Comércio

ALADI avança na eliminação de barreiras ao comércio de cosméticos na América Latina

A ALADI deu um passo decisivo para fortalecer o comércio intrarregional de cosméticos ao concluir, em Montevidéu, a revisão legal de um acordo voltado à eliminação de barreiras técnicas que dificultam o intercâmbio no setor. O encerramento dessa etapa formaliza o texto e abre caminho para sua assinatura e incorporação às legislações nacionais.

Próxima etapa: assinatura e adoção nacional

Com a revisão jurídica finalizada na sede da Associação Latino-Americana de Integração, o acordo segue agora para a fase de assinatura pelos países membros. Em seguida, o texto deverá ser internalizado nos marcos regulatórios de cada país, movimento considerado essencial para reduzir insegurança regulatória e aumentar a previsibilidade no comércio regional de produtos cosméticos.

Barreiras técnicas travam o comércio intrarregional

O foco do acordo é enfrentar um dos principais entraves ao comércio exterior de cosméticos na região: as barreiras não tarifárias. Entre elas estão diferenças em requisitos regulatórios, normas de rotulagem, avaliações de conformidade e procedimentos administrativos, fatores que elevam custos e tornam as operações mais lentas e complexas.

Em um mercado regional estimado em mais de US$ 55 bilhões, essas divergências impactam diretamente a logística internacional, gerando atrasos no despacho aduaneiro, aumento de despesas operacionais e maior complexidade para exportadores, importadores e operadores logísticos.

Setor estratégico para a integração regional

O setor cosmético ocupa posição de destaque no comércio latino-americano, tanto pelo volume movimentado quanto pela diversidade de produtos e cadeias produtivas distribuídas entre vários países. Ainda assim, o avanço do comércio intrarregional tem sido limitado pela existência de normas técnicas heterogêneas, que obrigam as empresas a cumprir múltiplas exigências para acessar diferentes mercados.

Harmonização regulatória e ganhos logísticos

O acordo busca reduzir essas limitações por meio da harmonização de requisitos, do reconhecimento mútuo de procedimentos e da eliminação de exigências redundantes. A meta é criar condições mais homogêneas para o comércio de cosméticos na América Latina, facilitando a circulação de mercadorias.

Além do impacto regulatório, a iniciativa traz reflexos diretos para a logística regional. A diminuição de obstáculos técnicos tende a resultar em processos aduaneiros mais ágeis, menos inspeções repetidas e redução no tempo de liberação de cargas, aumentando a eficiência das operações.

Negociação técnica e cooperação regional

A revisão legal foi concluída após um processo de negociação técnica, que incluiu encontros presenciais em Montevidéu com delegações dos países membros. Nessas reuniões, foram discutidos aspectos relacionados às regulamentações técnicas e aos mecanismos de controle aplicáveis ao setor cosmético.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Exportação

Acordo da Aladi impulsiona exportações brasileiras de cosméticos na América Latina

O Brasil e dez países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) concluíram, em Montevidéu, a negociação técnica do Acordo de Alcance Parcial voltado à eliminação de obstáculos técnicos ao comércio de cosméticos, itens de higiene pessoal e perfumaria. A medida prevê maior alinhamento regulatório entre os membros, simplificação de exigências e a remoção de barreiras que dificultavam a circulação desses produtos no bloco.

Segundo a Aladi, o mercado latino-americano de beleza movimenta mais de US$ 55 bilhões, tornando a integração regulatória fundamental para acelerar o fluxo comercial.

Convergência regulatória reduz custos e amplia competitividade
Com a implementação do acordo, empresas brasileiras do setor de beleza e cuidados pessoais devem se beneficiar com a redução de prazos e custos operacionais, maior previsibilidade nas operações e condições mais favoráveis para expansão das vendas. O processo negociador brasileiro contou com a participação da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e da Anvisa, em diálogo constante com representantes do setor privado.

O entendimento firmado recebeu adesão de dez dos treze países-membros da Aladi: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Regras simplificadas e padrões unificados
Entre os principais compromissos assumidos estão a eliminação da exigência de documentos como o certificado de venda livre, a adoção de padrões internacionais, a simplificação de procedimentos administrativos, a harmonização da rotulagem e a adoção de práticas de vigilância de mercado baseadas em risco.

O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo fortalece a competitividade das empresas brasileiras. Para ele, a medida reduz custos, estimula a inovação e abre espaço para ampliar a presença do Brasil no mercado latino-americano de cosméticos. “Estamos fortalecendo a competitividade industrial, incentivando investimentos e abrindo caminho para mais exportações”, destacou.

Exportações seguem em ritmo crescente na região
Em 2024, as vendas brasileiras de cosméticos para os países da Aladi somaram US$ 677,9 milhões, representando 77% das exportações do setor. Os dez países participantes do acordo foram responsáveis por US$ 533,3 milhões desse total. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações já atingiram US$ 556,6 milhões, refletindo a importância da integração regional.

Próximas etapas para a entrada em vigor
Com o encerramento das negociações técnicas, inicia-se agora a fase jurídico-administrativa, que deve ser concluída até o fim de janeiro de 2026. A assinatura do acordo ocorrerá na sequência, e sua implementação terá início 15 dias após a segunda notificação oficial à Secretaria-Geral da Aladi. Os demais países poderão aderir de forma gradativa, conforme finalizarem seus trâmites internos.

O que é a Aladi
Criada pelo Tratado de Montevidéu de 1980, a Aladi reúne 13 países latino-americanos com o objetivo de promover a integração econômica regional. Seus Acordos de Alcance Parcial permitem que grupos de países avancem em temas específicos, abrindo espaço para futuras adesões e integração ampliada.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

Brasil e Colômbia suspendem denúncia de acordo automotivo e mantêm integração produtiva

Os governos do Brasil e da Colômbia decidiram suspender, por um período de um ano, os efeitos da denúncia do Entendimento Automotivo Bilateral, firmado no âmbito do Acordo de Complementação Econômica nº 72 (ACE-72). A medida foi oficializada junto à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e garante a continuidade da cooperação entre os dois países no setor automotivo.

Decisão reforça cooperação entre os países

A suspensão havia sido acordada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro durante encontro realizado em Manaus, em 9 de setembro, à margem da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). Na ocasião, os líderes reafirmaram o compromisso de preservar a integração produtiva e fortalecer as cadeias regionais de valor na indústria automotiva latino-americana.

Acordo formalizado na ALADI

O documento de suspensão foi oficialmente depositado na ALADI no dia 7 de novembro de 2025, confirmando o entendimento entre os dois governos. A decisão assegura a manutenção das preferências tarifárias e dos mecanismos de cooperação industrial e aduaneira previstos no acordo original.

Próximos passos para um novo entendimento

Durante o período de suspensão, Brasil e Colômbia deverão negociar um novo acordo automotivo, que reflita as inovações tecnológicas e as novas políticas industriais adotadas por ambos os países.

Integração e competitividade regional

A medida reforça a integração produtiva, estimula a competitividade industrial e promove investimentos, inovação e sustentabilidade na região. A decisão também destaca o papel estratégico do diálogo diplomático e da cooperação econômica regional, além de reafirmar a importância da ALADI como fórum de integração latino-americana.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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