Exportação

Exportações brasileiras de algodão avançam 21,8% em julho de 2026

As exportações brasileiras de algodão atingiram 155 mil toneladas em julho de 2026, volume 21,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A receita obtida com os embarques também cresceu. As vendas externas movimentaram US$ 262,4 milhões, alta de 27,2% na comparação anual. Já o preço médio do algodão exportado ficou em US$ 1,70 por quilo FOB, aumento de 4,5% em relação a julho do ano passado.

Novo ciclo começa com resultado positivo

Para Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), os números indicam um começo favorável para o novo ciclo, mesmo diante da menor disponibilidade de produto no início da temporada.

Segundo ele, o desempenho de julho ocorre após um ano-safra encerrado com recorde nas exportações de algodão. Como os estoques remanescentes são menores e a oferta ainda está limitada no início da nova temporada, o primeiro mês do ciclo tende a apresentar embarques mais moderados.

Ainda assim, julho de 2026 registrou o segundo maior volume da série histórica para o mês, de acordo com a avaliação da entidade.

Embarques devem ganhar força a partir de setembro

A expectativa do setor é de crescimento das exportações de algodão nos próximos meses, à medida que a colheita e o beneficiamento da safra 2025/26 avancem.

O início da colheita ocorreu com atraso, mas o ritmo das operações passou a se aproximar das médias habituais. Com isso, a oferta de algodão disponível para o mercado externo tende a aumentar.

A Anea projeta que os embarques devem apresentar volumes mais elevados a partir de setembro, acompanhando a maior disponibilidade da nova safra.

Bangladesh foi o principal destino

Entre os mercados compradores, Bangladesh liderou as importações de algodão brasileiro em julho, com 19,3% do total embarcado.

Na sequência ficaram:

  • Vietnã: 17,7%;
  • Turquia: 17,3%;
  • Paquistão: 14,5%;
  • Índia: 9,6%;
  • Indonésia: 8,8%;
  • Malásia: 3,4%;
  • China: 3,3%.

Egito, Coreia do Sul, Colômbia e Tailândia também figuraram entre os principais destinos da fibra brasileira.

Índia abre janela de isenção tarifária

A participação da Índia nas compras ocorre em meio à abertura temporária de uma janela de isenção tarifária para importações de algodão.

Apesar da medida, a Anea considera que os efeitos sobre o algodão brasileiro devem ser restritos no curto prazo. Entre os fatores apontados estão o tempo necessário para o transporte até o mercado indiano e a menor oferta da fibra no começo da temporada.

Algodão ocupa quarta posição no agronegócio

Em julho, o algodão representou 0,77% de todas as exportações brasileiras e ficou na 22ª posição entre os produtos vendidos pelo país ao mercado internacional.

Quando são consideradas apenas as exportações do setor agropecuário, a participação da fibra sobe para 3,35%, garantindo ao produto a quarta colocação entre os itens mais exportados pelo segmento.

Logística se prepara para aumento dos embarques

Com a previsão de uma oferta maior da nova safra, o setor também começa a se preparar para uma possível pressão adicional sobre a infraestrutura logística brasileira.

De acordo com a Anea, já foram realizadas articulações envolvendo agentes do Porto de Salvador, exportadores e representantes dos setores público e privado. O objetivo é acompanhar o crescimento esperado dos embarques e antecipar eventuais necessidades da cadeia logística.

A entidade avalia que o bom volume projetado para a safra e as perspectivas favoráveis para as exportações de algodão brasileiro exigem planejamento de todos os segmentos envolvidos no escoamento da produção.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Agronegócio

Algodão do Matopiba ganha nova rota ferroviária para exportação pelo Porto de Santos

A cadeia do algodão do Matopiba passou a contar com uma nova alternativa logística para atender o mercado internacional. A Brado e a SLC Agrícola concluíram a primeira operação multimodal de transporte da fibra produzida no Maranhão com destino ao Porto de Santos (SP), criando um novo corredor de exportação para uma das regiões agrícolas que mais crescem no país.

O embarque inaugural transportou 246,2 toneladas de pluma de algodão. A carga saiu de Davinópolis (MA), percorreu a Ferrovia Norte-Sul até Sumaré (SP) e, na etapa final, seguiu por caminhão até o porto paulista, de onde foi enviada ao Sudeste Asiático. A expectativa das empresas é ampliar gradualmente o volume de operações nos próximos meses.

Operação fortalece integração entre ferrovia e rodovia

A nova rota representa mais um avanço na parceria entre Brado e SLC Agrícola, que desde 2020 trabalham juntas no transporte de algodão para exportação produzido em Mato Grosso, maior estado produtor da fibra no Brasil.

Com a expansão da cultura para o Matopiba — região formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, a necessidade de soluções logísticas mais eficientes se tornou estratégica para acompanhar o crescimento da produção.

Segundo a Brado, a utilização da Ferrovia Norte-Sul oferece mais capacidade operacional, previsibilidade e eficiência, além de contribuir para preservar a qualidade da carga durante todo o trajeto por meio de monitoramento e planejamento especializado.

Porto de Santos amplia competitividade das exportações

A escolha do Porto de Santos como ponto de embarque também foi considerada estratégica. O maior complexo portuário da América Latina concentra elevado fluxo de navios e ampla disponibilidade de contêineres, fatores que facilitam o escoamento da produção e fortalecem a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Para a SLC Agrícola, a nova alternativa logística amplia a integração entre os diferentes modais de transporte e gera conhecimento para futuras operações, tornando a cadeia mais eficiente, segura e sustentável.

Expansão do Matopiba impulsiona novos corredores logísticos

O desenvolvimento dessa nova rota acompanha o avanço da produção agrícola na região do Matopiba, considerada uma das principais fronteiras de expansão do agronegócio brasileiro.

Nas últimas décadas, o cultivo de algodão avançou para além das áreas tradicionais, aumentando a necessidade de corredores logísticos capazes de atender à crescente demanda por transporte até os portos exportadores.

Antes da nova operação, grande parte da produção seguia exclusivamente por rodovias. Agora, a integração entre ferrovia e transporte rodoviário surge como alternativa para reduzir custos, aumentar a eficiência logística e ampliar a competitividade do setor.

Brasil consolida liderança nas exportações de algodão

O fortalecimento da infraestrutura logística acompanha o crescimento da produção nacional. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de algodão em 2025, resultado 9,1% superior ao registrado no ano anterior.

Atualmente, o país responde por 30,7% das importações globais da fibra, consolidando-se como líder mundial no segmento.

Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam ainda que a área cultivada com algodão mais que dobrou nas últimas duas décadas e já ultrapassa 2 milhões de hectares. Parte significativa dessa expansão ocorreu justamente no Matopiba, onde as condições de produção e a disponibilidade de terras favoreceram o crescimento da atividade.

Com a abertura de novos corredores ferroviários, o setor espera garantir maior eficiência logística, reduzir gargalos no transporte e fortalecer a presença do algodão brasileiro nos principais mercados internacionais.

FONTE: Conexão Tocantins
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Conexão Tocantins

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Exportação

Exportação de algodão em pluma cresce 13,6% e Mato Grosso embarca quase 2 milhões de toneladas

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso seguem em ritmo recorde na safra 2024/25. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, o estado embarcou 1,97 milhão de toneladas da fibra para o mercado internacional, volume 13,57% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Os dados mostram que a China permanece como o principal destino da produção mato-grossense, consolidando sua posição como maior compradora da fibra produzida no estado.

Junho registra maior volume da série histórica para o mês

Somente em junho, Mato Grosso exportou 154,18 mil toneladas de algodão em pluma. Embora o resultado represente uma queda de 20,7% em relação a maio, houve um crescimento expressivo de 66,38% na comparação com junho de 2025.

Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), esse foi o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica.

China amplia compras de algodão brasileiro

Ao longo da safra, a China importou 389,2 mil toneladas de algodão em pluma provenientes de Mato Grosso, respondendo por 19,75% de todas as exportações do estado.

Na comparação com a temporada 2023/24, as aquisições chinesas cresceram 53,97%, reforçando a presença do produto brasileiro no mercado asiático.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço nas compras foi impulsionado pela maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta para exportação.

O instituto também destaca que Mato Grosso foi responsável por mais da metade de todo o algodão brasileiro destinado ao mercado chinês durante o período analisado.

Bangladesh, Turquia e Vietnã completam ranking dos principais destinos

Além da China, outros importantes mercados ampliaram a demanda pela fibra produzida em Mato Grosso.

Bangladesh aparece como o segundo maior comprador, com 359,5 mil toneladas importadas. Na sequência estão a Turquia, com 302,06 mil toneladas, e o Vietnã, que adquiriu 237,03 mil toneladas ao longo da safra.

O desempenho confirma a força do algodão brasileiro no comércio internacional e reforça o protagonismo de Mato Grosso como principal estado exportador da commodity.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Algodão brasileiro lidera exportações mundiais e supera EUA após 20 anos de transformação no agronegócio

O Brasil alcançou um marco inédito no mercado global de algodão, tornando-se o maior exportador da fibra no mundo e ultrapassando os Estados Unidos. A mudança representa uma virada histórica para o agronegócio brasileiro, já que há pouco mais de duas décadas o país ocupava a posição de segundo maior importador do produto.

A liderança chegou antes do previsto pelo setor, que projetava o feito apenas para 2030.

De importador a líder mundial de algodão

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil passou por uma transformação estrutural no setor. Há cerca de 20 anos, o país dependia de importações para suprir o consumo interno da fibra.

A mudança de cenário levou o Brasil ao topo das exportações globais, um movimento considerado raro entre as principais commodities agrícolas, dada a velocidade da evolução produtiva.

Produção de 3,7 milhões de toneladas impulsiona liderança

Na safra 2023/2024, o país produziu cerca de 3,7 milhões de toneladas de algodão em pluma, com aproximadamente 2,6 milhões de toneladas destinadas ao mercado externo, volume suficiente para superar os Estados Unidos.

De acordo com a CNN Brasil, o desempenho foi resultado direto do aumento da produtividade e da expansão da área cultivada, especialmente no Centro-Oeste e no Nordeste.

A antecipação da liderança — prevista inicialmente para 2030 — reforça o avanço acelerado da cadeia produtiva da fibra no país.

Cerrado concentra produção e tecnologia no campo

O principal polo do algodão brasileiro está no Cerrado, com destaque para os estados de Mato Grosso e Bahia. Nessas regiões, o uso intensivo de tecnologia, mecanização e grandes propriedades transformou o bioma em uma das áreas mais produtivas do mundo para a cultura.

A combinação entre clima favorável, escala produtiva e inovação agrícola consolidou o Brasil como referência em produção de fibra de alta qualidade.

Exportações concentram-se na Ásia

A maior parte do algodão brasileiro é destinada ao mercado asiático. Entre os principais compradores estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão, grandes centros da indústria têxtil global.

Esse modelo garante demanda consistente para o produto brasileiro, mas também cria dependência das condições econômicas da Ásia, principal polo consumidor mundial da fibra.

84% da produção tem certificação socioambiental

Um dos diferenciais competitivos do Brasil é o alto índice de sustentabilidade na produção. Segundo a Abrapa, cerca de 84% do algodão brasileiro possui certificação socioambiental, requisito cada vez mais exigido por marcas globais do setor têxtil.

A rastreabilidade e os padrões ambientais reforçam a competitividade do país no mercado internacional, onde consumidores e empresas exigem cada vez mais transparência na cadeia produtiva.

Por que o Brasil assumiu a liderança global

A ascensão brasileira não ocorreu por acaso. Enquanto os Estados Unidos enfrentaram limitações climáticas e concorrência com outras culturas agrícolas, o Brasil ampliou área plantada e elevou a produtividade de forma contínua.

O uso intensivo de tecnologia, mecanização e gestão eficiente reduziu custos e aumentou a escala de produção, criando excedentes exportáveis que colocaram o país à frente do tradicional líder global.

Paradoxo do setor: exporta fibra, importa roupas

Apesar da liderança na produção, o Brasil enfrenta um desequilíbrio estrutural na cadeia têxtil. Segundo a CNN Brasil, a indústria nacional consome apenas entre 700 mil e 750 mil toneladas de algodão por ano, enquanto produz milhões.

Na prática, o país exporta a matéria-prima e importa grande parte dos produtos finais, como roupas e tecidos industrializados.

Esse descompasso evidencia um desafio da cadeia produtiva: ampliar a agregação de valor e fortalecer a indústria de transformação no território nacional.

Liderança ainda pode oscilar no mercado global

Mesmo com o avanço recente, especialistas e entidades do setor apontam que a liderança não é definitiva. A Abrapa avalia que Brasil e Estados Unidos devem alternar posições ao longo dos próximos ciclos, em um cenário de disputa constante pela liderança global do algodão.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Agronegócio

Pesquisa científica fortalece o Brasil como líder global na cotonicultura

A evolução da cotonicultura brasileira tem sido impulsionada pela integração entre ciência, tecnologia e produção agrícola. O avanço do país no mercado internacional de algodão está diretamente ligado aos investimentos em pesquisa científica, inovação no campo e desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades do produtor rural.

Universidades, instituições públicas como a Embrapa e empresas privadas vêm atuando em conjunto para transformar estudos acadêmicos em tecnologias aplicáveis no dia a dia das lavouras. Essa conexão fortalece a competitividade do Brasil e amplia a sustentabilidade da produção nacional.

Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, a relevância da pesquisa está justamente na capacidade de gerar resultados concretos no campo. Para ela, a ciência aplicada é um dos principais pilares da competitividade do setor algodoeiro.

Expansão do algodão no Cerrado impulsionou inovação

O crescimento da produção de algodão no Brasil ganhou força a partir da década de 1990, com a expansão da cultura para o Cerrado. A mudança exigiu novas soluções para lidar com desafios relacionados ao clima, tipos de solo, mecanização agrícola e controle de pragas como o bicudo e a ramulária.

Nesse cenário, os investimentos em tecnologia agrícola, formação de pesquisadores e inovação aceleraram a modernização da atividade. O engenheiro agrônomo Juan Piero destaca que a aproximação entre o setor produtivo e a academia é fundamental para transformar pesquisas em soluções escaláveis.

De acordo com ele, muitos estudos apresentam resultados promissores, mas ainda enfrentam dificuldades para chegar efetivamente ao produtor rural por falta de incentivo e validação prática.

Melhoramento genético elevou produtividade e qualidade da fibra

Os avanços científicos tiveram impacto direto na produtividade das lavouras e na qualidade da fibra brasileira. O desenvolvimento de cultivares adaptadas ao Cerrado permitiu maior resistência a doenças e aumento do potencial produtivo.

Além do melhoramento genético, técnicas de manejo integrado de pragas, uso de reguladores de crescimento e estratégias de adubação contribuíram para ampliar a eficiência operacional no campo.

A qualidade da pluma também evoluiu nos últimos anos. O aprimoramento genético, aliado aos avanços nos sistemas de pós-colheita, beneficiamento e classificação da fibra, ajudou o Brasil a atender mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Programas como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) reforçam o uso de tecnologia e gestão de dados para garantir rastreabilidade e padronização da produção.

Pesquisa aplicada precisa atender demandas reais do produtor

Especialistas apontam que a adoção de novas tecnologias depende diretamente da capacidade de resolver problemas concretos enfrentados pelos produtores, como redução de custos e aumento da eficiência.

Projetos desenvolvidos sem validação local ou desconectados da realidade brasileira tendem a ter baixa aplicação prática. Em sistemas agrícolas de larga escala, fatores como retorno financeiro, simplicidade operacional e viabilidade técnica são decisivos para a implementação de inovações.

Apesar do avanço da pesquisa agropecuária, o setor ainda enfrenta obstáculos importantes, como falta de financiamento contínuo, burocracia na aquisição de equipamentos, alta do dólar e dificuldade para retenção de profissionais qualificados.

Para estimular o desenvolvimento científico, a Abrapa promove iniciativas voltadas ao incentivo de trabalhos acadêmicos durante o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA).

Eventos técnicos aceleram transferência de tecnologia

Os eventos científicos e dias de campo desempenham papel estratégico na disseminação de conhecimento e inovação dentro do agronegócio.

O Congresso Brasileiro do Algodão, por exemplo, aproxima pesquisadores, produtores e consultores, acelerando o processo de transferência de tecnologia para as fazendas.

Segundo Juan Piero, esses encontros ajudam pesquisadores a compreender as principais dificuldades enfrentadas durante as safras, permitindo que os estudos sejam direcionados às necessidades reais da produção.

Silmara Ferraresi reforça que o sucesso dessa integração depende da comunicação acessível e da aplicação prática das pesquisas desenvolvidas.

Formação de profissionais sustenta avanço da cotonicultura

A renovação da cotonicultura nacional também passa pela formação de novos profissionais especializados. Estudantes, pesquisadores e professores exercem funções complementares no desenvolvimento de tecnologias e soluções para o setor.

Enquanto estudantes e pós-graduandos contribuem com ferramentas digitais e análise de dados, pesquisadores transformam demandas do campo em inovações testadas e aplicáveis. Já os professores atuam na coordenação de projetos e na formação de novas gerações de especialistas.

Para Juan Piero, a qualificação humana é essencial para garantir a continuidade dos avanços científicos no agronegócio brasileiro.

Congresso Brasileiro do Algodão bate recorde de pesquisas

A edição de 2024 do Congresso Brasileiro do Algodão registrou recorde de participação científica, com 288 trabalhos apresentados digitalmente e outras 12 apresentações presenciais na arena científica.

Os temas mais abordados envolveram áreas como produção vegetal, controle de pragas, fitopatologia, melhoramento genético, qualidade da fibra e agricultura digital.

Para a 15ª edição do evento, prevista para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais o número de pesquisas e fortalecer soluções voltadas às demandas práticas do produtor rural.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportação de soja do Brasil bate recorde histórico em abril, aponta Secex

O Brasil registrou em abril de 2026 o maior volume de exportação de soja dos últimos cinco anos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques alcançaram 16,75 milhões de toneladas no mês, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado supera o antigo recorde histórico, registrado em abril de 2021, quando o país exportou 16,1 milhões de toneladas da commodity.

Safra recorde impulsiona embarques de soja

Mais cedo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais já havia projetado exportações próximas de 16,2 milhões de toneladas, também indicando um desempenho histórico para o setor.

Segundo a entidade, o forte ritmo de exportações ocorre em meio ao pico do escoamento da safra brasileira, que já teve cerca de 95% da área cultivada colhida.

O Brasil, líder global na produção e exportação de soja, deve colher uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas em 2026.

Soja gera US$ 7 bilhões em receitas para o país

Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja movimentou aproximadamente US$ 7 bilhões em receitas de exportação em abril, crescimento anual de 18,8%.

O desempenho reforça a relevância do grão para a balança comercial brasileira e para o avanço do comércio exterior do país.

Petróleo e minério de ferro também avançam

Além da soja, outros produtos importantes da pauta exportadora registraram crescimento em abril.

As exportações de petróleo renderam US$ 4,8 bilhões, alta de 10,6% em relação ao ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização internacional dos preços em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Apesar disso, o volume exportado caiu 10,6%, totalizando 8,17 milhões de toneladas.

Já o minério de ferro ocupou a terceira posição entre os produtos com maior geração de receitas no mês, somando cerca de US$ 2,5 bilhões. O crescimento de 19,5% foi influenciado tanto pelo aumento de preços quanto pelo avanço no volume exportado, que chegou a 34,57 milhões de toneladas.

Algodão dispara e açúcar recua nas exportações

Entre os destaques positivos, os embarques de algodão brasileiro cresceram 54,9% em abril, alcançando 370,4 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura avançaram 4,3%, enquanto os embarques de carnes de aves tiveram leve alta de 0,5%.

O café apresentou pequena retração de 0,9% no período, somando 171,5 mil toneladas exportadas.

Na contramão, o açúcar registrou queda de 23,6% frente a abril de 2025, totalizando 1,18 milhão de toneladas. O recuo ocorre em um cenário de maior direcionamento da produção de cana para o etanol na safra 2026/27.

Brasil amplia força no mercado global de commodities

O país segue como maior exportador mundial de soja, café, açúcar, algodão e carnes bovina e de frango. O Brasil também mantém posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro e petróleo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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Comércio Exterior

Taxa das blusinhas: setor do algodão critica possível fim da tributação

A possível revogação da chamada “taxa das blusinhas” — aplicada a remessas internacionais de até US$ 50 — tem gerado preocupação no setor produtivo. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) divulgaram posicionamento conjunto criticando a medida em análise pelo governo federal.

De acordo com informações publicadas pela imprensa, a equipe econômica voltou a discutir a retirada da tributação sobre importações de pequeno valor, o que poderia alterar o atual cenário do comércio exterior no segmento têxtil.

Aumento de importações preocupa cadeia do algodão

Na avaliação das entidades, o fim ou redução da cobrança pode estimular a entrada de produtos têxteis importados, especialmente aqueles produzidos com fibras sintéticas derivadas de combustíveis fósseis.

O principal receio é o aumento da concorrência com a indústria nacional, comprometendo a competitividade do algodão brasileiro e reduzindo o valor agregado da produção interna. O posicionamento segue a mesma linha de outras organizações do setor, como a indústria e o varejo têxtil.

Empregos e impacto econômico em jogo

As associações destacam que o complexo algodão-têxtil tem papel relevante na economia, sendo responsável por cerca de 1,3 milhão de empregos formais e outros 8 milhões indiretos no país. Aproximadamente 60% dessas vagas são ocupadas por mulheres.

Diante desse cenário, as entidades defendem que o debate sobre a taxação de importações considere efeitos de longo prazo, incluindo impactos econômicos, sociais e ambientais.

Riscos ambientais com fibras sintéticas

Outro ponto levantado é o impacto ambiental. Com a possível ampliação das importações de têxteis sintéticos, pode haver aumento na geração de resíduos e na presença de microplásticos no meio ambiente.

Segundo estimativas citadas pelas entidades, cerca de 35% dos microplásticos nos oceanos têm origem em materiais têxteis sintéticos, o que reforça a preocupação com a sustentabilidade do setor.

Importações têxteis mais que dobraram em 10 anos

Dados recentes indicam que o volume de importações têxteis no Brasil cresceu significativamente na última década. Em 2015, o país importava cerca de 1,1 milhão de toneladas; em 2024, esse número ultrapassou 2 milhões.

Do total, aproximadamente 94% correspondem a fibras sintéticas e artificiais, enquanto o algodão e outras fibras naturais representam menos de 6%, evidenciando a predominância de materiais não naturais no mercado externo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araujo/CNA

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Exportação, Portos

Exportações de algodão brasileiro têm novembro forte e avanço no Porto de Salvador

As exportações de algodão do Brasil registraram desempenho elevado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China foi o principal destino da fibra, com 105.557 toneladas, seguida por Índia (82.463 t), Bangladesh (56.454 t), Paquistão (41.496 t), Turquia (37.377 t) e Vietnã (35.013 t). Os números reforçam a força da demanda asiática no fechamento do mês.

Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ritmo de embarques em novembro, um dos mais expressivos do ano, evidencia a capacidade logística do Brasil em safras grandes, como a 2024/2025, estimada em 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Desempenho acumulado e mercados estratégicos

No acumulado do ano comercial 2025/2026, de agosto a novembro, os principais destinos se mantêm consistentes: Índia (169.932 t), China (153.624 t), Bangladesh (138.644 t), Vietnã (122.404 t), Paquistão (110.481 t) e Turquia (110.325 t).

Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, “com mais de 2,57 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e novembro, o resultado confirma a forte presença do algodão brasileiro no mercado internacional em 2025, mantendo o país como maior exportador global da commodity”.

Ele ressalta, porém, que parte do crescimento das vendas para a Índia se deveu a uma isenção tarifária que expira no final de dezembro, e ainda não há definição sobre sua prorrogação. “O desafio agora é abrir novos mercados, consolidar os atuais e aumentar a consciência do consumidor sobre os benefícios do algodão frente às fibras fósseis, ampliando a demanda pelo produto”, afirma Wajs.

Porto de Salvador se destaca e desafoga Santos

O incremento das exportações pelo Porto de Salvador é apontado como um sinal positivo pela Anea. Em novembro, o terminal baiano embarcou 24.538 toneladas, de um total de 402.452 t, representando 6% do volume nacional. Entre agosto e novembro, Salvador movimentou 54.946 toneladas, consolidando-se como o segundo corredor de exportação de algodão do país, com potencial de crescimento.

O Porto de Santos segue como principal centro de embarques, com 865.116 toneladas no mesmo período. Outros portos com movimentação significativa incluem São Francisco do Sul (30.459 t), Itajaí (2.595 t) e Paranaguá (2.113 t).

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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