Agronegócio

Aberturas de mercado nos Emirados Árabes Unidos, em Gana e no Peru

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 511 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com os Emirados Árabes Unidos, Gana e Peru, que permitirão ao Brasil exportar diversos produtos do agronegócio àqueles países.

Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de embriões bovinos. A decisão reflete o reconhecimento internacional à qualidade genética do rebanho nacional. Entre janeiro e novembro de 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram mais de US$ 2,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros.

Em Gana, as autoridades aprovaram a exportação brasileira de bovinos vivos e sêmen bovino. A abertura fortalece a posição do Brasil como fornecedor de material genético de alto valor agregado, o que contribuirá para o aumento da produtividade do rebanho no país importador e para novas oportunidades de negócio para o setor brasileiro em termos de consultoria e assistência técnica. Com população estimada em 34 milhões de habitantes e demanda crescente por alimentos, Gana importou mais de US$ 315 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro de 2025.

No Peru, as autoridades aprovaram a exportação de sementes de sorgo. As sementes brasileiras são reconhecidas internacionalmente por sua qualidade genética, alta taxa de germinação e sanidade, resultado de investimentos contínuos em pesquisa e inovação. Esses atributos contribuem para aumentar a produtividade e a segurança alimentar em países parceiros. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 675 milhões em produtos agropecuários para o Peru.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 511 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

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Agronegócio

Produção de laranja deve crescer 28% em 2026, enquanto soja mantém força e café enfrenta volatilidade, aponta Rabobank

Panorama do agronegócio brasileiro para 2026
O estudo “Perspectivas para o agronegócio brasileiro 2026”, apresentado por analistas do Rabobank, projeta um avanço expressivo na produção de laranja, estabilidade para a soja e um cenário desafiador para o café. A estimativa é que a próxima safra cítrica registre um aumento de 28% frente ao ciclo atual, enquanto o agronegócio como um todo deve seguir com margens positivas, mesmo sob forte pressão macroeconômica.

Segundo cálculos do Cepea/Esalq-USP, em parceria com a CNA, o setor poderá movimentar R$ 3,79 trilhões em 2025, representando 29,4% do PIB, maior participação em mais de duas décadas. O dado considera o ecossistema ampliado que engloba serviços, logística, comércio e indústrias associadas.

Safras avançam em meio a desafios econômicos
O avanço do agronegócio ocorre em um ambiente de incertezas geopolíticas, juros de 15% ao ano, inflação acima de 5% e pressões fiscais internas. Mesmo assim, o Rabobank projeta que o Brasil siga competitivo.

Produção de laranja em forte recuperação
A produção de laranja deve alcançar 295 milhões de caixas de 40,8 quilos na safra 2025/26, segundo o relatório — um salto de 28% sobre o ciclo anterior. Para Andrés Padilla, senior analyst do Rabobank, o aumento permitirá recompor estoques importantes para a indústria.

Entretanto, fatores como greening, volatilidade climática, escassez de mão de obra e altos custos de produção ainda limitam um resultado maior.

A produção de suco de laranja também deve reagir e chegar a 993 mil toneladas equivalentes de FCOJ, avanço de 29% em comparação a 2024/25 e acima da média da última década.

Com a nova safra, o preço da caixa de laranja recuou de R$ 92, em outubro de 2024, para cerca de R$ 50 no fim deste ano. O Rabobank avalia que a produtividade elevada tende a compensar parte dessa queda, mantendo o cenário favorável tanto para produtores quanto para a indústria.

Soja: impacto geopolítico entre EUA e China
A soja brasileira segue como protagonista no comércio global, mas deve ser impactada pelas negociações tarifárias entre Estados Unidos e China. As duas potências discutem alterações nas alíquotas, e o desfecho pode definir os prêmios da soja na safra 2025/26.

Nesta safra, o Brasil deve bater novo recorde, com 172 milhões de toneladas, sendo 111 milhões destinadas à exportação — 10 milhões acima do recorde anterior. A demanda chinesa, impulsionada por restrições comerciais com os EUA, permanece forte.

Contudo, um eventual acordo comercial entre americanos e chineses pode reduzir as compras de soja brasileira, pressionando preços internos. Ainda assim, isso pode tornar o produto mais competitivo para o mercado de esmagamento, que deve atingir 58 milhões de toneladas em 2025 e 60 milhões em 2026, impulsionado pela mistura obrigatória de 15% de biodiesel a partir de agosto de 2025.

Mantidas as condições atuais, o Rabobank prevê um novo recorde em 2026, com 177 milhões de toneladas.

Café: tarifas, clima e estoques elevam volatilidade
O mercado de café vive um período de intensa volatilidade, influenciado por tarifas, regras ambientais e estoques. Em 2024, os preços do arábica em Nova York oscilaram de US$ 4,38/lp em fevereiro para US$ 2,80/lp em julho, voltando a superar US$ 3,80/lp em outubro. O robusta seguiu tendência semelhante.

A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro reduziu a competitividade do país e abriu espaço para Colômbia, Etiópia, Vietnã e América Central. Embora o Brasil busque diversificar mercados, ainda há incerteza sobre a retomada do espaço perdido.

O Rabobank projeta produção nacional de 62,8 milhões de sacas em 2026, com o arábica recuando 14% (38,1 milhões de sacas) e o robusta atingindo recorde de 24,7 milhões de sacas, alta de 10%.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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Exportação

TCP lidera exportações de gergelim e feijão no Brasil com forte demanda da Ásia

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) consolidou sua liderança nas exportações brasileiras de gergelim e feijão em 2025. Menos de um ano após a abertura do mercado chinês para o gergelim nacional, o país asiático já se tornou o principal destino dos embarques realizados pela operadora portuária.

Entre janeiro e setembro, o terminal exportou 249 mil toneladas de gergelim, um salto de 184% em relação às 88 mil toneladas registradas no mesmo período de 2024. O desempenho coloca a TCP com 71% de participação de mercado no volume total exportado pelo Brasil.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da empresa, a China responde por mais de um terço do consumo global de gergelim. “A abertura desse mercado e as novas habilitações de empresas brasileiras fizeram os embarques dispararem. Em menos de um ano, o país asiático se tornou o principal destino do gergelim exportado pela TCP”, destacou.

Exportações para a Ásia em ritmo acelerado

A China, a Índia e o Vietnã lideram o ranking de importadores do gergelim exportado pela TCP, com 46%, 21% e 8% do volume total, respectivamente. “Os três maiores mercados do gergelim brasileiro estão na Ásia, e a TCP conta com oito serviços semanais para atender esses destinos, o que amplia a flexibilidade e capacidade de embarque”, explicou Carolina Brown, gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da companhia.

Enquanto o volume exportado pelo Brasil cresceu 42%, a TCP registrou alta de 184%, o que evidencia a preferência do mercado pelo terminal paranaense.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), o Brasil exportou 349,6 mil toneladas de gergelim entre janeiro e setembro de 2025 — o maior volume da série histórica, superando as 246,6 mil toneladas do mesmo período de 2024.

Feijão brasileiro conquista novos mercados

As exportações de feijão também bateram recorde neste ano. Segundo o IBRAFE, o Brasil embarcou 361,8 mil toneladas até setembro, um aumento de 4% em relação a 2024.

No Terminal de Paranaguá, o crescimento foi ainda mais expressivo: os embarques passaram de 176 mil para 315 mil toneladas, alta de 79%, o que garantiu ao porto 87% de participação nacional no segmento.

Os principais destinos foram Índia (64%), Portugal (6%) e África do Sul (5%). Guidolim explicou que o desempenho está ligado à eficiência logística: “Como se trata de uma carga perecível que exige fumigação, a integração com os armazéns da retroárea de Paranaguá e o alinhamento com os órgãos intervenientes tornam o processo mais ágil e rentável para os exportadores.”

Feijão-mungo-preto se destaca nas exportações

Entre as variedades, o feijão-mungo-preto foi o mais exportado pelo Brasil, com 171 mil toneladas, seguido pelo feijão-caupi branco, com 66 mil toneladas. Lançado oficialmente em 2024 pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o mungo-preto é uma nova cultura voltada exclusivamente ao mercado externo, especialmente países asiáticos, onde é amplamente utilizado na culinária local.

O IBRAFE reforça que o avanço nas exportações não afeta o abastecimento interno, sustentado pelo feijão-carioca, responsável por 65% da produção nacional e direcionado ao consumo doméstico.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Exportação

Brasil retoma exportações de carne de frango e amplia acesso de produtos agropecuários à Malásia

O Brasil oficializou a retomada das exportações de carne de frango para a Malásia e conquistou a abertura de seis novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) durante reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar da Malásia, Mohamad Sabu, em Kuala Lumpur.

Parceria reforça presença do agronegócio brasileiro no Sudeste Asiático

O encontro integrou a missão oficial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita a Indonésia e a Malásia entre os dias 23 e 28 de outubro, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e estratégicas do Brasil na região.

Um dos principais resultados da reunião foi a reabertura do mercado malaio para a carne de frango brasileira, suspenso anteriormente devido a medidas sanitárias relacionadas à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Fávaro destacou o avanço nas negociações e a agilidade do processo.

“Chegamos da Indonésia à Malásia e viemos direto para o Ministério da Agricultura malaio, onde tivemos ótimas notícias. Conseguimos antecipar a retomada das exportações de frango brasileiro, que poderia levar 12 meses, para apenas três”, afirmou o ministro.

Malásia amplia importação de produtos agropecuários brasileiros

Além da carne de frango, a reunião resultou na autorização para importação de novos produtos brasileiros, ampliando a presença do agronegócio nacional no mercado malaio. Entre os produtos liberados estão pescados extrativos e de cultivo, gergelim, melão e maçã. O governo malaio também formalizou a abertura do mercado para ovos em pó e antecipou a auditoria de 16 plantas brasileiras de carne suína, etapa necessária para o início das exportações.

“Frango, suínos, frutas, grãos, gergelim e ovos — o Brasil está abrindo portas na Malásia e criando novas oportunidades para nossos produtores. É o agronegócio brasileiro se consolidando como referência em qualidade e segurança alimentar”, destacou Fávaro.

Brasil e Malásia fortalecem comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Malásia alcançou US$ 487,2 milhões em 2024, com US$ 346,4 milhões em exportações brasileiras e US$ 140,9 milhões em importações. O país asiático ocupa atualmente a 23ª posição entre os principais destinos das exportações do Brasil. No setor do agronegócio, as vendas brasileiras somaram US$ 1,26 bilhão, com destaque para açúcar de cana, milho e algodão.

A retomada das exportações e a ampliação de mercados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global, fortalecendo laços comerciais com o Sudeste Asiático e expandindo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

Aproximação entre EUA e China acende alerta no mercado da soja brasileira

A reaproximação entre Estados Unidos e China nas negociações comerciais reacende a preocupação entre produtores e exportadores de soja no Brasil. Caso um acordo tarifário seja firmado, o país pode enfrentar queda nas exportações e recuo nos preços internos do grão, que ainda está no início do plantio da nova safra.

Desde o início da guerra comercial, em fevereiro deste ano, a soja brasileira vinha se beneficiando da perda de espaço do produto americano no mercado chinês. Em setembro, a China não importou um único grão de soja dos EUA, algo que não acontecia desde novembro de 2018, segundo autoridades alfandegárias chinesas. No mesmo período, as compras de soja brasileira somaram 10,96 milhões de toneladas, um aumento de 30% em relação a setembro de 2024, representando 85% do total das importações chinesas.

Encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar cenário

O presidente americano Donald Trump anunciou que se reunirá com o líder chinês Xi Jinping durante a Cúpula da APEC, em novembro, e a soja será um dos principais temas da pauta. Embora as tensões entre os dois países ainda sejam evidentes, analistas acreditam que há uma tentativa concreta de aproximação diplomática.

Segundo Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, as recentes declarações públicas de ambos os governos indicam que um acordo comercial está sendo costurado.

“Toda vez que as tensões aumentam, os países criam um problema para depois inventar uma solução. A China pode negociar o acesso às suas terras raras em troca da compra de soja americana — e tem poder de barganha para isso, já que mostrou que pode ficar sem importar dos EUA por um bom tempo”, afirma.

Impactos diretos sobre a soja brasileira

Caso o acordo se concretize, o Brasil pode ser o principal prejudicado. De janeiro a setembro de 2025, a China respondeu por 77% das exportações brasileiras de soja, com alta de 4,83% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fernandes explica que o preço da soja seria pressionado por diversos fatores.

“O dólar cairia, os preços na bolsa de Chicago subiriam e o prêmio nos portos brasileiros despencaria, podendo ficar negativo nos contratos de fevereiro e março de 2026. Ou seja, a soja brasileira apanharia de todos os lados”, avalia.

Com esse cenário, os analistas estimam uma queda acentuada nos preços internos. De acordo com Luiz Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, a saca de soja no interior do Paraná, atualmente cotada a R$ 131, poderia cair para R$ 100. O prêmio de exportação, que hoje está em 167 pontos positivos no porto de Paranaguá (PR), teria redução de 82%.

Brasil segue como pêndulo entre China e EUA

“Hoje, o Brasil é o pêndulo do comércio global de soja”, resume Pacheco. Ele lembra que, caso a produção nacional atinja as 176 milhões de toneladas estimadas pela Conab para a safra 2025/26, a China poderá manter a estratégia de não comprar soja americana por mais um ano. Porém, qualquer problema climático pode inverter esse quadro e devolver o poder de negociação aos Estados Unidos.

China desacelera compras à espera de acordo

Após um primeiro semestre de forte demanda, os chineses reduziram o ritmo de importações da soja brasileira.

“Neste mês, a China comprou apenas um navio de soja do Brasil para embarque em novembro. A demanda segue fraca, mesmo com a necessidade de importar 9 milhões de toneladas entre dezembro e janeiro”, explica Pacheco.

A justificativa chinesa seria o alto custo da soja brasileira, mas, segundo Fernandes, isso serve como pretexto estratégico para diversificar fornecedores.

“Na primeira guerra comercial, o prêmio da soja brasileira chegou a 300 pontos, e hoje está abaixo de 200. A China usou esse argumento para buscar soja no Canadá e na Argentina”, relembra.

Com estoques elevados, o país asiático pode evitar novas compras até fevereiro — ou até que haja um desfecho nas negociações com os EUA.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos mercados na Ásia e África

O Governo do Brasil confirmou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros. As novas autorizações incluem a exportação de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Com esses avanços, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 460 novos mercados abertos desde o início de 2023, resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, a conquista reforça o posicionamento do Brasil como potência global em alimentos e insumos de alto valor agregado, com destaque para sustentabilidade, qualidade e inovação.

Ásia lidera as novas oportunidades de exportação

Entre janeiro e setembro de 2025, cerca de 37% das novas aberturas comerciais ocorreram na Ásia, consolidando o continente como principal destino das exportações brasileiras.

No Japão, que possui uma população de 124 milhões de habitantes e importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, a castanha-do-Brasil passa a integrar o portfólio de importações. O produto é valorizado por seu alto teor de selênio e por atender à demanda japonesa por ingredientes premium usados na panificação e confeitaria.

Em Singapura, onde mais de 90% dos alimentos são importados, foi autorizada a compra de ovos processados brasileiros, reconhecidos pela maior vida útil e estabilidade operacional em redes hoteleiras e restaurantes. Já a Coreia do Sul aprovou a importação de heparina purificada suína, insumo essencial para a produção de medicamentos anticoagulantes.

Índia e Egito fortalecem parcerias estratégicas com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi firmado um acordo para exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, produtos amplamente utilizados nas indústrias têxtil, farmacêutica e de gelatina. O governo destaca que a medida contribui para a economia circular e para o aumento do valor agregado da pecuária brasileira.

Na África, o Egito ampliou suas compras de proteína animal ao autorizar a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. O país, que mantém parceria sólida com o Brasil no setor, reconhece a certificação halal e a segurança do abastecimento brasileiro, o que reforça a confiança nas relações comerciais bilaterais.

Diplomacia ativa fortalece presença brasileira no mercado asiático

O anúncio coincide com o início da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia, que inclui paradas na Indonésia e Malásia. Durante a missão, Lula participará da 47ª Cúpula da ASEAN e da 30ª Cúpula do Leste Asiático, além de reuniões bilaterais com o presidente indonésio Prabowo Subianto e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Nas redes sociais, o presidente destacou o objetivo da viagem: “De partida para a Ásia, onde farei visita oficial à Indonésia. Na sequência, participarei da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático e da 30ª Cúpula do Leste Asiático. Com esta missão, damos mais um importante passo para consolidar a cooperação internacional.”

A missão presidencial também prevê assinatura de acordos em ciência, tecnologia e inovação, reforçando a diplomacia econômica do Brasil e a diversificação de parcerias no Sul Global, com foco em desenvolvimento sustentável e integração comercial.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Exterior

Anec revisa para cima as projeções de exportação de soja, milho e farelo em outubro

Associação aponta avanço nas estimativas e reforça ritmo aquecido do agronegócio brasileiro

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou suas previsões de exportação para soja, milho e farelo de soja neste mês de outubro, refletindo o bom desempenho do agronegócio brasileiro e a forte demanda internacional pelos grãos.

Soja deve superar 7,3 milhões de toneladas exportadas

De acordo com a Anec, as exportações de soja devem atingir 7,31 milhões de toneladas em outubro — um leve aumento em relação à projeção anterior de 7,12 milhões de toneladas. O número reforça o ritmo consistente dos embarques brasileiros, impulsionado pela competitividade do produto no mercado externo.

Milho e farelo também registram alta nas projeções

As estimativas para as exportações de milho também foram ajustadas para cima, passando de 6,06 milhões para 6,46 milhões de toneladas. O crescimento reflete o forte desempenho das vendas externas e a boa janela logística de escoamento dos grãos.

Já o farelo de soja deve alcançar 2,06 milhões de toneladas embarcadas em outubro, ante 1,92 milhão na previsão da semana anterior. O aumento confirma o cenário positivo das exportações de derivados da soja, com maior demanda de países asiáticos e europeus.

Exportações agrícolas mantêm trajetória de crescimento

Com os novos ajustes, outubro tende a se consolidar como um dos meses de melhor desempenho do ano para o setor de grãos, reforçando a posição do Brasil como líder global em exportações agrícolas.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Exportações de farelo de soja alcançam 15,3 milhões de toneladas até agosto

Demanda do biodiesel impulsiona o setor

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, no Boletim Logístico de setembro, que a demanda por farelo de soja segue sustentada principalmente pelo setor de proteína animal e, em maior escala, pelo avanço da produção de biodiesel. Segundo a estatal, esse cenário contribuiu para melhorar a rentabilidade da indústria de esmagamento no país.

Produção e consumo interno

A Conab estima que a produção nacional de farelo de soja atinja 45,1 milhões de toneladas em 2025. Desse total, 23,6 milhões de toneladas devem ser destinadas à exportação, enquanto o consumo interno deve chegar a 19,5 milhões de toneladas.

Embora o crescimento em relação à safra anterior seja pequeno, o setor deve encerrar o ciclo com um estoque de passagem de 5,4 milhões de toneladas, o maior da série histórica acompanhada pela entidade.

Exportações estáveis no acumulado do ano

Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 15,3 milhões de toneladas de farelo de soja, volume próximo ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 15,4 milhões de toneladas.

Portos e principais origens do produto

O porto de Santos segue na liderança do escoamento, com 43,5% da participação nacional, ainda que abaixo dos 45,2% registrados em 2024. Já Paranaguá ampliou sua fatia para 29,1% (ante 26,7% no ano passado), enquanto o porto do Rio Grande respondeu por 15,3% (contra 14,7%) e Salvador alcançou 7,8% (ante 6,9% em 2024).

As exportações tiveram origem principalmente nos estados de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, grandes produtores de soja e responsáveis por sustentar a oferta ao mercado interno e externo.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio, Economia, Gestão, Industria, Informação, Mercado Internacional, Tributação

Brasil vira ameaça em disputa entre EUA e China pelo controle dos mares

Um disputa entre China e EUA pelo controle das rotas comerciais marítimas no mundo ganha um componente inesperado para o governo de Donald Trump: o alerta por parte do poderoso setor do agronegócio americano diante do que consideram como uma ameaça da concorrência brasileira.

A Casa Branca quer romper o domínio da China no transporte marítimo com uma estratégia em duas frentes. Uma é taxar os navios fabricados por Pequim e a outra, ampliar subsídios para a indústria naval dos EUA.

O problema, segundo os exportadores americanos, é que as medidas ameaçam tirar a competitividade dos produtos dos EUA, principalmente no setor agrícola. Já navios chineses poderiam continuar operando em mercados como o do Brasil.

O resultado seria a substituição dos bens exportados globalmente pelos EUA por bens vendidos pelo agronegócio brasileiro, mais competitivo diante da diferença que poderia ser estabelecida no frete.

O alerta sobre o país surgiu na semana passada, durante audiências marcadas pelo governo Trump para avaliar como cada setor examinava a proposta de lançar uma ofensiva pelo controle dos mares.

Ainda no governo de Joe Biden, os EUA começaram a investigar o domínio da China no setor de construção naval.

Em 2024, os navios porta-contêineres construídos na China detinham 81% do mercado. Na frota de navios para transportar grãos, os chineses representavam 75% da frota global. Nos principais mercados de energia, a China também vem aumentando sua presença. A China agora tem uma participação de 48% no mercado de transportadores de gás liquefeito de petróleo.

Em 12 de março de 2024, cinco sindicatos americanos entraram com uma petição solicitando uma investigação sobre as práticas da China no setor marítimo. O governo acatou o pedido e, em 17 de abril de 2024, Biden solicitou consultas com o governo da China.

A conclusão inicial da investigação determinou que a dominância da China “não é razoável porque desloca empresas estrangeiras, priva as empresas orientadas para o mercado e seus trabalhadores de oportunidades comerciais”.

O domínio chinês ainda aumenta o risco e reduz a resiliência da cadeia de suprimentos dos EUA. A conclusão foi também de que o posicionamento da China nos mares cria riscos de segurança econômica. Segundo o Escritório de Comércio dos EUA, o apoio financeiro da China, as barreiras para empresas estrangeiras, o “roubo” de propriedade intelectual, as políticas de aquisição e as transferências forçadas de tecnologia deram uma vantagem “injusta” ao seu setor de construção naval e marítimo.

Os chineses contestam a tese e alegam que o domínio não ocorreu por acaso. Cientes de seu papel central no comércio mundial, os chineses passaram a investir também no controle do transporte, com enormes investimentos e subsídios do estado para a construção de navios.

Ao chegar ao poder, porém, Trump decidiu ir além. Uma das propostas, agora, é a de aplicar multas e taxas sobre todos os navios fabricados na China que chegam aos portos dos EUA. Para embarcações com mais de mil toneladas, a taxa seria de US$ 1 milhão. Mas a Casa Branca também quer taxar qualquer operadora marítima que use navios fabricados na China. Neste caso, a taxa seria de até US$ 1,5 milhão.

O objetivo é o de forçar o mundo a comprar outros navios e reduzir o controle chinês. Enquanto isso, Trump lança uma operação para trazer de volta aos EUA a fabricação de navios. As multas poderiam chegar a US$ 20 bilhões por ano.

Em seu discurso ao Congresso ainda em 4 de março, Trump anunciou que criaria um novo escritório de construção naval na Casa Branca e prometeu incentivos fiscais para trazer mais construção naval de volta aos EUA.

Ele ainda assinou uma ordem executiva que inclui 18 medidas destinadas a retomar a construção naval dos EUA. Atualmente, os estaleiros americanos produzem menos de uma embarcação comercial de grande porte por ano, concentrando-se quase que exclusivamente em contratos militares.

A ameaça brasileira

Durante as audiências, porém, produtores americanos do setor agrícola se levantaram contra a proposta. No dia 24 de março, diante do USTR —o escritório de Comércio da Casa Branca— o fazendeiro de soja de Indiana e diretor da American Soybean Association (ASA), Mike Koehne, testemunhou contra a iniciativa.

Koehne foi o único representante de um grupo de commodities agrícolas no processo. Além de fazer parte da diretoria da ASA, Koehne faz parte da diretoria do Conselho de Exportação de Soja dos EUA e é presidente da Coalizão de Transporte de Soja.

Diante do governo Trump, ele explicou que depende pessoalmente do comércio marítimo, explicando que algumas de suas colheitas são transportadas por barcaça pelo rio Ohio antes de chegar a um navio a granel no Golfo do México. Os grãos de soja que ele cultiva são transportados por contêineres para o Japão e Taiwan.

“Com suas vias navegáveis interiores, ferrovias e rodovias, acredito que nosso sistema de transporte é nossa vantagem competitiva”, disse. “A ASA apoia a meta de aumentar a capacidade de construção naval doméstica para ajudar na exportação da agricultura dos EUA. Entretanto, a solução proposta nessa investigação gera consequências não intencionais para os produtores de soja como eu”, alertou.

Segundo ele, a solução proposta pelo USTR para combater o setor de construção naval da China “aumentaria significativamente” as taxas de frete para a soja e os produtos de soja dos EUA, tornando o preço final dos produtos de soja dos EUA menos desejável em comparação com os grãos do Brasil —os maiores concorrentes da soja dos EUA no mercado de exportação.

“A imposição de taxas portuárias sobre a maior parte da frota marítima que exporta e importa dos EUA aumentará os custos para os agricultores americanos, tanto em termos de insumos como fertilizantes, sementes, quanto para levar as colheitas ao mercado”, disse.

“Ao mesmo tempo, nossos concorrentes no Brasil e na Argentina não estarão sujeitos às mesmas regulamentações. Embora bem-intencionada, essa proposta garantiria que a soja dos EUA arcaria com custos mais altos e seria menos competitiva no mercado global”, concluiu.

A American Farm Bureau Federation, poderosa entidade de lobby agrícola dos EUA, também declarou ser contra. Em 2024, os EUA exportaram mais de 106 milhões de toneladas métricas de produtos agrícolas a granel.

A National Grain & Feed Association (NGFA) —a maior associação de grãos dos EUA— também se declarou contra a proposta do governo de cobrar multas. “Embora bem-intencionada, essa proposta ameaça impor custos significativos aos exportadores de grãos e sementes oleaginosas dos EUA e corroer a competitividade dos Estados Unidos no mercado internacional”, explicou o presidente e CEO da NGFA, Mike Seyfert.

“Se promulgada, essa proposta eliminaria efetivamente metade da frota global a granel de que precisamos para exportar quase um terço dos grãos e sementes oleaginosas produzidos nos Estados Unidos”, explicou Seyfert. “Isso coloca a agricultura dos EUA em uma desvantagem competitiva considerável nos mercados globais. Já estamos vendo interrupções no mercado desde que a proposta foi apresentada, incluindo perda de vendas e dificuldade de contratar navios.”

Há aproximadamente 21.000 navios na frota mundial de transporte a granel, quase 50% dos quais foram fabricados na China. Apenas cinco navios atualmente em operação na frota global foram construídos nos Estados Unidos, ou 0,2%.

Os navios de contêineres, que foram usados para exportar cerca de US$ 9 bilhões em grãos e sementes oleaginosas em 2024, também são importantes para os transportadores agrícolas e seriam gravemente afetados pela proposta, disse Seyfert.

Os grupos de lobby da agricultura americana estimam que uma taxa adicional de US$ 1 milhão sobre os navios que transportam exportações agrícolas aumentaria os custos da maioria das remessas entre US$ 15 e US$ 40 por tonelada.

“Sem uma isenção, poderemos ver uma queda significativa nas exportações de milho, soja e trigo”, alertou Seyfert. “Isso coloca em risco o superávit comercial de US$ 65 bilhões que os Estados Unidos têm com os grãos e sementes oleaginosas americanos e prejudica toda a agricultura americana, desde os exportadores até os agricultores”, insistiu.

FONTE: UOU
Brasil vira ameaça em disputa entre EUA e China pelo controle dos mares

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Agronegócio, Economia, Exportação, Gestão, Informação

Abertura de mercado em Sarawak, Malásia, para exportação de carne de aves e carne bovina do Brasil

Com essas novas aberturas, o agronegócio brasileiro atinge a 44ª abertura de mercado em 2025, totalizando 344 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023

O governo brasileiro informa que, durante a visita do ministro de agricultura do estado de Sarawak, Malásia, ao Brasil, foi acordado o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de carne de aves e carne bovina brasileiras.

Em 2024, o Brasil exportou mais de 30 mil toneladas de carnes de aves e bovina para a Malásia, totalizando cerca de US$ 67 milhões. O estado de Sarawak, que tem população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, está localizado em ilha separada da Malásia continental e possui requisitos específicos para importação de alimentos. Com o aceite do certificado sanitário internacional pelo estado, há a expectativa de que o volume exportado para a Malásia cresça significativamente nos próximos anos.

Com essas novas aberturas, o agronegócio brasileiro atinge a 44ª abertura de mercado em 2025, totalizando 344 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.

Esses avanços são resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MRE.gov
Abertura de mercado em Sarawak, Malásia, para exportação de carne de aves e carne bovina do Brasil — Ministério da Agricultura e Pecuária

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