Logística

Workshop TAPA na América do Sul debate padrões globais de segurança logística em São Paulo

A segurança da cadeia logística internacional estará no centro das discussões do Workshop TAPA na América do Sul, que acontece no dia 28 de janeiro, das 8h às 12h, em São Paulo. O evento é organizado pela DQS, em parceria com o Bytes&Cargas, e reúne especialistas para discutir padrões globais, riscos e boas práticas em segurança logística.

O encontro terá como foco a certificação TAPA (Transported Asset Protection Association), referência internacional na proteção de ativos transportados, amplamente adotada por empresas que buscam reduzir riscos de roubos, furtos e perdas ao longo da cadeia de suprimentos.

Segurança logística como diferencial estratégico

Com o crescimento do comércio internacional e a complexidade das operações logísticas, a segurança deixou de ser apenas uma exigência operacional e passou a representar um diferencial competitivo. Empresas certificadas demonstram maior confiabilidade, aderência a padrões globais e capacidade de atender às exigências de grandes players do mercado internacional.

Durante o workshop, os participantes terão acesso a conteúdos sobre:

  • Fundamentos e requisitos da certificação TAPA
  • Principais vulnerabilidades da cadeia logística e estratégias de mitigação
  • Benefícios da certificação para operadores logísticos, embarcadores e transportadores
  • A importância da cultura de segurança nas organizações

Especialistas confirmados

O Workshop TAPA na América do Sul contará com um time de palestrantes com ampla atuação internacional e forte conexão com o mercado:

  • Marly Parra – Conselheira e empresária | IHUB Investimentos XP
  • Mutsumi Nishi de Nelting – Global Head of Strategic Sales & Accounts | DQS
  • Marcelo Fontoura – Managing Director para a América do Sul | DQS
  • Fabio Barbosa – Fundador e host do Bytes&Cargas

Conexão entre certificação, mercado e relacionamento

A parceria entre DQS e Bytes&Cargas reforça o compromisso de aproximar certificações internacionais, conhecimento técnico e o mercado logístico, criando um ambiente de troca qualificada entre profissionais, empresas e tomadores de decisão.

Além do conteúdo técnico, o workshop também se propõe a fortalecer o networking e a geração de conexões estratégicas, alinhando segurança, competitividade e posicionamento internacional.

📅 Data: 28 de janeiro
Horário: das 8h às 12h
📍 Local: Av. Dr. Cardoso de Melo, 1491 – Vila Olímpia – São Paulo/SP

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI – VAGAS LIMITADAS

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO BYTES&CARGAS

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul ganha fôlego com apoio da Itália e pressão geopolítica internacional

A mudança de posição da Itália em favor da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode destravar, finalmente, a conclusão de um tratado negociado há mais de duas décadas. A informação, divulgada pela Bloomberg, surge em um momento de crescente instabilidade internacional e reforça a leitura de especialistas de que o cenário geopolítico atual passou a favorecer o avanço do pacto comercial.

Além do reposicionamento italiano, analistas apontam que a atuação mais dura dos Estados Unidos na América do Sul, especialmente após ações do governo Donald Trump contra a Venezuela, tem acelerado a busca europeia por parceiros considerados mais previsíveis.

Pressão dos EUA aproxima Europa e Mercosul

Consultores em comércio exterior e direito internacional avaliam que o endurecimento da política externa americana acaba funcionando como um fator de aproximação entre europeus e sul-americanos. Em um ambiente global marcado por incertezas, a UE tende a fortalecer relações com regiões onde há maior estabilidade institucional e histórica cooperação econômica.

Nesse contexto, o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, surge como um parceiro estratégico, sobretudo diante da crescente influência da China na região, tanto como fornecedora de produtos industriais quanto como grande compradora de commodities.

Itália recua após pressão interna na UE

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da consultoria BMJ, o apoio italiano representa um avanço relevante e reflete pressões internas dentro da própria União Europeia, que cobrava uma definição após sucessivos adiamentos liderados por Roma.

Segundo ele, o movimento também indica que a UE percebe estar perdendo espaço na América Latina e vê no acordo UE-Mercosul uma oportunidade de recuperar influência. A conjuntura envolvendo a Venezuela, afirma Barral, pode ter pesado nessa avaliação estratégica.

Acordo amplia projeção global da União Europeia

Na avaliação de Marcos Jank, professor e pesquisador sênior de agronegócio global no Insper, a assinatura do tratado ajudaria a União Europeia a manter relevância fora do continente em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ele destaca que o discurso recente dos Estados Unidos, ao tratar a América Latina como área de influência direta de Washington, tende a empurrar a Europa para mais perto do Mercosul, reforçando laços históricos e econômicos.

Jank ressalta ainda que, diferentemente da relação com a China, marcada por disputas hegemônicas explícitas, o acordo com o Mercosul é mais previsível, fruto de negociações longas e transparentes.

“Muito vantajoso para a Europa”, dizem diplomatas

Para Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, a instabilidade do sistema internacional já vinha estimulando a Europa a buscar parceiros confiáveis, e a ofensiva americana contra a Venezuela apenas reforçou essa necessidade.

No caso italiano, Jaguaribe avalia que a primeira-ministra Giorgia Meloni sempre reconheceu a importância do acordo, mas adotou inicialmente uma postura cautelosa para administrar resistências internas e ampliar seu espaço de negociação política dentro da UE.

Segundo o diplomata, o acordo é estratégico porque oferece à Europa uma vantagem competitiva rara frente a potências como Estados Unidos e China, que não têm acesso ao mercado do Mercosul nas mesmas condições.

Jaguaribe afirma ainda que o movimento italiano tende a favorecer uma decisão mais pragmática dentro do bloco europeu, em um momento em que a UE enfrenta dificuldades para sustentar posições tradicionais no campo do direito internacional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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Exportação

A recuperação da Argentina impulsiona exportações e turismo do Brasil

A recuperação econômica da Argentina trouxe um impulso à economia brasileira neste ano, com um aumento expressivo nas exportações de bens e um salto no turismo argentino. No primeiro semestre de 2025, as exportações brasileiras para a Argentina atingiram o equivalente a 0,8% do PIB do Brasil, ante 0,5% no mesmo período de 2024.

Dados do governo brasileiro mostram que esse crescimento continuou no terceiro trimestre. De julho a setembro, as exportações para a Argentina subiram 34,6%, em comparação com um aumento de 4,7% nas exportações totais do Brasil.

Francisco Pessoa Faria, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), calculou que o turismo argentino no Brasil acrescentou o equivalente a 0,2% do PIB brasileiro no primeiro semestre do ano, ante 0,08% no mesmo período do ano passado.

No total, as exportações de serviços para a Argentina cresceram de 0,12% do PIB no início de 2024 para 0,25% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da agência de estatísticas oficial da Argentina, o INDEC.

Gastos com viagens quase dobram

De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 2,69 bilhões em serviços para a Argentina — o dobro dos US$ 1,33 bilhão do mesmo período de 2024. O principal motor foi o gasto de turistas argentinos no Brasil, que totalizou US$ 2,14 bilhões, ante US$ 918 milhões um ano antes.

Em contrapartida, as importações brasileiras de serviços caíram 11,9% em 2025, para US$ 869,7 milhões. Isso resultou em um superávit de US$ 1,82 bilhão na balança de serviços do Brasil, muito superior aos US$ 337,3 milhões registrados no primeiro semestre de 2024.

Economistas afirmam que essa retomada tem sido positiva para o Brasil, embora haja incerteza sobre sua duração. Apesar de um swap cambial de US$ 20 bilhões para apoiar a Argentina e dos bons resultados nas eleições de meio de mandato de 26 de outubro, o presidente Javier Milei deve implementar medidas que podem pesar sobre a economia argentina.

O impulso econômico sob Milei tem aumentado a demanda por produtos brasileiros, afirmou Gustavo Pérego, sócio da consultoria argentina Abeceb. “No ano passado, a Argentina passou por um processo de reestruturação econômica. Houve uma forte queda na primeira metade do ano, seguida de recuperação na segunda.”

Vendas de automóveis impulsionam superávit comercial

Automóveis e autopeças são os principais produtos exportados do Brasil para a Argentina, disse Pérego. O aumento se deveu aos controles cambiais do governo anterior, que restringiram o acesso de importadores a dólares, reduzindo a oferta de carros no mercado local.

Para resolver isso, o governo argentino implementou em 2024 medidas para quitar dívidas com importadores e melhorar o poder de compra dos consumidores. “Quando a situação se normalizou, a demanda por carros e motocicletas disparou”, afirmou Pérego. “E grande parte desses veículos é fabricada no Brasil.”

De janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 14,2 bilhões em bens para a Argentina — um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024 —, enquanto as importações de produtos argentinos caíram 1,8%, para US$ 9,5 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O superávit comercial virou a favor do Brasil, chegando a US$ 4,7 bilhões, ante um déficit de US$ 50,5 milhões em 2024.

Produtos manufaturados do setor de transporte dominam as exportações brasileiras para o parceiro do Mercosul. Veículos de passeio responderam por 21,9% do total exportado à Argentina, somando US$ 3,1 bilhões nos nove primeiros meses do ano — mais que o dobro dos US$ 1,4 bilhão de 2024. Autopeças representaram 9,7%, veículos comerciais leves 6,4% e veículos rodoviários 5,5%.

Pérego prevê que o PIB argentino cresça 4% neste ano, após uma contração de 1,7% em 2024. “Isso estimula a demanda por carros, o que, por sua vez, impulsiona as exportações brasileiras.” Uma pesquisa de mercado do Banco Central da Argentina, o relatório REM (equivalente ao Focus brasileiro), projeta crescimento de 3,9% do PIB em 2025.

No entanto, ele alertou que as exportações de automóveis brasileiros para a Argentina dificilmente manterão o mesmo ritmo de expansão. “Havia uma demanda reprimida, então as vendas dispararam entre o fim de 2024 e este ano. Isso deve se normalizar.”

Concorrência dos elétricos chineses

Pérego também destacou a concorrência dos veículos elétricos chineses, que a Argentina atualmente importa com isenção de impostos sob um programa que permite a entrada de 50 mil veículos neste ano e mais 50 mil em 2026. O país pode ter até 200 mil veículos elétricos em circulação em três ou quatro anos, disse ele.

A economia argentina deve desacelerar em 2026, com crescimento previsto de 3%, um ponto percentual abaixo de 2025.

Faria, da FGV Ibre, afirmou que as mudanças na demanda argentina têm grande impacto na indústria automotiva brasileira. Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a Argentina respondeu por 8,6% das exportações totais de manufaturados do Brasil e 48,4% das exportações de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Ariane Benedito, economista-chefe da fintech PicPay, projetou crescimento de até 5,5% do PIB argentino neste ano. “É uma recuperação significativa, mas a economia argentina continua vulnerável”, afirmou. A volatilidade cambial é uma preocupação central, dependendo de como Milei implementará seu plano econômico. A inflação também preocupa, impulsionada pelo forte consumo. “O cenário base depende de quanto a terapia de choque de Milei vai custar em termos de desaceleração econômica.”

Ela também apontou uma provável desaceleração global em 2026, o que afetaria o Brasil. O PicPay projeta crescimento de 1,7% do PIB brasileiro em 2026, ante 2,2% neste ano.

Ainda assim, Benedito disse que a posição geográfica do Brasil lhe dá vantagem no fornecimento de produtos automotivos à Argentina. Essa relação comercial ajudou o Brasil a evitar queda no volume e no valor das exportações em 2025, apesar das novas tarifas dos EUA.

Turismo argentino

Faria também destacou o impulso do turismo argentino. De janeiro a setembro, 2,79 milhões de argentinos visitaram o Brasil, ante 1,47 milhão no mesmo período do ano passado, segundo a Embratur. Os argentinos agora representam 39% de todos os turistas estrangeiros no país, contra 30% em 2024.

“O fluxo de turistas argentinos em 2025 foi impulsionado pelo câmbio”, disse Faria. Em abril, a Argentina substituiu seus rígidos controles cambiais — em vigor desde o fim de 2019 — por uma banda de câmbio flutuante administrada entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, ampliada em 1% ao mês. Também foram retiradas as restrições à compra de dólares.

Historicamente, a Argentina é um mercado emissor forte quando sua moeda está relativamente estável, e o Brasil é o destino de praia mais próximo, observou Pérego. “Foi assim no último verão e provavelmente será novamente no próximo. Os argentinos são atraídos ao Brasil por dois motivos: praias quentes e custos mais baixos. Um feriado de 10 ou 15 dias na praia na Argentina pode sair mais caro do que no sul do Brasil”, disse ele, especialmente para quem viaja de carro ao Rio Grande do Sul ou Santa Catarina.

No entanto, Pérego observou que o Brasil ficou mais caro para os argentinos ao longo de 2025 devido à valorização do real. A cotação do dólar caiu para R$ 5,38 em 31 de outubro, ante R$ 6,19 no fim de dezembro de 2024, segundo o Banco Central.

Roberto Dumas Damas, professor do Insper, alertou que, apesar dos ganhos eleitorais de Milei, a Argentina ainda enfrenta alta dívida externa e baixas reservas. “A eleição dá mais tempo a Milei, mas o país ainda precisa de reformas”, disse.

“O único caminho real é algo semelhante ao que o Brasil fez em janeiro de 1999: deixar a moeda flutuar, elevar fortemente os juros, definir uma meta de inflação e aprovar uma lei que garanta plena independência ao Banco Central da Argentina.”

FONTE: Valor Econômico
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Exportação

Mesmo com tarifaço dos EUA, Brasil bate recorde de exportações em setembro

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em setembro de 2025, após a implementação do tarifaço de 50% sobre produtos nacionais pelo governo de Donald Trump. Apesar da retração no comércio com os norte-americanos, o Brasil conseguiu alcançar US$ 30,53 bilhões em exportações no período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Superávit em queda, mas projeções revisadas para cima

As importações brasileiras somaram US$ 27,54 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 2,99 bilhões no mês. O saldo positivo, no entanto, foi 41% menor em comparação a setembro de 2024.

De janeiro a setembro, o país acumula superávit de US$ 45,5 bilhões, queda de 22,5% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, diante do cenário, o MDIC revisou suas projeções para 2025:

  • Superávit comercial: de US$ 50,4 bilhões para US$ 60,9 bilhões;
  • Exportações: de US$ 341,9 bilhões para US$ 344,9 bilhões;
  • Importações: de US$ 291,5 bilhões para US$ 284 bilhões.

Diversificação de mercados compensa perdas

Embora o tarifaço tenha reduzido as vendas aos EUA, o Brasil ampliou suas exportações para outros mercados internacionais estratégicos. Na Ásia, os principais destaques foram:

  • China: aumento de 14,9% (US$ 1,1 bilhão);
  • Singapura: alta de 133,1% (US$ 0,5 bilhão);
  • Índia: crescimento de 124,1% (US$ 0,4 bilhão);
  • Bangladesh: avanço de 80,6% (US$ 0,1 bilhão);
  • Filipinas: elevação de 60,4% (US$ 0,1 bilhão).

Na América do Sul, as exportações brasileiras subiram 29,3%, com destaque para a Argentina, que comprou 24,9% a mais de produtos nacionais. Já para a União Europeia, o crescimento foi mais modesto, de 2%.

Brasil reforça posição no comércio global

Mesmo diante das barreiras impostas pelos EUA, o desempenho em outros mercados mostra a resiliência do comércio exterior brasileiro e reforça a estratégia de diversificação de destinos para manter o ritmo de crescimento das exportações.

FONTE: Bahia Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Baravelli/Minfra

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Negócios

Adecoagro anuncia compra de 50% da maior produtora de ureia da América do Sul

A Adecoagro, empresa líder em produção sustentável na América do Sul, anunciou nesta segunda-feira, 8, que assinou um acordo para adquirir a participação de 50% da Nutrien na Profertil, a maior produtora de ureia granular da América do Sul, com sede na Argentina. Os 50% restantes da Profertil são de propriedade da YPF, a maior produtora de petróleo e gás da Argentina, informou em comunicado a Adecoagro, que tem 210,4 mil hectares de terras agrícolas e várias instalações industriais espalhadas pelas regiões mais produtivas da Argentina, Brasil e Uruguai, onde produz cerca de 3,1 milhões de toneladas de produtos agrícolas e mais de 1 milhão de MWh de eletricidade renovável.

A companhia realizará a aquisição por meio de uma parceria de 80%-20% com a Asociación de Cooperativas Argentinas (ACA), uma das principais operadores da Argentina na comercialização de grãos e oleaginosas, bem como na produção e distribuição de insumos agrícolas.

Conforme o acordo de acionistas da Profertil, o proprietário dos 50% restantes tem um direito de preferência de 90 dias para comprar a participação da Nutrien nos mesmos termos e condições. O preço de compra das ações da Nutrien na Profertil é estimado em aproximadamente US$ 600 milhões.

A Profertil é uma das produtoras de ureia e amônia mais eficientes em termos de custo globalmente. Com uma capacidade anual de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas métricas de ureia e 790 mil toneladas métricas de amônia, a empresa fornece aproximadamente 60% do consumo de ureia da Argentina. Seu complexo industrial de última geração em Bahía Blanca – o mais importante polo petroquímico da Argentina – tem acesso a gás natural e eletricidade a preços competitivos. A Profertil tem um negócio com receita totalmente dolarizada, dada a natureza de exportação do produto. A empresa gerou um EBITDA médio anual de aproximadamente US$ 390 milhões no período de 2020-2024.

“Esta transação constitui uma oportunidade estratégica para a Adecoagro”, disse Mariano Bosch, cofundador e CEO da Adecoagro.

Ele acrescentou: “A Profertil é uma das melhores empresas da Argentina, estrategicamente localizada com acesso a um fornecimento de gás competitivo, em uma região que é importadora líquida de ureia. Na Adecoagro, sempre nos concentramos em ser o produtor de menor custo, e a Profertil compartilha essa mesma filosofia. Acreditamos que esta aquisição é um excelente ajuste para nossa plataforma agroindustrial, permitindo-nos continuar diversificando nossas operações e reduzindo a volatilidade em nossos resultados.”

A transação está sujeita às condições habituais de fechamento e espera-se que seja concluída antes do fim de 2025. O Rabobank está atuando como consultor financeiro exclusivo da Adecoagro/ACA.

Fonte: Diário do Grande ABC

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Comércio Exterior

Maersk modifica serviço entre Europa e América do Sul devido a condições climáticas

A Maersk informou que modificou temporariamente o serviço NeoSamba, que conecta a Europa com a costa leste da América do Sul, devido às condições climáticas adversas presentes na região.

Nesse cenário, a companhia destacou que “estamos enfrentando atrasos que afetam nossos horários de serviço. Embora mantenhamos nosso compromisso de garantir a entrega confiável da carga, essas interrupções tiveram um efeito dominó em nossas operações”.

A empresa marítima detalhou que, para mitigar futuros atrasos e organizar seus navios de acordo com o cronograma planejado, ajustou o itinerário de cinco porta-contêineres, omitindo as escalas programadas no Porto de Paranaguá durante setembro.

Especificamente, a mudança afetará os navios:

  • Maersk La Paz, com chegada prevista ao terminal brasileiro em 1º de setembro;
  • Maersk Leticia, em 8 de setembro;
  • Maersk Labrea, em 15 de setembro;
  • San Raphael Maersk, em 22 de setembro;
  • Maersk Lanco, em 29 de setembro.

“Agradecemos sua compreensão e colaboração contínua enquanto enfrentamos esses desafios. Nossas equipes estão trabalhando diligentemente para minimizar o impacto e os manteremos informados sobre qualquer novidade”, complementou a empresa.

O serviço NeoSamba conta com uma rotação que inclui escalas em London Gateway, Roterdã, Hamburgo, Bremerhaven, Antuérpia, Porto Tânger Mediterrâneo, Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande, Paranaguá, Santos, Porto Tânger Mediterrâneo e London Gateway. O circuito tem um tempo de trânsito de 62 dias.

Fonte: Portal Portuário

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Internacional

Dos Minerais Críticos ao Lítio: Cresce a Presença Chinesa na América do Sul em um Contexto de Disputas Geoeconômicas

A crescente presença chinesa na mineração sul-americana abre espaço para uma integração produtiva regional voltada à transição energética, na qual o Brasil pode assumir papel estratégico ao agregar valor e tecnologia às cadeias de minerais críticos

Políticas de Estado adotadas pela China na última década, como o 14.º Plano Quinquenal (2021-2025)1 e a “Made in China 2025”, abordam a questão dos minerais críticos como um fator importante para o progresso tecnológico e a continuidade do desenvolvimento econômico do país. Setores como semicondutores, smartphones, baterias, veículos elétricos, tecnologias visando a transição energética – incluindo painéis solares e turbinas eólicas – e mesmo a indústria de defesa utilizam esses minerais como insumos para bens manufaturados.

No contexto global, as terras raras estão no centro da disputa entre Pequim e Washington. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estima que empresas chinesas controlem 70% da produção mundial. O país asiático detém uma parcela significativa das reservas globais desses minerais, estimadas em 44 milhões de toneladas, o que corresponde a 36% do total. Além da China, outros países como os EUA, Austrália e Mianmar também têm participação nas cadeias de extração e produção do setor.

Pequim respondeu à escalada das tensões comerciais iniciadas pelo governo Trump restringindo, em abril deste ano, as exportações de sete minerais de terras raras essenciais para os EUA. Entre meados de maio e o final de junho, foi negociada uma trégua comercial temporária. Durante esse período, a China criou um “canal verde” para acelerar a concessão de licenças de exportação, enquanto os EUA concordaram em reduzir tarifas e flexibilizar restrições de vistos estudantis para cidadãos chineses. A trégua, no entanto, não eliminou completamente as restrições: as licenças ainda são exigidas e os elementos pesados especializados, cruciais para aplicações militares, continuam sob forte controle, com aprovações mais lentas das exportações da China para os Estados Unidos.

Nesse contexto de disputas geoeconômicas, vem crescendo a importância da América do Sul para as cadeias de valor lideradas por empresas chinesas de tecnologia, tendo em vista que a região é detentora de recursos como lítio, cobre, níquel-cobalto, terras raras e grafite. Alguns exemplos incluem a região do Triângulo do Lítio, localizado em partes da Argentina, do Chile e da Bolívia, que concentra cerca de 55% dos recursos globais conhecidos, o cinturão Andino do Cobre, entre Chile, Peru e Equador, com aproximadamente 40% da produção mundial do mineral, além de projetos emergentes em vários minerais, como níquel, cobalto, grafite e terras raras, no Brasil e em outros mercados.

A tabela a seguir resume alguns dos investimentos em minerais críticos capitaneados por empresas chinesas na América do Sul.

LÍTIO: DO TRIÂNGULO ARGENTINA-BOLÍVIA-CHILE ATÉ O BRASIL

A Argentina é atualmente o país com maiores investimentos externos diretos de empresas chinesas na extração de lítio na América do Sul, com destaque para a Ganfeng Lithium, que opera diversos projetos, como Mariana, Cauchari-Olaroz, Tres Quebradas e Pastos Grandes.

Por outro lado, o Chile continua sendo o maior fornecedor individual de lítio refinado para a China, com exportações de carbonato de lítio que chegaram a US$ 3,65 bilhões somente em 2023 – o equivalente a 67% das importações totais do produto pelo país asiático.

Além da Ganfeng Lithium, outras grandes empresas chinesas atuam na Argentina e no Chile, incluindo Zijin Mining Group e Tianqi Lithium, que adquiriu participação de 23,7% da gigante mineradora chilena SQM.

O Brasil possui lítio de rocha dura de alto teor no estado de Minas Gerais. As principais empresas que atuam nesse setor são a Companhia Brasileira de Lítio (CBL), em operação desde a década de 1990, e a Sigma Lithium, empresa canadense com subsidiária no Brasil, cujo projeto Grota do Cirilo iniciou a produção em 2023.

A Sigma enfatiza práticas ESG e vende quase exclusivamente para conversores chineses, como Ganfeng e CATL. A CBL, por sua vez, está em processo de expansão para dobrar sua capacidade de produção.

Empresas chinesas manifestaram interesse em adquirir participações minoritárias nessas empresas ou garantir contratos de compra de longo prazo.

O mapa abaixo mostra a região do triângulo do lítio e algumas das reservas e minas sendo exploradas na região.

COBRE E OUTROS MINERAIS CRÍTICOS PARA BATERIAS E PARA A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

No Peru, as empresas chinesas controlam mais de 40% da produção nacional de cobre após uma onda de investimentos de uma década. Os carros-chefes são as minas de Las Bambas, da Minerals and Metals Group (MMG), subsidiária da China Minmetals Group e Toromocho, da Chinalco, cuja capacidade de produção foi expandida recentemente. Esses recursos são exportados por meio do mais recente projeto de construção da China no país, o megaporto de Chanchay. Estimada em US$ 1,3 bilhão de dólares, a obra aumentou a conectividade entre a América do Sul e a Ásia e serve para o abastecimento de cadeias produtivas de empresas chinesas de eletrônicos e tecnologia.

No que diz respeito ao grafite e terras raras, o governo brasileiro destinou linhas de crédito para acelerar projetos, e foram assinados memorandos de entendimento entre atores locais e parceiros chineses em visitas oficiais de líderes de Estado em 2024, mas ainda não houve desenvolvimentos concretos. O país detém mais de 90% das reservas mundiais conhecidas de nióbio, concentradas na mina de Araxá, localizada em Minas Gerais e operada pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Embora a empresa permaneça sob controle brasileiro, mantém relações comerciais de longa data com clientes chineses. Em 2011, um consórcio de empresas chinesas, incluindo a CITIC e a Baosteel, adquiriu uma participação de 15% na CBMM por US$ 1,95 bilhão. Isso garantiu acesso seguro ao nióbio de alta pureza para as indústrias siderúrgicas e de alta tecnologia chinesas.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de grafite natural e possui reservas inexploradas de terras raras em Minas Gerais e na Bacia Amazônica.

O Brasil também é um ator central na extração e exportação de níquel. A compra pela chinesa MMG dos ativos de ferro e níquel – Barro Alto e Codemin – da Anglo American por cerca de US$ 500 milhões em fevereiro deste ano se encaixa no contexto mais amplo de fornecimento de matéria-prima para a produção de veículos elétricos no país. A exploração de minerais no Brasil se alinha à crescente presença da BYD em território nacional, com fábricas na Zona Franca de Manaus, Campinas e em Camaçari, na Bahia. A integração da mineração upstream com a montagem downstream reforça a estratégia das empresas chinesas de veículos elétricos no Brasil e na região. Além disso, os portos brasileiros estão sendo modernizados para facilitar as exportações, enquanto corredores ferroviários ligando Minas Gerais aos portos estão sendo considerados para desenvolvimento conjunto com empresas chinesas.

CONCLUSÕES E O PAPEL DO BRASIL NAS CADEIAS CHINESAS DE MINERAIS CRÍTICOS

A produção de cobre no Peru e no Chile, bem como a de lítio na Argentina e no Chile, continuará a desempenhar um papel estratégico no setor de mineração na América do Sul. Nesse contexto, não se pode descartar a possibilidade de uma futura integração produtiva regional em parceria com empresas chinesas na área de tecnologias verdes. Essa cadeia poderia envolver a Argentina e o Chile como produtores de lítio, o Peru e o Chile como fornecedores de cobre, enquanto o Brasil atuaria na fabricação de cátodos, baterias e veículos elétricos, com distribuição para toda a América do Sul.

Embora essa articulação ainda não esteja plenamente concretizada, já existem sinais relevantes de que ela pode se tornar realidade no médio e longo prazos, como a inclusão de países da região na Nova Rota da Seda e os crescentes investimentos chineses em minerais estratégicos, energias renováveis e na indústria de transição energética – incluindo carros elétricos e painéis solares.

Nesse contexto, a conjuntura global apresenta um acirramento de tensões geopolíticas, com o uso de ferramentas geoeconômicas por parte de potências como os Estados Unidos para influenciar as ações de potências médias e países emergentes. Este cenário não pode ser ignorado, sob pena de perda de oportunidades na atração de investimentos externos e no desenvolvimento de tecnologias ligadas à descarbonização.

A questão dos minerais críticos é um ponto importante nessa pauta, haja vista sua relevância para as cadeias de valor em setores de tecnologia. É importante que os países da América do Sul diversifiquem suas parcerias comerciais e de investimentos, ao mesmo tempo em que continuem a investir em suas próprias políticas industriais e de pesquisa e desenvolvimento, de modo a avançar rumo a atividades de maior valor agregado e intensidade tecnológica em setores ligados aos minerais críticos.

Produzir tecnologia e agregar valor são as chaves para a manutenção da soberania no caso de países que produzem commodities e recursos naturais, e a China pode ser uma importante parceira nesse processo.

Fonte: CEBC – Carta Brasil-China

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Portos

Porto peruano operado pela China ambiciona virar ‘hub’ das Américas Central e do Sul

O tráfego marítimo está aumentando entre a China e o Peru com a inauguração de um porto perto da capital Lima, majoritariamente de propriedade chinesa. A instalação tem a mais recente tecnologia chinesa, reduzindo o tempo de transporte e alarmando os Estados Unidos.

A cidade de Chancay fica a cerca de 80 quilômetros ao norte de Lima. Seu porto, inaugurado em novembro, fica além de um túnel de 1,8 quilômetro sob a cidade.

Antes de entrar, os visitantes são solicitados a se registrar em um sistema de reconhecimento facial, semelhante ao que existe na China. O porto conta com rede sem fio 5G de alta velocidade da Huawei Technologies, que, segundo representantes, agiliza os procedimentos de entrada e saída de caminhões.

O porto de Chancay é operado pela Cosco Shipping Ports Chancay Peru (CSPCP), que é 60% controlada pela China Cosco Shipping, a maior empresa de transporte marítimo estatal da China.

A instalação permite que cargas da América do Sul viajem diretamente para a Ásia, em vez de precisar passar pela América Central ou do Norte, reduzindo o tempo de transporte de 35 para 23 dias.

O projeto portuário foi desenvolvido sob os auspícios do governo chinês como parte fundamental da iniciativa chinesa de infraestrutura transfronteiriça Rota da Seda, para a América do Sul. O presidente chinês, Xi Jinping, participou da cerimônia de inauguração do porto por videoconferência.

Entre os principais recursos de Chancay está o uso da tecnologia de automação chinesa de ponta.

Durante uma visita em um dia de semana no final de julho, o porto foi recriado em um grande display interno, mostrando o status dos contêineres e veículos autônomos nas instalações em tempo real, juntamente com dados detalhados.

Chancay é “um dos portos mais avançados do mundo”, disse o vice-gerente geral da CSPCP, Gonzalo Rios. É semelhante a uma versão em miniatura do porto de Xangai, com avanços ambientais, como a reciclagem de água do mar.

Em uma sala repleta de monitores, os funcionários observavam guindastes carregando e descarregando cargas. Embora eles possam assumir o controle dos guindastes, se necessário, o equipamento funciona sem qualquer intervenção humana. Quase nenhum trabalhador era visto ao redor do porto, mesmo com o fluxo de carros e contêineres fabricados na China.

A drástica melhoria na conveniência oferecida pelo novo porto impulsionou a demanda. Após seis meses de operação experimental, o porto entrou em operação plena em junho. Durante o período experimental, cerca de US$ 1 bilhão em transações passaram pelo porto, com o governo peruano arrecadando cerca de 500 milhões de soles (US$ 140 milhões) em receita, de acordo com Rios.

A capacidade anual de Chancay deve atingir 1,5 milhão de unidades equivalentes a vinte pés (TEUs), conforme planejado.

“Este pode se tornar um porto hub para a América Central e do Sul”, disse Rios. “Prevemos um crescimento ainda maior com a expansão da produção e o desenvolvimento de infraestrutura nos países sul-americanos.”

O porto também está transportando produtos sul-americanos para os mercados asiáticos, além da China, incluindo mirtilos cultivados no Peru para a Indonésia e a Índia.

A Cosco investiu cerca de US$ 1,3 bilhão no porto até o momento, com planos para um total de US$ 3,5 bilhões em gastos. A meta é expandir de quatro para 15 berços.

Chancay tem o potencial de transformar o comércio entre a América do Sul e a Ásia, possibilitando a realização do sonho de longa data de uma rota marítima direta da costa atlântica para a Ásia. O Brasil — um fornecedor global de alimentos cada vez mais importante — e a China estão discutindo a construção de uma ferrovia transcontinental entre Chancay e o leste do Brasil.

Cerca de 30% das exportações brasileiras vão para a China. O comércio com os Estados Unidos aumentou em um múltiplo de 68 entre 2000 e 2023, enquanto o comércio entre 12 países sul-americanos e a China cresceu 40 vezes nesse período.

O envolvimento do governo chinês no porto de Chancay tem sido uma preocupação para os Estados Unidos há muito tempo. Quando foi inaugurado, a general Laura Richardson, então comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos, expressou preocupação de que ele pudesse ser usado pela Marinha chinesa.

Um relatório divulgado em junho pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais observou o envolvimento chinês em 37 portos na América Latina e no Caribe, classificando Chancay como de alto risco.

“O interesse da China nos portos da América Latina e do Caribe é mais amplo e o risco mais variado do que se sabia anteriormente”, afirmou o relatório, acrescentando que esses investimentos “abrem a porta para Pequim obter vantagem estratégica, coletar dados sensíveis e expandir sua influência geopolítica para mais perto da costa dos Estados Unidos”.

Rios, do CSPCP, desconsiderou essas preocupações. “Somos uma empresa privada e operamos apenas para fins comerciais”, disse ele.

Como a lei peruana exige procedimentos rigorosos para navios de guerra estrangeiros atracando em portos, “operações militares seriam impossíveis”, disse ele.

Empresas no Japão, por exemplo, hesitam em usar o porto de Chancay por receio de contrariar os Estados Unidos, um aliado de longa data. Rios disse que isso não deve ser motivo de preocupação.

“O Peru é um dos países mais abertos do mundo a negócios e investimentos estrangeiros”, disse ele.

Fonte: Valor Econômico

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Exportação

Maior exportadora de carne bovina da América do Sul já vende para mais de 100 países e fatura bilhões em exportações anuais

maior exportadora de carne bovina da América do Sul tem origem em uma pequena charqueada de Barretos, no interior paulista. De início dramático, com a morte precoce de seu fundador, a Minerva Foods atravessou falências, leilões e renascimentos antes de alcançar presença em mais de 100 países.

Hoje, a companhia lidera as exportações sul-americanas de carne bovina e disputa espaço com gigantes como JBS e Marfrig. O caminho foi marcado por superação, estratégia e ousadia financeira, consolidando a Minerva como referência no setor de proteínas no cenário internacional.

Das origens humildes ao risco de desaparecer

Fundada em 1924 por Antônio de Pádua Diniz, a charqueada Minerva nasceu em um Brasil agrícola, quando a carne salgada era a forma mais segura de conservação. Um ano depois, a morte de Diniz levou a empresa à beira da falência.

Resgatada em leilão por novos empresários, a operação sobreviveu por décadas em meio às dificuldades logísticas e sanitárias do período. O salto decisivo ocorreu em 1949, quando a companhia se transformou em matadouro industrial, iniciando sua transição para o modelo de frigorífico moderno.

A crise dos anos 80 e o renascimento nos anos 90

A hiperinflação e os altos custos da década de 1980 levaram o matadouro Minerva à falência. O cenário mudou em 1992, com a aquisição pela família Vilela de Queiroz.

A nova gestão apostou em modernização, profissionalização e foco no relacionamento com pecuaristas. Essa reestruturação foi essencial para preparar a empresa para a abertura comercial dos anos 90, quando a exportação se tornou viável.

Primeiros passos no mercado internacional

Em 1997, a Minerva conquistou sua primeira habilitação para exportar carne bovina à União Europeia — um marco para a futura maior exportadora de carne bovina da América do Sul.

A abertura comercial brasileira e a modernização das plantas permitiram à empresa expandir destinos para o Oriente Médio e a Ásia, consolidando sua vocação internacional.

IPO e a aceleração do crescimento

O ano de 2007 marcou a abertura de capital da Minerva Foods na B3. Com os recursos do IPO, a companhia ampliou capacidade de abate, adquiriu novas plantas e reforçou sua presença global.

Entre 2008 e 2012, foram realizadas aquisições estratégicas no Brasil e no Paraguai, reduzindo riscos sanitários e fortalecendo a diversificação geográfica.

A virada com grandes aquisições

Na década de 2010, a Minerva expandiu para países como Uruguai, Argentina e Colômbia. O grande salto veio em 2023, com a compra de 11 plantas da Marfrig, operação de R$ 7,5 bilhões que elevou em 40% a capacidade de abate.

O endividamento cresceu, mas os resultados de 2025 mostram que a aposta rendeu frutos: lucros recordes e 60% da receita bruta vinda de exportações para mais de 100 países.

Minerva hoje: campeã sul-americana

Comparada a concorrentes como JBS e Marfrig, a Minerva é menor em valor de mercado, mas lidera isoladamente as exportações de carne bovina da América do Sul. Com clientes na China, Estados Unidos, Europa e Oriente Médio, a empresa se posiciona como especialista em comércio internacional.

A política de dividendos também atrai investidores, com retornos consistentes em anos de forte geração de caixa. A expectativa para 2025 é de retomada dos pagamentos robustos após os lucros recordes.

O que esperar para o futuro

A trajetória da Minerva mostra que crises e apostas ousadas fizeram parte da construção de sua posição atual. Se o passado foi marcado por riscos e recuperação, o presente indica força financeira e domínio no comércio global de carne bovina.

Resta saber se a companhia manterá o ritmo de expansão e consolidará sua vantagem sobre as rivais no cenário internacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Comércio

MSC lança novo serviço marítimo entre Ásia e América do Sul com foco em frutas frescas e comércio regional

A Mediterranean Shipping Company (MSC) anunciou nesta quarta-feira (31) o lançamento do serviço Alpaca, uma nova rota marítima regular e independente que conectará semanalmente o Extremo Oriente à Costa Oeste da América do Sul a partir de setembro de 2025. A proposta da companhia é oferecer transit times ultrarrápidos entre os portos de Ningbo (China), Busan (Coreia do Sul) e Callao (Peru), com escalas estratégicas no Chile e conexão reforçada com corredores logísticos da Bolívia.

Além de atender o comércio geral entre as duas regiões, o Alpaca foi desenhado especialmente para a temporada de exportação de cerejas do Chile, um dos produtos agrícolas mais valorizados do país sul-americano. Durante o período da safra, o novo serviço funcionará também como Cherry Express, solução da MSC voltada ao transporte de frutas frescas com alto valor agregado para os mercados asiáticos.

A companhia destaca que o Alpaca será equipado com sua tecnologia iReefer, que permite controle avançado de temperatura, rastreabilidade em tempo real e maior integridade da carga refrigerada ao longo de toda a cadeia logística. A expectativa é atender com mais agilidade e eficiência os exportadores que visam reduzir o tempo de prateleira e garantir frescor na entrega final.

A rotação completa da nova linha será:
Ningbo (CN) – Busan (KR) – Callao (PE) – Arica (CL) – Iquique (CL) – San Antonio (CL) – Nansha (CN) – Hong Kong (CN) – Ningbo (CN).

Com mais de 675 escritórios espalhados pelo mundo, a MSC orienta exportadores e importadores interessados a procurarem suas equipes locais para informações detalhadas sobre a nova operação. Mais detalhes também podem ser encontrados na página dedicada à rede independente da companhia.

Fonte: Datamar News

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