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Produtores de químicos do Brasil pedem diálogo diante da ameaça de tarifas dos EUA

O grupo comercial brasileiro que representa os produtores de produtos químicos, a Abiquim, expressou preocupação com a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, e pediu um diálogo técnico para resolver a disputa.

Em uma resposta por escrito à ICIS, a Abiquim afirmou que a questão tem grande relevância para o setor químico, não apenas pelas exportações diretas para os EUA, mas também porque a indústria fornece insumos essenciais para setores exportadores, como o de alimentos processados e o de celulose e papel.

Segundo a Abiquim, o setor químico brasileiro teve um grande déficit comercial com os EUA em 2024, importando cerca de US$ 10,4 bilhões e exportando apenas US$ 2,4 bilhões. O déficit resultante em favor dos EUA foi de US$ 7,9 bilhões — em volume, o déficit totalizou 6 milhões de toneladas.

Subsetores da petroquímica americana, como soda cáustica, polietileno (PE) e ácido acético, entre outros, exportam grandes volumes para o Brasil e podem ser seriamente afetados caso o país resolva retaliar as tarifas com medidas equivalentes.

“A indústria química defende que as relações comerciais internacionais sejam tratadas exclusivamente com base no ganho econômico mútuo e no livre mercado, seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em um cenário sujeito a interferência política, acreditamos que o diálogo técnico é a melhor forma de resolver essa questão”, afirmou a Abiquim.

Ambos os lados correm risco de perdas, já que são mercados importantes para as exportações um do outro. Portanto, negociações são necessárias para evitar prejuízos para todas as partes envolvidas.”

Fonte: ICIS – Independent Commodity Intelligence Services

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