Comércio, Exportação

Exportações de veículos impulsionam balança comercial positiva do Paraná em junho

Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR destaca avanço da indústria automotiva e novos mercados para produtos paranaenses

A balança comercial do Paraná fechou o mês de junho com superávit de US$ 36,70 milhões, resultado de exportações que somaram US$ 1,83 bilhão e importações de US$ 1,80 bilhão. A corrente de comércio atingiu US$ 3,63 bilhões no período. Os dados constam no Boletim do Comércio Exterior da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apesar da queda nas exportações de dois dos principais produtos da pauta estadual, a soja (-37,28%) e carne de aves (-30,00%), o mês de junho registrou avanço expressivo em outras áreas, com destaque para o setor automotivo.

As exportações de veículos de passageiros cresceram 196,44% em relação a junho de 2024, totalizando US$ 80,84 milhões. Veículos rodoviários somaram US$ 43,46 milhões, com crescimento de 250,61%, e os veículos para transporte de mercadorias e usos especiais atingiram US$ 41,51 milhões, com alta de 91,77%.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho da indústria automotiva reforça o protagonismo do Paraná nesse setor. “Mesmo em um cenário global de desaceleração nas commodities, os números mostram que a indústria automotiva paranaense tem ampliado sua competitividade e consolidado sua posição como um dos motores da economia estadual”, afirma.

Nas importações, os produtos mais adquiridos pelo Paraná foram adubos ou fertilizantes químicos (US$ 307,90 milhões), com elevação de 18,73%, e partes e acessórios de veículos (US$ 112,77 milhões), que cresceram 14,52% no comparativo anual.

Parceiros comerciais 

Entre os principais destinos das exportações paranaenses, a China manteve a liderança com participação de 23,59%, apesar da queda de 36,48% em relação a junho do ano passado. A Argentina, porém, figura como o segundo principal parceiro comercial paranaense, com aumento expressivo de 166,55% nas exportações, alcançando 9,10% do volume comercializado pelo estado. A nova política tarifária dos Estados Unidos impactou as exportações, que caíram 7,1% na variação anual, posicionando o mercado americano na terceira posição do ranking, com uma participação de 6,9%.  Historicamente, o Paraná apresenta déficits na balança comercial com os Estados Unidos, em 2017 e 2019, por exemplo, o saldo negativo ultrapassou US$ 1,3 bilhão. Contudo, essa tendência se inverteu em 2024, quando o estado registrou um superávit de US$ 108 milhões, resultado que se manteve positivo também em 2025.

“Quando determinados mercados passam a impor restrições ou reduzem a demanda, o empresariado busca alternativas. O avanço da Argentina como segundo maior destino das exportações é um sinal positivo de diversificação e abertura de novas oportunidades comerciais para o Paraná”, analisa Dezordi.

Além da Argentina, outros países ampliaram significativamente suas importações do Paraná, entre eles a Argélia (540,00%), Omã (243,03%), Índia (160,57%) e Singapura (92,72%).

Nas importações, a China também é o principal parceiro comercial, com 23,29% de participação e crescimento de 13,13% no período. Já os Estados Unidos, embora tenham reduzido suas compras de produtos paranaenses, aumentaram em 27,60% o volume exportado ao estado. As importações da Argentina também cresceram, com elevação de 10,93%.

O Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR está disponível para consulta AQUI.

Fonte: Fecomércio PR

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Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí movimenta 1,8 milhão de toneladas no semestre e registra alta histórica de 1.686%

O Porto de Itajaí registrou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025, com a movimentação de 1.859.082 toneladas em cargas gerais e contêineres. O volume representa um crescimento de 1.686% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 104.144 toneladas — um marco que reafirma a recuperação e a relevância do terminal no cenário portuário nacional.
Desse total, 200.090 toneladas foram destinadas à exportação e 179.331 à importação, considerando exclusivamente as operações realizadas no Cais Público e na área arrendada do porto. Somente no mês de junho, o Cais Público movimentou 147.937 toneladas, enquanto a área arrendada respondeu por 231.484 toneladas.

“O Porto de Itajaí não apenas se recuperou, como superou expectativas e ampliou significativamente sua movimentação. Crescemos 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, e fomos destaque nacional no segmento de contêineres, especialmente na região Sul, que bateu recorde de movimentação. A tendência é de crescimento contínuo”, avaliou o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Complexo portuário de Itajaí supera 7 milhões de toneladas no semestre

Ao incluir todas as unidades operacionais que integram o complexo — como Teporti, Poly Terminais, Barra do Rio, Trocadeiro, Braskarne e Portonave — o volume total movimentado chegou a 7.116.922 toneladas de janeiro a junho de 2025.
Foram 3.574.635 toneladas exportadas e 3.542.287 importadas, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. A movimentação de 610 embarcações no acumulado do ano, sendo 101 apenas em junho, reforça a intensidade das operações e o protagonismo logístico da região.

Porto de Itajaí acompanha tendência nacional de crescimento

O desempenho do Porto de Itajaí segue a tendência registrada nos portos brasileiros. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o Brasil movimentou 532 milhões de toneladas de janeiro a maio deste ano — superando, em apenas cinco meses, o volume total registrado durante todo o ano de 2024. O crescimento nacional foi de 0,8% no período.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Mapa vai buscar novos mercados para substituir exportações aos EUA

Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global podem ser alternativas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vai buscar novos mercados para serem alternativa às exportações brasileiras que poderão ser afetadas com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% os produtos importados do Brasil. O ministro Carlos Fávaro disse nesta quinta-feira (10) que o governo busca minimizar os impactos da decisão dos Estados Unidos. 

“Vou reforçar essas ações, buscando os mercados mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras. As ações diplomáticas do Brasil estão sendo tomadas em reciprocidade. As ações proativas vão acontecer aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária para minimizar os impactos”, disse Fávaro, em pronunciamento nas redes sociais. 

Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as sanções passam a valer a partir do dia 1º de agosto.

Fávaro classificou a ação do governo norte-americano como “indecente” e disse que o governo brasileiro está agindo de forma proativa. Ele relatou que já conversou com as principais entidades representativas dos setores mais afetados, como de suco de laranja, de carne bovina e de café para encontrar alternativas. 

“Para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula em ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e dar oportunidade de crescimento para a agropecuária brasileira”. 

No setor de agronegócio, açúcar, café, suco de laranja e carne representam os principais itens da pauta brasileira aos norte-americanos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, um dos efeitos colaterais de curto prazo deve ser a queda de preços no mercado interno, especialmente das commodities agrícolas que deixarão de ser exportadas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já calcula que a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Balança comercial: Brasil importa mais do que exporta na relação com os EUA desde 2009

No somatório da série histórica desde 1997, Brasil registra déficit comercial de US$ 49,9 bilhões. Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

O relacionamento comercial do Brasil com os Estados Unidos é marcado por predominância da economia norte-americana, segundo números da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os números revelam que o Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os Estados Unidos desde 2009, ou seja, nos últimos 16 anos. Nesse período, as vendas americanas ao Brasil superaram suas importações em US$ 90,28 bilhões – considerando os números até junho de 2025.

Um déficit comercial significa que o Brasil importou mais produtos americanos do que exportou para os Estados Unidos. O que, para a economia brasileira, representa um cenário desfavorável.

  • Nesta quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
  • Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o americano afirmou que a balança comercial dos países é “injusta”. “Entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil”, escreveu Trump.
  • O republicano disse também que determinou a abertura de uma investigação do Brasil por práticas comerciais desleais ou injustas.
  • O anúncio foi recebido com espanto por especialistas no Brasil e no mundo, que classificaram a decisão como político-ideológica. Entidades da indústria e da agropecuária brasileira manifestaram preocupação com o anúncio e disseram que as taxas ameaçam empregos.

A compilação de dados, que tem início em 1997, mostra também um saldo superavitário (mais exportações do que importações) de US$ 49,88 bilhões em favor dos EUA. Foram considerados 28 anos de comércio exterior, além dos primeiros seis meses de 2025.

Balança comercial do Brasil com os Estados Unidos
Exportações menos importações em US$ bilhões

No ano passado, os números manifestam equilíbrio na relação comercial com os Estados Unidos. Foram exportados US$ 40,33 bilhões em produtos, e importados US$ 40,58 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 253 milhões para o Brasil.

Porém, o primeiro semestre de 2025 voltou a registrar um desequilíbrio. O Brasil comprou US$ 1,67 bilhão a mais do que vendeu aos Estados Unidos.

📊 A investigação aberta pelo governo norte-americano sobre as práticas comerciais do Brasil se baseia na Seção 301, um dispositivo da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos. A norma prevê a apuração de práticas estrangeiras desleais que afetam o comércio norte-americano.

Na prática, a medida funciona como um mecanismo de pressão internacional para defender os interesses dos EUA e prevê que o país possa adotar medidas para tentar corrigir tais práticas.

Carta com teor político

Na carta enviada a Lula, Trump também:

  • Citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF);
  • Sem apresentar provas, afirmou que a decisão foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

O presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça brasileira e não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, acrescentou o presidente brasileiro.

Fonte: G1


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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,3 bilhão em julho

Exportações crescem 10,6% na 1ª semana de julho

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,3 bilhão na primeira semana de julho, com corrente de comércio de US$ 10,5 bilhões. O resultado decorreu de exportações no valor de US$ 5,93 bilhões e importações de US$ 4,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado de 2025, as exportações somam US$ 171,8 bilhões e as importações, US$ 140,4 bilhões, totalizando saldo positivo de US$ 31,39 bilhões e corrente de comércio de US$ 312,2 bilhões. A média diária da corrente de comércio na primeira semana de julho atingiu US$ 2,639 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 325,31 milhões.

As exportações até a primeira semana de julho apresentaram crescimento de 10,6% em relação a igual período de 2024, passando de US$ 1,34 bilhão para US$ 1,48 bilhão. Já as importações registraram alta de 14,3%, com média de US$ 1,15 bilhão, ante US$ 1,01 bilhão no ano anterior.

No acumulado do mês, as exportações de Agropecuária caíram 13,8%, totalizando US$ 1,07 bilhão. A Indústria Extrativa teve crescimento de 24,4%, alcançando US$ 1,55 bilhão, enquanto a Indústria de Transformação aumentou 15,2%, somando US$ 3,28 bilhões. O aumento nas exportações foi puxado por produtos como animais vivos (40,3%), produtos hortícolas frescos (44,4%) e café não torrado (23,4%) na Agropecuária; minério de Ferro (7%) e minérios de Cobre (203,3%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (48,4%), aeronaves (330,5%) e ouro não monetário (164,2%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, produtos como milho não moído (-76,9%), soja (-9,5%) e algodão em bruto (-56,2%) tiveram queda nas exportações dentro da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, houve redução nas vendas de pedra, areia e cascalho (-70%) e minérios de metais preciosos (-97%). Já na Indústria de Transformação, farelos de soja (-38,6%) e produtos semiacabados de Ferro ou aço (-50,4%) registraram diminuição.

Nas importações, Agropecuária cresceu 2,9%, somando US$ 0,09 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa recuou 6,4%, com US$ 0,23 bilhão. A Indústria de Transformação aumentou 16,6%, totalizando US$ 4,30 bilhões. O aumento das compras ocorreu principalmente em milho não moído (128,4%), soja (152,4%) e matérias vegetais em bruto (30,7%) na Agropecuária; outros minerais (5,1%) e óleos brutos (79,1%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (31,3%), medicamentos (58,6%) e fertilizantes químicos (36%) na Indústria de Transformação.

Por outro lado, produtos como pescado (-37,4%), trigo e centeio (-8,6%) e frutas frescas (-14,9%) tiveram queda nas importações no setor agropecuário. A Indústria Extrativa registrou redução em fertilizantes brutos (-76,3%) e carvão (-87,3%). A Indústria de Transformação teve queda nas compras de Cobre (-91,1%), válvulas e transistores (-18,9%) e veículos para transporte (-24,2%).

Fonte: AgroLink

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Comércio, Logística, Negócios

Governador Jorginho Mello lidera criação da Ferrosul: ligação ferroviária entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul

O governador Jorginho Mello recebeu nesta terça-feira, 8, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, para debater a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul. O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

“Foi decidido que nós vamos criar uma comissão técnica agora, formada pelos quatro estados, de forma legalizada. Baseada em uma carta, dizendo a intenção dos quatro governadores em trabalhar esse assunto de forma conjunta. Só assim nós entendemos que vamos de uma vez por todas fazer o assunto andar. Entendemos que isso é vital para a nossa economia. Por isso tomamos essa iniciativa”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

“Nós temos que dar relevância aqui por esse espaço importante que o governador Jorginho conseguiu construir, sem dúvida alguma, foi o convite dele para que esses estados estivessem aqui que tornou esse momento possível. A união desses quatro estados vai mudar totalmente a nossa capacidade de negociação. Eu tenho certeza que muitos atores do setor trabalhavam com a nossa divisão e agora todos vão saber que nós temos quatro estados que são muito importantes para o país, estados que têm uma grande capacidade de desenvolvimento econômico e que vão estar unidos para discutir a malha ferroviária. A verdade é que os nossos estados não têm recebido há décadas a atenção que merece no que diz respeito a sua eficiência logística”, avaliou Beto Martins.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrou a situação da malha ferroviária gaúcha e os benefícios da união em torno do tema. “Promovemos uma integração de visões entre os nossos estados, os três estados que integram a região Sul, somado o Mato Grosso do Sul. Porque infraestrutura e logística é crítico para a gente poder sustentar o desenvolvimento econômico. O Rio Grande do Sul assistiu ao longo das últimas décadas desativações de trechos da rede ferroviária, que significaram reduzir a funcionalidade desses trechos a 25% da malha originalmente estabelecida, de quase 4 mil quilômetros de rede ferroviária, menos de 900 quilômetros ali estão com capacidade operacional”, disse Leite.

Os governadores do Paraná Ratinho Junior e do Mato Grosso do Sul Eduardo Ridel estavam em viagens, por isso foram representados pelos respectivos secretários de Estado.

Também participaram da reunião o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) Topázio Neto, os secretários de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, da Comunicação, Bruno Oliveira, o adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, o adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, a secretária executiva de Articulação Nacional, Vânia Franco e o presidente da Invest SC, Renato Lacerda.

Fonte: Jornal do Comércio

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Comércio, Importação

BYD Vai Começar a Montar Veículos na Bahia, Reduzindo Importações

Para se antecipar a tarifas mais altas, BYD enviou cerca de 22 mil carros da China ao Brasil nos cinco primeiros meses de 2025

A BYD está prestes a iniciar a montagem de veículos elétricos em uma nova fábrica no Brasil, possivelmente já neste mês, disse seu principal executivo no país, buscando reduzir importações à medida que as tarifas começam a subir em seu maior mercado fora da China.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, disse que o objetivo é montar cerca de 50.000 carros este ano na fábrica na Bahia a partir de kits importados, acrescentando que está negociando uma alíquota de imposto menor para esses veículos.

“Devemos inaugurar nos próximos dias”, disse Baldy em uma entrevista no final da sexta-feira, sem especificar uma data, pois as aprovações regulatórias finais ainda estão a caminho. “O que tínhamos para este ano já foi importado para que a gente pudesse aproveitar (o momento), antes do aumento do imposto de importação que aconteceu no dia 1 de julho.”

Para aproveitar tarifas temporariamente mais baixas, a BYD havia enviado uma grande quantidade de carros acabados para o Brasil este ano, cerca de 22.000 veículos da China nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com cálculos da Reuters.

Isso gerou reclamações na indústria automotiva brasileira de que a BYD estivesse privilegiando a fabricação chinesa em detrimento da produção de sua nova fábrica na Bahia, onde uma investigação trabalhista e fortes chuvas afetaram os planos.

Um secretário de trabalho estadual disse em maio que a fábrica só estaria “totalmente funcional” no final de 2026. No entanto, Baldy disse que a fábrica está na direção de iniciar a produção local completa em julho de 2026, após montar veículos a partir de kits “complete knock down” (CKD) pelos próximos 12 meses.

Uma vez totalmente operacional, disse ele, o complexo em Camaçari deve gerar até 20.000 empregos diretos e indiretos.

As altas expectativas para a operação, no local de uma antiga fábrica da Ford assumida pela BYD em 2023, foram abaladas em dezembro, quando o Ministério Público do Trabalho apresentou acusações de abusos trabalhistas envolvendo empreiteiros chineses contratados para construir o complexo.

O MPT entrou com uma ação judicial em maio responsabilizando a montadora chinesa e empreiteiras por suposto tráfico de pessoas e submissão de trabalhadores a “condições análogas à escravidão”, após o fracasso das negociações para um acordo.

“Nós sempre buscamos respeitar a lei brasileira, a dignidade humana”, disse Baldy, acrescentando que a empresa queria chegar a uma resolução. Ele, entretanto, não disse por que falharam os esforços para um acordo.

Fonte: Forbes

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Comércio, Comércio Exterior

Corrente de comércio ultrapassa US$ 300 e bate recorde histórico para o semestre

No ano, as exportações totalizam US$ 166 bi e as importações US$ 136 bi, com saldo positivo de US$ 30,1 bi

A corrente de comércio do Brasil com o mundo ultrapassou US$ 300 bilhões no acumulado de janeiro a junho deste ano, assinalando recorde histórico para o primeiro semestre, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta sexta-feira (4/7).

Foram US$ 166 bilhões em exportações no semestre e US$ 136 bi em importações, com saldo de US$ 30,1 bi e corrente de US$ 302 bilhões.

No mês de junho, as exportações alcançaram US$ 29,1 bilhões e as importações US$ 23,3 bi – saldo de US$ 5,9 bilhões e corrente de US$ 52,4 bilhões.

Em valores, as exportações cresceram 1,4% na comparação mensal e recuaram 0,7% no acumulado do ano. Esse recuo é puxado pela queda nos preços internacionais, já que, em volume exportado, houve aumento de 6,1% no mês e de 1,2% no semestre.

Em relação às importações, houve crescimento de 3,8% na comparação mensal e de 8,3% no acumulado do semestre. O resultado recorde da corrente de comércio representou crescimento de 3,2% sobre o primeiro semestre de 2024.

Durante a coletiva, a Secex também apresentou a segunda previsão anual do MDIC para o resultado da balança comercial de 2025. Ela aponta para crescimento de 1,5% nas exportações, 10,9% nas importações e 5,6% na corrente de comércio, com superávit de U$ 50,4 bilhões.

Exportações por setores

Por setores econômicos, as exportações em junho de 2025, sobre o mesmo mês de 2024, tiveram crescimento de US$ 1,55 bilhão (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,77 bilhão (10,0%) em Agropecuária e de US$ 0,41 bilhão (6,2%) em Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, houve crescimento de US$ 3,98 bilhões (4,7%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,23 bilhão (0,6%) em Agropecuária; e queda de US$ 4,98 bilhões (11,8%) em Indústria Extrativa.

Importações por setores

Nas importações, pela comparação mensal, houve crescimento de US$ 1,12 bilhão (5,5%) em Indústria de Transformação; queda de US$ 0,01 bilhão (2,8%) em Agropecuária e de US$ 0,25 bilhão (20,9%) em Indústria Extrativa. 

No acumulado do ano, crescimento de US$ 0,34 bilhão (11,6%) em Agropecuária e de US$ 12,38 bilhões (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 2,37 bilhões (28,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 6,6% no primeiro semestre e atingem maior valor da história

Faturamento nos primeiros seis meses do ano chegou a US$ 5,85 bilhões. Enquanto exportações de Santa Catarina crescem, média nacional é de estagnação – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom

O faturamento com exportações de Santa Catarina no primeiro semestre de 2025 chegou a US$ 5,85 bilhões, cerca de 6,6% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 5,49 bilhões. Com o aumento, Santa Catarina atingiu o maior faturamento da história com exportações em um primeiro semestre. O resultado é fruto da economia catarinense, que com diversidade e qualidade da produção consegue chegar a mais de 200 destinos em todo o mundo.

O aumento das exportações catarinenses é um contraste em relação à média nacional. Enquanto em Santa Catarina a elevação foi de 6,6% no período, o país registrou estabilização, com recuo de 0,65%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Governo Federal, e foram divulgados nesta sexta-feira, 4.

Conforme o governador Jorginho Mello, o bom desempenho das exportações catarinenses é resultado do reconhecimento internacional do estado. “As exportações de Santa Catarina chegam a mais de 200 destinos em todo o mundo, porque aqui se fabricam produtos competitivos, com qualidade e certificação. Além disso, temos ampliado nossa presença internacional para reafirmar a excelência dos nossos produtos”, afirma. 

Exportações de Santa Catarina têm destaque para carnes e geradores elétricos

No primeiro semestre de 2025, o principal produto exportado por Santa Catarina foi a carne de frango, com faturamento de US$ 953 milhões. Na sequência aparece a carne suína, com US$ 850 milhões. Em terceiro lugar estão os geradores elétricos e suas partes, somando US$ 302 milhões. As exportações de madeira (US$ 248 milhões), soja (US$ 229 milhões) e folheados de madeira (US$ 220 milhões) também se destacaram. 

Entre os principais produtos da pauta exportadora, houve variação positiva, por exemplo, na venda de tabaco (75%), papel e cartão (22%), carne suína (21,1%), de frango (7,1%) e de móveis (8,8%). “Santa Catarina está com a economia muito aquecida, resultado de um povo que gosta de empreender e de trabalhar, mas também de um Governo do Estado que, sob liderança do governador Jorginho Mello, estimula o setor produtivo”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck. 

Produtos catarinenses chegam a mais de 200 destinos pelo mundo

Nos primeiros seis meses do ano, os produtos catarinenses chegaram a mais de 200 destinos pelo mundo. O principal destino são os Estados Unidos, que compraram US$ 847 milhões em bens produzidos em Santa Catarina. Os americanos importam principalmente madeira e produtos de madeira, geradores e motores elétricos, bem como móveis.

Em segundo lugar está a China, com US$ 580 milhões adquiridos de Santa Catarina. Os chineses compram principalmente soja, carne suína e carne de frango. O terceiro maior destino das exportações catarinenses é a Argentina, com faturamento de US$ 437 milhões. Na sequência aparecem Japão (US$ 348 milhões), México (US$ 306 milhões) e Chile (US$ 305 milhões).

“A produção de Santa Catarina se destaca pela excelência, resultado da inovação, da dedicação e da competência dos nossos trabalhadores e empresários. Esse compromisso com qualidade faz do estado uma referência nacional e internacional. O aumento das exportações reforça esse reconhecimento, levando a força e o alto padrão da indústria catarinense para o mundo”, reforça o secretário Silvio Dreveck. 

Importações cresceram 4,8% no primeiro semestre

Referência pela qualidade dos portos e pela competitividade do setor logístico, Santa Catarina historicamente é a porta de entrada de muitos produtos que ingressam no Brasil, seja para a região Sul ou até para estados do Sudeste e Centro-Oeste. No primeiro semestre, as importações registraram alta de 4,8%, passando de US$ 16 bilhões em 2024 para US$ 16,8 bilhões em 2025. 

A lista de produtos que chegam em Santa Catarina é puxada pelo cobre (US$ 718 milhões), utilizado como matéria-prima de muitas indústrias catarinenses. Na sequência aparecem partes e acessórios de veículos automotivos (US$ 475 milhões), adubos e fertilizantes (US$ 443 milhões), outras matérias plásticas em formas primárias (US$ 432 milhões) e produtos laminados planos, de ligas de aço (US$ 418 milhões).

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio

Ministério revisa para baixo projeção de superávit comercial

A queda no preço das commodities (bens primários com cotação internacional) e o crescimento da economia brasileira fizeram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisar para baixo a projeção de superávit comercial (exportações menos importações) em 2025. A estimativa caiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 50,4 bilhões.

A projeção é atualizada a cada três meses. Caso se confirme, o superávit será 32% menor que o saldo positivo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024. A estimativa apresentada em abril não contemplava as políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem as retaliações da China, que impactam o comércio global.

“A gente vê uma leve queda de exportações no primeiro semestre, motivadas por preços menores. E o valor é sustentado por volume. A demanda mundial vem se enfraquecendo, isso vem afetando o preço das commodities”, disse o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão.

Brandão também explicou que o Brasil está aproveitando o crescimento econômico para importar mais, principalmente bens de capitais, máquinas e equipamentos usados na produção. “Por outro lado, a economia brasileira continua crescendo, continua demandando insumos e bens de capital importados, o que deve resultar nesse saldo comercial de US$ 50 bilhões”, afirmou.

As importações crescerão bem mais que as exportações neste ano. O governo projeta exportar US$ 341,9 bilhões em 2025, com alta de 1,5% em relação aos US$ 337 bilhões exportados pelo país ano passado. Em contrapartida, as importações deverão atingir US$ 291,5 bilhões, avanço de 10,9% em relação aos US$ 262,9 bilhões comprados do exterior em 2024.

Na comparação com a projeção anterior, divulgada em abril, as exportações caíram US$ 11,2 bilhões. A previsão para as importações subiu US$ 8,6 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

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