Exportação

Exportações de café especial e solúvel do Brasil aos EUA despencam após tarifaço, dizem entidades

As exportações de café especial e solúvel do Brasil para os Estados Unidos despencaram em agosto em relação a julho, segundo entidades do setor. A queda aconteceu após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump sobre os produtos brasileiros.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil enviou 21.679 sacas de café especial aos Estados Unidos em agosto. O volume representa uma queda de 69,6% na comparação com julho deste ano. Em relação a agosto de 2024, as vendas caíram 79,5%.

No caso do café solúvel, a queda foi de 50,1% em relação a julho e 59,9% na comparação com agosto do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Foram enviadas 26.460 sacas no mês.

O impacto do tarifaço na exportação do café brasileiro também já havia aparecido nos dados gerais do setor. Segundo o Cecafé, o Brasil exportou 17,5% menos café, de todos os tipos, em agosto de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Além disso, a Alemanha ultrapassou os EUA e se tornou a maior compradora do grão brasileiro.

Entidades pedem negociação

Em agosto, os Estados Unidos caíram para o sexto lugar entre os maiores compradores de café especial do Brasil, ficando atrás da Holanda (62.004 sacas), Alemanha (50.463), Bélgica (46.931), Itália (39.905) e Suécia (29.313).

Apesar da queda, os EUA continuam liderando o ranking de importações dos cafés especial e solúvel no acumulado de 2025.

As associações de exportação lamentaram a queda no número de exportações aos norte-americanos e pediram que os dois governos abram negociação.

“Essa taxação de 50% inviabiliza o comércio com os americanos. Precisamos abrir canais para alcançar uma solução que devolva um fluxo de negócios justo na relação cafeeira entre Brasil e EUA”, disse Aguinaldo Lima, diretor executivo da Abics.

“Muitos contratos que haviam sido assinados vêm sendo suspensos, cancelados ou adiados, a pedido dos importadores americanos”, afirmou Carmem Lucia Chaves de Brito, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“É crucial que nós, enquanto setor privado, representado por todas as entidades de classe, mantenhamos as conversas com os parceiros industriais e importadores nos EUA e o Departamento de Estado americano, assim como o governo brasileiro precisa abrir, de fato, negociações com a gestão Trump para encontrar uma solução”, acrescentou a líder da BSCA.

Fonte: G1

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Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comércio Exterior

Brasil e Chile modernizam e simplificam regras de comércio exterior

MDIC lança manual sobre o novo regime de origem com o Chile, o 8º maior destino das exportações brasileiras. O comércio entre Brasil e Chile entrará em uma nova fase

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lança o manual sobre o novo regime de origem do Acordo de Complementação Econômica nº 35 (ACE-35). As novas regras entrarão em vigor no dia 30 de setembro e ofereçam menos burocracia, mais segurança e mais oportunidades para os exportadores brasileiros.

O Chile já é o 8º maior destino das exportações brasileiras e o Brasil figura como o 3º principal parceiro comercial chileno. Agora, com o 69º Protocolo Adicional ao ACE-35, aprovado por Brasil, Argentina e Chile, essa relação ganha ainda mais previsibilidade e competitividade.“Essa publicação reforça o esforço do MDIC em tornas as regras mais acessíveis aos operadores de comércio. O objetivo é ampliar o aproveitamento das vantagens previstas nos acordos comerciais com os nossos vizinhos”, destaca a Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.Entre as principais novidades do novo regime estão:

– Autodeclaração de origem: o exportador poderá atestar a origem da mercadoria, sem necessidade de certificados de origem;

– Digitalização e simplificação de processos, reduzindo custos e tempo;

– Harmonização de regras com o Mercosul, que gera ganhos de escala e maior previsibilidade;

– Alinhamento às melhores práticas internacionais;

– Mais segurança jurídica e competitividade para os operadores comerciais .

O Manual de Regras de Origem do ACE-35 já está disponível para guiar empresas, trabalhadores e sociedade sobre como funcionará esse novo capítulo do comércio exterior.

Fonte: MDIC

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Exportação

Ovos: exportação brasileira cai e EUA perde posto para Japão após tarifaço, aponta estudo da USP

Segundo o Cepea da Esalq de Piracicaba (SP), volume embarcado da proteína brasileira em agosto de 2024 é 60% menor que o de julho.

Pelo segundo mês consecutivo, as exportações brasileiras de ovos tiveram queda em agosto de 2025. O motivo se repete. O recuo nos embarques da proteína in natura pelos Estados Unidos ocorre após as tarifas impostas pelo governo norte-americano.

Os Estados Unidos era o principal comprador de ovos brasileiros desde março deste ano, mas perderam a liderança dentre os principais destinos da proteína brasileira para o Japão. Veja os dados, abaixo.

A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), feita a partir dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgada nesta sexta-feira (12).

Os EUA compraram 2,13 mil toneladas de ovos in natura e processados produzidos pelo agronegócio brasileiro em agosto deste ano. O volume 60% menor que o de julho. No entanto, a marca ainda é 72% superior ao de agosto de 2024, apontam os pesquisadores do Cepea.

“O Japão tornou-se o principal destino da proteína nacional no último mês, adquirindo 578 toneladas de ovos, 29% a mais que em julho. Mesmo com a retração nos últimos dois meses, o desempenho da parcial deste ano segue positivo”, observa o Centro de Estudos da Esalq-USP.

1ª queda nos embarques em julho

balanço das exportações brasileiras de ovos interrompeu o movimento de alta no primeiro semestre de 2025. O primeiro recuo ocorreu em julho deste ano, com queda de 20% nas vendas para o exterior.

Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada de ovos para os Estados Unidos.

“De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho”, aponta o Cepea.

O volume de ovos exportados foi menor entre junho e julho deste ano, mas supera em 305% o montante embarcado em julho de 2024.

Os pesquisadores do Cepea reforçam que, mesmo com a queda, o Brasil se mantém como o principal destino da proteína brasileira.

Apesar do recuo

De janeiro a agosto, o Brasil exportou cerca de 32,3 mil toneladas de ovos in natura e processados.

O volume é 192,2% acima da quantidade registrada nos oito primeiros meses de 2024. E, já supera, em 75%, o total embarcado em todo o ano passado, ainda conforme números da Secex analisados pelo Cepea.

Agosto com alta nas cotações

No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Veja, abaixo.

Preços Médios – Ovos

DataRegiãoOvo BrancoVariação DiáriaOvo VermelhoVariação Diária
08/08/2025Bastos (SP)R$ 154,873,88%R$ 170,105,95%
08/08/2025Grande BH – MGR$ 164,083,37%R$ 179,93,30%
08/08/2025Recife (PE)R$ 170,155,83%R$ 182,925,12%
08/08/2025Grande SP – SPR$ 162,424,38%R$ 177,285,01%
08/08/2025S.M. de Jequitibá (ES)R$ 161,153,71%R$ 172,151,02%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

“Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar”, analisa o Cepea.

Preços dos ovos caíram em junho

Os preços do ovos caíram e atingiram o menor patamar diário nas principais regiões produtoras no Brasil em junho, segundo boletim do Cepea, divulgado no fim do primeiro semestre de 2025 . 📝Entenda cenário, abaixo.

🐔Gripe aviária na Europa: As restrições às importações de produtos avícolas do país, incluindo os ovos, também afetou o mercado, com a interrupção da compra de carne de frango pela China, Europa e Argentina, após o 1º registro de gripe aviária no país em granja comercial.

Embora o Brasil já tenha recuperado o status de livre da gripe aviária, pesquisadores do Cepea ressaltam que a retomada das importações dos produtos avícolas, incluindo ovos, ainda não foi totalmente reestabelecida até o momento.

📉Movimento de queda nos preços: O movimento de queda já tinha começado em abril de 2025, quando o ovo alcançou o menor preço do ano após recordes de 40% de alta nas cotações. Em maio, o recuo nas cotações fez o mercado de ovos encerrar o mês com baixa liquidez em todas as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos já registram queda de mais de 10% em maio, com as médias mensais nos menores patamares desde janeiro de 2025 em todas as praças acompanhadas.

“Essa desvalorização esteve relacionada à retração da demanda e ao aumento da oferta em algumas áreas, e não ao registro de Influenza Aviária de Alta Patogenecidade (IAAP) em granja comercial de Montenegro (RS)”, apontava boletim do Cepea.

💰Cotações

Agentes do setor consultados pelo Centro de Pesquisas nas regiões de Bastos (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Grande São Paulo (SP), Santa Maria do Jequitibá (ES) explicaram que ritmo mais lento das vendas aumentou os estoques nas granjas em diversas praças em maio deste ano.

“Esse cenário levou à desvalorização da proteína, diante da dificuldade de escoamento da produção. Além disso, há relatos de descarte de poedeiras mais velhas em algumas regiões, medida que pode influenciar no controle da oferta no mercado interno e ajudar a sustentar os valores da proteína”, observam os produtores.

📈Preços: Entre os dias 16 e 26 de junho, a cotação dos ovos vermelhos caiu mais de 10,6% no atacado na região produtora de de Santa Maria de Jetibá (ES), passando de R$ 207 para R$ 185 a caixa com 30 dúzias. No início do ano, em fevereiro, o produto custava R$ 276.

🥚Na região de Bastos (SP), o preço da caixa de ovos brancos passou de R$169,52 para R$ 159 entre os dias 16 e 26 de junho. As cotações dos ovos vermelhos na praça do interior paulista caíram de R$ 191 para R$ 177 no mesmo período.

Na Grande São Paulo, a valor dos ovos brancos diminuiu de R$ 179 para R$ 164 em dez dias, queda de 7,3. Já os vermelhos, recuaram de 199,95 para R$ 182 entre os dias 16 e 26 de junho.

Na praça produtora de Recife, os preços da caixa dos ovos vermelhos passaram de R$ 185 para R$ 161, uma queda de quase 13% em dez dias. Em Minas Gerais, o preços ovos vermelho cai de R$ 213 para R$ 188 a caixa.

📈Veja, abaixo, valores nas regiões consultadas pelo Cepea:

Preço Ovos comercias/ Caixa com 30 dúzias

Mês /Data da cotaçãoRegiãoOvos BrancosVariação/DiaOvos VermelhosVariação/Dia
24 de junhoBastos (SP)R$ 159,01-2,91%R$ 177,40-3,92%
24 de junhoGrande BH (MG)R$ 168,48-4,57%R$ 188,73-3,62%
24 de junhoRecife (PE)R$ 154,41– 5,10%R$ 161,28-5,87%
24 de junhoGrande São Paulo (SP)R$ 164,34-3,84%R$ 182,30-4,44%
24 de junhoS. M. de Jequitibá (ES)R$ 162,78-3,01%R$ 183,55– 4,28%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

Custos de produção

Segundo a pesquisadora, em 2024, os custos dos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, aumentaram, enquanto a queda nos preços dos ovos comprometeu a rentabilidade dos produtores. Sem falar da necessidade de investir em espaços climatizados.

“Além disso, outros custos, como embalagens, também pressionaram a cadeia produtiva. Diante desse cenário desafiador no ano passado, os produtores enfrentaram margens reduzidas. Agora, em 2025, com uma menor disponibilidade de ovos, foi possível repassar esses reajustes de forma mais intensa para as cotações”, analisou.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

A situação dos produtores de soja dos EUA é outro lembrete para Washington: editorial do Global Times.

No domingo, horário local, a China e os EUA iniciaram conversas em Madri, Espanha, para discutir questões como as medidas tarifárias unilaterais dos EUA, o abuso dos controles de exportação e o TikTok. Na véspera das negociações, surgiram notícias de que os produtores de soja dos EUA estão “perdendo bilhões de dólares em vendas de soja para a China na metade de sua principal temporada de comercialização”. Nos últimos anos, a guerra comercial de Washington contra a China tem sido um esforço de perde-perde, muitas vezes saindo pela culatra. A situação dos produtores de soja dos EUA é um exemplo típico.

Agora é a temporada de colheita de soja nos EUA, mas os debates sobre “soja invendável” estão crescendo em todo o país. Muitos agricultores estão profundamente preocupados em “se preparar para colher sua safra neste outono sem pedidos de compra da China pela primeira vez em muitos anos”. Alguns agricultores dos EUA até postaram vídeos nas redes sociais expressando desespero por não poderem vender suas safras para a China, apesar de colherem mais do que o normal. Desde a década de 1990, a vasta demanda do mercado chinês levou os produtores dos EUA a inovar na criação, atualizar as linhas de produção e melhorar os sistemas de transporte, criando vários empregos. Por muitos anos, metade de todas as exportações de soja dos EUA foi para a China, da qual os agricultores americanos se beneficiaram tremendamente. Uma única soja pode parecer pequena, mas reflete que a China e os EUA são parceiros naturais na cooperação agrícola e destaca a essência ganha-ganha das relações econômicas e comerciais bilaterais.

No entanto, nos últimos anos, quando os EUA impuseram tarifas excessivamente altas à China, Pequim foi forçada a cobrar tarifas sobre a soja e outros produtos dos EUA. Isso levou as empresas chinesas a recorrer ao fornecimento de soja do Brasil, Argentina e outros países, ao mesmo tempo em que promoveu a diversificação das importações e construiu reservas estratégicas para salvaguardar a segurança alimentar e a estabilidade da cadeia de suprimentos da China. Alguns meios de comunicação dos EUA recentemente divulgaram a alegação de que a China está usando a soja como uma “arma” na guerra comercial, tratando os agricultores americanos como “moeda de troca”. Tais narrativas ignoram completamente o fato de que Washington iniciou as tarifas injustificadas, ignoram que os compradores chineses naturalmente têm todos os motivos para diversificar as fontes de abastecimento e, o mais importante, não conseguem entender que a abordagem da China às relações com os EUA é baseada em “respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ganha-ganha”.

Os agricultores dos EUA não deveriam ter que pagar o preço pela guerra comercial de Washington com a China. O recente excesso de estoque de soja e a queda dos preços são uma prova inequívoca dos erros políticos de Washington. Em agosto, o presidente da Associação Americana de Soja, Caleb Ragland, escreveu ao presidente dos EUA, instando o governo a chegar a um acordo com a China o mais rápido possível para aliviar a crise enfrentada pelos produtores de soja. Atualmente, os efeitos sobrepostos de tarifas e controles de exportação causaram vários choques na cadeia industrial, na cadeia de suprimentos e na cadeia de inovação. O impacto negativo dos EUA empunhando arbitrariamente o “bastão tarifário” na economia global tornou-se cada vez mais evidente. Além disso, os próprios EUA estão experimentando alta inflação e alto desemprego devido a questões tarifárias, aumentando o risco de um “pouso forçado” econômico.

Infelizmente, Washington ainda precisa aprender o suficiente com os desafios enfrentados por seus produtores domésticos de soja e continua no caminho errôneo de politizar e armar questões econômicas e comerciais. Em 12 de setembro, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que vários chinesesAs entidades foram acrescentadas à sua lista de controlo das exportações. Como observou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, com a China e os EUA programados para realizar negociações econômicas e comerciais na Espanha a partir de 14 de setembro, a decisão dos EUA de sancionar as empresas chinesas levanta questões sobre suas verdadeiras intenções. O respeito igual é uma condição prévia necessária para iniciar uma nova ronda de negociações. Se um lado tentar forçar o outro a aceitar certos resultados por meio de sanções unilaterais, preocupações generalizadas de segurança, aplicação seletiva e outras formas de “pressão máxima” antes das negociações, isso só criará ruído e corroerá a confiança mútua. Isso aumentará os custos de chegar a um consenso nas negociações para ambos os países, resultando em uma perda para ambos os lados.

A cooperação igualitária é o caminho certo a seguir para as duas grandes potências. Desde o estabelecimento das relações diplomáticas, o investimento bidirecional entre a China e os EUA cresceu de quase zero para US$ 260 bilhões, e o comércio bilateral anual se expandiu de menos de US$ 2,5 bilhões para mais de US$ 680 bilhões em 2024, com ambos os países se beneficiando significativamente de sua cooperação. Os altos e baixos na relação entre os dois países nos últimos anos também ofereceram lições negativas. Abordar as questões por meio de pressão, sanções, isolamento, contenção e bloqueio só aumentará os custos e minará as expectativas. Politizar as trocas econômicas e tecnológicas normais e colocar todas as questões em um contexto de “segurança nacional” não apenas falhará em resolver “problemas internos”, mas também prejudicará a estabilidade das próprias cadeias industriais e de suprimentos. Recorrer a “culpar a China” pelas necessidades políticas domésticas só intensificará o confronto e prejudicará os interesses legítimos das empresas e do público.

Nos últimos meses, guiadas por importantes consensos alcançados pelos chefes de Estado da China e dos EUA, as equipes econômicas e comerciais de ambos os lados realizaram três rodadas de negociações em Genebra, Londres e Estocolmo, alcançando um consenso positivo. Isso demonstra que o diálogo igualitário é o caminho mais eficaz para aliviar o confronto e expandir o consenso, com os benefícios mútuos entre os dois países superando em muito seus conflitos e diferenças.

A posição da China tem sido consistente e clara: insistimos no respeito mútuo e na consulta igualitária, salvaguardando resolutamente nossos direitos e interesses legítimos, bem como o sistema de comércio multilateral, e promovendo um ambiente de negócios aberto, justo, justo e não discriminatório para que as empresas chinesas continuem operando nos EUA. A comunidade internacional saúda o progresso gradual feito nas consultas China-EUA e espera que ambos os lados continuem avançando no caminho do diálogo e da negociação, injetando energia positiva na manutenção da ordem econômica e comercial internacional.

Fonte: Globo Times

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Comércio Exterior

Singapura autoriza importação de sebo bovino do Brasil

Matéria-prima deve ser usada na produção de biocombustíveis pela cidade-estado do sudeste asiático

Singapura autorizou a importação de sebo bovino do Brasil para uso industrial, informou o Ministério da Agricultura. A matéria-prima poderá ser usada para a produção de biocombustíveis.

De acordo com comunicado do Ministério da Agricultura, em 2024, Singapura importou mais de US$ 680 milhões em produtos agropecuários do Brasil. Os principais produtos exportados à cidade-estado foram carnes, itens do segmento sucroalcooleiro e demais produtos de origem animal.

A abertura fortalece as relações comerciais com Singapura, segundo a Pasta brasileira. O ministério informou ainda que Singapura tem crescente demanda por insumos destinados à produção de energia renovável, “setor em que o Brasil tem capacidade de fornecer matérias-primas de forma competitiva e sustentável”

Ainda conforme o comunicado do ministério, com a autorização de Singapura, o agronegócio brasileiro alcança 435 aberturas de mercado desde 2023, em 72 destinos.

Fonte: Globo Rural


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Mercado de trabalho

Emprego no comércio Brasil-China cresce mais que nas demais parcerias

A parceria comercial entre o Brasil e a China tem rendido à economia brasileira um crescimento no número de empregos formais maior que as expansões proporcionadas por demais parceiros.

A parceria comercial entre o Brasil e a China tem rendido à economia brasileira um crescimento no número de empregos formais maior que as expansões proporcionadas por demais parceiros.

De 2008 a 2022, o número de empregos ligados a exportações para a China cresceu 62%, superando as expansões identificadas nas parcerias com Estados Unidos (32,3%), Mercosul (25,1%), União Europeia (22,8%) e demais países da América do Sul (17,4%).

No mesmo período, os postos formais de trabalho ligados a atividades de importação proveniente da China cresceram 55,4%, acima das expansões registradas no comércio importador com a América do Sul (21,7%), União Europeia (21%), Estados Unidos (8,7%) e Mercosul (0,3%).

A constatação está no estudo Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China, divulgado esta semana pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O CEBC é uma instituição sem fins lucrativos que promove o diálogo entre empresas dos dois países. O levantamento considerou parceiros no Mercosul a Argentina, Paraguai e Uruguai.

Mais emprego na importação

De acordo com o estudo, nas atividades ligadas a importações, a parceria Brasil-China é a maior empregadora, com mais de 5,567 milhões de postos de trabalho, 145 a mais que a União Europeia (UE). O ano de 2022 foi o primeiro da série histórica (iniciada em 2008) em que o comércio sino-brasileiro atingiu o topo do ranking de empregos.

Já as atividades ligadas ao setor exportador empregavam mais de 2 milhões de pessoas no comércio sino-brasileiro.

Apesar de ter sido o maior aumento ante 2008 (+62%), o comércio exportador para a China fica atrás dos demais parceiros em número absoluto de emprego, perdendo para Mercosul (3,8 milhões), União Europeia (3,6 milhões), América do Sul (3,5 milhões) e os Estados Unidos (3,4 milhões).

A analista do CEBC, Camila Amigo, explica que o comércio sino-brasileiro é o que tem menos empregos na exportação por causa do perfil da pauta exportadora para a China, dominada por produtos agropecuários e minerais.

“Esses setores, embora altamente competitivos e estratégicos, geram proporcionalmente menos postos de trabalho devido ao seu alto nível de mecanização em comparação a segmentos industriais mais diversificados, como aqueles que têm maior peso nas exportações brasileiras para Estados Unidos, União Europeia e Mercosul”, diz à Agência Brasil.

Os dados sobre vagas ocupadas foram colhidos pelos pesquisadores por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um relatório que empresas fornecem ao Ministério do Trabalho e Emprego. Dessa forma, os dados da pesquisa se referem a empregos formais.

O CEBP separa o número de empregos entre importadoras e exportadoras, pois algumas empresas atuam nas duas pontas, o que causaria duplicidade se os dois contingentes fossem somados.

Metade do superávit brasileiro

A China é o principal parceiro econômico do Brasil, seja nas exportações ou importações. Em 2024 existiam no Brasil cerca de 3 milhões de empresas que exportaram para a China e 40 mil com atividade de importação.

Em 2024, segundo o estudo, o país asiático foi destino de 28% das vendas externas brasileiras e origem de 24% de nossas compras externas.

A parceria tem resultado em superávit no lado brasileiro, isto é, vendemos mais do que compramos. Em dez anos, o Brasil acumulou saldo positivo de US$ 276 bilhões. Esse montante representa metade (51%) do nosso superávit com o mundo como um todo nesse período.

Para os autores do estudo, a relação comercial com a China é estratégica não apenas no comércio exterior, sendo também um pilar da estabilidade macroeconômica.

“A manutenção do superávit comercial do Brasil com a China por tantos anos contribuiu para reduzir a vulnerabilidade externa e elevar as reservas internacionais do país”, assinala trecho.

“Esse cenário favoreceu o equilíbrio do balanço de pagamentos com a entrada líquida de dólares, o que ajudou a suavizar a volatilidade cambial, proteger a economia de choques internacionais e ancorar expectativas em períodos de instabilidade global”, completa o texto.

Futuro da relação

A analista Camila Amigo avalia que no cenário em que o Brasil enfrenta o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que aplica taxas de até 50% parte dos produtos brasileiros vendidos aos americanos, o comércio sino-brasileiro apresenta bases sólidas e estruturais e se sustenta na complementaridade entre os dois países.

“A China depende do Brasil como fornecedor estável de alimentos, energia e minerais, enquanto o Brasil garante acesso ao maior mercado consumidor do mundo e importa produtos importantes para a produção nacional”, avalia.

“O futuro da relação comercial sino-brasileira deve estar baseado em confiança, buscar por diversificação das exportações, sustentabilidade e inclusão socioeconômica, aproveitando não apenas a demanda por commodities, mas também o espaço para novos produtos e novas empresas nesse comércio”, conclui.

Fonte: Bem Paraná

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Importação

Importação russa de carne do Brasil atinge em agosto maior nível dos últimos 8 anos

Em agosto, a Rússia aumentou em 1,6 vezes as importações de carne do Brasil em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando US$ 67,6 milhões (R$ 365,2 milhões) — o maior valor desde 2017, segundo análise da Sputnik baseada em dados do governo brasileiro.

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne para a Rússia de janeiro a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne para a Rússia | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

A última vez que o volume havia sido maior foi em novembro de 2017, quando as importações atingiram US$ 105,9 milhões (R$ 572 milhões).

O salto ocorreu principalmente devido à duplicação das compras de carne bovina, que passaram de US$ 30 milhões (R$ 162 milhões) para US$ 60,7 milhões (R$ 327,9 milhões). Também houve um aumento de 28% na importação de miúdos bovinos.

Por outro lado, as compras de carne de frango caíram quase quatro vezes, chegando a US$ 2,5 milhões (R$ 13,5 milhões).

Em agosto, o maior importador de carne brasileira foi a China, seguida por México, Filipinas, Chile e Japão. A Rússia ficou em oitavo lugar.

Produção de carne em alta no Brasil

No segundo trimestre de 2025, o Brasil registrou 10,46 milhões de cabeças de bovinos abatidas, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,5% frente ao trimestre anterior. Por outro lado, o abate de suínos somou 15,01 milhões de cabeças, crescimento de 2,6% em comparação com o segundo trimestre de 2024 e de 4,1% em relação aos três primeiros meses deste ano.

Já o abate de frangos chegou a 1,64 bilhão de cabeças, o que representa aumento de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado, mas uma leve queda de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

Fonte: Tribuna do Sertão

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Portos

Brasil e França avançam em parcerias para modernização e capacitação no setor portuário

Silvio Costa Filho visitou o Porto de Marselha e se encontrou com representantes da francesa CMA CGM para falar sobre modernização, investimentos e capacitação da mão de obra

Nesta quinta-feira (11), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cumpriu na cidade de Marselha duas agendas da missão oficial à França. Ele visitou o Porto de Marselha, um dos maiores da Europa, e esteve na sede da empresa de navegação CMA CGM, onde se encontrou com o CEO Rodolphe Saadé.

O Porto de Marselha opera em modelo multipropósito, movimentando cargas e também servindo como terminal de cruzeiros. O complexo recebe cerca de 2 milhões de passageiros por ano nesse segmento, número que reforça o potencial do Brasil no setor. “Estamos trabalhando para que os portos brasileiros avancem cada vez mais como portos sustentáveis, preparados para receber grandes embarcações, além de impulsionar o turismo de cruzeiros, sobretudo no Norte e no Nordeste”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, que acompanhou a visita, destacou que Santos segue a mesma linha de modernização. “O Porto de Santos já estuda a transferência do terminal de cruzeiros para o Parque Valongo, fortalecendo o turismo e ampliando a atratividade do complexo”, disse.

Investimentos

Na sequência, o ministro esteve na CMA CGM Tower, sede do grupo em Marselha, para reunião com o CEO Rodolphe Saadé. O encontro tratou de oportunidades de investimentos no Brasil, em especial nas próximas concessões portuárias, além de iniciativas voltadas à capacitação de trabalhadores dos setores logístico e marítimo por meio do centro de excelência Tangram, da companhia.

A CMA CGM já tem investimentos no Brasil, com destaque para a compra do terminal da Santos Brasil em 2024, no valor de US$ 2,4 bilhões, cerca de R$ 13 bilhões. O grupo também é referência global em inovação, sustentabilidade e capacitação de mão de obra.

“O Brasil é estratégico para a CMA CGM. Queremos expandir nossas operações e fortalecer nossa presença no país, com novos investimentos e parcerias”, afirmou Rodolphe Saadé.

Silvio Costa Filho reforçou que a agenda com a CMA CGM abre novas perspectivas para o setor. “Nosso compromisso é ampliar a competitividade do setor portuário, atrair investimentos globais e, ao mesmo tempo, garantir qualificação de mão de obra para preparar o Brasil para o futuro”, disse.

As agendas desta quinta-feira marcam o encerramento da Missão França, conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo da semana. A iniciativa reforçou a cooperação bilateral e abriu novas perspectivas de investimentos e parcerias estratégicas, consolidando o compromisso do Brasil em modernizar e tornar mais sustentáveis os setores portuário e logístico.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

MSC inclui escalas no Porto de Itapoá em seu serviço Carioca

Medida fortalecerá conectividade direta entre o Extremo Oriente e os portos do Sul do Brasil

Para oferecer maior acesso comercial ao mercado sul-brasileiro, a MSC ajustará a programação do seu serviço “Carioca”. Isso significa que o Porto de Itapoá, em Santa Catarina, será atendido diretamente por este serviço.

A MSC observa que esta medida garantirá a confiabilidade do serviço e fortalecerá a conectividade direta da MSC entre os portos do Extremo Oriente e do sul do Brasil.

A primeira partida será no navio “MSC Adele” (QI532A). 

O itinerário do serviço, no sentido ECSA – Extremo Oriente, será o seguinte: Buenos Aires – Río Grande – Navegantes – Itajaí – Itapoá – Santos – Rio de Janeiro – Walvis Bay (Namíbia) – Hambantota (Sri Lanka) Singapura – Qingdao.

Enquanto isso, o itinerário do serviço, no sentido Extremo Oriente – ECSA, será o seguinte: Qingdao – Busan – Ningbo – Xangai – Shekou – Singapura – Colombo – Rio de Janeiro – Santos – Paranaguá – Itapoá – Itajaí – Navegantes – Buenos Aires.

Fonte: Mundo Marítimo

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