Comércio, Tecnologia

SC pode abrigar montadora chinesa de veículos elétricos

Projeto teve avanços em reunião de comitiva catarinense na China

A agenda de comitiva catarinense na China terminou nesta semana com avanços no projeto para a instalação de uma montadora chinesa de carros elétricos no estado. O investimento foi discutido em reunião em Pequim entre os executivos da Jmev, parlamentares catarinenses e o governo estadual.

O encontro selou o interesse mútuo pra construção da fábrica da Jmev em Santa Catarina. O acordo foi resultado de uma primeira reunião em 16 de junho, na cidade de Nanchang, sede da Jmev, onde os parlamentares apresentaram à empresa as oportunidades de investimentos e a força da economia no estado.

A instalação da fábrica está alinhada ao projeto de expansão da Jmev no mercado global de veículos elétricos. “O grande momento positivo dessa missão foi nós conseguirmos promover a aproximação entre a empresa e o governo do Estado, para a partir de agora, avançarmos com as questões burocráticas”, informou o deputado estadual Fabiano da Luz (PT).

Segundo ele, a intenção da empresa é fabricar um modelo popular para ser vendido no Brasil, com distribuição também para toda a América Latina a partir de Santa Catarina. O governador Jorginho Mello (PL) destacou que o estado já conta com outras montadoras, como a GM e a BMW, o que demonstra a referência de Santa Catarina no setor automotivo. 

Jorginho determinou que técnicos do governo catarinense mantenham contato direto com a direção da empresa para que sejam elaborados os documentos necessários ao andamento do processo de implementação da unidade da JMEV em Santa Catarina. Os potenciais do estado nos setores de tecnologia, metalmecânica e inovação foram considerados estratégicos para os planos de expansão da empresa.

A Jmev é uma montadora fundada em 2015, fruto de parceria entre a Jiangling Motors (JMC) e o grupo Renault. A companhia produz cerca de 100 mil carros elétricos por ano, atuando com foco em tecnologia, sustentabilidade e veículos compactos e médios. Os modelos populares da marca incluem o EV3, 1º carro elétrico com câmbio manual do mundo, que será produzido no Brasil com preço estimado em menos de R$ 100 mil.

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Comércio Exterior, Portos, Tecnologia

Porto de Paranaguá é o 1º a receber veículos elétricos fabricados por gigante chinesa que retoma vendas no Brasil

O fabricante chinês de veículos elétricos Geely realizou seu primeiro desembarque de automóveis no Brasil após nove anos fora do país. O navio San Martin, procedente do Porto de Xangai, trouxe centenas de carros elétricos em operação realizada no Porto de Paranaguá. A marca retorna ao mercado nacional por meio de parceria com uma montadora já instalada no Brasil.

A operação foi realizada no berço 219, estrutura projetada especialmente para receber navios do tipo Ro-Ro (roll-on/roll-off), próprios para cargas rolantes — ou com rodas. O píer permite que embarcações desse tipo atraquem na posição perpendicular ao cais, diferentemente das demais, que atracam em paralelo.

“É uma honra para a Portos do Paraná ser a porta de entrada de veículos de alta tecnologia. Isso demonstra que estamos sempre preparados para atender com eficiência o mercado automobilístico”, afirmou o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Paraná em destaque na indústria automobilística

Além da importação, o Paraná também se consolida como grande fabricante e exportador de automóveis. As vendas de carros produzidos no estado para outros países cresceram 73,7% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Em valores absolutos, as exportações saltaram de US$ 172 milhões para US$ 299 milhões.

Os dados, divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O crescimento está diretamente relacionado à ampliação das vendas para o mercado sul-americano, especialmente para a Argentina, que registrou um aumento de 464% nas compras de veículos paranaenses. As exportações para o país vizinho subiram de US$ 32 milhões para US$ 182 milhões. Também houve aumentos expressivos nas vendas para a Colômbia (49%), Uruguai (38%) e Chile (28%).

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Logística, Tecnologia

Tecnologia e interoperabilidade permitem nova abordagem na segurança logística

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas. A Fractal, especializada em soluções de controle de violação e integridade logística, defende que o uso de lacres inteligentes com RFID e NFC, aliados à interoperabilidade de dados, amplia o controle sobre a cadeia de custódia sem depender de rastreadores ou fontes de energia.

Conforme informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), o Brasil registrou mais de 7,2 mil casos de roubo de cargas em 2024 (APISUL, 2024). Esse cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias que atuem na prevenção de violações e na integridade das cargas.

Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal, explica que “a proposta da tecnologia passiva é garantir a integridade da carga sem depender de dispositivos ativos, como rastreadores com bateria. O lacre eletrônico é de uso único, sem fonte de energia, e utiliza RFID para longas distâncias e NFC para curta distância, garantindo a leitura e validação em qualquer ponto da operação”.

Ainda segundo Amorim, uma das principais características do lacre passivo é não exigir logística reversa. “Como é de uso único, o lacre não precisa ser recolhido ao final da operação, o que reduz custos operacionais e simplifica o processo. Essa solução foi desenvolvida justamente para oferecer ao mercado uma alternativa mais acessível, sem abrir mão da eficácia no controle de violações”.

Além do controle físico da integridade, afirma Amorim, “a interoperabilidade permite que os dados dos lacres sejam integrados a sistemas de gestão, ERPs e plataformas de rastreamento já utilizados pelos operadores logísticos. Essa integração proporciona visibilidade sobre eventos como abertura não autorizada, rompimento ou desvio de rota. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil registrou mais de 6 mil casos de roubo de cargas em 2023, conforme informações do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública)”.

A expectativa é que a expansão dessas tecnologias contribua para a redução de perdas e fortalecimento da segurança logística em diferentes setores.

TEXTO: DIVULGAÇÃO FRACTAL

IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

Ler Mais
Tecnologia

Tecnologia e interoperabilidade permitem nova abordagem na segurança logística

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas.

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas. A Fractal, especializada em soluções de controle de violação e integridade logística, defende que o uso de lacres inteligentes com RFID e NFC, aliados à interoperabilidade de dados, amplia o controle sobre a cadeia de custódia sem depender de rastreadores ou fontes de energia.

Conforme informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), o Brasil registrou mais de 7,2 mil casos de roubo de cargas em 2024 (APISUL, 2024). Esse cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias que atuem na prevenção de violações e na integridade das cargas.

Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal, explica que “a proposta da tecnologia passiva é garantir a integridade da carga sem depender de dispositivos ativos, como rastreadores com bateria. O lacre eletrônico é de uso único, sem fonte de energia, e utiliza RFID para longas distâncias e NFC para curta distância, garantindo a leitura e validação em qualquer ponto da operação”.

Ainda segundo Amorim, uma das principais características do lacre passivo é não exigir logística reversa. “Como é de uso único, o lacre não precisa ser recolhido ao final da operação, o que reduz custos operacionais e simplifica o processo. Essa solução foi desenvolvida justamente para oferecer ao mercado uma alternativa mais acessível, sem abrir mão da eficácia no controle de violações”.

Além do controle físico da integridade, afirma Amorim, “a interoperabilidade permite que os dados dos lacres sejam integrados a sistemas de gestão, ERPs e plataformas de rastreamento já utilizados pelos operadores logísticos. Essa integração proporciona visibilidade sobre eventos como abertura não autorizada, rompimento ou desvio de rota. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil registrou mais de 6 mil casos de roubo de cargas em 2023, conforme informações do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública)“.

A expectativa é que a expansão dessas tecnologias contribua para a redução de perdas e fortalecimento da segurança logística em diferentes setores.

Fonte: Estado de Minas

Ler Mais
Notícias, Tecnologia

Maior operadora de jatos E175 encomenda 60 novas aeronaves da Embraer

A Embraer anunciou nesta quarta-feira (18) uma encomenda firme de 60 jatos E175 pela norte-americana SkyWest, com opção de compra de mais 50 aeronaves. As entregas estão programadas para começar em 2027. O valor do contrato referente aos 60 aviões é de US$ 3,6 bilhões, segundo preço de lista, e será incluído na carteira de pedidos do segundo trimestre da fabricante brasileira.

Com uma frota atual de 263 jatos e um backlog de 16 unidades, a SkyWest se consolida como a maior operadora de E-Jets do mundo. O novo pedido reforça a posição da companhia como líder global na operação do modelo E175, que é referência em aviação regional nos Estados Unidos. Os jatos serão operados pela Delta Connection, subsidiária regional da Delta Air Lines que possui contrato com a SkyWest.

Como maior operadora de E175 do mundo, estamos satisfeitos em continuar expandindo nossa frota e fortalecendo nossa presença no segmento de cabine dupla. Essa encomenda nos permite avançar em nossa estratégia de longo prazo e manter a excelência no serviço regional”, declarou Chip Childs, presidente e CEO da SkyWest.

Arjan Meijer, CEO da Embraer Aviação Comercial, também celebrou o anúncio: “Estamos entusiasmados em continuar nossa longa parceria com a SkyWest. O E175 é a espinha dorsal da aviação regional na América do Norte, e esse pedido demonstra a confiança da SkyWest no desempenho, confiabilidade e conforto dos nossos jatos.

A relação entre Embraer e SkyWest começou em 1986, com a aquisição de cinco turboélices EMB-120 Brasília. No fim dos anos 1990, a empresa norte-americana já operava mais de 40 unidades do modelo. A parceria foi renovada em 2013 com a compra de 100 E175s, e hoje a SkyWest é a maior operadora desse jato no mundo.

Fonte: Aeroin

Ler Mais
Negócios, Tecnologia

Acate apresenta o setor de tecnologia de SC no Japão em busca de negócios 

Presidente da Acate, Diego Ramos, destaca que grandes empresas de tecnologia e fundo de investimentos do Japão já marcam presença em SC

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) participa da missão catarinense ao Japão e à China, liderada pelo governador Jorginho Mello, para apresentar o setor e ampliar conexões visando mais negócios. O presidente da entidade, Diego Ramos, destaca que os japoneses já investem no setor em SC e que essa presença da Acate segue a estratégia definida pela entidade de internacionalizar mais o setor. Nesse desafio, Diego Ramos tem o apoio do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, e do secretário executivo da Acate, Gabriel Sant’Ana Santos, que também participam da missão.

No SC Day Tóquio, nesta quarta-feira, o presidente da Acate apresentou dados e oportunidades de investimentos no setor em Santa Catarina para empresários e investidores japoneses. Chamou a atenção pelo fato de empresas japonesas já investirem no setor em SC.

Temos a presença de diversas grandes empresas japonesas de tecnologia em SC, entre elas a Macnica DHW e a NTT, além de fundos de venture capital, como a Softbank, que já aportaram em rodadas de investimentos de startups catarinenses. Estamos animados em ampliar e construir novas pontes entre o nosso estado e países, a exemplo do Japão, que estão à frente no âmbito de desenvolvimento tecnológico e científico – afirmou  Diego Ramos no SC Day Tóquio.

Os representantes da Acate também tiveram reunião com diplomatas brasileiros com o objetivo de apresentar o setor e pedir apoio em conexões para negócios. Eles se reuniram com o secretário do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil em Tóquio, Paulo Alves, e representantes do Banco do Brasil no Japão. Na tarde de quarta-feira, o presidente da Acate também participou da comitiva de SC que visitou a Confederação das Indústrias do Japão, a Keidanren.

A agenda de quinta-feira da comitiva catarinense também foi intensa, com foco na economia. O roteiro incluiu visita a grandes grupos empresariais japoneses como Mitsui e Mitsubishi, e visitas à agência de comércio exterior do Japão (JETRO) e à agência de cooperação internacional (JICA), que fez projetos para proteção do Vale do Itajaí frente a enchentes.  

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Exportação, Tecnologia

Exportações de veículos batem recorde, mas produção despenca com avanço chinês

Maio teve o melhor resultado desde agosto de 2018

Mais de um milhão de unidades foram vendidas nos cinco primeiros meses de 2025 no Brasil, e as exportações registraram em maio o melhor resultado desde agosto de 2018.

Ainda assim, esses números não se refletiram na produção do mês, que caiu 5,9% em relação a abril, encerrando com 214,7 mil veículos produzidos, considerando carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Houve bons resultados de exportações, impulsionados pelo aquecimento do mercado argentino. O recuo na produção, porém, indica perda de participação de vendas para os importados.

Há um saudável aumento do fluxo comercial com a Argentina, mas, no caso dos modelos vindos da China, há uma entrada atípica.

“Ela é beneficiada por uma taxação bem inferior à que vemos em outros países produtores, gerando uma perigosa distorção no mercado”, avaliou Igor Calvet, novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Fonte: Gazeta SP

Ler Mais
Negócios, Tecnologia

Eve, da Embraer, anuncia acordo de R$ 1,3 bilhão por carros voadores

Negócio prevê o fornecimento de até 50 eVTOLs para a Revo; companhia projeta mais de 30 mil aeronaves circulando no mundo até 2045

A Eve Air Mobility, companhia subsidiária da Embraer, anunciou neste domingo (15) um acordo vinculativo com a Revo, operadora brasileira de mobilidade urbana aérea, e sua controladora, a Omni Helicopters International, pela compra de até 50 eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, também conhecidas como carros voadores) no valor de R$ 1,39 bilhão.

Segundo a Eve, a parceria representa uma transição da fase de desenvolvimento da tecnologia do eVTOL para a execução do modal, consolidando a companhia na liderança global do mercado de mobilidade aérea urbana da próxima geração.

“Ao avançarmos do conceito para a implementação, estamos não apenas impulsionando nosso plano comercial, mas também contribuindo para a construção de um ecossistema robusto e sustentável de mobilidade aérea urbana, estabelecendo um novo padrão global para a adoção dos eVTOLs”, disse em nota Johann Bordais, CEO da Eve.

A primeira entrega das aeronaves está prevista para o quarto trimestre de 2027. Atualmente, a Revo opera com mobilidade porta a porta, integrando serviços de carro e bagagem a voos de helicóptero em regiões do Sudeste do país, principalmente conectando a zona sul de São Paulo ao aeroporto de Guarulhos.

“Essas aeronaves serão fundamentais para viabilizar nosso projeto de transformar a mobilidade oferecida pela Revo, proporcionando uma solução segura, sustentável e escalável, capaz de conectar as pessoas e elevar o padrão de conveniência para nossos clientes”, afirmou João Welsh, CEO da Revo.

PERSPECTIVAS DE MERCADO

A Eve também publicou neste domingo um estudo com projeções para os próximos 20 anos da mobilidade aérea urbana no mundo, cuja frota estimada de eVTOLs em operação deve chegar a 30 mil até 2045.

Pelas estimativas da subsidiária da Embraer, com esse número de frota mais de 3 bilhões de passageiros poderão ser atendidos regularmente e a receita potencial será de US$ 280 bilhões.

A aposta da companhia é no crescente caos do trânsito nas grandes capitais, cuja fragilidade abre espaço para oferecer serviços complementares de mobilidade, como táxi aéreo, fretamento e voos turísticos, por exemplo.

Com a expansão populacional nas grandes cidades, a Eve projeta um crescimento significativo em países asiáticos, principalmente megacidades densas e com classe média em ascensão.

Para a Eve, a América do Norte demonstra potencial por investir no setor e por manter um ecossistema de aviação já consolidado. É diferente da Europa, onde os desafios regulatórios são mais burocráticos, e a previsão é que o mercado de eVTOLs cresça mais lentamente.

“A América Latina apresenta oportunidades com eVTOLs voltados para urbanização e energia renovável. Embora menor, o Oriente Médio é um dos primeiros a adotar o mercado, com foco em inovação e transporte sustentável. O mercado africano é impulsionado pela oportunidade de superar os desafios de infraestrutura decorrentes do alto crescimento populacional urbano e aprimorar a experiência turística”, afirmou a companhia em nota.

Fonte: Folha de São Paulo

Ler Mais
Tecnologia

Comitiva da Alesc discute instalação de fábrica de carros elétricos em SC

Missão formada por quatro deputados estaduais visitou fábrica chinesa que pretende investir na produção de eletrificados no Brasil

Deputados buscam atrair montadora para Santa Catarina
Trazer para Santa Catarina uma fábrica da JMEV, empresa especializada na fabricação de carros elétricos compactos e médios. Esse foi o objetivo da conversa entre executivos da empresa e uma comitiva de deputados estaduais, que ocorreu nesta segunda-feira (16), na cidade de Nanchang, capital da província de Jiangxi, na China.


A comitiva é formada pelos deputados Fernando Krelling (MDB), Mauro De Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Rodrigo Minotto (PDT). Na ocasião, eles apresentaram aos executivos asiáticos as potencialidades da economia catarinense, principalmente em áreas como tecnologia, metal-mecânica e o número de startups — o que, segundo os brasileiros, vai ao encontro da proposta da JMEV, que é a expansão de veículos elétricos.

Sustentabilidade e desenvolvimento econômico
É consenso entre os parlamentares que a instalação de uma unidade da montadora em solo catarinense proporcionaria vantagens para o estado muito além do desenvolvimento econômico.

O vice-presidente da Alesc, deputado Fernando Krelling, destacou a importância para a preservação ambiental. “Imagine só a possibilidade de estar aqui conversando com eles e a possibilidade de levarmos uma empresa de carros elétricos focada na sustentabilidade. É muito importante para o estado de Santa Catarina. O estado vai se desenvolver cada vez mais, de forma sustentável. Carro elétrico não é apenas uma tendência de mercado, mas sim um planejamento de médio e longo prazo para a sustentabilidade do nosso estado.”

Potencial industrial de Santa Catarina
“Nossa primeira visita aqui na China foi muito positiva. Estivemos com executivos da JMEV, conhecemos toda a cadeia produtiva de veículos elétricos e fizemos um convite para que a empresa se estabeleça em Santa Catarina. Mostramos toda a nossa potencialidade, tudo que Santa Catarina pode oferecer para que essa empresa possa se instalar e produzir veículos elétricos em solo catarinense”, acrescentou De Nadal.

“A cada dia, uma oportunidade de poder estar aqui na China conhecendo novos negócios. A JMEV é uma empresa automobilística que tem a vontade de expandir os seus negócios para o Brasil, especialmente para Santa Catarina. Por isso estamos aqui, buscando alternativas, construindo pontes e buscando bons resultados para o nosso estado”, acrescentou Minotto.

Veículos mais acessíveis
Já Fabiano da Luz apontou a acessibilidade de alguns modelos produzidos pela marca. “Aqui, eles produzem um modelo de veículo que pode chegar ao Brasil ou ser fabricado no Brasil a um preço um pouco acima dos R$ 50 mil. Então, é um carro acessível, principalmente para aquela população de baixa renda que há muito tempo não consegue comprar um carro novo e está sempre comprando carro usado.”

No último mês, representantes da empresa estiveram em Santa Catarina justamente para discutir a possibilidade de instalar uma fábrica no estado. Atualmente, 45% da frota chinesa já é composta por carros elétricos.

Sobre a JMEV
Com sede em Nanchang, a JMEV foi fundada em 2015 e produz, em média, 100 mil carros elétricos por ano.

Recentemente, a empresa anunciou que produzirá no Brasil, em parceria com a E-Motors, um carro elétrico manual (JMEV EV3), com foco na formação de condutores de autoescola. O preço deve ficar em torno de R$ 100 mil.

Próximo compromisso
A próxima agenda do grupo será na cidade de Taiyuan, capital da província de Shanxi. No local, a comitiva será recebida por empresários e parlamentares locais, na sede do Legislativo estadual. A proposta é discutir negócios com Santa Catarina, além de retribuir uma visita feita por representantes da província à Assembleia Legislativa, ocorrida em julho de 2024.

Fonte: Agência AL

Ler Mais
Comércio Exterior, Evento, Importação, Informação, Logística, Tecnologia

Blue Route destaca papel dos dados e da tecnologia no futuro do comércio exterior 

Enquanto o debate público ainda gira em torno de reformas, burocracias e gargalos logísticos, uma revolução silenciosa já está em curso nas fronteiras brasileiras: o uso intensivo de dados na aduana. Mais do que uma tendência, trata-se de um movimento estratégico que está redefinindo o papel da tecnologia no controle aduaneiro e nas operações internacionais. 

À frente dessa discussão, a Blue Route vem se consolidando como uma das principais vozes no Brasil por uma aduana mais digital, integrada e orientada por inteligência de dados. Durante o Global Trade Summit 2025, realizado em Balneário Camboriú, a CEO da empresa, Beatriz Grance Rinn, mediou um painel decisivo sobre o tema “O uso intensivo de dados na evolução do comércio exterior e a sua aplicabilidade na gestão coordenada de fronteiras”, reunindo representantes da Receita Federal, da iniciativa privada e especialistas em tecnologia para o setor. 

Gestão coordenada de fronteiras é um tema complexo”, afirmou Beatriz. “A gente entende que o maior desafio é a comunicação. Não adianta o Brasil estar evoluindo, avançando, se o comércio exterior depende de outro país. A carga vai chegar na fronteira e vai parar.” 

Ao abordar os custos e impactos práticos do processo aduaneiro, Beatriz foi direta: Hoje, até 15% do custo dos bens comercializados pode estar relacionado às passagens de fronteira.” E complementou com um exemplo real: “Aqui no Brasil todo o processo foi super rápido. Mas ao chegar na fronteira você precisa parar e comprar um bilhete, uma passagem e, do outro lado, fazer tudo manualmente. Tem lugares que ainda usam planilhas.” 

Essa realidade fragmentada é um obstáculo para o avanço da gestão coordenada de fronteiras, conceito que envolve interoperabilidade entre sistemas, integração regional, cooperação internacional e adoção de ferramentas tecnológicas como APIs. “Isso tudo depende de acordos internacionais, comunicação, infraestrutura, vontade política, financiamentos…  São muitas camadas. Todos os anos há uma agenda sendo trabalhada para alcançar esse objetivo”, explicou Beatriz. 

Discussão mundial 

Para Beatriz o futuro do comércio exterior será moldado por quem for capaz de processar dados com mais agilidade, inteligência e estratégia. “Na parte tecnológica, o Brasil está na vanguarda. Somos referência internacional. Mas, vamos ter que puxar os outros países, senão não vamos conseguir alcançar o tão falado avanço na facilitação do comércio exterior,” enfatizou.  

Esse mesmo posicionamento foi reforçado durante a Conferência Regional da Organização Mundial de Aduanas (OMA) para as Américas e o Caribe, realizada nos dias 5 e 6 de maio, em San Salvador, El Salvador. Lá, a CEO da Blue Route foi moderadora de um painel que discutiu o papel da tecnologia no fortalecimento das aduanas da região. “Eu perguntei para eles: ‘Qual o maior desafio que a América Latina enfrenta para alcançar uma aduana integrada e sustentável?’ E a resposta foi clara: infraestrutura, tecnologia e conectividade. A conclusão foi direta: o avanço coletivo só será possível se os países mais estruturados liderarem esse processo de integração e inovação. 

As discussões demonstraram que o uso intensivo de dados na aduana é urgente — e precisa sair das plenárias para o centro da estratégia de empresas e governos. Transformar as fronteiras brasileiras em espaços mais inteligentes e conectados é o próximo passo para destravar o potencial do país no comércio internacional. E a Blue Route segue posicionada como uma das protagonistas desse caminho. 

Sobre a Blue Route 

A Blue Route é uma empresa especializada em transformação digital aplicada ao comércio exterior. Com solução tecnológica de ponta para a gestão do catálogo de produtos, está preparada para os desafios do Novo Processo de Importação, por meio da utilização e trabalho com dados, inteligência e inovação. Sempre com foco na melhoria contínua. 

Texto: Daiana Brocardo 

Fotos: Giovana Santos 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook