Comércio Exterior

Argentina aumenta em 55% importações do Brasil

Estatísticas da base de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que a Argentina aumentou em 55,4% as importações do Brasil no primeiro semestre, frente à ameaça iminente de aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, que entraria em vigor em 1º de agosto.

De acordo com a plataforma, o país do presidente Javier Milei, desafeto do mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, somou US$ 9,12 bilhões em importações do Brasil entre janeiro e junho. No mesmo período em 2024, haviam sido US$ 5,87 bilhões.

Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina mostraram que o Brasil seguiu sendo em junho o maior parceiro comercial do país vizinho, respondendo por 14,8% das exportações argentinas e 25,2% das importações.

Os principais produtos do comércio exterior entre Brasil e Argentina foram trigo, carros e autopeças, segundo o Indec.

No chamado Dia da Libertação, em 2 de abril, o presidente americano, Donald Trump, impôs taxas sobre produtos importados de 184 países e territórios e da União Europeia (UE), e Brasil e Argentina ficaram entre os países com a menor tarifa, 10%.

Entretanto, em carta enviada a Lula no último dia 9, Trump anunciou que pretende impor uma sobretaxa de 50% na importação de produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, citando, entre outros motivos, o que chamou de perseguição judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro; decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes relativas a big techs americanas; e práticas comerciais “injustas” do Brasil contra os Estados Unidos.

Fonte: Gazeta do Povo

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Aeroportos

SC registra o terceiro maior movimento internacional nos aeroportos do Brasil

Voos domésticos também registraram aumento no Estado

O movimento aéreo internacional em Santa Catarina cresceu de forma expressiva no primeiro semestre de 2025. De janeiro a junho, o Estado registrou aumento de 66,9% no volume de cargas e 62,3% no número de passageiros internacionais, em comparação com o mesmo período de 2024. A Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF) divulgou os dados com base em informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Somente pelo Aeroporto Internacional de Florianópolis, passaram 733,3 mil passageiros internacionais nos seis primeiros meses do ano. O número já representa 82,4% de toda a movimentação registrada em 2024, reforçando o desempenho acelerado do setor no Estado. Com esses resultados, Santa Catarina mantém-se na terceira posição no ranking nacional de movimento aéreo internacional, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Além disso, o secretário da SPAF, Beto Martins, destacou o otimismo com as projeções para o restante do ano. “Estamos confiantes de que ultrapassaremos a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. O crescimento atual já indica que essa meta será superada antes do previsto, principalmente com os novos voos para Lima e cidades do Mercosul”, afirmou.

Cargas aéreas e destaque latino-americano

No mesmo período, o Aeroporto de Florianópolis também movimentou 3,3 mil toneladas de cargas internacionais. Esse desempenho elevou o terminal ao posto de aeroporto que mais cresce no Brasil e ao terceiro lugar em crescimento na América Latina, de acordo com a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico também avança

Embora em ritmo mais moderado, o transporte aéreo doméstico também apresentou crescimento em Santa Catarina. No primeiro semestre de 2025, os aeroportos catarinenses registraram 3,5 milhões de passageiros domésticos, uma alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024.

O Aeroporto de Florianópolis registrou novamente o maior volume, com 1,8 milhão de passageiros.
. Em seguida aparecem Navegantes (1,1 milhão), Chapecó (295,1 mil) e Joinville, que registrou o maior crescimento percentual (12,8%) e somou 268,9 mil passageiros. Já os aeroportos de Jaguaruna (47,8 mil) e Correia Pinto (3,6 mil) também contribuíram com o saldo positivo.

Com resultados consistentes em todos os indicadores, Santa Catarina fortalece sua presença no cenário da aviação nacional e internacional, abrindo caminho para novas rotas, investimentos logísticos e o aumento da competitividade do turismo e do comércio exterior.

Fonte: Guararema News

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Negócios

Itália anuncia financiamento bilionário ao Banco do Brasil para ajudar na retomada do Rio Grande do Sul após enchentes

O banco público italiano Cassa Depositi e Prestiti (CDP) concedeu um financiamento de 250 milhões de euros — aproximadamente R$ 1,6 bilhão — ao Banco do Brasil. Desse valor, 80% contam com a garantia da Sace, a agência italiana de crédito à exportação. O objetivo é contribuir com a recuperação econômica do Rio Grande do Sul, fortemente impactado pelas enchentes que ocorreram entre abril e maio de 2024.

De acordo com o CDP e a Sace, a colaboração reforça as linhas de crédito do Banco do Brasil voltadas a projetos de cunho ambiental e social. Metade dos recursos — 125 milhões de euros, cerca de R$ 800 milhões — será destinada especificamente a ações em regiões severamente atingidas pelas inundações no sul do Brasil.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo de intensificação dos laços entre Itália e Brasil, que é o segundo maior parceiro comercial da nação europeia na América Latina. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países ultrapassou 10 bilhões de euros (cerca de R$ 65 bilhões), refletindo também o aumento da presença de empresas italianas em áreas-chave para a transição verde e digital.

– A operação com o Banco do Brasil está totalmente alinhada aos objetivos do Plano Estratégico 2025-2027, que promove intervenções para apoiar o crescimento sustentável dos países parceiros – afirmou Dario Scannapieco, CEO da CDP.

Fonte: Comunità Italiana

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Evento

Rodada Internacional de Negócios FEBAP: mais de 200 reuniões entre empresas da Argentina, Brasil e Paraguai

A Rodada de Negócios Internacional em Posadas reuniu mais de 40 empresas metalmecânicas de Misiones e de outras províncias da Argentina, além de representantes do Brasil e do Paraguai, com 200 reuniões comerciais e apoio institucional. O evento projetou negócios no valor de 1,7 milhão de dólares.

A Rodada Internacional de Negócios organizada pela Federação Econômica Brasil Argentina Paraguai (FEBAP) foi realizada no dia 24 de julho no Silicon Misiones, em Posadas. Participaram mais de 40 empresas do setor metalmecânico oriundas da Argentina, Brasil e Paraguai. A Câmara de Representantes de Misiones, o Ministério do Turismo provincial e o Conselho Deliberativo de Posadas reconheceram oficialmente a atividade. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o evento gerou uma expectativa de negócios estimada em 1.700.000 dólares.

“Esse setor sugerido, onde empresas de Misiones terão toda a parte de contatos com aquelas que estão dentro da área de atuação da FEBAP — que, do lado brasileiro, corresponde ao estado do Rio Grande do Sul, e do lado paraguaio ao departamento de Itapúa. Ambos têm zonas de produção agrícola, industrial e comercial, com presença significativa de empresas familiares”, comentou Daniel Ríos, presidente da FEBAP Argentina, ao Canal Doce. Ele também mencionou que, do lado argentino, participam empresas de Misiones e da cidade de Ituzaingó, em Corrientes.

FEBAP destacou o caráter institucional e regional do encontro

“A Federação, no que diz respeito a eventos, sempre propôs, a Federação não impõe. A FEBAP sempre atuou em conjunto com o Estado provincial, com as instituições parceiras, que são as câmaras de comércio e indústria das cidades de Posadas, Leandro N. Alem, as fundações que tratam de temas econômicos, culturais, sociais, e os conselhos profissionais que têm contribuído academicamente ao longo da história da federação, que neste ano completa 35 anos”, declarou Ríos a respeito.

“Esse evento, como rodada de negócios, não será um fato isolado, porque os contatos já foram realizados; as empresas puderam se reconhecer entre si em mais de 200 reuniões. Ontem, em um intervalo muito curto, a cada quinze minutos, as empresas dos três países se revezavam, e cada uma havia manifestado previamente, na inscrição, a intenção de comprar ou vender”, afirmou o presidente da FEBAP Argentina. Além disso, as rodadas foram organizadas com inscrição prévia e coordenação logística para garantir que cada encontro cumprisse seu objetivo comercial.

SEBRAE apoiou o evento e coletou dados sobre o intercâmbio empresarial

Da mesma forma, o dirigente destacou que “a expectativa em relação aos negócios foi uma informação fornecida pelo SEBRAE. O SEBRAE é um serviço de apoio à média e pequena empresa, que participou do evento. Agradecemos especialmente a todo o pessoal da instituição, bem como à presidente do Silicon Misiones, Alicia Penayo, que acompanhou e esteve presente ontem”. Durante a jornada, foram aplicadas pesquisas aos empresários participantes, cujos resultados permitiram projetar o volume esperado de negócios.

“Todos saíram enriquecidos em termos de habilidades relacionadas ao conhecimento tecnológico, matérias-primas e serviços. E não sei se podemos falar em competição, mas sim em fortalecimento nesse campo, que não é um fato isolado. Misiones tem tecnologia, tem empresas com uma visão voltada para o futuro”, afirmou o dirigente. Ele também destacou que esse fortalecimento tem projeção internacional na região, com foco na expansão para o Brasil e o Paraguai.

A Câmara de Representantes e órgãos locais declararam a jornada de interesse público

Sobre o apoio institucional à Rodada Internacional de Negócios, o evento contou com a declaração de interesse da Legislatura Provincial, do Conselho Deliberativo de Posadas e do Ministério do Turismo.

“Isso coloca a Federação, a FEBAP, em um lugar que sempre buscamos ocupar por meio da representatividade. Sempre trabalhamos em conjunto com as instituições — como mencionei, com o Estado provincial — e o valor que foi dado ao longo dos anos pelas diretorias anteriores é o caminho que a Federação conquistou por meio de todas as suas realizações”, destacou o representante da federação internacional.

Fonte: Doce TV

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Comércio Exterior, Evento

FIESC faz reunião do comitê de crise do Tarifaço Trump nesta segunda, 28

Participação das indústrias exportadoras é essencial para elaboração de propostas para mitigar impactos na economia de SC; encontro ocorre via Zoom às 13h30

No próximo dia 28 de julho, às 13h30, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o Tarifaço dos EUA. O evento ocorre exclusivamente online pela plataforma Zoom, com participação aberta a todas as indústrias exportadoras de Santa Catarina. Inscrições aqui

“A mobilização dos industriais exportadores e a participação na reunião e na pesquisa são essenciais para que todas as perspectivas sejam consideradas, e dados robustos e confiáveis possam embasar as demandas para mitigar os impactos na economia de SC”, avalia o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

Durante a reunião, a FIESC vai lançar uma pesquisa para medir os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre o setor industrial. A entidade vai ouvir os empresários e a pesquisa vai subsidiar propostas e encaminhamentos para a crise sob a perspectiva da indústria.  

SERVIÇO:
Reunião aberta Comitê de Crise – Tarifaço
Quando: segunda-feira, 28/7, às 13h30
Onde: Online, via Zoom
Inscrições aqui.

Fonte: FIESC

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Negócios

Carta de empresas a Trump alertará sobre retaliação do Brasil

Documento pedirá a não aplicação do tarifaço e que o governo americano concentre seus esforços na chamada investigação 301

A carta que a U.S. Chamber of Commerce prepara para ser entregue ainda nesta semana ao governo dos Estados Unidos alertará a Casa Branca de que o tarifaço contra o Brasil poderá prejudicar as empresas americanas que importam ao país, bem como apontará riscos de retaliação para outras 4 mil empresas dos EUA que operam no país.

Nesse sentido, o documento pedirá a não aplicação do tarifaço e que o governo americano concentre seus esforços na chamada investigação 301.

Por exemplo, questões relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas injustas e preferenciais, fiscalização anticorrupção, proteção da propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

Ainda está em debate se as empresas americanas que atuam no Brasil assinarão o documento. A dúvida é se isso reforçará ou fragilizará o pedido.

Em outra frente, o setor privado americano começa a fazer sugestões sobre possíveis temas de convergência entre os dois países, como minerais críticos.

A avaliação é de que, embora empresas estejam acionando a Justiça americana para obrigar Trump a não aplicar o tarifaço, são remotas as chances de que haja uma decisão até o dia 1º de agosto.

Os relatos que chegam às empresas sobre a via judicial indicam que elas devem esperar pelo menos dois meses até que haja uma decisão. Esse foi o prazo médio que as ações relacionadas ao “Dia da Libertação”, em 2 de abril, levaram para serem julgadas.

Até houve vitórias na primeira instância, mas, quase imediatamente, o tribunal de apelações suspendeu as decisões.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Trump proíbe dialogo com equipe de Lula

Uma comissão de senadores embarca nesta sexta-feira (25) para os Estados Unidos, em busca de abrir um canal de negociações no território americano sobre o “tarifaço” que Donald Trump pode aplicar ao Brasil a partir de 1º de agosto.

A ida da comissão é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e está sendo boicotada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo blogueiro Paulo Figueiredo.

Interlocutores do presidente Lula que estão em Nova York contaram ao blog que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não autorizou sua equipe abrir diálogo com o Brasil.
Existem conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, como revelou ontem o vice-presidente Geraldo Alckmin, mas o recado que os negociadores têm ouvido é que tudo está centralizado na Casa Branca.

Nesta quinta-feira (24), por exemplo, o presidente Lula afirmou que Trump não quer negociar.

De outro lado, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, comentou com amigos que teve várias conversas nos Estados Unidos, onde está em missão na ONU, e ouviu que realmente Trump não está permitindo reabertura de negociações com o Brasil.

Segundo Vital do Rêgo comentou com interlocutores, há um clima de medo e apreensão nos Estados Unidos. Tudo estaria centralizado em Trump e ninguém tem coragem de desafiá-lo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou na quinta-feira (24) que, no último sábado (19), voltou a ter uma conversa com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sobre o tarifaço. Ele não quis revelar o conteúdo da reunião, que ocorreu por telefone e durou cerca de 50 minutos.

Mesmo diante do clima pessimista, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirma que é preciso fazer algo diretamente nos Estados Unidos, e que espera pelo menos adiar a entrada em vigor do tarifaço para que sejam reabertas as negociações entre os dois países. O tempo é curto.

“Queremos também esclarecer o que o governo americano exatamente quer negociar, como eles não retomaram oficialmente as negociações, ninguém sabe exatamente os limites de Trump. Se ele realmente emperrou por questões políticas, de Bolsonaro, se tem a questão da nova moeda dos Brics, Irã”, disse o senador.

A Comissão de Senadores terá sua primeira reunião de trabalho no domingo (27), mas já foram avisados que o deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo estão trabalhando para dificultar as reuniões dos parlamentares em Washington e até impedir qualquer encontro com negociadores do governo Trump.

A maioria dos senadores embarca nesta sexta-feira (25). Outros, no sábado (26).

Na segunda-feira (28), os senadores serão recebidos na embaixada do Brasil nos EUA. No mesmo dia, terão encontro com empresários da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

Na terça, a comissão irá ao Capitólio se reunir com senadores e deputados americanos.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump: EUA preparam nova base legal para justificar tarifas de 50% ao Brasil, diz agência

Presidente norte-americano prepara uma nova declaração de emergência para servir como base para as taxas sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pela Bloomberg News.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparando uma nova declaração de emergência para servir como base para as tarifas de 50% impostas sobre o Brasil, informou a Bloomberg News.

Segundo a agência, a medida ainda não é definitiva, mas seria necessária para justificar as altas taxas impostas sobre produtos brasileiros — principalmente porque a situação comercial do Brasil com os EUA foge do padrão visto nos demais países atingidos pelas tarifas recíprocas.

Isso porque enquanto as outras nações que foram alvos do tarifaço mantêm superávits comerciais com os EUA — ou seja, vendem mais produtos para o país do que compram dos norte-americanos —, o Brasil registra déficit desde 2009.

Segundo a agência de notícias, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA admitiu durante reuniões com membros do Congresso norte-americano nesta semana que haveria um plano para anunciar uma declaração de emergência separada.

O Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inlês) e a Casa Branca não responderam ao pedido de posicionamento feito pela Bloomberg.

De acordo com a agência, as preparações são um sinal de como o governo norte-americano busca uma autoridade legal para impor as ameaças tarifárias cada vez mais abrangentes de Trump — principalmente no que diz respeito ao Brasil.

No início deste mês, o republicano anunciou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida veio como uma forma de apoio a Jair Bolsonaro (PL): Trump chegou a afirmar que o julgamento do ex-presidente era uma “caça às bruxas”.

Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe, passou a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida foi determinada após a fase inicial do processo, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente e apontou novas evidências de tentativa de atrapalhar o andamento da ação.

O presidente Lula (PT), por sua vez, não deu indícios de ceder às exigências dos Estados Unidos, tendo mais de uma vez reforçado a independência do Judiciário brasileiro e a soberania do país sobre seus assuntos internos.

Desde então, o governo indicou que mesmo após tentativas de conversas com os norte-americanos, as negociações do Brasil com Trump não tem tido sucesso. Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores embarcou rumo aos EUA, em busca de abrir um canal de negociações por lá.

A ida da comissão, no entanto, é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e, segundo o blog do Valdo Cruz, está sendo boicotada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo blogueiro Paulo Figueiredo.

Interlocutores do presidente Lula que estão em Nova York contaram ao blog que Trump não autorizou sua equipe abrir diálogo com o Brasil.

Além disso, Trump também pediu que o USTR iniciasse uma investigação contra o Brasil, com base na Seção 301, sobre supostos ataques contra empresas norte-americanas e mídia social.

Em documento oficial divulgado no início do mês, o representante do órgão chegou a afirmar que “tem documentado as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresenta evidências para sustentar as alegações.

A postura mais rígida de Trump com o Brasil tem gerado preocupações. Na quinta-feira (24), senadores democratas chegaram a enviar uma carta a Trump, contestando as tarifas impostas ao Brasil e acusando o republicano de “claro abuso de poder”.

Segundo os parlamentares, o republicano está usando “a economia norte-americana para interferir em favor de um amigo”.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.

Trump, no entanto, segue firme em sua decisão. Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, comentou com amigos que teve várias conversas nos EUA, onde está em missão na ONU, e ouviu que realmente Trump não está permitindo reabertura de negociações com o Brasil.

Segundo Vital do Rêgo comentou com interlocutores, há um clima de medo e apreensão nos EUA. Tudo estaria centralizado em Trump e ninguém tem coragem de desafiá-lo.

Fonte: G1


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Comércio Exterior

Venezuela ignora acordo e passa a taxar produtos do Brasil

País é o principal parceiro comercial de Roraima e agora cobra tarifa que varia de 15% a 77%. Autoridades brasileiras buscam esclarecimentos

Sem aviso prévio, a Venezuela começou a cobrar o imposto de importação sobre os produtos brasileiros que seriam isentos mediante apresentação do certificado de origem. Representantes de setores locais envolvidos na operação ainda apuram por que o País vizinho passou a fazer isso.

Desde 2014, Brasil e Venezuela têm um Acordo de Complementação Econômica que os impedem de cobrar, entre si, o imposto sobre quase todos os itens. Assim, apenas eventuais descumprimentos do termo ou decisões unilaterais retomariam a cobrança. No ano passado, a relação entre os países ficou estremecida após o presidente Lula (PT) não reconhecer a reeleição do ditador Nicolás Maduro.

O País de Maduro é o principal parceiro comercial de Roraima, consecutivamente, desde 2019. Em 2024, o Estado exportou, para a nação vizinha, 144,6 milhões de dólares em produtos (R$  799 milhões na atual cotação), especialmente farinha, cacau, margarina e cana de açúcar, todos com direito à isenção do imposto. Sem o acordo, a Venezuela cobra de 15% a 77% sobre cada item brasileiro.

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Venezuela, Eduardo Ostreicher, desconfia que a cobrança seja uma ordem do governo venezuelano em relação aos países do Mercosul ou um erro no sistema de cobrança. Assim, ele prepara uma carta à embaixada brasileira em Caracas com informações que já conseguiu possui sobre o assunto.

“Se for uma falha, precisamos aguardar a regularização do sistema. Se for determinação, será necessário conversar com as autoridades venezuelanas pra resolver a situação, porque ambos os governos perdem com isso”, disse.

A Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier) iniciou apurações internas para identificar as dificuldades para a aceitação, pela Venezuela, dos certificados de origem de produtos brasileiros.

Em nota, a entidade também reforçou que está em contato direto com autoridades brasileiras e venezuelanas para cobrar esclarecimentos e soluções rápidas para normalizar o fluxo comercial bilateral.

A Fier ainda destacou que, até o momento, os processos de emissão e reconhecimento dos certificados seguem rigorosamente as normas da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e o Acordo de Complementação Econômica firmado entre os dois países.

Responsável por emitir os certificados de origem, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que recebeu um relatório sobre dificuldades enfrentadas por exportadores brasileiros na Venezuela.

Assim, a pasta confirmou que a embaixada brasileira em Caracas já está em contato com autoridades venezuelanas para esclarecer a situação, enquanto o MDIC dialoga com representantes do setor produtivo para reunir informações mais desenvolvidas sobre os casos.

O Ministério das Relações Exteriores não enviou resposta sobre o assunto até a publicação da reportagem.

Fonte: Folha BV

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Exportação

Exportações brasileiras de frango mantêm receita no 1º semestre de 2025, mesmo com foco de gripe aviária

Mesmo com registros de gripe aviária, setor avícola mantém desempenho positivo e garante estabilidade nas vendas externa

Apesar do registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, as exportações brasileiras de carne de frango para os países árabes mantiveram estabilidade no primeiro semestre de 2025. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as vendas somaram US$ 1,75 bilhão, um leve recuo de 0,53% em relação ao mesmo período de 2024.

Gripe aviária afeta crescimento, mas não paralisa embarques

O foco de gripe aviária registrado em maio, no Rio Grande do Sul, interrompeu o crescimento das exportações que vinham acumulando avanço de cerca de 10% nos primeiros quatro meses do ano. Mesmo assim, os embarques para os países árabes se mantiveram estáveis, graças à confiança dos importadores e aos contratos de longo prazo firmados com os frigoríficos brasileiros.

“Acreditamos que a confiança entre os frigoríficos brasileiros e seus parceiros árabes foi fundamental para a continuidade das vendas. O Brasil tem credibilidade internacional por seus rígidos padrões sanitários, o que facilita a retomada mesmo após episódios como o foco no RS”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira.

Novo foco no Ceará não preocupa o setor

Um novo foco de gripe aviária foi registrado recentemente em uma criação de subsistência no município de Quixeramobim (CE), mas não deve causar impactos imediatos nas exportações ao mundo árabe. A maioria das granjas que abastecem esse mercado está localizada na Região Sul do Brasil, distante do foco.

Atualmente, apenas Arábia Saudita e Omã mantêm restrições ao frango proveniente do Rio Grande do Sul. O Catar impõe limites específicos à produção da cidade de Montenegro, local do foco anterior. Mourad também informou que a Câmara está em contato com as 17 representações diplomáticas árabes no Brasil e com governos do bloco, repassando informações oficiais sobre a situação no Ceará.

Exportações gerais recuam, mas perspectivas seguem positivas

Embora o setor de frango tenha mantido a receita estável, o total das exportações brasileiras para os países árabes recuou 16,93% no primeiro semestre de 2025, somando US$ 9,22 bilhões. Apesar do cenário de queda, Mourad se mostra otimista quanto aos próximos meses do ano.

O secretário destaca sinais de aquecimento nas principais economias árabes, com aumento na demanda por produtos brasileiros usados na indústria de transformação, como café, celulose, animais vivos e obras de ferro fundido. “O consumo nos países árabes segue firme. Podemos não repetir os números de 2024, mas esperamos resultados comerciais expressivos e um superávit robusto nas relações com o bloco”, conclui Mourad.

Fonte: Portal do Agronegócio

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