Portos

Maersk tem pedido liminar negado na Justiça após questionar leilão do Tecon Santos 10

A primeira instância da Justiça Federal indeferiu o pedido da Maersk Brasil para retroceder o processo do megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), que atualmente tramita no TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, a questão concorrencial do leilão – proposto para ocorrer em duas fases – foi previamente analisada pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Para o magistrado, não há necessidade de nova audiência pública, uma vez que duas já foram realizadas.

A empresa contestou as regras do leilão aprovado pelo órgão regulador e solicitou que a Justiça Federal suspendesse liminarmente a determinação da ANTAQ que estruturou o modelo da licitação em duas etapas. Na decisão sobre a liminar, o juiz lembrou que, em 2022, foi realizada uma consulta pública sobre o tema, ocasião em que a discussão sobre a questão concorrencial do leilão foi tratada. 

De acordo com o magistrado, o tema também foi analisado e debatido por meio de um GT (Grupo de Trabalho) da ANTAQ, criado para estudar e elaborar um parecer sobre os aspectos concorrenciais do projeto. “Os achados do GT, materializados no Parecer Técnico nº 1 (Anexo 7 – SEI 2609560), dão dimensão da intensidade com que a questão concorrencial relativa ao mercado relevante do projeto foi debatida”, destacou.

O juiz também lembrou que, em janeiro deste ano, o poder concedente “informou acerca da revisão dos estudos do arrendamento do Tecon Santos 10 e de sua aptidão para nova audiência pública, assim como solicitou expressamente que fosse realizada nova análise concorrencial”, conforme consta na decisão.

A resposta do Judiciário ao pedido de liminar da Maersk, publicada nesta terça-feira (21), já era esperada pelos interessados no certame do Tecon Santos 10. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, vem reafirmando publicamente que respeita o entendimento da ANTAQ e aguarda decisão técnica do TCU sobre o tema.

Até o momento, não há qualquer análise apresentada pelos técnicos do tribunal de contas no processo que avalia os atuais estudos apresentados pelo governo para a licitação do terminal de contêiner.

O governo federal e a agência reguladora se tornaram alvo de críticas por vedarem na primeira fase do certame – conforme proposto no projeto – a participação de grandes empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos. O TCU realizará no dia 31 de julho, das 13h30 às 18h, um painel de referência sobre a concessão do terminal de contêineres.

Fonte: Agência Infra

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Comércio Exterior, Economia, Portos

Impulsionados pelas exportações, portos de SC crescem na movimentação de cargas

Porto de Itajaí, por exemplo, registrou um crescimento histórico em comparação com 2024, após volta da gestão federal no início deste ano.

Os portos de Santa Catarina registraram um avanço significativo na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025. Só o Porto de Itajaí, por exemplo, registrou um crescimento histórico, passando de 104 mil toneladas em 2024 para 1.859 milhão em 2025, o que representa um aumento de 1.686%. As informações são da NSC TV.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o avanço é resultado da volta da gestão federal, no início do ano, e de um pacote de R$ 844 milhões em investimentos, que promete modernizar o terminal e torná-lo mais eficiente. O porto teve as atividades interrompidas em 2022, durante uma tentativa de privatização.

No Norte do Estado, o Porto de São Francisco do Sul também se destaca. Foram 8,8 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e junho, quase 100 mil a mais que no mesmo período do ano passado.

As exportações puxam esse resultado, com destaque pros grãos, como soja e milho. Já as importações vêm, principalmente, da China e do Oriente Médio com produtos de ferro, aço e fertilizantes.

O Porto de São Francisco é o maior de Santa Catarina em volume e já figura entre os 10 principais públicos do país.

O Porto de Imbituba, no Sul do Estado, registrou 162 atracações de janeiro a junho deste ano, com mais de 3,6 milhões de toneladas de cargas movimentadas. O desempenho positivo ocorre por conta do crescimento equilibrado de todos os moais de transporte marítimo: exportação, importação, cabotagem e transbordo.

A importação lidera com 1,68 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de importação e exportação no terminal movimentaram mais de 800 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano.

Fonte: NSC Total

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Comércio, Portos

Tarifa retém em portos ou em alto-mar 30 mil t de carne destinadas aos EUA, diz Abiec

Segundo presidente da entidade, De acordo com Perosa, sobretaxa de 50% torna inviável exportação de carne bovina aos EUA

A indústria exportadora de carne bovina estima que cerca de 30 mil toneladas de mercadoria com destino aos Estados Unidos estão paradas em alto-mar após o anúncio do governo norte-americano de imposição de tarifa adicional de 50% sobre produtos importados brasileiros.

“Temos cerca de 30 mil toneladas de carne bovina produzidas que estão nos portos ou em alto-mar. A nossa preocupação é como será o desdobramento a partir de 1º de agosto”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial do governo que discute a reação do Executivo ao tarifaço dos EUA.

“É um volume em torno de US$ 150 milhões a US$ 160 milhões que já estão produzidos e a caminho dos Estados Unidos. É uma preocupação adicional ao produtor de carne bovina”, apontou.

Fonte: Canal Rural

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Internacional, Portos

China ameaça bloquear venda de mais de 40 portos, incluindo o Canal do Panamá

Pequim quer que a empresa chinesa Cosco receba uma participação da venda dos terminais da CK Hutchison para a BlackRock e a Mediterranean Shipping Company

A China está ameaçando bloquear a venda de mais de 40 portos, pertencentes à empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong, para a gestora BlackRock e a Mediterranean Shipping Company, caso a empresa chinesa de navegação Cosco não receba uma participação, segundo informações publicadas do “Wall Street Journal”.

A proposta de venda também chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que repetidamente expressou o desejo de reduzir a influência chinesa na região do Canal do Panamá e classificou o acordo como uma “recuperação” da hidrovia desde que foi anunciado.

Segundo o jornal, autoridades chinesas informaram à BlackRock, MSC e Hutchison que, se a Cosco for deixada de fora do acordo, Pequim tomará medidas para bloquear a venda proposta dos portos pela Hutchison.

“A China sempre se opôs firmemente ao uso de coerção econômica, hegemonia, intimidação e violação dos direitos e interesses legítimos de outros países”, disse hoje o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, ao questionado sobre o relatório em coletiva de imprensa.

A CK Hutchison, do magnata Li Ka-shing, anunciou em março que venderia sua participação de 80% no negócio de portos, que abrange 43 portos em 23 países. O negócio tem um valor empresarial de US$ 22,8 bilhões, incluindo dívidas.

Após muita análise e críticas na China, a CK Hutchison confirmou em maio que a MSC, operada pela família do bilionário italiano Gianluigi Aponte e uma das maiores empresas de transporte marítimo de contêineres do mundo, era o principal investidor de um grupo interessado em comprar os portos.

A BlackRock, MSC e Hutchison estão abertas à possibilidade de a Cosco adquirir uma participação. No entanto, é provável que as partes não cheguem a um acordo antes do prazo final de 27 de julho para as negociações exclusivas entre a BlackRock, MSC e Hutchison, segundo o relatório.

Fonte: Valor Econômico

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Portos

Arrendamento temporário do Porto de Itajaí é fiscalizado pelo TCU

O Tribunal verificou falhas na definição de critérios objetivos para habilitação no processo seletivo simplificado do porto catarinense

O Tribunal de Contas da União (TCU) realiza, sob a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, acompanhamento com o objetivo de examinar a execução de contrato para exploração transitória de arrendamento no Porto de Itajaí (SC) e de contribuir para o aprimoramento da eficiência logística em portos. 

Esse arrendamento transitório se refere aos berços 1 e 2 do Porto de Itajaí (Área A). Foi firmado em 15 de dezembro de 2023, pelo prazo de 24 meses, extensível por igual período, entre a empresa Mada Araujo Asset Management Ltda. e o Ministério de Portos e Aeroportos, na qualidade de poder concedente.  

“Houve ainda a interveniência da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). O arrendamento resultou de processo seletivo simplificado da Antaq. O volume de recursos fiscalizados pelo TCU ultrapassou R$ 640 milhões”, explicou o ministro-relator Aroldo Cedraz.  

O que o TCU verificou  

O Tribunal encontrou falhas na definição de critérios objetivos para habilitação técnico-operacional e econômico-financeira no processo seletivo simplificado. “A urgência para selecionar um novo arrendatário, em substituição à APM Terminals, a fim de não causar mais prejuízos pela paralisação da operação de contêineres, levou à definição de regras incompatíveis com a complexidade da operação portuária”, pontuou o ministro. 

Alguns exemplos são as exigências do edital para habilitação quanto à qualificação econômico-financeira, que se restringiram a solicitar as certidões negativas de pedido de falência, concordata remanescente, recuperação judicial e extrajudicial. 

Em relação à qualificação técnica, os requisitos incluem a apresentação de Atestado de Visita Técnica ou da Declaração de Pleno Conhecimento, e o compromisso de obter a pré-qualificação como operadora portuária junto à Administração do Porto de Itajaí ou, alternativamente, a possibilidade de contratar Operador Portuário pré-qualificado.  

“A título de benchmark, a Lei de Licitações (art. 69 da Lei 14.133/2021) estabelece, como exigência para efeito de habilitação econômico-financeira, a adoção de critérios objetivos, a exemplo de coeficientes e índices econômicos, além das certidões negativas de falência e recuperação judicial”, observou o relator.  

Quanto ao julgamento das propostas, o edital se restringiu ao critério de maior volume de Movimentação Mínima Exigida (MME), utilizado nos contratos de arrendamento portuário como parâmetro mínimo de performance dos arrendatários. “Para fins de obrigações prévias à execução e de garantias ao contrato, não houve exigência de seguro ou caução para sua execução”, afirmou Cedraz.  

“Os primeiros cinco meses a partir da contratação foram de idas e vindas na gestão do contrato de arrendamento transitório, até que, em 12 de maio de 2024, a Mada Araújo Asset Management Ltda. formalizou seu pedido de transferência de controle para a empresa Seara Alimentos Ltda., negócio que rendeu R$ 60 milhões para um dos sócios”, pontuou o ministro.  

As deliberações do Tribunal 

O TCU decidiu encaminhar cópia da deliberação ao procurador-chefe da Procuradoria da República em Santa Catarina, a título de representação, em face de indícios de ilicitude, nos termos do art. 178 da Lei 14.133/2021 (art. 337-F do Decreto-Lei 2.848/1940). 

A Corte de Contas determinou que o Ministério dos Portos, no prazo de 90 dias, busque solução conjunta com a Antaq para a questão do valor de indenização dos bens cedidos pela APM Terminals Ltda., levando em consideração o destino do encargo da depreciação dos bens instalados no terminal do Porto de Itajaí (SC), informando ao TCU sobre a solução adotada. 

Também foi determinado à Antaq que, no prazo de 90 dias, encaminhe ao TCU a apólice de seguro de lucros cess antes referente ao Contrato de Arrendamento Transitório 1/2023-MPor, a ser emitida pela Seara Operações Portuárias Ltda., ou, alternativamente, informe o resultado das medidas fiscalizatórias adotadas. 

Fonte: Tribunal de Contas da União

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Comércio, Portos

Remessas de Alimentos Paralisadas no Principal Porto do Brasil em Meio à Incerteza sobre Tarifas dos EUA

A tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já está tendo repercussões no Porto de Santos, localizado no litoral de São Paulo. De acordo com o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), os embarques estão atualmente paralisados no maior complexo portuário do Brasil devido ao cancelamento de exportações por parte das empresas, principalmente do setor de alimentos.

Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), os EUA importaram mais de 8,1 milhões de toneladas através do Porto de Santos em 2024, totalizando R$ 12,8 bilhões. Isso representou 12,6% das exportações totais do complexo portuário, colocando os Estados Unidos atrás apenas da China, que importou 42,4 milhões de toneladas (R$ 26 bilhões ou 25,5%).

Abaixo está um gráfico histórico das exportações brasileiras em contêineres para os Estados Unidos via Porto de Santos, com base em dados do DataLiner:

Exportações em Contêineres para os Estados Unidos via Porto de Santos – Jan 2022 a Mai 2025 – TEUs

A tarifa de 50%, anunciada por Donald Trump, deve entrar em vigor no dia 1º de agosto. No entanto, os efeitos já estão sendo sentidos devido à incerteza por parte dos exportadores.

Em entrevista ao G1, o secretário do SDAS, Hugo Cesar Evangelista, afirmou que o sindicato recebeu relatos de seus associados (despachantes aduaneiros) sobre embarques paralisados nos terminais do Porto de Santos. “Algumas empresas já estão devolvendo mercadorias, especialmente pequenos negócios”, disse ele.

Ele explicou que a suspensão dos embarques se deve à incerteza sobre a alíquota que será aplicada quando a carga chegar aos Estados Unidos, já que o transporte leva vários dias.

“Temos relatos de cargas retidas enquanto as empresas aguardam para entender como a situação vai se desenrolar, enquanto outras estão cancelando e devolvendo os produtos para seus armazéns”, disse Evangelista.

Segundo o sindicato, produtos como frutas, sucos e carne bovina estão entre os que estão paralisados no complexo portuário. No entanto, o sindicato ainda não tem uma estimativa completa das exportações interrompidas.

O Brasil é o principal fornecedor de café para os Estados Unidos. A tarifa atual sobre o café é de 10%, e a nova taxa de 50% representaria um aumento de 400%. Cerca de 35% das exportações brasileiras com destino aos EUA são embarcadas pelo Porto de Santos.

Fonte: G1

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Portos

Portos do Paraná vai participar da preservação do patrimônio histórico da Ilha do Mel

A iniciativa que visa a proteção da Fortaleza, construída no século XVIII e tombada como patrimônio cultural brasileiro, é fruto de uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Símbolo histórico do litoral paranaense, a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, no Litoral, está no centro de um estudo inédito que vai mapear possíveis riscos que a estrutura pode sofrer devido aos processos naturais. A pesquisa busca orientar ações de preservação desse importante atrativo turístico e cultural. A interferência humana também é foco da pesquisa que visa encontrar meios para orientar a preservação do atrativo turístico. 

A iniciativa que visa a proteção da Fortaleza, construída no século XVIII e tombada como patrimônio cultural brasileiro, é fruto de uma parceria entre a Portos do Paraná, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Um convênio entre a Portos do Paraná e a UFPR garantiu o repasse de R$ 1,1 milhão, por parte da empresa pública, para o desenvolvimento do trabalho, iniciado em abril, com duração prevista de 15 meses. Nesse período, estão previstas entrevistas com a comunidade local. Os pesquisadores da UFPR também utilizarão imagens de drones e satélites, além de levantamentos topográficos e batimétricos, estudos geofísicos com coleta de amostras sedimentares para análises laboratoriais, visando principalmente o diagnóstico ambiental da região.

O gerente de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Thales Schwanka Trevisan, destaca que o projeto é amplo e não se restringe à estrutura da Fortaleza. A pesquisa também vai avaliar o risco de deslizamentos no Morro da Baleia, onde está localizada a construção histórica. Além disso, prevê ações sociais voltadas à escuta da comunidade, reunindo informações que contribuam para a preservação e valorização do patrimônio. 

“Para a Portos do Paraná, contribuir com esse tipo de estudo na comunidade da Ilha do Mel, onde atuamos com nossos programas socioambientais, representa também o fortalecimento da relação porto-cidade, bem como interinstitucional com o apoio ao Iphan neste projeto. É uma ação proativa, que vai além das obrigações legais da empresa”, afirma.

Estão previstas ainda atividades de educação ambiental e divulgação, como palestras, reuniões técnicas, elaboração de mapas, criação de uma maquete informativa e eventos com participação da comunidade. Todo o material será reunido em um banco de dados, com possibilidade de acesso público.

PATRIMÔNIO E SUSTENTABILIDADE – O professor Marcelo Lamour, do Centro de Estudos do Mar da UFPR e um dos coordenadores da pesquisa, explica que o estudo teve início a partir de uma demanda do Iphan, após os técnicos identificarem fragilidades na muralha da Fortaleza durante obras de manutenção.

Ele ressalta que atualmente a atividade portuária não representa um risco direto à estrutura, já que o antigo canal de navegação foi desativado na década de 1970. Ainda assim, o projeto é considerado fundamental não apenas para a preservação do patrimônio histórico, mas também para ampliar o conhecimento sobre uma região estratégica, com relevância ambiental e turística, que abriga também Unidades de Conservação e é ainda pouco estudada.

“Estamos tentando montar esse quebra-cabeças ambiental com dados inéditos da região da Desembocadura Norte do Complexo Estuarino de Paranaguá. É uma chance única de obter dados ambientais e fomentar soluções baseadas em ciência, em um momento em que emergências ambientais estão se tornando mais frequentes”, diz Lamour.

O projeto reúne professores, técnicos e estudantes bolsistas da UFPR, organizados em equipes temáticas e grupos de apoio. Para o professor, a parceria com a Portos do Paraná é essencial para viabilizar a pesquisa e fortalecer a integração entre a universidade e a gestão pública, na busca por soluções inteligentes e que melhorem os usos na zona costeira. “É uma parceria sensacional. A Portos do Paraná está acreditando na nossa capacidade técnica e na formação de pessoas”, acrescenta.

Desde 2022, a Portos do Paraná e a UFPR desenvolvem projetos voltados às ilhas próximas aos portos de Paranaguá e Antonina, com foco em ações ambientais e sociais.

Fonte: Governo do Estado do Paraná

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Portos

Justiça Federal devolve à APS direito de fiscalizar água de lastro

O juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal de Brasília, concedeu segurança ao mandado impetrado pela Autoridade Portuária de Santos (APS) contra decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que havia declarado nula a Norma OPR.023.2024, da APS, que fiscalizava o cumprimento de Convenção Internacional sobre o descarte irregular de água de lastro nos oceanos, inclusive no estuário, enseadas e baías da Baixada Santista.

Assim, a Justiça Federal manteve o direito de a APS condicionar a atracação de navios no Porto de Santos ao cumprimento das normas que previnem danos ambientais por espécies exóticas e nocivas à vida marinha e ao meio ambiente.

A Antaq havia anulado a norma sob alegação de invasão de competência, argumentando que a APS não teria atribuição para regulamentar a matéria. O Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) e o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave) pediram admissão no feito para fornecerem informações a respeito.

A APS recorreu informando que a norma é essencial para a proteção ambiental local, destacando que 1/3 dos navios não cumpriram as obrigações legais durante sua vigência, evidenciando falhas nos mecanismos de fiscalização existentes.

São inúmeros os casos de danos à fauna marinha, até com a extinção de espécies nativas, atacadas por predadores vindos de outras regiões do planeta, trazidos pela água de lastro captada e utilizada para manter a estabilidade dos navios. Há casos como o do siri “capeta”, que dizimou populações de crustáceos nativos no Maranhão, afetando a sobrevivência de centenas de famílias que se alimentavam e comercializavam as espécies vitimadas pelos invasores.

Por isso, a Convenção Internacional para o Controle e Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos de Navios (BWM) estabeleceu normas para descarte em determinadas coordenadas geográficas sem potencial de causar danos. O descarte nas plataformas continentais e próximo aos estuários é uma ameaça ambiental de dimensões planetárias e ainda com graves consequências sociais e econômicas por afetar a biomassa de pescados.

O magistrado lembrou que a Antaq afirmou que a APS teria violado a competência da Autoridade Marítima Brasileira (AMB) ao emitir uma norma fiscalizadora. E, em seguida, ressaltou: “A priori, entendo que quem detém competência para dizer se as atribuições legais da AMB foram ou não foram invadidas não é a Antaq, mas a própria AMB. E, caso se conclua que houve violação, quem tem legitimidade para atuar no sentido de reestabelecer a sua autoridade é a AMB, e não a Antaq”.

Na sua decisão, o juiz federal lembrou que a Lei 9.966/2000 estabelece uma série de obrigações ambientais para autoridades portuárias. O art. 9º dispõe que “entidades exploradoras de portos organizados e instalações portuárias e os proprietários ou operadores de plataformas e suas instalações de apoio deverão realizar auditorias ambientais bienais, independentes, com o objetivo de avaliar os sistemas de gestão e controle ambiental em suas unidades”.

E mais: “O artigo 15 da referida lei preceitua ser ‘proibida a descarga, em águas sob jurisdição nacional, de substâncias nocivas ou perigosas…, inclusive aquelas provisoriamente classificadas como tal, além de água de lastro, resíduos de lavagem de tanques ou outras misturas que contenham tais substâncias.’ ”

O magistrado afirmou e provou que existem vários acórdãos que puniram, inclusive órgãos ambientais estatais, por suposta omissão no dever de fiscalizar adequadamente atores que vieram a causar danos ambientais.

Para o presidente da APS, Anderson Pomini, a decisão da Justiça Federal permite a retomada dos trabalhos de fiscalização da água de lastro: “Sempre acreditamos na justiça e no bom senso, que fez prevalecer o cumprimento de uma norma internacional em defesa dos mares.”

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Portos

Porto privado em SC tem avanço no movimento de cargas; quantos contêineres são transportados

Dados portuários foram atualizados até maio

O Porto Itapoá mantém o ritmo de crescimento na movimentação de cargas e chegou 337 mil contêineres no ano, até maio. O avanço é de 32,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outra modalidade de medição, foram 6,7 milhões de toneladas movimentadas, em expansão de 26,5%, também em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Os dados são do painel estatístico da Antaq, a agência de regulação do setor.

O terminal de uso privado está em operação desde 2011 e faz parte do complexo portuário da baía da Babitonga, formado também pelos portos de São Francisco do Sul. Itapoá terá outro porto, também privado, a ser instalado pelo Coamo Agroindustrial Cooperativa – o empreendimento está em fase de licenciamento. No ano passado, o Porto Itapoá movimentou 13,6 milhões de toneladas, em crescimento de 16% na comparação com 2023. Em contêineres, foram 660 mil movimentados em 2024.

Conjunto de fatores explica a expansão no terminal. O porto conta com maior estrutura em tomadas reefer, usada em contêineres refrigerados. São 3.972 dispositivos em operação. A navegação de cabotagem tem ajudado na movimentação, com crescimento de 18%.  Em mais exemplos dos motivos pela expansão na movimentação, está o aumento na média de navios que utilizam o terminal, passando de 53 por mês para 60 e o avanço de 11% no indicador de movimento por hora.

Nos próximos meses, começa a obra de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aumento do calado e capacidade de acesso de cargueiros de maior porte, o que também deverá ampliar a movimentação de cargas em Itapoá e São Francisco do Sul.

Fonte: NSC Total

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Portos, Tecnologia

Nova função de aplicativo facilita o envio de informações para melhorias urbanas no Porto de Santos

População pode registrar problemas de zeladoria urbana dentro do complexo portuário e acompanhar a resolução diretamente no app.

A Autoridade Portuária de Santos (APS), no litoral de São Paulo, lançou uma nova funcionalidade no aplicativo Porto de Santos. A ferramenta conta com a área Zeladoria Cidadã, onde permite à população registrar e enviar informações sobre problemas urbanos no complexo portuário. O app busca fomentar a participação social e melhorar a infraestrutura local.

A nova funcionalidade já está disponível e permite que qualquer pessoa registre, envie fotos e abra um chamado junto à APS para solicitar reparos como buracos no asfalto, problemas de iluminação, acúmulo de lixo e vazamento de água nas vias do porto.

O aplicativo é gratuito e está disponível na Play Store e na Apple Store. Segundo a autoridade portuária, o desenvolvimento do programa foi realizado por meio da Fábrica de Softwares, uma parceria entre as empresas Paipe e MSB, contratadas para fornecer soluções tecnológicas sob demanda da Gerência de Desenvolvimento de Sistemas.

Os contratos somam cerca de R$ 6 milhões, valor que se refere ao atendimento de diversas necessidades de desenvolvimento da empresa. No entanto, o valor específico para o aplicativo não foi informado.

Como funciona

Para utilizar o serviço, é necessário baixar o aplicativo Porto de Santos, acessar a aba “Fale com o Porto” e, na sequência, “Acessar Zeladoria”. Após realizar o cadastro, o usuário pode registrar a solicitação, informando dados, o local exato e, se houver, anexar imagens para detalhar a situação.

A solicitação será analisada e, se aprovada, encaminhada ao órgão competente para atendimento. O sistema permite o acompanhamento e a resolução das demandas.

De acordo com a APS, o objetivo é beneficiar tanto os usuários quanto as equipes responsáveis pela zeladoria. A funcionalidade não será integrada a outras plataformas públicas, sendo conectada exclusivamente aos sistemas internos de gestão do Porto de Santos.

Investimentos em inovação

Além do aplicativo, a APS divulgou um portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS e o futuro Gêmeo Digital. Veja abaixo detalhes dos projetos:

Rede 5G

Um convênio de cooperação técnica e financeira firmado entre APS e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Itaipu Parquetec) prevê o investimento de cerca de R$ 31 milhões ao longo de três anos para ampliar a conectividade do Porto Organizado. A primeira fase, que aguarda a liberação da Anatel para instalação das antenas, contemplará o complexo da presidência da empresa, o Parque Valongo e a Ponte de Inspeção Naval.

VTMIS

A APS ainda lançará o edital para instalação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System, VTMIS). A solução atuará como um centro de inteligência de dados, fornecendo às autoridades portuárias e à Marinha informações integradas sobre posicionamento de embarcações, condições climáticas, rotas de navegação e potenciais riscos.

Gêmeo Digital

Um grande simulador do Porto de Santos. Este é o conceito do Gêmeo Digital, outra parceria com o Itaipu Parquetec, que funcionará como uma réplica virtual do complexo portuário, espelhando informações sobre o tráfego de embarcações, movimento de cargas, uso dos berços, trânsito nas vias perimetrais, consumo de recursos hídricos, energéticos e outras variáveis.

Fonte: G1

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