pela Business School-SP, além de especializações em Liderança e Negócios pela IESE Business School.  

“Assumir a liderança da Unidade de Negócios Brasil da Tigre é, ao mesmo tempo, uma grande honra e uma responsabilidade significativa. Estou entusiasmado com a oportunidade de contribuir com uma marca tão sólida e admirada, reconhecida por sua excelência, inovação e impacto positivo na sociedade. Nosso foco será impulsionar o crescimento sustentável da companhia no Brasil, tendo como norte a execução com excelência e a proximidade com nossos clientes e parceiros”, afirma Klecios Souza, novo Diretor Executivo da Unidade de Negócios Brasil do Grupo Tigre.

Sobre o Grupo Tigre
A Tigre é uma multinacional brasileira com 83 anos de história, líder em soluções para construção civil e cuidado com a água, com presença em cerca de 30 países. O portfólio de produtos abrange itens para instalação hidráulica, elétrica, drenagem, acessórios e ferramentas para pintura, além de soluções para tratamento de água e efluentes atendendo os mercados predial, saneamento, irrigação e industrial.

O Grupo conta com aproximadamente cinco mil profissionais, 11 unidades de negócios no Brasil e 9 no exterior, localizadas na Argentina, Bolívia, Estados Unidos, Paraguai, Peru e Uruguai. Além da Tigre Materiais e Soluções, fazem parte do grupo as marcas Azzo Torneiras ABS, Tigre Ferramentas para Pintura, ADS Tigre e TAE – Tigre Água e Efluentes. 

Fonte: FIESC

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Negócios

Comissão aprova novas regras sobre reciclagem de navios no Brasil

Projeto continua em análise na Câmara dos Deputados

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a reciclagem de embarcações no País, estabelecendo diretrizes para a gestão e o gerenciamento da atividade.

As normas se aplicam a todas as embarcações em águas brasileiras, incluindo plataformas flutuantes ou fixas, como as de petróleo. Ficam de fora apenas as da Marinha do Brasil e as que possuem menos de oito metros de comprimento e não utilizam motor.

As medidas têm relação com a Convenção Internacional de Hong Kong para a Reciclagem Segura e Ambientalmente Adequada de Navios, aprovada em 2009 pela Organização Marítima Internacional. O texto da convenção entra em vigor no dia 26 de junho de 2025.

A convenção aborda riscos ambientais, de saúde ocupacional e de segurança relacionados à reciclagem de embarcações e define regras para o uso de materiais perigosos em navios. A norma se aplica a embarcações de países signatários ou que usam portos, estaleiros e terminais desses países. A convenção exige que toda embarcação possua um inventário de materiais perigosos a bordo.

Por recomendação do relator, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), foi aprovado o substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ao Projeto de Lei 1584/21, do deputado Coronel Armando (PL-SC), com pequenas alterações.

“Entendemos que serão necessários alguns ajustes no texto do projeto, ressaltando que a adesão do Brasil a essa convenção é indispensável para que estaleiros brasileiros possam efetuar reciclagem de embarcações de bandeiras de países aderentes”, observou o relator.

O substitutivo acolhe sugestões encaminhadas pela Marinha do Brasil, como a que prevê a transferência de atribuições da área ambiental da Autoridade Marítima Brasileira para os órgãos ambientais.

A proposta também passa a prever a obrigação de embarcações estrangeiras cumprirem as exigências da convenção referentes ao inventário de materiais potencialmente perigosos. “Para as embarcações existentes, o início da exigência do inventário de materiais potencialmente perigosos deverá ser definido em regulamento”, explicou Lindenmeyer.

Plano de reciclagemPelo texto aprovado, toda embarcação destinada a reciclagem deve possuir um plano de reciclagem, elaborado antes do início do processo pelo operador de estaleiro de reciclagem. A exceção é para as embarcações com arqueação bruta (medida que expressa o volume interno total de um navio) menor ou igual a 300, que estão isentas do plano.

O plano de reciclagem conterá informações sobre os materiais perigosos e resíduos, que devem possuir plano próprio de gerenciamento aprovado por órgão ambiental.

O responsável pela embarcação deve fornecer ao estaleiro de reciclagem todas as informações necessárias para a confecção do plano, que só pode ser implementado após aprovação por órgão ambiental.

Pelo projeto, deverá ser realizada uma vistoria, feita por autoridade marítima ou por entidade especializada autorizada, antes mesmo de a embarcação ser retirada de serviço para ser submetida à reciclagem. Entre outros pontos, a inspeção deve verificar se o inventário de materiais perigosos atende aos requisitos da lei.

Competirá à autoridade marítima estabelecer normas para as vistorias, visando à emissão de certificados de inventário e de embarcação pronta para reciclagem.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Internacional

Avanço de Índia, China e Iraque ressalta atraso do Brasil no saneamento

O Brasil é um dos países mais atrasados do mundo no atendimento à população com sistemas de esgotamento sanitário e só recentemente faz aportes em maior volume graças a investimentos do setor privado.

Até 2022, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ficava atrás de Índia, Iraque, China e África do Sul e de vários países latino-americanos no total da população atendida por coleta e tratamento de esgoto.

Apesar dos investimentos recentes, o país ainda corre o risco de não conseguir cumprir as metas do novo Marco Legal do Saneamento Básico, de 2020, que permitiu o ingresso de empresas privadas na área.

Os dois principais objetivos do marco são levar o país a ter 99% da população com atendimento de água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até o final de 2033. Em 2023 (último dado oficial), o país tinha 83,1% da população com acesso a água e 55,2% com esgotamento.

No caso do esgoto, era menos do que tinham um ano antes o Peru (57,7%) e o México (62,5%). Na região, o país com maior cobertura é o Chile (95,3%), enquanto a média global era 56,6%.

Para atingir as metas do marco, o Brasil teria que investir R$ 223,82 por habitante todos os anos, em vez dos R$ 124,74 registrados em 2023. Isto significa que o investimento precisaria saltar de R$ 25,6 bilhões em 2023 para R$ 45,1 bilhões anuais até 2033.

Apesar de o novo marco do saneamento ter sido aprovado em 2020, muitos dos investimentos programados começam a ganhar força agora, com vários estados realizando privatizações, parcerias público-privadas ou concessões de estatais de saneamento.

Segundo Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, que monitora o setor desde 2007, os investimentos já programados e as perspectivas para os próximos anos fazem com que o Brasil “apareça mal na foto, mas com um filme promissor à frente”.

“Existe a confiança de que o modelo de negócios no setor esteja se consolidando. O grande desafio será fortalecer as agências reguladoras de forma técnica e independente para dar mais segurança aos investimentos”, afirma.

Neste ano, aportes importantes estão sendo realizados em estados como Pernambuco (R$ 18,9 bilhões), Pará (R$ 15,8 bilhões), Espírito Santo (R$ 7 bilhões) e Rondônia (4,9 bilhões). Juntos, devem atender a 16,1 milhões de pessoas.

Um dos principais problemas hoje é o custo de financiamento dos projetos. Com o juro básico (Selic) a 15% ao ano pressionado pelo aumento do gasto público sob o governo Lula e pela inflação, as empresas que investem acabarão repassando para a conta dos consumidores o custo de capital.

Outro obstáculo é a dificuldade que algumas empresas estaduais de saneamento enfrentam para levantar dinheiro para investimentos junto a bancos públicos.

Embora a iniciativa privada tenha feito grandes avanços desde 2020 por meio de privatizações (como a da Sabesp), concessões e PPPs com o setor público, as empresas estaduais ainda respondem pelo abastecimento de água urbano em 3.301 municípios e esgotamento em 1.213 -de 5.570 cidades no país.

Segundo a Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento), bancos oficiais costumam cobrar IPCA mais 3,5% a 4% ao ano nos financiamentos, pois são lastreados com dinheiro do FGTS (remunerado abaixo das taxas de mercado).

Mas quando as estaduais emitem papéis (debêntures) para levantar capital, pagam IPCA e até 8% ao ano em juros, em prazos de 15 anos -ante até 30 anos para recursos do FGTS. Esse custo maior recai sobre os consumidores.

Segundo Sergio Gonçalves, secretário-executivo da Aesbe, um efeito da dificuldade na obtenção de dinheiro pelas companhias estaduais é que elas estão acelerando PPPs e concessões. Em abril, a entidade computava R$ 11,1 bilhões em financiamentos com recursos do FGTS à espera de aprovação.

Entre as privatizadas ou concedidas totalmente ao setor privado constam as ex-estatais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí. Entre outras, as parcialmente concedidas são de Alagoas, Rio de Janeiro, Sergipe e Pará; e houve PPPs importantes em estados como Paraná, Ceará e Espírito Santo.

Segundo a Abcon-Sindcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), desde a aprovação do marco, em 2020, foram aproximadamente 60 leilões, que redundaram em mais de R$ 160 bilhões de investimentos.

Fonte: MSN

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Comércio, Negócios

Brasil e Paraguai ampliam diálogo comercial em rodada de negócios do Brazilian Renderers

A capital paraguaia foi palco de mais uma rodada internacional de negócios promovida pelo projeto Brazilian Renderers, uma parceria entre a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O Business Connection Paraguai foi realizado na Embaixada do Brasil em Assunção, no dia 12 de junho, reunindo autoridades, empresas e representantes do setor de nutrição animal para promover o que há de melhor na reciclagem animal do Brasil.

Com apoio institucional da Embaixada e participação de empresas brasileiras associadas à ABRA, o evento proporcionou um ambiente estratégico de aproximação comercial com o mercado paraguaio. A abertura oficial contou com a presença do encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Assunção, ministro Emerson Kloss, seguido de falas institucionais e apresentações do setor. O apoio da Embaixada foi fundamental para o sucesso do evento.

Representando o setor brasileiro junto da equipe ABRA, o presidente da Câmara de Comércio Exterior da ABRA (CAMEX), Charbel Syrio, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o potencial de integração comercial entre os dois países no campo da nutrição animal, com foco na qualidade dos ingredientes produzidos pela indústria brasileira de rendering.

O evento contou com importante a presença de autoridades e lideranças do setor agroindustrial paraguaio, incluindo o Dr. José Carlos Martin Camperchioli, presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (SENACSA); Alfred Fast, da Federação de Cooperativas de Produção (FECOPROD); Fabio Fustagno, presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil; José Bareiro, presidente da Câmara Paraguaia de Empresas de Nutrição Animal; Nestor Zarza, presidente da Associação de Avicultores do Paraguai; Hugo Schaffrath, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Paraguai; e Nevercendo Cordeiro, membro titular da Comissão Diretiva da Associação Rural do Paraguai.

Conexões comerciais

Produtiva e bem direcionada, a rodada de negócios entre empresas brasileiras e representantes do mercado paraguaio foi o grande destaque do Business Connection Paraguai, abrindo espaço para conexões e oportunidades comerciais concretas. Ao longo do encontro, os participantes puderam conhecer de perto as soluções da indústria brasileira de reciclagem animal, que atestou a qualidade e o potencial de fornecimento para o país vizinho.

Participaram da rodada de negócios as empresas A&R Nutrição Animal, Minerva e Protein Meal Tec, que estiveram presentes em Assunção, além de Avenorte Avícola, Ayamo, BRF Ingredients, FASA by Darling, Friboi, Levo Alimentos, Patense e Seara Alimentos, participando de forma online. Juntas, elas apresentaram ao mercado paraguaio seus portfólios de produtos e soluções em nutrição animal, reforçando a capacidade do Brasil de atender às demandas internacionais com qualidade, segurança e competitividade.

Encerrando a programação, o público foi convidado a um coquetel de confraternização promovido pela REAM 2025, reforçando o ambiente de networking estabelecido ao longo do dia.

Brazilian Renderers

Desde 2012, a ABRA e a ApexBrasil promovem em parceria o projeto Brazilian Renderers, com o objetivo de fomentar as exportações do setor de Reciclagem Animal — farinhas, gorduras, hemoderivados, palatabilizantes e proteínas hidrolisadas de origem animal. Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos valorizam atributos da indústria da reciclagem animal e seus produtos — como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção — e valorizam as marcas internacionais dos produtos, fomentando novos negócios para os exportadores brasileiros. Informações sobre como fazer parte dos projetos setoriais podem ser obtidas pelo site brazilianrenderers.com.

Fonte: Informativo dos Portos

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Dezesseis países retiram restrições comerciais ao Brasil relacionadas à gripe aviária

Os países haviam adotado restrições à compra de carne de aves do Brasil em razão da detecção de um foco de gripe aviária em granja comercial no RS

Dezesseis países retiraram restrições para a compra de carne de aves do Brasil, disse o Ministério da Agricultura e Pecuária em comunicado nesta terça-feira.

O anúncio ocorre após a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) ter considerado o caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul como encerrado.

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, também havia se autodeclarado livre da doença após registrar um período de 28 dias sem novos surtos em granjas comerciais.

“O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”, disse a pasta na nota.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”

Retiraram restrições Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã, segundo a pasta.

Fonte: InfoMoney


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Comércio

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 285,2 bi de janeiro até a 3° semana de junho

A Balança Comercial, somente na 3ª semana de junho de 2025, registrou superávit de US$ 1,1 bilhão e corrente de comércio de US$ 9,9 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,52 bilhões e importações de US$ 4,4 bilhões.

Já no mês de junho, as exportações somam US$ 20 bilhões e as importações, US$ 15,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 35,8 bilhões.

De janeiro até a 3° semana de junho, as exportações totalizam US$ 156,9 bilhões e as importações, US$ 128,32 bilhões, com saldo positivo de US$ 28,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 285,2 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (23/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 3ª Semana de junho/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de junho/2025 (US$ 1,428 bi) com a de junho/2024 (US$ 1,436 bi), houve queda de 0,6%. Em relação às importações houve crescimento de 0,9% na comparação entre as médias até a 3ª semana de junho/2025 (US$ 1,130 bi) com a do mês de junho/2024 (US$ 1,120 bi).

Assim, até a 3ª semana de junho/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,559 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 298,29 milhões. Comparando-se este período com a média de junho/2024, houve crescimento de 0,1% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de junho/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 53,81 milhões (7,5%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 46,84 milhões (12,2%) em Agropecuária e de US$ 17,44 milhões (5,2%) em Indústria Extrativa.

No acumulado das importações, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 15,39 milhões ( 1,5%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 1,8 milhões (7,8%) em Agropecuária e de US$ 3,08 milhões (5,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Informativo dos Portos

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Exportação, Notícias

Gripe Aviária: Exportações de Frango Brasileiras Resistem a Suspensões Internacionais

Após 28 dias de bloqueio sanitário, o setor de carne de frango brasileiro se prepara para retomar as exportações da proteína e seus derivados. Desde a última quarta-feira (18/06), o Brasil voltou a negociar com os 21 países que haviam imposto restrições comerciais após a confirmação de um caso de gripe aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em 19 de maio.

Durante esse período, 21 países suspenderam totalmente as importações, com destaque para a China, principal comprador, enquanto outros 15 limitaram as restrições apenas ao estado gaúcho.

Apesar das suspensões, o Brasil continuou exportando carne de frango e seus derivados para diversos mercados. Em maio, os embarques da proteína registraram uma queda de 12,9%, totalizando 393,4 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carne de frango a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Frango | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

De janeiro a maio, o volume exportado atingiu 2,256 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024.

Fonte: Porto Ferreira Hoje

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Economia

Boletim Focus: mercado reduz estimativa de inflação em 2025 pela 4ª semana seguida, para 5,24%

Números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (23). Projeção dos analistas dos bancos para o crescimento do PIB em 2026 avançou para 2,21%.

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação para este ano, ao mesmo tempo em que elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira.

As expectativas, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam no relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central (BC).

➡️ Para a inflação de 2025, a estimativa do mercado recuou de 5,25% para 5,24%. Mesmo assim, continua bem acima do teto da meta, que é de 4,5%. Foi a quarta queda seguida do indicador.

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DO MERCADO PARA 2025

➡️ Para 2026, a expectativa de inflação ficou estável em 4,50%.

➡️ Para 2027, a expectativa continuou em 4%.

➡️ Para 2028, a expectativa de inflação caiu de 3,85% para 3,83%.

Desde o início de 2025, quando entrou em vigor o sistema de meta contínua, o objetivo é 3% – e será considerado cumprido se a inflação variar entre 1,5% e 4,5%.

Caso a meta de inflação não seja atingida, o BC terá de escrever e enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos.

Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente.

Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026.

Desde janeiro, a inflação acumulada em 12 meses é comparada com a meta e com o intervalo de tolerância.

Se a inflação ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

Com o estouro da meta de inflação de 2024, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou carta ao ministro Haddad no início de janeiro – creditando o resultado a fatores como a forte atividade econômica, a queda do real e os extremos climáticos.

O BC também admitiu recentemente que a meta de inflação pode ser novamente descumprida em junho deste ano, ao completar seis meses seguidos acima do teto de 4,5%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, a projeção do mercado subiu de 2,20% para 2,21%.

➡️ O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2026, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro subiu de 1,83% para 1,85%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro elevaram a projeção para a taxa básica de juros neste ano.

O aumento da estimativa ocorreu após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa Selic de 14,75% para 15% ao ano na semana passada — decisão que surpreendeu a maior parte do mercado financeiro.

  • Para o fechamento de 2025, a projeção do mercado para o juro básico da economia subiu de 14,75% ao ano para 15% ao ano.
  • Para o fim de 2026, o mercado financeiro manteve a projeção em 12,50% ao ano.
  • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado continuou em 10,50% ao ano.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção da taxa de câmbio para o fim de 2025 recuou de R$ 5,77 para R$ 5,72. Para o fim de 2026, a estimativa permaneceu em R$ 5,80.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2025, a projeção ficou estável em US$ 74 bilhões de superávit. Para 2026, a expectativa para o saldo positivo permaneceu em US$ 78 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 70 bilhões. Para 2026, a estimativa de ingresso permaneceu inalterada também em US$ 70 bilhões.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

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