Economia

Bancos da zona do euro apertam crédito empresarial, aponta Banco Central Europeu

Os bancos da zona do euro passaram a endurecer as condições de crédito para empresas no último trimestre e indicam que novas restrições podem ocorrer ao longo do ano. O movimento é atribuído ao aumento da incerteza econômica, especialmente relacionada às políticas comerciais, segundo a pesquisa trimestral de empréstimos bancários divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta terça-feira (3).

Expansão do crédito segue abaixo do nível pré-pandemia

Embora o volume de empréstimos a empresas e famílias venha crescendo de forma gradual nos últimos anos, o ritmo ainda permanece inferior ao observado antes da pandemia. Para o BCE, o dado reforça que a expansão econômica da zona do euro, apesar de resiliente, continua em patamar moderado.

“As preocupações com as perspectivas das empresas e da economia em geral, somadas à menor tolerância ao risco dos bancos, contribuíram para o endurecimento dos critérios de concessão de crédito”, destacou o BCE, com base em consulta a 153 grandes bancos do bloco.

Política comercial influencia concessão de empréstimos

De acordo com o levantamento, metade das instituições financeiras afirmou que a incerteza em torno da política comercial já impactou negativamente os empréstimos, sobretudo pela redução do apetite ao risco e pela demanda mais fraca por crédito. Esses fatores, segundo os bancos, devem continuar pressionando o mercado ao longo deste ano.

O aperto no crédito corporativo foi mais evidente em países como Alemanha e França, enquanto Itália e Espanha não registraram mudanças relevantes nas condições de financiamento para empresas.

Hipotecas seguem em trajetória oposta

Na contramão do crédito empresarial, os bancos continuaram a flexibilizar as condições para hipotecas, com destaque para o mercado francês. Ainda assim, parte dessa flexibilização pode ser revista no primeiro trimestre, de acordo com as projeções das próprias instituições.

Apesar disso, a demanda por financiamentos imobiliários apresentou leve crescimento e tende a se manter, impulsionada pela melhora nas perspectivas do mercado imobiliário, mesmo com a confiança do consumidor exercendo impacto negativo.

Setores com maior e menor demanda por crédito

Os bancos esperam aumento da demanda por empréstimos na maioria dos setores da economia. As exceções ficam por conta da indústria automobilística, do comércio atacadista, do varejo e do segmento de imóveis comerciais, onde a procura por crédito deve permanecer mais contida.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash

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Economia

OCDE melhora previsões globais e minimiza impacto dos aranceles dos EUA

A OCDE elevou suas projeções e passou a enxergar um impacto menor do que o previsto da política de aranceles dos Estados Unidos sob o governo Donald Trump. No relatório de Perspectivas divulgado nesta terça-feira, a entidade revisou para cima estimativas apresentadas em setembro, indicando que as grandes economias avançadas estão mais preparadas para enfrentar a volatilidade comercial norte-americana.

O novo diagnóstico combina fatores como políticas macroeconômicas mais expansivas, melhores condições financeiras impulsionadas pelo avanço tecnológico e um aumento significativo nos investimentos em inteligência artificial. Segundo o documento, esses elementos ajudam a absorver parte da incerteza causada pelas tarifas aplicadas por Washington.

Estados Unidos puxam as revisões positivas
A maior correção ocorre justamente nas previsões para a economia americana. A OCDE calcula agora que o PIB dos EUA crescerá 2% em 2025, dois décimos acima do estimado anteriormente. Para 2026, a expectativa também sobe para 1,7%, e para 2027, para 1,9%. Mesmo sob a oscilação dos aranceles, o relatório destaca que os Estados Unidos mantêm um ritmo de expansão superior ao de outras economias avançadas.

Espanha se destaca na zona do euro
A entidade também elevou as perspectivas para a zona do euro. O crescimento deve alcançar 1,3% em 2025 e 1,2% em 2026, leves avanços em relação ao cenário anterior. O principal impulso vem da Espanha, novamente apontada como a economia mais dinâmica do bloco.

Para o país, a projeção é de 2,9% em 2025, 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027, colocando a Espanha como a locomotiva da região — atrás apenas da Turquia entre as grandes economias desenvolvidas.

Ásia e emergentes também avançam
O Japão registra ajustes favoráveis, com previsão de 1,3% de crescimento este ano e 0,9% em 2026. Entre os mercados emergentes, a OCDE melhora as expectativas para Arábia Saudita, Índia, Indonésia e Brasil, cuja economia deve avançar 2,4% em 2025, 1,7% em 2026 e 2,2% em 2027.

A China segue em trajetória estável, com estimativas de 5% em 2025, 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, sustentada por menor exposição às tensões tarifárias com os EUA.

México é o mais afetado pelos aranceles
O cenário é menos positivo para o México, fortemente dependente das exportações destinadas ao mercado americano. A entidade reduz suas previsões e projeta 0,7% de crescimento em 2025 e 1,2% em 2026, ambos abaixo dos números divulgados em setembro.

Volatilidade tarifária preocupa
O relatório lembra que o nível efetivo dos aranceles dos EUA tem mostrado forte volatilidade. Entre janeiro e abril, a taxa saltou de 2% para quase 18%, recuou para cerca de 14% no meio do ano e se manteve nesse patamar em novembro, em parte devido à redução das tarifas sobre produtos chineses. A OCDE observa que os impactos das últimas altas ainda não aparecem totalmente nos indicadores econômicos americanos.

Crescimento global moderado, porém estável
No conjunto, a economia mundial deve crescer 3,2% em 2025, 2,9% em 2026 e 3,1% em 2027 — números moderados, mas considerados sólidos diante das atuais tensões comerciais e da transição tecnológica.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Inflação da zona do euro sobe para 2,2% e reduz chances de cortes de juros pelo BCE

A inflação da zona do euro voltou a acelerar em novembro, subindo para 2,2% após registrar 2,1% no mês anterior, segundo dados divulgados pela Eurostat. O avanço inesperado reforça a percepção de que o Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas de juros estáveis por mais tempo.

Comportamento dos preços e núcleo da inflação
Mesmo próxima da meta de 2% do BCE, a inflação tem sido influenciada pela queda nos preços de energia, que ajuda a compensar pressões persistentes nos preços internos — especialmente no setor de serviços. Já o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e combustíveis, permaneceu em 2,4%. Os serviços continuam puxando os preços para cima, enquanto os bens duráveis apresentam avanço mais moderado.

Expectativas do BCE e impacto nos mercados
Os dados confirmam a avaliação do próprio BCE de que a inflação está, em grande parte, controlada. Com isso, as autoridades monetárias ganham mais tempo para monitorar a evolução dos preços antes de sinalizar novos movimentos na política monetária. Nos mercados, há praticamente consenso de que não haverá corte na taxa de depósito de 2% na reunião de 18 de dezembro. Para 2025, investidores atribuem apenas uma chance em quatro de qualquer flexibilização.

Perspectivas para juros em 2025
O BCE reduziu juros em 2 pontos percentuais até junho deste ano, mas desde então opta por mantê-los inalterados. Ainda assim, analistas esperam que o debate sobre novos cortes volte a ganhar força no início de 2025, quando a inflação pode cair abaixo da meta diante da continuidade da redução dos custos de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Fabian Bimmer

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Crescimento econômico da zona do euro continua lento em agosto, mostra PMI

O volume de novos pedidos aumentou pela primeira vez desde maio do ano passado, embora apenas ligeiramente

A economia da zona do euro continuou a expandir em ritmo lento em agosto, com o crescimento mais fraco do setor de serviços compensando a melhora na produção industrial, apesar do primeiro aumento no volume geral de novos pedidos desde maio do ano passado, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto do HCOB para a zona do euro, compilado pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,0 em agosto, marcando um pico recorde de 12 meses, mas ainda indicando um crescimento apenas modesto. A marca de 50,0 separa o crescimento da contração.

O volume de novos pedidos aumentou pela primeira vez desde maio do ano passado, embora apenas ligeiramente, já que a demanda interna compensou a queda dos pedidos de exportação, que diminuíram pelo ritmo mais rápido desde março.

“Andar de bicicleta muito devagar pode fazer você tombar. Esse é o risco que a zona do euro enfrenta. Sim, a economia vem crescendo desde o início do ano, mas o ritmo é dolorosamente lento”, disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

“As tensões políticas na França e na Espanha, a incerteza em torno do acordo comercial entre a UE e os EUA e os problemas contínuos no principal setor automotivo não estão ajudando.”

A UE e os EUA fecharam um acordo comercial no final de julho, mas apenas a tarifa básica de 15% foi implementada até o momento.

O setor de serviços viu o crescimento desacelerar para um ritmo marginal, com seu PMI caindo para 50,5 em agosto, em comparação com a máxima recorde de quatro meses de 51,0 registrado em julho.

O setor industrial apresentou o seu aumento de produção mais forte em quase três anos e meio, proporcionando um ponto positivo.

O crescimento geral do nível de emprego acelerou, atingindo um pico recorde de 14 meses, com as empresas de serviços aumentando o número de funcionários, enquanto as fábricas continuaram a reduzir o quadro de pessoal.

Entretanto, as pressões sobre os preços se intensificaram em agosto, com os custos de insumos aumentando pelo ritmo mais rápido desde março e as empresas elevando seus preços pela taxa mais acentuada em quatro meses, o que pode complicar as perspectivas de inflação do Banco Central Europeu.

A inflação geral no bloco subiu um pouco em agosto, para 2,1%, permanecendo em torno da meta de 2% do BCE e, provavelmente, reforçando as expectativas de que as taxas de juros permanecerão inalteradas no curto prazo.

Fonte: InfoMoney

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