Internacional

Irã ameaça bloquear rotas comerciais no Golfo após ação dos EUA em Ormuz

O governo iraniano elevou o tom contra os Estados Unidos e indicou que pode interromper o fluxo de comércio em importantes rotas marítimas do Oriente Médio. A declaração ocorre como reação ao bloqueio marítimo atribuído a Washington na região do estreito de Ormuz.

Irã sinaliza possível interrupção de exportações e importações

Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá impedir operações comerciais no golfo Pérsico, no mar de Omã e no mar Vermelho. A medida, segundo o comando militar, seria uma resposta direta às restrições impostas pelos norte-americanos.

De acordo com o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o país não permitirá a continuidade de exportações e importações nessas áreas estratégicas caso o cenário atual persista.

Bloqueio em Ormuz aumenta tensão e risco de conflito

Autoridades iranianas alegam que o bloqueio em portos próximos ao estreito de Ormuz tem provocado insegurança para navios comerciais e petroleiros iranianos. Ainda segundo o comunicado, a manutenção dessa situação pode ser interpretada como um possível rompimento do cessar-fogo em vigor.

O posicionamento reforça o aumento das tensões na região, considerada vital para o transporte global de petróleo e mercadorias.

Guarda Revolucionária promete resposta firme

O grupo paramilitar também declarou que está preparado para agir “com força” na defesa da soberania iraniana e de seus interesses econômicos e estratégicos. A retórica mais dura surge em um momento delicado das relações internacionais envolvendo Teerã.

Negociações tentam evitar escalada

Apesar das ameaças, há esforços diplomáticos em andamento. Representantes indicaram um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por mais duas semanas, com prazo até 22 de abril.

Mediadores internacionais buscam avanços em pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, a segurança no estreito de Ormuz e possíveis compensações de guerra.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Internacional

EUA pressionam China para reabrir Estreito de Hormuz bloqueado pelo Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode cancelar a viagem prevista à China, onde se encontraria com Xi Jinping, caso Pequim não contribua para a reabertura do Estreito de Hormuz. A rota estratégica está bloqueada pelo Irã desde o início do mês, em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Creio que a China também deveria ajudar na reabertura, já que importa 90% de seu petróleo pelo Estreito de Hormuz”, afirmou Trump ao Financial Times. Ele ainda pediu uma resposta concreta de Pequim antes da viagem, prevista para o final deste mês.

Apoio internacional e envolvimento de aliados

Após a declaração, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump tem buscado apoio de aliados na Europa e no Golfo Pérsico para intervir na reabertura da rota. Ela ressaltou que os países da OTAN precisam se engajar mais para enfrentar o Irã, evitando que o país obtenha armas nucleares.

“Todos se beneficiam quando os EUA garantem que o Irã não consiga desenvolver uma arma nuclear. O presidente Trump está certo em cobrar ação de outros países”, completou Leavitt.

Bloqueio do Estreito de Hormuz e impactos globais

O Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializado mundialmente, está sob controle do Irã após ataques de EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei.

O bloqueio, restrito a navios pertencentes aos “inimigos” do Irã, aumentou a volatilidade nos mercados globais de energia. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior norte-americano, reconheceu que a região é “taticamente complexa” e que ações militares em grande escala exigem planejamento detalhado.

Além da China, Trump solicitou que outros países enviem navios de guerra para garantir a passagem pelo estreito. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a restrição vale apenas para navios de Estados Unidos, Israel e seus aliados.

Alta nos preços do petróleo e impacto na economia

O bloqueio provocou aumento expressivo nos preços do petróleo e derivados. Nos EUA, a gasolina subiu 17% e o diesel 24% desde os primeiros ataques. Segundo o The New York Times, o valor médio da gasolina chegou a US$ 3,48 por galão, o mais alto desde 2024.

O setor de alimentos e fertilizantes também sofre, já que derivados de petróleo são insumos essenciais. Zippy Duvall, presidente da Federação Americana de Farm Bureau, alertou que a escassez de fertilizantes pode comprometer a produção agrícola e gerar pressões inflacionárias globais.

Continuidade do conflito e ações militares

Trump afirmou que os EUA ainda não estão prontos para encerrar o conflito. Embora o Irã tenha demonstrado interesse em negociar, o presidente americano condiciona qualquer acordo a termos “muito sólidos”.

Enquanto isso, forças americanas bombardearam a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Ataques atingiram depósitos de mísseis e instalações de minas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra bases de empresas petrolíferas ligadas aos EUA.

A Ilha de Kharg, situada a menos de 25 km da costa iraniana e cerca de 480 km ao norte do Estreito de Hormuz, possui oito quilômetros de extensão e concentra a maior parte da exportação de petróleo do país.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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