Mercado Internacional, Navegação, Portos

Maersk e Hapag-Lloyd anunciam as redes propostas da Cooperação Gemini

A Maersk e a Hapag-Lloyd revelaram dois de seus produtos em conjunto como parte da “Gemini Cooperation”, que será lançada em fevereiro de 2025. O objetivo é criar uma rede oceânica flexível e interconectada, com uma confiabilidade de cronograma superior a 90% quando estiver totalmente implementada.

Um dos produtos é o Suez Network, composto por aproximadamente 300 embarcações com uma capacidade total de 3,4 milhões de TEUs. Esta rede oferecerá 57 serviços, incluindo 27 linhas principais oceânicas e 30 serviços de shuttle intrarregionais.

O outro é o Cabo da Boa Esperança Network, que servirá como alternativa devido às contínuas interrupções no Mar Vermelho.

Essa rede será formada por cerca de 340 embarcações, com uma capacidade total de 3,7 milhões de TEUs, e oferecerá 59 serviços, com 29 linhas principais e 30 shuttles.

Rolf Habben Jansen, CEO da Hapag-Lloyd, comentou: “Confiabilidade, conectividade e sustentabilidade são as palavras-chave nos produtos que estamos apresentando hoje. Estamos satisfeitos por poder oferecer total transparência aos nossos clientes sobre como iremos entregar uma rede oceânica de classe mundial, permitindo que comecem a planejar, apesar da situação altamente dinâmica.”

Desde o anúncio inicial em janeiro de 2024, as empresas têm trabalhado na finalização dos detalhes dessa colaboração operacional, que cobrirá uma rede conjunta de transporte oceânico nas rotas Leste-Oeste.

Em outubro, a Gemini Cooperation anunciará qual das redes será colocada em operação nos próximos cinco meses.

Vincent Clerc, CEO da Maersk, declarou: “Estamos ansiosos pelo lançamento de nossa rede totalmente redesenhada no próximo ano e confirmamos que nossa meta de confiabilidade de cronograma permanece a mesma, independentemente de qual rede será implementada.”

“Acreditamos que nossa cooperação elevará os padrões de confiabilidade para benefício de nossos clientes e estabelecerá um novo e elevado padrão na indústria.”

Fonte: Container Management
Maersk and Hapag-Lloyd announce proposed Gemini Cooperation networks | Container Management (container-mag.com)

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Economia, Notícias, Oportunidade de Mercado, Portos

Porto de São Francisco movimenta 9,9 milhões de toneladas em 2024, aumento de 11%

Nos sete primeiros meses de 2024, a movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul alcançou 9,9 milhões de toneladas, 11% a mais que no mesmo período de 2023 (8,9 milhões de toneladas).

O maior aumento (13%) foi nos produtos que chegaram ao Porto, 4 milhões de toneladas, contra 3,5 milhões do ano passado.

O acréscimo foi impulsionado pelos produtos siderúrgicos que somaram 2,4 milhões de toneladas (+25%) e pelos fertilizantes, 1,4 milhão de toneladas, incremento de 10% quando comparado com 2023 (1,27 milhão).

As exportações totalizaram 5,9 milhões de toneladas, aumento de 9% sobre o ano passado (5,4 milhões). Os grãos, soja e milho, alcançaram 5,65 milhões de toneladas.

“Em julho, enfrentamos sérios problemas climáticos, incluindo chuvas intensas e densa neblina, que paralisaram as atividades do Porto por vários dias. Apesar dessas adversidades, conseguimos manter a tendência de crescimento na nossa movimentação de cargas”, afirma o presidente do Porto, Cleverton Vieira.

Para o secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, São Francisco demonstra a pujança e robustez dos terminais portuários catarinenses, cuja movimentação tem crescido acima da média nacional.
“Esses dados refletem não apenas a eficiência e a modernização dos portos de Santa Catarina, mas também o papel estratégico que desempenham no comércio nacional e internacional.”

O presidente Cleverton Vieira ressalta que foi esse aumento constante, iniciado em 2023, que permitiu ao Porto de São Francisco ser reconhecido nacionalmente pelo Ministério dos Portos, em agosto, quando recebemos três prêmios, superando terminais portuários tradicionais do país.

Na premiação “Portos + Brasil”, o porto catarinense ficou em primeiro lugar em duas categorias: aumento percentual no volume de carga movimentada e maior aumento na movimentação de granel sólido (grãos e fertilizantes).

São Francisco obteve, ainda, o segundo lugar na categoria “Melhores notas do Índice de Gestão da Autoridade Portuária (Igap)”, junto com o Porto de Imbituba.

O Igap avalia 15 índices das autoridades portuárias de todo o país, como desempenho de gestão e governança, transparência na publicação de informações, capacidade de concretizar investimentos e qualidade da gestão ambiental, entre outros.

A premiação é um reconhecimento dos avanços conquistados pelos portos do país, especialmente em relação às medidas para promover o desenvolvimento sustentável, bons investimentos, eficiência operacional e competitividade dos terminais portuários.

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Porto de São Francisco movimenta 9,9 milhões de toneladas em 2024, aumento de 11% – DatamarNews

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JBS projeta movimentar 58 mil contêineres na retomada do porto

Na expectativa de retomar as operações com contêineres neste mês no porto de Itajaí, a JBS Terminais projeta movimentar 58 mil TEUs mensais em 15 dias após o início das operações com linhas regulares. O volume é quase 32% maior que a movimentação mínima contratual de 44 mil TEUs mensais, o que indica que o porto deve retomar as atividades a todo vapor.

Para atender à demanda negociada, na semana passada a JBS solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a liberação do uso da área B de armazenamento do porto (berços 3 e 4) para colocação de contêineres, solicitação que já foi aprovada pelo órgão. O uso da área B está previsto no contrato de arrendamento quando a área A (berços 1 e 2) atinge 80% de ocupação.

A projeção de utilização das áreas arrendadas leva em conta as análises dos volumes e serviços acordados com as linhas e armadores de navios de contêineres. “Essa expansão é essencial para suportar o volume negociado de aproximadamente 58 mil TEUs mensais, evitando gargalos e assegurando a continuidade dos serviços portuários com eficiência”, destacou a empresa no pedido à Antaq.

A JBS deve iniciar as operações com pelo menos cinco linhas já negociadas com armadores e parceiros comerciais. O primeiro serviço vai marcar a reabertura do porto, com as demais operações iniciando gradativamente até novembro. Entre os armadores previstos estão a MSC, da Suíça, a Hapag-Lloyd, da Alemanha, e a Sealead, dos Emirados Árabes Unidos, que já incluem Itajaí entre as rotas atendidas.

Embora ainda não tenha anunciado oficialmente os armadores, a JBS está se preparando para receber os primeiros navios. No último fim de semana, a empresa lançou seu site corporativo com informações sobre a companhia, serviços, tarifas, além de um campo com a programação de navios e ofertas de vagas de trabalho.

No final de agosto, a empresa promoveu um encontro com funcionários e parceiros para apresentar a estrutura organizacional e operacional, bem como o fluxo de trabalho e agendamento das operações. Em termos de infraestrutura, a JBS está pronta para receber os navios, aguardando apenas o alfandegamento da Receita Federal.

Em agosto, o anúncio era de que a retomada das operações ocorreria a partir de 13 de setembro, mas com o alfandegamento ainda pendente, a expectativa é que o início fique para a segunda quinzena do mês. Embora a previsão seja essa, contatos da Antaq com a comissão de alfandegamento da Receita indicam que a autorização pode sair apenas em outubro.

Sem dragagem

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que está elaborando o edital para a contratação emergencial do serviço de dragagem do canal portuário.

A medida foi tomada após o porto anunciar o rompimento do contrato atual. A empresa responsável não teria aceito parcelar a dívida de R$ 35 milhões referente ao serviço de dragagem.

A contratação emergencial terá duração de 12 meses, até a licitação definitiva do serviço. O edital exigirá capacidade de mobilização imediata da empresa interessada. A dragagem está paralisada há mais de um mês, desde que a empresa responsável suspendeu os serviços pela falta de pagamento do porto de Itajaí.

Fonte: Diarinho
JBS projeta movimentar 58 mil contêineres na retomada do porto | DIARINHO

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Portos

Porto de Itajaí cancela contrato de dragagem e vai contratar nova empresa

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu rescindir o contrato com a empresa Van Oord, responsável pelo serviço de dragagem do canal de acesso portuário do rio Itajaí-açu. Um edital para a contratação emergencial de uma nova empresa deve ser lançado até segunda-feira. O processo ficará aberto por cinco dias pra recebimento de propostas. A disponibilidade de mobilização imediata será um dos critérios de seleção.

O serviço de dragagem está suspenso desde agosto em função da dívida de R$ 35 milhões do contrato. A retomada o serviço estava atrelada ao pagamento do valor. Após negociações nos últimos meses, a empresa não respondeu sobre o acordo na proposta final para a quitação da dívida, apresentada no dia 27 de agosto, em Brasília (DF), levando o porto a notificar a contratada da rescisão.

A empresa havia feito uma contraproposta pra quitação da dívida. No dia 27 de agosto, em reunião emergencial, em Brasília, com o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila; o diretor da Antaq, Alber Furtado de Vasconcelos Neto; o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, e representantes do trade portuário, foi apresentada uma proposta final.

O prazo era de 48 horas para manifestação da empresa. “Com o prazo exaurido para uma resposta definitiva por parte da empresa, e diante da necessidade premente da realização da dragagem, a Superintendência do Porto de Itajaí fez uma consulta junto a outras empresas que prestam o mesmo serviço de dragagem onde, na oportunidade, foram questionados a precisão dos equipamentos, valores, e disponibilidade e viabilidade para mobilização imediata”, informou o porto.

A superintendência decidiu romper o contrato com a Van Oord e contratar emergencialmente uma nova empresa. “O Porto de Itajaí irá contratar uma nova empresa pelo período de 12 meses, objetivando pelo mesmo valor praticado ou próximo do atual [contrato]”, esclareceu. A superintendência já trabalha no edital pra lançamento até segunda-feira.

Seis anos de contrato

A rescisão com a Van Oord encerra um contrato que vinha desde 2018. A validade era até 15 dezembro de 2023, mas foi prorrogado por um ano. Nas propostas pra retomada da dragagem, era discutida nova prorrogação do contrato para, durante o novo período, o porto elaborar a nova licitação do serviço. O contrato atual tinha valor mensal de R$ 7,5 milhões. A dívida deve ser quitada após a rescisão, com a recomposição financeira do porto.

O superintendente Fábio ressaltou que o porto tinha uma relação de longa data com a empresa e lamentou que ela “optou por uma atitude radical” ao paralisar as atividades. “O interesse público tem supremacia sobre o interesse privado e, como temos outra oportunidade no mercado, nos mesmos moldes e sem custo adicional para o porto, a decisão foi tomada”, argumentou.

A solução para a crise na dragagem chega quando o porto vive a expectativa da retomada da movimentação de contêineres pela JBS Terminais, que assumiu o arrendamento transitório e prevê a volta das operações a partir do dia 13 de setembro. “Agora falta apenas o ato de alfandegamento para que os navios retornem ao porto”, destaca Fábio.

A retomada também trará alívio financeiro para o porto, que viu a arrecadação despencar com o esvaziamento do terminal. “Este período nebuloso dos últimos um ano e oito meses devem ser superados. Já sabemos os motivos que levaram a isso, incluindo a insegurança jurídica causada pelo governo federal anterior, durante o governo Bolsonaro, que tentou privatizar o porto sem sucesso, gerando insegurança jurídica e afastando a antiga arrendatária e os armadores”, criticou Fábio.

Porto cancela contrato de dragagem e vai contratar nova empresa | DIARINHO

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Ministros cumprem agenda de reuniões no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) recebeu, nesta quinta-feira (5/9), os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Os dois ministros tiveram reuniões de trabalho na sede da Companhia com o presidente da APS, Anderson Pomini, quando trataram de temas relevantes para o Porto de Santos, como projetos de expansão, obras de infraestrutura, aprofundamento do canal, avenidas perimetrais, túnel Santos-Guarujá, entre outros.

Ao final, Silvio Costa Filho e Anderson Pomini receberam sindicalistas de categorias de trabalhadores do setor portuário e informaram que têm compromisso em manter e até criar mais empregos, valorizar o cais público e o serviço de atendimento a cargas especiais: “Tudo que fizermos será conversado com representantes dos trabalhadores e também dos empresários”, ressaltou Pomini.

“Nossa preocupação é fortalecer o Porto e gerar empregos e renda para a população, sempre priorizando os interesses do Brasil”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

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Ministros cumprem agenda de reuniões no Porto de Santos   – DatamarNews

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Auditores Fiscais no Porto de Santos, atrasam importações e ameaçam parar

NOTA:    Auditores fiscais no Porto de Santos atrasam importações e ameaçam parar. Os auditores fiscais da Receita Federal aumentaram a chamada operação-padrão (trabalho mais lento) nas aduanas, incluindo o Porto de Santos, e dias sem computador na Zona Secundária (relacionada à arrecadação de impostos).  Os profissionais fizeram isso na quinta-feira (05/09) e ontem (06/09) e vão repetir o expediente nesta próximas terças e quintas-feiras. O motivo alegado é a quebra do acordo da parte do Governo Federal.

“A tendência é a paralização geral, mas a categoria não quer isso. Estamos abertos a negociação e somente aguardando a manifestação do governo.” afirma o presidente da delegacia Sindical de Santos, do SINDAFISCO NACIONAL, Elias Carneiro Junior.

Saiba mais em A Tribuna:
Auditores fiscais no Porto de Santos atrasam importações e ameaçam parar (atribuna.com.br)

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Operação Aduana Flutuante: Receita Federal promove ação para garantir fluidez no comércio exterior durante a seca na Amazônia

A operação, originada de proposta dos operadores de portos privados, visa superar as restrições de navegação decorrentes da seca por meio da instalação de píeres flutuantes provisórios no Rio Amazonas, na região de Itacoatiara.

Receita Federal, em parceria com diversas instituições públicas e privadas, está implementando uma iniciativa pioneira para enfrentar os desafios logísticos causados pela severa estiagem prevista para 2024 na região amazônica, essa ação é denominada “Operação Aduana Flutuante”.

A operação, originada de proposta dos operadores de portos privados, visa superar as restrições de navegação decorrentes da seca por meio da instalação de píeres flutuantes provisórios no Rio Amazonas, na região de Itacoatiara. A Receita Federal, comprometida com a eficiência e segurança do comércio exterior, não apenas autorizou, mas também flexibilizou e estruturou os procedimentos para viabilizar essa solução inovadora. Os procedimentos desenvolvidos pela equipe da Receita Federal em Manaus visam promover a continuidade das operações comerciais e também assegurar a conformidade, de modo a prevenir fraudes, desvios de carga e a entrada de produtos perigosos no país, como drogas e armas.

Essa ação é fruto de uma cooperação estratégica entre a iniciativa privada, a Marinha do Brasil, a Suframa, a Antaq e outros órgãos, com o objetivo de minimizar os impactos da estiagem e assegurar o abastecimento regular da região.

A Alfândega do Porto de Manaus está à frente das ações de enfrentamento da crise climática, coordenando reuniões com todos os envolvidos na cadeia logística para definir os procedimentos a serem seguidos durante a estiagem. A operação inédita de transbordo nos píeres flutuantes de Itacoatiara é uma dessas medidas, que visa evitar prejuízos ao setor industrial e comercial da região, semelhantes aos registrados em 2023, e assegurar a integridade das operações de importação e exportação em um cenário de extrema vulnerabilidade ambiental.

Uso de píer flutuante

Os píeres flutuantes, com aproximadamente 240 metros de comprimento, estarão operacionais entre setembro e dezembro de 2024, período crítico da seca. A Receita Federal impôs condições rigorosas de controle aduaneiro, incluindo a instalação de câmeras de segurança com transmissão em tempo real e sistemas de gerenciamento remoto (GPS) nas balsas que transportarão as mercadorias, garantindo a segurança e a legalidade das operações.

Dados do Comércio Exterior em Manaus (2020-2024):

2022: R$ 73,7 bilhões
2023: R$ 70,05 bilhões
2024 (até junho): R$ 42,91 bilhões

Impactos da Seca em 2023

Os efeitos da estiagem no Porto de Manaus em 2023 foram significativos, com uma queda nas importações de 25,7% em setembro e 62,7% em outubro, em comparação ao ano anterior. As exportações também sofreram, com reduções de 19,8% em setembro e 37,5% em outubro. Esses dados sublinham a urgência e a importância das soluções implementadas para mitigar os impactos negativos.

Início das Operações

As estruturas provisórias, vitais para minimizar os impactos da estiagem, estão em fase final de montagem e começarão a operar no início de setembro de 2024, com previsão da chegada do primeiro navio para o dia 9. A Receita Federal reafirma seu compromisso com a segurança do comércio exterior e a proteção das fronteiras do Brasil, agindo de forma proativa e integrada para enfrentar os desafios logísticos impostos pelas condições naturais adversas na Amazônia.

Ações da Receite Federal no enfrentamento de crises climáticas

As crises decorrentes de alterações climáticas têm sido cada vez mais frequentes em todo o planeta. Para superar essas dificuldades e minimizar os impactos das catástrofes, as Aduanas de diversos países têm buscado estruturar ações que possibilitem a manutenção da cadeia logística nas áreas afetadas e o ágil recebimento de doações e auxílio emergencial para a população atingida pelos eventos climáticos.

Órgãos internacionais têm declarado a necessidade de que cada vez mais as nações adotem a chamada “Aduana Verde”, ou seja, uma aduana alinhada com questões ambientais e preparada para o enfrentamento de crises climáticas.

Nesse contexto, a Receita Federal, alinhada com as metas de sustentabilidade da COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025, tem se destacado mundialmente por sua postura proativa. Suas ações estratégicas e inovadoras já mostraram sucesso na superação das enchentes no Rio Grande do Sul no início do ano e, de forma preventiva, na mitigação da estiagem no Amazonas.

No Rio Grande do Sul, foi destaque o projeto “Receita Via Rápida” que constituiu numa série de ações que visavam a simplificação de procedimentos e de fluidez logística para a célere destinação de doações para a população gaúcha afetada.

Da mesma forma, a Receita Federal por meio da Operação Aduana Flutuante visa superar as restrições de navegabilidade decorrentes da estiagem e garantir a agilidade do comércio exterior brasileiro e o abastecimento da população do Estado do Amazonas.

Mesmo diante de dificuldades, a equipe da Receita Federal mostra cada vez sua força e dedicação, sendo exemplo de superação para todos os países.

Receita Federal, a Aduana Verde do Brasil!

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Facisc cria conselho para incentivar negócios internacionais

Assembleia constitutiva contou com secretário de Estado de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, representantes de portos, fiscalização aduaneira e empresários.

Empresários catarinenses contarão com um novo aliado para prospectar negócios internacionais. Foi criado, nesta sexta-feira (30), o Conselho de Comércio Exterior e Negócios Internacionais (CONCENI) da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC).

 “É um instrumento que vem para auxiliar o empresário e inserí-lo no âmbito do comércio exterior”, explica o diretor de Relações Internacionais da FACISC, Evaldo Niehues.

 Atualmente, a entidade conta com mais de 320 empresas conectadas a 15 Núcleos de Comércio Exterior espalhados pelo estado. A ideia do conselho é reunir esforços dos núcleos, da federação e de outras entidades, além de órgãos públicos e privados, para atender demandas que chegavam à federação por meio das associações empresariais.

Programa Empreender

Este movimento faz parte do Programa Empreender, que estimula, por meio de Núcleos Empresariais (entre eles, os de Comércio Exterior), a realização de ações com foco na melhoria do desempenho e da competitividade empresarial. A coordenadora do programa, Mariane Bergmann, explica que o ambiente de negócios catarinense é propício para a internacionalização. O estado, por exemplo, tem localização estratégica, com dois dos cinco maiores portos brasileiros, além de 21 aeroportos, sendo dois internacionais e um deles eleito o melhor do país.

“Ainda assim, temos uma série de defasagens que precisam ser tratadas com vigor. Por isso mesmo, essa iniciativa é fantástica”, explica o diretor Setorial da Facisc, Lito Guimarães.

 O secretário executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, parabeniza a iniciativa e afirma que faz questão de fazer parte do conselho.

 “A atitude da FACISC é louvável, porque mobiliza os atores de Comércio Exterior de Santa Catarina com foco principalmente em pequenas e microempresas, para montar um conselho estadual de comércio exterior contando com a parceria do Estado, da união, de portos, logística e infraestrutura. A montagem de um programa específico e a formação de núcleos no Estado reforçam a nossa vocação exportadora e de importação de bens que são importantes para a indústria catarinense”, avalia Bornhausen.

 Participaram da assembleia da constituição do conselho representantes da FACISC, da UFSC, do Ministério da Agricultura, dos portos de Imbituba, Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul, do Sebrae, do Governo do Estado e da Receita Federal do Brasil.

“É um dia muito especial para todos nós, um marco decisivo para o Comércio Exterior catarinense, com diversos órgãos anuentes nos respaldando”, celebrou o diretor do Programa Empreender, da FACISC, Allan Kreutz.

 

FONTE: Facisc cria conselho para incentivar negócios internacionais (rcnonline.com.br)

 

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Setor portuário pede aumento da capacidade no Brasil

A discussão em torno da necessidade de aumento da capacidade do Porto de Santos não é a única no País, mas comum a todo setor portuário. A ampliação do espaço para cargas nos portos brasileiros é vista como fundamental para fazer frente à crescente movimentação e, consequentemente, tornar o País mais competitivo no cenário internacional e mais atraente para investimentos. Para representantes do setor portuário, o Governo Federal precisa agilizar essa expansão.

Evitar sobrecarga e aumentar a eficiência dos terminais é urgente, dizem executivos ouvidos por A Tribuna. O diretor do Porto de Suape, em Pernambuco, Márcio Guiot, explica que o congestionamento de um porto gera movimentação da carga para outro, o que traz custos adicionais.

“O produto perde competitividade, a nível de ficarmos fora de alguns segmentos ou perdemos relevância em algumas atividades. Ter uma infraestrutura adequada é fundamental”, diz.

No porto pernambucano, o diretor esclarece que a estratégia para aumentar a competitividade é apresentar Suape como uma rota de escoamento viável para o agronegócio brasileiro, que movimentou menos de 1 milhão de toneladas das 24 movimentadas pelo porto em 2023.

Ainda que a taxa de ocupação seja inferior a 60%, Suape vai expandir os berços para atração de navios. Além disso, está prevista a construção de mais um terminal de contêineres. Desde 2001, o porto opera com só um terminal.

“Entendemos como importante aumentar a capacidade e gerar concorrência”, pontua Guiot. O segundo terminal deve operar em 2026.

Portonave

Para o diretor-superintendente administrativo da Portonave, em Santa Catarina, Osmar de Castilho Ribas, é fundamental que os portos nacionais se adequem para que possam receber navios maiores.

“À medida em que o Brasil tenha condição de receber (plenamente) navios com 366 metros, o País terá um aumento na produtividade e, como em qualquer segmento da economia, produtividade significa ganho de eficiência e redução de custos”, pontua.

Segundo Ribas, para aumentar a capacidade portuária, a Portonave será expandida a partir de obras de adequação do cais. O objetivo do projeto, cujo investimento privado é de R$ 1 bilhão, é possibilitar o recebimento de navios de até 400 metros.

Governo fala em sinergia

Segundo o secretário Nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila, o aumento na movimentação de cargas no País tem sido exponencial ao longo dos anos. Em 2023, o Brasil movimentou 1,3 bilhão de toneladas de carga. “É um volume muito grande. Como precisamos atender isso através dos nossos portos, há a necessidade de expansão”, pontua.

De modo a atender essa demanda, Ávila garante que há sinergia do Poder Público e com a esfera privada. Dentre as iniciativas destacadas pelo secretário, está o primeiro leilão de arrendamentos portuários de 2024, feito na semana passada pelo do Governo Federal. Foram cinco áreas arrendadas: REC08, REC09 e REC10, no Porto de Recife (PE), RDJ06, no Rio de Janeiro, e o RIG10,que fica no Porto do Rio Grande (RS).

O secretário acrescenta que está previsto o leilão de 35 blocos até o ano de 2026, tendo mais dois programados para este ano. “Com isso, trazemos um investimento de mais de R$ 14 bilhões para melhorar a infraestrutura portuária do País de mais de R$ 14 bilhões”, pontua.

Ávila destacou ainda o desenvolvimento de projetos de Terminais de Uso Privativo (TUPs) no Espírito Santo e em Piauí, além de um terminal graneleiro de Santa Catarina, em fase avançada de obras.

Paraná

Outros projetos destacados pelo secretário são três terminais na região do Porto de Paranaguá, no Paraná, sendo um deles do segmento de contêineres e os outros dois terminais multipropósitos, com investimentos na casa de R$ 3 bilhões.

“Quando fazemos a junção dos esforços do Estado em desenvolver novas oportunidades nos portos públicos, através da promoção de leilões de arrendamentos portuários, com o esforço dos privados, vemos que há muita sinergia em todos esses esforços. Essa é a forma para ampliarmos a capacidade dos nossos portos”, afirma o secretário nacional.

Fonte: A Tribuna

Saiba mais em A Tribuna:
Setor portuário pede aumento da capacidade no Brasil (atribuna.com.br)

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Para driblar falta de contêineres, Vports vai usar big bags

Após o Centro do Comércio de Café de Vitória e o Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais enviaram carta aberta às autoridades públicas alertando para o impacto do “déficit logístico” no desenvolvimento socioeconômico do Espírito Santo, a Vports, que desde setembro de 2022 é a autoridade portuária responsável pela administração dos terminais de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho, está viabilizando alternativas para melhorar o escoamento de cargas de café para fora do Brasil.

Uma delas é a utilização das big bags para armazenamento de café dentro dos navios. Para isso, a autoridade portuária conseguiu licença especial junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para operar o café por meio do sistema de break bulk, alternativa à falta de contêineres no mercado mundial.

Em julho, foram exportadas 720 mil sacas de café, um crescimento de 30,3% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de janeiro a julho, as exportações atingiram 4,7 milhões de sacas: 4,1 milhões de sacas de conilon, 296 mil de arábica e 329 mil de café solúvel.

Nos sete primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras de pedras naturais cresceram 8,37% em relação ao mesmo período de 2023, totalizando US$ 726,5 milhões. A indústria capixaba de rochas ornamentais responde por 81,6% do total do segmento comercializado pelo país.

Outra ajuda veio com a reforma dos silos horizontais 1 e 2, localizados na retroárea do complexo portuário de Vila Velha. Juntos, têm 10 mil metros quadrados e capacidade para armazenar 80 mil toneladas de grãos. A adaptação dos silos teve um custo de R$ 50,2 milhões e faz parte das obrigações no caderno de encargos da concessão.

Fonte: ES Brasil
Para driblar falta de contêineres, Vports vai usar big bags – ES Brasil


Autoridade portuária obteve licença do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para operar café por meio do sistema de break bulk, que utiliza bags para armazenamento dentro dos navios

Após o Centro do Comércio de Café de Vitória e o Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais enviaram carta aberta às autoridades públicas alertando para o impacto do “déficit logístico” no desenvolvimento socioeconômico do Espírito Santo, a Vports, que desde setembro de 2022 é a autoridade portuária responsável pela administração dos terminais de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho, está viabilizando  alternativas para melhorar o escoamento de cargas de café para fora do Brasil.

Uma delas é a utilização das big bags para armazenamento de café dentro dos navios. Para isso, a autoridade portuária conseguiu licença especial junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para operar o café por meio do sistema de break bulk, alternativa à falta de contêineres no mercado mundial.

Em julho, foram exportadas 720 mil sacas de café, um crescimento de 30,3% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de janeiro a julho, as exportações atingiram 4,7 milhões de sacas: 4,1 milhões de sacas de conilon, 296 mil de arábica e 329 mil de café solúvel.

Nos sete primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras de pedras naturais cresceram 8,37% em relação ao mesmo período de 2023, totalizando US$ 726,5 milhões. A indústria capixaba de rochas ornamentais responde por 81,6% do total do segmento comercializado pelo país.

Outra ajuda veio com a reforma dos silos horizontais 1 e 2, localizados na retroárea do complexo portuário de Vila Velha. Juntos, têm 10 mil metros quadrados e capacidade para armazenar 80 mil toneladas de grãos. A adaptação dos silos teve um custo de R$ 50,2 milhões e faz parte das obrigações no caderno de encargos da concessão.

Para driblar falta de contêineres, Vports vai usar big bags – ES Brasil

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