Economia

Saída de dólares no Brasil em 2025 é a segunda maior da série histórica

O Brasil encerrou 2025 com a segunda maior saída líquida de dólares da história, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial acumulado no ano ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, resultado inferior apenas ao observado em 2019, quando a evasão alcançou US$ 44,768 bilhões.

Apesar do volume expressivo de saída de recursos, o real apresentou valorização ao longo do ano, sustentado pelo patamar elevado dos juros no país e pela desvalorização global do dólar.

Canal financeiro lidera a saída de recursos

O principal fator por trás do resultado negativo foi o canal financeiro, que registrou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, o segundo maior número da série histórica, atrás apenas do ano anterior. Esse canal reúne operações como investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras transações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, valor que não foi suficiente para neutralizar a forte evasão observada na conta financeira. O saldo positivo ficou abaixo do recorde de 2007 e também inferior ao resultado de 2024.

Importações reduzem entrada de dólares

De acordo com o Banco Central, o crescimento das importações foi determinante para a menor entrada de divisas pela via comercial. O volume de câmbio contratado para compras externas atingiu US$ 238 bilhões, o segundo maior patamar da série histórica, superado apenas por 2022.

No mesmo período, as exportações somaram US$ 287,5 bilhões. Diferentemente da balança comercial, que considera apenas operações efetivamente realizadas, o fluxo cambial inclui também pagamentos antecipados e adiantamentos de contratos de câmbio.

Real se valoriza mesmo com fluxo negativo

Mesmo diante da saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real se apreciou em 2025. O movimento foi favorecido pelos juros elevados no Brasil e pelo enfraquecimento do dólar no cenário internacional, fatores que estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos, compensando o fluxo cambial negativo.

A atuação do Banco Central no mercado à vista foi limitada. A autoridade monetária realizou apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão, por meio do chamado “casadão”, mecanismo que combina a venda de dólares das reservas internacionais com swaps cambiais reversos. A estratégia permite aliviar a taxa de juros em dólar sem impacto direto sobre o câmbio.

Dezembro concentra remessas ao exterior

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, abaixo do registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma evasão de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, o último mês do ano concentra remessas internacionais para pagamento de dividendos. Em 2025, esse movimento foi intensificado por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas ao exterior, que passou a valer a partir de janeiro de 2026.

Fluxo cambial antecipa dados do balanço de pagamentos

As relações financeiras entre residentes e não residentes são oficialmente mensuradas pelo balanço de pagamentos, divulgado mensalmente pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia desses números, ao registrar operações como adiantamentos e liquidações antecipadas de contratos.

O indicador é dividido entre fluxo comercial, que acompanha exportações e importações, e fluxo financeiro, que engloba investimentos, empréstimos e transações no mercado financeiro. Em 2025, os dados confirmam que a fuga de dólares esteve concentrada principalmente no canal financeiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Valter Campanato/Agência Brasil

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Economia

Bancos reforçam expectativa de queda dos juros em março, aponta pesquisa da Febraban

As instituições financeiras reforçaram a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de queda dos juros em março, segundo a mais recente Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas, divulgada pela Febraban nesta quinta-feira (1º). O movimento ganhou força após o tom mais duro adotado pela autoridade monetária na última reunião de 2025.

O levantamento mostra que aumentou o número de bancos que enxergam março como o ponto de partida para a redução da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.

Diminui aposta em corte já em janeiro

Enquanto cresce a expectativa por um início de flexibilização em março, caiu a parcela de instituições que esperavam um corte já em janeiro. O percentual recuou de 45,5% para 30%, indicando maior cautela do mercado quanto ao ritmo de afrouxamento monetário.

A pesquisa ouviu 20 bancos entre os dias 17 e 19 de dezembro.

Projeções indicam juros mais baixos até o fim do ano

Apesar da postura cautelosa, o mercado segue projetando redução relevante da Selic ao longo de 2026. Segundo o Boletim Focus, a taxa básica deve encerrar o ano em 12,25%.

De acordo com Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, o debate agora gira em torno da velocidade desse movimento.
“Por ora, as expectativas seguem conservadoras e apontam para um ritmo moderado de cortes, mesmo com a Selic em nível elevado”, avaliou.

Inflação segue acima da meta, mas com viés de desaceleração

Em relação à inflação, 50% dos participantes acreditam que o índice em 2026 ficará alinhado ao consenso do mercado, ainda acima da meta oficial, pressionado por estímulos fiscais e expansão do crédito.

Por outro lado, 35% dos analistas projetam inflação abaixo do consenso, indicando uma possível continuidade do processo de desaceleração. O Banco Central trabalha com meta de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Atividade econômica mostra sinais de melhora

O levantamento também apontou melhora nas expectativas para o crescimento econômico em 2026. A fatia de analistas que projetam avanço de 1,8% do PIB subiu de 36,4% para 55%.

Ao mesmo tempo, diminuiu de 45,5% para 30% o grupo que esperava crescimento abaixo do consenso do mercado, indicando maior otimismo com a atividade econômica.

Crédito desacelera, mas segue em patamar elevado

A maioria dos bancos projeta que a carteira de crédito encerrará 2025 com crescimento de 9,2%, desacelerando gradualmente para 8,2% em 2026. Mesmo assim, o ritmo segue elevado, sustentado principalmente pelo crédito direcionado.

A projeção anterior apontava alta de 8,9% em 2025, mas foi revisada para cima com o avanço do crédito direcionado, que passou de 10,1% para 10,9%. O principal motor segue sendo o crédito para pessoas jurídicas, cuja expansão estimada subiu de 13,6% para 15,3%, impulsionada por programas governamentais.

No segmento das famílias, a expectativa de crescimento também avançou, de 8,4% para 8,7%, refletindo a resiliência do crédito habitacional, apesar da perda de fôlego no crédito rural.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Economia

Boletim Focus indica nova queda na projeção do IPCA e mantém expectativas para Selic

Mercado financeiro atualiza cenários para inflação, juros e economia

Na última segunda-feira do ano, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revisou as projeções econômicas para 2025 e 2026. O levantamento reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras sobre inflação (IPCA), crescimento da economia, taxa de câmbio e taxa básica de juros (Selic) no curto e médio prazos.

IPCA para 2025 registra sétima queda consecutiva

O principal destaque do relatório é a sétima redução seguida na projeção do IPCA para 2025. A mediana das estimativas caiu de 4,33% para 4,32% na comparação semanal. Há quatro semanas, a previsão era de 4,43%.

Com isso, a inflação esperada permanece 0,18 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%.

Meta de inflação passa a ser contínua

Desde este ano, a meta de inflação adotada pelo Banco Central passou a ser contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o BC entende que a meta foi descumprida.

Projeções para 2026, 2027 e 2028

Para 2026, a expectativa de inflação também recuou, passando de 4,06% para 4,05%, na sexta queda consecutiva. Um mês atrás, a estimativa era de 4,17%.

As previsões para os anos seguintes foram mantidas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, repetindo os mesmos patamares pela oitava semana seguida.

Selic segue elevada e sem mudanças nas projeções

Em relação à taxa Selic, o mercado manteve a expectativa de 12,25% ao ano em 2026, mesmo nível da semana anterior, porém 0,25 ponto percentual acima da projeção registrada há quatro semanas.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela quarta vez consecutiva. Segundo o colegiado, a estratégia de manutenção prolongada dos juros é considerada adequada para garantir a convergência da inflação à meta.

PIB de 2025 segue em 2,26%, segundo o Focus

No campo da atividade econômica, a mediana do Boletim Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu em 2,26%. Um mês antes, a projeção era de 2,16%, mostrando melhora gradual na percepção do mercado.

Banco Central revisa projeção de crescimento

O Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025, elevando a projeção de 2,0% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.

Segundo a autoridade monetária, o ajuste reflete a revisão das séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), com impacto relevante no desempenho da agropecuária no primeiro semestre, além de um resultado do terceiro trimestre acima do esperado.

Projeções para 2026 e 2027 indicam desaceleração

Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB no Boletim Focus permaneceu em 1,80% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 1,78%.

Já para 2027, o mercado ajustou levemente a estimativa, de 1,81% para 1,80%. Quatro semanas atrás, a previsão indicava 1,83%, sinalizando um cenário de crescimento mais moderado no médio prazo.

Fonte: Banco Central do Brasil (Boletim Focus e Relatório de Política Monetária).
Texto: Redação

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Economia

Mercado financeiro eleva projeção do PIB do Brasil para 2025

O mercado financeiro revisou para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a projeção para o PIB passou de 2,16% para 2,25% nesta semana. A pesquisa reúne expectativas de diversas instituições sobre os principais indicadores econômicos.

Para os anos seguintes, as projeções seguem estáveis: o PIB de 2026 foi ajustado de 1,78% para 1,8%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar altas de 1,84% e 2%, respectivamente.

Economia mantém ritmo apoiada por serviços e indústria
Dados do IBGE mostram que a economia brasileira avançou 0,4% no segundo trimestre, sustentada pelo setor de serviços e pela indústria. Em 2024, o país encerrou o ano com crescimento de 3,4%, o quarto consecutivo, registrando o melhor desempenho desde 2021, quando o PIB subiu 4,8%.

No câmbio, a previsão do mercado para o dólar é de R$ 5,40 ao fim de 2025 e R$ 5,50 no fechamento de 2026.

Inflação recua e estimativas se aproximam da meta
O Boletim Focus também reduziu a previsão para o IPCA, a inflação oficial, de 4,43% para 4,4% em 2025. Para 2026, a expectativa caiu levemente para 4,16%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar inflação de 3,8% e 3,5%.

Esta é a quarta queda consecutiva nas projeções, após o resultado de outubro, quando o IPCA foi de 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. A desaceleração foi puxada pela redução na conta de luz, segundo o IBGE.
Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, embora ainda acima do teto da meta definida pelo CMN, de 4,5%.

Selic segue elevada e pode permanecer alta por mais tempo
Para controlar a inflação, o Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião do Copom. Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC afirma que a inflação ainda está acima do desejado e que o cenário internacional — especialmente nos Estados Unidos — continua incerto.

O Copom se reúne novamente nesta semana, e analistas esperam que a taxa básica encerre 2025 também em 15%. Para 2026, a projeção é de queda para 12,25%, seguida por recuos para 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

Quando a Selic sobe, o objetivo é conter a demanda e segurar os preços, já que juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança — movimento que pode limitar o crescimento econômico. Já reduções na taxa tendem a baratear empréstimos, incentivando produção, consumo e atividade econômica.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcello Casal Jr – Agência Brasil

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 4,9% até setembro

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 4,9% entre janeiro e setembro de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho positivo reflete o aquecimento da economia de Santa Catarina, que cresce acima da média nacional e tem a menor taxa de desemprego do país. O dado compõe o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, publicado nesta quarta-feira, 26.

Com a elevação de 4,9% em 2025, Santa Catarina é o segundo estado que mais avançou neste ano, dividindo a vice-liderança com Goiás. A lista tem o Pará como primeiro colocado, com 5,2%. O percentual catarinense ficou bem acima da média nacional no período, de 2,6%. O Banco Central divulga o IBCR para um grupo de 13 estados, além das regiões brasileiras.

“A economia de Santa Catarina está crescendo praticamente o dobro da média nacional. Isso porque somos um estado que vê o empreendedor como um parceiro. Em vez de criar dificuldades, estamos facilitando, simplificando a abertura de empresas, garantindo segurança jurídica e, principalmente, não aumentando impostos. Em Santa Catarina o Governo do Estado é parceiro de quem produz e de quem trabalha”, destaca o governador Jorginho Mello.

Elevação dos setores de indústria, comércio e serviços

A alta da economia catarinense reflete o aumento nos setores de indústria, comércio e serviços. Conforme o IBGE, o setor industrial catarinense cresceu 3,1% até setembro, contra uma média nacional de apenas 1%. Este resultado foi puxado principalmente por segmentos como fabricação de produtos de metal (16,7%), máquinas e equipamentos (6,4%), produtos alimentícios (5,3%) e minerais não metálicos (4,9%).

“Santa Catarina tem a produção e o trabalho no seu DNA. É por isso que, apesar dos desafios internos e externos, a nossa economia dá sinais de que segue crescendo forte. Nesse sentido, o Governo do Estado tem atuado para estimular a atividade econômica. Programas como o Prodec, Pró-Emprego, Pronampe SC e Juro Zero tem sido fundamentais para apoiar o crescimento econômico”, afirmou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. 

Já o comércio varejista no estado apresentou uma alta de 5,9%, enquanto o crescimento médio brasileiro foi de 1,5%. Os segmentos que mais se destacaram foram artigos de uso pessoal e doméstico (11,9%), hipermercados e supermercados (7,4%), artigos farmacêuticos (4,5%) e combustíveis (4,1%).

O setor de serviços em Santa Catarina também superou a média nacional, com uma variação de 4,1% frente a 2,8% do Brasil. Os serviços prestados às famílias (5,3%) e de informação e comunicação (5,2%) foram os que mais cresceram, seguidos por transportes e serviços profissionais (ambos com 3,9%).

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Secom/GOVSC

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Economia

Déficit das contas externas do Brasil recua 31% em 12 meses, aponta Banco Central

O Banco Central informou que as contas externas brasileiras encerraram outubro com déficit de US$ 5,1 bilhões, resultado melhor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando o rombo havia alcançado US$ 7,4 bilhões. O desempenho mais sólido da balança comercial ajudou a amenizar o resultado negativo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes totalizou US$ 76,7 bilhões, equivalente a 3,48% do PIB, ligeiramente abaixo dos 3,61% observados em setembro.

Balança comercial sustenta melhora do resultado
A balança comercial — que reúne exportações e importações — foi novamente o principal fator que evitou um déficit maior. O saldo ficou positivo em US$ 6,2 bilhões, quase o dobro dos US$ 3,2 bilhões registrados um ano antes.

Os dados mostram:

  • Exportações: US$ 32,1 bilhões (+8,9%)
  • Importações: US$ 25,9 bilhões (–1,3%)

O avanço das vendas externas e a queda das compras de produtos importados compensaram fraquezas em outras contas do balanço.

Serviços seguem pressionados por turismo e tecnologia
A conta de serviços manteve déficit de US$ 4,4 bilhões, repetindo o nível de outubro de 2024. Alguns segmentos mostraram melhora, como transporte, cujo déficit caiu 18,5% e ficou em US$ 1,3 bilhão.

Outras áreas, porém, tiveram alta expressiva:

  • Viagens internacionais: déficit de US$ 1,3 bilhão (+14,5%)
    • gastos de brasileiros no exterior: US$ 1,9 bilhão
    • receitas com estrangeiros no Brasil: US$ 573 milhões
  • Serviços de propriedade intelectual: déficit de US$ 995 milhões (+35,6%)
  • Serviços de TI, telecomunicação e informação: déficit de US$ 591 milhões (+142%)

O desempenho desses segmentos anulou as reduções registradas em outras subcontas e manteve o setor no vermelho.

Renda primária tem piora com remessa de lucros e juros mais altos
A conta de renda primária foi o componente de maior pressão negativa em outubro. O déficit chegou a US$ 7,4 bilhões, alta de 12,7% na comparação anual.

Veja os destaques:

  • Juros pagos ao exterior: US$ 2,2 bilhões (+31,7%)
  • Lucros e dividendos remetidos: US$ 5,3 bilhões (ante US$ 5,0 bilhões em 2024)

O aumento das saídas de recursos amenizou os efeitos do forte superávit comercial.

Investimento estrangeiro direto permanece robusto
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,9 bilhões em outubro, bem acima dos US$ 6,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.

Composição dos investimentos:

  • Participação no capital: US$ 10,1 bilhões
    • novos aportes: US$ 6,6 bilhões
    • lucros reinvestidos: US$ 3,5 bilhões
  • Operações intercompanhia: US$ 855 milhões

Em 12 meses, o IDP acumulado atingiu US$ 80,1 bilhões (3,63% do PIB).
Já os investimentos em carteira registraram ingresso líquido de US$ 3,2 bilhões, puxados por compras de títulos de dívida.

Reservas internacionais sobem para US$ 357,1 bilhões
As reservas internacionais encerraram outubro em US$ 357,1 bilhões, aumento de US$ 521 milhões em relação ao mês anterior.

O avanço foi impulsionado por:

  • receita de juros: US$ 809 milhões
  • ganhos de preços: US$ 736 milhões

Vendas de US$ 1 bilhão no mercado à vista e efeitos cambiais atenuaram parte da alta.

BC atualiza metodologia e passa a separar tipos de criptoativos
O Banco Central também revisou a forma de registrar operações com criptoativos. Agora, as estatísticas diferenciam ativos sem emissor (como Bitcoin) — classificados como ativos não financeiros — e criptoativos com emissor, como stablecoins, que passam a ser registrados como ativos financeiros.

A mudança segue orientações atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Investimento

Investimento estrangeiro no Brasil atinge US$ 74,3 bilhões e supera total de 2024

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil somou US$ 74,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, ultrapassando todo o volume registrado em 2024 (US$ 74,1 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Somente em outubro, o país recebeu US$ 10,9 bilhões, uma alta de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o montante havia sido de US$ 6,7 bilhões.

Nos últimos 12 meses, o total acumulado alcançou US$ 80,1 bilhões, crescimento de 9,8% frente ao período encerrado em setembro (US$ 72,9 bilhões). O desempenho coloca o Brasil no caminho para registrar um dos maiores volumes de investimento externo da série histórica iniciada em 1995.

Governo vê números como sinal de confiança

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o resultado, afirmando que 2025 tende a ser “um dos melhores anos da série histórica”. Para ele, os números refletem a combinação de crescimento econômico, responsabilidade fiscal e políticas industriais mais robustas, como a Nova Indústria Brasil (NIB).

Alckmin destacou ainda que fatores como previsibilidade jurídica e segurança institucional têm reforçado o interesse de investidores internacionais em ampliar sua presença no país.

Histórico reforça retomada do investimento estrangeiro

Desde 1995, apenas quatro anos superaram a marca de US$ 80 bilhões em IED: 2010, 2011, 2012 e 2014. Os números atualizados, assim como outras informações sobre comércio exterior e investimentos, podem ser consultados na plataforma InvestVis, desenvolvida pela Secretaria-Executiva da Camex e disponível no site do MDIC.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

Manutenção da Selic em 15% preocupa indústria e comércio

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano provocou críticas de representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa elevada freia a atividade econômica e coloca o Brasil em desvantagem frente a países que já reduziram juros.

Setor industrial alerta para impactos no crédito

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a política monetária “excessivamente contracionista” prejudica a economia. “A Selic tem freado a economia além do necessário, mesmo com a inflação em queda. O custo elevado ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou.

Pesquisa inédita da entidade mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa um entrave ao financiamento de longo prazo.

Construção civil sente efeitos do ciclo prolongado de juros altos

O setor da construção também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, juros altos encarecem o crédito imobiliário e dificultam novos projetos. “A construção é sensível ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”, disse.

A CBIC reduziu sua projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando impactos do ciclo prolongado de juros elevados.

Sindicatos alertam para impactos fiscais e sociais

As centrais sindicais também criticaram a decisão. A Contraf-CUT afirma que cada ponto percentual da Selic aumenta em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida. “Quase R$ 1 trilhão poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A Força Sindical classificou a política como “era dos juros extorsivos”, destacando que compromete o consumo e a renda das famílias.

Setor de supermercados e consumo sob pressão

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil está na contramão do mundo, mantendo a segunda maior taxa real de juros global. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, apontou que o cenário prejudica investimentos, consumo das famílias e o desenvolvimento econômico.

Cautela monetária do Banco Central

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pondera que a manutenção da Selic reflete a necessidade de política monetária cautelosa, diante de inflação acima da meta, expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas externas. “Esse contexto justifica uma postura prudente do Banco Central”, disse o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Economia

Copom decide se mantém Taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (5) a penúltima reunião do ano para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano — omaior patamar desde julho de 2006. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, diante de um cenário de inflação controlada, mas ainda pressionada por alguns custos de energia.

Expectativa de estabilidade na taxa básica

A Selic permanece estável desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. Nas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa inalterada, reforçando que deve seguir nesse patamar “por tempo prolongado”.

De acordo com a ata da reunião anterior, o comitê avalia que fatores externos, como o cenário econômico dos Estados Unidos e as tarifas comerciais impostas pelo país, têm tido impacto maior sobre o mercado do que questões internas. No Brasil, apesar da desaceleração da economia, o custo da energia continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária.

Perspectivas do mercado e inflação

Segundo o Boletim Focus, que reúne projeções de analistas financeiros, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. As apostas divergem apenas sobre o momento em que o Banco Central começará a reduzir os juros no próximo ano.

O comportamento da inflação ainda é incerto. A prévia do IPCA-15 registrou alta de apenas 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês seguido. Já a estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,55%, de acordo com o Focus, valor ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Função da Selic na economia

A Taxa Selic é a referência para os juros da economia e influencia o custo do crédito e o retorno dos investimentos. Ela serve de base para as negociações de títulos públicos e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da taxa tende a baratear financiamentos, impulsionar a produção e o consumo, mas pode elevar a inflação.

Novo sistema de meta contínua

Desde janeiro de 2024, o Brasil adota o modelo de meta contínua de inflação, que estabelece um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a meta é avaliada de forma contínua, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e não apenas o índice fechado de dezembro.

O Banco Central divulgará sua próxima análise de política monetária no fim de dezembro, quando poderá revisar as projeções de inflação conforme o comportamento do dólar e os indicadores econômicos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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