Logística

Mercado de fertilizantes exige cautela, alerta Mapa diante de instabilidade global

O mercado de fertilizantes segue sob atenção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os desdobramentos do cenário internacional em 2026. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, somadas à suspensão temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, têm provocado forte volatilidade nos preços e intensificado a disputa global por insumos agrícolas.

Como grande importador, o Brasil sente diretamente os impactos dessas oscilações, tanto nos custos quanto na disponibilidade de produtos essenciais para a produção rural.

Cadeia de suprimentos é acompanhada de perto

Diante desse contexto, o Mapa reforça o monitoramento da cadeia de suprimentos de fertilizantes e mantém diálogo com representantes do setor produtivo. O objetivo é avaliar alternativas logísticas e garantir o abastecimento nacional, minimizando riscos para a próxima safra.

A estratégia busca preservar a estabilidade do setor agrícola e evitar desabastecimento em momentos críticos.

Produtores devem evitar compras em alta especulativa

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, orienta produtores rurais a adotarem postura cautelosa. Segundo ele, o cenário internacional tem favorecido movimentos especulativos, elevando artificialmente os preços dos fertilizantes.

A recomendação é evitar aquisições em momentos de pico e aguardar maior estabilidade do mercado. “A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando os preços estão inflados”, destaca.

Acordo com a Turquia amplia alternativas logísticas

Como resposta às incertezas no Estreito de Ormuz, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para viabilizar novas rotas comerciais. A infraestrutura portuária turca passa a ser uma alternativa estratégica para o envio de exportações agropecuárias ao Oriente Médio e à Ásia Central, sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico.

A medida contribui para reduzir riscos logísticos e ampliar a segurança nas operações internacionais.

Planejamento da safra reduz pressão imediata

De acordo com o Mapa, a safra de inverno já está praticamente concluída, o que diminui a demanda imediata por fertilizantes. A próxima fase de maior consumo deve ocorrer apenas a partir de setembro, durante o plantio da safra de verão.

Esse intervalo oferece aos produtores tempo para planejamento e tomada de decisão mais estratégica, evitando compras precipitadas em um cenário de incertezas.

Tecnologia e manejo ajudam a otimizar insumos

Além das alternativas comerciais, o setor agrícola conta com soluções tecnológicas e práticas de manejo que permitem otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes.

O Mapa afirma que continuará acompanhando o mercado global e poderá adotar novas medidas para garantir a competitividade e a segurança da agricultura brasileira.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Internacional

Guerra no Oriente Médio eleva preço de fertilizantes e ameaça custo de alimentos no Brasil

O conflito no Irã e no Oriente Médio começa a refletir diretamente no setor agrícola brasileiro. Além da alta do petróleo, a guerra tem pressionado os preços de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, usados em culturas como milho e soja. A redução da oferta global pode, no longo prazo, elevar também o custo de carnes, ovos e outros alimentos que dependem desses insumos.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Oriente Médio responde por cerca de 30% dos fertilizantes comercializados mundialmente. Com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, o frete se encarece e aumenta o custo de chegada dos insumos, enquanto atrasos nos embarques elevam a volatilidade de preços e dificultam o planejamento agrícola. Dados do Rabobank indicam que 45% das exportações globais de ureia passam direta ou indiretamente por rotas ligadas ao Golfo Pérsico.

Dependência do Brasil e tipos de fertilizantes

O Brasil importa cerca de 85,7% dos fertilizantes usados na agricultura nacional, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em 2025, o país comprou 43,32 milhões de toneladas de fertilizantes, enquanto a produção interna foi de 7,22 milhões de toneladas. Os insumos mais utilizados são nitrogenados, fosfatados, potássicos e NPK (composto dos três nutrientes).

Do volume importado de fertilizantes nitrogenados, 15,8% vieram do Oriente Médio, enquanto China, Rússia e Nigéria responderam por 70,4%, segundo estudo do Insper Agro Global baseado em dados do Trade Data Monitor (2026). A ureia, em especial, já registra aumento de 33% no preço (incluindo custo e frete) desde o início do conflito, devido à elevação do preço do gás natural, matéria-prima fundamental.

Impactos na safra brasileira

Para o pesquisador Alberto Pfeifer, do Insper Agro Global, os efeitos ainda são limitados às safras futuras. “As plantações em andamento já utilizam estoques de fertilizantes disponíveis. O impacto maior deve aparecer na próxima safra de verão, que começa em agosto, dependendo da evolução do conflito”, afirmou. Nas culturas de milho e soja, os fertilizantes representam cerca de 40% do custo total da safra.

Fertilizantes fosfatados também registram aumento de cerca de 8% nos preços, influenciados pelo custo do gás natural. Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, reforça que o nitrogênio em estoque sustenta as safras atuais, e parte dos produtores já garantiu insumos para a próxima safra, com prazo até junho.

Repercussões internacionais e ajustes de mercado

Enquanto o Brasil observa a situação, outros países como Estados Unidos, Índia e nações europeias compram nitrogenados, já que o plantio de milho ocorre mais cedo nessas regiões. Segundo Lucchi, o aumento do custo dos fertilizantes pode reduzir áreas plantadas e afetar a dinâmica de preços internacionais de milho e soja.

Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/USP, alerta que produtores que não compraram fertilizantes antecipadamente enfrentarão valores mais altos. Culturas como trigo e cevada podem sofrer redução de área ou perda de padrão tecnológico, devido à dificuldade de financiamento e rentabilidade negativa histórica.

Perspectivas e impacto nos alimentos

Embora seja possível redirecionar compras de fertilizantes para outros mercados, o desafio é garantir volume, preço competitivo, frete e entrega no tempo certo. Marcos Pelozato, advogado especializado em agronegócio, aponta que o cenário mais provável é o aumento de custos, disputa por carga e atrasos logísticos.

“O risco maior não é falta de alimentos no curto prazo, e sim preços mais altos. Quando o país importa 85% do que usa em fertilizantes, qualquer crise em rotas estratégicas pressiona a inflação de alimentos no Brasil”, explica Pelozato.

Hortaliças, legumes e parte do hortifruti devem sentir os efeitos primeiro, seguidos por grãos como milho, soja e trigo. Caso o conflito se prolongue, carnes, ovos e leite podem ser impactados indiretamente, já que dependem de milho e soja para a alimentação animal.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Moraes/Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz: fechamento parcial pode afetar exportação de fertilizantes e mercado global de ureia

O anúncio de fechamento parcial do Estreito de Ormuz, feito pelo Irã para esta terça-feira (17), acendeu um alerta no mercado global de fertilizantes. A medida, segundo a mídia iraniana, está ligada a razões de segurança durante exercícios navais conduzidos pela Guarda Revolucionária Islâmica na região.

Embora o impacto imediato ainda seja incerto, especialistas apontam que eventuais restrições prolongadas à navegação podem afetar o transporte de fertilizantes nitrogenados, insumos estratégicos para a agricultura mundial.

Rota estratégica para energia e insumos industriais

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias marítimas do planeta. Aproximadamente 20% do consumo global de petróleo e gás natural passa pela região, tornando o local crucial para o abastecimento energético internacional.

Além de combustíveis fósseis, a rota também é relevante para o escoamento de produtos industriais, como a ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados. Qualquer limitação no tráfego marítimo pode pressionar a logística internacional e influenciar a formação de preços, especialmente se as restrições se estenderem por vários dias.

Oriente Médio lidera exportações de ureia

O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia. Em 2024, a produção iraniana foi estimada em cerca de 9 milhões de toneladas, com aproximadamente metade destinada ao mercado externo.

Entre os principais compradores da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul. O Brasil, por sua vez, importou cerca de 7,7 milhões de toneladas do fertilizante em 2025, tendo Nigéria, Rússia e Omã como fornecedores relevantes.

Segundo a consultoria Argus, parte dos volumes declarados como originários de Omã pode incluir cargas produzidas no Irã. Essa dinâmica pode gerar distorções estatísticas nos dados de comércio internacional.

Produção depende do gás natural

A fabricação de ureia está diretamente ligada ao gás natural, utilizado na produção de amônia, matéria-prima essencial do fertilizante. Por isso, oscilações nos preços do petróleo e do gás tendem a impactar o custo final do insumo agrícola.

Desde meados de dezembro, a produção iraniana opera parcialmente devido a cortes no fornecimento de gás — situação comum no inverno, quando parte do recurso é direcionada ao aquecimento residencial. De acordo com a Argus, cerca de 450 mil toneladas deixaram de ser produzidas nesse período.

Impacto no Brasil depende da duração das restrições

Apesar do cenário de incerteza, fevereiro não costuma concentrar volumes expressivos de compras de fertilizantes nitrogenados pelo Brasil. Assim, os efeitos mais significativos sobre preços da ureia e abastecimento interno tendem a ocorrer apenas se as limitações no Estreito de Ormuz se prolongarem.

O desdobramento da situação será determinante para medir o impacto real sobre o comércio internacional de fertilizantes e os custos do setor agrícola.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/David Mercado

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Comércio

Mapa conclui missão na Europa com foco em comércio agropecuário e cooperação internacional

Entre os dias 13 e 18 de janeiro, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou missão oficial em Bruxelas, na Bélgica, e Berlim, na Alemanha, com agenda voltada ao acesso a mercados, às negociações sanitárias e fitossanitárias (SPS), à facilitação do comércio e ao fortalecimento da cooperação internacional.

A missão foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, e integrou a estratégia brasileira de ampliação e consolidação das relações comerciais no setor agropecuário.

Agenda técnica com a União Europeia em Bruxelas

Na capital belga, sede da União Europeia, a delegação contou com a participação dos adidos agrícolas do Brasil, Nilton Morais e Glauco Bertoldo. Foram realizadas reuniões com representantes das diretorias-gerais de Agricultura (DG AGRI) e de Saúde e Segurança Alimentar (DG SANTE).

Entre os temas discutidos estiveram a habilitação de estabelecimentos, a regionalização de enfermidades, a certificação eletrônica, a produção orgânica, além de procedimentos de controle sanitário. Também foram tratados os encaminhamentos do Mecanismo de Diálogo SPS Brasil–União Europeia, previsto para ocorrer no Brasil entre os dias 4 e 6 de março de 2026.

Acordo União Europeia–Mercosul no contexto da missão

A agenda institucional ocorreu em um momento estratégico para as relações comerciais. A missão foi realizada logo após a aprovação do acordo pelo Conselho Europeu e na mesma semana da assinatura do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, formalizada em 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai.

Após mais de 26 anos de negociações, o acordo prevê a criação de uma área de livre comércio que envolve mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado estimado em US$ 22 trilhões, figurando entre os maiores acordos bilaterais do mundo. O texto ainda passará por processos de ratificação no Parlamento Europeu e nos legislativos dos países do Mercosul.

Berlim concentra agenda no GFFA e reuniões bilaterais

Na Alemanha, acompanhado do adido agrícola Eduardo Sampaio, o secretário participou do Global Forum for Food and Agriculture (GFFA), realizado em Berlim. Durante o evento, a delegação manteve reuniões bilaterais com ministros e vice-ministros de países como Alemanha, Índia, Estônia, Portugal, Indonésia, Reino Unido e Equador, entre outros.

Ao todo, foram promovidos mais de 15 encontros com autoridades e representantes de organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a UNIDO, a OCDE e o Programa Mundial de Alimentos (WFP), com foco em cooperação técnica e institucional.

Destaque para sustentabilidade e bioeconomia azul

Representando o ministro Carlos Fávaro, Luís Rua participou da Conferência de Ministros da Agricultura, onde ressaltou o papel da agropecuária brasileira como fornecedora segura, estável e sustentável de alimentos, fibras e energia para o mercado global.

O secretário também foi orador principal no painel “Blue Foods and the Blue Bioeconomy”, destacando o potencial da aquicultura e da bioeconomia azul como vetores de segurança alimentar, geração de renda e desenvolvimento sustentável.

Diálogo com o setor produtivo alemão

A programação incluiu ainda encontros com representantes do ecossistema produtivo alemão, com destaque para reuniões junto à German Agribusiness Alliance, além de agendas com empresas do setor, como BASF, Syngenta e Bayer, reforçando o diálogo entre o Brasil e a indústria internacional.

Fórum global debate segurança alimentar

Realizado anualmente durante a International Green Week, o GFFA reúne governos, especialistas, setor privado, academia e sociedade civil para discutir segurança alimentar global. Em sua 18ª edição, em 2026, o fórum contou com a participação de mais de 60 ministros da Agricultura, encerrando-se, tradicionalmente, com a Conferência Ministerial.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Priscila Burmann

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Agricultura

“Brasil deve se tornar a maior potência agrícola do mundo entre 2035 e 2040”, afirma ex-presidente da Farsul

Após oito anos no comando da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Sistema Farsul), o médico-veterinário e produtor rural Gedeão Silveira Pereira encerra seu mandato deixando a presidência da entidade para Domingos Velho Lopes. A partir de 2026, ele assume o cargo de primeiro vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), onde já atuava como segundo vice e diretor de Relações Internacionais.

Em entrevista ao Correio do Povo, Gedeão revisita os principais desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho e nacional durante sua gestão, analisa entraves estruturais e jurídicos ao desenvolvimento do setor e projeta um cenário de forte crescimento para a agricultura brasileira nas próximas décadas.

Pandemia, clima extremo e impacto na economia gaúcha

Entre os momentos mais desafiadores da gestão, Gedeão destaca a pandemia de Covid-19 e as sucessivas crises climáticas. Segundo ele, apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro demonstrou resiliência e eficiência ao garantir o abastecimento interno, diferentemente do que ocorreu em países desenvolvidos.

No Rio Grande do Sul, os eventos climáticos extremos provocaram perdas significativas na produção agrícola, com impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A redução estimada foi de cerca de 0,5%, o equivalente a até 50 milhões de toneladas de grãos que deixaram de ser colhidas, afetando a circulação de renda e o crescimento econômico.

Agricultura como motor da economia e transformação tecnológica

Gedeão reforça que a agricultura é o principal motor da economia gaúcha e brasileira. Ele chama atenção para a evolução do setor, que deixou de ser apenas produtor de alimentos para também se consolidar como gerador de energia renovável, com destaque para etanol e biodiesel.

Segundo o dirigente, o Brasil passou a receber tecnologias agrícolas de ponta simultaneamente aos Estados Unidos e à Europa, o que exige mão de obra altamente qualificada. Nesse contexto, ele aponta o treinamento e a educação profissional como o principal legado de sua gestão.

Qualificação profissional como legado permanente

O ex-presidente da Farsul destaca o papel do Senar na capacitação de trabalhadores rurais e produtores. Para ele, a qualificação permite ascensão social, aumento de renda e melhor aproveitamento das tecnologias disponíveis no campo.

Como marco desse trabalho, Gedeão anuncia a inauguração, prevista para abril, da maior escola de tecnologia agrícola do Brasil, no município de Hulha Negra (RS), voltada à formação de operadores de máquinas e tecnologias de alta complexidade.

Frustrações: infraestrutura precária e falta de investimentos

Entre as principais frustrações do período, Gedeão cita a estagnação da infraestrutura no Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de logística e transporte. Ele aponta a precariedade das rodovias, a desativação de ferrovias e as condições das estradas vicinais como gargalos históricos que limitam o crescimento do agro.

Para o dirigente, o baixo nível de investimento público obriga o país a avançar em concessões e privatizações. Sem melhorias logísticas, o Brasil pode enfrentar sérios problemas para sustentar o crescimento da produção agrícola projetado para os próximos anos.

Insegurança jurídica como principal entrave ao agro

Ao ser questionado sobre os maiores opositores do agronegócio, Gedeão é direto: a insegurança jurídica. Ele afirma que a instabilidade regulatória, as disputas sobre o direito de propriedade, as incertezas ambientais e decisões judiciais imprevisíveis desestimulam investimentos no campo.

Temas como o marco temporal indígena, a burocracia ambiental e as restrições ao uso da propriedade rural são citados como fatores que aumentam o risco para produtores e investidores, afetando o ritmo de desenvolvimento do setor.

Brasil rumo à liderança global na produção de alimentos e proteínas

Apesar dos desafios, Gedeão demonstra otimismo com o futuro. Para ele, o Brasil já é um dos maiores produtores globais de alimentos e proteínas e deve consolidar essa posição entre 2035 e 2040, tornando-se a maior agricultura do mundo.

Ele ressalta o avanço da agricultura tropical, o papel da Embrapa, a produção de múltiplas safras por ano e o crescimento da demanda mundial por proteínas animais. O país já lidera ou ocupa posições de destaque na produção de soja, milho, carne bovina, frango e suínos.

Mudança de percepção da sociedade sobre o agro

Gedeão avalia que a imagem do agronegócio junto à sociedade urbana evoluiu significativamente nas últimas décadas, em grande parte graças ao trabalho da imprensa. Termos pejorativos deram lugar ao reconhecimento da eficiência, sustentabilidade e importância estratégica do setor para a economia nacional.

Hoje, segundo ele, o agro é compreendido como essencial não apenas para garantir alimentos e energia, mas também para sustentar o superávit da balança comercial brasileira.

Novo desafio na CNA e foco na defesa do produtor

Na CNA, Gedeão afirma que sua atuação estará concentrada na defesa do produtor rural, na ampliação da capacitação profissional em nível nacional e na incorporação de novas tecnologias, como a inteligência artificial, ao agronegócio.

Ele destaca o papel da entidade como uma das estruturas mais robustas de representação do setor produtivo no país, atuando desde os sindicatos rurais até a articulação institucional em Brasília e no cenário internacional.

FONTE: CORREIO DO POVO

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: CAMILA CUNHA / REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO

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