Logística

Randon entrega primeiros 40 vagões de contrato com a Arauco

Randon inicia fornecimento de 721 vagões ferroviários que serão usados no transporte de celulose da futura fábrica da Arauco, em Mato Grosso do Sul, até o Porto de Santos

A Randon, empresa da Randoncorp, iniciou a entrega de um contrato de 721 vagões ferroviários firmado com a Arauco Brasil. O primeiro lote, composto por 40 unidades, será destinado à operação logística do Projeto Sucuriú, que prevê o transporte da celulose produzida na futura fábrica da companhia, em Inocência (MS), até o Porto de Santos (SP).

Os vagões são fabricados pela Randon na unidade de Araraquara, no interior de São Paulo, e foram desenvolvidos especificamente para atender às necessidades do transporte ferroviário de celulose.

Vagões têm capacidade para 98 toneladas de carga

O modelo escolhido pela Arauco é o Sider FLT, que conta com abertura lateral completa. A configuração permite realizar as operações de carga e descarga pelos dois lados da composição, facilitando a movimentação das mercadorias.

Entre os recursos incorporados ao projeto estão lonas com trama de aço antivandalismo, sistema reforçado de tensionamento, divisórias internas e barrotes desenvolvidos para reduzir a absorção de umidade.

Cada unidade apresenta capacidade bruta de 130 toneladas e pode transportar até 98 toneladas de carga líquida. Segundo a Randon, isso corresponde a mais de 390 fardos de celulose por vagão.

As dimensões são de 23 metros de comprimento, 3,3 metros de largura e 4,28 metros de altura.

Entregas serão feitas até novembro de 2027

O cronograma prevê o fornecimento de 40 vagões por mês até novembro de 2027. À medida que forem concluídas, as unidades serão transportadas diretamente para o canteiro de obras da nova fábrica da Arauco, em Inocência.

Para Ricardo Escoboza, vice-presidente executivo (EVP) da Randoncorp para a América do Sul nas verticais de Autopeças e Montadora, o projeto amplia a atuação da empresa nos segmentos ferroviário e rodoviário de cargas.

O executivo destaca ainda a experiência acumulada pela companhia no desenvolvimento de equipamentos ferroviários e a capacidade de adaptar os projetos às demandas específicas dos clientes.

Vagões foram projetados para preservar a celulose

De acordo com Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco Celulose, as características dos vagões foram definidas para contribuir com a preservação da qualidade da celulose durante o transporte.

A especificação dos equipamentos também acompanha o cronograma de implantação da infraestrutura logística associada à nova fábrica. A proposta é garantir que o produto chegue aos clientes em condições adequadas após o percurso ferroviário até Santos.

Randon já produziu mais de 13 mil vagões

Com 77 anos de trajetória, a Randon informa que já fabricou mais de 13 mil vagões ferroviários destinados a operadores do Brasil e de outros países.

O novo contrato com a Arauco integra a estrutura logística planejada para o Projeto Sucuriú e prevê a incorporação gradual dos 721 equipamentos à operação de transporte da produção de celulose.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tiago Aguiar

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Portos

Arauco no Porto de Santos: empresa recebe aval e prevê investimento de R$ 2 bilhões

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários autorizou a chilena Arauco a assumir o controle da Alempor e operar um Terminal de Uso Privado na região da Alemoa, no Porto de Santos. O projeto será estratégico para o escoamento da produção de celulose de eucalipto da nova fábrica em construção no Mato Grosso do Sul.

Projeto logístico prevê ampliação da infraestrutura portuária

Para viabilizar a operação, a empresa estima investir cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura portuária. O plano inclui:

  • obras de dragagem
  • construção de berço de atracação
  • implantação de armazéns logísticos
  • criação de acesso rodoferroviário

As licenças ambientais ainda serão solicitadas, e a conclusão da negociação depende da aprovação final do Ministério de Portos e Aeroportos, prevista para os próximos meses.

Terminal terá capacidade para milhões de toneladas de celulose

De acordo com o diretor de logística da Arauco, Alberto Pagano, a escolha do terminal foi resultado de análises iniciadas em 2022.

A área possui cerca de 200 mil metros quadrados e capacidade estimada de 3,55 milhões de toneladas por ano, volume alinhado à produção prevista da fábrica em Inocência (MS).

As obras no terminal devem começar no segundo semestre deste ano, com prazo de execução entre 14 e 18 meses.

Investimentos incluem ferrovia e integração logística

O projeto faz parte de um pacote logístico mais amplo, que contempla R$ 2,4 bilhões adicionais na construção de uma ferrovia para conexão com a malha da Rumo.

A estrutura inclui:

  • 45 km de ferrovia até a Malha Norte
  • 9 km de trilhos internos
  • operação com 26 locomotivas e 721 vagões
  • capacidade de até 9.600 toneladas por composição

As obras ferroviárias começaram no fim de 2025 e devem ser concluídas em 2027, junto com o início das operações da fábrica.

Mega fábrica de celulose será uma das maiores do mundo

O chamado Projeto Sucuriú prevê investimento total de US$ 4,6 bilhões e capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, o que deve tornar a unidade a maior do mundo nesse segmento.

Atualmente, as obras estão cerca de 42% concluídas, com previsão de entrega em 2027.

Setor de celulose vive nova onda de expansão na América Latina

A iniciativa da Arauco integra um movimento mais amplo de expansão da indústria de celulose na região, com investimentos relevantes de empresas como CMPC, Bracell, Eldorado Brasil e Paracel.

Com a nova unidade no Brasil, a Arauco deve igualar sua produção nacional ao volume atualmente produzido no Chile, consolidando sua presença no mercado global de celulose.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Fábrica de celulose da Arauco terá logística com 60 mil caminhões

A construção da nova fábrica da Arauco em Inocência (MS) deve movimentar uma logística inédita no país, com o transporte de materiais e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões. A operação cruza diversos países e integra equipamentos fornecidos pela empresa finlandesa Valmet, responsável pela tecnologia e pelo maquinário da unidade.

O empreendimento, apontado como a maior fábrica de celulose do mundo, soma investimentos estimados em R$ 25 bilhões e tem início de operação previsto para o final de 2027.

Equipamentos chegam de 18 países

Segundo o coordenador de logística da Valmet na América Latina, Cesar Augusto Hein, o contrato firmado para o projeto é o maior da história da companhia. A entrega inclui digestores, caldeiras de recuperação, evaporadores, forno de cal, sistemas de automação e outros equipamentos vindos de 18 países, como China, Alemanha, Estados Unidos, Taiwan e nações europeias.

Na região leste de Mato Grosso do Sul, a movimentação já é perceptível com a passagem de cargas de grandes dimensões. Algumas delas exigem autorizações especiais e escolta. O trajeto marítimo até o Brasil leva, em média, 50 dias.

Cargas ultrapassam 500 toneladas

Os materiais chegam pelos portos de Santos e Paranaguá. Entre os itens mais pesados está o balão da caldeira, cujo conjunto atinge 507 toneladas. Por causa do peso e das dimensões, o deslocamento terrestre ocorre a velocidade reduzida, em torno de 20 km/h.

A obra também envolve 20 mil toneladas de estruturas metálicas – 25% já entregues –, além de 6 mil toneladas de tanques (metade já recebida) e 6 mil toneladas de tubulações, das quais mil toneladas já estão no canteiro de obras.

O forno de cal reúne 22 peças produzidas no Brasil e oito importadas. A logística inclui ainda cerca de 3 mil contêineres e 1.100 cargas break-bulk.

Pico da logística será em 2026

A fase mais intensa do transporte deve ocorrer entre janeiro e maio de 2026, quando a expectativa é de aproximadamente 400 entregas por mês. Hein explica que a Valmet mobilizou 100 profissionais para coordenar toda a operação, batizada de Projeto Sucuriu, em referência ao rio que corta a região.

Capacidade produtiva e geração de empregos

A nova unidade será a quinta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul e terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano. No auge da obra, cerca de 14 mil trabalhadores devem estar envolvidos na construção. Após a inauguração, aproximadamente 6 mil empregos devem ser mantidos entre a planta industrial, a logística e a produção de eucalipto.

O projeto começou com a terraplanagem em meados do ano passado, e a construção foi oficialmente lançada em abril deste ano.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Perfilnews

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