Comércio, Economia, Notícias

“Prévia da inflação”: IPCA-15 desacelera a 0,43% em abril, diz IBGE

Expectativa de mercado era de 0,44%; alta havia sido de 0,64% em março; alimentos voltam a puxar índice

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) desacelerou a 0,43% em abril, após ter avançado 0,64% em março, informou nesta sexta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agentes de mercado esperava avanço em torno de 0,44%. Nos 12 meses até abril, a “prévia da inflação” passou a subir 5,49%, de 5,26% no mês anterior.

Oito dos nove grupos consultados subiram na prévia de abril:

  • Índice Geral: 0,43%
  • Alimentação e bebidas: 1,14%
  • Habitação: 0,09%
  • Artigos de residência: 0,37%
  • Vestuário: 0,76%
  • Transportes: -0,44%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,96%
  • Despesas pessoais: 0,53%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: 0,52%

O resultado do mês foi puxado pelos grupos de Alimentação e bebidas (1,14%) e Saúde e cuidados pessoais (0,96%), informou o IBGE. Juntos, as categorias reponderam por 88% do índice do mês.

A alimentação no domicílio acelerou de 1,25% em março para 1,29% em abril. Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (32,67%), do café moído (6,73%) e do leite longa vida (2,44%).

Já a alimentação fora do domicílio (0,77%) acelerou em relação ao mês de março (0,66%) em virtude da alta do lanche (1,23%) e da refeição (0,50%).

O grupo de Transportes foi o único com resultado negativo na prévia de abril, com recuo de 0,44%. A principal influência veio da passagem aérea, que caiu 14,38%.

Também contribuíram para o resultado os combustíveis (-0,38%), com variação negativa nos preços do etanol (0,95%), do gás veicular (0,71%), do óleo diesel (0,64%) e da gasolina (0,29%).

Fora da meta

Nesta semana, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou incômodo com a inflação fora da meta.

“Mas estamos falando de um patamar de inflação muito inferior ao que vivíamos no período (pré-Plano Real) e, ao mesmo tempo, mais próximo das taxas observadas em economias avançadas e emergentes”, destacou.

O IPCA de março — último dado cheio — desacelerou para 0,56%, também pressionado por alimentos. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,48%, acima dos 5,06% dos 12 meses imediatamente anteriores.

O BC persegue meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).

Em 2024, a inflação estourou o teto da meta, encerrando com avanço de 4,83%.

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram sua projeção para a inflação neste ano, segundo Boletim Focus divulgado na terça-feira (22).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,57% ao fim deste ano, abaixo da previsão de avanço de 5,65% na pesquisa anterior.

Para 2026, a projeção para a inflação brasileira se manteve em 4,50%.

Fonte: CNN Brasil


Ler Mais
Comércio, Logística, Notícias, Tecnologia

GWM vai produzir picape Poer a diesel no Brasil

Modelo será produzido em Iracemápolis, em São Paulo, e irá receber motorização híbrida

As picapes serão montadas na fábrica da GWM em Iracemápolis, em São Paulo. Duas opções de motorizações serão produzidas: uma a diesel, provavelmente com o novo motor 2.4 turbo da companhia, e outra híbrida plug-in com motor a combustão movido a gasolina.

Apesar de ambas as motorizações já estarem confirmadas, ainda não há confirmação de que chegarão ao mesmo tempo no mercado nacional. Há a possibilidade; segundo a empresa, de que apenas uma opção seja lançada neste ano.

“Somos líderes na China vendendo picapes a diesel. Isso já está no nosso DNA. Sempre tivemos o diesel no radar para o Brasil [.] Não queremos um produto de nicho. Queremos cobrir o mercado.”, disse Ricardo Bastos, diretor para assuntos institucionais da GWM Brasil.

Será a primeira experiência da GWM no país vendendo carros com motores puramente a combustão. A marca chegou com o status de ‘autotech’, apenas com opções híbridas e totalmente elétricas no catálogo.

Perguntado se o lançamento de um modelo a diesel era um passo atrás para a companhia, o diretor institucional diz: “acho que é um passo para frente. Ao invés de insistir com uma coisa que eu acho que talvez vá bater na parede [não ter sucesso], vou com o veículo certo. Hoje, sabemos que o mercado de diesel, para trabalho, é o mais relevante”.

A escolha de trazer a motorização a diesel acontece depois das baixas vendas da picape Shark, da BYD, uma das principais concorrentes da GWM no mercado nacional.

A chegada da concorrente foi citada pela GWM como um dos fatores que influenciaram na decisão de vender a picape a diesel no país.

A BYD Shark foi lançada com motorização híbrida, preço de R$ 379.800. Em fevereiro deste ano, a picape recebeu um desconto de R$ 40 mil para impulsionar as vendas.

A fábrica da GWM deve ser inaugurada na metade deste ano.

Entre os meses de junho e julho, três modelos serão fabricados localmente: o Haval h6 (em todas as versões), que hoje é importado pela companhia, as novas picapes da linha Poer e também, no futuro, um novo SUV (da linha Haval ou Tank), que será feito com a base das picapes e vai usar a mesma motorização (2.4 turbo diesel ou híbrido plug-in a gasolina).

A data para a chegada no novo SUV não foi confirmada.

Fonte: CNN Brasil


Ler Mais
Comércio, Logística, Notícias

Greve: Auditores intensificarão operação-padrão nas unidades de fronteira

Auditores-Fiscais que atuam nos pontos de fronteira de norte a sul do país vão intensificar a operação-padrão no despacho aduaneiro. A ação, organizada pelo Comando Nacional de Mobilização, por iniciativa dos Comandos Regionais da 1ª, 2ª, 9ª e 10ª Regiões Fiscais, ocorrerá por dois dias, em cada semana, nas próximas duas semanas. O objetivo é pressionar ainda mais o governo, diante da intransigência para concessão do reajuste do vencimento básico da categoria.  

Os Auditores farão verificação de 100% das mercadorias, o que impactará na retenção de veículos e cargas. “Nosso movimento é até a vitória. Nossa luta não é apenas por remuneração, mas pela dignidade do nosso cargo. Não abriremos mão de respeito. É por isso que estamos lutando”, destacou o diretor do Sindifisco Nacional e representante da 10º Região Fiscal no Comando , Auditor-Fiscal Diogo Loureiro. 

Em complemento, o representante da 1ª Região Fiscal no Comando Nacional de Mobilização, Auditor-Fiscal Waltoedson Arruda, reforça a importância de a categoria aumentar ainda mais a adesão ao movimento. “Não vamos retroceder, queremos que o governo cumpra com o acordado. Conclamamos a participação de todos os Auditores que trabalham nas fronteiras e demais setores da Receita Federal a se unirem aos colegas que estão em greve e em operação-padrão na Aduana.”  

Reuniões setoriais 

Para propor novas ações e avaliar a greve da categoria, o Comando Nacional de Mobilização, a Direção Nacional e a Mesa do Conselho de Delegados Sindicais retomaram esta semana as reuniões com Auditores-Fiscais de diversos setores da Receita Federal. Ao todo, foram realizados cinco encontros entre Auditores da Malha Fiscal, da Fiscalização, delegados e adjuntos, chefes de equipe e coordenadores da Fiscalização.

Na reunião desta quinta (24) com as chefias da Fiscalização, foram debatidas estratégias para o movimento. Os participantes chegaram à conclusão de que o momento é decisivo, sendo fundamental pressionar ainda mais o governo por uma proposta que contemple os pleitos da categoria, sendo o principal a recomposição das perdas inflacionárias com o reajuste do vencimento básico.

Nesta sexta (25), a reunião setorial ocorrerá, pela segunda vez na semana, com os delegados da Receita Federal e seus adjuntos, às 10h. À tarde, os representantes do CNM farão uma reunião de avaliação dos encontros e das estratégias discutidas com a categoria. 

Fonte: Sindifisco Nacional


Ler Mais
Economia, Finanças, Logística, Negócios, Notícias

BC deve atuar com cautela em cenário de incerteza econômica global, diz Megale, da XP

Economista-chefe da XP deu declarações após evento com Diogo Guillen, diretor de política monetária da XP, em Washington

A cautela deve seguir como a tônica do Banco Central brasileiro diante de um cenário de alta incerteza na política econômica global, aponta Caio Megale, economista-chefe da XP.

O economista esteve nesta quinta-feira (24) em painel com o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, em evento promovido pela XP em Washington, EUA, à margem da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), e trouxe ao InfoMoney as principais impressões sobre o evento.

“A mensagem principal do diretor foi a mesma que outros formuladores de política econômica têm dado aqui em Washington: uma mensagem de cautela diante da alta incerteza na política econômica global, da alta incerteza com relação ao processo das tarifas de Donald Trump e do impacto disso sobre a economia global”, aponta Megale. No dia 2 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um conjunto de tarifas comerciais contra mais de 180 nações. Trump voltou parcialmente atrás no dia 9, suspendendo por 90 dias as chamadas tarifas recíprocas, com o objetivo de abrir espaço para negociações bilaterais. Ele ainda mencionou posteriormente a chance de um “acordo especial” com Pequim, o que tem levado a um ambiente de alta volatilidade nos mercados.

A parcimônia, desta forma, também se estende para a reação de política econômica aos desdobramentos da guerra comercial. Porém, no caso do Brasil, avalia Megale, isso não significa que o processo de alta de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) tenha se encerrado, uma vez que ainda há uma inflação resistente e longe da meta, com expectativas desancoradas, além de uma atividade econômica que ainda está forte.

“Não parece ser um final do ciclo de alta de juros. A minha avaliação é que ainda são necessárias altas adicionais da Selic, mas sem dúvida com muito mais cautela, talvez um passo mais gradual”, aponta o especialista. O cenário-base da XP é de que a taxa básica suba até 15,5%, encerrando o ano neste patamar. Já para 2026, a expectativa é de que a Selic feche o ano a 12,5%.

Megale vê sinais de desaceleração da economia doméstica, o que é consenso de mercado. Contudo, aponta que a intensidade da desaceleração é ainda muito incerta, em sinalização em linha com a apresentada com Guillen. Durante o evento, o diretor do BC avaliou que há sinais incipientes de moderação no crescimento da economia brasileira, mas ainda não há evidências concretas de desaceleração ampla e consolidada. Assim, há dificuldades para cravar sobre o grau de desaceleração da economia.

Neste cenário, Megale ressalta também uma incerteza sobre o impacto global na inflação no Brasil: altas tarifas poderiam causar desaceleração do mundo e, consequentemente, enfraquecer a economia brasileira. Os reflexos a serem sentidos, seja na importação de produtos mais baratos ou na taxa de câmbio, são essenciais para entender a tendência inflacionária. “A taxa de câmbio tem sido particularmente volátil nesse último mês – chegou a R$ 5,60, chegou a bater R$ 6,10, voltou agora para R$ 5,70. Guillen não mencionou isso, mas isso certamente faz parte desse processo de incerteza”, aponta o economista.


Outro fator levado em conta por Megale é o impacto dos novos empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado para o PIB. Em meados do mês, a XP destacou que esses empréstimos devem adicionar cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do PIB em termos anualizados.

Guillen, por sua vez, ressaltou que o BC ainda não incorpora consignado CLT na projeção do PIB. “Há muita incerteza sobre o timing e a magnitude da medida”, disse Guillen. Segundo ele, a autoridade monetária acompanha os dados em tempo real, mas ainda é difícil isolar o impacto direto do programa, dado que já existe uma oferta consolidada de consignado no país.

“Temos mais incerteza e temos que agir de forma cautelosa – isso é uma tendência da política econômica global – e seguir de olho ao longo do tempo como será o impacto do tarifaço no mundo, especialmente se esse processo global vai intensificar a desaceleração da economia brasileira”, aponta Megale.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Comércio, Logística, Notícias

IPCA-15: Prévia da inflação fica em 0,43% em abril, com alta nos alimentos e saúde

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,43% em abril, após ter avançado 0,64% em março, informou nesta sexta-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 2,43% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 5,49%, ante taxa de 5,26% até março.

O resultado ficou praticamente igual à mediana das previsões de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de 0,42%. O intervalo das previsões ia de 0,38% a 0,52%.

Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 1,14% em abril, após alta de 1,09% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,25 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,43% no mês.

Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,29% em abril, após ter avançado 1,25% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,77%, ante alta de 0,66% em março.

Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA-15 com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,35% em março para um aumento de 0,96% em abril, uma contribuição de 0,13 ponto porcentual para o IPCA-15 deste mês.

Houve pressão dos aumentos nos itens de higiene pessoal (1,51%), nos produtos farmacêuticos (1,04%, após a autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março) e no plano de saúde (0,57%).

Já os preços de Transportes caíram 0,44% em abril, após alta de 0,92% em março. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,09 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,43% no mês.

Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,38% em abril, após avanço de 1,88% no mês anterior. A gasolina caiu 0,29%, após ter registrado alta de 1,83% em março, enquanto o etanol recuou 0,95% nesta leitura, após alta de 2,17% na última.

Fonte: MSN

Ler Mais
Internacional, Logística, Notícias, Sustentabilidade

OECD: por um sistema alimentar sustentável

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD) publicou um relatório importante sobre sustentabilidade nos sistemas alimentares globais.

O documento afirma que a logística —tanto física quanto digital— é um elo crítico e pouco desenvolvido na luta para reduzir as emissões.

Intitulado Improving the evidence base on the environmental sustainability of food systems, o relatório destaca que, sem rastreabilidade confiável, não é possível calcular com precisão a pegada de carbono dos alimentos. A interoperabilidade entre os atores da cadeia agroalimentar ainda é baixa, o que impede a tomada de decisões baseadas em evidências.

O transporte de insumos e produtos, o uso de fertilizantes, a origem da energia e o planejamento das rotas influenciam diretamente o impacto ambiental. No entanto, a atenção costuma ser direcionada ao produto final, ignorando os insumos. “A logística de entrada é tão determinante quanto a de saída”, alerta o relatório.

O documento também destaca plataformas digitais que permitem vincular produtores, distribuidores e varejistas com dados compartilhados. Exemplos da França e da Finlândia mostram ecossistemas digitais onde a sustentabilidade faz parte do processo logístico.

Nesse sentido, iniciativas como a DjustConnect facilitam que os produtores autorizem o uso de seus dados ambientais, garantindo a privacidade e evitando duplicações. Porém, a lacuna digital impede que muitos agricultores tenham acesso a essas ferramentas.

Democratizar o acesso à logística digital será um dos principais desafios. A proposta da OECD é que o dado não seja um privilégio, mas uma ferramenta comum.

A conclusão é clara: sem interoperabilidade de processos e dados, não se conseguirá um sistema alimentar sustentável. A logística deve ser eficiente, transparente e acessível a todos os atores da cadeia.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Internacional, Logística, Notícias

Congestionamento em Roterdão impacta a América Latina

O congestionamento no Porto de Roterdão está gerando efeitos significativos na cadeia logística de exportadores latino-americanos.

A informação foi divulgada pelo escritório de advocacia Araya & Cía, que relatou a ativação de apólices de seguro devido a perdas e danos de cargas.

Desde 9 de fevereiro de 2025, o principal porto de contêineres da União Europeia enfrenta complicações operacionais. A origem do problema é uma greve no terminal Hutchinson Port Delta II, motivada por disputas em torno do Acordo Coletivo de Trabalho.

A paralisação provocou fechamentos totais, redução no número de movimentações por hora e acúmulo de congestionamento. Embora as operações tenham retornado à plena capacidade em 12 de março, os tempos de espera continuam elevados. Em média, os navios aguardam sete dias para atracar — número que iguala o recorde histórico.

O impacto tem sido expressivo para exportadores de países como Chile, Peru, Colômbia e outros da região. “Muitos tiveram que acionar seus seguros e considerar medidas legais”, afirmou Miguel Segovia, chefe da área de Transportes e Seguros da Araya & Cía. Ele também ressaltou a importância de uma estratégia adequada, especialmente quando as coberturas são limitadas.

Em 2024, o volume total de cargas em Roterdão foi de 133,4 milhões de toneladas, um aumento de 2,5%. Além disso, foram movimentados 13,8 milhões de TEUs, com crescimento de 2,8%. Esse aumento agravou os efeitos da paralisação, reduzindo a capacidade do porto de lidar com interrupções.

Apesar de um acordo trabalhista provisório alcançado em março, a ratificação ainda depende de votação sindical. No primeiro trimestre de 2025, o porto registrou uma queda de 5,8% na movimentação de cargas: foram 103,7 milhões de toneladas, contra 110,1 milhões no mesmo período de 2024.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Comércio, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Paraguai e Argentina impulsionam comércio fluvial

Paraguai e Argentina estão explorando uma nova rota de comércio fluvial por meio da reativação do Porto de Barranqueras, localizado na província de Chaco.

O projeto ganhou força após uma reunião entre Patricio Ortega, diretor da Marinha Mercante do MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações), e Alicia Azula, administradora do porto. Barranqueras está situado em um braço do rio Paraná, a 350 quilômetros fluviais de Assunção.

Além disso, a conexão com o Paraguai está sendo reforçada com o dragagem do riacho Barranqueras, que o liga à Hidrovia Paraná-Paraguai. Segundo Azula, “esperamos iniciar as operações em junho, oferecendo uma alternativa competitiva para o comércio regional”.

O objetivo também é estabelecer um corredor logístico eficiente para reduzir o tempo e os custos do transporte de cargas paraguaias. Esse avanço coincide com uma mudança regulatória na Argentina que permite que embarcações paraguaias operem em portos argentinos que antes estavam restritos.

O novo decreto promove o transporte marítimo internacional e desregulamenta o cabotagem, abrindo novas possibilidades de intercâmbio bilateral. A localização estratégica do porto, próximo à cidade de Resistência, também o torna uma opção atraente em comparação com destinos tradicionais.

A reativação pode ajudar a descongestionar rotas tradicionais e facilitar o acesso ao norte argentino e outras áreas de influência.

Participaram da reunião também representantes da Direção da Bacia do Prata do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai. O encontro faz parte de uma agenda mais ampla, que inclui visitas e reuniões com operadores logísticos interessados.

Entre eles, destaca-se a empresa de navegação Yerutí, que está avaliando operar no trecho fluvial Villeta–Barranqueras.

A iniciativa busca fortalecer a integração regional por meio de soluções logísticas sustentáveis e coordenadas entre os dois países.

Assim, a reativação do porto se apresenta como um avanço significativo para o comércio exterior paraguaio e para a cooperação fluvial binacional.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Exportação, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Panamá inicia auditoria no Paraguai para habilitar exportação de carne bovina

Autoridades sanitárias do Panamá iniciaram uma auditoria no Paraguai como parte do processo de habilitação para importar carne bovina.

A inspeção está sendo realizada na sede do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), com a presença do titular da entidade, José Carlos Martin.

A missão técnica é composta por representantes do Ministério do Desenvolvimento Agropecuário (MIDA) e do Ministério da Saúde (MINSA) do Panamá. A auditoria se estenderá até 25 de abril e inclui uma revisão completa do sistema de controle sanitário paraguaio.

O programa contempla visitas ao laboratório central do Senacsa, unidades regionais, postos de controle, pontos de entrada e frigoríficos exportadores. Também serão verificados estabelecimentos pecuários, com o objetivo de avaliar o cumprimento dos requisitos para exportação de carne ao Panamá.

Segundo o Senacsa, as exportações paraguaias de carne bovina alcançaram USD 173,2 milhões no primeiro trimestre de 2024. Apesar disso, o intercâmbio com o Panamá ainda é marginal: em 2023, representou apenas 0,05% do total exportado.

Nesse mesmo ano, o comércio bilateral apresentou um déficit para o Paraguai de USD 5,4 milhões, com importações que somaram USD 11,3 milhões. As exportações paraguaias para o Panamá cresceram 5,3%, totalizando USD 5,9 milhões; os principais produtos foram medicamentos, calçados e relógios.

Por sua vez, as importações do Panamá aumentaram 21,3% em relação a 2022, consolidando uma balança comercial negativa. Com essa auditoria, o Paraguai busca abrir novos mercados de carne na América Central e diversificar sua carteira de destinos.

O acesso ao mercado panamenho não só ampliaria as oportunidades para a indústria frigorífica, como também reforçaria o posicionamento sanitário do país. O Senacsa destacou que esse tipo de inspeção reafirma a transparência e a qualidade do sistema sanitário nacional.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Agronegócio, Comércio, Exportação, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Brasil amplia exportações de mel e mantém posição entre os maiores produtores mundiais

O Brasil ocupa atualmente a 11ª posição entre os maiores produtores de mel do mundo, com produção anual estimada em 51 mil toneladas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), referentes a 2021. O boletim Agro em Dados, publicado em abril pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, destaca que a produção nacional segue em ritmo de crescimento, embora o consumo interno ainda esteja aquém da média mundial.

Em 2023, o país alcançou 64,1 mil toneladas de mel produzidas, evidenciando uma expansão significativa nos últimos anos. Entre 2015 e 2023, a produção brasileira cresceu 69,5%. No estado de Goiás, o avanço foi de 25,4%, com produção estimada em 402,2 toneladas no último ano.

Baixo consumo interno em comparação ao mercado global

Apesar do aumento expressivo na produção, o consumo per capita de mel no Brasil continua modesto. Enquanto a média mundial é de 240 gramas por pessoa ao ano, o brasileiro consome, em média, apenas 60 gramas. Essa disparidade entre produção e consumo interno é apontada por especialistas como um desafio para o setor.

Mercado externo em expansão

As exportações brasileiras de mel natural também registraram crescimento expressivo. Em 2024, foram embarcadas 37,9 mil toneladas do produto, o que representa um aumento de 32,8% em comparação ao ano anterior. Os Estados Unidos mantêm-se como o principal destino, absorvendo 29,9 mil toneladas — equivalente a 79% do total exportado.

O Canadá, com um incremento de 120,6% nas importações, ultrapassou a Alemanha e tornou-se o segundo maior mercado para o mel brasileiro. Além disso, o boletim da Secretaria aponta potencial de diversificação das exportações, com destaque para países árabes como Omã, que já iniciou a importação do produto em 2023. Nessas regiões, o mel é tradicionalmente valorizado na alimentação local.

Resultados econômicos e desafios do setor

Apesar do desempenho positivo nas exportações, o valor total da produção brasileira de mel registrou queda de 7,6% em 2023, alcançando R$ 908 milhões. Em contrapartida, Goiás apresentou resultado oposto, com aumento de 25,8% no valor da produção, atingindo R$ 12,3 milhões.

Segundo o boletim, a informalidade da atividade apícola, a estrutura ainda incipiente da cadeia produtiva e a escassez de mão de obra especializada continuam sendo entraves para o desenvolvimento pleno da produção de mel em estados como Goiás.

Tendência de crescimento do consumo doméstico

Desde o início da pandemia de Covid-19, a procura por produtos naturais cresceu significativamente. A Federação Mineira de Apicultura (FEMAP) informa que as vendas de mel aumentaram 30% desde o início do período de quarentena. A entidade também aponta para uma tendência promissora no consumo doméstico, impulsionada pelo interesse crescente dos brasileiros por uma alimentação mais saudável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook