Industria

Representante da indústria têxtil: tarifa pode ameaçar até 15 mil empregos

Setor têxtil brasileiro busca alternativas comerciais diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos

indústria têxtil brasileira enfrenta um momento crítico após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, com potencial impacto em até 15 mil postos de trabalho no setor.

Em entrevista à CNNFernando Pimentel, diretor superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), destaca que alguns contratos já estabelecidos podem ser inviabilizados com as novas tarifas.

Há, por exemplo, um pedido de US$10 milhões, que estava previsto para outubro, que precisará ser renegociado entre as partes para manter sua viabilidade, relata Pimentel.

Corrida contra o tempo

O especialista também explica que empresas do setor estão em uma corrida para realizar embarques antes do prazo limite de 5 de agosto, último dia antes da implementação das tarifas de 50% ao Brasil. A mobilização envolve não apenas a preparação das mercadorias, mas também a organização da logística necessária para o despacho nos portos.

Diversificação de mercados

O setor têxtil brasileiro já mantém importantes acordos comerciais na América do Sul, com tarifação zero, e trabalha para expandir sua presença em outros mercados. Entre as perspectivas, destacam-se os acordos Mercosul-União Europeia e Mercosul-EFTA, previstos para entrar em vigor no próximo ano.

Além disso, o setor realizou uma missão exploratória à África e busca aprofundar relações comerciais com México e Canadá. No entanto, Pimentel ressalta que o custo Brasil, acima da média da OCDE, representa um desafio significativo para a competitividade do setor no mercado internacional.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Setor brasileiro de fertilizantes fica fora da nova tarifa dos EUA e evita impactos imediatos

Produtos essenciais para a agricultura, como fertilizantes NPK e micronutrientes, não sofrerão taxação adicional; comércio entre Brasil e EUA no segmento é pouco expressivo

Nova tarifa dos EUA atinge diversos produtos brasileiros, mas exclui fertilizantes

No dia 31 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa extra de 40% sobre uma série de produtos importados do Brasil. A medida, que visa proteger a indústria americana, passa a valer uma semana após sua publicação e, em alguns casos, eleva a carga tributária total para até 50%.

No entanto, uma análise da consultoria GlobalFert revelou que os fertilizantes usados na agricultura brasileira ficaram de fora dessa nova taxação, evitando impactos diretos ao setor.

Fertilizantes essenciais ficam isentos da nova taxação

Produtos à base de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), além de micronutrientes como boro, zinco, enxofre e magnésio, não sofrerão a sobretaxa adicional. Também seguem isentos compostos como hidróxido de potássio, sulfatos de zinco, manganês e magnésio, além de materiais industriais com uso agrícola, como silício técnico e óxido de alumínio.

A exclusão destes itens da lista tarifária foi possível graças à aplicação rigorosa da classificação pelo código HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States), que determina quais produtos estão sujeitos a impostos, cotas ou exceções.

Comércio entre Brasil e EUA no setor é pouco expressivo

Segundo dados da GlobalFert, os Estados Unidos não representam um parceiro comercial relevante para o Brasil no segmento de fertilizantes. Nos últimos cinco anos, apenas 0,4% das exportações brasileiras de fertilizantes NPK tiveram os EUA como destino.

Do lado das importações, os fertilizantes americanos corresponderam a cerca de 1% do total recebido pelo Brasil, com uma leve queda para 0,7% no primeiro semestre de 2025.

Setor de fertilizantes brasileiro evita efeitos diretos do tarifaço

Com a manutenção da isenção para fertilizantes e produtos relacionados, o segmento agrícola brasileiro evita pressões imediatas causadas pela nova política tarifária dos Estados Unidos. Isso contribui para preservar a competitividade da agricultura nacional e garante a continuidade do abastecimento de insumos essenciais para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Notícias

BP anuncia maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos no pré-sal brasileiro

Campo Bumerangue, na Bacia de Santos, foi arrematado em leilão da ANP em 2022 e terá 5,9% do lucro pago ao Brasil após custo recuperado

A BP anunciou nesta segunda-feira (4) a descoberta de petróleo e gás no prospecto Bumerangue, em águas profundas da Bacia de Santos, cerca de 404 km da costa do Rio de Janeiro. Trata-se da maior descoberta da companhia em 25 anos, desde o campo de Shah Deniz, no Mar Cáspio, em 1999.

O campo, com área superior a 300 km², foi arrematado pela BP em dezembro de 2022, durante o 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Pelo contrato, a empresa usará 80% para repor custos de produção e, após a recuperação dos custos, repassará 5,9% dos lucros ao Brasil.

O poço exploratório foi perfurado a 2.372 metros de profundidade de água, atingindo 5.855 metros no total. Segundo a companhia, o reservatório de carbonato do pré-sal apresenta uma coluna de hidrocarbonetos de cerca de 500 metros. Análises preliminares detectaram níveis elevados de dióxido de carbono, o que pode impactar o processo de extração.

“Estamos entusiasmados em anunciar essa descoberta significativa no Bumerangue, a maior da BP em 25 anos”, afirmou Gordon Birrell, vice-presidente executivo de Produção e Operações, em comunicado. Ele acrescentou que o Brasil é um país importante para a BP, que explorará o potencial de estabelecer “um polo de produção material e vantajoso no país”.

A BP detém 100% de participação no bloco e a estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atua como gestora do contrato de partilha. A companhia informou que fará análises laboratoriais para avaliar melhor o potencial do campo e pretende realizar novas atividades de avaliação, sujeitas à aprovação regulatória.

O Bumerangue é a 10ª descoberta da BP em 2025, somando-se a achados no Brasil, Trinidad e Tobago, Egito, Líbia, Golfo do México, Namíbia e Angola. A empresa pretende manter a produção global entre 2,3 milhões e 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2030, com possibilidade de expansão até 2035.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

O aumento de 50% das tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do dia 6 de agosto, terá grandes impactos econômicos pra Santa Catarina. Conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estado aparece em 4º lugar na lista de maior prejuízo financeiro do país (R$ 1,7 bilhão), e terá a segunda maior queda no PIB, com taxa prevista de -0,31%.

A CNI estima que o tarifaço pode gerar a perda de pelo menos 110 mil empregos, além de reduzir em 0,16% o PIB do Brasil e de provocar uma queda de 0,12% na economia global. Em Santa Catarina, quase tudo (99%) que o estado vende pros EUA vem da indústria. Antes mesmo da vigência da sobretaxa, os exportadores catarinenses já tiveram queda de 70% dos pedidos dos importadores norte-americanos.

Mesmo com a retirada de produtos do tarifaço, as principais mercadorias que Santa Catarina exporta pros EUA estão fora das exceções e serão impactadas. Entre elas estão as da indústria náutica, impactando o polo de Itajaí; de motores e transformadores, atingindo gigantes como Weg e Tupy; e de carnes, com impacto em empresas como Sadia, BRF, Seara e Aurora.

O complexo portuário de Itajaí, por onde passa a maioria das exportações do estado, deve sofrer o efeito das operações na indústria. Enquanto 61% das empresas já buscam novos mercados para reduzir os prejuízos, o Porto de Itajaí também articula com o governo federal a ampliação das exportações para a Ásia pra compensar as perdas dos pedidos dos EUA.

Segundo pesquisa da Fiesc, com a vigência da tarifa, 72,1% das indústrias do estado preveem demissões nos próximos seis meses. Também é previsto um tombo no faturamento, atingindo 94% dos exportadores catarinenses, dos quais 51% estimam queda de mais de 30% na receita. Entre as empresas pesquisadas, 54% já suspenderam embarques para os EUA e cerca de 39% estão renegociando preços com os clientes.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Governos estadual e federal anunciam medidas nesta semana

O governo de Santa Catarina vai anunciar nesta semana medidas de proteção da economia catarinense contra o tarifaço dos Estados Unidos. No pacote estão previstas prorrogação de pagamento de impostos, crédito de ICMS e linhas de crédito para as empresas prejudicadas.

As ações também preveem a manutenção dos empregos pelas indústrias beneficiadas com as medidas. O estudo do governo estadual levou em conta a análise dos impactos por setor e por região, o total das exportações catarinenses e a geração de emprego pelas empresas.

Um pacote de socorro às empresas brasileiras também será anunciado pelo governo federal. As medidas deverão ser por setor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou na sexta-feira já ter mandado pro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as propostas do plano, elaborado com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Porto discute abertura de novos mercados

A Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex-Brasil) discutiu em reunião na sexta-feira o impacto do tarifaço especialmente para os produtos cujas exportações são feitas pelo Porto de Itajaí. O superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, participou do encontro.

Ele destacou preocupação sobre setores estratégicos de Santa Catarina, como os de proteína animal, pescados e móveis, entre outros. Segundo João Paulo Bastos, a medida tem gerado insegurança entre os produtores e ameaça comprometer o desempenho do comércio exterior na região.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, adiantou as iniciativas em andamento pelo governo federal pra reduzir os prejuízos, incluindo a abertura de novos mercados na Ásia, com destaque para a China, para produtos como pescados. Ainda estão previstas missões internacionais para ampliar o acesso de exportadores nacionais a novos destinos.

Empresários catarinenses devem integrar essas comitivas, inclusive com a participação de Lula. “Estamos aguardando as orientações do governo federal para construir alternativas no comércio internacional”, disse João Paulo. “O Brasil é gigante. Santa Catarina também. E o Porto de Itajaí saberá dar as respostas à altura, com agilidade e responsabilidade”, completou.

Setor náutico faz diagnóstico

Os impactos do tarifaço no setor náutico ainda são avaliados pelas empresas catarinenses. Nesta semana, o segmento, que também está à espera das medidas dos governos federal e estadual, deve fazer um balanço da situação, segundo o presidente da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Leandro “Mané” Ferrari.

A sobretaxa preocupa o setor, já que os EUA são um dos principais compradores de barcos brasileiros, principalmente das embarcações de lazer e iates de luxo que têm Itajaí como polo de construção em Santa Catarina. Neste ano, o Brasil exportou 559 barcos, sendo 68% da movimentação da receita vinda das exportações aos EUA.

De acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), SC responde por metade da produção nacional de barcos de lazer e 90% das exportações do setor. Itajaí é destaque, concentrando 70% da produção estadual e 35% da nacional, segundo a Acatmar. A cidade abriga 27% das empresas náuticas catarinenses e lidera a exportação estadual de embarcações de esporte e lazer.

Fonte: Diarinho


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Economia, Exportação, Investimento

China libera 183 empresas do Brasil para exportar café após tarifaço dos EUA

O interesse de investidores chineses pelo Brasil está em expansão e ganha novos contornos, o país asiático vem ampliando sua presença tanto em grandes projetos de infraestrutura quanto em setores voltados ao mercado interno, como consumo e serviços, ao mesmo tempo em que enfrenta tensões com os Estados Unidos, presididos por Donald Trump, em seu segundo mandato.

Segundo dados do Banco Central, apenas no primeiro semestre de 2025 os investimentos diretos chineses em participação de capital no Brasil somaram US$ 379 milhões, superando qualquer resultado anual desde 2018. Embora os números oficiais coloquem a China como a décima maior investidora, especialistas alertam que parte relevante do capital chega por meio de países intermediários, como Holanda e Luxemburgo. “Não necessariamente os números oficiais refletem o volume de atividade que vemos de empresas chinesas, porque, muitas vezes, o investimento não vem diretamente da China”, explica Stephen O’Sullivan, especialista em Societário e M&A do escritório Mattos Filho. Ele destaca o crescimento da procura de grupos chineses e cita operações recentes em mineração e petróleo.

A diversificação é visível. No setor de infraestrutura, projetos de peso estão em curso: a CRRC, fabricante de trens, abrirá fábrica em Araraquara (SP) e assinou contrato para fornecer 44 trens ao Metrô de São Paulo. A CCCC (China Communications Construction Company) é apontada como interessada no leilão do túnel Santos-Guarujá, enquanto a State Grid lidera obras de transmissão elétrica de R$ 18 bilhões e a Cofco instala terminal de grãos no Porto de Santos. Além disso, chineses miram portos e ferrovias estratégicas, com atenção especial ao megaterminal Tecon 10.

O movimento também atinge o mercado interno. Empresas como a Shein, Meituan e a rede de bebidas Mixue indicam o avanço chinês em consumo, delivery e serviços, áreas menos dependentes de licenciamento e regulação. “Temos uma população cada vez mais de classe média e consumidora, com interesse em tecnologia. É um mercado interessante para empresas chinesas”, afirma O’Sullivan. Fabiana D’Atri, economista da Bradesco Asset Management e diretora do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), acrescenta que o fluxo cresce à medida que os chineses conhecem melhor os riscos e oportunidades do país.

O fortalecimento dos laços bilaterais também tem dimensão geopolítica. O Brasil, membro fundador do Brics, discute adesão à Iniciativa Cinturão e Rota e firmou recentemente um megaprojeto ferroviário ligando o Atlântico ao Pacífico. Para analistas do Deutsche Bank, a aproximação com Pequim pode ter influenciado a decisão de Trump de aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros, em meio à estratégia dos EUA de conter a expansão chinesa.

Especialistas ressaltam, contudo, que o investidor chinês mantém cautela diante de volatilidade cambial, juros elevados e complexidade regulatória no Brasil. Ainda assim, a conjunção de crescimento econômico, abundância de recursos naturais — incluindo as “terras raras”, essenciais para alta tecnologia — e mercado consumidor em expansão reforça a atratividade brasileira para o capital da China.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Trump diz que Lula pode ligar para ele “a qualquer momento”

Presidente dos EUA falou a repórteres no jardim da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1°) que o presidente Lula pode ligar para ele “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países.

Cerca de 44,6% das exportações brasileiras foram isentadas do tarifaço, segundo cálculo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A ordem executiva traz uma lista com cerca de 700 produtos que ficaram de fora da sobretaxa. Entre eles estão aviõescelulosesuco de laranjapetróleo e minério de ferro. Para esses itens, continua valendo a tarifa de 10% anunciada em abril.

A fala do presidente americano acontece após a oficialização das tarifas de 50% aos produtos brasileiros na terça-feira (30). O governo dos EUA justificou as tarifas como uma “emergência nacional” em razão das políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do Brasil.

Na quinta-feira (31), Trump assinou uma ordem executiva impondo tarifas que variam de 10 a 41% a diversos países.Em entrevista à jornalistas no jardim da Casa Branca, Trump disse: “Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro” e finalizou afirmando que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.

O decreto trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

No texto, Trump ainda sinaliza que pode baixar essas tarifas, a depender de acordos celebrados com os parceiros comerciais, tratativas estas que ele reitera estarem avançando.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Frigoríficos de MT podem adotar férias coletivas após tarifa dos EUA, diz Sindifrigo

Setor descarta demissões e afirma que ajuste no mercado será temporário; EUA respondem por 12% das exportações de carnes do estado

Apesar da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos à carne brasileira, frigoríficos de Mato Grosso não devem promover demissões, segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo). A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, pode levar o setor a adotar férias coletivas pontuais enquanto o mercado se ajusta.

“Creio que não haverá demissões de colaboradores nos frigoríficos em decorrência da taxação americana. No caso de Mato Grosso, poderão ocorrer férias coletivas, mas somente no período necessário para ajustes de mercados e equilíbrio entre oferta e procura, nada além disso”, afirma o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, por meio de nota.

De acordo com ele, os Estados Unidos respondem por cerca de 12% do volume total das exportações de carnes de Mato Grosso (bovina, suína e de aves), o que torna difícil substituir esse mercado de forma imediata.

“O grande problema é que 12% de volume de exportação, no atual momento do mercado, é um número muito elevado para ser ajustado. É preciso algum tempo para ajuste de volume nos diversos mercados”, avalia.

Somente as exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado no ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No acumulado do ano, os Estados Unidos adquiriram em carne bovina de Mato Grosso 26.549 toneladas, enquanto a China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Mesmo diante da pressão, o setor frigorífico reforça sua relevância econômica. Atualmente, Mato Grosso possui 43 plantas frigoríficas, que geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e quase 100 mil indiretos em toda a cadeia produtiva.

“Temos o embate de dois fatores opostos, por um lado os produtores aplaudindo a medida de seu presidente e de outro lado os preços pressionando a inflação o que nos dá a expectativa de uma negociação para a carne”, conclui Bellincanta.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Mercado Internacional

China amplia habilitações e Brasil avança como fornecedor global de gergelim

Produção cresce quase 10% no país e Mato Grosso lidera com mais de 276 mil toneladas na safra 2024/25

O número de estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar gergelim para a China praticamente dobrou, passando de 31 para 61 unidades. A nova lista, divulgada pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), representa um avanço significativo na consolidação do Brasil como fornecedor estratégico da oleaginosa para o maior mercado consumidor do mundo.

A informação é do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com 38,4% do consumo global, a China lidera as importações de gergelim. A ampliação do número de plantas brasileiras habilitadas reforça a presença nacional em um mercado com alto potencial de crescimento e oportunidades para agregação de valor.

Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição entre os maiores exportadores mundiais de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. O aumento da capacidade exportadora pode impulsionar ainda mais esse desempenho e beneficiar diretamente regiões produtoras.

Na lavoura, os números também apontam para uma trajetória de expansão. A produção nacional de gergelim deve alcançar 396,7 mil toneladas na safra 2024/25, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 9,8% em relação à safra anterior.

Mato Grosso lidera a produção nacional, sendo responsável por 276,3 mil toneladas. No estado, a produção deve crescer 12,3% em comparação com o ciclo anterior. Goiás, Pará e Tocantins também se destacam entre os maiores produtores, enquanto Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia apresentam forte potencial de expansão.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Portos

Porto de Itajaí fatura R$ 100 milhões no 1º semestre

Resultado histórico marca nova fase da gestão federal e impulsiona a economia de Santa Catarina

O Porto de Itajaí alcançou um feito inédito em sua trajetória: R$ 100 milhões em faturamento no primeiro semestre de 2025. O resultado, registrado entre janeiro e julho, coincide com o período em que o Governo Federal reassumiu a administração da estrutura, marcando uma nova etapa para o setor portuário catarinense.

De acordo com a superintendência, o desempenho financeiro reflete uma gestão eficiente, aliada ao planejamento estratégico e ao comprometimento das equipes. A movimentação de cargas segue em ritmo estável, consolidando Itajaí como um dos pilares da logística nacional e referência na economia do Sul do país.

“O faturamento recorde não é só um número — representa geração de empregos, aumento da arrecadação municipal e novas oportunidades para a população”, destacou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. Para ele, o porto vive uma fase promissora que já impacta positivamente o desenvolvimento da cidade e de Santa Catarina.

A marca reforça a importância do Porto de Itajaí como ativo estratégico do estado, com efeitos diretos sobre a arrecadação de ISS, o dinamismo dos setores produtivos locais e a competitividade da região em mercados nacionais e internacionais.

Fonte: SC Todo Dia

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Exportação

Em meio ao tarifaço, SP quer retomar exportação de carne ao Japão

Secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo

O secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve uma reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Shimizu Toru, para tratar da possível retomada das exportações de carne ao país asiático.

O encontro acontece em meio às discussões sobre o tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos países pelo mundo, entre os quais o Brasil – alvo das maiores taxas (50%) sobre determinados produtos e setores. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo.

Entenda

Em maio do ano passado, o Brasil foi declarado livre da febre aftosa sem vacinação animal. Com esse status, o país, em tese, tem sinal verde para voltar a exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul – que só compram de mercados livres da doença.

Por outro lado, o fim da vacinação exige protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados brasileiros.

Atualmente, o Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome – o que representa algo em torno de US$ 4 bilhões por ano. Desse montante, 80% são importados dos EUA e da Austrália.

Em relação ao Brasil, o processo de negociação com os japoneses se desenrola há mais de 20 anos. O último protocolo entre os dois países vem sendo discutido há cinco anos.

Objetivo é diversificar destino de exportações, diz secretário

Por meio de nota, o secretário da Agricultura de São Paulo confirmou que o estado pretende reabrir a venda de carne ao Japão.

“A ampliação do diálogo com o Consulado do Japão reforça o nosso compromisso de fortalecer e expandir a presença da pecuária paulista no mercado internacional”, diz Piai. “A diversificação dos destinos das nossas exportações, além de aumentar a competitividade, gera mais oportunidades e promove o desenvolvimento dos nossos produtores.”

Carne não escapou do tarifaço

Pelo menos até este momento, a carne brasileira não foi incluída na lista de mais de 700 produtos isentos das tarifas adicionais impostas pelo governo dos EUA.

Ao todo, 694 produtos brasileiros escaparam do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump, que assinou uma ordem executiva oficializando a taxa de 50% sobre exportações vindas do Brasil. A informação consta de documentos divulgados pela Casa Branca, na última quarta-feira (30/7), sobre a medida.

Entre os produtos isentos da taxa, estão itens como suco e polpa de laranja, minérios de ferro, derivados de petróleo, castanha, carvão, e peças de aeronaves civis.

Governo Tarcísio anunciou pacote emergencial

Após a confirmação das tarifas comerciais de 50% impostas pelos EUA, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou um pacote de medidas emergenciais para ajudar setores atingidos pelas taxas norte-americanas.

Uma das medidas anunciadas pelo governo de São Paulo é a oferta de R$ 400 milhões em empréstimos subsidiados às empresas exportadoras do estado. O valor é o dobro daquele que foi anunciado na semana passada, de R$ 200 milhões.

Outra medida confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes é a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por meio do programa ProAtivo – o que representa um incremento de R$ 500 milhões em relação ao que havia sido anunciado.

De acordo com o governo paulista, a liberação dos créditos de ICMS será destinada, de forma prioritária, a contribuintes exportadores que possuam créditos acumulados aptos à transferência. Cada empresa poderá solicitar até R$ 120 milhões, e os pedidos aprovados serão atendidos em até 10 parcelas. O cronograma de liberação terá início em setembro.

Como ficou o tarifaço de Trump

Na quinta-feira (31/7), Trump assinou um decreto que amplia as chamadas “tarifas recíprocas” aplicadas a dezenas de países. A medida, que eleva os encargos sobre produtos estrangeiros que entram no mercado norte-americano, é justificada pelo governo como uma resposta a desequilíbrios comerciais e, em alguns casos, a questões de segurança pública.

As novas tarifas, que variam entre 10% e 41%, começarão a ser aplicadas no dia 7 de agosto, e não mais neste dia 1º, como prometido anteriormente. No entanto, mercadorias embarcadas para os EUA antes dessa data e que cheguem ao país até 5 de outubro estarão isentas da nova tributação.

A tarifa mais alta, de 41%, foi imposta à Síria. Países como Laos e Mianmar foram sobretaxados em 40%. Suíça (39%), Iraque e Sérvia (35%), além de Argélia, Bósnia e Herzegovina, Líbia e África do Sul (30%) também estão entre os mais afetados.

A União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul passarão a enfrentar tarifas de 15% sobre determinados produtos. Já para Costa Rica, Bolívia e Equador, o encargo subiu de 10% para 15%. No mesmo pacote de medidas, Trump também assinou uma ordem executiva específica para o Canadá, elevando de 25% para 35% a tarifa sobre produtos importados do país vizinho.

O Brasil, por sua vez, manteve a alíquota base de 10% estabelecida em abril. No entanto, com o novo decreto, que impõe sobretaxa de 40% a partir da primeira semana de agosto, com exceção de quase 700 produtos, a maior parte das exportações brasileiras passará a enfrentar tarifas efetivas de até 50%.

As tarifas anunciadas fazem parte da estratégia do governo Trump de pressionar países com os quais os EUA mantêm déficits comerciais. Segundo a Casa Branca, a ideia é estabelecer “condições justas e equilibradas” no comércio exterior americano.

Veja lista das tarifas recíprocas ajustadas:

  • Afeganistão: 15%
  • Argélia: 30%
  • Angola: 15%
  • Bangladesh: 20%
  • Bolívia: 15%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Botsuana: 15%
  • Brasil: 10% (acrescido da sobretaxa de 40% anunciada em 30/7)
  • Brunei: 25%
  • Camboja: 19%
  • Camarões: 15%
  • Chade: 15%
  • Costa Rica: 15%
  • Costa do Marfim: 15%
  • República Democrática do Congo: 15%
  • Equador: 15%
  • Guiné Equatorial: 15%
  • União Europeia: 15% (para a maioria dos produtos)
  • Ilhas Malvinas (Falkland): 10%
  • Fiji: 15%
  • Gana: 15%
  • Guiana: 15%
  • Islândia: 15%
  • Índia: 25%
  • Indonésia: 19%
  • Iraque: 35%
  • Israel: 15%
  • Japão: 15%
  • Jordânia: 15%
  • Cazaquistão: 25%
  • Laos: 40%
  • Lesoto: 15%
  • Líbia: 30%
  • Liechtenstein: 15%
  • Madagascar: 15%
  • Maláui: 15%
  • Malásia: 19%
  • Maurício: 15%
  • Moldávia: 25%
  • Moçambique: 15%
  • Mianmar (Birmânia): 40%
  • Namíbia: 15%
  • Nauru: 15%
  • Nova Zelândia: 15%
  • Nicarágua: 18%
  • Nigéria: 15%
  • Macedônia do Norte: 15%
  • Noruega: 15%
  • Paquistão: 19%
  • Papua-Nova Guiné: 15%
  • Filipinas: 19%
  • Sérvia: 35%
  • África do Sul: 30%
  • Coreia do Sul: 15%
  • Sri Lanka: 20%
  • Suíça: 39%
  • Síria: 41%
  • Taiwan: 20%
  • Tailândia: 19%
  • Trinidad e Tobago: 15%
  • Tunísia: 25%
  • Turquia: 15%
  • Uganda: 15%
  • Reino Unido: 10%
  • Vanuatu: 15%
  • Venezuela: 15%
  • Vietnã: 20%
  • Zâmbia: 15%
  • Zimbábue: 15%

Fonte: Metrópoles


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