Exportação

Uva terá tarifa zerada na Europa com acordo Mercosul-UE a partir de maio

A partir de 1º de maio, a exportação de uva brasileira para a Europa passará a contar com tarifa zerada, eliminando a alíquota de 11% atualmente aplicada. A medida entra em vigor com o início do acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, já confirmado pelo Governo Federal.

A uva se destaca entre os produtos beneficiados por reduções tarifárias progressivas, sendo um dos poucos itens com isenção imediata dentro do acordo.

Acordo amplia competitividade do Brasil no mercado europeu

O tratado comercial entre os blocos gera expectativa positiva no setor de fruticultura brasileira, principalmente pela redução de tarifas que variam entre 4% e 14% para diversos produtos nacionais.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a medida traz mais previsibilidade e fortalece a posição do Brasil no mercado internacional.

A redução deve aumentar a competitividade das frutas brasileiras, especialmente frente a países como Peru, Chile e África do Sul, que já possuem condições tarifárias mais favoráveis para exportação à Europa.

Diversificação de mercados segue como estratégia

Além do avanço no mercado europeu, o Brasil vem ampliando sua presença global. Recentemente, a uva brasileira conquistou espaço no mercado asiático, com abertura comercial para a China.

A estratégia de diversificação, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar o alcance das exportações.

A entidade destaca que ações para abertura de novos destinos vêm sendo realizadas há anos, incluindo negociações para exportação de outras frutas, como citros para a Índia.

Exportações de frutas batem recorde em 2025

O setor de exportação de frutas registrou desempenho histórico em 2025, alcançando US$ 1,45 bilhão em faturamento — crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume na comparação com 2024.

As vendas para a Europa tiveram destaque, com aumento de 12,8% em valor e 19,1% em volume para frutas como manga, melão, limão, melancia, uva e mamão.

No total, essas frutas geraram US$ 967 milhões em receita. O volume exportado ao continente europeu chegou a 949 mil toneladas, superando as 796,6 mil toneladas registradas no ano anterior.

Projeções indicam crescimento contínuo do setor

A ApexBrasil projeta que o faturamento da fruticultura nacional cresça cerca de 40% até 2029, podendo atingir US$ 1,8 bilhão.

Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita próxima de US$ 1,3 bilhão, consolidando o país como um dos principais players globais do setor.

A expectativa é que acordos comerciais como o entre Mercosul e União Europeia continuem impulsionando o crescimento e a diversificação das exportações brasileiras.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Importação

Importação de banana do Equador gera debate sobre impactos no Brasil

A possível importação de banana do Equador entrou no centro das discussões do setor agropecuário brasileiro. O tema foi debatido em reunião realizada na Casa Civil, na quarta-feira (18), com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), produtores, parlamentares e representantes do governo federal.

O encontro reuniu integrantes do Ministério da Agricultura, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e lideranças da bananicultura brasileira, que demonstraram preocupação com os efeitos da abertura do mercado para o produto estrangeiro.

Cultura tem peso econômico e social no país

Durante a reunião, o setor destacou a relevância da banana para a segurança alimentar, geração de renda e manutenção de milhares de famílias no campo. A atividade ocupa cerca de 470 mil hectares no Brasil, com produção superior a 7 milhões de toneladas.

A cadeia produtiva é marcada pela forte presença da agricultura familiar, o que amplia seu impacto social em diversas regiões produtoras. Por isso, entidades avaliam que a entrada da fruta equatoriana pode afetar a competitividade do produto nacional.

Risco fitossanitário preocupa produtores

Outro ponto central do debate foi o risco relacionado ao TR4, uma das principais ameaças à produção mundial de banana. A praga, ainda ausente no Brasil, é considerada quarentenária e pode comprometer áreas produtivas por longos períodos.

De acordo com estudos técnicos, o fungo atinge variedades importantes para o consumo interno e possui alta capacidade de permanência no solo, dificultando o controle. A eventual entrada do TR4 na bananicultura brasileira poderia gerar impactos econômicos e sociais significativos.

Governo avalia riscos e medidas de controle

Representantes do governo informaram que estão em andamento estudos de Análise de Risco de Pragas (ARP), que irão avaliar possíveis ameaças associadas à importação da fruta.

Além disso, também estão sendo discutidas medidas de mitigação e exigências sanitárias para evitar a entrada de pragas no país. O compromisso, segundo o governo, é garantir a proteção da cadeia produtiva nacional.

Setor cobra critérios rigorosos

Entidades do agronegócio defendem que qualquer avanço na abertura do mercado deve ser baseado em critérios técnicos rigorosos. Entre as exigências estão a adoção de protocolos sanitários robustos, sistemas de rastreabilidade e mecanismos eficazes de prevenção.

A avaliação é que decisões precipitadas podem gerar danos de difícil reversão para a produção brasileira, especialmente para pequenos produtores que dependem diretamente da cultura.

FONTE: Cenário MT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Internacional

China restringe exportações de fertilizantes e pressiona mercado global

A China adotou novas restrições às exportações de fertilizantes, em uma tentativa de preservar o abastecimento doméstico e conter a alta de preços para seus agricultores. A decisão, revelada por fontes do setor à Reuters, impacta diretamente países importadores, como o Brasil, que depende do produto para sustentar sua produção agrícola.

O país asiático ocupa a posição de terceiro maior fornecedor de fertilizantes ao mercado brasileiro. Dados do Comexstat indicam que, em 2025, a China respondeu por 11,5% das importações do insumo, somando mais de US$ 93 milhões.

Escassez global se intensifica com conflitos internacionais

As restrições chinesas ocorrem em um cenário já pressionado pela crise geopolítica envolvendo o Oriente Médio, que compromete rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. A região é responsável por cerca de um terço do transporte marítimo global de fertilizantes, agravando a escassez global de fertilizantes.

Além disso, Pequim teria proibido, de forma não oficial, a exportação de misturas à base de nitrogênio, potássio e determinados fosfatos. Com isso, apenas alguns produtos, como o sulfato de amônio, seguem liberados para envio ao exterior.

Metade das exportações pode estar comprometida

Estimativas apontam que até 50% das exportações chinesas de fertilizantes — cerca de 40 milhões de toneladas — estão sob algum tipo de restrição. Historicamente, o país já adota esse tipo de controle para garantir estabilidade interna, priorizando a segurança alimentar.

Segundo analistas do setor, a estratégia se repete em momentos de crise global. A lógica é evitar que o mercado interno sofra com oscilações bruscas de preços, mesmo que isso reduza a oferta internacional.

Alta de preços já é sentida no mercado internacional

Os reflexos dessas medidas já aparecem nos preços. A ureia, um dos principais fertilizantes utilizados na agricultura, acumula alta de cerca de 40% no mercado internacional desde o início do conflito. Na própria China, os contratos futuros do produto atingiram níveis próximos aos maiores dos últimos 10 meses.

Impacto no Brasil deve ser gradual

Para o agronegócio brasileiro, os efeitos tendem a ser percebidos apenas nas próximas safras. Isso porque grande parte dos fertilizantes utilizados atualmente já foi adquirida anteriormente.

Especialistas indicam que o aumento dos custos pode influenciar o planejamento agrícola a partir do segundo semestre, levando produtores a rever o uso de insumos ou optar por culturas menos dependentes de fertilização intensiva.

Dependência global amplia preocupação

A relevância da China no fornecimento mundial é significativa. No último ano, o país movimentou mais de US$ 13 bilhões em exportações de fertilizantes. Diversas nações da Ásia e da Oceania dependem fortemente desses embarques, o que amplia o impacto das restrições.

Enquanto isso, o mercado acompanha os próximos passos do governo chinês. A expectativa de agentes do setor é que as limitações permaneçam ao menos até o fim do pico de exportações, entre junho e agosto.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gazeta da Varginha

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Exportação

Brasil amplia exportações de carne bovina com abertura do mercado da Guatemala

O Brasil recebeu a confirmação das autoridades sanitárias da Guatemala para exportar carne bovina e derivados ao país. A autorização reforça o avanço do agronegócio brasileiro e consolida a liderança nacional no comércio global da proteína.

Guatemala amplia compras do agronegócio brasileiro

Com cerca de 18 milhões de habitantes, a Guatemala importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil entre janeiro e outubro de 2025, com destaque para os cereais. No mesmo ano, o país centro-americano adquiriu US$ 155,6 milhões em carne bovina, volume equivalente a 8,6% do consumo interno, confirmando o forte potencial de expansão desse mercado. O valor importado representa aumento de 122% frente aos anos anteriores.

A habilitação ocorre em um cenário de desempenho histórico da pecuária nacional. O Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de carne bovina, com embarques superiores a US$ 12 bilhões em 2024 — cerca de 2,8 milhões de toneladas destinadas a mais de 150 países. Em 2025, o ritmo segue crescente: até outubro, as vendas externas já superaram US$ 14 bilhões.

Novas oportunidades para carne congelada

A abertura do mercado guatemalteco fortalece especialmente a demanda por cortes congelados, que representam mais de 70% das importações do país nesse segmento. Para a Guatemala, a entrada da carne brasileira ajuda a garantir estabilidade na oferta e melhora o acesso da indústria e dos consumidores a proteínas de qualidade.

Com a inclusão da Guatemala, o agronegócio brasileiro atinge 500 novos mercados abertos desde 2023.
“O aumento das exportações significa mais renda no campo e mais oportunidades para quem produz, preservando o abastecimento interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Brasil e Índia firmam acordo pioneiro em genômica da pecuária leiteira

A Embrapa assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com um consórcio formado por cinco empresas — três indianas e duas brasileiras — para cooperação em tecnologias genômicas voltadas à pecuária leiteira da Índia. O acordo, válido por dez anos, envolve as companhias indianas Leads Agri Genetics, LeadsConnect Services e B.L. Kamdhenu Farms, além das brasileiras Fazenda Floresta e DNAMARK.

Segundo o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, esta é a primeira iniciativa técnico-científica conjunta entre empresas dos dois países na área de melhoramento genético e resulta da parceria entre Embrapa e o ICAR (Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola).

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destaca que o acordo amplia uma colaboração histórica e cria novas frentes em genômica, biotecnologia e bioinformática. O escopo da parceria é amplo, embora o foco inicial esteja na pecuária.

O pesquisador Marcos Vinícius G. B. Silva, da Embrapa Gado de Leite, explica que o projeto permitirá levar à Índia o portfólio brasileiro de tecnologias genômicas, inicialmente voltado às raças zebuínas. Em troca, o Brasil terá acesso a bancos de dados genômicos e fenotípicos de raças indianas.

Impactos esperados e metas dos projetos

A cooperação também contempla ações em áreas como mudanças climáticas, bioeconomia, agricultura digital e automação. Entre as metas práticas estão:

  • criação de um laboratório de genômica e bioinformática na Índia
  • aumento da produção de leite para 330 milhões de toneladas anuais até 2034
  • implantação de um sistema produtivo com 10 mil vacas
  • programas de melhoramento das raças Sindi e Sahiwal

Para o Brasil, o acordo abre espaço para a exportação de sêmen e embriões, além de aumentar a diversidade genética do Gir Leiteiro, reduzindo riscos de endogamia. Segundo José Luiz Bellini, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, a parceria reconhece internacionalmente a excelência brasileira no setor.

“De importador, o Brasil passa a exportar conhecimento em melhoramento genético para o país de origem da raça”, reforça Silva. O avanço é resultado do PNMGL, programa criado em 1985 pela Embrapa em parceria com ABCGIL e ABCZ, responsável por transformar a raça com testes de progênie e, mais recentemente, com o uso da genômica.

FONTE: Agrofy News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrofy News

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