Saúde

Saúde mental masculina: o que os homens podem aprender com as mulheres

Na rotina de consultórios e clínicas especializadas, um padrão se repete há décadas: as mulheres são mais proativas quando o assunto é cuidar da saúde mental. Elas agendam consultas, chegam sozinhas e se mostram mais dispostas a discutir temas delicados com profissionais.
Os homens, por outro lado, costumam aparecer acompanhados — quase sempre incentivados por suas parceiras, que fazem o agendamento e participam da conversa. Mesmo assim, muitos deles oferecem poucas informações, deixam de relatar sintomas importantes e têm dificuldade em expor fragilidades.

Indicadores preocupantes entre os homens
Essa diferença de comportamento não é apenas percepção clínica. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (2023) mostrou que homens com mais de 40 anos só procuram atendimento quando já apresentam sintomas, e 80% afirmam não cuidar da saúde mental.
Dados do Ministério da Saúde reforçam a urgência: a taxa de suicídio masculino é quase quatro vezes maior do que a feminina, apesar de os homens apresentarem menor prevalência geral de transtornos mentais.

A negligência em buscar ajuda faz com que sinais de solidão, estresse e sofrimento emocional se agravem, aumentando o risco de depressão, dependência de álcool e outras substâncias, além de outras complicações graves.

Por que os homens falam menos sobre o que sentem
Mesmo em uma era em que a informação está disponível a poucos cliques, muitos homens ainda enfrentam barreiras culturais associadas à masculinidade tradicional. O medo de parecer fraco ou vulnerável limita conversas honestas sobre emoções.
Uma pesquisa realizada nos EUA revela que 40% dos homens nunca conversaram com ninguém sobre saúde mental, e 29% afirmam sentir vergonha de tocar no assunto.

Ao mesmo tempo, persiste a ideia de que a mulher é responsável por cuidar da família — o que faz com que elas se vejam obrigadas a manter o próprio bem-estar para conseguir apoiar os outros. Essa dinâmica contribui para que elas procurem mais serviços médicos e incentivem os parceiros a fazer o mesmo.

Aprendizado essencial: cuidar também é um gesto de força
Buscar apoio psicológico não diminui ninguém. Pelo contrário, é um ato de coragem e autocuidado. A verdadeira força não está em suportar tudo sozinho, mas em reconhecer limites e procurar ajuda quando necessário.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rudzhan Nagiev/Getty Images

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