Exportação

Exportações de Mato Grosso: Egito assume vice-liderança e movimenta US$ 1,3 bilhão

O Egito passou a ocupar posição de destaque nas exportações de Mato Grosso, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do estado. Em apenas dois anos, o país africano saiu da 22ª colocação no ranking comercial para a vice-liderança, ficando atrás apenas da China.

Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o volume financeiro exportado para o mercado egípcio saltou de US$ 329,1 milhões em 2023 para US$ 1,34 bilhão em 2025 — um crescimento expressivo em 24 meses.

Milho impulsiona avanço egípcio

A escalada começou a ganhar força em 2024, quando o Egito já figurava na 6ª posição entre os destinos das vendas externas mato-grossenses, somando US$ 1,07 bilhão em aquisições.

O principal motor desse avanço foi o milho, que registrou crescimento acelerado: passou de US$ 180,6 milhões em 2023 para mais de US$ 1 bilhão em 2025. A expansão reforça a importância do cereal na pauta do agronegócio de Mato Grosso.

Além do grão, houve diversificação com a entrada da soja e a consolidação do setor têxtil. O algodão atingiu US$ 110,1 milhões em vendas, ampliando a presença estadual no fornecimento de fibras ao mercado internacional. As carnes bovinas congeladas também mantiveram estabilidade, garantindo faturamento anual superior a US$ 100 milhões.

Egito supera parceiros tradicionais

Com o novo cenário, o Egito ultrapassou mercados historicamente relevantes, como Tailândia e Vietnã.

Se em 2023 o país africano importava 16 tipos de produtos de Mato Grosso, atualmente o fluxo financeiro está concentrado em 11 itens considerados estratégicos, principalmente voltados à segurança alimentar e ao fornecimento de fibras.

Diversificação fortalece balança comercial

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o avanço representa mais do que um crescimento pontual nas vendas externas. A mudança amplia oportunidades de novos acordos e reduz a dependência de poucos mercados compradores.

O secretário César Miranda avalia que a ascensão egípcia demonstra a competitividade da produção estadual e sua capacidade de abastecer mercados estruturais, especialmente aqueles com alta demanda por grãos e proteínas.

Segundo ele, a consolidação do milho como carro-chefe das exportações, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, indica potencial de ampliação do mix exportador. A estratégia inclui investimentos em infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e abertura de novos mercados para produtos de maior valor agregado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Hub da Louis Dreyfus em Rondonópolis integra fertilizantes e algodão e reforça logística em MT

A Louis Dreyfus Company (LDC) colocou em operação um novo hub logístico em Rondonópolis (MT), unificando as atividades de insumos agrícolas e algodão no mesmo complexo. A estrutura está instalada no terminal rodoferroviário do município e foi desenhada para otimizar o fluxo de cargas, reduzir custos e ampliar a eficiência operacional no estado.

O projeto permite que o produtor rural entregue o algodão em pluma e retorne com fertilizantes, inclusive por meio de operações de barter — modelo de troca de produtos bastante utilizado no agronegócio. A expectativa é diminuir a pegada de carbono por tonelada transportada, além de racionalizar a logística regional.

Estrutura amplia capacidade de armazenagem e mistura

O novo ativo conta com uma misturadora de fertilizantes com capacidade estática superior a 100 mil toneladas. Já o armazém dedicado ao algodão comporta mais de 20 mil toneladas da fibra.

A operação é automatizada e equipada com elevadores, tombadores e esteiras, eliminando o uso de pás carregadeiras no recebimento das cargas. A companhia destaca que a escolha de Rondonópolis se deve ao papel estratégico do município como principal polo logístico de Mato Grosso.

O estado concentra cerca de 70% da área plantada de algodão no Brasil e responde por 22% do consumo nacional de fertilizantes, consolidando-se como referência tanto na produção da fibra quanto na demanda por insumos.

Sincronização entre oferta e demanda no campo

De acordo com Bruno Andrade, diretor comercial de insumos da LDC para a região North Latam, o hub garante maior alinhamento entre fornecimento e necessidade do produtor.

Segundo ele, a nova estrutura assegura a disponibilidade de fertilizantes no momento exato da demanda no campo, ajustando a cadeia de suprimentos ao ritmo da produção agrícola.

Andrade acrescenta que o investimento fortalece o posicionamento da empresa como parceira estratégica de fornecedores e produtores, além de ampliar sua atuação no mercado brasileiro de fertilizantes por meio da expansão geográfica e da oferta de produtos com mistura própria.

Integração fortalece competitividade do algodão brasileiro

Para Dawid Wajs, diretor da plataforma de algodão da LDC, a integração entre originação, armazenagem e logística acompanha o crescimento da produção nacional e contribui para elevar a competitividade da fibra no exterior.

A companhia é reconhecida como uma das líderes globais na comercialização de algodão e aposta na sinergia entre as operações para impulsionar a presença do produto brasileiro no mercado internacional.

O presidente da LDC Brasil, Michel Roy, afirmou que o hub está alinhado à estratégia de longo prazo da empresa, iniciada há 175 anos, com foco no fortalecimento da capacidade de comercialização e na integração com as áreas de logística e fertilizantes.

Durante a inauguração, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ressaltou o potencial logístico do município para atrair novos investimentos e destacou a vocação da cidade como centro estratégico do agronegócio.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Louis Dreyfus Company/Divulgação

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Informação

Custo de produção elevado reduz área de algodão em Mato Grosso e produção deve cair mais de 15%

Os altos custos de produção continuam afetando a rentabilidade do algodão em Mato Grosso e já provocam impacto direto no planejamento da safra 2025/26. A área destinada à cultura no estado deve encolher 8,06% em relação ao ciclo anterior, o que também reflete em uma projeção de queda superior a 15% na produção de pluma.

Área de algodão encolhe na safra 2025/26

De acordo com relatório divulgado na segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa é de que sejam cultivados 1,42 milhão de hectares de algodão no estado nesta safra. O recuo está diretamente ligado à elevação dos custos e à pressão sobre as margens dos produtores.

Até o dia 30 de janeiro, cerca de 67,75% da área projetada já havia sido semeada, conforme levantamento recente.

Redução ocorre em todas as regiões do estado

A retração da área plantada é observada em todas as regiões de Mato Grosso, segundo o Imea. O maior recuo ocorre no Nordeste do estado, onde a área deve cair de 84,3 mil hectares para 60,6 mil hectares, uma redução de 28,04%.

No Norte mato-grossense, a diminuição estimada é de 15,55%, com a área passando para 21,4 mil hectares. Já na região Centro-Sul, a previsão indica queda de 10,81% na área cultivada com a fibra.

Produtividade menor impacta produção de algodão

Em relação à produtividade, o instituto manteve a metodologia de média ponderada das safras anteriores. A estimativa ficou em 290,88 arrobas por hectare, resultado 7,69% inferior ao registrado na safra 2024/25.

Com a combinação de menor área e produtividade mais baixa, a produção de algodão em caroço deve alcançar 6,21 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 15,13% frente às 7,32 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

Produção de pluma deve cair mais de 15%

A produção de pluma de algodão também foi revisada para baixo. A nova estimativa aponta volume de 2,56 milhões de toneladas na safra 2025/26, uma redução de 15,16% em comparação às 3,01 milhões de toneladas registradas no ciclo 2024/25.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Instabilidade climática impacta plantio do algodão em Mato Grosso e acende alerta fitossanitário

A instabilidade climática registrada nas últimas semanas em Mato Grosso tem reduzido o ritmo das operações agrícolas, especialmente na colheita da soja e na semeadura do algodão. Chuvas frequentes e volumes elevados em diferentes regiões do estado limitaram as atividades no campo, conforme aponta o boletim semanal da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), referente ao período de 18 a 24 de janeiro de 2026.

Segundo a entidade, o clima tem influenciado diretamente o andamento da safra de algodão 2025/26, embora, até o momento, o plantio siga dentro do cronograma esperado para esta fase da temporada.

Algodão apresenta bom estabelecimento inicial

Mesmo com as restrições impostas pelas chuvas, a AMPA informa que as áreas já implantadas apresentam desempenho positivo. As lavouras registram boa germinação, estande adequado e bom desenvolvimento inicial, inclusive nas regiões de segunda safra, que foram mais impactadas pela instabilidade climática nas últimas semanas.

O cenário indica que, apesar das dificuldades operacionais, o potencial produtivo inicial do algodão vem sendo preservado.

Plantio supera média histórica no estado

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, até 23 de janeiro, Mato Grosso havia semeado 47,80% da área prevista de algodão para a safra 2025/26. O avanço semanal foi de 18,76 pontos percentuais, índice significativamente superior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando o plantio alcançava 28,57%.

O percentual também supera a média histórica das últimas cinco safras, estimada em 37,53%. Entre os dias 9 e 16 de janeiro, o ritmo de avanço chegou a 20,96 pontos percentuais, considerado o maior desde o início da semeadura, em dezembro.

Regionalmente, o sudeste de Mato Grosso lidera o plantio, com 59,89% da área semeada. Na sequência aparecem as regiões noroeste (48,62%), médio-norte (44,70%), oeste (44,58%), centro-sul (42,93%) e nordeste (38,68%).

Colheita da soja limita avanço das operações

A colheita da soja avançou de forma pontual ao longo da semana, condicionada às curtas janelas de tempo firme. De acordo com a AMPA, não foram registradas perdas significativas provocadas por eventos climáticos, e as produtividades observadas variaram entre 53 e 87 sacas por hectare.

Em algumas regiões, a permanência da soja em final de ciclo tem atrasado a liberação das áreas para o algodão, especialmente na segunda safra. Essa situação contribui para a desaceleração temporária do ritmo de implantação da cultura.

Aumento da pressão de pragas preocupa produtores

Com o avanço da colheita da soja, o monitoramento fitossanitário passou a indicar aumento expressivo da pressão de pragas, com destaque para o bicudo-do-algodoeiro. Segundo a AMPA, houve elevação da presença da praga em praticamente todas as regiões monitoradas, especialmente após a retirada da soja das áreas.

As médias de captura variaram de 1,3 a mais de 6 insetos por armadilha, caracterizando alta população residual. Diante desse cenário, a entidade recomenda intensificação imediata das ações de manejo, como monitoramento contínuo, uso de armadilhas e tubos mata-bicudo, aplicações de defensivos conforme orientação técnica e eliminação rigorosa de plantas tiguera.

Além do bicudo, o boletim aponta ocorrências relevantes de mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas. A migração da mosca-branca da soja para o algodão em fase inicial é um dos principais focos de atenção neste momento.

Potencial produtivo exige manejo rigoroso

Apesar do bom estabelecimento inicial das lavouras, a AMPA avalia que o atual cenário combina potencial produtivo com elevado risco fitossanitário. O período de estabelecimento do algodão é considerado crítico, exigindo atenção redobrada e coordenação regional das estratégias de controle.

A entidade reforça que a adoção rigorosa do manejo integrado de pragas será determinante para preservar o desenvolvimento das lavouras e minimizar impactos na produtividade da safra 2025/26, em um contexto marcado por clima instável e pressão crescente de insetos-praga.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Portos

Porto Itapoá recebe certificação ABR-Log e avança na rastreabilidade do algodão brasileiro

O Porto Itapoá conquistou a certificação ABR-Log, concedida pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão). Com o reconhecimento, o terminal passa a integrar oficialmente a cadeia nacional de rastreabilidade do algodão, tornando-se um dos primeiros portos do País a aderir ao protocolo de boas práticas.

A certificação confirma que o porto cumpre rígidos requisitos de infraestrutura, segurança, responsabilidade socioambiental e excelência na movimentação e unitização de fardos.

Segundo Felipe Fioravanti Kaufmann, diretor Comercial e de Experiência do Cliente do Porto Itapoá, o selo reforça um compromisso estratégico. “O ABR-Log é uma das principais referências do setor. Integrar essa cadeia fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade, a segurança operacional e o bem-estar dos nossos colaboradores”, afirma.

ABR-Log amplia rastreabilidade ao setor logístico

Criado pela Abrapa, o ABR-Log (Algodão Brasileiro Responsável – Logística) amplia ao segmento logístico os mesmos princípios da certificação ABR, já consolidada entre produtores rurais. O objetivo é garantir que toda a jornada do algodão — da colheita à exportação — siga padrões de ética, transparência e responsabilidade ambiental.

O sistema funciona de forma integrada: cada fardo recebe um QR Code, permitindo identificar origem, data de colheita, fazenda e unidade de beneficiamento. Com a participação dos portos, a rastreabilidade passa a incluir também as etapas de transporte e embarque internacional.

Itapoá cresce e se firma entre os principais portos exportadores

Embora o Porto de Santos continue liderando as exportações brasileiras de algodão, o Porto Itapoá alcançou o segundo lugar no ranking nacional no último ano. Até setembro, o terminal já havia movimentado cerca de 3.000 TEUs, volume seis vezes maior que o registrado no mesmo período de 2024.

Os principais destinos são países do Extremo Oriente, como China, Indonésia e Vietnã, além do Oriente Médio e do subcontinente indiano, com destaque para Paquistão, Turquia e Bangladesh.

Eficiência logística aliada à responsabilidade socioambiental

Com a nova certificação, o terminal consolida sua imagem como um dos portos mais modernos e sustentáveis do Brasil. Kaufmann destaca que o reconhecimento fortalece a criação de rotas definitivas para cargas como o algodão.

“Essa conquista posiciona o Porto Itapoá como um ambiente seguro, socialmente responsável e comprometido com a qualidade em toda a cadeia logística”, afirma o executivo.

O selo reforça a integração do porto com o agronegócio, amplia sua atuação em mercados internacionais e fortalece práticas alinhadas aos padrões mais avançados de responsabilidade socioambiental.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro enfrenta novos desafios no mercado asiático

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou uma viagem à Indonésia e à Malásia, onde participou da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A visita reforçou o interesse do governo em ampliar a presença do agronegócio brasileiro na Ásia, considerada a região mais dinâmica da economia mundial.

Apesar do potencial, o crescimento das exportações brasileiras na região pode ocorrer em ritmo mais lento do que o previsto. No mesmo período, o ex-presidente americano Donald Trump também esteve na Ásia e conseguiu garantir concessões comerciais de vários países por meio de medidas tarifárias, fortalecendo o posicionamento dos Estados Unidos no comércio internacional.

Soja brasileira perde espaço para os EUA

A política comercial americana tem impactado diretamente as exportações do Brasil, especialmente de soja. Após uma trégua entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, a China retomou a compra de soja dos Estados Unidos, com um acordo que prevê 12 milhões de toneladas até o fim do ano e 25 milhões anuais até 2028.

No curto prazo, isso significa que o país asiático deve reduzir as importações de soja brasileira, priorizando o produto americano até a entrada da nova safra do Brasil, prevista para fevereiro. A expansão brasileira em outros mercados asiáticos também pode ser afetada, incluindo o farelo de soja.

Carne e algodão na disputa internacional

Além da soja, os produtores americanos de carne e algodão têm criticado o avanço do Brasil na Ásia. O país é o maior exportador mundial de carne bovina e pode ultrapassar os EUA também em produção total neste ano. Atualmente, 32% da carne bovina e 35% da carne suína produzidas no Brasil são exportadas, com destaque para China, México, Canadá e Filipinas.

No setor têxtil, o Brasil triplicou sua produção de algodão desde 2010, tornando-se o maior exportador global. Produtores norte-americanos afirmam que a concorrência brasileira se baseia em preços mais competitivos e pressionam o governo dos EUA por apoio político e econômico.

Comércio global cada vez mais politizado

Durante o Brazil Commodities Forum, realizado em Genebra, especialistas alertaram que o cenário de tarifas e políticas protecionistas — impulsionado pelo lema “America First” — começa a reverter oportunidades antes abertas ao Brasil. Países como Japão, Reino Unido e nações do Sudeste Asiático voltaram a comprar mais produtos americanos, muitas vezes por razões políticas e não comerciais.

A demanda chinesa por commodities se estabilizou, enquanto o custo das terras agrícolas brasileiras segue alto. Mesmo com maior eficiência produtiva, o país enfrenta taxas de juros elevadas, o que encarece o crédito e limita novos investimentos.

Sustentabilidade e competitividade como novos pilares

Para a advogada Heloisa Slav, especialista em commodities e organizadora do fórum, o futuro do agro brasileiro dependerá de três fatores principais:

  1. Manter o baixo custo e a alta escala de produção;
  2. Comprovar sustentabilidade em mercados com padrões cada vez mais exigentes;
  3. Equilibrar relações comerciais com China e Estados Unidos, mesmo em um ambiente global instável.

As novas exigências da União Europeia e dos EUA, que incluem produção livre de desmatamento, rastreabilidade e baixo carbono, tornam a sustentabilidade um diferencial competitivo. Nesse contexto, o Brasil tem potencial para se consolidar como fornecedor preferencial, unindo eficiência econômica e responsabilidade ambiental.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Algodão: agosto registra menor volume exportado em cinco anos

As exportações da safra 2024/25 de algodão tiveram início em agosto com desempenho abaixo do esperado. Segundo dados divulgados pelo Imea, Mato Grosso embarcou 40,39 mil toneladas no período, o que representou 52,14% do total nacional. O volume, no entanto, foi 36,78% menor em comparação ao mesmo mês do ciclo anterior.

Mato Grosso lidera, mas embarques recuam

Mesmo com retração, Mato Grosso manteve protagonismo. O estado concentrou mais da metade das exportações, mas o desempenho refletiu um movimento geral de queda. Considerando os últimos cinco anos, agosto de 2025 registrou o menor volume do período, ficando 14,18% abaixo da média histórica.

Os principais compradores da safra 23/24 seguiram relevantes neste início do novo ciclo. Vietnã, Paquistão e Bangladesh absorveram 13,65%, 22,92% e 18,40% das exportações em agosto, respectivamente, consolidando-se como mercados estratégicos para o grão mato-grossense.

Apesar do arranque enfraquecido, a expectativa do setor é positiva. A projeção do Imea é que a safra 24/25 registre novo recorde de exportações, sustentada pela competitividade do grão brasileiro e pela manutenção da demanda asiática.

Para produtores e tradings, o cenário exige atenção redobrada à logística e às variações cambiais. Se confirmado o ritmo de aceleração nas próximas janelas de embarque, o Brasil deve reforçar sua posição como principal fornecedor global, ampliando receitas para o agronegócio e fortalecendo a balança comercial.

Fonte: AgroLink

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Comércio Exterior

Índia estende isenção de tarifa de importação de algodão em meio à pressão dos EUA

As importações devem sustentar os preços globais do algodão; porém, também devem reduzir a demanda local, pressionando os preços domésticos, disseram agentes do mercado

Mumbai/Nova Delhi (Reuters) – A Índia prorrogou a isenção das taxas de importação de algodão por três meses, até o final de dezembro, de acordo com uma ordem do governo nesta quinta-feira, enquanto Nova Délhi busca apoiar a indústria de vestuário local que foi atingida pelas pesadas tarifas dos EUA.

As importações devem sustentar os preços globais do algodão, que apagaram as perdas e subiram 0,2% após a ordem. Porém, também devem reduzir a demanda por algodão local, pressionando os preços domésticos, disseram agentes do mercado.

A Índia, segunda maior produtora de algodão do mundo, havia anunciado anteriormente a isenção sobre as importações de algodão de uma tarifa de 11% até o final de setembro. Agora, estendeu a medida até 31 de dezembro.

O algodão provavelmente será originado da Austrália, Brasil, Estados Unidos e África, que têm excedente disponível para exportação, disseram representantes da indústria.

A duplicação das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações da Índia para até 50% em produtos como vestuário e joias entrou em vigor na quarta-feira.

Os Estados Unidos são o maior mercado da Índia para vestuário e joias, com valor de quase US$22 bilhões em 2024. A Índia tem uma participação de 5,8% no mercado de vestuário dos EUA, atrás da China, Vietnã e Bangladesh.

A isenção de impostos até o final do ano permitirá que as empresas têxteis indianas importem algodão mais barato, aliviando a pressão em meio a uma desaceleração na demanda dos EUA, disse à Reuters Atul Ganatra, presidente da Associação de Algodão da Índia.

“Com a extensão da isenção de impostos, as importações poderão atingir um recorde de 4,2 milhões de fardos este ano. É provável que as fortes importações continuem no primeiro trimestre do próximo ano também”, disse Ganatra.

O ano de comercialização do algodão na Índia vai de outubro a setembro.

A janela de importação anterior, que terminava em setembro, era muito estreita, disse um comerciante de Nova Délhi de uma trading global.

As fábricas têxteis não puderam importar algodão durante aquele período, já que a viagem a partir dos países exportadores normalmente leva mais de um mês. Mas agora elas podem fazer pedidos de grandes quantidades para o período seguinte, disse o comerciante.

O custo de desembarque do algodão importado é cerca de 5% a 7% menor do que o dos suprimentos locais, e a qualidade também é superior, disse um comerciante de Mumbai.

“A maior parte das importações chegará por volta do trimestre de dezembro, exatamente quando a safra local chegar ao mercado. É provável que isso pressione os preços locais para baixo”, disse o comerciante.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Importação

Índia suspende temporariamente tarifas de importação sobre algodão

Decisão é vista como um alívio para o setor de vestuário do país, que vem sofrendo com uma tarifa de 50% sobre as remessas para os Estados Unidos

A Índia suspendeu impostos de importação sobre o algodão de 19 de agosto a 30 de setembro, atendendo à demanda de grupos do setor que disseram que as isenções ajudariam a tornar o setor mais competitivo.

A suspensão temporária das tarifas, anunciada em uma ordem do governo na noite de segunda-feira (18), é vista como um alívio para o setor de vestuário da Índia, que vem sofrendo com uma tarifa exorbitante de 50% sobre as remessas para os Estados Unidos.

A tarifa dos EUA inclui uma taxa de 25% já existente e uma taxa adicional de 25% que entrará em vigor no final deste mês, imposta como penalidade pelas compras de petróleo russo feitas pela Índia. A taxa efetiva é desfavorável em comparação com 20% para Bangladesh e Vietnã e 30% para a China.

Órgãos do setor, como a CITI (Confederação da Indústria Têxtil Indiana), pediram ao governo que eliminasse a tarifa de importação de algodão para ajudar a tornar o setor mais competitivo.

Antes da isenção, as importações de algodão estavam sujeitas a uma tarifa de 11%.

As autoridades do setor agora esperam que o governo estenda as importações de algodão isentas de impostos para além de setembro.

A Reuters informou anteriormente que alguns exportadores indianos estavam se esforçando para explorar opções de fabricação no exterior para compensar o impacto das tarifas mais altas.

O setor de vestuário da Índia já estava lutando contra a escassez de mão de obra e a capacidade de produção limitada. A perspectiva de os exportadores transferirem a produção para o exterior representa um desafio adicional para a iniciativa de fabricação “Make in India” do governo.

A Índia pretende aumentar as exportações têxteis para US$ 100 bilhões até 2030.

O aumento acentuado das tarifas dos EUA ocorre no momento em que a Índia vinha surgindo como uma forte alternativa para os consumidores norte-americanos de vestuário, com Bangladesh enfrentando incertezas políticas e empresas buscando diversificar as cadeias de suprimentos além da China.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação

Mato Grosso bate recorde histórico na exportação de algodão

Estado embarcou 1,83 milhão de toneladas na safra 2023/24, alta de 7,62% em relação ao ciclo anterior

Mato Grosso encerrou julho de 2025 com um marco histórico nas exportações de algodão da safra 2023/24. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados no boletim semanal (11/08), o Estado embarcou 1,83 milhão de toneladas, alta de 7,62% frente ao ciclo anterior, respondendo por quase dois terços do total nacional, que atingiu 2,83 milhões de toneladas — o maior volume já registrado na série histórica.

Entre os principais compradores, Vietnã (375,93 mil t), Paquistão (294,31 mil t) e Bangladesh (279,92 mil t) se destacaram. Já a China, que era um dos maiores destinos, reduziu as importações em 66,94%, passando de 757,79 mil toneladas para 250,54 mil, devido ao equilíbrio dos estoques internos e à boa safra local.

Para o novo ciclo, iniciado neste mês de agosto de 2025, a expectativa é que Mato Grosso mantenha o ritmo forte e alcance 2,05 milhões de toneladas exportadas.

Colheita e preços

O avanço da colheita e do beneficiamento pressionou as cotações internas. Na última semana, a pluma Imea caiu 2,43%, fechando a R$ 126,18 por arroba. Até 8 de agosto, a colheita da safra 2024/25 alcançava 26,98% da área, com avanço semanal de 8,71 pontos percentuais.

O dólar comercial também registrou queda, recuando 1,87% e encerrando a semana com média de R$ 5,48.

Em julho, a comercialização da safra 2024/25 avançou 1,12 ponto percentual, alcançando 66,15% da produção estimada, com preço médio de R$ 132,63/@ — queda de 0,61% frente a junho. Produtores relatam dificuldade para vender lotes de qualidade inferior, enquanto compradores exigem produto premium.

Já para a safra 2025/26, as vendas atingiram 22,57% da produção, avanço mensal de 1,88 p.p., impulsionado por preços futuros mais atrativos (R$ 136,60/@), 1,41% acima do mês anterior.

Fonte: Midia Jur

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