Negócios, Sustentabilidade

“A sustentabilidade está no DNA da Siemens”

Márcia Sakamoto expõe o modelo que posiciona a empresa como referência regional.

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade urgente, a Siemens Brasil se destaca como um referencial de transformação profunda e integral. Com uma abordagem estratégica que articula inovação, eficiência energética, equidade e circularidade, a empresa promove um modelo industrial comprometido com o desenvolvimento sustentável — tanto ambiental quanto socialmente.

Diretamente de sua sede em São Paulo, Márcia Sakamoto, especialista em Sustentabilidade e Relações Governamentais da Siemens Brasil, participou da série de entrevistas realizada pelo portal serindustria.com.ar sob o título Indústria e Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, ela detalhou como a empresa internacional integra os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) no coração de suas operações, em sua cultura organizacional e em sua visão de longo prazo.

“Em uma trajetória guiada pela inovação, responsabilidade e ações estratégicas, a Siemens se destaca por adotar metas ambiciosas que orientam seu caminho rumo a um futuro verdadeiramente mais sustentável”, afirma Sakamoto. Essa direção se materializa em uma arquitetura corporativa denominada DEGREE, uma estrutura que define seis campos de ação fundamentais: descarbonização, ética, governança, uso eficiente de recursos, equidade e empregabilidade.

“O DEGREE não apenas orienta as decisões corporativas, mas também proporciona uma visão holística da sustentabilidade, integrando compromissos ambientais com impactos sociais e humanos”, assegura.

Redução de emissões e energias renováveis
A abordagem vai além de declarações institucionais. Em 2024, a Siemens Brasil alcançou uma redução de 68% nas emissões de CO₂ — um resultado que supera a média global do grupo (60%) e antecipa o cumprimento da meta original de 2025, fixada em 55%. “Nossos esforços estão direcionados para alcançar o net zero até 2030, que é a meta global”, destaca a executiva. Esse avanço se baseia, entre outras medidas, no uso de eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis em todas as suas instalações, na ampliação da infraestrutura para carregamento de veículos elétricos, na substituição do gás liquefeito de petróleo por energia elétrica e na adaptação progressiva das cozinhas e processos industriais para soluções elétricas.

A sustentabilidade também se reflete na relação com o meio ambiente. A Siemens Brasil preserva uma área de 45 mil metros quadrados de Mata Atlântica dentro de sua sede em São Paulo, habitat de dezenas de espécies nativas de flora e fauna. Esse compromisso se complementa com uma estratégia de gestão de recursos baseada no ecodesign, na dissociação do uso de matérias-primas e na circularidade. “A empresa adota uma estratégia de uso eficiente de recursos em seus produtos, centrada em três pilares principais: ecodesign, dissociação do uso de recursos naturais e circularidade”, explica Sakamoto.

Durante o exercício fiscal de 2024, 35% dos metais utilizados pela Siemens Brasil — principalmente ferro, cobre e alumínio — foram adquiridos de fontes recicladas, baseando-se em valores médios regionais e globais. A empresa planeja, até 2030, aplicar princípios de ecodesign em todas as famílias de produtos relevantes. Para destacar essas inovações, a Siemens desenvolveu o selo EcoTech, que identifica produtos com desempenho ambiental superior em termos de eficiência energética, circularidade e redução de emissões.

Pegada de carbono e auditorias internacionais
A medição precisa da pegada de carbono é outro aspecto crítico. “O sistema de gestão ambiental é constantemente monitorado e verificado”, aponta Sakamoto. A Siemens utiliza ferramentas globais alinhadas ao GHG Protocol, garantindo relatórios transparentes e auditáveis. Cada procedimento, investimento e projeto em suas instalações passa por uma avaliação detalhada, desde o planejamento até a operação.

Essas ações são respaldadas por auditorias periódicas realizadas pela matriz alemã. Atualmente, a operação brasileira representa apenas 0,3% do total de carbono gerado pela Siemens no mundo. Esse compromisso foi reconhecido pelo Carbon Disclosure Project (CDP), que incluiu a Siemens na Lista A de Mudanças Climáticas desde 2023 — a categoria mais alta de desempenho ambiental.

Paralelamente, a empresa promove o uso eficiente de energia, água e outros recursos naturais por meio de certificações como ISO 14001 e ISO 50001. Um exemplo concreto é o projeto Anhanguera Green & Digital, onde sua planta em São Paulo foi transformada em um modelo de operação inteligente e sustentável.

Essa transformação incluiu a compra de energia renovável no mercado livre, a instalação de painéis solares, a reutilização de água da chuva para irrigação e sanitários, além da digitalização dos processos produtivos por meio de sensores e sistemas automatizados que otimizam consumos e reduzem desperdícios.

Graças ao monitoramento em tempo real de indicadores ambientais como energia, água e emissões, a Siemens conseguiu alcançar uma melhoria de 7% na eficiência energética em 2024. Além disso, um projeto piloto da Siemens Real Estate conseguiu reduzir em 16% o consumo energético ao ajustar automaticamente o uso do ar-condicionado conforme a ocupação real dos espaços.

Governança ESG e cultura organizacional
Além das ações técnicas, a sustentabilidade na Siemens é respaldada por uma estrutura de governança sólida, transversal e altamente especializada. “A sustentabilidade está no DNA da Siemens. Não é uma opção, mas uma parte integral e central das decisões estratégicas”, enfatiza Sakamoto.

Essa estratégia envolve desde o Conselho de Administração Global até embaixadores de sustentabilidade nas áreas operacionais. O Chief Sustainability Officer preside o Conselho de Sustentabilidade e lidera o Comitê Executivo de Sustentabilidade, enquanto os diretores globais e gerentes locais reportam avanços e desafios em cada uma das dimensões do modelo DEGREE. Essa arquitetura garante que os critérios ESG não sejam metas periféricas, mas princípios que impulsionam a tomada de decisões em todos os níveis.

Quanto aos desafios, a Siemens reconhece que a descarbonização de sua cadeia de valor — especificamente o escopo 3, que inclui fornecedores e parceiros — é um dos maiores obstáculos. Para enfrentá-lo, lançaram o programa Trilha Greenlight, voltado a disseminar boas práticas ESG e ajudar os fornecedores a construir seus próprios planos de sustentabilidade. Paralelamente, reforçam a capacitação constante de suas equipes: cada colaborador no Brasil recebe pelo menos 32 horas anuais de treinamento, com programas sobre sustentabilidade ambiental, inovação e transformação digital. “A Siemens investe continuamente em qualificação técnica”, ressalta Sakamoto.

Líderes e soluções tecnológicas sustentáveis
Durante 2024, a Siemens destinou globalmente 442 milhões de euros para formação corporativa. A sustentabilidade foi um dos eixos estratégicos desse investimento, com iniciativas como o programa Leading in Sustainability, projetado para líderes e áreas-chave, e o LEAP, focado no desenvolvimento de lideranças transformadoras. Também se estimula a inovação aplicada à eficiência de recursos e à transição ecológica por meio de comitês internos que desenvolvem soluções concretas em eficiência energética e descarbonização.

“Os colaboradores da Siemens desempenham um papel central na estratégia de sustentabilidade da empresa”, afirma Sakamoto, que também destaca o trabalho da Fundação Siemens, que canaliza ações de voluntariado e apoio social. Por meio dessa plataforma, os funcionários impulsionam projetos de educação e desenvolvimento sustentável, como o Conexão Aprendiz, que já impactou mais de 300 jovens em situação de vulnerabilidade.

No aspecto cultural, a Siemens promove a ética, a integridade e a conscientização sobre valores ambientais desde cedo. Programas como o EduComÉtica, que leva formação ética para escolas públicas, ou iniciativas como as doações às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, ampliam o impacto positivo da empresa além do âmbito produtivo.

Para Sakamoto, os valores pessoais dos líderes da Siemens influenciam diretamente a forma de abordar a agenda sustentável. “Temos uma visão otimista e de longo prazo sobre o papel da empresa e do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva”. Segundo sua visão, sustentabilidade e ética caminham juntas porque “só negócios limpos interessam à Siemens. Essa convicção orienta nossas decisões e nossas relações com clientes, parceiros e fornecedores”.

Transformação colaborativa
Em outubro de 2024, a Siemens Brasil apresentou, junto ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o relatório Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, que explora cenários futuros impulsionados pela digitalização e sustentabilidade. O objetivo é fomentar uma visão “future back” que inspire a construção de uma economia mais inclusiva, resiliente e verde. “O propósito é inspirar uma transformação positiva… estimulando debates colaborativos entre os setores público, privado e a sociedade civil”, ressalta Sakamoto.

Ao projetar o futuro da Siemens nos próximos dez anos, caso continue e aprofunde sua estratégia sustentável, a visão é clara. “Queremos continuar sendo uma referência em decisões éticas e responsáveis, com impacto positivo em toda a nossa cadeia produtiva e de valor”, enfatiza a especialista.

Com um caminho já traçado, a empresa pretende liderar o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis em setores-chave, como biocombustíveis, hidrogênio verde, digitalização de redes, bioeconomia e economia circular. “Trabalhamos para que a atuação da empresa tenha impacto direto na consolidação do país como referência global em energia limpa e inovação tecnológica com valor ambiental agregado”, concluiu.

Fonte: Ser Indústria






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Logística, Sustentabilidade

TecPlata iniciou uma nova operação regular de bitrens

Dessa maneira, fortalece o desenvolvimento logístico e reafirma seu impulso ao transporte sustentável

Como parte de seu compromisso com uma logística mais eficiente, sustentável e conectada,
a TecPlata, terminal de contêineres do Porto La Plata, iniciou uma nova operação regular de bitrens para o interior do país, em articulação com dois aliados estratégicos: a companhia marítima Log-In e a operadora terrestre OTT.

Essa nova rota reforça a proposta multimodal da TecPlata, integrando infraestrutura portuária de alto nível com soluções de transporte terrestre de alto desempenho. “Esse tipo de operação nos permite otimizar recursos e oferecer um serviço mais competitivo, com maior eficiência em cada trajeto”, afirmaram representantes da OTT.

Da mesma forma, a companhia marítima destacou que “fortalecer a conexão entre o porto e o transporte terrestre nos permite responder com mais agilidade às demandas do mercado, impulsionando soluções logísticas inovadoras e sustentáveis”.

O novo serviço de bitrens oferece múltiplos benefícios logísticos, entre os quais se destacam: maior capacidade de carga por unidade; redução de emissões e menor impacto ambiental; otimização de tempos e uma conectividade mais eficiente com o hinterlândia.

Por sua vez, a TecPlata declarou: “celebramos este novo passo rumo a uma logística integrada, onde a colaboração entre os principais atores da cadeia logística permite construir soluções ágeis, personalizadas e alinhadas com os desafios do comércio exterior atual.”

Fonte: Ser Industria

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Sustentabilidade

Ferroport divulga Relatório de Sustentabilidade, com destaque para o plantio de 2,5 milhões de mudas de reflorestamento

A Ferroport, operadora do terminal de minério de ferro do Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, divulgou seu Relatório de Sustentabilidade de 2024, destacando o compromisso com a transparência e os avanços nas ações ambientais, sociais e de governança (ESG), o que contribui com o desenvolvimento sustentável do negócio e da comunidade local. Joint-venture da mineradora Anglo American e da Prumo Logística, a Ferroport ampliou o compromisso com o reflorestamento da região, alcançando “mais de 2,5 milhões de mudas plantadas”.

A companhia também passou a usar etanol em 100% dos seus veículos flex e recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol referente ao inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), seguindo as ações do seu plano de descarbonização. Ao completar, no ano passado, uma década de operações batendo recorde de embarques de minério (25 milhões de toneladas, em 148 navios), a Ferroport foi classificada no Top 2 do Prêmio Antaq 2024, na categoria de maior Índice de Desempenho Ambiental (IDA) para terminais de uso privado (TUPs) do Brasil, com a melhor pontuação entre os terminais de minério de ferro.

Em 2024, a Ferroport firmou uma nova parceria com a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Caruara, em São João da Barra, o maior fragmento de restinga em unidade de conservação privada do país, para o reflorestamento de 115 hectares (equivalentes a 140 campos de futebol), favorecendo a biodiversidade local. Soma-se a isso, o consumo de energia elétrica 100% renovável, por meio de geração eólica, e a utilização de mais de 93% da água de reuso nas operações.

Em seu quarto Relatório de Sustentabilidade, elaborado de acordo com as normas da Global Reporting Iniciative (GRI), a Ferroport, que gera mais de 600 empregos diretos e indiretos em São João da Barra e região, destaca ainda que investiu R$ 8 milhões em ações sociais, em projetos nas áreas de educação, esportes e cultura. A empresa também foi reconhecida, pela terceira vez, como um excelente lugar para trabalhar pela Great Place to Work (GPTW), com nota geral 90, a maior da história da companhia, e adesão de 92% dos trabalhadores na pesquisa de clima.

Veja a íntegra do Relatório de Sustentabilidade da Ferroport:

https://ferroport.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Relatorio_Anual_de_Sustentabilidade_Ferroport_2024.pdf

Fonte: Datamar News

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Agricultura, Agronegócio, Industria, Informação, Sustentabilidade

EUA e Europa Enfrentam Queda de 40% na Produção de Alimentos, Alertam Cientistas

Andrew Hultgren, da Universidade de Illinois, e Richard Waite, do World Resources Institute, dizem que países grandes produtores estão menos adaptados que aqueles de áreas naturalmente mais quentes do planeta

Produção de alimentos têm se tornado um desafio em várias regiões do mundo

As regiões agrícolas mais férteis do planeta estão enfrentando um adversário formidável: as mudanças climáticas. Um novo estudo revela que países desenvolvidos, conhecidos por sua alta produção de alimentos, podem ver uma redução drástica na produção de milho e trigo, com perdas de até 40% nas próximas décadas.

O Estudo Revelador

Pesquisadores de instituições renomadas dos EUA e do exterior mapearam mais de 12 mil regiões em 55 países. A pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que, para cada aumento de 1°C na temperatura global, a produção de alimentos pode cair cerca de 120 calorias por pessoa por dia — quase 4,4% do consumo diário.

A Vulnerabilidade dos Celebridades da Agricultura

O estudo destaca que, mesmo com a implementação de estratégias de adaptação, áreas conhecidas como “celeiros agrícolas” estão sob grave ameaça. Andrew Hultgren, professor da Universidade de Illinois, sintetiza essa realidade dizendo: “Quem mais tem a perder, realmente, perde mais.” Ele ressalta que, em vez de as regiões mais pobres enfrentarem os maiores desafios, são os agricultores de locais como os EUA que agora correm riscos maiores.

O Papel do Aquecimento Global

Este estudo surge após outra pesquisa, que aponta um aumento sem precedentes na gravidade das secas globais devido ao aquecimento. Em 2022, 30% da superfície terrestre enfrentou secas de intensidade moderada a extrema, com grande parte disso sendo atribuída a temperaturas mais altas.

Um Paradoxo Assustador

Esse fenômeno cria um padrão surpreendente: as regiões que atualmente se destacam como grandes celeiros, beneficiadas por climas favoráveis, são as mais vulneráveis. Como destaca Hultgren, essas áreas não estão tão expostas ao calor extremo e, portanto, não desenvolveram adaptações a ele. Em contraste, as regiões mais quentes e de baixa renda já estão habituadas a lidar com extremidades climáticas, o que lhes confere uma leve vantagem.

O Impacto nas Culturas

As consequências para cultivos específicos são alarmantes. A produção de milho, por exemplo, poderá enfrentar uma queda de até 40% em áreas como o cinturão de grãos dos EUA, leste da China e partes da Ásia Central. Já o trigo, em países como Estados Unidos, Canadá e Rússia, deve ver perdas entre 30% e 40%.

Um Novo Olhar Sobre a Adaptação

A pesquisa também vai além de meras previsões, analisando como os produtores realmente se adaptam às mudanças climáticas. Hultgren comenta que, embora a adaptação não elimine por completo os riscos, ela pode mitigar cerca de um terço das perdas futuras.

Questões de Segurança Alimentar

A situação é crítica para a segurança alimentar global. Enquanto o arroz pode escapar de perdas significativas, outros cultivos enfrentam destinos sombrios. O impacto potencial é impressionante: as áreas mais produtivas do mundo podem ver suas rendas reduzidas, elevando a produção global e gerando aumento nos preços dos alimentos.

  • Desafios em Países de Baixa Renda
    • Mesmo que se adaptem melhor ao calor, essas regiões enfrentam suas próprias dificuldades.
    • Culturas essenciais, como a mandioca, podem sofrer perdas de até 40% na África Subsaariana, colocando em risco a segurança alimentar de populações inteiras que dependem da agricultura de subsistência.

O Custo das Mudanças

Os pesquisadores também calcularam como essas perdas agrícolas impactarão as políticas climáticas. Cada tonelada de CO₂ emitida pode custar à sociedade entre US$ 0,99 e US$ 49,48 devido a essas perdas, dependendo das suposições econômicas adotadas.

Uma Espiral de Desafios

Richard Waite, do World Resources Institute, ressalta que a diminuição dos rendimentos em um mundo que exige mais comida levará a uma pressão adicional sobre os ecossistemas naturais, criando um ciclo vicioso. Essa interação entre a produção agrícola e a saúde dos ecossistemas destaca a urgência de estratégias mais eficazes para se adaptar a um clima em mudança.

Propostas para o Futuro

Waite sugere que as abordagens tradicionais de adaptação precisam ser repensadas. “Devemos desenvolver culturas alimentares que não apenas aumentem os rendimentos, mas que também possam resistir a temperaturas altas e padrões de chuva imprevisíveis.”

A Necessidade de Ação Imediata

A pesquisa indica a urgência em reduzir as emissões e em apoiar a adaptação da agricultura e pecuária. O fracasso em agir pode resultar em uma crise alimentar global e em instabilidade social. Hultgren alerta: “Devemos acender um sinal de alerta sobre a segurança alimentar global e as tensões políticas em um futuro de aquecimento acentuado.”

Reflexões Finais

À medida que enfrentamos esses desafios climáticos, é crucial nos unirmos para buscar soluções. A situação pode parecer desalentadora, mas cada passo em direção à inovação e adaptação pode fazer a diferença. Convidamos você a refletir sobre o futuro da agricultura e como nossas escolhas de hoje moldarão os dias de amanhã.

Sua Opinião É Importante

Por fim, gostaríamos de ouvir o que você pensa sobre essas questões. Quais soluções você acredita que podem ser adotadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura? Sua voz é fundamental para construirmos juntos um futuro sustentável.

Fonte: Fronteira Econômica

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Negócios, Sustentabilidade

Dona de uma Itaipu em geração renovável, Engie vai investir R$ 11,6 bi no Brasil

Nosso país ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Principal responsável pelo aumento no volume de fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2025, com participação estimada em 40% do total e movimentação de R$ 120 bilhões, o setor de energia renovável torna-se cada vez mais estratégico para o país.

Uma das empresas atentas a isso é a Engie Brasil Energia. No primeiro trimestre deste ano, a companhia investiu R$ 1,1 bilhão no país. Para o ciclo de 2025 a 2027, já estão empenhados mais R$ 11,6 bilhões em aportes, com os recursos destinados à implantação dos sistemas de transmissão e à expansão do parque de geração – como a finalização de projetos eólicos e fotovoltaicos e a conclusão de compras de ativos na área hidrelétrica.

Uma das principais marcas da Engie no Brasil é o Conjunto Eólico Trairi, localizado no litoral do Ceará. 

A reportagem da EXAME visitou o complexo, que fica a pouco mais de 2 horas da capital Fortaleza. Lançado em 2014, o parque conta com 50 turbinas da Siemens, cada uma medindo 80 metros de altura. Cada pá tem 49 metros de comprimento. Para se ter uma noção, a Torre Eiffel tem 324 metros de altura.

Em 2018, o complexo passou a ser operado remotamente a partir do Centro de Operação da Geração, localizado na sede da Engie em Florianópolis. A empresa tem autorização para explorar comercialmente o espaço até 2041. 

Somado aos conjuntos de Santa Mônica (também no Ceará), Santo Agostinho (no Rio Grande do Norte) e conjuntos eólicos na Bahia, a empresa tem possibilidade de gerar 2,3 GW em energia eólica. Em 116 usinas que possui pelo país, a Engie Brasil tem capacidade própria de 13 GW, o que representa algo em torno de 6% da capacidade nacional – praticamente uma Itaipu de energia limpa.

Fontes renováveis

É natural esse olhar para o país. O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 80% da energia vinda de fontes renováveis. A aprovação de incentivos fiscais vem atraindo o interesse das empresas para, permitindo avanços importantes rumo à meta de 95% de energia renovável até 2030.

A energia eólica tem se consolidado como uma de nossas principais fontes renováveis, contribuindo para essa matriz limpa. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica onshore, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC). O modo onshore é aquele em que a energia é gerada por turbinas instaladas em terra, utilizando o vento para movimentar as pás e gerar eletricidade.

Na semana passada, o Congresso aprovou a regulamentação da instalação de equipamentos para energia eólica em alto mar (offshore) no país. Ou seja, mais uma área de oportunidade que se abre.

O Brasil tem avançado de forma consistente na expansão da energia eólica. No ano passado, considerando apenas as novas instalações, o país também se posicionou em 5º lugar em capacidade adicionada, caindo duas posições em relação a 2023 – ficando atrás da Índia, Alemanha, Estados Unidos e China

Atualmente, as fontes eólica e solar representam 35% da capacidade energética nacional, um crescimento expressivo desde 2018, quando essa participação era de apenas 10%.

Mudanças ao longo dos anos

Esse mercado de energia chamou a atenção de grandes empresas. A Engie, por exemplo, chegou ao Brasil em 1996, quando abriu seu primeiro escritório no Rio de Janeiro para prospectar oportunidades nos setores elétrico e de gás.

Em 1998, conquistou o seu primeiro negócio por aqui, que foi a concessão para a construção e operação da hidrelétrica Cana Brava. No mesmo ano, venceu o leilão de venda da Gerasul.

“O grupo sempre acreditou no Brasil tomando decisões de longo prazo. Nossos melhores investimentos são nos momentos onde outros investidores internacionais não estavam acreditando no Brasil, estavam retraindo”, diz Maury Garrett, gerente de Comercialização de Energia da Engie Brasil Energia.

Ao longo dos anos, a Engie vem diversificando seu ramo de atividades por aqui, ingressando na área de comercialização, transmissão de energia e engenharia para empresas e cidades. Segundo informações da empresa, possui a mais extensa malha de transporte de gás natural do Brasil, com 4.500km que atravessam 10 estados.

Investimentos

De 2016 para cá, foram mais de R$ 20 bilhões investidos pela companhia em empreendimentos de energia eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão.

No ano passado, a Engie teve o maior volume de investimentos de sua história, totalizando R$ 9,7 bilhões, sendo a maior parte para usinas solares e eólicas, e sistemas de transmissão.

O Ebitda, ao considerar os efeitos do desinvestimento parcial da participação na Transportadora Associada de Gás S.A.– TAG, alcançou R$ 8,7 bilhões, crescimento de 20,2% em comparação a 2023. Já o lucro líquido registrado em 2024 foi de R$ 4,3 bilhões, aumento de 25,5% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, 100% renovável

Em 2023, a Engie se desfez da última operação a carvão que tinha no Brasil com a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, em Candiota, Rio Grande do Sul. Com isso, passou a ser uma geradora de energia elétrica 100% renovável.

“As tecnologias de energia renovável estão muito consolidadas – hidrelétrica, solar e eólica. E elas se complementam, porque uma gera quando tem vento, outra gera quando tem sol e a outra gera quando tem água. A grande diferença da hidrelétrica é que ela tem um reservatório, então não precisa necessariamente gerar energia quando está chovendo. O mundo agora está olhando para as baterias BEES (Battery Energy Storage System)”, explica Garrett, fazendo referência aos sistemas que armazenam energia elétrica em baterias para uso posterior, no caso de interrupções no fornecimento ou mesmo para otimizar o consumo. “Essa é uma grande vantagem competitiva para o Brasil: também aproveitar melhor suas hidrelétricas como bateria, trabalhando junto das energias eólicas e solar”, diz o executivo.

Desafios e infraestrutura

Apesar do crescimento acelerado, o setor de energia renovável enfrenta desafios estruturais. A capacidade de transmissão de energia no Nordeste, por exemplo, ainda é insuficiente para escoar toda a produção, levando à prática de “curtailment”, ou seja, a redução forçada da geração de energia. Em 2024, essa limitação resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar, segundo dados da Abeeólica, entidade que representa as empresas do setor. Além disso, a falta de planejamento adequado e a burocracia regulatória dificultam novos investimentos e a expansão da infraestrutura.

Esses cortes na geração de energia são decididos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Como as usinas não têm controle sobre isso, elas defendem na Justiça que sejam compensadas por meio do Encargo de Serviços do Sistema, que seria repassado aos consumidores via conta de luz.

Já o ONS argumenta não pode aumentar a geração de energia sem uma demanda correspondente. Com a expansão da capacidade geradora em fontes renováveis, as restrições acabam afetando mais usinas que não têm capacidade de armazenamento – caso das eólicas e solares.

Fonte: Exame

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Comércio Exterior, Informação, Inovação, Logística, Sustentabilidade

GH Solucionador Logístico: quando sustentabilidade e eficiência caminham juntas na logística 

Em um cenário cada vez mais voltado para a responsabilidade ambiental, a logística verde deixa de ser tendência e se torna uma exigência. E um exemplo concreto de como a sustentabilidade pode estar no centro das operações é a GH Solucionador Logístico, empresa catarinense que vem transformando compromissos ambientais em ações práticas — e mensuráveis. 

Com matriz localizada em Itajaí, a GH é hoje referência em logística sustentável, adotando soluções inovadoras que aliam eficiência, tecnologia e respeito ao meio ambiente. Desde o uso de energia solar até a reutilização de resíduos plásticos, a empresa mostra que é possível reduzir impactos ambientais sem comprometer a performance operacional.  

Segundo Ana Laura Heinske dos Santos, Especialista em Assuntos Regulatórios na GH, as transformações na empresa ocorreram em meio ao avanço das discussões globais sobre as mudanças climáticas e os compromissos da Agenda 2030 da ONU e do Acordo de Paris, onde a empresa identificou a necessidade de adequar sua operação aos princípios do desenvolvimento sustentável. “O aumento das exigências dos clientes em relação aos pilares ESG e o perfil consciente dos próprios sócios impulsionaram uma transformação estratégica. Esse movimento resultou na contratação de um gestor de ESG e na criação de dois programas estruturados: o GHEco, voltado para ações ambientais, e o SinerGHia, que trata das questões sociais. Ambos possuem centro de custo próprio e autonomia operacional”, explica Ana Laura.  

Matriz carbono zero e energia limpa em toda a operação 

A sede principal da GH em Itajaí já pode se orgulhar de carregar o selo carbono zero. A estrutura é abastecida majoritariamente por painéis solares, que tornam a matriz autossuficiente em energia limpa. Essa medida não só diminui a dependência de fontes fósseis, como contribui para a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. Essa preocupação também se estende aos equipamentos utilizados internamente. Todas as empilhadeiras GLP utilizadas na unidade foram substituídas por empilhadeiras elétricas, oferecendo uma operação mais silenciosa e de baixo impacto ambiental.   

Outro destaque entre as ações sustentáveis da GH é o sistema de reaproveitamento de água da chuva. A água coletada é reutilizada em atividades de limpeza e manutenção, reduzindo o consumo de água potável e promovendo uma gestão mais eficiente de um dos recursos naturais mais preciosos do planeta.  

Frota sustentável: menos poluentes nas estradas 

O compromisso da GH com a sustentabilidade também percorre as estradas. A frota da empresa é composta por veículos com tecnologia EURO 5 e EURO 6, que emitem menos poluentes. Além disso, parte dos caminhões é movida a GNV (gás natural veicular), o que possibilita a redução de até 23% nas emissões de CO₂. 

Outro diferencial é o uso de melhorias na aerodinâmica dos veículos, que otimizam trajetos, diminuem o tempo nas estradas e reduzem o consumo de combustível — uma combinação que beneficia tanto o meio ambiente quanto os custos operacionais. “Diversas dessas metas já foram alcançadas com êxito. O indicador de rendimento dos pneus, por exemplo, evoluiu para 74,28%, um aumento de mais de 13% em relação ao ano anterior, resultado de uma condução mais eficiente e treinamentos específicos oferecidos aos motoristas”, ressalta Ana Laura. 

Economia circular: plásticos viram brinquedos em projeto social 

Entre os projetos ESG de destaque está o “Resinas que Transformam”, uma iniciativa que reutiliza resíduos plásticos gerados na operação e os transforma em brinquedos educativos. Esses itens são doados a crianças de comunidades locais, fortalecendo a economia circular e o impacto social positivo. Além disso, a GH participa do programa Itajaí Carbono Zero, reforçando o compromisso da empresa com uma cidade mais equilibrada e ambientalmente consciente. 

Mais do que tendência: a sustentabilidade como responsabilidade empresarial 

Para a GH, sustentabilidade não é diferencial de mercado — é responsabilidade. Cada decisão estratégica é orientada para respeitar o meio ambiente, cuidar das pessoas e preservar os recursos para as próximas gerações, sem abrir mão da eficiência logística, que segue sendo prioridade.  “Apesar do progresso, a GH entende que a sustentabilidade é um compromisso contínuo. A governança da empresa trabalha com o princípio de evolução constante, com a ambição de diversificar ainda mais sua matriz energética e reduzir de forma estrutural os impactos ambientais da operação. A sustentabilidade é, hoje, parte integrante da identidade organizacional da GH Solucionador Logístico. Mais do que iniciativas, programas como o GHEco, representam um compromisso real e contínuo com a construção de um futuro mais sustentável, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e com as novas exigências de um mercado cada vez mais consciente e responsável”, finaliza Ana Laura.  

Sobre a GH Solucionador Logístico 

Com forte atuação no sul do Brasil, a GH oferece soluções completas em logística, armazenagem e transporte, com foco em inovação, performance e compromisso ambiental. A empresa disponibiliza uma página dedicada a suas iniciativas sustentáveis e projetos de ESG. 

🔗 Conheça mais sobre as práticas ambientais da GH: 

ghlogistica.com.br/esg 

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Negócios, Portos, Sustentabilidade

Empresa que atua no Porto de Santos reduz em 63% resíduos que vão para aterros

Uma empresa do Porto de Santos afirma ter reduzido em 63% o envio de resíduos para aterros sanitários em apenas um ano, entre janeiro e dezembro de 2024. A Santos Brasil, que possui um terminal de contêineres na Margem Esquerda, em Guarujá, e centros logísticos em Santos e Vicente de Carvalho, alcançou uma meta que era prevista para 2026. A empresa não informou, porém, o volume de resíduos no ano passado. Mas disse que, nos últimos quatro anos, diminuiu os resíduos orgânicos em 187 toneladas.

A companhia lançou, em 2024, o projeto Aterro Zero, porque pretende eliminar completamente a destinação de resíduos para aterros até 2028. O projeto é estruturado em quatro principais frentes: tratamento de resíduos orgânicos com biodigestores, reaproveitamento energético por meio do Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos (CDRU), reciclagem e logística reversa, além de um incentivo ao uso de materiais reutilizáveis, como garrafas e canecas entre os colaboradores.

A implementação de biodigestores, que operam nas unidades da Santos Brasil que possuem refeitórios, transforma resíduos orgânicos em água cinza, que pode ser reutilizada. Além disso, a destinação de resíduos não recicláveis para fornos industriais promove reaproveitamento energético.

Coordenadora de sustentabilidade ambiental da Santos Brasil, Sônia Hermsdorff conta que o programa Aterro Zero começou efetivamente em 2024, mas existem ações de gestão de resíduos desde 2021. Ela destaca que o biodigestor trata resíduos orgânicos, como cascas e restos de alimentos, transformando-os em um efluente de água escura que é tratado e reutilizado, principalmente para lavagem de pátios e equipamentos. “Tudo é reprocessado dentro de um próprio ciclo, não gerando resíduo no final”.

A economia gerada com transporte e destinação final de resíduos, ficou em torno de R$ 518 mil, enquanto houve investimento de R$ 329 mil nos biodigestores.

Especialista em Direito Ambiental, o advogado Marcos Paulo Marques Araújo destaca a relevância de projetos para reduzir resíduos no setor portuário, que, historicamente, segundo ele, gera grandes volumes. “Essa iniciativa vai além do setor portuário, pois envolve uma reestruturação logística na gestão de resíduos. O uso de biodigestores e a reciclagem são estratégias fundamentais”, afirma.

Ele também conta que projetos como o Aterro Zero podem servir como modelo para outras empresas logísticas, promovendo uma economia circular, onde os resíduos de uma empresa se tornam matéria-prima para outra.

“Essa abordagem não só reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros, mas também melhora a eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas. Quanto mais resíduos são evitados nos aterros, maior é a vida útil desses locais”, afirma.

Projeto faz parte do Plano de Transição Climática
O Projeto Aterro Zero é parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que visa atingir a neutralidade de carbono até 2040. Pensando nessa meta, há diversas ações, como a substituição de guindastes movidos a diesel por modelos elétricos e a instalação de painéis fotovoltaicos na empresa.

A empresa explica que os resultados do projeto são monitorados por meio de indicadores ambientais, que incluem a quantidade de resíduos encaminhados para aterros, reciclados e tratados internamente.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos resíduos sejam geridos de forma responsável e sustentável”, diz Sônia Hermsdorff .

Conscientização
A Santos Brasil também possui práticas internas para os funcionários. Coordenadora de Meio Ambiente, Gestão Farmacêutica e Química, Mirian de Almeida Lauretti explica que o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) é responsável por promover treinamentos e campanhas de conscientização.

“Através de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) e o Dia do Meio Ambiente, buscamos engajar nossos funcionários na importância da gestão de resíduos”, detalha Mirian Lauretti.

Fonte: A Tribuna

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Logística, Sustentabilidade

Operação fiscaliza caminhões em Santos para reduzir fumaça preta e emissões de poluentes

Uma ação conjunta de fiscalização entre a Gerência de Meio Ambiente da Autoridade Portuária de Santos (APS), a Guarda Portuária e a Cetesb abordou, nesta quarta (18), caminhões que trafegavam pela Avenida Perimetral, com o objetivo de verificar os índices de emissão de poluentes dos veículos.

Agentes da Guarda Portuária realizaram paradas aleatórias, permitindo que os técnicos da Cetesb executassem testes especializados: análise de fumaça preta, verificação colorimétrica de Arla 32 (agente redutor líquido automotivo) – solução aquosa que reduz emissões de óxido de nitrogênio – e medição do nível de partículas na fumaça.

Dos dez veículos abordados, dois receberam notificações para regularização ambiental. A Guarda Portuária também registrou uma autuação por infração de trânsito. A iniciativa tem caráter educativo, concedendo aos motoristas notificados até 60 dias para adequarem seus veículos e evitarem multas ambientais, que variam entre R$ 2.221,20 e R$ 17.769,60.

Durante a operação, a Gerência de Meio Ambiente da APS distribuiu folhetos educativos. A campanha visa conscientizar e fiscalizar condutores quanto à importância da manutenção preventiva para reduzir a emissão de fumaça preta e melhorar a qualidade de vida na cidade.

Além do impacto ambiental, a fumaça preta – composta principalmente por partículas de carbono tóxicas – oferece graves riscos à saúde. A inalação pode causar doenças respiratórias, redução da imunidade, infecções, náuseas, dores de cabeça e intoxicação do sistema nervoso.

A fumaça preta é emitida pelos veículos movidos a diesel que apresentam problemas no motor. É um sinal de que o combustível não está sendo queimado por inteiro durante a combustão e que o veículo precisa de manutenção.

Fonte: A Tribuna

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Portos, Sustentabilidade

Empresa que atua no Porto de Santos reduz em 63% resíduos que vão para aterros

Companhia alcançou em 2024 a meta que era prevista para 2026

Uma empresa do Porto de Santos afirma ter reduzido em 63% o envio de resíduos para aterros sanitários em apenas um ano, entre janeiro e dezembro de 2024. A Santos Brasil, que possui um terminal de contêineres na Margem Esquerda, em Guarujá, e centros logísticos em Santos e Vicente de Carvalho, alcançou uma meta que era prevista para 2026. A empresa não informou, porém, o volume de resíduos no ano passado. Mas disse que, nos últimos quatro anos, diminuiu os resíduos orgânicos em 187 toneladas.

A companhia lançou, em 2024, o projeto Aterro Zero, porque pretende eliminar completamente a destinação de resíduos para aterros até 2028. O projeto é estruturado em quatro principais frentes: tratamento de resíduos orgânicos com biodigestores, reaproveitamento energético por meio do Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos (CDRU), reciclagem e logística reversa, além de um incentivo ao uso de materiais reutilizáveis, como garrafas e canecas entre os colaboradores.

A implementação de biodigestores, que operam nas unidades da Santos Brasil que possuem refeitórios, transforma resíduos orgânicos em água cinza, que pode ser reutilizada. Além disso, a destinação de resíduos não recicláveis para fornos industriais promove reaproveitamento energético.

Coordenadora de sustentabilidade ambiental da Santos Brasil, Sônia Hermsdorff conta que o programa Aterro Zero começou efetivamente em 2024, mas existem ações de gestão de resíduos desde 2021. Ela destaca que o biodigestor trata resíduos orgânicos, como cascas e restos de alimentos, transformando-os em um efluente de água escura que é tratado e reutilizado, principalmente para lavagem de pátios e
equipamentos. “Tudo é reprocessado dentro de um próprio ciclo, não gerando resíduo no final”.

A economia gerada com transporte e destinação final de resíduos, ficou em torno de R$ 518 mil, enquanto houve investimento de R$ 329 mil nos biodigestores.

Especialista em Direito Ambiental, o advogado Marcos Paulo Marques Araújo destaca a relevância de projetos para reduzir resíduos no setor portuário, que, historicamente, segundo ele, gera grandes volumes. “Essa iniciativa vai além do setor
portuário, pois envolve uma reestruturação logística na gestão de resíduos. O uso de biodigestores e a reciclagem são estratégias fundamentais”, afirma.

Ele também conta que projetos como o Aterro Zero podem servir como modelo para outras empresas logísticas, promovendo uma economia circular, onde os resíduos de uma empresa se tornam matéria-prima para outra.

“Essa abordagem não só reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros, mas
também melhora a eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas. Quanto mais resíduos são evitados nos aterros, maior é a vida útil desses locais”, afirma.

Projeto faz parte do Plano de Transição Climática

O Projeto Aterro Zero é parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que visa atingir a neutralidade de carbono até 2040. Pensando nessa meta, há diversas ações, como a substituição de guindastes movidos a diesel por modelos elétricos e a instalação de painéis fotovoltaicos na empresa.

A empresa explica que os resultados do projeto são monitorados por meio de indicadores ambientais, que incluem a quantidade de resíduos encaminhados para aterros, reciclados e tratados internamente.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos resíduos sejam geridos de forma
responsável e sustentável”, diz Sônia Hermsdorff .

Conscientização

A Santos Brasil também possui práticas internas para os funcionários. Coordenadora de Meio Ambiente, Gestão Farmacêutica e Química, Mirian de Almeida Lauretti explica que o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) é responsável por promover treinamentos e campanhas de conscientização.

“Através de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) e o Dia do Meio Ambiente, buscamos engajar nossos funcionários na importância da gestão de resíduos”, detalha Mirian Lauretti.

Fonte: A Tribuna


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Portos, Sustentabilidade

Brasil e Holanda assinam plano para portos sustentáveis

Acordo estabelece capacitações, energia renovável e corredores verdes; país é referência em gestão portuária, como a do Porto de Rotterdam, o maior da Europa

O governo brasileiro e a Holanda formalizaram nesta 4ª feira (18.jun.2025) um novo Plano de Ação para o programa GPP (Green Ports Partnership), voltado ao desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária. O acordo foi assinado durante o evento “Desenvolvimento sustentável e inovação nos portos”, realizado em Brasília e promovido pela Embaixada da Holanda no Brasil.

O plano prevê uma série de iniciativas ao longo dos próximos 15 meses. Entre as ações estão capacitações sobre portos e corredores verdes, a realização de estudos para o planejamento de um corredor verde intermodal no Brasil e visitas técnicas binacionais a terminais estratégicos. No Brasil, os portos de Santos (SP), Pecém (CE), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) receberão as delegações. Na Holanda, as visitas incluem os portos de Rotterdam, Harlingen e Nijmegen.

EXPANSÃO E INVESTIMENTOS

O encontro ocorreu em um momento de expansão do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), os portos do país movimentaram um recorde de 1,32 bilhão de toneladas em 2024. Só o Porto de Santos operou 162,4 milhões de toneladas em 2022 e registrou em janeiro de 2025 o maior volume mensal de contêineres da série histórica: 460,8 mil TEUs (Unidade Equivalente a Vinte Pés, em português).

O crescimento é acompanhado por uma série de projetos para ampliação da capacidade logística nacional. Estão previstos mais de R$ 50 bilhões em investimentos privados no setor até 2026, por meio de novos arrendamentos e concessões.

Destaque para o novo mega terminal de contêineres de Santos, o STS-10(Teccon 10), que poderá aumentar em até 50% a capacidade operacional do porto. A obra faz parte de um pacote de iniciativas que também inclui o túnel subaquático Santos–Guarujá, com o objetivo de transformar o complexo em um hub logístico regional.

MODELO HOLANDÊS

A parceria também traz como referência a experiência holandesa no desenvolvimento portuário. O Porto de Rotterdam, maior da Europa, movimentou 467,4 milhões de toneladas e 15,3 milhões de TEUs em 2022, consolidando-se como um dos principais hubs logísticos globais. O modelo de gestão adotado alia planejamento público, operação privada e integração com as principais cadeias logísticas internacionais, além de estabelecer metas ambientais, como a descarbonização total dos terminais até 2050.

“O programa atua em duas frentes: odesenvolvimento sustentável e inovador dos portos e terminais brasileiros e logística, e segundo, projetos de energia renovável relacionados aos portos, especificamente energia eólica, offshore e nearshore, hidrogênio verde”, disse o embaixador André Driessen.

Driessen destacou que o GPP já reúne 40 instituições brasileiras e neerlandesas, incluindo os portos de Rotterdam, Itajaí, Paranaguá e Rio Grande. O embaixador sinalizou ainda a expectativa de que o Porto de Santos passe a integrar o grupo em breve, ampliando o alcance da parceria.

Fonte: Poder 360

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