Comércio Exterior

FecomercioSP: Medidas contra tarifas são positivas, mas foco deve ser negociação

A entidade aponta que o pacote dá fôlego aos setores mais atingidos pela elevação das tarifas de importação por Donald Trump

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (FecomercioSP) reconheceu a necessidade das medidas contra o tarifaço anunciadas nesta quarta-feira, 13. A entidade aponta que o pacote dá fôlego aos setores mais atingidos pela elevação das tarifas de importação por Donald Trump, mas cobrou foco nas negociações, na diminuição das tensões.

“As medidas contra o tarifaço dão fôlego aos setores atingidos. O foco agora deve ser negociar, o foco agora deve ser a diminuição das tensões”, diz a nota.

Para a entidade, as medidas anunciadas hoje pelo Executivo para conter danos causados pelo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil eram necessárias diante da gravidade da situação.

“As políticas, que envolvem disponibilidade de crédito a empresas mais atingidas, adiamento de arrecadação de impostos, estímulos via compras governamentais e apoio jurídico nos tribunais norte-americanos terão efeitos significativos, sobretudo, para produtos industrializados que, com a taxação do mercado estadunidense, ficam provisoriamente sem direcionamento”, acrescenta a nota da FecomercioSP.

Essas mercadorias, de acordo com a entidade, não serão realocadas em outros mercados no curto prazo e, por isso, as empresas que as produzem estão sujeitas a impactos mais sérios, os quais, em alguns casos, prejudicam regiões inteiras do País. Portanto, sem um resgate imediato, a sobrevivência desses negócios estaria em risco.

No entanto, segundo a FecomercioSP, é preciso que o governo não aumente ainda mais a tensão diplomática com a Casa Branca. “O momento é de evitar declarações retaliatórias e evitar discussões públicas improdutivas. É mais relevante negociar com responsabilidade e moderação. Só assim as medidas – que a Federação entende não ter fundamento econômico – terão a chance de ser revertidas”, avalia a entidade.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Receita Federal realiza live sobre alterações recentes no catálogo de produtos e o futuro do comércio exterior

A live será transmitida no dia 14 de agosto, às 14h, pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube.

A Receita Federal convida toda a comunidade aduaneira, servidores e cidadãos interessados para a live “Simplificação Radical: alterações recentes no catálogo de produtos e o futuro do comércio exterior”, que será transmitida no dia 14 de agosto, às 14h, pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube. 

O evento contará com a participação do subsecretário de Administração Aduaneira, do coordenador-geral da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana), do coordenador de Riscos Aduaneiros, de delegados das vinte maiores Alfândegas da Receita Federal e de demais representantes da comunidade aduaneira. 

Durante a transmissão, serão apresentadas e debatidas as recentes alterações no catálogo de produtos, bem como as perspectivas e diretrizes para o futuro do comércio exterior brasileiro. A iniciativa busca promover a integração, a transparência e a simplificação dos processos, fortalecendo a competitividade e a segurança nas operações internacionais.

📅 Data: 14/08/2025
⏰ Horário: 14h
▶️ Clique para assistir pelo Youtube

Participe e acompanhe as discussões que irão impactar o comércio exterior nos próximos anos.

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior

Tarifaço de Trump ameaça desmontar 80% dos empregos no setor madeireiro na região norte de MT

Indústria busca alternativas políticas para a madeira não se tornar uma “moeda de troca”

O tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre produtos brasileiros acendeu o alerta no setor de base florestal de Mato Grosso, que pode sofrer forte impacto nas exportações para os Estados Unidos. 

Mais de 26% da madeira nativa produzida no estado tem como destino o mercado americano, segundo o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado (Cipem-MT), Ednei Blasius.

O estado trabalha com cerca de 50 espécies de madeira, das quais aproximadamente 15 são destinadas à exportação. Entre elas, destaca-se o piso de madeira maciça com acabamento voltado ao consumidor norte-americano, um produto de difícil colocação em outros mercados. 

“Sem ter para onde direcionar a produção, há risco de desemprego praticamente total nas linhas voltadas a esse mercado, que empregam de 60% a 70% de mão de obra feminina altamente especializada. Estamos falando de empregos que podem simplesmente deixar de existir e de toda uma cadeia produtiva que pode desmontar”, afirma Blasius.

Para ele, o risco nesse segmento chega a 100%, já que não há, no momento, alternativas definidas para realocação da mão de obra.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (13), durante debate promovido pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), que reuniu mais de 20 representantes do setor.

Silvio Rangel, presidente do Sistema Fiemt, propôs a criação de uma carta conjunta, a ser assinada pelos representantes da indústria e dos trabalhadores, com medidas concretas que possam amenizar os efeitos negativos do tarifaço. O documento será encaminhado aos governos estadual e federal como forma de buscar apoio institucional e políticas de mitigação. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Madeireira de Juína e Região (Stimajur), João Alves da Luz, reforça que a maior pressão recairá sobre as fábricas, diretamente dependentes das encomendas internacionais. 

Atualmente, cerca de 180 empresas atuam na região, sendo responsáveis por aproximadamente 80% dos empregos locais. “Cada trabalhador que está dentro de uma fábrica tem a sua família, e muitos dependem exclusivamente desse emprego”, pontua.

O temor é que uma queda nas exportações leve a cortes significativos no quadro de funcionários, com efeito dominó sobre a economia regional, sustentada pela base florestal. 

A expectativa agora recai sobre o pacote de medidas econômicas de R$ 30 bilhões anunciado pelo governo federal no Plano Brasil Soberano. Para os trabalhadores, é fundamental que o plano inclua subsídios e políticas específicas também para a mão de obra, e não apenas para a indústria.

“Nós vendemos nosso trabalho. Se a empresa reduz o número de funcionários, ficamos sem ter o que vender. A nossa preocupação é que a madeira acabe virando uma ‘moeda de troca’ em negociações, até porque é um setor sensível por questões ambientais”, alerta João.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

As compras no exterior aumentaram 300% desde o novo limite de US$ 3.000

Marcelo García, da Galeón Logistics Solutions, explicou à Cadena 3 que, com o novo limite de dólares por envio, os argentinos estão optando por importar produtos mais baratos

Marcelo García, especialista em comércio exterior e sócio da Galeón Logistics Solutions, destacou em entrevista à Cadena 3 uma mudança significativa nas compras do exterior por parte dos argentinos. Desde dezembro de 2024, o limite de compra por envio aumentou para 3.000 dólares, o que facilitou o processo de importação.

García comentou que “há uma situação negativa de defasagem cambial, o que faz com que os produtos no mercado local fiquem mais caros do que os que podem ser adquiridos no exterior”.

O aumento no uso de serviços de courier tem sido notável. Segundo García, o crescimento no volume de envios é estimado em 300% em comparação com o ano anterior. “Em junho deste ano, foram importados pouco mais de 70 milhões de dólares, com quase 400.000 envios e um preço médio próximo de 200 dólares”, detalhou.

Aproximadamente 70% das compras realizadas correspondem a celulares, computadores e tablets. “A única explicação é que sai mais barato comprar e trazer de fora do que adquirir localmente”, afirmou García.

Os limites estabelecidos permitem até 3.000 dólares por envio e até 50 quilos por volume. Além disso, os usuários podem realizar até cinco envios por ano por pessoa, sendo que alguns deles contam com envio gratuito. Para facilitar o processo, os clientes compram em plataformas que têm operadores logísticos associados, como FedEx ou DHL.

García detalhou que o volume de envios aumentou, com uma média no aeroporto de Ezeiza que passou de 400 para quase 900 toneladas mensais. “No aeroporto de Córdoba também há um crescimento exponencial”, acrescentou.

Quanto aos impostos, os compradores devem considerar que há uma franquia de até 400 dólares isenta de tarifas de importação. O que excede esse valor enfrenta uma carga tributária que pode chegar a até 35%.

A simplificação dos trâmites e a possibilidade de comprar produtos mais baratos do que no mercado local têm levado cada vez mais argentinos a optarem por compras internacionais.

Entrevista do programa Informados al regreso.

Fonte: Cadena 3

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Comércio Exterior, Negócios

Governo de SC anuncia pacote de R$ 435 milhões para apoiar empresas afetadas pela nova tarifa dos EUA

Governador Jorginho Mello definiu ações tributárias e financeiras para proteger empregos e manter a competitividade dos exportadores catarinensesFotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello anunciou nesta quarta-feira, 13, um pacote de R$ 435 milhões em medidas emergenciais para apoiar os setores da economia catarinense mais prejudicados pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.

As ações do Governo de Santa Catarina têm como objetivo preservar empregos, garantir a competitividade das empresas e assegurar a manutenção das operações das indústrias mais atingidas pela nova política tarifária norte-americana. Cerca de 73 mil postos de trabalho devem ser protegidos pelas medidas. 

O pacote será dividido em três frentes de ação:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses 
  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses 
  • Financiamento emergencial por meio do BRDE

“É hora de manter os pés no chão e agir com firmeza para proteger quem está gerando emprego e renda em Santa Catarina. Vamos estar ao lado de quem mais precisa para continuar produzindo, investindo e fazendo a nossa economia girar”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O anúncio das medidas ocorreu em Florianópolis, durante coletiva realizada na FIESC, que participou ativamente da construção das propostas nos últimos dias. O presidente Gilberto Seleme reconheceu que as medidas representam uma resposta fundamental do governo catarinense em favor do setor produtivo num momento grave.

Em contrapartida, as empresas atendidas deverão concentrar esforços na manutenção dos postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade econômica de Santa Catarina. “É um apoio importante para que as empresas atravessem esse momento com mais segurança, preservando sua atividade e os empregos que geram em todo o Estado”, manifestou Seleme.

Também participaram da elaboração das medidas as secretarias do Planejamento (Seplan); Indústria, Comércio e Serviço (SICOS); Agricultura (SAR); Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI); além da InvestSC, do BRDE e do Badesc. 

Tarifa impacta 95% das exportações de SC aos EUA

Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostra que, em 2024, Santa Catarina exportou R$ 9,9 bilhões aos EUA. Cerca de 95% do volume total exportado (R$ 9,4 bilhões) está diretamente exposto à nova tarifa.

Os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis de madeira (48,5% das exportações para os EUA), seguido por blocos de motor e compressores (17%), além de motores elétricos e transformadores (14,5%). O Norte do Estado é a região mais impactada (44% das exportações para os EUA), seguido do Vale do Itajaí (22%).

Classificação de risco

As ações emergenciais estão direcionadas às empresas catarinenses expostas à nova tarifa e que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”. 

Juntos, esses negócios respondem por cerca de R$ 8,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos e garantem mais de 73 mil empregos diretos — postos de trabalho que o pacote anunciado busca proteger diante do novo cenário internacional.

As três frentes de apoio do Governo do Estado somam cerca de R$ 435 milhões, entre medidas financeiras e tributárias.

“Estudamos diversos cenários para que o governador Jorginho Mello definisse as melhores alternativas para Santa Catarina. As medidas anunciadas seguem critérios técnicos, baseados em dados concretos, com foco em atender quem mais precisa e minimizar o impacto social e econômico para o Estado”, explicou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).

O Governo de Santa Catarina, observa o secretário, seguirá monitorando os desdobramentos da política tarifária norte-americana e poderá atualizar ou redefinir medidas, conforme a evolução do cenário.

Veja a distribuição das empresas afetadas:

Nível de ImpactoExportações afetadas em relação ao faturamento EmpresasEmpregosExposição média EUA (%)FaturamentoExportações para os EUA
Crítico75% ou mais40 (5%)4 mil (1,4%)86%R$ 2,2 biR$ 1,9 bi (20%)
Alto50% a 75%45 (5,5%)5 mil (1,8%)60%R$ 2 biR$ 1,2 bi (13%)
Relevante25% a 50%55 (6,5%)6 mil (2%)33%R$ 2,7 biR$ 0,9 bi (10%)
Gerenciável5% a 25%155 (18,5%)58 mil (20,5%)11%R$ 39 biR$ 4,4 bi (47%)
BaixoAté 5%534 (64,5%)208 mil (74%)0,5%R$ 204 biR$ 1 bi (10%)
Total0 a 100%829281 mil13%R$ 250 biR$ 9,4 bi

Fonte: Dados da Declaração Única de Exportação (DUE), CAGED e declarações fiscais

Entenda as medidas:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
    R$ 62 milhões em créditos
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS gerados nas operações de exportação. Essas empresas têm um fluxo estabelecido para a transferência de crédito. Com a medida, o Estado vai antecipar a liberação do saldo de crédito acumulado dividido em três meses, garantindo a entrada de recursos no caixa das empresas de forma imediata.

  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
    R$ 72 milhões em ICMS postergado (R$ 36 mi/mês)
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas diretamente afetadas pela tarifa poderão adiar o pagamento do ICMS por dois meses, durante três meses consecutivos. Na prática, os vencimentos do imposto serão prorrogados, sem multa, por 60 dias. A medida melhora o fluxo de caixa das empresas no curto prazo, permitindo que reorganizem suas finanças sem comprometer as operações.

  • Financiamento emergencial
    R$ 265 milhões disponíveis em linhas de financiamento
    18 mil empregos preservados
    Início da medida: Imediato

251 empresas se enquadram nos critérios
Níveis crítico, alto, relevante = faturamento até R$ 300 milhões/ano
Nível gerenciável = faturamento até R$ 100 milhões/ano

Empréstimo em Dólar (US$)
Total: R$ 165 milhões
Taxa: Variação cambial + 3% a.a.*
Custo p/ Estado: R$ 18,3 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 6 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Empréstimo em Reais (R$)
Total: R$ 100 milhões
Taxa: 9% a.a. fixo em R$*
Custo p/ Estado: R$ 17,6 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 10 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Condições gerais
Carência: 12 meses (pagamento dos juros semestrais)
Amortização: 24 meses (pagamento principal + juros mensais)
Prazo p/ quitação: 36 meses
Custo total p/ Estado: R$ 36 milhões

O Governo de SC, em parceria com o BRDE, vai oferecer uma linha de financiamento emergencial, específica para cobrir, por quatro meses, os custos fixos das empresas (como energia, aluguel e folha de pagamento) na mesma proporção das receitas que vinham das exportações para os EUA. Será considerado o histórico de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, não atrelado a exportações futuras. 

Por exemplo: um negócio com faturamento anual de R$ 100 milhões, com cerca de R$ 40 milhões em exportações comprometidas pela nova tarifa, terá a opção de buscar um financiamento na ordem de R$ 4 milhões — nesse cálculo, a SEF/SC considera que o custo fixo representa 30% do faturamento da empresa.

Serão atendidos pela medida os negócios com faturamento máximo de R$ 300 milhões/ano que tenham sofrido impacto “crítico”, “alto” ou “relevante” diante da nova tarifa. Também serão atendidos os estabelecimentos com faturamento máximo de R$ 100 milhões/ano enquadrados no nível “gerenciável” de impacto.

“A medida prioriza empresas de médio e menor porte, que têm menos alternativas no mercado internacional e maior vulnerabilidade diante da tarifa, enquanto as grandes corporações costumam ter maior diversificação de mercados e estrutura mais adaptada para redirecionar suas estratégias comerciais”, explica o secretário Cleverson Siewert.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda

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Comércio Exterior

Governo lança hoje pacote de R$ 30 bi contra tarifaço de Trump; veja o que esperar

Medida Provisória prevê crédito com juros reduzidos, compras governamentais e reforma estrutural no Fundo de Garantia à Exportação

O governo federal apresenta nesta quarta-feira (13) um pacote de medidas para socorrer empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos nacionais. O plano, que será detalhado em cerimônia no Palácio do Planalto às 11h30, prevê uma linha inicial de crédito de R$ 30 bilhões, com possibilidade de ampliação, além de instrumentos de estímulo à exportação e apoio jurídico contra as tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou, em entrevista à BandNews, que a ajuda priorizará pequenas empresas e exportadores de alimentos perecíveis, como frutas, mel e hortaliças; e de máquinas, setores com menor capacidade de absorver o choque nas vendas externas. “Ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, disse Lula, reforçando que a medida busca preservar empregos e abrir novos mercados para os afetados. Segundo ele, o governo também incentivará ações judiciais nos EUA para contestar as tarifas.

O pacote será formalizado por medida provisória e deve incluir autorização para compras governamentais de produtos de empresas atingidas, conforme confirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “É um projeto que contempla as várias demandas do setor produtivo. Nós tivemos reuniões com os setores produtivos e ele atende particularmente aos mais afetados”, afirmou.

Crédito extraordinário e contrapartidas

O financiamento será concedido por meio do Banco do Brasil e do BNDES, com juros reduzidos e prazo de carência. Haddad explicou que os recursos virão de crédito extraordinário ao Orçamento, mecanismo que não conta para o limite de gastos do arcabouço fiscal, e que, em alguns casos, o acesso aos empréstimos dependerá da manutenção dos empregos.

O plano também prevê o uso do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para ampliar a cobertura a empresas exportadoras, não apenas às prejudicadas pelo tarifaço. “Estamos fazendo uma reforma estrutural no FGE, com suporte de outros fundos, para garantir instrumentos modernos para toda empresa brasileira com vocação para exportar”, disse Haddad.

Dentro da meta fiscal

A taxação americana entrou em vigor no último dia 6, após Trump vincular a medida a uma retaliação política pelo processo judicial contra Jair Bolsonaro nos EUA. Embora a Casa Branca tenha retirado cerca de 700 itens da lista, setores estratégicos permaneceram sujeitos à tarifa, provocando queda imediata nas vendas, cancelamentos de contratos e relatos de demissões.

O governo sinalizou que o pacote terá limites fiscais. “Todas as soluções vão ficar dentro da meta”, garantiu Haddad, referindo-se à meta de déficit zero para 2025.

Lula afirmou que o Brasil também buscará solução para o impasse na Organização Mundial do Comércio (OMC) e poderá adotar medidas de reciprocidade, mas sem “bravatas”. “Vamos medir as consequências de cada ação a ser tomada”, disse o presidente.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Informação, Portos

Túnel Santos-Guarujá recebe licença ambiental prévia e avança para leilão de concessão

Licença concedida pela Companhia Ambiental de São Paulo autoriza prosseguimento do projeto, aguardado há mais de 100 anos

O projeto do túnel Santos-Guarujá, uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do país, avançou mais uma etapa com a concessão da Licença Ambiental Prévia pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A autorização é requisito fundamental para a realização do leilão de concessão, previsto para 2025, e assegura aos investidores a viabilidade ambiental e jurídica da obra, estimada em R$ 6,8 bilhões.

A licença confirma que o projeto atende às exigências ambientais, permitindo que avance para a próxima etapa. Apenas com essa autorização é possível iniciar as obras, que prometem transformar a mobilidade entre Santos e Guarujá e gerar ganhos para a logística e a economia da Baixada Santista.

“O túnel Santos-Guarujá é uma das obras mais importantes do Brasil e vai integrar de forma definitiva as duas cidades, melhorando a mobilidade, reduzindo o tempo de travessia e fortalecendo a economia da região”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Coordenada pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a intervenção integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal) e prevê a ligação seca entre as duas cidades, separadas pelo estuário do Porto de Santos. O túnel terá 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros serão imersos, com três faixas de rolamento por sentido, sendo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.

O MPor tem atuado na articulação com órgãos ambientais e governos estadual e municipal para o andamento do projeto, além de apresentar a obra a investidores nacionais e internacionais. Em abril, o ministro Silvio Costa Filho esteve na Europa para conhecer projetos de referência e divulgar a iniciativa em agendas na Dinamarca, Holanda e Portugal.

O projeto, considerado a maior obra do Novo PAC, deve atrair grande interesse de investidores pela relevância logística e econômica que representa para o sistema portuário brasileiro e para a integração urbana da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio Exterior

Brasil assina memorando de cooperação com China e Rússia em meio a tarifaço

Iniciativas buscam diversificar parcerias em um contexto de tensões comerciais globais

Foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (11), dois memorandos de cooperação do Brasil com a China e a Rússia, que permitem avanços em áreas estratégicas de finanças e economia.

Os documentos foram assinados em 3 de julho de 2025, no Rio de Janeiro, mas publicados em meio às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a determinados produtos brasileiros.

A iniciativa com os chineses permite que os países “estabeleçam sinergias estratégicas entre as estratégias brasileiras de desenvolvimento, como a NIB (Nova Indústria Brasil), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Plano de Transformação Ecológica e o Programa Rotas da Integração Sul-Americana e a Iniciativa Cinturão e Rota, para impulsionar a atualização e o melhoramento da qualidade da cooperação entre os dois países”.

Além disso, o memorando destaca o compromisso de “expandir e aprofundar a cooperação programática” e reforça o papel da COSBAN (Comissão Brasileiro-Chinesa de Alto Nível), com foco em “ações concretas para propiciar a criação de um mecanismo internacional voltado à proteção e preservação das florestas tropicais”.

Já o memorando com os russos estabelece um “Diálogo Econômico e Financeiro bilateral regular” para promover cooperação em áreas como “políticas macroeconômicas, desafios econômicos, cooperação tributária, financiamento de infraestrutura e fortalecimento da cooperação multilateral no âmbito dos BRICS e do G20”.

O texto ressalta que as partes atuarão com base nos princípios de “igualdade, benefício mútuo, confiança mútua firme, abertura, inovação, justiça, equidade e respeito à soberania”.

Os documentos foram assinados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seus homólogos Anton Siluanov, da Rússia, e o representante do Ministério das Finanças da China. As iniciativas buscam diversificar parcerias em um contexto de tensões comerciais globais.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Especialista: China não tem interesse de voltar a depender da soja dos EUA

Quando conversa com seus interlocutores na China, Larissa Wachholz ouve que não há interesse por parte dos chineses de voltar a depender da soja dos Estados Unidos como foi no passado.

Até a primeira passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os norte-americanos se destacavam como fornecedores da oleaginosa ao país asiático. Desde a primeira guerra comercial deflagrada pelo republicano, a balança virou de ponta cabeça: hoje, os EUA fornecem cerca de 20% da soja consumida pelos chineses; o Brasil, 70%.

Especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e sócia da Vallya Participações, Wachholz relatou ao WW desta segunda-feira (11) que os chineses têm para eles que a diversificação de mercado foi fruto de um esforço e que, por tanto, o país “não teria interesse em caminhar para uma nova dependência”. Wachholz também foi assessora especial do Ministério da Agricultura para assuntos relativos à China.

Ela ressalta que na relação entre os EUA e a China houve uma quebra de confiança em relação a um “produtos tão essencial como a soja” para os chineses. Em meio a negociações que caminham vagarosamente, Washington e Pequim, até o momento, não estabeleceram nenhuma garantia de que as tarifas aplicadas um contra o outro não vão voltar a subir.

Mais cedo, Trump se manifestou sobre a relação comercial, e exigiu que os chineses quadrupliquem as compras de soja norte-americana. O movimento veio pouco antes de o republicano estender, por mais 90 dias, a pausa tarifária à China. Questionada se os dois movimentos estão interligados, Wachholz pondera que ainda não há como saber ao certo e que “tudo indica que não tenha sido”. Porém, a especialista em negócios com a China não descarta que a soja esteja sendo utilizada pela Casa Branca como ferramenta política nas tratativas com os chineses.  

Ao perder espaço no mercado chinês, o produtor norte-americano se viu em uma situação delicada, agricultores estes que estão baseados em estados tradicionalmente republicanos. “O presidente Trump tem dito repetidas vezes que as tarifas são resposta a um déficit comercial, que é difícil de resolver, os volumes são muitos grandes. Mas os Estados Unidos têm condições de exportar produtos agrícolas e a China é uma grande demandante”, observa Wachholz. “Esse é um tipo de produto que de fato tem na China um mercado consumidor e poderia ser usado de forma política para um acordo. E as duas maiores economias do mundo precisam chegar a um acordo para várias cadeias produtivas.”

Se adotada a demanda, prejudicano na história seria o Brasil: os EUA virariam o maior fornecedor à China, apesar de a soja brasileira ser mais competitiva por conta de preço, escala de produção e qualidade. Porém, Wachholz ressalta que nem a dependência da China da soja brasileira é de interesse dos chineses, destacando políticas públicas que o governo de Xi Jinping tem promovido para reduzir as compras do grão.

“Em uma viagem à China, em junho, ouvi de uma autoridade brasileira que, quando se encontrou com o presidente da Universidade de Agricultura da China, ouviu que a missão a ele dada por Xi Jinping foi de reduzir as compras da China de soja brasileira. Também tem preocupação do lado deles de ter muitos ovos da mesma cesta de fornecimento.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Como a empresa mais valiosa do mundo ficou no meio da briga China-EUA

Em acordo histórico com governo Trump, gigantes da tecnologia concordam em compartilhar receitas de vendas para o mercado chinês em troca de licenças de exportação

Empresa mais valiosa do mundo, a Nvidia se vê no meio da histórica guerra comercial de Donald Trump com a China. O resultado: uma concessão extraordinária de uma corporação de US$ 4,5 trilhões que dará aos Estados Unidos uma porcentagem de cada chip de inteligência artificial de alta performance vendido aos chineses.

O acordo, que a AMD também assinou para alguns de seus chips, pode equilibrar dois objetivos concorrentes da administração Trump: manter a dominância norte-americana em IA enquanto assegura um acordo comercial com a China.

A tratativa ainda pode garantir à Casa Branca bilhões de dólares para gastar como desejar.

Do que trata o acordo?

A Nvidia e a AMD concordaram em pagar ao governo norte-americano 15% de suas receitas provenientes das vendas de semicondutores para a China em troca de licenças para exportar sua tecnologia para lá.

A Casa Branca bloqueou em abril a exportação de certos chips de IA para a China, incluindo os chips H20 da Nvidia e MI308 da AMD.

O acordo com a administração Trump permite que as empresas obtenham licenças de exportação para retomar as vendas desses chips na China, disse um funcionário norte-americano à CNN Internacional. O Financial Times foi o primeiro a reportar a história no domingo (10).

A Nvidia antecipou o acordo no mês passado, quando disse que retomaria as vendas do chip H20 para a China após o governo demonstrar abertura para permitir novamente a exportação de certos chips de IA.

Mas o pagamento de 15% foi uma surpresa. Trump disse que inicialmente foi solicitado à Nvidia pagar 20%, mas eles negociaram a taxa para 15%.

O acordo foi fechado após o CEO da companhia, Jensen Huang, se reunir com o presidente dos Estados Unidos na quarta-feira (6), disse o funcionário. Embora as licenças de exportação tenham sido concedidas na sexta-feira (8), nenhum envio foi feito ainda.

“Seguimos as regras que o governo dos EUA estabelece para nossa participação nos mercados mundiais”, disse um porta-voz da Nvidia em comunicado.

“Embora não tenhamos enviado H20 para a China por meses, esperamos que as regras de controle de exportação permitam que a América compita na China e mundialmente.”

Quão extraordinário é isto?

Governos, incluindo os Estados Unidos, já assumiram o controle de empresas no passado quando eram consideradas de importância estratégica para a segurança nacional.

Durante a crise financeira em 2009, os Estados Unidos assumiram o controle da General Motors e Chrysler, e os rendimentos dessas participações foram diretamente para o Tesouro norte-americano depois que o governo as vendeu com lucro.

Mas não está claro se o governo dos EUA já exigiu uma porcentagem dos negócios de uma empresa sem assumir participação acionária – ou se isso é sequer legal.

A Constituição dos EUA proíbe impostos sobre exportações. Para contornar isso, os termos do acordo foram estruturados como um acordo voluntário, para que não seja considerado um imposto ou tarifa, disse um funcionário.

Em vez disso, Nvidia e AMD enviarão voluntariamente fundos ao governo norte-americano. As empresas não terão nenhuma influência sobre como o governo utilizará esse dinheiro após o envio.

“É difícil identificar qualquer precedente histórico para esse tipo de acordo”, disse Sarah Kreps, professora de direito e diretora do Instituto de Política Tecnológica da Escola Brooks de Política Pública da Universidade Cornell.

E a segurança nacional?

Nos últimos anos, o governo norte-americano tem buscado restringir o acesso da China à tecnologia avançada dos EUA em um esforço para desacelerar seu progresso em IA e permitir que os Estados Unidos se mantenham no topo.

Mas a reversão da Casa Branca nos controles de exportação pode ser um reconhecimento de que a China está avançando em IA de qualquer maneira, então as empresas norte-americanas podem muito bem ser autorizadas a se beneficiar.

Isso também pode dar aos EUA outra forma de aumentar a receita para o governo, junto com as tarifas.

“Parece que houve alguma vacilação dentro da administração sobre e em relação à China, e acho que isso reflete a divisão interna dentro da administração entre os falcões da China e os pragmáticos econômicos”, disse Kreps. “Parece que, cada vez mais, os pragmáticos econômicos estão prevalecendo.”

Essa abordagem se alinharia com os argumentos de Huang, da Nvidia, que tem dito que restringir as vendas de chips de IA é ruim para a segurança nacional dos EUA.

Os desenvolvedores chineses poderiam simplesmente minar a liderança norte-americana criando suas próprias alternativas se não puderem comprar tecnologia do país, segundo Huang, que se reuniu com Trump repetidamente nos últimos meses.

A Casa Branca concorda com o CEO, acreditando que é melhor ter a China vinculada a um chip fabricado nos EUA vendido por canais legítimos do que forçá-la ao mercado negro, disse um funcionário do governo. Os chineses têm conseguido subverter os canais existentes para obter chips restritos de qualquer maneira.

Por que Trump está cobrando 15%?

Grandes questões permanecem sobre onde surgiu a ideia da comissão de 15% e o que isso poderia significar para a segurança nacional.

Um funcionário do governo disse que o pagamento permite que a administração mantenha o controle do processo de exportação e gere receita para a Casa Branca no processo.

Ainda assim, não está claro se a penalidade para Nvidia e AMD efetivamente limitará o fluxo dos chips ou eliminará quaisquer possíveis questões de segurança nacional.

“Se existe uma preocupação legítima de segurança nacional sobre a exportação desses chips para a China, então não vejo como os pagamentos ao governo dos EUA resolvem esses riscos. Na verdade, não resolvem de forma alguma”, disse Scott Kennedy, consultor sênior e presidente do conselho em negócios e economia chinesa no CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais).

“E se não houver risco suficiente à segurança nacional ou se eles puderem ser adequadamente mitigados […] então o governo dos EUA deveria simplesmente sair do caminho e não esperar nada em troca.”

O que isso significa para a Nvidia?

A Nvidia lançou o chip H20 no ano passado como uma forma de manter acesso ao mercado chinês — que representou 13% das vendas da empresa em 2024 — diante dos controles de exportação impostos pela administração Biden.

Mas acredita-se que os chips tenham contribuído para o DeepSeek, um modelo avançado de IA chinês que abalou o Vale do Silício após seu lançamento no início deste ano, levantando preocupações de que a China estaria mais à frente em IA do que se pensava anteriormente.

Depois que a administração Trump proibiu as vendas do H20 para a China em abril, a Nvidia disse que teve bilhões de dólares em encargos e perda de receita devido aos controles de exportação no primeiro trimestre e projetou um resultado semelhante no segundo trimestre.

Assim, mesmo que tenha que repassar 15% dessas vendas para a Casa Branca, retomar os envios do H20 para a China poderia significar bilhões de dólares a mais em receita para a Nvidia — que se tornou a primeira empresa de capital aberto a ultrapassar US$ 4 trilhões em valor de mercado no mês passado.

As ações da Nvidia subiram até 0,5% na segunda-feira (11).

Qual a importância desses chips?

Na segunda-feira (11), Trump chamou o chip H20 da Nvidia de “obsoleto”, dizendo que a China “já o possui em uma forma diferente.”

“Esses H20s ainda são estado da arte”, disse Kennedy do CSIS. Embora sejam menos avançados, em alguns aspectos, do que outros chips da Nvidia, “eles também vêm com elementos que os tornam extremamente sofisticados e valiosos”, incluindo suas capacidades de memória.

“Acho que sugestões de que eles são obsoletos subestimam o valor para o usuário”, disse ele.

A Nvidia provavelmente considerou que há demanda chinesa suficiente pelos chips para tornar a comissão de 15% para a Casa Branca uma compensação válida para seus negócios, segundo Kreps.

“Você tem que fazer um cálculo baseado no que foi perdido com os controles de exportação”, disse ela.

Trump aprovará chips mais avançados?

Na segunda, Trump deixou em aberto a possibilidade de a Nvidia exportar seus chips Blackwell de altíssimo desempenho por um preço mais alto.

A administração do republicano havia fechado as portas para a exportação dessa tecnologia para a China — mesmo após reverter o curso sobre o H20.

No entanto, Trump disse que consideraria permitir que a Nvidia vendesse o chip Blackwell.

“O Blackwell é superultraavançado. Eu não faria um acordo com isso, embora seja possível”, disse Trump. “Eu faria um acordo um pouco aprimorado de forma negativa. Blackwell, em outras palavras, tirar 30% a 50% dele, mas esse é o último e o melhor do mundo. Ninguém tem isso. Eles não terão por cinco anos.”

Trump disse que Huang voltará à Casa Branca no futuro para discutir a venda de uma versão “não aprimorada” do Blackwell.

“Acho que ele virá me ver novamente sobre isso, mas será uma versão não aprimorada do grande”, disse Trump. “Sabe, às vezes vendemos aviões de caça para um país e damos a eles 20% menos do que temos.”

O que a China quer?

Questionamentos de Pequim sobre a segurança dos chips de IA americanos também levantam incertezas sobre quão bem-sucedida a política de comissão de Trump poderia ser.

A China pode optar por não comprar os chips H20 da empresa americana Nvidia, disse no domingo (10) a conta de mídia social Yuyuan Tantian, que é afiliada à emissora estatal CCTV.

Ela alegou que os chips poderiam ter “backdoors” que afetam sua função e segurança, seguindo alegações similares anteriores da administração de cibersegurança da China.

A Nvidia tem negado repetidamente que seus produtos possuam backdoors.

No entanto, essa declaração pode ser menos uma indicação de que a China não comprará chips americanos e mais um sinal para as empresas de tecnologia chinesas continuarem inovando em semicondutores, mesmo se os envios dos EUA forem retomados, disse Kennedy.

O que isso significa para um acordo comercial mais amplo?

Para a administração Trump, a análise de custo-benefício indica que isso abre o fluxo de chips de médio porte para a China, ao mesmo tempo em que fornece à administração uma importante moeda de troca nas negociações comerciais em andamento, disse um funcionário dos EUA.

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, classificou os controles de exportação da Nvidia como uma “moeda de negociação” nas discussões comerciais mais amplas entre EUA e China.

Mas a China está ciente disso, e seu posicionamento sobre supostas preocupações de segurança com o chip H20 neste fim de semana sugere que não será convencida tão facilmente — mesmo que deseje os chips para seu mercado.

Fonte: CNN Brasil

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