Internacional

Peru e Indonésia assinam acordo comercial para fortalecer laços econômicos

O Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) informou que o Peru e a Indonésia assinaram um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (CEPA), marcando assim um marco nas relações comerciais entre ambos os países e ampliando as oportunidades para os produtos peruanos nesse mercado asiático.

Com a presença da presidenta da República, Dina Boluarte, e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, a ministra de Comércio Exterior e Turismo, Desilú León, e o ministro de Comércio da Indonésia, Budi Santoso, assinaram o CEPA em uma cerimônia realizada na cidade de Jacarta, Indonésia, como parte da Visita de Estado da delegação peruana.

“O CEPA representa uma nova era para o comércio, na qual ambos os países buscam fortalecer seus laços econômicos. Com esse novo mercado para os exportadores peruanos, estimamos um impacto positivo em setores como o agrícola, manufatura, químicos, entre outros”, destacou Desilú León.

“Desde o Mincetur, continuaremos abrindo mercados com preferências tarifárias, que permitam ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em nível nacional”, acrescentou.

O acordo comercial com a Indonésia abre oportunidades para que as exportações peruanas cheguem a um mercado de mais de 270 milhões de consumidores em condições preferenciais.

O tratado abrange nove capítulos, como: Tratamento Nacional e Acesso ao Mercado de Bens; Regras de Origem e Procedimentos de Origem; Defesa Comercial; Barreiras Técnicas ao Comércio; Medidas Sanitárias e Fitossanitárias; Procedimentos Aduaneiros e Facilitação do Comércio; Cooperação; Solução de Controvérsias; Transparência e Assuntos Institucionais e Legais.

Entre os principais benefícios desse acordo, uma vez que entre em vigor, está o fato de que 56% dos produtos que o Peru exporta para a Indonésia terão acesso imediato com tarifa zero, incluindo as principais mercadorias como cacau, mirtilos (blueberries), abacates, café, mangas, zinco, entre outros. Outros produtos terão um período de eliminação gradual de tarifas de 5, 7 e 10 anos, após os quais 86% dos produtos peruanos entrarão na Indonésia livres de tarifas.

“Com isso, os produtos peruanos melhorarão suas condições de entrada no mercado indonésio com preços mais competitivos”, acrescentou a ministra Desilú León.

O acordo foi resultado de quatro rodadas de negociação realizadas durante 2024, no contexto da reunião de Líderes da APEC Peru, onde os presidentes do Peru e da Indonésia anunciaram a conclusão da negociação dos capítulos do CEPA, restando apenas a negociação dos anexos. Durante 2025, foram realizadas mais três rodadas adicionais para sua finalização.

Antes da assinatura do acordo comercial, a ministra Desilú León participou do Fórum de Negócios Peru–Indonésia, liderado pela presidenta Dina Boluarte, e que contou com a participação da vice-ministra de Comércio da Indonésia, Dyah Roro Esti Widya Putri; do ministro das Relações Exteriores, Elmer Schialer; do ministro da Economia e Finanças, Raúl Pérez-Reyes; do ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Angel Manero; do presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN), Anindya Bakrie; além de líderes empresariais e representantes do setor privado indonésio.

Em 2024, o comércio com a Indonésia alcançou 646 milhões de dólares, um aumento de 25% em relação a 2023. Nesse mesmo ano, as exportações peruanas para a Indonésia somaram 191 milhões de dólares, um aumento de 210% em relação a 2023. Isso se deve ao aumento das exportações agrícolas, em particular do cacau e seus derivados (74% do total exportado), bem como taya, quinoa, chia, castanhas, uvas, entre outros.

Fonte: Portal Portuário

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Internacional, Mercado Internacional

Líderes europeus se queixam de acordo fechado com os EUA

Segundo o Conselho Europeu, no ano passado, os países negociaram US$ 2 trilhões.

O acordo comercial com os EUA anunciado no domingo, 27, gerou críticas de líderes de países-membros da União Europeia (UE) nesta segunda, 28. Carros, vinhos e itens de luxo são alguns dos setores-chave da economia europeia afetados pelas tarifas de 15%.

Segundo o Conselho Europeu, no ano passado, os países negociaram US$ 2 trilhões. Pelo pacto anunciado anteontem, as tarifas para produtos exportados do bloco para os Estados Unidos vão ficar em 15%.

O governo da França foi o mais estridente e disse ser contra o acordo. Para os líderes franceses, o bloco europeu deveria retaliar as taxas do presidente americano, Donald Trump, alertando que a Europa saiu da mesa de negociações politicamente enfraquecida.

“É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter (aos EUA)”, escreveu o primeiro-ministro François Bayrou em redes sociais.

As constantes ameaças de Trump encontravam a maior rejeição no presidente francês, Emmanuel Macron, que defendia que a única saída para o bloco era impor tarifas aos EUA como forma de demonstrar força.

Benjamin Haddad, ministro francês responsável por assuntos europeus, sugeriu que o acordo comercial de Trump constituía uma “tática predatória”. “O livre-comércio que trouxe prosperidade compartilhada a ambos os lados do Atlântico desde o fim da 2.ª Guerra está agora sendo rejeitado pelos Estados Unidos, que optaram pela coerção econômica e pelo completo desrespeito às regras da OMC”, escreveu em rede sociais.

Mercosul

Em entrevista coletiva ontem, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que valoriza os esforços feitos pela Comissão Europeia e apoia o acordo tarifário, mas “sem nenhum entusiasmo”. Ele defendeu que os europeus “precisam agir em conjunto” e devem diversificar suas relações comerciais e citou o Mercosul.

“Na semana passada, estive em dois países que fazem parte do Mercosul. Eu acredito que esse é o caminho, temos de diversificar nossas relações comerciais, fazer isso com regiões e blocos.”

Já a associação da indústria alemã VDMA, que representa mais de 3,6 mil empresas, instou a UE e os EUA a lidarem com o acordo firmado ontem “não como um ‘novo normal’”. “A UE deve agora fortalecer consistentemente sua competitividade, expandir o mercado interno, aumentar sua independência em defesa e matérias-primas, se afirmar como um espaço econômico aberto e concluir acordos comerciais com novos parceiros”, escreveu o presidente da associação, Bertram Kawlath, em comunicado divulgado ontem.

Para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o acordo foi “positivo”, pois avalia que “uma escalada comercial teria consequências imprevisíveis e potencialmente devastadoras”. Falando a jornalistas em um evento na Etiópia, a líder italiana disse que “ainda há uma luta a ser travada”, pois é preciso garantir que setores mais sensíveis sejam preservados. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Fonte: Estadão de São Paulo

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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Negócios

EUA e UE evitam guerra comercial com acordo de tarifa de 15%

Os Estados Unidos firmaram um acordo comercial preliminar com a União Europeia neste domingo, impondo uma tarifa de importação de 15% sobre a maioria dos produtos europeus — metade da taxa inicialmente ameaçada — e evitando uma guerra comercial maior entre os dois aliados, que juntos representam quase um terço do comércio global.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram o acordo no campo de golfe de luxo de Trump, no oeste da Escócia, após uma reunião de uma hora que selou o acordo após meses de negociações difíceis.

“Acho que este é o maior acordo já feito”, disse Trump aos repórteres, elogiando os planos da UE de investir cerca de US$ 600 bilhões nos Estados Unidos e aumentar drasticamente suas compras de energia e equipamentos militares norte-americanos.

Trump afirmou que o acordo — que supera um acordo de US$ 550 bilhões assinado com o Japão na semana passada — ampliará os laços entre as potências transatlânticas após anos do que ele chamou de tratamento injusto aos exportadores dos EUA.

Von der Leyen, descrevendo Trump como um negociador duro, disse que a tarifa de 15% seria aplicada “de forma geral”, afirmando mais tarde aos repórteres que foi “o melhor que conseguimos”.

“Temos um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, e é um grande acordo. É um acordo enorme. Vai trazer estabilidade. Vai trazer previsibilidade”, disse ela.

O acordo reflete partes essenciais do pacto preliminar firmado entre os EUA e o Japão, mas, assim como aquele, deixa muitas questões em aberto — incluindo as tarifas sobre bebidas alcoólicas, um tema altamente sensível para muitos dos dois lados do Atlântico.

O acordo, que segundo Trump prevê US$ 750 bilhões em compras de energia dos EUA pela UE nos próximos anos e “centenas de bilhões de dólares” em compras de armamentos, provavelmente traz boas notícias para uma série de empresas europeias, incluindo a Airbus, a Mercedes-Benz e a Novo Nordisk — se todos os detalhes forem mantidos.

O chanceler alemão Friedrich Merz saudou o acordo, afirmando que ele evitou um conflito comercial que teria afetado duramente a economia alemã, voltada para exportações, e seu grande setor automobilístico. Montadoras alemãs como VW, Mercedes e BMW estavam entre as mais atingidas pela tarifa de 27,5% imposta pelos EUA sobre a importação de carros e peças.

A tarifa básica de 15% ainda será vista por muitos na Europa como excessivamente alta, especialmente em comparação com as expectativas iniciais do bloco de garantir um acordo de tarifa zero a zero.

Bernd Lange, o social-democrata alemão que preside a comissão de comércio do Parlamento Europeu, afirmou que as tarifas eram desequilibradas e que o pesado investimento da UE destinado aos EUA provavelmente ocorrerá às custas do próprio bloco.

Trump mantém a prerrogativa de aumentar as tarifas no futuro caso os países europeus não cumpram os compromissos de investimento, disse um alto funcionário do governo dos EUA a repórteres na noite de domingo.

O euro subiu cerca de 0,2% em relação ao dólar, à libra esterlina e ao iene dentro de uma hora após o anúncio do acordo.

ESPELHO DO ACORDO COM O JAPÃO

Carsten Nickel, vice-diretor de pesquisa da Teneo, afirmou que o acordo de domingo é “apenas um entendimento político de alto nível”, que não substitui um acordo comercial minuciosamente negociado: “Isso, por sua vez, cria o risco de diferentes interpretações ao longo do caminho, como visto imediatamente após a conclusão do acordo EUA-Japão.”

Embora a tarifa de 15% se aplique à maioria dos produtos — incluindo semicondutores e produtos farmacêuticos — há exceções.

Os EUA manterão uma tarifa de 50% sobre aço e alumínio. Ursula von der Leyen sugeriu que essa tarifa poderia ser substituída por um sistema de cotas; um alto funcionário da administração americana afirmou que líderes da UE pediram que as conversas sobre o tema continuassem.

Von der Leyen disse que não haverá tarifas de nenhum dos lados sobre aeronaves e peças de aeronaves, certos produtos químicos, alguns medicamentos genéricos, equipamentos para semicondutores, alguns produtos agrícolas, recursos naturais e matérias-primas críticas.

“Continuaremos trabalhando para adicionar mais produtos a essa lista”, afirmou ela, acrescentando que as bebidas alcoólicas ainda estavam em discussão.

Um funcionário dos EUA disse que a tarifa sobre aeronaves comerciais permanecerá em zero por enquanto, e que as partes decidirão juntas o que fazer após a conclusão de uma revisão americana, acrescentando que há “boas chances” de chegarem a um acordo com tarifa inferior a 15%. Nenhum prazo foi dado para a conclusão dessa revisão.

O acordo será promovido como uma vitória para Trump, que busca reorganizar a economia global e reduzir os déficits comerciais dos EUA acumulados ao longo de décadas. Ele já firmou acordos similares com Reino Unido, Japão, Indonésia e Vietnã, embora sua meta de “90 acordos em 90 dias” ainda não tenha sido alcançada.

Autoridades americanas disseram que a UE concordou em reduzir barreiras não tarifárias para automóveis e alguns produtos agrícolas, embora autoridades da UE tenham indicado que os detalhes desses padrões ainda estão em discussão.

“Lembrem-se, a economia deles é de US$ 20 trilhões… eles são cinco vezes maiores que o Japão”, disse um alto funcionário dos EUA a repórteres durante uma coletiva. “Então, a oportunidade de abrir o mercado deles é enorme para nossos agricultores, pescadores, pecuaristas, produtos industriais — para todos os nossos negócios.”

Trump criticou repetidamente a UE, dizendo que ela foi “formada para ferrar os Estados Unidos” no comércio. Ele tem reclamado há anos sobre o déficit comercial americano com a UE, que atingiu US$ 235 bilhões em 2024, segundo dados do Censo dos EUA.

A UE, por sua vez, aponta para o superávit americano em serviços, o que, segundo o bloco, ajuda a equilibrar a balança comercial.

Trump tem argumentado que suas tarifas estão gerando “centenas de bilhões de dólares” em receitas para os EUA, ignorando os alertas de economistas sobre os riscos inflacionários.

Em 12 de julho, Trump ameaçou aplicar uma tarifa de 30% sobre as importações da UE a partir de 1º de agosto, após semanas de negociações sem um acordo comercial abrangente.

A UE havia preparado tarifas de retaliação sobre 93 bilhões de euros (US$ 109 bilhões) em produtos americanos, caso um acordo para evitar as tarifas não fosse alcançado.

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior

Entenda o acordo comercial entre EUA e União Europeia que reduziu tarifas para 15%

Segundo Trump, a UE investirá US$ 600 bilhões nos EUA e firmará acordos para compra de energia e equipamentos militares norte-americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a União Europeia (UE) neste domingo (27). Os produtos europeus passarão a ser taxados em 15%, e não mais em 30%, como havia sido anunciado.

— O acordo com a União Europeia é o maior já feito — comemorou Trump.

Segundo Trump, a UE investirá US$ 600 bilhões nos EUA e firmará acordos para compra de energia e equipamentos militares norte-americanos. A nova tarifa também se aplica a automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos. Já o aço e o alumínio seguem com sobretaxa de 50%.

Trump se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia. Ela destacou que o acordo abrange todos os setores e contribuirá para reequilibrar o comércio entre EUA e o bloco econômico.

— O acordo de hoje cria certeza em tempos incertos, proporciona estabilidade e previsibilidade — afirmou von der Leyen.

Também foi acordada tarifa zero-a-zero para produtos estratégicos, como aeronaves e peças, determinados produtos químicos e medicamentos genéricos. O setor de bebidas alcoólicas, no entanto, ficou de fora da decisão.

Os termos do acordo ainda precisam ser aprovados pelos 27 Estados-membros da União Europeia, que têm reunião marcada para este domingo.

Outros acordos

Com a proximidade do prazo final de 1º de agosto para a retomada das tarifas sobre produtos importados, os EUA haviam firmado poucos acordos comerciais. Nas últimas semanas, Trump anunciou tratados com Reino Unido, Indonésia, Filipinas, Vietnã e, o mais relevante, com o Japão.

Antes do encontro com a UE, Trump afirmou que os EUA estão próximos de um acordo com a China. Segundo o jornal chinês “South China Morning Post”, a expectativa é que os dois países estendam a trégua tarifária por mais 90 dias.

Trump também confirmou uma declaração feita anteriormente pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e garantiu que as tarifas ainda não negociadas entrarão em vigor em 1º de agosto. O secretário de Trump afirmou que não haverá “prorrogações”.

Veja como está o acordo dos EUA com outros países

  • Japão: A alíquota ficou em 15% e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.
  • Filipinas: O acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.
  • Indonésia: As alíquotas no país também ficaram em 19% e 99% dos produtos americanos receberão isenção.
  • Vietnã: O acordo fechou as alíquotas em 20%.
  • Reino Unido: Fechou negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

Negociações com o Brasil

As taxas que Trump decidiu impor ao Brasil são de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA. É a maior taxa entre todas as anunciadas pelo presidente americano a outros países.

Desde o anúncio das tarifas, o governo brasileiro tem tentado negociações com a Casa Branca, no entanto, segundo afirma o governo, a comunicação está centralizada no presidente americano, o que dificulta o diálogo entre os países.

O vice presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), tem se reunido com setores produtivos para entender os pleitos de cada indústria e estruturar formas de reverter o tarifaço. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou na última quinta-feira (24) que o governo brasileiro preparou uma série de medidas que podem ser acionadas pelo presidente Lula (PT) caso o tarifaço se concretize.

— Nós nunca saímos da mesa de negociação —avaliou Haddad.

Alckmin, no entanto, afirma que diálogo não é monólogo e que o governo tem feito tudo que está ao seu alcance para resolver o impasse.

As cidades de SC que mais exportaram aos EUA neste ano

1º Joinville

2º Jaraguá do Sul

3º Caçador

4º Itajaí

5º Lages

6º Blumenau

7º São Francisco do Sul

8º Rio Negrinho

9º São Bento do Sul

10º Salete

Fonte: NSC

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Internacional, Mercado Internacional

Trump anuncia acordo comercial com Indonésia, membro pleno do Brics

Segundo ele, produtos dos EUA serão vendidos ao país com tarifa zero

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na tarde desta terça-feira (22) que os Estados Unidos fizeram um acordo comercial com a Indonésia, país membro pleno do Brics. O conjunto de países conta também com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

“Ficou acordado que a Indonésia abrirá seu mercado para produtos industriais, tecnológicos e agrícolas dos Estados Unidos, eliminando 99% de suas barreiras tarifárias. Os Estados Unidos da América passarão a vender produtos fabricados em solo americano para a Indonésia com tarifa ZERO, enquanto a Indonésia pagará 19% de tarifa sobre todos os seus produtos que entrarem nos EUA — o melhor mercado do mundo!”.

O comunicado, feito pela rede Truth Social, ainda diz que a Indonésia fornecerá aos Estados Unidos “preciosos minerais críticos” e irá assinar “grandes acordos, no valor de dezenas de bilhões de dólares, para a compra de aeronaves da Boeing, produtos agrícolas americanos e energia dos EUA”.

Trump acrescentou que o acordo beneficiará os fabricantes estadunidenses de automóveis, empresas de tecnologia, trabalhadores, agricultores, pecuaristas e indústrias em geral.

Trump x Brics

Na última sexta-feira (18), Trump voltou a ameaçar impor tarifas contra os membros do Brics ou quaisquer países que se alinhem com o que ele chamou de “políticas antiamericanas”. O presidente estadunidense tem afirmado, sem provas, que o grupo de países foi criado para prejudicar os EUA e o dólar como moeda de reserva mundial. Os líderes do Brics rejeitam as alegações de Trump e defendem que o grupo é guiado pelo multilateralismo.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Internacional

Algodão fecha em baixa mesmo com notícia de acordo comercial dos EUA com o Vietnã

Contrato para dezembro em Nova York encerrou a semana com recuo de 0,5%

Os Estados Unidos anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações do Vietnã. Apesar disso, as cotações de algodão para dezembro, que haviam caído após relatório de área plantada no país norte-americano, não se recuperaram em sua totalidade, encerrando a semana com queda de 0,5%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (4).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 03/jul cotado a 68,46 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun). O contrato Jul/26 fechou em 71,59 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 833 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 03/jul/25).

Baixistas 1 – O relatório de Área Plantada do USDA para a safra 2025/26 indicou 10,12 milhões de acres (4,1 milhões de hectares), uma queda de 9,5% ou -1,06 milhão de acres em relação à safra anterior, porém um aumento de 2,6% em relação às intenções de plantio de março.

Baixistas 2 – Chuvas favoráveis nas High Plains do oeste do Texas (Llano Estacado) elevaram as expectativas de melhora nas condições das lavouras, aumentando a pressão sobre os preços.

Baixistas 3 – A condição da safra dos EUA melhorou, com a classificação de “boa a excelente” subindo para 51% (+4%), acima da última safra (50%). No Texas, essa classificação subiu para 40%, um aumento de 5% na semana.

Altistas 1 – Cotações de algodão na bolsa ZCE da China estão em trajetória de alta, com ganho de aproximadamente 8% desde o início de abril. Isso ampliou a diferença entre os preços do algodão local e do importado, tornando a importação de algodão mais atrativa.

Altistas 2 – Modesta redução nos estoques de algodão na zona franca de Qingdao (principal porto de importação de algodão da China). No final de Junho, o volume em estoque fechou em 336 mil tons, dos quais 150 mil do Brasil (final de Maio o estoque estava em 375 mil toneladas total, sendo 175 mil Brasil).

Altistas 3 – O anúncio de um acordo comercial com o Vietnã, apesar de já esperado, trouxe otimismo de que mais acordos sejam anunciados em breve.

XXII ANEA Cotton Dinner 1 – Durante o evento anual da Anea nesta semana em São Paulo (SP), Joe Nicosia, VP da Louis Dreyfus, defendeu que o Brasil e EUA se unam na promoção global do algodão como fibra sustentável.

XXII ANEA Cotton Dinner 2 – Nicosia alertou que além de promoção, é fundamental que cada país tenha políticas públicas de fomento ao uso de fibras naturais e combate à poluição de microplásticos.

XXII ANEA Cotton Dinner 3 – Como exemplo de política pública, ele citou a proposta de lei dos EUA de 2025 (“Buying American Cotton Act”), que destina créditos fiscais transferíveis para incentivar o uso de algodão americano em produtos importados pelo país.

XXII ANEA Cotton Dinner 4 – Para obter o crédito tributário previsto na lei americana, será necessário comprovar a origem do algodão por meio de um sistema confiável de rastreabilidade, e o valor do crédito dependerá também de onde o produto foi processado, com maior incentivo para importação de países com acordo comercial com os EUA.

XXII ANEA Cotton Dinner 5 – Nicosia alertou que o consumo global de algodão precisa crescer, ou parte da produção mundial terá que ser cortada. Para ele, a chave está em melhorar qualidade, logística e defesa do setor, com foco em comunicação, dados científicos e legislações para apoiar o uso da fibra natural.

Tarifas 1 – Em 02/jul, os EUA anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações vietnamitas. Os detalhes ainda serão divulgados.

Tarifas 2 – O governo Chinês criticou a parte do acordo com o Vietnã que prevê tarifa de 40% sobre produtos exportados pelo Vietnã, mas originários da China, alertando que acordos como esse podem romper a atual trégua EUA-China.

EUA – Para a semana encerrada em 29/jun, o relatório de progresso da safra do USDA mostrou que 95% do algodão estava plantado nos EUA, 40% estava em fase de quadratura e 9% em fase de formação de cápsulas.

China 1 – A China Cotton Association reduziu as estimativas de importações de algodão pela China para 24/25 em 100 mil tons, para 1,2 milhão tons.

China 2 – Um levantamento do Cncotton.com estimou a área plantada com algodão na China em 2025 em 3,05 milhões ha, um aumento de 180 mil hectares (+6,3%) em relação a 2024. De acordo com o Cncotton.com, a importação em 2025/26 será de 1,35 milhão tons.

Índia – Até 27/jun, a área plantada de algodão na Índia atingiu 5,46 milhões ha, ficando 531 mil ha (9%) abaixo do registrado no mesmo período de 2024, segundo o Ministério da Agricultura local. A área total prevista pelo USDA é de 11,4 milhões ha.

Turquia 1 – Em maio, as importações de algodão pela Turquia atingiram 142.836 tons, maior volume em meses, sendo os EUA o principal fornecedor (64.532 tons), seguido por Brasil (46.218 tons) e países da antiga União Soviética (17.381 tons).

Turquia 2 – O volume de importações turcas de ago/24 a mai/25 totalizou 759,8 mil tons, superando as 593,5 mil tons do mesmo período em 2023/24. O Brasil respondeu por 34% do total, seguido por EUA (29%) e países da CEI (15%).

Egito – A área plantada no Egito atingiu 78,6 mil ha, correspondendo a 68% da intenção inicial. O número final da safra atual deve ser divulgado em breve, com a conclusão do plantio.

Brasil – Exportações – O fechamento das exportações de jun/25 será divulgado hoje à tarde (15h).

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (03/07), foram colhidos no estado da BA (24%), GO (17,30%), MA (8%), MG (32%), MS (3,6%), MT (0,2%), PI (21%), PR (95%) e SP (82,27%). Total Brasil: 6,54%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (03/07), foram beneficiados nos estados de MG (7%), PI (9,5%), PR (75%) e SP (60%). Total Brasil: 0,78%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Canal Rural Mato Grosso – CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Trump diz ter expectativa de que acordos comerciais sejam feitos no G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) a repórteres na Casa Branca que ele tem expectativa de que acordos comerciais sejam feitos na Cúpula do G7, no Canadá.

“Eu acho que nós vamos ter alguns novos acordos comerciais”, disse Trump a um repórter, que questionou sobre a possibilidade durante a Cúpula do G7.

A declaração foi feita antes de o presidente embarcar no helicóptero Marine One, partindo da Casa Branca a caminho da Cúpula do G7 no Canadá.

Fonte: Band

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul e UE finalizam revisão jurídica e acordo comercial dá novo passo

Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres acredita que, mantido o ritmo dos trabalhos, acordo pode entrar em vigor em 2026

A revisão jurídica do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) foi concluída nos últimos dias, marcando mais um passo para a negociação da parceria entre os blocos. Esta etapa está voltada a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Tatiana Prazeres, afirmou em entrevista à CNN que a revisão legal bem-sucedida e no prazo previsto é um “novo sinal de compromisso entre as partes”.

Este é o primeiro avanço do acordo de livre-comércio desde sua conclusão, anunciada pelos blocos em dezembro do ano passado. O próximo passo é traduzir o acordo da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da UE e as duas línguas oficiais do Mercosul, entre as quais a portuguesa.

“A conclusão da revisão é um passo essencial. E a tradução já havia sido iniciada nos capítulos que foram revisados mais cedo”, disse Tatiana Prazeres à CNN.

Depois da tradução, há a assinatura do acordo e o início do processo de internalização — o principal desafio para a parceria. Neste momento, o Conselho Europeu e a

Comissão Europeia, órgãos do Executivo e Legislativo da UE, além dos governos e parlamentos sul-americanos, precisam chancelá-lo.

Segundo Tatiana, o contexto geopolítico atual joga a favor do avanço do acordo, enquanto o fortalecimento da relação poderia proteger os blocos de danos causados pelas tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump. Este aspecto se soma aos ganhos econômicos de lado a lado, argumenta.

Para a secretária, mantido o ritmo atual de trabalhos, o acordo de livre comércio pode entrar em vigor em 2026, ainda no governo Lula.

Fonte: CNN Brasil


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Economia, Informação, Internacional

Deputados franceses aprovam resoluções contra acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

O país insiste para que os agricultores do bloco sul-americano respeitem as normas ambientais e de saúde em vigor na UE para evitar uma eventual concorrência desleal.

Os deputados franceses adotaram nesta quinta-feira 30 duas propostas de resolução em oposição ao acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.  Os textos foram apresentados pelos socialistas e pelo partido de esquerda radical, França Insubmissa. A resolução apresentada pela França Insubmissa (LFI, na sigla em francês) pede ao governo que expresse “sua oposição a qualquer método de adoção [do acordo] que contorne a ratificação pelos Parlamentos nacionais”.

O texto proposto pelo Partido Socialista segue a mesma linha, mas vai além, já que pede a inclusão no direito europeu de “medidas-espelho” que obriguem os países que exportam para o bloco a respeitar as normas sociais e sanitárias em vigor na União Europeia As duas propostas foram adotadas por unanimidade.

A UE e os países do Mercosul começaram a negociar em 1999 este acordo “global”, que deveria inicialmente reger as relações comerciais, mas também políticas e econômicas entre os europeus, por um lado, e Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, por outro.

O polêmico tratado permite à União Europeia, que já é o maior parceiro comercial do Mercosul, exportar mais facilmente seus carros, máquinas e produtos farmacêuticos. Em contrapartida, o texto autoriza aos países sul-americanos incluídos no acordo ((Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) venderem para Europa produtos como carne, açúcar, mel, arroz, soja.
O projeto interessa os sul-americanos, mas divide os europeus. Uma parte do grupo, liderado pela Alemanha, defende o pacto, esperando se beneficiar de tarifas mais vantajosas para exportar seus produtos manufaturados. Outra parte do bloco, liderado pela França, se opõem vigorosamente ao texto, temendo principalmente o impacto em seu setor agrícola.

Em dezembro de 2024, após 25 anos de debates, Comissão Europeia declarou que o acordo havia sido concluído, apesar das divergências. A decisão foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Montevidéu, suscitando críticas de Paris. A França insiste para que os agricultores do bloco sul-americano respeitem as normas ambientais e de saúde em vigor na UE para evitar uma eventual concorrência desleal.

FONTE: CARTA CAPITAL
Deputados franceses aprovam resoluções contra acordo comercial entre Mercosul e União Europeia – Mundo – CartaCapital

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