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Mulheres enfrentam mais dificuldades para empreender e participar do comércio internacional

Segundo dados do Sebrae, no Brasil, empresas lideradas por mulheres ganham 60% menos do que as chefiadas por homens. Já no comércio exterior, 14% das empresas brasileiras exportadoras pertencem a uma mulher. Segundo estudo do MDIC, é necessário pensar medidas para encorajar a entrada das mulheres no mercado internacional.

Em quase todo o mundo, mulheres enfrentam barreiras culturais e desafios adicionais quando decidem abrir o próprio negócio, para acesso ao sistema financeiro e obtenção de crédito, por exemplo. Soma-se a esses elementos o fato de que em momentos de crise como o atual, com conflitos entre países e mudanças climáticas, o sistema financeiro fica arredio a correr riscos e financiar pequenos negócios.

De acordo com Renata Malheiros, coordenadora no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do programa Sebrae Delas, as empreendedoras no país são 22% mais instruídas que os homens. Mas as empresas lideradas por mulheres ganham 60% menos do que as chefiadas por eles. Ou seja, o homem tem menos instrução e ganha mais dinheiro que a mulher. Para Renata, um dos fatores que gera essa realidade é o tempo que a mulher adulta tem para se dedicar ao próprio negócio.

“No Sebrae descobrimos que as mulheres gastam 17% menos horas na empresa que os homens. Em geral, essas mulheres estão cuidando de crianças, idosos e afazeres domésticos não pagos. O trabalho de cuidado é super importante, mas toma tempo e normalmente não é remunerado”, avalia Renata.

Outra questão recorrente é a mulher abrir um negócio na informalidade devido a necessidade de sustentar os filhos e não conseguir legalizar o empreendimento. Gisela Davico, da organização internacional Better than Cash Alliance, acredita que apesar dos avanços nos últimos anos, ainda há uma lacuna na inserção entre homens e mulheres no sistema financeiro. Uma pesquisa realizada pela Alliance descobriu que mais de 66% das MPEs lideradas por mulheres ao redor do mundo operam no setor informal.

“Às vezes a mulher tem um celular para a família inteira ou não tem conectividade por viver em uma área rural, são muitas as dificuldades. E, em geral, a mulher investe no bem-estar de suas famílias. Por isso, dar acesso a serviços financeiros pode oferecer dignidade para famílias inteiras”, defende Gisela.

Incentivando a participação feminina

Se empreender no seu país de origem não é fácil, tampouco conseguir participar do comércio internacional de bens e serviços é tarefa simples para as mulheres.Em 2023, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou o estudo Mulheres no Comércio Exterior no qual demonstrou que apenas 14% das empresas brasileiras exportadoras e 13% das importadoras possuem uma preponderância feminina em seus quadros societários.

Este resultado está um pouco acima da média de 76 países em desenvolvimento e emergentes analisados pela World Bank Enterprise Survey, pesquisa do Banco Mundial, que mostra que, entre as empresas exportadoras, as mulheres possuem apenas 10% das empresas de manufatura e 12% das empresas de serviços.

O estudo do MDIC revelou também que os custos e barreiras ao comércio afetam as empresas menores de maneira desproporcional, desencorajando-as a buscar os mercados globais. Sendo assim, como a maioria das empresas pertencentes às mulheres são micro e pequenas, se faz necessário medidas que reduzam os custos de entrada no mercado internacional.

Pensar e discutir a inserção da mulher no comércio internacional é uma pauta estratégica da presidência brasileira do G20. O Grupo de Trabalho de Comércio e Investimentos vem debatendo a questão com a intenção de contribuir para expandir as oportunidades de desenvolvimento para setores da sociedade com pouca participação, como é o caso das mulheres. E, desse modo, acelerar o progresso rumo a um comércio inclusivo e justo.

O grupo é coordenado pelos ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e, ao final do ano, a expectativa do GT é lançar uma compilação do G20 com as melhores práticas para aumentar a participação das mulheres no comércio internacional.

Portal G20
Mulheres enfrentam mais dificuldades para empreender e participar do comércio internacional (g20.org)

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ESG Summit propõe internacionalização de ações do Brasil pela economia e o Planeta

Embaixador da Unesco, empresário Oskar Metsavat defendeu a internacionalização da economia verde brasileira com agregação de valor

A segunda edição do ESG Summit Brazil, realizada em Florianópolis nesta terça e quarta-feira (20 e 21) atingiu o objetivo de discutir e mobilizar para lançar movimento internacional pelo desenvolvimento econômico sustentável e a preservação do Planeta.

Entre os palestrantes, o embaixador da Unesco, empresário Oskar Metsavat defendeu a internacionalização da economia verde brasileira e a empresária Heloisa Schurmann convidou o setor empresarial para apoiar e aderir ao movimento global Voices of the Oceans, que ela e o marido Wilfredo Schurmann lançaram para salvar os oceanos.

Uma das novidades pela sustentabilidade foi apresentada por outra integrante pela família Schurmann. A sobrinha de Heloisa e Wilfredo Schurmann, Juliana Schurmann, também aderiu ao movimento global pela preservação do Planeta. Empresária internacional do segmento de gestão de carreiras ela lançou o Instituto Impact Coalition, uma coalisão voltada a iniciativas de difusão de conhecimento e apoio à preservação ambiental.

Oskar Metsavat, que também é fundador e presidente da empresa de moda premium Osklen, afirmou que o Brasil pode unir a sua cultura e estilo alegre de viver com a liderança na área ambiental para ser o protagonista mundial da economia verde. Para ele, esse é um projeto que precisa ser iniciativa de Estado e não de movimentos isolados.

– O Brasil tem todos os stakeholdes possíveis para se transformar numa economia pujante.  O que falta são encontros como esses. Nas últimas décadas, tivemos projetos interessantes, mas verticalizados. Só que nós somos vulneráveis, nós somos frágeis porque somos sozinhos, verticalizados. Está na hora de pegar nossas verticalizações, nossos conhecimentos e criar de uma forma transversal – ressaltou Oskar Metsavat.

Heloisa Schurmann falou para lideranças no ESG Summit Brazil que o movimento Vozes dos Oceanos, que atua no mundo com a marca Voices of the Oceans, está mergulhado na luta para mostrar o que está destruindo os oceanos e como todos podem colaborar para salvá-los. O movimento conta com cinco pilares: comunicação, educação ambiental, inovação, ciência e artes.

– O Voz dos Oceanos é uma iniciativa do Brasil para o mundo para mostrar o que está acontecendo e quais são as soluções. Não adianta a gente só falar no negativo, mas temos também que mostrar que existem soluções que já estão sendo implementadas no mundo inteiro – destaca Heloisa Schurmann.

Navegadora e escritora, Heloisa Schurmann também apoia a sobrinha Juliana na projeção do Instituto Impact Coalition, que é sem fins lucrativos e tem três propósitos. O primeiro é apoiar vozes que defendem a preservação ambiental, como a ativista indígena Zaya Guarani, o segundo é fazer campanhas de impacto para difundir conhecimento na área ambiental e o terceiro é apoiar e desenvolver projetos de preservação ambiental.

O empresário Lucas Martins, CEO da WN Brasil, realizadora do ESG Summit Brasil, avaliou que esta segunda edição do evento atingiu seus objetivos. O evento terá a primeira edição em São Paulo e, no ano que vem terá cinco. Uma no Pará em função da COP 30, e outra em Lisboa. As demais serão em Florianópolis, Brasília e São Paulo.

– Na abertura do evento eu citei que o Roberto  Campos (economista) tinha uma frase, de que o Brasil não perde a oportunidade de perder a oportunidade. E eu acho que a gente tem mais de uma oportunidade pronta, embarcada. O Brasil é referência nos principais temas que o mundo discute hoje o Brasil já é a referência, como segurança alimentar, transição energética, biodiversidade. Nossa iniciativa é ajudar o Brasil nessa pauta de sustentabilidade o nosso evento está se consolidando nisso – afirma Lucas Martins.

O evento contou com outras palestras, proferidas por lideranças do setor público e empresários, que discutiram desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente. Entre os palestrantes, esteve o secretário de estado de Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, e o conselheiro de grandes empresas brasileiras, Marcelo Gasparino.

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ESG Summit propõe internacionalização de ações do Brasil pela economia e o Planeta – NSC Total


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Corrida para ampliar estoques nos EUA eleva importações e pressiona portos

Terminais em Los Angeles e Long Beach, os maiores do país, tiveram em julho o terceiro mês mais forte da história, ligeiramente abaixo do recorde alcançado na pandemia

O Principal complexo portuário dos EUA tem movimentado volumes de importação próximo aos recordes estabelecidos na pandemia, apesar das preocupações e desaquecimento da economia. 

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Corrida para ampliar estoques nos EUA eleva importações e pressiona portos (bloomberglinea.com.br)

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Porto Itapoá recebe Prêmio Portos + Brasil de 2024

O Porto Itapoá recebeu o Prêmio Portos + Brasil, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos do Governo Federal. O terminal ficou com o 2º lugar na categoria crescimento na movimentação de contêineres, sendo o terminal privado com maior crescimento nesta categoria no País, um número 20% superior em relação ao ano anterior. No ano passado, o Porto Itapoá superou, pela primeira vez em sua história, 1 milhão de TEUs, número 14% maior do que o praticado em 2022.

A cerimônia foi realizada em Brasília, no dia 6 de agosto. O presidente do Porto Itapoá, Cássio Schreiner, destacou os investimentos para ampliação da estrutura do Terminal. “No ano passado, tivemos a chegada de novos equipamentos, nova tecnologias, além da conclusão da Fase III do nosso pátio, que agora conta com uma área de 455 mil m² e um novo armazém de 8 mil m² de área coberta”, disse.

Schreiner também destacou o sucesso do Complexo Portuário da Baía da Babitonga na premiação. “Os portos da Babitonga mostraram sua importância e excelência”, afirmou. O Porto de São Francisco do Sul ganhou na categoria crescimento da movimentação granel sólido, e na categoria Crescimento da movimentação total dos portos públicos. Além disso o Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul também foi um dos premiados na categoria granel líquido.

Semestre recorde

O Porto Itapoá fechou, na primeira metade de 2024, o melhor semestre de sua história, juntamente com o melhor mês. No total, foram 597.338 TEUs movimentados no primeiro semestre de 2024, um número 12% maior do que o primeiro semestre de 2023, quando foram movimentados 533.423 TEUs.

Em junho de 2024, o Terminal movimentou 109.889 TEUs, maior número mensal de toda a história, superando abril deste ano, quando foram movimentados 107.475 TEUs.

Campanha reforça importância do Complexo Portuário da Baía da Babitonga

Um dos principais ativos logísticos do país, o Porto Itapoá e o Porto de São Francisco do Sul lançou neste ano a campanha publicitária: “Complexo da Baía da Babitonga – parece complexo, mas é fenomenal”. Com localização privilegiada, a Baía fica entre os municípios de São Francisco do Sul, Itapoá, Joinville, Araquari e Garuva, a 215 km de Florianópolis e cerca de 100 km de Curitiba.

O complexo portuário da Babitonga tem papel essencial para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina e do país, reunindo importantes terminais como o Porto Itapoá, o Porto de São Francisco do Sul, Transpetro, Terminal Gás Sul, além de diversos terminais retroportuários. Um ecossistema natural e econômico que compreende um dos maiores centros industriais do país, a Babitonga é responsável por movimentar, em 2023, mais de 56 milhões de toneladas, equivalente a mais de 60% do share do mercado catarinense.

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Porto Itapoá recebe Prêmio Portos + Brasil de 2024 – DatamarNews

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Receita lança Manual do Alfandegamento

Ele orienta sobre os requisitos e os procedimentos para obtenção e manutenção do alfandegamento de locais ou recintos.

Você sabe o que é um Recinto Alfandegado?  

Muitas pessoas, sem saber, já estiveram em um ou já compraram algum produto que passou por ele. Está dando para imaginar? Sim, recinto “alfandegado” é o local por onde passam os produtos importados ou por onde são depositados antes de serem exportados.

Se você já viajou ao exterior, obrigatoriamente passou por uma área “alfandegada” tanto na saída do país, quanto na volta. Pode ter sido um aeroporto internacional ou mesmo um ponto de fronteira na rodovia que liga o Brasil a algum país vizinho.

A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) publicou o Manual de Alfandegamento, que orienta sobre os requisitos e os procedimentos para obtenção e manutenção do alfandegamento de locais ou recintos.

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Alfandegamento é a autorização concedida pela Receita Federal para que, em certos locais, possa ocorrer o estacionamento ou trânsito de veículos vindos ou indo para o exterior. Nesses locais também pode haver a armazenagem de mercadorias importadas ou para exportação e, ainda, o embarque, o desembarque e a verificação das bagagens de pessoas em viagens internacionais.

Assim, se um certo aeroporto, porto ou ponto de fronteira é “alfandegado”, isso significa que a Receita Federal já autorizou que nele ocorram essas movimentações internacionais. É claro, com o “controle aduaneiro” ali presente, ou seja, das autoridades da Receita que atuam fiscalizando suas operações e movimentações.

A Receita acaba de lançar seu mais novo manual aduaneiro: o Manual de Alfandegamento. Ele consolida as normas relacionadas ao assunto e tem como itens principais:

O novo manual oferece aos intervenientes no Comércio Exterior, estudantes, profissionais afetos ao tema e outros interessados, uma ferramenta de orientação clara e objetiva, com consequente redução de erros, o que beneficia a todos.

O manual de Alfandegamento já pode ser acessado a partir do Portal Aduana e Comércio Exterior, em seu subportal Intervenientes, no site da Receita na Internet.

Receita Federal: orientando o cidadão e o profissional, cooperando com a evolução e melhoria do comércio exterior.

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Exportação dos Cafés do Brasil atinge 48,17 milhões de sacas e arrecada US$ 10,14 bilhões de receita cambial no total acumulado de doze meses

Exportações dos cafés verdes somaram 44,38 milhões de sacas e dos cafés industrializados 3,78 milhões de sacas, vendidas ao preço médio de US$ 210,51 no período de agosto 2023 a julho 2024

As exportações dos Cafés do Brasil no período acumulado de doze meses, especificamente de agosto de 2023 a julho de 2024, atingiram o volume físico total geral equivalente a 48,17 milhões de sacas de 60kg, as quais foram vendidas ao preço médio unitário de US$ 210,51, o que permitiu gerar uma receita cambial ao País de US$ 10,14 bilhões.

Desse volume total exportado, merece destacar que 44,38 milhões de sacas foram de café verde, que representaram 92,13% do total geral dessas vendas, sendo 35,73 milhões de sacas de Coffea arabica (arábica), que representaram 80,5% desse total, e, adicionalmente, 8,65 milhões de sacas de Coffea canephora (robusta+conilon), que equivaleram a 19,5% do total de café verde adquirido pelos importadores.


E, adicionalmente, vale também ressaltar que o total de café industrializado exportado no mesmo período em análise atingiu o volume físico equivalente a 3,78 milhões de sacas, que representaram 7,84% do total geral vendido, das quais 3,73 milhões de sacas foram de café solúvel, que representaram 98,7% do total industrializado exportado, e, ainda, mais 48,66 mil sacas de café torrado e moído, que equivaleram a 1,3% do volume total industrializado e exportado.

Saiba mais em Notícias Agricolas:
Exportação dos Cafés do Brasil atinge 48,17 milhões de sacas e arrecada US$ 10,14 bilhões de receita cambial no total acumulado de doze meses – Notícias Agrícolas (noticiasagricolas.com.br)

 

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Santa Catarina pode sediar unidade de uma das maiores fabricantes de pneus do mundo

Santa Catarina está entre os quatro estados do Brasil que podem ser a sede de uma das maiores empresas do mundo na fabricação de pneus, a Sailun Tires. Na manhã desta quarta-feira, 14, o governador Jorginho Mello, ao lado do presidente da SCPar, Renato Lacerda, e de secretários de Estado, recebeu representantes da empresa para o encaminhamento da carta de apresentação de Santa Catarina que será levada à matriz da multinacional, na China. Na oportunidade, foram apresentados ao governador os números do projeto, incluindo uma previsão de investimento inicial em cerca de R$ 2 bilhões e a geração de quase 2 mil empregos diretos.

“É fácil apresentar Santa Catarina como uma opção que não tem erro. Aqui o povo é trabalhador, é dedicado. É por isso que mesmo sendo um estado pequeno em extensão territorial, somos um gigante em tudo o que produzimos e representamos para o Brasil e o mundo. Nossos portos foram reorganizados e funcionam bem, oferecemos toda a segurança jurídica pra quem quer empreender, então, não tenho dúvidas de que temos as melhores condições para que esse negócio aconteça e que, principalmente, seja bom para Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

O secretário Executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulinho Bornhausen, destaca que Santa Catarina tem um atrativo a mais, que é a presença da BMW no estado. “Eu acredito que o estado tem toda a capacidade de trazer esse investimento porque ele é da cadeia automotiva. Eles deixaram claro que a presença da BMW traz um atrativo a mais para estarem lá perto, podendo fazer essa produção. Santa Catarina, hoje, além das condições econômicas, de segurança que nós temos, tem a oferecer muito futuro para quem quiser vir e investir aqui. Somos um estado que se industrializa cada vez mais”, assinala Bornhausen.

Coube ao secretário de Estado do Planejamento, Edgard Usuy, evidenciar os indicadores que estão na carta de apresentação de Santa Catarina, entre eles, o estado mais seguro do Brasil; o que tem crescimento acima da média nacional, há seis anos consecutivos; o estado eleito como melhor destino turístico e o que tem a maior expectativa de vida no Brasil; o estado entre os três melhores IDHs do país e o segundo colocado em sustentabilidade social, com mais de 40% da Mata Atlântica preservada.

Também acompanharam a reunião no Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina, o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck; além do diretor de Atrações e Promoção de Investimentos (Invest SC), Rodrigo Prisco Paraíso; e do diretor de Administração Tributária da Secretaria de Estado da Fazenda, Dilson Jiroo Takeyama.

Sobre a Sailun Tires

Desde a sua criação em 2002, a Sailun Tires fabrica e distribui pneus de automóveis de passeio, caminhões leves, médios e fora de estrada para os principais mercados da América do Norte, Europa, Ásia, África e América do Sul. O faturamento anual da empresa gira em torno dos R$ 7 bilhões.

No Brasil, o objetivo é que a linha de produção da fábrica tenha a parceria Joint-Venture Cantu (Itajaí) e Magno (Recife). Além da comercialização nacional, a expectativa é exportar para toda a América do Sul. Com investimento bilionário na primeira fase das obras, entre os compromissos da empresa está a construção de uma fábrica equipada com tecnologia de ponta e com alto desempenho em todas as etapas de produção, inovação, segurança e capacitação da mão-de-obra local. As tratativas também estão ocorrendo nos estados de Paraíba, Paraná e Pernambuco.

“A gente posicionou Santa Catarina muito no sentido de mão de obra qualificada, um lugar seguro, um lugar que tem estabilidade jurídica, um lugar que realmente investe em tecnologia. Nós sabemos a potência que é o nosso estado, não só nos aspectos econômicos, de tecnologia, mas também em belezas naturais. Essa é uma fábrica altamente tecnológica que vem para revolucionar o mercado de pneus aqui da América Latina. Então, Santa Catarina que trouxe a BMW há 10 anos, vai conseguir trazer mais este negócio, porque tem essa vontade empreendedora, essa ligação muito forte do governo com o empresariado”, conclui o empresário Beto Cantu.

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Santa Catarina pode sediar unidade de uma das maiores fabricantes de pneus do mundo – Agência de Notícias SECOM (estado.sc.gov.br)

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Após suspensão da greve, embarque de grãos nos portos da Argentina estão se normalizando

Os envios de grãos a partir dos portos argentinos estão se normalizando após o governo ordenar a suspensão de uma greve de quase uma semana, na manhã de segunda-feira, informou o diretor da câmara dos portos do país.

O governo emitiu uma ordem para que dois sindicatos de trabalhadores de oleaginosas suspendessem a greve por 15 dias. Até o momento, um dos sindicatos confirmou que cumprirá a determinação.

A greve começou na terça-feira passada e havia paralisado as exportações dos principais portos de grãos do país, enquanto os trabalhadores exigiam que seus salários se mantivessem à frente da alta inflação.

“Com a conciliação ordenada, os terminais convocam seus funcionários e eles retornam ao trabalho conforme seus turnos agendados”, disse Guillermo Wade, diretor da câmara dos portos, à Reuters.

O Sindicato dos Trabalhadores e Empregados de Oleaginosas do Departamento de San Lorenzo anunciou que recebeu a ordem do governo e atenderá às solicitações para as negociações obrigatórias.

“Estamos cumprindo com a conciliação (negociações). Gradualmente e de maneira organizada, vamos suspender a greve”, afirmou Martin Morales, secretário do sindicato.

A Federação dos Trabalhadores da Indústria de Oleaginosas, o outro sindicato em greve, ainda não respondeu ao pedido de comentário.

Os sindicatos haviam alegado anteriormente que não conseguiram negociar com os produtores de grãos. Morales acrescentou que uma reunião inicial entre as partes está marcada para quarta-feira, às 11h, horário local (14h GMT).

A câmara da indústria de oleaginosas divulgou um comunicado solicitando intervenção do governo, citando o impacto econômico da greve e a paralisação das negociações com os sindicatos.

A greve afetou principalmente os terminais ao norte de Rosario, ao longo do rio Paraná, de onde mais de 80% das exportações agrícolas e agroindustriais da Argentina são enviadas.

Mais de 40 navios foram atrasados pela greve, de acordo com a bolsa de grãos de Rosario.

A Argentina é um grande produtor de grãos e um dos principais exportadores de óleo de soja e farelo de soja. A economia agrícola do país depende fortemente dos fundos em moeda estrangeira gerados pelas exportações de grãos, enquanto o governo busca reforçar as escassas reservas do banco central.

Fonte: Reuters

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Conversas entre Mercosul e China são realizadas em Montevidéu

Na segunda-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Nicolás Albertoni, se encontrou com sua contraparte chinesa, Hua Chunying, em Montevidéu. O encontro ocorreu enquanto o Mercado Comum do Sul (Mercosul), sob a presidência rotativa do Uruguai, continuava a promover um Acordo de Livre Comércio com a China. Também estavam presentes dignitários dos demais países membros do bloco regional e o embaixador da China, Huang Yazhong.

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, propôs retomar as negociações para aprofundar as relações através do mecanismo estabelecido em 2018. Embora o Uruguai tenha uma inclinação para negociar individualmente fora do Mercosul, Montevidéu reconhece a importância de manter boas relações com a Argentina e o Brasil. Por isso, optou por avançar com as negociações em grupo, especialmente agora que Lacalle Pou reassumiu a presidência temporária do bloco.

“O objetivo é abrir novos mercados e proporcionar maior acesso para nossos produtos”, afirmou Albertoni. “Embora o acesso ao mercado possa gerar diferentes posições e desafios, isso não impede nosso avanço em termos de cooperação e investimento”, acrescentou.

“O comércio é uma área frequentemente sensível, mas isso não deve limitar nosso progresso, tanto bilateralmente quanto dentro do Mercosul. Acreditamos que é possível avançar juntos em nossa agenda”, destacou o oficial uruguaio.

Albertoni também sublinhou que o Uruguai tem sido um defensor desse tipo de diálogo. “Estamos avançando em toda a área de relacionamento com a China e na abertura de mercados”, observou. “O Uruguai deseja fortalecer essa área e o simples fato de estarmos fazendo isso é uma conquista significativa”, argumentou.

Na segunda-feira, foram realizadas duas reuniões: uma pela manhã, de caráter bilateral, e outra à tarde, envolvendo todos os membros do Mercosul. “Questões como autorizações sanitárias e outros tópicos bilaterais naturalmente surgem nessas conversas”, comentou Albertoni sobre o encontro matinal.

Fonte: MercoPress
Conversas entre Mercosul e China são realizadas em Montevidéu – DatamarNews

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Entidades apoiam Autoridade Portuária sobreesperar para ativar o terminal STS10 no Porto de Santos

Apesar da polêmica e das disputas envolvendo o STS10, área que será destinada para contêineres e que originalmente fica no cais do Saboó, no Porto de Santos, entidades do setor consultadas por A Tribuna compreenderam a ideia do presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, sobre o caso. No último dia 1º de agosto, em entrevista coletiva, ele disse que o STS10 não será viabilizado antes da construção de dois viadutos na Alemoa, previstos para 2028.

Presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa avalia que se trata de uma decisão acertada e bastante coerente da APS. “Realmente o acesso rodoviário é um dos grandes gargalos que existem para o Porto de Santos. E um terminal de contêineres só vai aumentar essa demanda de caminhões para o Porto. Vale ressaltar outra obra de infraestrutura de suma importância, que é o aprofundamento do canal para 16 metros, para que esse novo terminal possa operar recebendo os maiores navios porta contêineres existentes hoje”, argumenta.

O próprio Pomini lembrou na mesma ocasião que, caso o STS10 estivesse funcionando atualmente, conforme foi projetado, a Cidade estaria totalmente parada na região da Alemoa.

“Antes de expandirmos e pensarmos em novos terminais, é preciso que tenhamos vias de acesso adequadas”, ressaltou na entrevista.

Diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva também considera “adequada” a posição da APS. “Entendemos que o Porto precisa crescer em sintonia com os modais que serão utilizados para o escoamento dos produtos para evitar gargalos e conflitos na relação porto-cidade”.

O gráfico abaixo usa dados do DataLiner para comparar importações e exportações de contêineres de longo curso no Porto de Santos entre janeiro de 2021 e junho de 2024.


Outros argumentos

O presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Maria Menano, entende que a APS tem razão no pensamento logístico e técnico da questão, mas ressalta que gestões municipais, estaduais e da própria Autoridade Portuária anteriores foram avisados a respeito.

“Também causa indignação que estejam sendo realizadas, neste momento, duas passarelas entre as marginais da Anchieta, entre o viaduto da Alemoa e o Rio Casqueiro, sem que dois braços de pouco mais de 20 metros não interliguem os funcionários do bairro industrial da Alemoa. Mesmo como rota de fuga de ciclistas e de prestadores de serviço que, diariamente, atravessam a linha férrea – graças a Deus cada vez mais operante – por cima dos trilhos”, argumenta.

Menano também observa a respeito das divergências a respeito das competências das obras, que acabam atrapalhando. “Sendo agora a Ecovias a fazer o viaduto do Saboó à Anchieta, cai por terra aquele discurso ineficiente dos entes políticos de que isto é obrigação da União, aquilo do Estado e aquele outro do Município. Isso não convence e, depois, não se mostra real na prática. Pode uma divergência entre entes políticos criar gargalos no Porto de Santos e ninguém ser responsabilizado pela prioridade na opção do local errado dos dois viadutos da Zona Noroeste?”, emenda.

O presidente da AMA também ressaltou para que sejam dadas as ampliações aos terminais de contêineres que eles pedem e necessitam, “mas que se licite o Saboó para não perdermos cargas para outros portos e as pessoas possam trabalhar nos diferentes tipos de cargas”.

Em breve, diz ele, haverá incapacidade também na carga de projetos e nos veículos de importação e exportação, com dificuldades ainda maiores do que hoje em berços de fertilizantes, granéis sólidos e granéis líquidos. “O Saboó, caso licitado para cargas e contêineres, precisa de dois ou três anos de obras para reforço de cais”, acredita Menano.

Apesar de apoiar com veemência a transferência do terminal de passageiros para o Centro de Santos, o empresário acha que não é admissível que se percam metros quadrados importantes para a logística de cargas. “O terminal de passageiros tem de ficar no Centro, porém mais perto dos armazéns 1, 2 e 3 e não tirando área já ocupada por cargas no Saboó”, acrescenta.

O Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), que representa os armadores, preferiu não se pronunciar no momento sobre o assunto.

Principais terminais de contêineres do Porto se posicionam

A Tribuna procurou os dois principais terminais de contêineres do Porto. Pela Santos Brasil, o diretor-presidente, Antônio Carlos Sepúlveda, afirma que novos projetos devem ser desenvolvidos sem interferir negativamente com a eficiência do Porto e o bom funcionamento dos municípios portuários.

“As autoridades portuárias devem zelar pela equalização da capacidade dos acessos marítimo, rodoviário e ferroviário com a capacidade dos terminais. A boa gestão dessas capacidades aumenta a competitividade do Porto e reduz o impacto da operação portuária no meio ambiente, principalmente emissão de gases efeito estufa”, comenta.

Já a Brasil Terminal Portuário (BTP), em nota, acredita que a modernização da infraestrutura portuária deve ocorrer simultaneamente à expansão da capacidade em novas áreas, não apenas com obras civis para a entrega de mais viadutos na Alemoa, mas também com novas rodovias de acesso, dragagem no canal de navegação e aumento do transporte ferroviário e de cabotagem.

“É urgente e imperativa a ação para aumentar a capacidade de operação de contêineres no Porto de Santos. De fato, todos esses investimentos devem estar em sinergia e serem realizados simultaneamente, pois somente sendo tratados de forma concomitante, podem contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura e para a representatividade do País no comércio exterior”, afirma.

Apesar de a APS negar esgotamento para a movimentação de cargas no Porto de Santos, a BTP afirma que o complexo portuário santista entrará em colapso até 2026 se nada for definido e começar a ser feito agora, ressaltando que a afirmação já considera as expansões contratadas dos terminais do complexo santista.

“Um novo terminal, como o STS10, levará ao menos quatro anos para estar 100% operacional. Por essa razão, as obras civis para expandir a rede rodoviária podem ocorrer simultaneamente – elas não têm impacto sobre a execução do plano em termos de aumento da capacidade de movimentação de contêineres em Santos. Adicionalmente, mesmo com o STS10 elevando a capacidade de movimentação de contêineres, ele movimentaria volumes significativos de cargas de transbordo, o que não causaria impacto na infraestrutura viária”, argumenta.

Fonte: A Tribuna
Entidades apoiam Autoridade Portuária sobre esperar para ativar o terminal STS10 no Porto de Santos (atribuna.com.br) 

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